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Dedo AZUL? Saiba o Que Fazer!

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Dedo AZUL? Saiba o Que Fazer!

A síndrome do dedo azul é uma condição vascular caracterizada por uma coloração azulada, roxa ou púrpura fixa em um dedo da mão ou do pé, não desencadeada por t

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Perguntas respondidas neste vídeo

Sabia que isso é uma entidade médica bem reconhecida?

Um dedo pode ser um dedo da mão, um dedo do pé, se ele ficou azulado, roxo, púrpura, isso é uma doença vascular e a gente precisa entender para conseguir evitar um dano maior. Sou o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e eu ajudo pessoas com problemas circulatórios a entenderem o seu problema e a melhorar a qualidade de vida.

Está lá com alguma extremidade do corpo azulada?

Comenta lá embaixo que eu quero saber a razão pela qual você está aqui no vídeo para saber o que eu posso fazer para ajudar um outro vídeo falando de outro aspecto da doença. Tudo isso é muito importante para a gente melhorar aqui o canal, para ele ficar mais adequado para as suas necessidades.

O que tem a ver um chuveirinho com isso?

É porque pequenos fragmentos, então, eles podem microembolizar, então ele acaba fazendo um chuveirinho mesmo de pequenas partículas de sangue que vão lá distalmente, causando obstrução desses pequenos vazinhos.

Então, como que isso funciona?

Se você tem uma placa na parede do vaso, essa placa, ela pode ser uma placa mole ou uma placa dura. Seria uma placa instável ou uma placa estável.

A placa instável tem esse nome por quê?

Porque ela consegue fragmentar, ela consegue soltar pedacinhos muito facilmente. E essa é uma placa perigosa, então ela pode abrir, ela pode expor o seu conteúdo ali dentro dessa placa, que tem um conteúdo necrótico, tem bastante célula muscular, tem um monte de substância, colesterol, lipídios, e tudo isso pode formar pequenos aglomerados.

Transcrição completa do vídeo

E aí, já ficou com o dedo azul? Sabia que isso é uma entidade médica bem reconhecida? Um dedo pode ser um dedo da mão, um dedo do pé, se ele ficou azulado, roxo, púrpura, isso é uma doença vascular e a gente precisa entender para conseguir evitar um dano maior. Sou o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e eu ajudo pessoas com problemas circulatórios a entenderem o seu problema e a melhorar a qualidade de vida. Então esse dedo azul tem até nome, chama-se síndrome do dedo azul.

Acontece que eu lembro até quando eu estava na residência médica, que às vezes a gente colocava o diagnóstico de síndrome do dedo azul e os outros residentes de outras especialidades viam aquilo e tiravam sarro achando que era brincadeira, mas não é. Isso é uma doença bem clara, bem definida do ponto de vista vascular. E não tem nada a ver com aquele fenômeno de Renault que a gente já falou. O fenômeno de Renault é uma vasoconstrição, é uma situação em que o dedo pode ficar roxo, mas em sequência de outras colorações.

Então ele vai ficar pálido, roxo e avermelhado. Esse é o fenômeno de Renault ou a síndrome de Renault. E esse vídeo aqui não é sobre o Renault, é sobre a síndrome do dedo azul.

Então você já teve o dedo azul? Conhece alguém que teve o dedo azul? Alguém na família está passando por esse problema? Está lá com alguma extremidade do corpo azulada? Comenta lá embaixo que eu quero saber a razão pela qual você está aqui no vídeo para saber o que eu posso fazer para ajudar um outro vídeo falando de outro aspecto da doença. Tudo isso é muito importante para a gente melhorar aqui o canal, para ele ficar mais adequado para as suas necessidades. Então o termo síndrome do dedo azul foi cunhado lá em 1976.

Foi a primeira vez que foi usado, mas outros casos já tinham sido publicados na literatura uma década antes. E a síndrome do dedo azul então estava relacionada com a embolização. O que é isso? É quando um pequeno fragmento de alguma coisa solta e vai parar lá na frente obstruindo algum vaso da árvore arterial.

Então a síndrome do dedo azul é um dedo roxo, violáceo, não desencadeado pelo trauma, ou pelo frio, ou por alguma situação de estresse, que aí seriam outras causas. Mas sim por um êmbolo, por uma obstrução de algum vaso. Hoje em dia também considera-se o venoso, não só o arterial, mas o venoso.

Um homem com gangrene acha que ele é fortunado se ele só perde um dedo e não um braço. No caso de uma obstrução arterial, esse pequeno êmbolo vai funcionar como uma rolha, ele obstrui a chegada do sangue oxigenado vermelhinho lá na periferia, na pontinha do dedo. Agora, no lado venoso, que é responsável pela drenagem, pela retirada desse sangue e levar de volta para o coração, pode acabar causando uma estase desse sangue, também engurgitando e causando a coloração.

Diferentemente do fenômeno de Reno, ele tem uma cianose fixa, ou seja, essa coloração não vai mudar. Não adianta a gente esquentar, que daria uma vasodilatação. No caso da síndrome do dedo azul, aquele roxo está lá e continua roxo, não importa o que você faça.

Então o fenômeno muitas vezes é descrito como chuveirinho. Como assim um chuveirinho? O que tem a ver um chuveirinho com isso? É porque pequenos fragmentos, então, eles podem microembolizar, então ele acaba fazendo um chuveirinho mesmo de pequenas partículas de sangue que vão lá distalmente, causando obstrução desses pequenos vazinhos. Hoje em dia, então, são várias as causas aceitas e descritas nessa síndrome.

Mas vamos lá, vamos começar pela principal. Principal, ateroembolismo, que ele é derivado da placa aterosclerótica. Então, como que isso funciona? Se você tem uma placa na parede do vaso, essa placa, ela pode ser uma placa mole ou uma placa dura.

Seria uma placa instável ou uma placa estável. A placa instável tem esse nome por quê? Porque ela consegue fragmentar, ela consegue soltar pedacinhos muito facilmente. E essa é uma placa perigosa, então ela pode abrir, ela pode expor o seu conteúdo ali dentro dessa placa, que tem um conteúdo necrótico, tem bastante célula muscular, tem um monte de substância, colesterol, lipídios, e tudo isso pode formar pequenos aglomerados.

Em alguns casos, quando isso se expõe, ele pode acabar formando uma trombose local ali, uma rolha naquele ponto do vaso, mas nem sempre é isso que acontece. Às vezes, os pedacinhos são menores e eles vão navegando na corrente sanguínea até ir parar num vasinho que diminuiu de calibre, que aí ele é bem mais distal, causando a síndrome do dedo azul. Então, quando a gente vê essa lesão lá na pontinha do dedo, o problema não está na pontinha do dedo.

Embora a dor está lá, embora toda queixa está lá na pontinha do dedo, o problema é bem proximal. E pode ser desde a pontinha do dedo até o coração. Pode ter, em algum ponto aí, pode ter uma placa que está frágil e que está microembolizando, está soltando esses cristais de colesterol ou pequenos fragmentos que estão obstruindo.

E até mesmo o coração, a gente pode ter um mixoma, um tumor, um coágulo dentro do coração que está fragmentando também e embolizando distalmente. Essas são as duas principais causas. A placa aterosclerótica, que é uma doença que o cirurgião vascular atua, e as doenças cardíacas que formam coágulos e êmbolos.

Hoje em dia também é aceito várias causas para trombose. Então, doenças do sangue que podem desencadear a trombose e podem entrar como um fator causal de um dedo azul. A vasoconstrição, desde que ela seja constante, que não seja facilmente reversível, ela pode levar a um dedo azul.

Várias doenças infecciosas e inflamatórias, como a doença de BC, que é uma doença autoimune, ou mesmo a sífilis, também podem desencadear essa obstrução. Gangrene, venosa, phlegmase, são doenças mais complicadinhas. E tem a doença do sangue também, que várias, criam globulinemia, que é da competência do hematologista.

Mas resumindo tudo isso, se eu tenho um dedo roxo, eu tenho que ver todo o caminho, todo o trajeto circulatório, e tentar buscar alguma fonte que pode estar soltando esse chuveirinho de microêmbolos. Parece simples, mas o problema muitas vezes só aparece externamente, quando acontece nos dedos, e por isso que tem esse nome. Mas se você parar pra pensar, esses microêmbolos podem parar em qualquer órgão do corpo.

Como as nossas artérias estão lá irrigando o fígado, irrigando o rim, irrigando o intestino e tudo mais, eu posso ter esses pequenos fragmentos obstruindo a artéria de qualquer órgão. E aí eu posso ter sintomas em órgãos diversos. Por exemplo, vamos falar do sistema renal.

Então se eu tenho uma placa na horta, e essa placa está fragmentando, soltando essas bolotinhas lá, e acaba obstruindo uma artéria do rim, isso pode acabar levando a uma queda da função renal. Então vai aparecer que o rim não está funcionando. E quando o rim não funciona, tem uma alteração grande da pressão arterial.

Uma outra coisa muito comum é no sistema neural. Então essas bolotinhas podem ir lá no cérebro e causar uma obstrução no cérebro. O que que acontece? Acontece uma isquemia vascular transitória.

Então a pessoa pode ter todos os sintomas de um AVC, e como a plaquinha é pequenininha, pode acabar regredindo, e aí não é um AVC completo. Mas esse mesmo cristal de colesterol, ele pode obstruir uma artéria retiniana, uma artéria lá do olho, e acaba ficando cego momentaneamente. Isso tem até um nome.

É a cegueira monoocular transitória, que seria a maurose fugaz. A pessoa fica cega por um tempinho e isso passa. É uma plaquinha lá que está obstruindo essa artéria.

Uma maldita infecção pode causar gangrena. Uma microembolização para o pulmão pode causar uma hemoptise, ou seja, começa a cuspir sangue, catarrar sangue. E no corpo em geral pode trazer fadiga, dor muscular, pode trazer febre também.

E como que a gente sabe, né? Tô com o dedo roxo, como que eu vou saber se é por causa de tudo isso? É a história. Por isso que conversar com um médico especialista, principalmente o cirurgião vascular, é muito importante. Porque conversando, a gente vai tirar todos aqueles fatores de risco da história do paciente.

Então, por exemplo, se ele é um tabagista, ele já tem um fator de risco enorme para a formação de placa aterosclerótica. E aí a gente vai fazer os exames de imagem para procurar essa placa em todo o trajeto do vaso. É possível fazer o diagnóstico com a biópsia desse tecido que ficou roxo.

Vai mostrar lá, vai aparecer na lâmina. Mas a gente tem que pensar o outro lado também. Vou estar fazendo uma biópsia, vou estar tirando um tecido onde está chegando menos sangue e onde vai ser mais difícil cicatrizar.

Então não é uma ideia muito boa. E para quem teve a Síndrome do Dedo Azul, é importante fazer o tratamento clínico. O tratamento clínico consiste em resolver todos os fatores de risco que forem identificados.

Então, isso é com você. Parar de fumar, controlar a pressão, diabetes. Tudo isso que está envolvido, que a gente vive falando aqui.

Como você pode ver, essas são alterações diabéticas com linfodema e evidência de gangrene. A alimentação, o exercício físico. Existem alguns medicamentos que ajudam a estabilizar essa placa.

Tirar ela de uma situação extremamente cruenta, extremamente fácil de se desprender e causar outro evento. Para que ela cicatrize, que ela fique mais lisinha ali, sem tanto risco. E quem vai fazer isso é o cirurgião vascular.

Então por isso que é super importante você se preocupar. Ir atrás quando tem um dedo cianótico, um dedo roxo, um dedo púrpura. Em alguns casos, pode acabar evoluindo para uma isquemia gangrena.

Sendo necessário até uma amputação. E aí, gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com seus amigos. E fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.