💬 Canal WhatsApp →

Exercício no Lipedema: o que piora e o que melhora a dor

Mais sobre este vídeo

Exercício no Lipedema: o que piora e o que melhora a dor

O exercício físico é um pilar fundamental no tratamento do lipedema, mas sua aplicação deve ser cuidadosamente individualizada. O tema central aborda como utili

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Como que ele a gente consegue melhorar os sintomas?

Como que a gente consegue melhorar, diminuir o volume do lipedema usando o exercício físico. Eu escrevi esse livro, o método de exercícios para o lipedema exatamente por causa disso. Tudo começou, eu comecei escrevendo algumas ideias, tava pensando em fazer um pequeno E-book e no final foi tanto que acabou virando um livro completo aqui.

Eu vou falar sobre o os aspectos principais, o que que a gente precisa lembrar, porque não é qualquer exercício que funciona pro lipedema e eu vivo recebendo mensagem aqui no no Instagram, no YouTube, ah, eu faço tal exercício, esse exercício é bom pro lipedema?

E a resposta não é tão simples assim, porque alguns exercícios precisam ser adaptados, modificados, depende da fase em que o paciente está da doença, depende também do objetivo do paciente. Tá querendo ganhar músculo, tá querendo crescer, tá querendo o aeróbico.

Então, por isso que o exercício não pode ser o mesmo pra mesmo pra própria pessoa, né?

Mas em fases diferentes da doença. A outra coisa é o estágio do lipedema, então se a gente pega uma paciente num estágio inicial, um estágio um ou um estágio final do lipolinfedema que tem linfedema associado.

Então, uma lesão muito frequente é o joelho valgo, né?

O joelho em X. Em casos extremos, dificulta até mesmo uma caminhada. Então, a gente tem que considerar isso e a o fortalecimento da da coxa pode até mesmo melhorar essa lesão.

Tem um paciente que fala que tá crocante, né?

Essa essa condromalácia muitas vezes é exatamente por causa dessa mudança da marcha devido ao lipedema e isso pode limitar alguns exercícios e alguns exercícios podem até piorar condromalácia. Então, você tem que saber exatamente o que que você pode executar pra não trazer mais problemas.

Transcrição completa do vídeo

Olá, sou doutor Alexandre
Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje eu vou
falar sobre o exercício físico e o lipedema. O lipedema é um
assunto que eu gosto bastante que eu falo bastante aqui no
canal e o exercício faz parte dos pilares do tratamento do do
lipedema. Então como que a gente pode fazer isso? Como que
a gente vai unir o exercício como uma ferramenta
terapêutica? Como que ele a gente consegue melhorar os
sintomas? Como que a gente consegue melhorar, diminuir o
volume do lipedema usando o exercício físico. Eu escrevi
esse livro, o método de exercícios para o lipedema
exatamente por causa disso. Tudo começou, eu comecei
escrevendo algumas ideias, tava pensando em fazer um pequeno
E-book e no final foi tanto que acabou virando um livro
completo aqui. Eu vou falar sobre o os aspectos principais,
o que que a gente precisa lembrar, porque não é qualquer
exercício que funciona pro lipedema e eu vivo recebendo
mensagem aqui no no Instagram, no YouTube, ah, eu faço tal
exercício, esse exercício é bom pro lipedema? E a resposta não
é tão simples assim, porque alguns exercícios precisam ser
adaptados, modificados, depende da fase em que o paciente está
da doença, depende também do objetivo do paciente. Tá
querendo ganhar músculo, tá querendo crescer, tá querendo o
aeróbico. Então, tudo isso varia muito de fase da doença e
de de objetivo de cada um. A própria dor do lipedema, aquela
dor membros inferiores que pode ser só o aumento da
sensibilidade ao toque, ela ocorre pela inflamação, ocorre
também por causa de hipóxia. Aí veja, o exercício ele pode
tanto aumentar quanto diminuir a inflamação e ele pode causar
também hipóxia. Então o que que a gente pode fazer pra aumentar
ou diminuir cada um desses fatores. Só a título de
curiosidade, veja que tem trabalho mostrando que as
pacientes com lipedema tem até trinta por cento a menos de
força no na musculatura da coxa. Isso é significativo, não
dá pra gente aplicar a mesma estratégia o que aplicaria pra
alguém que não tem lipedema pra pra alguém portador do lipedema
numa fase inflamatória superdolorida muitas vezes eu
pego o paciente aqui que tá sofrendo tá fazendo muito
exercício tá fazendo exercício errado e não tá vendo
resultado. Então o primeiro aspecto que é muito importante
que eu falo bastante é sobre a inflamação. Então a inflamação
é o o principal do lipedema é o que vai trazer piores sintomas
e o exercício físico por si só ele pode em determinada faixa
de intensidade diminuir essa inflamação ou seja ter um
efeito anti-inflamatório como se for intenso demais ele pode
até aumentar essa inflamação. Qualquer exercício pra fins de
de ganho muscular por exemplo eles acabam causando
microlesões na musculatura, são essas pequenas lesões que vão à
medida que ocorre a entre aspas aí a cicatrização que vai a
força muscular. Só que essas microlesões também aumentam a
inflamação. Então, a gente tem que acertar essa intensidade
pra que o exercício tenha um efeito anti-inflamatório,
principalmente numa fase de alta inflamação, de altos
sintomas. Ainda com relação a inflamação se a gente começa a
tentar buscar o ganho da massa muscular, exatamente nessa
fase, você vai acabar aumentando a inflamação e aí
você não consegue o resultado que você deseja. Invigência da
inflamação é muito difícil perder gordura, ganhar músculo,
então a gente primeiro precisa corrigir o metabolismo pra
depois conseguir ter um resultado melhor no exercício
físico. Depois que a doença já tá mais controlada, que já não
tem toda essa essa inflamação, aí sim é possível e tranquilo
ganhar massa muscular. Então, por isso que o exercício não
pode ser o mesmo pra mesmo pra própria pessoa, né? Mas em
fases diferentes da doença. A outra coisa é o estágio do
lipedema, então se a gente pega uma paciente num estágio
inicial, um estágio um ou um estágio final do lipolinfedema
que tem linfedema associado. É óbvio que as dificuldades
diárias vão ser diferentes e obviamente os exercícios também
serão diferentes. Alguém que tá num estágio inicial, no estágio
um, por exemplo, não vai ter dificuldade de entrar e sair do
carro ou dificuldade de subir uma escada, agora quem tá num
estágio quatro avançado já pode ter essas dificuldades e aí o
exercício físico pode tentar ajudar a melhorar exatamente
esses aspectos, enquanto que nos estágios iniciais o
objetivo pode ser inteiramente outro, pode ser mais estético,
pode ser ganho de massa muscular, pode ser o o
bem-estar, hábito de vida saudável, então eh eh a gente
tem que avaliar cada paciente e entender o que que cada precisa
em cada momento da vida. Não adianta pegar alguém no estágio
final da doença e falar, inicialmente você tem que
ganhar massa muscular. Não, tem muita coisa pra melhorar antes.
Tem que melhorar o retorno linfático, melhorar a bomba de
de retorno linfático e venoso, tem que diminuir inflamação,
tem muita coisa antes de atingir a estética. E,
obviamente, isso tem que ter uma adaptação constante. Então,
você não vai começar num exercício que hoje tá
funcionando bem pro lipedema talvez ele não funcione bem
eternamente, tanto porque você pode melhorar o o os seus
aspectos da doença e pode querer um pouquinho mais e aí
vai ter que adaptar esses exercícios, só que você tem que
saber exatamente quais variáveis que você vai mexer,
então a principal vai ser a intensidade, o tipo de
exercício e com isso você vai direcionando pro resultado que
você deseja. Existem muitas doenças que vem acompanhado do
lipedema, então são as chamadas exatamente porque o lipedema
tem essa deposição de gordura em pernas, coxas, há uma
mudança da marcha e com essa mudança da marcha vem algumas
lesões ortopédicas e e lesões que acabam atrapalhando a
execução de certos exercícios. Então, uma lesão muito
frequente é o joelho valgo, né? O joelho em X. Em casos
extremos, dificulta até mesmo uma caminhada. Então, a gente
tem que considerar isso e a o fortalecimento da da coxa pode
até mesmo melhorar essa lesão. Então o exercício físico ele
pode não só melhorar os sintomas do lipedema como pode
se for bem direcionado ajudar a corrigir as outras alterações
que vem junto com o lipedema. Outro exemplo é o pé plano.
Então o pé plano é que é a forma como como você pisa ele
vai alterar a bomba venosa. Então o retorno venoso fica
prejudicado. A queda do arco plantar e tudo isso também
dificulta alguns movimentos. Então, existem exercícios que
podem melhorar isso. A hipermobilidade, ela também tem
uma uma frequência mais alta no lipedema, então são pessoas que
conseguem ter uma mobilidade articular maior, então eu não
tenho nada de de mobilidade articular. Mas são pessoas que
conseguem colocar a a palma da mão no chão, que conseguem até
mesmo colocar a perna atrás do do da cabeça ou pelo menos
conseguiu em algum momento da vida. Essa hipermobilidade dá
uma amplitude maior da movimentação das articulações e
isso pode parecer interessante, mas na verdade acaba forçando
essas articulações, tendões, musculatura, pode trazer outras
lesões. Então, o exercício físico tem que ser direcionado
pra fortalecer a os músculos do do núcleo, os músculos pra
manter a estrutura corporal. Outra lesão que é super
frequente é a condromalácia ou a lesão de cartilagem de
joelho. Se você coloca a mão no seu joelho e mexe a perna e
sente uma crepitação, sente um estalar do joelho, né? Sente
como se fosse crocante, né? Tem um paciente que fala que tá
crocante, né? Essa essa condromalácia muitas vezes é
exatamente por causa dessa mudança da marcha devido ao
lipedema e isso pode limitar alguns exercícios e alguns
exercícios podem até piorar condromalácia. Então, você tem
que saber exatamente o que que você pode executar pra não
trazer mais problemas. Eu mencionei o retorno venoso e o
retorno linfático. Então, eles são executados pela contração
muscular. Então, exatamente com o exercício físico e com a
contração muscular, a gente bombeia tanto o a o sangue
venoso quanto a linfa de volta pra pra circulação central.
Então, se a gente não tem essa contração adequada e essa
contração, ela pode não estar adequada pela má errada, mas
também pela menor capacidade muscular. Então, é muito
frequente, exatamente por causa dessa diminuição da da força
muscular, da eficácia muscular nas pacientes com com lipedema,
a gente tem um impacto negativo no retorno tanto venoso quanto
linfático. Então, alguns exercícios, eles são melhores
pra melhorar esse esse retorno e a gente tem que aproveitar
essa eficácia maior dos exercícios, por exemplo, na
água. Então, quando tá dentro de uma piscina, a pressão
exercida da água que também vai facilitar esse retorno do
sangue e da linfa. Mas existem outros exercícios também que
vão por exemplo aumentar a amplitude de de movimentação do
do pé e isso vai contrair mais a panturrilha que é o o
principal a bomba, o coração periférico, mas a gente tem a
bomba plantar também quando a gente pisa, a gente espreme o
sangue que tá na na na do pé e esse sangue acaba retornando
pra circulação, acaba impulsionando, né? Uma bomba
propulsora. Agora um outro aspecto é a influência da mente
no no exercício, né? Todo mundo fala sobre a influência do
exercício na mente, mas o inverso que é a mente no
exercício eu vejo poucas pessoas falando. Então, o que
quer dizer a influência do exercício na mente. Por
exemplo, faz exercício e diminui a ansiedade. Isso é um
isso é um um uma informação assim eh senso comum, né? Todo
mundo sabe que que fazer exercício deixa mais tranquilo,
que melhora vários aspectos da da vida em geral, né? Agora o
quanto que a mente influencia na escolha do do exercício, né?
Você sabia que se você tem tem uma ansiedade elevada ou ou se
você tem alguma impedimento, por exemplo, você tem um receio
de ir pra academia pra mostrar o seu corpo e se a sua mente
que tá dificulta pra você executar o o exercício, você
vai ter que achar alternativas pra isso. Então, ah, não quero
mostrar meu corpo, então, por isso eu não vou na numa
piscina. Se você não vai na piscina, você não vai fazer o
melhor exercício na água prum pro lipedema. E e no final, se
a gente vai rastreando, tudo isso começou com um problema na
mente, né, um receio de de mostrar o corpo. Tudo bem, isso
veio prum prum viés antiobesidade ou prum impacto
negativo que teve no então o ambiente que você cria pra
realizar o exercício é muito importante, mas também a busca
da dopamina, a gente tá sempre a nossa vida é uma incessante
busca a dopamina, essa pequena dose diária de do do nosso
vício, né? E esse vício ele pode tá na comida pode tá no em
vícios mais maléficos ainda como droga, como como
tabagismo, compras são várias coisas que podem causar uma
pequena liberação de dopamina nosso cérebro, mas se a gente
sabe que tem a dopamina no exercício, a gente tem que
saber extrair essa essa dopamina ao máximo do do
exercício. Muitas vezes a gente competir com outra pessoa ou
competir conosco mesmo. Tentar sempre melhorar isso a gente
acaba conseguindo micro doses diárias de de dopamina. E os
medicamentos, né? Quem começou um tratamento de lipedema,
muitas vezes tá tomando vários medicamentos. Será que isso vai
influenciar no exercício? Não vai, tem algum que pode
dificultar? Então, por exemplo, existem alguns medicamentos que
podem baixar a glicemia, será que isso impede de fazer algum
exercício físico? Então, a gente precisa avaliar a
situação de cada paciente e entender como que isso pode
afetar o seu exercício físico. Lembrando que a maior parte dos
pacientes que tão fazendo o tratamento adequado correto do
lipedema tão em algum tipo de de dieta ou de de mudança de
hábito alimentar. Assim, tem vários, né? Mas pode ser desde
um jejum intermitente, uma dieta cetogênica, uma dieta
anti-inflamatória, eu falo bastante de dieta
anti-inflamatória, de dieta cetogênica que são excelentes
pro pro lipedema. Então, qual que é o impacto disso no
exercício físico, né? Eu já vi gente falando que no quem tá em
dieta cetogênica não consegue fazer exercício físico. Muito
embora tenha muitos trabalho científico publicado já de
atleta fazendo exercício físico. Então, não é uma
limitação. Assim como numa dieta cetogênica há uma
desidratação maior, tem que tomar mais líquido, tem que se
preocupar bastante com a hidratação, a gente tem que
saber os aspectos individuais de cada dieta e aplicar isso na
atividade física. Então, a minha mensagem principal aqui
nesse vídeo é lembrar da bioindividualidade, um
exercício que funciona pra uma pessoa, não necessariamente
funcionar pra outra pessoa, é importante a gente avaliar,
entender o objetivo de cada uma, o que que cada uma quer
atingir com com esse exercício. A maioria dos exercícios, eles
podem ser adaptados. Então, ah, eu gosto muito de fazer esse
exercício aqui. Mas me falaram que esse exercício não pode no
lipedema. Na verdade, não é isso. Na verdade, você precisa
entender o seu corpo e adaptar esse exercício à necessidade do
seu corpo. Talvez você não consiga fazer como você tá
fazendo agora nesse momento, talvez precise de um pequeno
ajuste ou um ajuste maior, mas realmente são poucos exercícios
que não podem de jeito nenhum ser feitos no no lipedema.
Agora tem sim os exercícios que tem mais chance de de dar
certo, que se eu falar aqui a chance de errar é é pequena e
quando eu tô fazendo um vídeo aqui prum público maior, eu
tenho que tomar muito cuidado de de falar ó, faz isso que vai
dar certo, porque mesmo que dê certo pra do público e a outra
metade não dê certo, eu tô fazendo mal pra pra metade que
não deu certo. Então, quais são esses exercícios que a chance
de de dar certo prum público maior. São os exercícios na
água, então natação, hidroginástica, isso aí tem uma
uma chance assim enorme de de não errar. Então, eu eu fico
muito confortável em falar vai por esse lado aí que a chance é
grande, mas não quer dizer que só isso pode ser feito. Quer
dizer que a de errar nisso aí é menor. Uma caminhada por
exemplo, é difícil errar numa caminhada na intensidade,
talvez não atinja o os objetivos maiores aí de de
ganhar massa muscular, mas a chance de errar e acabar se
inflamando numa caminhada é muito pequena, agora tem que
lembrar que os exercícios mudam de acordo com a fase do
tratamento e com estágio da doença e mesmo dentro do
estágio com a fase, né? Se é se tá inflamado, se não tá
inflamado. No início você precisa da avaliação médica pra
isso a gente não nasceu com um manual do nosso corpo, tem uma
fase de entendimento, de autoconhecimento pra você
entender quando que você tá inflamada, quando que não tá
inflamada, quando que dá pra fazer determinado exercício
quando que não dá. Então, gostou do nosso vídeo?
Inscreva-se no nosso canal, clica no sininho e espera aí
que eu vou colocar o próximo melhor vídeo pra você assistir.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.