A finasterida é um medicamento inibidor da enzima 5-alfa-redutase, utilizado desde 1997 para tratar a calvície masculina e a hiperplasia prostática benigna. Ela
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A finasterida é uma medicação já indicada, desde 1997, para o tratamento da calvície masculina. Também essa medicação pode ser utilizada para o tratamento da hiperplasia prostática benigna, que é uma situação que é muito frequente em homens mais velhos, onde a próstata aumenta de tamanho, não se tratando de tumor, é por isso que se chama benigna, e esse aumento da próstata piora a qualidade de vírus desse homem idoso, porque comprime a saída da urina e leva a diversos sintomas relacionados a esse aumento da próstata.
É uma medicação que é inibidor de uma enzima chamada de 5-alfa-redutase.
A 5-alfa-redutase transforma testosterona em uma outra testosterona chamada de hidrotestosterona, que seria mais potente. Não é todos os órgãos do organismo que têm receptor para essa hidrotestosterona.
É o tempo que a medicação leva para sair do organismo. Então, quem defende o uso, a sociedade de dermatologia, os dermatologistas fazem muito uso da finasterida, já tem bastante estudo mostrando que é seguro.
Olá, eu sou a doutora Lorena Amato, endocrinologista e endocrino-pediatra, e esse vídeo hoje é para falar sobre os riscos possíveis, se há ou não, do uso da finasterida por homens e também a famosa, ficou famosa em alguns vídeos, em alguns médicos falando sobre o assunto, sobre a síndrome pós finasterida. O que é que nós temos a respeito disso? Segue comigo até o final desse vídeo para descobrir. Antes de continuar, convido vocês a se inscrever no canal, ativar as notificações para sempre receber os nossos novos vídeos que estamos sempre postando relacionados à saúde, ao bem-estar e também curtir esse vídeo, se foi interessante para você, deixar aqui um comentário e compartilhar com alguém que use finasterida e que possa se beneficiar dessas informações.
O que é a finasterida? A finasterida é uma medicação já indicada, desde 1997, para o tratamento da calvície masculina. Também essa medicação pode ser utilizada para o tratamento da hiperplasia prostática benigna, que é uma situação que é muito frequente em homens mais velhos, onde a próstata aumenta de tamanho, não se tratando de tumor, é por isso que se chama benigna, e esse aumento da próstata piora a qualidade de vírus desse homem idoso, porque comprime a saída da urina e leva a diversos sintomas relacionados a esse aumento da próstata. Então, essa medicação tem essas duas principais indicações.
E o que ela faz? O que é a finasterida? É uma medicação que é inibidor de uma enzima chamada de 5-alfa-redutase. E o que essa enzima faz? A 5-alfa-redutase transforma testosterona em uma outra testosterona chamada de hidrotestosterona, que seria mais potente. Não é todos os órgãos do organismo que têm receptor para essa hidrotestosterona.
Sabe-se que ela está presente no folículo piloso da pele, do couro cabeludo, na próstata, também receptores cerebrais, receptores na região geniturinária do trato genital masculino. Então, existem alguns locais que têm receptores para esse hormônio que seria um pouco mais potente que a testosterona. A hidrotestosterona é essencial no período intraútero para o desenvolvimento veniano, mas em homens mais velhos que fizeram uso, talvez com objetivos anabolizantes nos estudos, a hidrotestosterona não teve sucesso nesse quesito relacionado a libido anabolizante.
A hidrotestosterona não influenciou quando ela foi administrada em estudos para avaliar essa situação. Então, a gente pode ver que nós temos a testosterona virando de hidrotestosterona e esse medicamento, a finasterida, inibe essa conversão, mas a gente vê que não é a mesma coisa. A testosterona tem a sua ação e a hidrotestosterona tem sua outra ação nos seus receptores específicos.
As doses utilizadas variam entre 1 a 5 miligramas, sendo que as doses mais altas são utilizadas geralmente em pessoas com a hiperflasia prostática benigna. Para a questão da calvície masculina, geralmente são doses um pouco mais baixas. E aí, essa medicação vai inibir que essa testosterona vire a de hidrotestosterona e, por causa disso, como inibe essa conversão, há uma discreta elevação dos níveis de testosterona nesses homens, mas não tem a de hidrotestosterona elevada, que causaria o aumento da próstata e as consequências desse excesso de hidrotestosterona, mas, em geral, sem repercussão clínica.
Como é um hormônio que nós ainda estamos estudando muito, tem muitos estudos em curso relacionados a hidrotestosterona, existe aí um questionamento se inibir a produção dessa hidrotestosterona num homem adulto, se teria alguma repercussão relacionada a bem-estar psíquico, depressão, alteração da libido, disfunção erétil, sensação de fadiga, mal-estar nesses homens que tivessem diminuição da hidrotestosterona. A finasterida tem o que a gente chama de meia-vida, muito curto. O que é meia-vida? É o tempo que a medicação leva para sair do organismo.
Então, quem defende o uso, a sociedade de dermatologia, os dermatologistas fazem muito uso da finasterida, já tem bastante estudo mostrando que é seguro. Vários grupos, estudos acompanhando esses homens usando finasteridas por até 15 anos, não mostraram efeitos adversos significativos relacionados a essas questões de libido, de diminuição de força, cansaço, depressão. Então, por isso que essa medicação ainda é prescrita e é considerada segura pelos dermatologistas, pelos urologistas, em relação a esses sintomas que algumas pessoas começaram a relatar, alguns estudos começaram a questionar.
O que é a reflexão em relação a esses estudos? É que esses sintomas são muito comuns na população em geral. Sintomas relacionados à diminuição do alimento, depressão, são sintomas muito prevalentes na população masculina e feminina, independente do uso de qualquer medicação, o que seria um fator confundidor. E ainda essa questão da síndrome pós-finasterida seria ainda mais questionável, porque quando você para a medicação, você volta à sua produção normal, a diidrotestosterona volta a níveis normais hormonais muito rapidamente, de forma que não se justificaria.
No entanto, existe sim alguns grupos, alguns estudos questionando essa questão dessa síndrome pós-finasterida, que alguns homens ficariam com sintomas permanentes de diminuição da libido, de depressão, de sensação de fadiga, mesmo após a interrupção do uso da medicação, não só durante o uso, mas sintomas persistentes após a interrupção do uso da medicação. O que fez aí levantar um questionamento se deveria ser utilizado ou não? O que nós temos hoje é que é uma droga considerada segura pela sociedade de dermatologia, urologia, no entanto, estar atento a essa possibilidade, porque ainda tem alguns estudos em curso, estudos controversos sobre esses sintomas relacionados ao uso da finasterida e após a suspensão do uso da medicação. E o que é recomendado então na prática? É que se o paciente já tem alguma queixa, é muito importante relacionada a libido, já tem sintomas depressivos, sintomas relacionados a fadiga, mal estar, que nesses pacientes você deveria não considerar o uso da finasterida, considerar que não seria uma boa indicação para esse paciente, porque existem outros tratamentos para calvície masculina, tratamentos tópicos, implantes capilares, existem outras formas de tratar calvície, que além do uso da finasterida.
Então, nessa população que já tivesse esses sintomas, que você evitasse usar a medicação. Essa é a recomendação atual pela sociedade de dermatologia, então, para que não haja esse confundidor. Aí o paciente usa e piora, talvez, uma depressão, aí foi a medicação ou não foi.
Então, existe um grupo de pacientes que você deveria considerar não utilizar a finasterida e fazer tratamentos alternativos, que existem vários, relacionados a calvície masculina. Então, nós temos ainda muito o que aprender em relação a finasterida, se você usa, se sente bem, usou a vida inteira, provavelmente, você faz parte desse grupo, que já foi acompanhado aí por 15 anos e não mostrou efeitos colaterais significativos, que a maioria das pessoas é que fazem uso e não relatam nenhuma alteração. E se você tem alguma dúvida sobre o assunto, ficou curioso sobre o assunto, deixa aqui um comentário, encaminhe esse vídeo para alguém e até os próximos vídeos.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.