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Doenças da COLUNA: Prevenção e Tratamento: AmatoCast Ep 21

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Doenças da COLUNA: Prevenção e Tratamento: AmatoCast Ep 21

O episódio aborda a prevenção e o tratamento das doenças degenerativas da coluna, como hérnia de disco e bico de papagaio. O neurocirurgião explica que essas co

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Perguntas respondidas neste vídeo

Qual que é a relação da coluna com a questão mesmo do corpo de forma geral, né?

Sim, é. Bom, o sistema nervoso central, ele é composto pelo cérebro, pela medula, e o que protege o sistema nervoso é o crânio e a coluna vertebral.

Quando a doença, ela está um pouco mais séria, quando está comprometendo o sistema nervoso, os nervos, né?

A gente recebe esses pacientes encaminhados muito dos ortopedistas.

Então são 5 anos de residência na neurocirurgia e os 5 anos a gente lida com os problemas da coluna e as maiores doenças são essas que afligem a todos aí, né?

As doenças degenerativas da coluna.

Tumores, trauma, infecções, inflamações, mas quando a gente fala em prevenção, as doenças que mais acometem a população são essas relacionadas ao desgaste, né?

A doença degenerativa e essas, sim, elas podem começar de uma forma mais suave.

E essas articulações, né?

Quando elas começam a ficar mais doentes, formam ali as áreas de disco, bicos de papagaio, algumas deformidades e aí elas começam a atingir os nervos. Então, de uma forma geral, é mais ou menos isso, acometimento do sistema nervoso, ele vem numa etapa mais avançada, assim como você sugeriu.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui comigo para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. No último episódio nós estivemos aqui no AmatoCast com o doutor Fernando Amato, que é cirurgião plástico, para falar sobre técnicas relacionadas às cirurgias mamárias.

Antes nós também estivemos com o professor de ioga Marcos Rojo, que falou sobre os benefícios da prática para a saúde. Hoje nós estamos com o neurocirurgião doutor Marcelo Amato, que vai falar um pouquinho sobre técnicas de prevenção a problemas relacionados à coluna, o que causa esses problemas, enfim, tudo que envolve esses problemas mais comuns a esse tipo de doença. Doutor, muito obrigada pela sua participação, bem-vindo.

Obrigado. Olá, Letícia, olá telespectadores. É um prazer estar aqui e espero contribuir com algumas dicas que possam melhorar a qualidade de vida e a saúde da coluna de todos nós.

Com certeza. Doutor, a gente sempre começa o episódio com uma pergunta direta e importante sobre o tema, uma dúvida que as pessoas costumam ter. Então eu já vou direto para essa primeira pergunta, que é relacionada a esses problemas da coluna, de forma geral, depois a gente vai falar um pouquinho sobre cada um deles, mas de forma geral os problemas costumam ser causados por questões genéticas, algo que envolve aí o histórico familiar da pessoa, ou mais as práticas mesmo, relacionadas à qualidade de vida, por exemplo.

Excelente pergunta. Eu acho que eu não consigo ser tão direto na resposta, porque, na verdade, as doenças da coluna, essas doenças degenerativas, que são as doenças mais comuns, a hérnia de disco, o bico de papagaio, que todo mundo está acostumado a ouvir, elas têm um fator genético muito importante e também fatores ambientais. Então, geralmente, a causa é multifatorial e é uma combinação, tanto de uma carga genética, quanto do que a gente faz no dia a dia com a nossa coluna.

Então é muito comum a gente ver pessoas com uma genética favorável, digamos assim, que às vezes carregam um saco de batata na cabeça e não vão ter nenhum problema na coluna cervical. E outras pessoas, às vezes, fazem tudo certinho, tem uma postura adequada e muitas vezes aparecem com problemas na coluna cervical. Então a gente vai conversar um pouco mais sobre isso, mas de uma forma direta é uma junção de fatores.

Quando a pessoa já sabe que tem alguma tendência, aquela forma mais comum de ser falada a respeito de questões genéticas, já precisa ter esse cuidado a mais, basicamente é isso. É isso aí. Não tem uma carga hereditária muito forte, se o pai teve, o filho vai ter que ter, mas a gente herda a nossa coluna, a formação da nossa coluna, dos nossos pais.

Então se os pais tiveram problemas de coluna, vale a pena ficar mais atento e cuidar um pouco mais desses fatores ambientais que possam interferir e prejudicar a saúde da coluna. Perfeito. Eu trouxe alguns dados aqui também que chamam o Ministério da Previdência Social.

Por exemplo, em 2023, essa pesquisa, o levantamento, mostra que quase metade dos benefícios que foram concedidos pelo INSS nesse primeiro semestre estão relacionados a auxílios por incapacidade temporária, o antigo auxílio doença. Por exemplo, entre janeiro e junho deste ano, foram mais de um milhão, cerca de um milhão e cem mil benefícios liberados, tendo como principais causas tumores e problemas ósseos. Mas entre as dez principais doenças que são relacionadas ao INSS, de janeiro a julho, sete são problemas ósseos e de coluna.

Então o que eu queria te perguntar é se esse número que chama tanta atenção, essa quantidade tão elevada, está relacionada a mudança na prática das pessoas, por exemplo, uso mais constante de celular, de computador, as pessoas home office, ou se sempre foi assim, desde o início dos seus estudos também, já conseguia perceber que tinha uma quantidade muito elevada de pessoas que tinham problemas relacionados à coluna. É bem interessante e tem outros dados ainda, que são até mais antigos, que mostram que no Brasil mesmo, os problemas, a dor lombar, as dores na coluna, de uma forma geral, elas são a segunda maior causa de procura ao médico, perdendo só para os sintomas de doenças respiratórias. E realmente esses números que você apontou, eles assustam um pouco.

E é interessante, porque recentemente eu estava vendo que os problemas na coluna, eles começaram muito antigamente, 8 mil anos antes de Cristo, na identificação dos corpos daquela época, foram notados problemas na coluna dos esqueletos encontrados. Isso quando o ser humano passou de ser o caçador para ser o agricultor. Então de carregar balde pesado, de ter que cuidar da lavoura ali e tal, isso já começou a trazer problema lá atrás.

E a vida ela foi se modificando, essa questão de a gente ficar muito tempo no computador, no celular, isso certamente traz problemas para o nosso corpo e a gente precisa de uma certa forma compensar isso no dia a dia, com exercícios, com hábitos saudáveis, para compensar, para que isso não aconteça. Mas a gente tem visto sim maiores problemas recentemente, existe até um termo novo que apareceu, que é síndrome do pescoço de texto, que vem do inglês, que é o text neck. E isso veio justamente pelo hábito mais recente das pessoas ficarem digitando no celular com o pescoço abaixado, e isso causa uma tensão na coluna cervical, dor no ombro, no pescoço e problemas muito sérios na coluna cervical.

E a postura sentada, há hábitos de todos aí no computador, certamente prejudica também a coluna lombar, se não forem tomados alguns cuidados. Em relação à função da coluna, a gente já sabe, já é, não precisa ser especialista da área da saúde para entender que a coluna faz parte da sustentação do corpo. Mas eu acredito que muita gente também deve estar pensando por que neurocirurgião falando sobre esses problemas da coluna.

Qual que é a relação da coluna com a questão mesmo do corpo de forma geral, né? Sim, é. Bom, o sistema nervoso central, ele é composto pelo cérebro, pela medula, e o que protege o sistema nervoso é o crânio e a coluna vertebral. Então ali da medula saem as raízes nervosas ainda na coluna, então tudo isso tem relação com a coluna, né? É muito comum as pessoas que estão com problema, com dores na coluna, procurarem inicialmente um ortopedista, né? Acho que é mais intuitivo, né? Então o neurocirurgião, ele acaba recebendo muitos pacientes dos próprios ortopedistas, né? Quando a doença, ela está um pouco mais séria, quando está comprometendo o sistema nervoso, os nervos, né? A gente recebe esses pacientes encaminhados muito dos ortopedistas. Mas é isso, o neurocirurgião, na formação do neurocirurgião, a gente lida com os problemas da coluna desde o início, né? Então são 5 anos de residência na neurocirurgia e os 5 anos a gente lida com os problemas da coluna e as maiores doenças são essas que afligem a todos aí, né? As doenças degenerativas da coluna.

E dá para afirmar que quando afeta alguma questão que já passa para essa área da neurocirurgia, já é considerado um quadro mais delicado? Os problemas de coluna dependem de algum tipo específico? Já vai afetar a questão, já vai entrar nessa parte da neurocirurgia ou não? Isso, como que isso varia? Então, a coluna é uma estrutura bem complexa, formada por nervos, como a gente viu, né? As articulações, os ossos, as articulações e a musculatura, né? Então, quando a gente está falando dessas doenças, existem muitas doenças que podem acometer aí a coluna, né? Tumores, trauma, infecções, inflamações, mas quando a gente fala em prevenção, as doenças que mais acometem a população são essas relacionadas ao desgaste, né? A doença degenerativa e essas, sim, elas podem começar de uma forma mais suave. A pessoa, ela pode, no caso do Tex Neck, né? Que a gente falou, começa com uma dor na musculatura, então a musculatura, ela vai sofrendo com o tempo e, enquanto isso, as articulações, os nervos, eles estão aguentando, né? Mas de forma repetida, né? Esses erros posturais ou esses erros na realização do uso da nossa coluna vão começar a acometer as articulações, né? E essas articulações, né? Quando elas começam a ficar mais doentes, formam ali as áreas de disco, bicos de papagaio, algumas deformidades e aí elas começam a atingir os nervos. Então, de uma forma geral, é mais ou menos isso, acometimento do sistema nervoso, ele vem numa etapa mais avançada, assim como você sugeriu.

Entendi. E questão de causa, né? A gente já citou algumas características já das doenças diagnosticadas, né? Agora que a gente também vai citar um pouquinho mais pra frente, mas em questão de causa, claro, tem questões que também já são mais conhecidas como, por exemplo, acidentes, né? Que podem causar problemas relacionados aí à coluna, mas também aparece essa questão de fatores hereditários, né? Que aparece na lista. Inflamação, infecção, distúrbios, lesões, enfim.

Quais são os principais? O que a gente pode entender de forma geral sobre cada um deles? Como que isso acontece? Com relação às causas, né? Sim, essas diferentes doenças, né? Com causas diversas, né? O trauma, tumores, infecções, inflamações, né? São situações mais específicas, né? Mas quando a gente fala das doenças degenerativas, os desgastes, né? É muito a forma como a gente usa a coluna. Então, a gente tem a predisposição genética. Então, é aquele negócio.

Uma pessoa, ela pode fazer tudo errado com a coluna dela. Se ela tem uma boa genética, pode ser que ela nunca venha a ter problema na coluna, né? Agora, se ela tem já uma predisposição, pai teve problema, avô teve problema, operou da coluna, alguma coisa assim, né? Ela precisa ter uma atenção maior a esses fatores causais ambientais. E aí, sim, né? Em primeiro lugar, a gente tem que mudar a postura que a gente utiliza no dia a dia para a realização das diversas atividades.

Os exercícios físicos, né? Eles, quando eles são feitos de forma errada ou demasiado, é muito exercício físico, a gente está sobrecarregando ali a coluna quando exagera. E também o exercício físico de menos, né? Porque ele deixa a coluna despreparada para um eventual movimento que a gente vai ter que fazer no dia a dia, né? E também nesse movimento a gente pode sobrecarregar. E aí, esse composto, né? O exercício físico, postura, a alimentação, né? Ela precisa ser muito adequada para as articulações, para os nervos, para a musculatura, para todos os tecidos, eles se nutrirem de forma adequada e se recuperarem, né? E completando o ciclo aí, o sono, né? Então, nada adianta fazer exercício da forma adequada, se nutrir bem, mas não ter um sono, um período de relaxamento adequado para aquela estrutura, que ele também não vai conseguir se recuperar.

Então, basicamente é esse, esse composto de genética, postura, exercício, alimentação e sono adequado. A gente percebe, não sei se também é só uma percepção minha, né? Mas se tem algo relacionado a dados médicos mesmo, relacionado à idade, né? Que a gente citou no início essa questão do celular, que claro, mudou o hábito de vida das pessoas e também os costumes, né? Mas também essa questão do computador, principalmente depois da pandemia, que as pessoas começaram a fazer home office em casa, porque às vezes no escritório já é uma coisa mais ali posturada, né? Que a gente fala, já tem uma mesa ou uma cadeira já preparada para isso, agora em casa às vezes fica deitado ali, né? Trabalhando, deitado na cama todo torto, na cadeira com o pé para cima, enfim. Então, já também aumentou essa questão, né? De problemas, eu acredito, né? Pessoas que procuram para fazer algum tipo de tratamento.

Em questão da idade, realmente, você tem percebido isso? Que pessoas mais novas, mais jovens começaram a ter problemas mais frequentes na coluna? Sim, a gente tem notado, assim, realmente pessoas jovens, às vezes até adolescentes, né? Que nem, geralmente esse problema ele é mais na fase adulta, mas a gente tem atendido e muitas vezes tendo que realizar cirurgias em adolescentes ou adultos muito jovens, e geralmente tem essa relação de hábitos ruins no dia a dia. Então, muito videogame, muito computador ou muito estudo mesmo, né? Às vezes a pessoa tem que encontrar o equilíbrio, né? Em termos de atividades mais sedentárias e compensar isso com atividades físicas, né? Então, a gente tem visto em pessoas mais jovens, sim, e também esses problemas eles têm uma tendência, né? A gente está falando de desgaste das articulações, das estruturas, né? Então, conforme a idade vai passando, esses problemas eles ficam mais frequentes e a nossa população também está envelhecendo, né? Então, a gente vê também pessoas com mais idade sofrendo de problemas na coluna, muitas vezes também relacionadas ao uso inadequado desses dispositivos do computador, do celular, né? E posturas inadequadas na hora de trabalhar ou de realizar as atividades de lazer, atividades físicas também. Quanto mais nova a pessoa é diagnosticada com algum problema relacionado à coluna, ao longo da vida esse tratamento provavelmente continua, né? Não é algo que você tem um diagnóstico, resolve, cura e para sempre você está livre daquele problema, digamos assim.

Na coluna costuma ser algo constante. É, sem dúvida. Eu acho que a pessoa que sofre com um problema na coluna em qualquer fase da vida, ela passa por um período de aprendizagem, né? Em termos de postura, de exercício, tudo que a gente vem falando.

E esses hábitos novos que devem ser mais saudáveis para que a pessoa fique livre de sintomas, eles precisam ser adotados e praticados o resto da vida, né? Senão a chance de ter um problema novamente é grande, né? Então, para a gente falar da hernia de disco, por exemplo, que é uma doença muito comum, a gente tem diversos discos na coluna. Então, a pessoa tem uma hernia de disco num segmento, curou, tratou, melhorou, né? Ela pode ter tanto uma recidiva de uma hernia naquele mesmo segmento, quanto uma hernia em outro segmento articular. Seja na lombar, na torácica, na cervical, né? Então, são cuidados... Mas como eu disse, também são... Adotar esses hábitos que a gente vem falando aqui, eles são saudáveis não só para a coluna, mas para o corpo de uma forma geral, né? Então, não é que a pessoa está condenada, né? Ela está... Depois que ela encontra esses hábitos de vida mais saudável, ela está condenada a viver uma vida melhor.

Então, não é para sofrer por conta disso, entendeu? De achar que é uma doença que não tem cura, que é degenerativa. Muitas pessoas... Às vezes, as pessoas se enganam com isso. O nome, né? A doença degenerativa, às vezes, atribui uma ideia ruim sobre o problema.

Mas ela significa simplesmente que aquelas células, aqueles tecidos que se desgastaram, eles não vão se regenerar. Eles se desgastaram, eles vão ficar daquele jeito, mas eles podem estabilizar. E a gente não tem que buscar uma melhoria daquele tecido.

Ele não precisa ser regenerado. Ele precisa estabilizar para não se desgastar mais e a pessoa ter uma boa qualidade de vida com a coluna que ela tem. Em questão de sinais e sintomas, eu acredito, eu falando por mim, mas todo mundo que está aqui nos acompanhando, eu acredito que também já tenha passado, independente da idade, por alguns desses sinais e sintomas, como, por exemplo, ter um formigamento, uma dor na coluna que ficou incomodando um pouco mais ao longo do dia.

Às vezes, pisar, a gente também vai falar de todas essas, das principais, né? Pisa, sente aquela, como se fosse uma pontada ali no corpo inteiro, como se pegasse do pé até o final do corpo. Enfim, vários sintomas que, às vezes, a gente tem de forma isolada e não presta tanta atenção ou, às vezes, acaba melhorando, não procura nenhum médico. Doutor, quais são os sintomas, de forma conjunta ou isolados, que devem receber uma atenção a mais das pessoas para procurar o médico ou, em um primeiro momento, como você citou, um ortopedista ou já para um neurocirurgião? Como que isso, como que as pessoas devem ficar em alerta? Sim, ótima pergunta, porque é isso mesmo, né? Dores na coluna, todo mundo ou teve, ou tem, ou vai ter.

É difícil escapar. E a dor, somente, ela é um sinal de alerta inicial que a gente tem que dar uma atenção. E é bom quando o paciente está sentindo dor e vai atrás do problema, né? Os sinais de alerta para uma doença mais grave, eles são, principalmente, quando essa dor é muito intensa, é uma dor que vem ao repouso, né? Então, está doendo, deita, descansa, a dor não passa.

Se essa dor irradia, se a gente está falando de uma dor na cervical, se ela estiver irradiando para o braço, chegando até a mão, ou então uma dor na lombar, que irradia para a perna, às vezes até o pé, e vem associado a algum outro sintoma neurológico, como perda de força ou dormência, formigamento, que traduziria uma perda de sensibilidade, né? Às vezes os pacientes referem uma dormência, uma sensação estranha, às vezes é difícil identificar essa perda de força, mas qualquer coisa parecida com isso, que está cometendo um membro, já é um sinal de alerta e que o paciente deve, sim, procurar um neurocirurgião, ou um cirurgião de coluna, ou um ortopedista, alguém que possa fazer uma avaliação correta e identificar o que está acontecendo. Acho que esses são os principais. Como que é feito o diagnóstico, só a questão pelos sintomas mesmo, que isso é avaliado? Tem algum exame mais específico que possa confirmar? Ou depende de cada tipo de suspeita? O exame neurológico, nesse momento, ele já nos traz muita informação.

Então, principalmente se a gente tem esses sintomas de irradiação, perda de força ou de sensibilidade, associado a um bom exame neurológico, a gente consegue identificar se tem uma estrutura neural comprometida. E aí, nesses casos, o neurocirurgião vai provavelmente solicitar exames complementares, em geral, a ressonância magnética é o exame padrão ouro para identificação de doenças da coluna que possam estar acometendo as estruturas neurais. E dessa forma é feito o diagnóstico, uma associação do exame clínico com os exames de imagem.

Perfeito. Agora, falando um pouquinho sobre cada um dos diagnósticos, a gente já falou quais são os sinais e sintomas, como que é feita essa confirmação. Acredito que essa, para a gente elencar algumas dos principais, pode ajudar quem esteja com alguma dúvida, se tem alguma doença relacionada a essa listagem aqui que entra entre as principais, ou até para entender melhor como funciona, temos que a gente costuma ouvir.

Então, vou começar com o que a gente já citou aqui, mas para a gente entrar em mais detalhes, a hernia de disco. Muita gente comenta, a hernia de disco, todo mundo tem hernia de disco? Todo mundo tem disco? A hernia de disco é quando tem o problema? Enfim, então, o que é esse diagnóstico, doutor? Realmente, todo mundo tem disco. O disco, ele é uma estrutura cartilaginosa, que ela fica entre os dois corpos vertebrais, e ela é responsável pela absorção de impacto.

Então, quando a gente anda, esse disco sofre um pequeno abaulamento para a absorção desse impacto. Então, o disco todo mundo tem, e o que o pessoal fala realmente nesse sentido, que é muito comum a pessoa fazer um exame de imagem, uma ressonância, e a ressonância mostra abaulamentos, protrusões, o disco, e às vezes de forma assintomática. Então, a gente tem que tomar muito cuidado na interpretação desses sintomas, porque a pessoa pode ter tido algum dano nesse disco, o corpo foi capaz de curar esse problema sozinho, e ficou ali um disco mais abaulado, mais protruso, e que não está interferindo na vida daquela pessoa.

Então, a hernia de disco já é um problema que se refere a uma doença. Então, já não é simplesmente um desgaste, é uma coisa mais simples, e a hernia de disco é problemática quando ela está causando uma compressão de uma estrutura neural, seja da medula, seja da raiz neural, e aí já é uma situação que leva mais atenção e necessidade de cuidados. Como que é feito o tratamento dessa hernia de disco? Porque até pesquisando, eu já vi pessoas próximas, casos próximos, que eu também já fiz algumas reportagens sobre isso, que o tratamento, pelo que eu vi, da hernia de disco costuma ser menos invasivo.

Por que que isso acontece? A cirurgia, nesse caso, é considerado algo extremo? Tem riscos mais preocupantes para quem tem esse diagnóstico? Como que funciona? Isso. Em geral, 80% das hernias de disco têm um curso benigno, e a pessoa vai melhorar sem nenhuma intervenção. Agora existe uma certa porcentagem que vai gerar mais problemas, e aí a gente precisa estar atento aos sinais de alerta e ver se é uma situação que se enquadra nesses casos mais delicados.

A cirurgia para a hernia de disco, ela é indicada quando os sintomas não estão melhorando de forma conservadora, e quando existem esses sinais de alerta, enfim, a gente tem essa preocupação de uma evolução ruim do problema. As cirurgias hoje, elas são pouco invasivas, então existe uma certa preocupação da população com a necessidade ou não de cirurgia, e não sei se eu respondi bem a sua pergunta, mas eu queria tirar um pouco o medo que as pessoas têm da cirurgia, porque é importante a cirurgia da hernia de disco porque ela poupa o tecido neural. Então se a gente tem uma estrutura neural que está sofrendo, a gente não pode talvez prolongar muito um tratamento conservador a ponto de perder a funcionalidade das estruturas neurais.

Então quando a gente tem uma compressão do nervo, é até lógico a gente imaginar que o melhor tratamento é a descompressão desse nervo. E realmente quando o nervo está sofrendo a ponto de causar perda de força, uma dor incapacitante, a cirurgia costuma ser a melhor opção. Bom, tem algumas exceções, mas em geral a cirurgia precisa ser considerada nessas situações.

E não considerar a cirurgia numa situação em que a gente está perdendo função de nervo pode sim condenar o paciente a uma sequela motora. Então essa atenção precisa dar nesses casos. É mais comum as pessoas dizerem que a hernia de disco todo mundo tem e vai melhorar sozinho, desde que não tenha um comprometimento neurológico.

Nessas situações o neurocirurgião precisa ser consultado. E aí sim acompanhar e alguns casos não vão precisar, mas se tiver um sinal de alerta vale a pena procurar em especialista. Não tem como a gente falar sobre esse medo da população de cirurgia sem citar, principalmente, eu acho que o maior medo relacionado à cirurgia é justamente quando envolve algo relacionado à coluna e ao sistema nervoso.

Porque inclusive não sendo especialista da área médica, o que eu já escutei muito falar e é bom a gente esclarecer aqui, é que quando envolve uma cirurgia relacionada à coluna, tem uma chance, as pessoas falam demais nisso, existe uma possibilidade da pessoa perder, por exemplo, o movimento, se for do braço, se for da perna, do pé, enfim. Que risco que existe relacionado a isso realmente, doutora? Então isso depende do tipo de cirurgia, do tipo de técnica, de fato é algo muito preocupante no quadro de cirurgia, porque é bom a gente esclarecer, eu inclusive acho que as pessoas escutam o que vê na internet, ou que as pessoas escutam da avó que passa para a mãe, que passa para a tia e acaba pegando essa ideia. Então é realmente algo que a gente escuta falar e muito, toda vez que é algo relacionado à cirurgia de coluna, automaticamente já vem esse medo na cabeça.

De fato precisa ter essa preocupação? É, eu acho que a preocupação ela precisa ser com a doença da coluna, porque como a gente está falando aqui, a doença da coluna pode causar esses problemas. É raro, é raríssimo ter... Pode seguir. Pedir para nossa equipe aqui fazer um ajuste na iluminação.

Então é raro, mas uma hernia de disco cervical, por exemplo, ela pode deixar o paciente incapacitado. Então a compressão da hernia na medula pode danificar a medula de forma definitiva. A compressão da hernia num nervo que vai para a perna pode deixar a pessoa com o pé caído.

Então a cirurgia ela vem justamente para preservar as estruturas morais. Então a cirurgia é a solução para que isso não aconteça na maioria dos casos. Então às vezes os pacientes têm essa... Poxa, meu vizinho operou a coluna e ficou sequelado, mas essa sequela foi da cirurgia ou ela foi da doença? E as pessoas às vezes confundem essa situação.

A cirurgia, sem dúvida, é numa região delicada. A gente lida ali a milímetros de distância de medula, de nervos. Muitas vezes tem que manipular essas estruturas para remover a estrutura que está comprimindo os nervos e pode causar algum dano se for mal executado.

Mas a gente tem tecnologia hoje que... Hoje as cirurgias por vídeo, por exemplo, elas trouxeram um benefício muito grande para o paciente, que são cirurgias pouco invasivas, feitas em um sistema de hospital dia, em um sistema ambulatorial. O paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia e muitas vezes sai já com uma melhora dos sintomas neurológicos da dor. E também trouxe um benefício muito grande para o cirurgião, porque na cirurgia por vídeo, a gente coloca o olho do cirurgião lá dentro da coluna.

Então a gente consegue enxergar as estruturas neurais e a doença com um detalhamento muito grande que a gente não tinha nas técnicas passadas. Além disso, existem outras tecnologias, como radioscopia, ressonância intemperatória, neuromonitorização, que nos permite realizar casos mais complexos também com uma segurança muito grande para o paciente. Então, dizendo que é raríssimo hoje, pelo menos na minha prática, ter algum problema de sequela, de piora do dano neurológico por conta de uma cirurgia.

Pelo contrário, a cirurgia, a rotina, ela traz melhora neurológica, funcional e de qualidade de vida para os pacientes. Perfeito, está super esclarecido. Nessa questão de quando há necessidade de cirurgia, você falou que às vezes, em muitas situações, o paciente volta para casa no mesmo dia.

Como que é essa recuperação? Por conta das novas tecnologias, a qualidade de vida, a gente consegue, claro, é para ter essa melhora, mas a rotina da pessoa já consegue ser recuperada de uma forma rápida? Como que questão de trabalho, questão de exercício físico, na maior... Claro que cada caso é um caso, cada diagnóstico é um diagnóstico, mas de forma geral, essas novas tecnologias permitiram essa recuperação mais rápida? Sim, exatamente. É muito particular a forma como eu oriento para cada situação. A hernia de disco lombar é um tipo de recomendação para os operatórios, cervical é outra, as estenoses também são um pouco diferentes, mas assim, o corte na pele de uma cirurgia por vídeo é um corte de menos de um centímetro.

Então, a gente, assim, a cicatrização, aquele negócio de vai abrir o ponto, essa preocupação não existe, mas apesar da pele, o corte ser pequeno, lá dentro da coluna foi feita uma manipulação um pouco maior, perto de estrutura neural, então a gente precisa ainda ter alguns cuidados, mas numa hernia de disco, por exemplo, uma cirurgia por vídeo, ela permite que o paciente vá para casa no mesmo dia com melhora da dor e que no decorrer dos dias seguintes, ele vai retomando os seus hábitos habituais, a sua rotina habitual, de forma que, em geral, com uma semana de pós-operatório, já está voltando às atividades profissionais, alguns exercícios, então a recuperação é muito mais rápida do que com as cirurgias convencionais, cirurgias abertas no passado. Lombalgia, que é a famosa dor nas costas, é a mais comum. Então, como que pode ser caracterizada, como que ela é diagnosticada também e como funciona o tratamento, na maior parte dos casos? A lombalgia é a dor lombar, então ela pode... é um sintoma que pode estar relacionado a diversas doenças, inclusive doenças reumatológicas, são doenças inflamatórias que causam dor lombar em incapacitantes, às vezes em homens jovens, tem algumas doenças inflamatórias que podem causar lombalgia.

Mas nesse contexto do que a gente vem conversando, a dor lombar pode estar associada a hernias de disco, a doença articular e muito mais comumente a um problema muscular. Então, é difícil a gente individualizar o tratamento da dor lombar. A dor lombar exige uma investigação de um profissional adequado para ver qual estrutura está doendo, qual doença que é e qual estrutura que está doendo.

E no passado, até é interessante que... isso está em livro-texto tradicional, considerava-se que até 50% das lombalgias não tinham causa identificada. O paciente ficava sem um diagnóstico. Ah, não, isso é uma dor lombar.

O que eu faço com isso? Nem as recomendações eram muito precisas porque não se entendia exatamente porque aquilo estava acontecendo. Hoje, felizmente, com a nossa prática, não tenho esse número exato, mas eu diria que menos de 10% das vezes a gente não consegue identificar a causa da lombalgia. Mais comumente a gente identifica a causa e mais do que isso, a gente identifica a estrutura.

Se é músculo, se é nervo, se é articulação, que articulação que é, se é o disco, se é articulação facetária, se é sacroiliaca. Então, a gente consegue hoje com o avanço da nossa especialidade chegar a um detalhamento diagnóstico que nos permite um tratamento mais certeiro. E qual que é a diferença, por exemplo, da lombalgia para a dorsalgia? Porque parece a posição da dor mesmo, a localização que muda.

Isso, é a localização. Lombalgia é relacionado a lombar e dorsalgia relacionado à coluna dorsal, que seria a coluna torácica. A dorsalgia, muitas vezes, a nossa coluna torácica é um pouco mais rígida, por conta da caixa torácica.

Então, é muito mais comum as pessoas terem problema na coluna lombar e na coluna cervical. Mas muitos problemas da coluna cervical, eles irradiam para a região dorsal. Às vezes a pessoa tem uma dor entre as escápulas, tudo pode estar relacionado à coluna cervical.

E mesmo a posição, a postura que a pessoa adota no dia-a-dia, pode interferir nas dorsalgias. É bem importante essa diferenciação, inclusive o destaque para que as pessoas estejam atentas, que sempre a dor está relacionada, tem uma causa ali. Não é só a questão, eu estou sentindo um desconforto nas costas e é apenas um desconforto.

Isso é algo que persiste. Por exemplo, se a gente fica sentado, até uma dúvida é isso, se a gente fica sentado, ficou igual, a gente está aqui durante uma hora para falar desse assunto, não está se mexendo muito, de repente levanta, dá um desconforto ali nas costas. A causa foi esse tempo que a gente ficou aqui.

Quando a questão da necessidade de alerta, é isso que persiste. Exatamente. E é uma coisa que eu costumo dizer para os passos, porque as pessoas não gostam de sentir dor, né? Poxa, não, eu fico sentado ali uma hora e sinto dor, não aguento mais.

Poxa, mas isso é bom, é porque é o seu corpo te avisando que não está legal, que está indo num caminho ruim, e dá tempo de mudar. E realmente existem alguns pacientes que chegam para a gente numa situação crítica, neurológica, e que não tiveram dor nesse processo. Então, não sei exatamente porquê, mas os orientais, os japoneses, não sei se é cultural, não sei responder, mas é comum eles terem um avanço da doença degenerativa com pouca dor.

Então, se a gente está tendo a dor antes que tenha algum problema neurológico, algum sinal de alerta, isso é bom, é porque dá tempo de a gente resolver. Ah, então eu fico uma hora sentado e dói, não aguento mais isso. Mas vamos fazer uma coisa para mudar.

Então coloca o cronômetro ali, deu 50 minutos, levanta, anda, faz o alongamento, melhora a compensação, os exercícios que estão sendo feitos de rotina na academia, enfim, onde faça exercício, faça uns exercícios de compensação para esse tempo que fica sentado. Então, nesse caminho, a dor, ela é bem-vinda, entendeu? Com certeza. A cervicalgia, doutor, também entra nessa questão de localização da dor, mas ela é considerada mais grave, pelo que eu vi, a necessidade de um alerta maior, justamente pela posição? É, exatamente.

Cervicalgia, então, é dor na cervical, dor relacionada aí à região do pescoço. E na coluna cervical, a gente tem a medula, né? Na lombar, a medula, ela termina ali no nível de L1 e L2. E os problemas maiores na lombar, geralmente são mais baixos, né? No L4, L5, S1, né? Então, onde não tem mais medula.

Então, geralmente, a preocupação maior com a coluna cervical é por conta da presença da medula. Então, todo mundo sabe, um trauma grave na coluna cervical pode deixar uma pessoa tetraplégica. Dificilmente um problema postural, uma doença degenerativa vai chegar nesse ponto, mas pode chegar a danificar a medula, danificar nervos que vão para o braço, né? Então, nesse sentido, é um pouco mais delicado.

Por outro lado, a coluna cervical, ela carrega menos carga, menos peso, né? É o peso da cabeça e do nosso pescoço. Então, geralmente, responde um pouco mais rápido aos tratamentos cirúrgicos, né? E conservadores, né? Quando a gente compara com as dores lombares. Perfeito.

Essa questão da dor que a gente até falou quando irradia, né? Que você citou que isso é um sinal de alerta um pouco mais preocupante. A dor ciática já entra nessa questão de irradiação da dor? Sim. A dor ciática é a dor no nervo ciático, né? E o nervo ciático, ele é formado por raízes nervosas que saem da coluna lombar, né? Então, uma das causas mais comuns de ciatalgia, né? De dor ciática é a hernia de disco ou uma compressão lá na coluna lombar.

Podem ter outras causas, como a síndrome do piriforme, ou mesmo se a gente ficar muito tempo sentado, dependendo do banco, da posição, a gente fica com peso em cima ali do ciático. O ciático, ele pode doer, pode até formigar, mas geralmente são sintomas que passam rapidamente. Mas sim, o ciático, o que as pessoas chamam de ciatalgia, pode já ter uma relação com doença da coluna lombar.

E para quem não está reconhecendo, né? Pelo nome da dor ciática, é aquela dor também que eu acredito que muita gente deve ter sentido alguma vez. Eu já senti algumas. De você pisar, né, doutor? Para a gente definir melhor.

Pisa, e aí, em vez de sentir a dor ali já, ou no pé, ou direto na coluna, parece que irradia para essa questão no final das costas, né? Algo que você, parece que é pelo movimento, né? De pisar, e aí você sente em outra parte do corpo que não está... Não necessariamente. Até tem uma certa confusão nesse ponto. Muita gente chama de dor no ciático a dor no glúteo.

E não é, né? O ciático, ele passa no glúteo, né? Bem no meio do glúteo. Mas a ciatalgia é uma dor, né? Que pode ir do glúteo até lá o pé, até tornozelo, ou planta do pé. Pode vir associado a perda de força, ou de sensibilidade, então formigamentos, dormência.

Mas ela é uma dor irradiada, que geralmente passa da altura do joelho. A dor... O ciático, ele pode também doer só no glúteo. Isso também é possível.

Mas geralmente é uma dor irradiada. E a definição, a melhor definição é aquela de quando você pisa e sente essa dor subir. É isso? Não necessariamente.

Pode sentir parado também? Pode sentir parado. Ela geralmente aparece na hora de esticar a perna. Então, esse movimento de dar um chute pra frente.

Mas mesmo de andar com o passo mais largo, ele pode esticar o ciático. E o ciático estando preso, seja na coluna, seja na região do piriforme, ele pode dar esses sintomas. Geralmente, dor quando pisa, ela está mais relacionada à dor no quadril ou na sacroiliaca, né? Quando a dor vem nessa região do glúteo, navega um pouco do quadril aqui, a pessoa pisa, pode ser alguma dor articular, não necessariamente o ciático.

É uma dor que incomoda demais, né? Quem já sentiu algo parecido assim, sabe que realmente já dá aquela... desperta aquela tensão na hora. Não tem como, né? É uma das dores que mais incomoda, imagino eu, né? Dessas que a gente citou dos problemas. É, limita, né? A pessoa precisa andar e não consegue, né? Sem dúvida.

É verdade. Bom, agora falando um pouquinho dos tratamentos, a gente citou uma dessas principais doenças, claro que eu imagino que tem várias outras, né? Que a gente poderia elencar, mas falando sobre as principais. E a gente citou no início sobre tratamento que tem os dois principais, que é o tratamento conservador e o tratamento por cirurgia.

Então agora eu queria explicar um pouquinho para quem já tem algo diagnosticado ou alguém que está com uma suspeita, né? Está pensando em procurar um médico. Como que funciona o tratamento conservador? O que é o tratamento conservador? E mais detalhado agora, quais são as indicações para esse tipo de conduta? Perfeito. Quando a gente tem uma compressão do nervo, como eu disse, é lógico a gente pensar que o sintoma ele vem porque o nervo está apertado.

Então eu vou soltar, vou descomprimir. A cirurgia, ela pode fazer isso. Mas o tratamento conservador, ele também, ele é bem-vindo em grandes situações, na maioria das situações, quando a gente não tem um sinal de alerta ou uma compressão de nervo grave.

E aí é fácil até ver na internet, muitos pacientes citam as situações, paciente que postou ali uma hernia de disco que sumiu com o tratamento conservador. Na verdade, a hernia, ela tem a tendência a sumir com o tempo. Então essa compressão do nervo, ela pode sumir com a cirurgia ou com o tempo.

O que vai ser feito nesse tempo, a gente chama de tratamento conservador. Mas se não fizer nada, a hernia também, ela tem uma tendência a sumir. Então o tratamento conservador, ele envolve o uso de medicamentos, analgésicos, anti-inflamatórios ou outros medicamentos específicos para dor, para que o paciente passe esse tempo com sintomas toleráveis.

E também o tratamento físico. A pessoa vai fazer, eventualmente, se já tiver condições, alguns exercícios para tentar ir melhorando a musculatura, para essa musculatura dar mais sustentação para a coluna. Se não for possível fazer ainda exercícios, porque o exercício causa dor, então fazer a fisioterapia, ela tenha técnicas de analgesia para relaxar a musculatura, para ajudar a tirar a dor nesse momento que o problema está mais agudo, que existe uma inflamação maior e que está causando dor.

Então, esse é o tratamento conservador. Lógico que, colocar na internet, tem um monte de opção de acupuntura, quiropraxia, osteopatia, enfim, alguns exercícios que algumas pessoas até prometem não, fica de ponta cabeça, vai melhorar, se pendura na barra, alguma coisa assim. Mas, na verdade, é importante que nesse tempo a gente não piore as condições, porque o nosso corpo é capaz de se curar da maioria das situações, de hernes de disco ou de compressões neurais, nesse contexto que a gente vem falando.

Então, é importante, só nesse tempo, não piorar. Se a gente conseguir melhorar um pouquinho, ótimo. Então, tomar cuidado nesse período para não fazer movimentos, exercícios que vão sobrecarregar mais aquela região que está danificada.

Qual que é a sua avaliação sobre isso de acupuntura, quiropraxia, que são consideradas técnicas alternativas, que a gente pode dizer, mas que eu já vi muita gente até para a questão de hernes de disco, falando que a acupuntura ajudou ou não mudou nada, mas assim, já vi casos de pessoas que disseram que teve uma ajuda muito grande e outras que falaram que não mudou nada. Seria uma questão, algo mental, que eles trabalham a questão psicológica do paciente, ou não? Tem algo constatado que realmente tem como ajudar nesse diagnóstico? Então, a acupuntura, ela tem bastante estudos falando a favor da técnica. Então, existe o agulhamento a seco de pontos de gatilho.

Então, a pessoa tem, por exemplo, uma região da musculatura que está muito contraída. Se eu pegar uma agulha e inserir nessa musculatura, a gente chama de agulhamento seco, é muito o que a acupuntura faz. Essa musculatura ela consegue relaxar.

E, além disso, a acupuntura, não é só isso. Eles têm uma ciência que vem ali da medicina oriental, e tem muita coisa que eu não estudei, nem tenho como falar, mas existem evidências aí de que pode ajudar, principalmente em lesões de origem, em dores de origem muscular. Quando a gente tem dor de origem neural, pode ajudar alguns pacientes.

Então, eu não costumo indicar para o paciente, mas às vezes o paciente fala, poxa, não, fiz uma sessão e melhorou. Então, se melhorou, continua, está dando certo. O importante é o que eu falei, é nesse tempo que a gente precisa dar para o nervo se recuperar.

Se ele faz alguma coisa que está ajudando, tudo bem. Se ele faz alguma coisa que está piorando, está no caminho errado. E a quiropraxia ou a osteopatia são técnicas de manipulação da coluna.

Então, aí existem ótimos profissionais que muitas vezes me encaminham pacientes que eles sabem, muitas vezes, identificar os sinais de alerta e falam, não, esse caso eu não vou mexer porque tem uma compressão neural, está perdendo força, está perdendo sensibilidade, vou encaminhar para um especialista avaliar. Ótimo, né? Muitas vezes eles conseguem fazer alguma técnica de relaxamento ou de analgesia sem manipulação da coluna e que podem trazer uma melhora também nesse período de tratamento conservador. No entanto, existe essa ressalva.

É uma técnica que envolve manipular a coluna. Então, pode piorar. Se o profissional fizer de forma inadequada, numa situação que a gente tem uma compressão neural, uma hernia de disco estrusa, que é uma situação mais aguda, é um pouco mais grave, o paciente pode piorar com técnicas de manipulação, então precisa ter o cuidado.

É ideal que o paciente mesmo, em frente a esses sinais de alerta, procure o especialista antes dessas técnicas complementares. Quando o paciente procura por tratamentos também entre essa questão mais conservadora, de até mesmo o tempo, essas outras questões que a gente trouxe agora e até chegar à decisão de fazer uma cirurgia, aparece também a questão de infiltrações e bloqueios. O que seria isso? Para que serve realmente a sua opinião sobre esse tipo de opção positiva? O que você considera? Sim, sem dúvida.

O bloqueio, as infiltrações, a gente injeta medicações, geralmente são anti-inflamatórios e anestésicos, próximo no nervo que está acometido ou nas articulações que estão acometidas e tem o potencial de trazer uma melhora da dor, melhora de amplitude de movimento de algumas situações. Tem algumas situações que são, por exemplo, a dor de origem facetária, que é uma dor por uma artrose ou desgaste de articulações na parte de trás da coluna, é sabido que é um tipo de dor que melhora muito com as infiltrações e nem tem necessidade de fazer procedimentos maiores, cirurgias, porque os pacientes melhoram com infiltração ou com as denervações facetárias. Mas quando a gente tem, de novo, uma situação de compressão neurológica grave, com perda de força ou perda de sensibilidade, se a gente faz um bloqueio, eu estou tirando a dor do paciente que está avisando ele que a situação está ruim.

Então o paciente se limita porque dói e ele está perdendo a força no membro. De repente eu tiro a dor e o paciente, opa, melhorei e volto para uma vida normal ali, ele pode piorar a situação do nervo. Então também precisa ter muita cautela na indicação e na aceitação por parte dos pacientes desse tipo de procedimento de bloqueio, de infiltrações, quando a gente tem uma situação mais grave, porque ele pode piorar a situação.

Mas é uma excelente arma numa situação que não está precisando de cirurgia. Se o paciente não está precisando, não tem perda de força, não tem um problema neurológico, mas a dor está incomodando, é uma boa alternativa para diversas situações de doenças na coluna. E a questão da cirurgia, a gente acabou adiantando um pouco, a gente trouxe quando é necessário, como que funciona essa questão de recuperação, qualidade de vida da pessoa, como funciona até esse corte de até um centímetro, que você citou, que já chama também bastante atenção, porque quando a gente pensa em cirurgia de coluna, para quem não é da área da saúde, já pensa naquela cicatriz imensa de que pega do começo das costas até o final, que vai ficar muito tempo de recuperação, meses, sem poder fazer nenhum tipo de exercício, por exemplo, ou até as atividades básicas.

Para a gente finalizar essa questão da cirurgia, queria tirar uma última dúvida sobre de fato a qualidade de vida da pessoa, se ela vai conseguir, eu acredito que seja casa a casa, que foi o que a gente disse, cada situação é uma situação, cada diagnóstico é um diagnóstico, mas a cirurgia agora, com todas essas técnicas, com o que a gente pode trazer de mais novo da cirurgia relacionada a esses problemas, dá para a gente afirmar que o paciente está mais próximo de conseguir ter uma vida 100% considerada normal depois de passar por esse tratamento? Com certeza, a gente tem que buscar isso. O avanço na cirurgia, ele trouxe essa possibilidade. Muitas vezes a gente não operava os pacientes no passado, porque a gente imaginava que a cirurgia em si, ela poderia trazer um dano maior para o paciente do que a própria doença.

Ou seja, o paciente tinha uma dor, mas eu ia fazer uma cirurgia aberta, um corte grande e o paciente ia sair com mais dor ou uma dor diferente da que ele entrou. Então hoje, a cirurgia por vídeo, ela permite uma preservação praticamente total da musculatura e muito grande das estruturas, das articulações, os ligamentos que estão saudáveis ainda. Isso permite uma recuperação muito mais rápida e o retorno do paciente a uma vida 100%.

No entanto, é importante entender que a cirurgia, ela não cura uma doença degenerativa, ela não cura um desgaste. Então, essa cura 100%, esse estar 100%, ele vai depender na maior parte do próprio paciente. Então, o paciente está com um problema agudo, está com um nervo comprimido, a gente resolve com a cirurgia, mas depois de passar dessa fase de recuperação, vai ter que fazer a parte dele.

Então, de melhorar postura, exercícios, vida saudável, porque senão ele vai ter um problema de novo, ou no mesmo segmento, ou em outro segmento. Então, isso é importante todos entenderem, porque a participação do paciente, ela é muito, ela é essencial na melhora 100%, mas a gente tem que buscar isso sempre. Não dá pra ficar vivendo mais ou menos, vivendo com dor, eu sou totalmente contra esse pensamento de algumas pessoas, que falam, poxa, não, eu tenho esse problema, vou conviver com isso.

Eu acho que alguma, a gente inserir alguns limites na nossa atividade habitual, porque não, vou parar de jogar futebol, porque já joguei 50 anos de futebol, já está bom, agora acho que vai, vou preservar um pouco mais a coluna, esse tipo de coisa, tudo bem, mas se limitar demais por conta de um problema, sou totalmente contra, mas o paciente tem que fazer a sua parte. E fazer essa associação também é muito importante, né, doutor, porque até no último episódio que a gente esteve, que eu citei no início, com o doutor Fernando Amato, cirurgião plástico, pra quem não acompanhou, ele falou sobre problemas, cirurgias mamárias. Ele trouxe também essa questão, por exemplo, de quem tem a mama muito grande e tem a questão da dor.

Então, existe a necessidade de cirurgia de estar, a pessoa estar bem atenta a outras especialidades, outras especialidades médicas e ter esse acompanhamento de forma geral, que às vezes está unido, né, essas duas situações. A necessidade de cirurgia, mas não necessariamente a cirurgia de coluna, mas que está afetando a qualidade de vida, como por exemplo, nesse caso, o exemplo da mama, que não é da coluna em si, mas que está causando esse problema. Sem dúvida.

Até porque é meu irmão, então a gente vê muito desses casos de forma conjunta e sem dúvida tem algumas situações que interferem na postura da pessoa e muitas vezes a mulher com a mama grande, ela tem uma tendência às vezes a esconder a mama e isso causa e a pessoa fica com aquela postura por anos e às vezes até fazendo a cirurgia, se ela não trabalhar essa mudança de consciência corporal para trazer a postura de novo ela vai ter problema. Então, essa avaliação conjunta, multidisciplinar, é importante para a gente identificar e tratar o paciente como um todo. Perfeito, então já está bem esclarecido também essa questão, tirou o medo da cirurgia das pessoas, a gente sempre abre também aqui o nosso comentário, para tirar as dúvidas, se tiver qualquer tema também de sugestão para essa questão da coluna mesmo, dos problemas relacionados à coluna, até de prevenção, manda para a gente que a gente traz de novo aqui o Dr. Marcelo.

Para a gente finalizar, só retomando as questões de prevenção, a gente já falou sobre os cuidados de postura, de exercício físico, a necessidade, um último ponto que ficou faltando aqui, eu te perguntar naquele momento no início, é a questão do controle do tabagismo, isso de fato está relacionado ao problema de coluna? Está entre os alertas para as pessoas para a gente finalizar essa questão de tomar cuidado para não ter que passar por algum tipo de tratamento, até mesmo uma cirurgia? O tabagismo ele tem uma interferência nas doenças da coluna sim, então ele pode piorar a recuperação tecidual, acho que é fácil a gente entender isso, e em situações mais específicas, por exemplo, quando o paciente precisa passar por uma cirurgia, o tabagismo ele joga contra, então se a pessoa fuma, ela tem uma tendência a se recuperar pior, ou muitas vezes gerar problemas pós-operatórios por conta do tabagismo. Geralmente em cirurgias maiores, que a gente chama de artrodese, que são as cirurgias de fixação, isso pode interferir bastante, então vale a pena largar o cigarro. E no quesito prevenção, pode fazer outros episódios para destrinchar um pouquinho melhor, mas a gente falou um pouco do text neck, que é a síndrome do pescoço de texto, vale a pena as pessoas se preocuparem com essa posição de olhar no celular e digitar, e tentar trazer o celular aqui para a altura dos olhos, manter o pescoço mais neutro, isso cansa, então se possível sempre apoiar numa mesa, a gente consegue manter o pescoço neutro e evitar esses problemas de tensão na região cervical e que podem, aos pouquinhos, evoluir para situações mais graves.

Pequenas práticas que ajudam nessa prevenção, de forma geral, relacionada à atividade física que a gente falou, de forma geral consegue evitar qualquer tipo de problema maior, né doutor? Exatamente. Perfeito, muito obrigada pela sua participação, foi muito esclarecedor aqui a nossa conversa, e como a gente citou, se ficou alguma dúvida, qualquer sugestão de tema, manda aqui para a gente, comenta, e compartilha, curta, claro, sempre, inscreva no canal também, para a gente trazer de novo aqui o doutor Marcelo para falar mais um pouquinho sobre essa questão da coluna, né doutor? Obrigada. É isso aí, obrigada Letícia, obrigada telespectadores, estou à disposição para responder as dúvidas.

Obrigada também a você, pelo carinho da sua audiência e participação aqui conosco, mande as sugestões, e conto com a sua participação também no próximo episódio. Tchau.

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