A meia elástica é uma opção terapêutica ou coadjuvante no tratamento da insuficiência venosa, que inclui varizes e úlceras. Sua função principal é aliviar sinto
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O Uso da Meia Elástica na Insuficiência Venosa: Dr. Alexandre Amato
Quer dizer que não é fácil comprar uma meia elástica. Então, para acertar a meia elástica, você tem que ter a perna medida, com a fita métrica. Isso tem que ser colocado numa tabela em que vai ver o exato modelo que vai oferecer aquela compressão solicitada pelo cirurgião vascular na sua perna.
Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje nós vamos falar sobre um ponto muito importante do tratamento da doença venosa. Quando a gente fala em doença venosa, estamos falando de insuficiência venosa, varizes, úlceras venosas, todos os aspectos da doença venosa. Em muitas vezes, o tratamento com o uso da meia elástica é uma das opções. É uma das opções ou pode ser também um coadjuvante no tratamento. Então, é importante entender a meia elástica. E é muito frequente o paciente que tenta usar e não dá certo. Então, ele vem com a reclamação de que ele não conseguiu usar, que é muito ruim a meia elástica, que ele não vai usar nunca mais na vida dele, mas muitas vezes isso ocorre por uma falha, uma falha na expectativa. Então, o paciente que espera usar uma meia elástica e fazer as varizes desaparecerem, ele está com a expectativa errada. A meia elástica, a terapia de compressão elástica, serve para diminuir os sintomas. Então, ela vai diminuir a sensação de dor, vai diminuir a sensação de peso, de cansaço nas pernas e vai auxiliar no retorno venoso, comprimindo o sistema venoso superficial e direcionando o sangue para cima. Então, vamos entender primeiro o limite da **meia elástica**. A meia elástica não vai fazer nenhuma veia desaparecer, não vai melhorar em nada o aspecto estético das pernas, mas vai evitar ou pelo menos diminuir a velocidade de progressão da doença e vai evitar que chegue nas fases mais avançadas. Então, essa é a função da meia elástica, além da prevenção e da profilaxia. Quando a gente fala de meia elástica, então, o paciente pode ter uma experiência prévia ruim. Essa experiência prévia ruim pode ter sido pelo uso errado da meia elástica. Em primeiro lugar, nós temos meias de várias qualidades no mercado. Então, o uso de uma meia de baixa qualidade pode trazer prejuízo para o paciente. Então, pode ser um tecido muito grosso, muito difícil de usar. Outro é o uso errado, a meia comprada de forma errada. Então, pode ser uma de baixa, média, alta, com pressão. E ele pode ter comprado uma que não é adequada para ele. Por isso, a meia elástica tem que ser prescrita pelo cirurgião vascular, que vai indicar qual é a meia adequada para fase da doença, para a situação do paciente naquele momento. Existem vários tamanhos de meias. Meias três quartos, meias sete oitavos, meia calça. O tamanho também deve ser prescrito pelo seu cirurgião vascular. Ao comprar a meia, também é muito importante entender que as pessoas têm pernas de tamanhos circunferências diferentes. Então, as meias que oferecem maior variedade de tamanhos, elas têm mais chance de se adaptar ao paciente. Então, as meias que têm pouca variação no seu tamanho, o paciente que tem que se adaptar a ela. Isso quer dizer o quê? Quer dizer que não é fácil comprar uma meia elástica. Então, para acertar a meia elástica, você tem que ter a perna medida, com a fita métrica. Isso tem que ser colocado numa tabela em que vai ver o exato modelo que vai oferecer aquela compressão solicitada pelo cirurgião vascular na sua perna. Essa meia não vai funcionar para outra pessoa. Em outra pessoa, ela pode comprimir mais ou comprimir menos, ou pode acabar garroteando, garroteando, apertando uma parte da perna. Isso é uma catástrofe. Uma meia elástica não pode garrotear. Isso a gente tem que evitar ao máximo. Uma outra queixa frequente é a dificuldade para se colocar uma meia elástica. Obviamente, uma meia de leve compressão é mais fácil de colocar. Uma meia de alta compressão é muito mais difícil. Dependendo da idade do paciente, a meia pode ser mais difícil de colocar também. Por isso existem os auxiliadores. Nós temos esses colocadores de meia que podem facilitar nesse processo. Você veste essa gaiola e depois usa a gaiola para vestir a perna de forma relativamente fácil. Existem tecidos diferentes nas meias também. Tecidos mais grossos, mais finos, que podem dar mais conforto ou menos conforto. Existem meias masculinas, meias femininas. Uma outra queixa também é a estética da meia. A meia é muito feia. Essa aqui é uma meia relativamente feia. O tecido é mais grosso. Mas existem meias de compressão semelhante que são mais finas e mais esteticamente adequadas para as mulheres. Existem meias próprias para a úlcera. Esse modelo vem em duas partes, uma botinha e a parte de cima. Existem outros modelos em que uma meia vem em cima da outra. São várias opções no mercado para tentar fazer com que a meia se adapte à necessidade do paciente. E não o contrário que o paciente se adapte à meia existente. O acerto pode não vir na primeira compra. Você pode acabar ficando decepcionado com a primeira meia ou com o uso de uma meia em tempos anteriores. Mas a insistência leva à perfeição. A gente vai acabar testando e chegando na meia e que vai poder te ajudar. E para quem tem doença venosa, a situação é a seguinte. Você tem que tirar meia no final do dia e tem que sentir um alívio, tem que se sentir bem. Não é para ser um martírio. Para quem tem doença, o uso da meia elástica é para ser confortável, gostoso e tem que trazer benefício. Então, se você tem qualquer dúvida, passe com seu cirurgião vascular. Tenha uma conversa prolongada e profunda sobre o uso da meia elástica que é um aspecto muito, muito importante do tratamento da prevenção da doença venosa. Muito obrigado, assista a nossos outros vídeos no nosso canal no YouTube e estamos à disposição. Legendas pela comunidade de Amara.org
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.