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Cirurgia Plástica em EX-OBESOS: AmatoCast Ep 47

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Cirurgia Plástica em EX-OBESOS: AmatoCast Ep 47

O episódio aborda a cirurgia plástica reparadora em pacientes que tiveram grande perda de peso, seja após cirurgia bariátrica ou uso de medicamentos como os ini

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Perguntas respondidas neste vídeo

Sim, aqui a gente vai discutir, então, o tempo ideal para a gente começar essa fase de reparação, né?

Depois da cirurgia bariátrica. As cirurgias que a gente comumente faz nesses pacientes e também uma coisa muito importante que sempre vem à tona é a questão do convênio cobrir ou não essa parte da cirurgia plástica reparadora.

Porque, igual, vários subtemas que a gente tratou em outros episódios de cirurgia plástica também a gente vai trazer, mas agora focado nessa parte da cirurgia bariátrica, né?

É, a gente vai focar no paciente ex-obeso. Acho que o pós-bariátrico é o que a gente tem maior, grande perda de peso. Mas, assim...

Está um clima ruim, né?

Seco, ar-condicionado.

Mas o ex-obeso é uma realidade, não só na cirurgia bariátrica, né?

O paciente que faz uma cirurgia e agora a gente tem os pacientes por uso de medicações, como o Ozempic, Monjar ou esses inibidores da GLP-1, eles têm um potencial muito grande de trazer os pacientes emagrecerem.

E esses pacientes todos vão, acabam precisando em algum momento fazer algum tratamento por conta do excesso de pele que acaba ficando, né?

Então, não existe um tratamento de obesidade que não envolva também trazer, melhorar a pele.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós estivemos com a doutora Lorena Mato, endocrinologista, para falar sobre um assunto interessante, endocrinopediatria.

Antes nós recebemos convidados especiais para falar sobre cuidados paliativos. Hoje nós também iremos receber uma convidada especial, um outro especialista que já é da casa para falar de um assunto também bastante interessante, o processo pós-cirurgia bariátrica. Vou apresentar agora a nossa convidada especial, a doutora Caroline Lumeceito, fez residência em cirurgia geral e cirurgia plástica pela Escola Paulista de Medicina.

Prazer, doutora, bem-vinda. Prazer, é um prazer meu estar aqui, obrigada pelo convite. E vamos lá, esse assunto é extenso, tem bastante coisa para a gente explorar.

Isso mesmo, agora uma pessoa, como eu disse, já da casa, que está sempre aqui com a gente, doutor Fernando Amato, é médico cirurgião geral, cirurgião plástico e mestre pela Escola Paulista de Medicina e Universidade Federal de São Paulo. Também é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica. Além disso, é especialista em reconstrução mamária e em tratamento do lipedema.

Bem-vindo mais uma vez, doutor. Muito obrigado. Obrigado, Carol, por participar.

A Carol, na verdade, é uma parceira aqui do Instituto Amato, uma parceira minha nas cirurgias, que tem me aguentado aí nos últimos 10 anos. Minto, na verdade, não é nem 10 anos, porque ela é minha colega de residência, de cirurgia de faculdade também, mas sempre foi caloura. Então, é um prazer imenso ter a sua presença aqui, ajudar.

Muitos assuntos são assuntos que a gente aborda na nossa rotina, a gente discute bastante, a gente reflete bastante nesses casos de pacientes obesos, nas necessidades, nas cirurgias que podem ser realizadas. Muito obrigado. Aliás, esse tema foi sugestão mesmo da Letícia mesmo, porque a obesidade é um tema bem pertinente mesmo.

Exatamente, acho que tem muitas dúvidas relacionadas a isso. Já adianto que eu sempre peço aquele spoiler, doutora, para você que está vindo aqui pela primeira vez, para os especialistas que vão participar, do que é mais interessante um resumo mesmo, do que a gente vai poder citar. Acho que nesse resumo agora, na parte inicial, a gente pode, inclusive, esclarecer a dúvida que a maioria das pessoas tem.

Não é cirurgião plástico que faz, de fato, a cirurgia bariátrica, mas vocês são responsáveis pela parte reparadora do pós, né? Sim, aqui a gente vai discutir, então, o tempo ideal para a gente começar essa fase de reparação, né? Depois da cirurgia bariátrica. As cirurgias que a gente comumente faz nesses pacientes e também uma coisa muito importante que sempre vem à tona é a questão do convênio cobrir ou não essa parte da cirurgia plástica reparadora. Legal.

E doutora, acho que é interessante também a gente citar da sua parte, que nos outros episódios a gente até falou sobre algumas cirurgias que a gente vai citar na parte reparadora, mas hoje é na questão relacionada à cirurgia pós-bariátrica, né? Porque, igual, vários subtemas que a gente tratou em outros episódios de cirurgia plástica também a gente vai trazer, mas agora focado nessa parte da cirurgia bariátrica, né? É, a gente vai focar no paciente ex-obeso. Acho que o pós-bariátrico é o que a gente tem maior, grande perda de peso. Mas, assim... Saúde! Só ao vivo, droga! Coisas incontroláveis, não é óbvio.

Não, não deu. Está um clima ruim, né? Seco, ar-condicionado. Mas o ex-obeso é uma realidade, não só na cirurgia bariátrica, né? O paciente que faz uma cirurgia e agora a gente tem os pacientes por uso de medicações, como o Ozempic, Monjar ou esses inibidores da GLP-1, eles têm um potencial muito grande de trazer os pacientes emagrecerem.

E esses pacientes todos vão, acabam precisando em algum momento fazer algum tratamento por conta do excesso de pele que acaba ficando, né? Então, não existe um tratamento de obesidade que não envolva também trazer, melhorar a pele. Acaba que a pele fica em excesso, né? Importante a gente, então, já esclarecer. Para quem fez a cirurgia bariátrica, costuma precisar de alguma cirurgia reparadora, então, né? Quanto mais a pessoa teve sobra ali de pele, né? Pela pesquisa que eu fiz, eu imagino que seja mais necessário fazer algum tipo de procedimento reparador.

Mas quem fez, por exemplo, o uso de algum medicamento, como se fosse, ou até o Ozempic, né? A gente pode acertar aqui, porque é o mais conhecido, sem patrocínio nenhum. Mas, nesse caso, também é possível a pessoa fazer um procedimento reparador, só com o que utilizou o medicamento? Sim, na verdade, assim, quando a gente entende por essa cirurgia reparadora, às vezes a gente usa o termo nem pós-bariátrica. A gente faz cirurgia após perda excessiva de peso.

Então, não são todos os pacientes que fazem a cirurgia bariátrica que tem essa perda excessiva de peso resultando numa sobra de pele. A gente sabe que, assim, quando o paciente está numa obesidade importante e perde peso, se ele perde por meios de dieta, exercício físico, comumente ele não vai ter uma sobra de pele tão importante quanto esses pacientes que fazem a cirurgia ou fazem uso de medicação, porque a perda é mais gradual, né? Demora mais tempo e aí a pele consegue se adaptar. Além disso, ele também tem um ganho muscular.

Agora, os pacientes que são submetidos à bariátrica ou que fazem uso dessas medicações, a perda de peso é muito mais rápida. Então, e geralmente também já é um perfil de um paciente que não vai na academia, assim, com tanto vigor. Então, o excesso de pele realmente nesses pacientes é muito maior que requer aí os procedimentos cirúrgicos.

Inclusive, não é só a questão da pele, né? Imagino que seja um conjunto inteiro que a pessoa pode acabar sendo prejudicada quando tem esse excesso de postura, equilíbrio, né? Todo esse conjunto corporal, doutora? Sim, na verdade, o excesso de pele, além de trazer, comprometer o físico, né? Comprometer a aparência, a autoestima. Em vários casos, ela também traz doenças como dermatite, porque a sobra de pele fica causando infecções fúngicas até, né? Assaduras e tal. Isso pode acontecer.

A pessoa não consegue usar roupa adequadamente. Então, traz uma série de questões aí pra... A obesidade, esse excesso de pele, essa grande perda vai trazer também questões psicossociais, né? De convívio e influencia bastante a autoestima. Então, essas cirurgias, elas não são apenas, não vão estar reparando apenas o físico da pessoa, mas uma questão psicológica, né? Principalmente a autoestima da paciente.

Então, tem que ter um reganho da autoestima pra ter um convívio social. Então, a higiene interfere muito. Às vezes, a pessoa não consegue se limpar.

Tem dificuldade. Então, o excesso de pele, a retirada do excesso de pele é pra trazer dignidade pra esses pacientes, né? Pode falar, doutora. É, e o paciente que ele é obeso, geralmente ele já vem com uma carga psicológica muito grande, né? Então, até ele conseguir superar isso, se submeter à cirurgia bariátrica ou a esse processo de emagrecimento, já vem com uma carga psicológica muito importante.

E aí, comumente a gente ouve desses pacientes que agora, finalmente, ele vai realizar o sonho dele, né? Então, a cereja do bolo é a cirurgia plástica reparadora que vai trazer de novo pra ele essa autoestima que ele já perdeu há muito tempo atrás quando começou o processo da obesidade, quando a obesidade começou a interferir na vida dele. Eu vou fazer uma pergunta pra doutora Caroline. Se ela já teve a experiência de pacientes que queriam engordar para poder atingir o peso e conseguirem fazer a cirurgia bariátrica pra depois fazerem a cirurgia plástica? Olha, é incrível isso, mas já teve pacientes assim.

Porque assim, o que a gente entende, né? Tem pacientes que tem uma mama grande, ou tem pacientes com sobrepeso que tem uma mama grande, que tem aquela barriguinha, né? Que depois da gravidez também fica uma sobra de pele. Só que elas não se enquadram na obesidade, não se enquadram em fazer cirurgia bariátrica. E já teve algumas que falaram, acho que eu vou então comer, comer, agora eu vou aproveitar e tô liberada pra comer, comer, comer.

Aí eu emagreço uns 20 quilos e aí o convênio vai ser obrigado a pagar. Mas aí você tem que colocar um alerta muito grande nesse tipo de paciente. Porque realmente ele vai precisar de um apoio psicológico mais intenso, né? Porque fazer isso com o próprio corpo, pra ter um ganho aí secundário, que é a saúde dele que tá em jogo, né? Então a gente tem que ser bem criterioso e orientar bem esse tipo de paciente, porque não faz sentido nenhum, né? Sim, vocês falam bastante também sobre a cirurgia bariátrica, né? Que como você disse, que não é a única opção pra fazer uma cirurgia reparadora, mas que costuma ser a forma mais conhecida, né? De quem emagrece de uma forma mais rápida.

Acho que é importante a gente citar só por cima o que é a cirurgia bariátrica, mesmo que não sejam vocês que fazem, né? Os especialistas em cirurgia plástica. Mas só pras pessoas entenderem se é algo imediato, se acontece de forma gradual. Porque pelo que eu entendo, né? Uma pessoa leiga em medicina, que é um processo gradual, né? Que a pessoa faz a redução de estômago e aos poucos começa a perder o peso.

A partir de que momento também a cirurgia plástica pode entrar nesse processo pós-cirúrgico do paciente? Eu vou explicar o que é a cirurgia bariátrica, depois a doutora Caroline vai falar o momento certo de operar, tá bom? A cirurgia bariátrica, ela tem o objetivo, né? De mudar alguma coisa na absorção dos alimentos, né? Pra poder o paciente emagrecer. Então provavelmente o paciente tem um excesso de aporte calórico e tá engordando. Então precisa reverter isso.

E o que que se faz? Reduz o estômago. Então às vezes esses pacientes eles têm muita fome porque o estômago deles tá muito dilatado e precisa comer porque tem esse estômago vazio. Então uma técnica é você reduzir o tamanho do estômago.

Outra maneira, né? Então você vai fazer uma redução do estômago. Pode ser colocado anel, também um anel de silicone que pode fazer essa redução também. Também é possível diminuir o intestino.

Você diminuir a absorção do intestino. Ou fazer uma técnica em Y, que você não tira o intestino, mas você deixa isolada uma parte do intestino, né? A gente chama isso de Y, de U. E essa parte ela vai estar secretando no tubo digestivo, lá no sistema digestivo, mas ele não tá passando comida lá, então ele não tá absorvendo. E às vezes essas técnicas são associadas, né? Do estômago e quanto no intestino.

E ela pode ser uma técnica mais desabsortiva, né? Que a pessoa vai absorver menos. Ou ela pode ser mais restritiva. E cada técnica vai ser adaptada ali, né? São técnicas que às vezes tem até uma questão metabólica, né? Que o intestino e o estômago também secretam hormônios que interferem nessa parte alimentar, no desejo da alimentação.

E há medicação até desenhada baseado nisso. Então as técnicas vão se desenvolvendo dessa forma. Só que a tendência mesmo é que as medicações de obesidade vão tentando atingir exatamente essas dificuldades, esses hormônios que são secretados no trato digestivo.

Então, a cirurgia bariátrica tem esse conceito. Ela pode ser feita aberta, uma cirurgia que tem um corte daqui até o umbigo. E isso era até bom pra gente quando a gente fazia a abdominoplastia, que a gente usava uma técnica que a gente aproveitava esse corte pra diminuir e fazer a silhueta do paciente.

Já hoje a maioria é por vídeo, né? E às vezes até robótica. Então as técnicas vão evoluindo cada vez sendo minimamente invasivas, né? Também vale a pena citar que tem a colocação de balão gástrico. Vai por endoscopia, coloca um balão que ocupa o espaço no estômago pra pessoa não conseguir colocar tanta comida dentro do estômago.

Só que o estômago continua grande. E às vezes até aumenta mais. Então todas essas técnicas tem suas limitações, restrições e críticas.

Eu acho que a gente pode trazer talvez um cirurgião bariátrico pra poder discutir. Entrar em detalhes, né? Entrar em detalhes, talvez fazer com a doutora Lorena, que aí ela é endocrinologista, ela pode complementar muito mais. É interessante pra gente saber essas técnicas porque interfere na nutrição do paciente.

Eu prefiro mil vezes operar um paciente que não tenha feito cirurgia bariátrica e tenha emagrecido por conta própria do que um que fez cirurgia bariátrica. Porque eles têm anemia, eles têm problemas de ferro. Então você tem que fazer uma suplementação de muitos nutrientes porque eles são pacientes eternamente doentes.

Porque eles são pós uma cirurgia bariátrica. Então eles têm um monte de problemas por conta dessa cirurgia. Então são pacientes que a gente olha de uma forma diferente.

Eles estão magros, mas a cabeça nem sempre é de um paciente magro, né? E eles, a gente tem que saber disso, eles têm toda a ansiedade, têm outros problemas que a gente precisa estar entendendo isso antes pra poder abordar esse paciente. Agora o momento certo de fazer a cirurgia, quem vai falar? A doutora Carolina. Assim, não tem estudos, né? Estabelecendo o momento certo, mas o protocolo que a gente coloca assim é de um a dois anos depois que realizou a cirurgia bariátrica e além disso estar com o peso estabilizado há pelo menos seis meses.

E ter chegado ao peso alvo, né? Então ele coloca aí como uma meta a perda de 40 quilos. Então vamos esperar um a dois anos depois que foi feita a cirurgia bariátrica e chegando no peso alvo tem que manter esse peso por seis meses. Porque a gente sabe que no primeiro ano o paciente tem uma perda muito importante de peso mas depois ele estabiliza e alguns até voltam a ganhar o peso.

Que nem o doutor Fernando falou, tem pacientes que eles não tratam a parte psicológica. Então continua com aquela ansiedade e colocando a comida como uma forma de recompensa, né? Então nesses pacientes, se a gente já também percebe isso na consulta, a gente tem que também ficar de olho, né? Porque paciente pode ter um reganho de peso e isso vai acabar prejudicando muito o resultado depois a longo prazo da cirurgia. Então, mas a critério de regra assim pra gente ter um norte seriam esses prazos.

E qualquer um dos pacientes consegue fazer a cirurgia desde que tenha passado esse período, né? Que você citou agora. Independente da técnica que tenha feito da cirurgia bariátrica, é possível escolher uma cirurgia reparadora pra ser feita. Sim, na verdade sim.

A gente também vai ver toda a questão de saúde dele, né? Porque muitas vezes o paciente tem pressão alta, diabetes, vê se já está tudo controlado, né? Uma vez que isso está controlado, estabilizado, ele pode fazer a cirurgia. Pode começar pelo abdômen, pela mama, pelo braço, pela coxa. A gente vê o que está afetando mais a qualidade de vida dele.

É importante, quando a gente recebe o paciente, a gente entender tudo isso, todo esse contexto dele, em que momento que ele fez a cirurgia, por que que ele fez, como que estava a vida dele, o que que mudou a cirurgia. Então, a gente fala esses prazos de dois anos, pós-cirurgia, ou pelo menos um ano, estabilidade com seis meses, porque a gente precisa entender um pouco o paciente. Um paciente de cirurgia plástica, ele tem um impacto muito grande psicológico.

Então, a gente precisa, na consulta, tentar identificar os pacientes que tenham um distúrbio de imagem, né? Então, às vezes não adianta você fazer a cirurgia plástica porque eles não vão melhorar. Então, é muito importante para nós cirurgiões, entrarmos um pouco nessa parte pessoal do paciente, entender como ele era antes da cirurgia, como ele ficou depois, quais foram as mudanças na rotina, como que está a dieta dele, como que está o ambiente familiar. Parece besteira, mas isso vai influenciar muito o resultado da cirurgia.

Então, isso hoje é um foco que a doutora Carolina trouxe, que é extremamente importante. O prazo, se a pessoa tem um efeito sanfona, ganha, perde peso, ganha, perde peso, nem adianta operar. Ela pode estar cinco anos pós-cirurgia, dez anos, não é um paciente que tenha que fazer uma cirurgia plástica.

Nem deve, nem recomenda. E a gente fala bastante, né, doutor, até para contextualizar para a doutora Carol, Caroline, é que ele já está falando Carol, eu estou falando Carol também. Eu perguntei para ela hoje cedo se era Caroline ou Carolina.

Ela ficou brava comigo. Me conhece há quase 20 anos. Que era sempre Carol, aí ficou Carol.

Até das minhas amigas também, nunca sei. Doutor, a gente fala bastante de cirurgia, nos outros episódios de cirurgia plástica que a gente trouxe aqui, sobre cirurgia composta, né, não sei se exatamente é essa palavra, mas que une, combinada, que une várias partes ali do corpo. Doutora, nessa parte de cirurgia do pós-obeso, do ex-obeso, do pós-bariátrico, isso costuma acontecer também, já aproveitar e fazer tudo junto? Como que é feita essa escolha? É, eu queria saber sua opinião sobre cirurgia combinada.

Na verdade, assim, isso varia um pouco de cirurgião para cirurgião. Por exemplo, eu já conheci cirurgiões que tinham uma equipe bem... alinhada, que faziam tudo de uma vez só. Então, braço, perna, barriga, mama, tudo de uma vez.

Mas eu acho, assim, uma coisa muito arriscada. Por quê? Porque o tempo cirúrgico é grande e a gente sabe que quanto maior o tempo cirúrgico, maior são os riscos de complicações, né. Para o paciente pós-operatório, né, vai requerer muito do organismo dele, essa questão da cicatrização.

Então, para um paciente que já tem um déficit nutricional, você esfoliar muito vai sangrar, né. Quanto mais coisa a gente operar, mais sangramento vai ter, mais perda sanguínea vai ter. Ele também vai precisar aí de um aporte aí para conseguir cicatrizar bem, se recuperar bem.

Eu sou muito contra várias cirurgias combinadas. Geralmente, eu combino, eu falo para paciente, eu gosto de combinar duas no máximo. E, por exemplo, braço e mama é uma combinação que dá para fazer.

Mama e abdômen é uma combinação que dá para fazer. Agora, quando tem acruro, aí, por exemplo, eu, isso é uma questão pessoal minha, isso aí vai mudar muito de cirurgião para cirurgião. Eu gosto de fazer acruro só ela, porque eu acho que é uma cirurgia que requer muito cuidado, uma identificação especial.

Então, eu prefiro falar para a paciente, acruro eu faço... O que é isso, doutora? Acruro, desculpa. A retirada do excesso de pele das coxas. Então, isso é uma questão pessoal minha, eu falo para paciente, das coxas eu gosto de fazer sozinha.

Então, isso vai depender muito, mas para o paciente saber, quanto mais cirurgias combinadas, maior o risco e a recuperação também vai ser um pouquinho mais complicada. Um detalhe é que as cirurgias combinadas, muitas vezes os pacientes querem aproveitar o momento aproveitar a recuperação para conseguir fazer o máximo possível e otimizar o tempo. Então, tem que fazer 5 cirurgias, não dá para fazer menos, porque eu tenho as férias.

Tentar resolver o quanto antes, a gente entende isso, a gente tem que conversar com o paciente, entender essa demanda do paciente. Porém, você não aproveita o pós-operatório de um para fazer o outro, você soma os pós-operatórios e são pós-operatórios diferentes. Então, muitas vezes, uma cirurgia pode complicar a outra só porque foi associada.

Então, por exemplo, o clássico de cirurgia combinada é abdômen e mama. A mama é uma cirurgia que o pós-operatório, eu considero extremamente tranquilo. É uma cirurgia que a paciente tem apenas algumas restrições de movimento, de posição, mas ela consegue trabalhar precocemente.

De home office, elas quase nem param. Agora, ela não pode dormir de lado, ela não pode dormir virada para cima. É bom que ela não vá dirigir, não tem mais chance de ter algum movimento brusco.

Ela não pode fazer esforço físico com os membros superiores. Agora, no abdômen, já é diferente. Às vezes, ela tem que ficar curvada, pode estar com dreno, acaba ficando numa posição curvada na cama.

Então, o pós-operatório de mama e abdômen, eles não aproveitam o outro. Na verdade, se soma. Então, uma que ela ia ter uma restrição parcial, que ela conseguiria fazer outras coisas, conseguiria até sair socialmente, para uma que ela vai ficar uns 10 dias bem limitada.

Então, isso muda bastante o pós-operatório. Fora que, aumentando o tempo cirúrgico, aumenta o risco de sangramento, aumenta o risco de infecção, aumenta o risco de trombose. Só por aumentar o tempo de cirurgia.

Então, as três complicações que são fatais em uma cirurgia plástica, que é sangramento, que pode ter anemia, e a pessoa pode morrer. Trombose, a pessoa pode entupir um vaso, um vaso calibroso no pulmão e morrer. E infecção, que pode ter uma sepsis e morrer.

É claro que não é assim que acontece, mas são condições graves que podem levar a um desfecho ruim. E que se você aumenta a quantidade de cirurgia e soma tudo isso, você aumenta o risco. É importante também falar das cirurgias combinadas, que são muitas técnicas que a gente nem conseguiria usar todo o tempo do episódio para falar especificamente de cada uma delas.

Doutora, a gente já trouxe algumas técnicas específicas. A gente ficou o episódio inteiro falando só sobre mamoplastia. Mas é importante a gente citar por cima mesmo quais são as técnicas mais utilizadas nessa parte reparadora, porque na lista das técnicas mais conhecidas, inclusive até explicar o nome, porque muitas pessoas... Mamoplastia já é um termo mais conhecido, que todo mundo costuma já entender o que é. Abdominoplastia também.

Agora aparece aqui na lista também. Brachioplastia, que eu mesmo não sabia o que era. Glutioplastia, que pelo nome a gente consegue entender, mas também causa uma certa dúvida.

Lipoaspiração, que também já é um pouco mais conhecida. Lifting crural, que é o que a gente tinha falado, mas que também as pessoas não costumam saber. E ritidoplastia também, que pelo episódio com o doutor Fernando, eu sei, mas eu acredito que a maioria também não sabe.

Sim, a brachioplastia é a retirada de excesso de pele dos braços. Então, um paciente pós-bariátrico, ele pode acabar ficando com excesso importante, aí ficar com aquele braço parecendo asa de morcego, que alguns falam. Então, a gente faz a retirada do excesso de pele dos braços.

Da abdominoplastia, todo mundo sabe, mas uma coisa importante que eu acho legal frisar, que às vezes os pacientes perguntam, mas o meu é em âncora ou é o clássico? Então, o que é a abdominoplastia em âncora? A gente fazia muito mais antigamente, quando não tinha a bariátrica videolaparoscópica, quando era bariátrica aberta, porque a em âncora fica uma cicatriz aqui, bem no meio, além da cicatriz transversal embaixo. Só um detalhe, como as pessoas escutam, fica vertical, ela pega do meio do tórax até lá embaixo, a região pública, e aí fica com o formato de uma âncora vertical e horizontal. Isso, e é uma cirurgia que traz um contorno bem legal, porém fica com essa cicatriz vertical, bem estigmatizante.

Então, o paciente não pode ir numa praia, usar um biquíni, porque vai ser uma cicatriz que não tem como você esconder. Então, a gente está usando cada vez menos, porque também a cirurgia videolaparoscópica com cicatrizes mínimas está ganhando mais espaço. Então, geralmente a gente faz a clássica, que é aquela normal, mas o que fica só uma cicatriz transversal embaixo, na linha do biquíni.

Então, geralmente é assim. A cruroplastia, ou lifting crural, é a gente retirar do excesso de pele das coxas. Então, às vezes nas coxas fica aquela flacidez, que também causa assadura, o paciente não consegue se movimentar direito.

E isso é uma recuperação mais delicada? É uma recuperação mais delicada, porque o paciente não pode ficar andando, é perto da região genital, então tem que ter um cuidado muito especial com a higienização das partes íntimas, e é um lugar que a gente sabe pela técnica, que frequentemente pode acabar abrindo uns pontos e tal, então a gente tem que ter muito cuidado com essa cirurgia. A gluteoplastia seria o lifting glúteo também, a gente melhorar o aspecto dos glúteos do paciente pós-bariátrico, que geralmente ele fica com o glúteo derretido. Então, a gente também tem uma técnica com corte horizontal atrás, para tentar tirar esse excesso de pele e levantar um pouquinho o glúteo.

E a retidoplastia, por último, é o face lifting, que é mais conhecido como face lifting, que é levantar aqui o rosto, que às vezes o paciente perde tanto peso que o rosto derrete. Então, a gente vai chegar e vai melhorar esse aspecto do rosto. Tem bastante gente que fala do medicamento do Ozempic, que causa esse efeito no rosto.

Então, a gente vai fazer a retidoplastia para realmente devolver, porque a retidoplastia geralmente afeta nos pacientes mais velhos, mas mesmo o paciente novo, um pós-bariátrico com uma perda de peso rápida, ele pode acabar desenvolvendo essa queda da pele no rosto e dando um aspecto envelhecido. Tem muita gente também que tem dúvidas sobre a lipohd, a gente comentou em outro episódio, mas nessa questão de reparação... Esquece, paciente pós-bariático não existe lipohd. Ele tem um problema de excesso de pele.

O paciente pós-bariático, ele tem pele em excesso. E uma questão muito importante para quem quer fazer uma lipohd, uma lipo de alta definição, é não ter excesso nem flacidez de pele. E precisa ter um corpo de atleta já, e aí você consegue realçar esse corpo que já existe.

Então, você não vai transformar a pessoa dessa forma, apenas retirando gordura. Sendo que o problema não é a gordura localizada, e sim o excesso de pele. Então, o paciente pós-bariático, ele é um paciente que tem flacidez de pele.

E a resposta para você tratar isso é fazer retirada de pele, e a retirada de pele é com corte e costura. A Carol é especialista em corte e costura, eu brinco que ela é minha assistente singe. Porque quando ela está indo em cirurgia, ela corta super rápido, super eficiente.

Então, eu gosto muito de pedir ajuda para ela. Então, eu não sou tão eficiente quando ela pede minha ajuda. Ela é mais eficiente quando eu peço ajuda.

Agora, eu vou aproveitar e fazer uma pergunta. Qual a sua opinião, doutora Caroline, em referente às novas tecnologias existentes no mercado para retração de pele? Pensando no paciente pós-bariátrico, como a radiofrequência, o body tight, o retraction ou os plasmas, o renúvion e o argoplasma. Qual a sua opinião sobre essas tecnologias no paciente ex-obeso? Só uma observação, vou pedir para também você contextualizar, se possível, essas novas técnicas que o doutor... Era a minha próxima pergunta.

Porque eu até encontrei esses nomes, mas para as pessoas entenderem o que de fato... Qual que é a mudança. Então, essas novas tecnologias, elas vieram para tentar resolver um problema frequente nosso que é a flacidez de pele. Então, o renúvion, o body tight, eles trazem uma tecnologia, gerando uma energia que vai causar essa retração de pele.

Então, no paciente pós-bariátrico, o problema não é a flacidez somente. Ele tem a flacidez e o excesso. Então, só fazer esse tipo de tecnologia, realmente não faz sentido.

Não dá para usar só tecnologia nesses casos. Mas a gente pode usar essa tecnologia para melhorar a qualidade de pele. Porque a gente sabe também que o uso dessas tecnologias estimula o colágeno.

Então, o paciente pós-bariátrico, ele já tem uma derme afinada, já tem uma pele, assim, judiada com estrias. E se a gente associa essas tecnologias, vai trazer uma qualidade, um aspecto da pele melhor. Então, acho que é sempre válido a gente associar, mas fazer isoladamente.

Ah, está com flacidez, excesso de pele, eu vou usar só tecnologia. Isso não vai adiantar mesmo. Não tem como fazer isso.

Resumindo, nenhuma tecnologia existente atualmente resolve o problema de flacidez de pele, nem substitui. O tratamento de flacidez de pele é retirada com corte e com sutura. Existem técnicas que você pode otimizar e diminuir um pouco o corte, mas nenhuma dessas tecnologias vão substituir a cirurgia até o momento.

E essas tecnologias têm esse poder de melhorar os resultados. Podem ser consideradas como opção para melhora, mas não para substituir. É isso? Isso mesmo.

Vocês já responderam, inclusive, uma dúvida que eu encontrei aqui nos mitos e verdades, né, doutora? É um quadro que a gente traz no final, mas já adiantando que as pessoas costumam ter essa dúvida sobre os não-médicos que oferecem tratamentos alternativos, não sei se a gente poderia chamar assim, alternativos à medicina, eu quero dizer, e para justamente melhorar essa questão da flacidez e tudo mais. Então, essa já é uma resposta, né? Que sozinho não é, de fato, suficiente, mas que pode ser associado. Sim.

Então, a gente vê comumente agora, né, com as mídias sociais, as redes sociais, que você pode manipular muito bem a imagem, as informações. Então, tem várias propagandas enganosas, que mostram antes e depois, mas que às vezes você até, acho que foi até, eu vi outro dia no Instagram, uma conta mostrando lá, uma conta que chama Estética de Risco, que mostra aí algumas complicações. E aí, eles falando assim, preste atenção em quem você segue, porque às vezes ele conseguiu aquele resultado, não foi só com o que ele está vendendo.

Ele conseguiu aquele resultado, mas teve cirurgia aí por trás, teve isso, teve aquilo. Então, você pode agora, com as redes sociais, você pode manipular muito o seu... Resultado. Pré e pós, o seu resultado.

Então, tem que ter muito cuidado com isso. Não tem nada milagroso, nem para flacidez de pele, nem para perda de gordura, assim, localizada. Não tem nada milagroso.

Tudo tem que ser feito com muito critério, né? Tenha as indicações próprias. E aí, o que assusta a gente é que pessoas que às vezes não têm nem formação, nem faculdade, nem ensino superior, já estão se metendo a fazer esse tipo de coisa. O que traz muito risco à população em geral, né? E também degrada a imagem da classe como um todo, né? E as pessoas costumam se comparar, né? A Carol, a gente conversa muito sobre isso, né? Aliás, é uma questão até desestimulante para a gente estar competindo com pessoas que não são capazes de oferecer um tratamento completo, mas a gente acaba competindo com essas pessoas, elas acabam entrando no mercado, elas estão interessadas em algo simples, que é dinheiro.

Então, elas precisam vender. Então, compram o equipamento, elas precisam vender o equipamento, porque precisa pagar esse equipamento. Inclusive, é uma coisa que a gente já discutiu bastante sobre isso, de não médicos aqui.

Tem bastante episódios abordando isso. E a gente entra numa competição de muitas pessoas querendo fazer porque tem dinheiro nisso, só que é uma falsa, uma promessa falsa, né? Uma promessa de um resultado que a pessoa nunca vai atingir. E tem muita gente que quer acreditar que vai conseguir, né? Gosta de se enganar por muito tempo.

Você vê muitos pacientes, né? Quantos pacientes você não recebe no consultório e já conta a quantidade de tratamento que fizeram e que só agora criou coragem para procurar a cirurgia. Então, o cirurgião plástico, ele oferece todos os tratamentos, né? Todas as graduações de tratamento. E ele vai saber te dar uma resposta se aquele tratamento, qual o benefício que vai ter aquele tratamento para o que você quer.

Às vezes, pode ser um tratamento paliativo, né? Já teve, a gente, um episódio de paliativo. O pessoal aqui que assistiu já sabe o que é paliativo. Mas tratamentos estéticos paliativos são aqueles que não dão resultado.

Pode dar um conforto para o paciente que está fazendo, mas não dá resultado. Achei que você queria acrescentar alguma coisa. É, eu só estava falando que também as pessoas com essa questão dos não médicos, eles costumam se comparar muito na internet, né? Eu como, é público mesmo, né? Às vezes você começa a fazer algo, começa a frequentar a academia quase que diariamente.

Aí vê um resultado de uma pessoa comparando antes e depois que está escrito. Dois meses depois que comecei a academia e um corpo completamente transformado. Aí você vê e você está fazendo no mesmo período.

Você fala, nossa, por que comigo não dá resultado? Por que essa pessoa conseguiu transformar o corpo? E é justamente isso, né? Às vezes tem, de fato, algo por trás, né? Algum procedimento, de fato, cirúrgico, né? Algo que possa justificar essa transformação tão rápida. E as pessoas devem procurar vocês, imagino, com esse imediatismo, né? Com essa vontade de fazer a cirurgia e também já sair ali transformada, né? Com o corpo completamente renovado. Eu imagino que seja uma das principais procuras, né? De quem já vem com algo decidido na cabeça.

Não está disposto, às vezes, a ouvir a opinião de vocês, né? A gente conversou uma vez sobre isso também. Pessoa que já vem decidida. A doutora fala, olha, eu quero fazer isso porque eu quero ficar desse jeito.

E te mostra a foto. Mas isso é individualizado, né? De paciente para paciente. Sim, a gente tem que entender.

Assim, na cirurgia plástica eu gosto muito porque a gente precisa entender o contexto social, psicológico daquela paciente, né? Quando ela vem com essa demanda. Então, às vezes, realmente, você vê alguns pacientes que tem um certo transtorno dismórfico corporal, que isso já é um transtorno mental, né? Mas isso, o nosso consultório acaba absorvendo muitos pacientes, né? Com esse problema. Que assim, por mais que ele nunca vai estar satisfeito.

Nunca vai estar satisfeito. Então, a gente já vê que o paciente tem. Às vezes, a gente até aplica o questionário, né? Para ver.

Eu aplico em todos. Eu consigo dar uma triada, ver. Mas quando a gente vê que tem aí uma distorção muito grande, para até encaminhar para um tratamento psicológico.

Não falando assim, olha, você é louca? Mas entender realmente o porquê que o paciente está com aquela dor, né? Por que aquilo está realmente afetando tanto? E vira e mexe, sempre tem alguma história por trás. Sempre tem alguma comparação. Tem a, desde a minha irmã fez e ficou lindo, maravilhoso.

Mas você não tem o corpo dessa irmã, né? Qual que é a sua questão aí com a sua irmã? Às vezes, tem problemas com o marido. Está brigada com o marido. Brigou com o acompanhante, com quem está junto.

E essa cirurgia é uma esperança de retomar uma relação que já não existe mais. E a cirurgia não vai resolver. Então, a gente precisa trazer o paciente para a realidade de que aquela cirurgia vai ter uma mudança.

Mas não resolver problemas passados. Às vezes, o paciente traz uma queixa. Por exemplo, cirurgia íntima, talvez a Carol possa complementar mais.

Mas a cirurgia íntima, muitas vezes a paciente tem tabus relacionados naquela região e que ela não mostra para ninguém. E ela vem para uma cirurgia para mudar algo que não precisa ser mudado. Então, são coisas, são detalhes que a pessoa cria problemas que exatamente na consulta, se você não conversa bem com o paciente, é um tiro no pé.

Então, o que você acha dessas cirurgias, dessas demandas dos pacientes que às vezes elas se encontram querendo mudar coisas que não precisam? Sim. A gente tem que ser bem realista. Óbvio que tentar abordar de uma forma acolhendo o paciente, entendendo o porquê.

Porque a gente tem que ser realista com o que ele está esperando, a expectativa real. A expectativa dele, o que a gente consegue realmente entregar. E o que ele está esperando que a gente entregue.

Então, às vezes o paciente sonha com um corpo, principalmente o pós-bariátrico, às vezes o paciente realmente sonha que ele vai ter, às vezes, ah, quero colocar silicone, porque vai imaginar que vai ficar com aquele peito de paciente de capa de revista. Mas a gente tem que falar assim, não, olha, sua pele já é uma pele flácida, já tem uma queda, a gente não vai conseguir só colocar o silicone, não vai ficar assim. A gente vai ter que tirar a pele, vai ficar com toda a cicatriz.

Então, a gente tem que ser bem, bem realista, puxar ele para a realidade, para ele decidir. Só que o problema é que, às vezes, o paciente vai no médico que fala o que ele quer ouvir. Aí também é um pouquinho complicado.

E essa questão de você também, às vezes, entender que o paciente, aquela cirurgia vai ser também a chave para a mudança de vida dele, também é uma coisa legal, às vezes, a gente passa por isso. Às vezes, é uma coisa simples, que dá para resolver, que não envolve tanto risco. Mas você entende que, se ele fizer aquilo, parece que como se tivesse tirado uma barreira, e aí ele consegue fluir a vida.

Isso também é muito comum de acontecer. Às vezes, é uma coisa tão simples, e a gente faz, e aí o paciente parece que se torna outra pessoa. E aquela trava psicológica... Você tem um empurrão para o paciente conseguir fazer as melhoras na vida dele.

Sim. Às vezes, uma mama grande, tem um impacto muito grande. Às vezes, uma dobra de pele ali, que ela não consegue vestir uma roupa.

Então, cada paciente tem uma demanda diferente. A gente vê, às vezes, prótese de silicone. É uma cirurgia que muda, você vê a pessoa vir autoconfiança das pacientes que fazem, colocam uma prótese de silicone e muda.

Ela se sente mulher. É um detalhe tão... Para mim, que sou homem, é assim... Poxa, mas é só um aumento ali. Mas, para a pessoa, individualmente, muda.

E é um... Isso é muito legal da cirurgia plástica. Porque, às vezes, as pessoas veem como algo puramente pequeno, estético. Tem pessoas que têm essa opinião.

Que, ah, mas é a última coisa que a pessoa deveria se preocupar, ficar tão fissurada nisso. Mas é isso que vocês falaram. Realmente, é um conjunto, né? E traz a qualidade para a pessoa, a qualidade de vida, o bem-estar, que é o que a gente fala, né? Que, inclusive, todos os episódios a gente fala de qualidade de vida, bem-estar de forma geral e não só algo específico.

Isso é muito importante. Queria... É só fazer agora uma pergunta, antes da gente ir para o mitos e verdades, sobre a cobertura. A gente até citou no começo, né? A cobertura dessa cirurgia.

Se é, de fato, obrigatório, convênio cobrir. Como que funciona esse procedimento, doutora? Assim, a princípio, antigamente, né? A gente sabia que o plano cobria, sem grandes empecilhos, a abdominoplastia. Tanto que no rol da INS, que é a Agência Nacional de Saúde, tem um rol de códigos de procedimentos que são com cobertura obrigatório pelos planos de saúde.

Então, no rol da INS, a dermolipectomia para correção de abdômen em avental, esse é o nome do código. Ele está no rol de procedimentos obrigatórios. Então, isso é uma coisa que já nem se discute mais.

O plano vai acabar cobrindo. Porém, a gente sabe que está tendo uma mudança aí, na conduta dos planos de saúde, que eles estão cada vez se dificultando mais, né? O paciente conseguir as coisas pelo plano. De qualquer forma, a gente vê também que tem uma jurisprudência por trás disso, que muitos pacientes entrando com liminar, entrando com processos, eles conseguem, além da abdominoplastia, a mamoplastia, a braquioplastia, a acroroplastia.

Então, ele tem que ter aí um médico que faça o relatório, que mostre, às vezes até relatório de psicólogo, de psiquiatra, que mostre o quanto aquela condição do excesso de pele está impactando na saúde física e mental do paciente. E aí, com essa jurisprudência, muitos pacientes estão conseguindo esses outros também procedimentos, a cobertura do plano de saúde. Eu posso complementar algumas coisas? Existe um rol da NS, né? O que é o rol da NS? É uma lista de procedimentos que a Agência Nacional de Saúde diz que existem e que devem ser cobertos pelas operadoras de saúde, pelos planos de saúde.

Então, essa lista de procedimentos, os convênios são obrigados a cumprir. E aí, existem alguns procedimentos que existem uma DUT. O que é DUT? Diretriz Única de Tratamento.

Ou seja, aquele procedimento tem restrições e regras para serem utilizados. Na cirurgia plástica, a gente tem uma DUT para a dermolipectomia em pacientes com abdômen em avental. É isso que a gente tem em todo o rol da NS.

Então, existe o procedimento para a abdominoplastia, para quem tem o abdômen avental e na diretriz está lá, dermatite, grandes hérnias, algumas deformidades, algumas limitações relacionadas a esse avental que o abdômen pode fazer. Porém, teve uma briga de definição se o ROL é taxativo ou exemplificativo. O que é um taxativo? Ou seja, é esses os procedimentos, se não forem esses, não devem ser cobertos.

Então, isso, por um lado, para as operadoras é assim. Então, que não for isso, a gente não precisa cobrir. E a briga foi para ser exemplificativo.

Ou seja, ser uma lista de procedimentos para serem usados como referência e caso não constem naquela lista, poderiam ser cobertos outros procedimentos, desde que fossem justificados. Então, ele foi tanto bom para os convênios usarem, as operadoras usarem para poderem negar procedimentos, quanto para os usuários poderem brigar e falarem que tem direito. Então, eu, por exemplo, tenho um paciente para cirurgia na semana que vem que o paciente tem uma hérnia enorme abdominal e precisa fazer uma dermolipectomia porque ele tem flacidez de pele, tem dobra, tem assadura, tem tudo.

E o convênio nega. Agora, depende do médico argumentar e brigar com esse convênio, com essa operadora. E aí, a gente vai ter essa questão de jurisprudência.

Ou seja, já teve pacientes que tiveram sua cirurgia negada, foram lá e brigaram e o juiz disse que deveria ser coberto. Agora, para cirurgias pós-bariátricas, tem alguns estados que já é certo. Por exemplo, o Rio de Janeiro, tem outro estado no Nordeste, que tem uma jurisprudência forte para poder comprovar.

Ou seja, já tem muitos juízes falando, olha, tem que cobrir as outras cirurgias também. Então, nem se discute se tem ou não que cobrir a mama, ou a crura, ou a braca. Já sabe que vai ser coberto porque não adianta nem brigar porque toda vez que vai brigar, perde.

Então, eles têm que cobrir. Então, isso já está certo. Então, isso tem uma jurisprudência a favor do usuário, do beneficiado.

Agora, existe uma outra situação que também é usada como justificativa, que é um lado você tem o ex-obeso, aquela pessoa que engordou bastante e depois emagreceu, e aquele que fez uma cirurgia plástica, uma cirurgia bariátrica. Aquele que teve uma cirurgia bariátrica, ele usa como uma justificativa que por conta dele ter feito um tratamento cirúrgico, que é reparador, que é de saúde, ele teve a consequência de ter a flacidez de pele. Então, essa é uma das justificativas do paciente ex-obeso para conseguir as cirurgias plásticas.

Então, isso fortalece o argumento do advogado para solicitar a cirurgia. Já aquele que é ex-obeso, ele não teve a intervenção cirúrgica. Então, ele tem mais dificuldade de brigar.

Só que, do meu ponto de vista, os dois precisam da cirurgia. Então, se tem flacidez de pele, que tem dificuldade de higiene, que tem infecção de pele, que às vezes pode até ter infecção de urina, porque não consegue fazer higiene. Tem outras coisas que estão relacionadas a isso, inclusive o que a doutora Caroline falou, relacionada a questões psicossociais.

Às vezes a pessoa não consegue vestir roupa. Então, aí, esses pacientes, eu vejo que tem o direito igual de fazer a cirurgia. Só que, do ponto de vista do juiz, o argumento da intervenção da cirurgia bariátrica, ele importa.

Então, a gente está numa dificuldade muito grande, porque a gente tem um mau rol da ANS exemplificativo e que tenta tantas reclamações da ANS, eles não estão respondendo e os convênios estão se aproveitando disso, negando as cirurgias, porque eles conseguem, do meu ponto de vista, conseguem fazer caixa. Falando não a cirurgia, eles fazem caixa, aí poucos vão se judicializar e aí vale mais a pena eles negarem cirurgia e judicializarem do que eles liberarem a cirurgia. Então, eles ganham mais.

Então, eu acho que as operadoras atualmente, eles não veem a necessidade do paciente, eles agem de forma antiética e a gente fica aqui como médico com o paciente sofrendo com uma dor intensa, uma dor de uma necessidade, a gente fica brigando, fazendo relatório, mostra, aí eles vão lá, fazem a perícia, só que eles que pagam a perícia. Então, o perito vai ser mais favorável para ele. Então, existe um conflito muito grande e que precisa, sim, o judiciário dar uma atenção maior, ter definições melhores, regras mais claras, porque o lado mais fraco, que é o paciente, é o que mais sofre.

A gente, como médico, acaba fazendo particular, tudo, mas quem precisa mesmo acaba ficando sem a cirurgia. Só uma dúvida importante em relação a isso, da ajuda dos médicos que estão acompanhando os pacientes na questão de entrar com o apoio da justiça, o paciente que busca justiça. Precisa ser um médico que atenda o convênio daquela pessoa ou vocês, como médicos, atendendo possivelmente particulares, pacientes que conseguem fazer esse suporte para a entrada na justiça? Então, o paciente, quando ele tem um convênio, ele não é obrigado a ser somente atendido pelo convênio dele.

Ele tem o direito de ser atendido por outro médico. A questão é que, se o contrato dele com a operadora não ter essa livre escolha, ele vai pagar particular. Mas, às vezes, tem contratos que permitem que ele passe com médicos de escolha dele e esse médico pode fazer a solicitação.

Agora, se o médico é cadastrado na operadora, ele faz a solicitação para o convênio, ele vai receber pelo convênio. O que pode ser um fator que interfira no médico querer solicitar porque o convênio paga muito pouco. Então, muitas vezes, tem médicos que não indicam, que são credenciados do convênio, não indicam a cirurgia, porque o trabalho são cirurgias de 4 horas, 5 horas, que a gente vai receber o mesmo que a gente receberia numa cirurgia de 30, 40 minutos.

Então, muitos médicos credenciados não querem fazer a cirurgia, não ganham bem por isso. Então, as operadoras precisam remunerar de forma justa para que os médicos também queiram fazer a cirurgia. Então, isso é muito importante para o paciente conseguir.

Então, se o usuário vai, procura médicos da rede, a rede não indica a cirurgia, ele vai num particular e o particular indicou, ele está mostrando, olha, a sua rede de médicos credenciados não faz o atendimento que eu preciso. Então, mesmo que não pague o reembolso, pode ser que se for judicializado, aquele convênio vai ter que reembolsar. Por quê? Ele não ofereceu o tratamento que o paciente precisa.

E isso é uma regra clara na NS. Então, mesmo que seja uma operadora fechada de médicos credenciados, se eles não oferecem o tratamento que o paciente precisa, então, se ele consegue na rede privada, eles têm que reembolsar. Ou a operadora tem que buscar um médico para fazer esse atendimento do que o paciente precisa.

Então, mesmo sendo uma operadora que não tem reembolso, pode ser que ela tenha que reembolsar o tratamento porque ela não ofereceu o tratamento que o paciente precisava. Super esclarecido. Agora eu vou para o mitos e verdades, doutora.

Eu acho que a minha sugestão é a gente intercalar um para cada e aí vocês podem responder se é verdade ou mentira. E aí a gente costuma dar uma justificativa em uma frase, porque é verdade ou porque é mentira. Não precisa entrar em muitos detalhes.

Tem alguns aqui que falam da cirurgia bariátrica em si, mas acho que são dúvidas simples que é importante a gente esclarecer. A cirurgia bariátrica é uma garantia de emagrecimento. Mito.

A cirurgia bariátrica, ela vai promover emagrecimento, mas se não tiver uma mudança no estilo de vida, uma reeducação alimentar, não vai conseguir manter o peso. Tá. Depois da cirurgia não haverá mais vontade de comer.

Olha, é um grande mito, porque vontade de comer eu tenho todo dia. E depois de algumas cirurgias, como a lipoaspiração, existe até um índice maior de fome nessas pacientes, de vontade de se alimentar, porque o corpo sente falta da gordura que foi tirada numa cirurgia e cai a leptina, que é um hormônio da gordura, e essa queda desse hormônio aumenta a vontade de comer. Então, esse é um grande mito.

O apoio da família é indispensável. Verdade. Todo o processo do emagrecimento até chegar na cirurgia reparadora vai precisar de um apoio da família, de cuidados.

O paciente vai precisar da ajuda, porque ele não vai poder fazer exercício, não vai poder fazer esforço. Então, é super verdade isso. Doutor Fernando, o emagrecimento pós-cirurgia será rápido? De uma cirurgia bariátrica, o emagrecimento depende do paciente mesmo.

Agora, de uma cirurgia plástica, o único emagrecimento que vai ter vai ser durante a cirurgia com o que a gente tirar do paciente. E ainda o paciente pode engordar no pós-operatório. Doutora, em um ano de pós-operatório o paciente normalmente engorda? Não é que normalmente engorda, mas o peso estabiliza.

E se ele não tiver essa reeducação alimentar, essa conscientização, ele pode sim voltar a ganhar o peso. Então, é importante estar mantendo aí, mudar realmente o estilo de vida. Doutor, quem faz a cirurgia bariátrica fica propenso a alcoolismo, uso de drogas ou comportamento compulsivo para compras? Não sei te responder, viu? Isso é meio verdade.

Isso vai depender um pouquinho, vou responder por ele. Vai depender um pouquinho do contexto social, do porquê que esse paciente é obeso. Porque ele escolhe a comida, o alimento como a forma dele ter o prazer na vida, como forma de ser um acalento para o sofrimento dele.

A gente faz isso às vezes, né? Estou de CPM e vou comer um chocolatinho. Mas muitas vezes nos pacientes obesos, eles usam isso, a comida, como a forma de recompensa, a forma de conforto. E quando ele não pode mais comer, aí ele usa desses outros tipos de adição, né? Alcoolismo, droga, compulsão, para suprir aquela necessidade.

A depressão é uma consequência comum para quem faz a cirurgia? Não, a depressão não é uma consequência comum e nem deve ser uma consequência. E a gente tem que identificar o paciente que tem esse risco de depressão para não operar ele. Então, isso pode acontecer.

A gente precisa identificar esse paciente antes para não operá-lo. Doutora, vomitar ajuda a emagrecer? Não. Isso se chama, pelo amor de Deus, transtorno alimentar, bulimia.

Não, vomitar não ajuda a emagrecer. E se você está usando isso como método, você precisa realmente procurar um atendimento psicológico, psiquiátrico para ver qual é o real problema. Doutor, depois da cirurgia bariátrica, o paciente deve fazer cirurgia plástica corretiva? Não, não deve.

Pode. E muito provavelmente queira. Então, o paciente que fez uma cirurgia bariátrica, provavelmente ele teve uma boa indicação, ele dava muito excesso de peso.

E se ele fez um bom tratamento e perdeu o peso, ele vai precisar, vai ter a necessidade, a vontade de querer retirar o excesso de pele que ficou remanescente. Doutora, a área do corpo mais comum para realizar a cirurgia plástica após a bariátrica é o abdômen? Sim, verdade. Geralmente é o que realmente traz aí o excesso de pele no abdômen.

É muito importante, né? Mas tem pacientes, muitas pacientes que falam, o que está mais me incomodando agora, por exemplo, é o seio, são as coxas, mas em regra geral é o abdômen. Doutor, quem faz cirurgia bariátrica só pode fazer abdômenoplastia em âncora? Não, a gente tem que adaptar a cirurgia plástica de acordo onde tem mais excesso de pele. Então, isso tem que ser trabalhado com o paciente de acordo com a necessidade dele.

E com certeza a gente pode direcionar as cicatrizes em locais mais escondidos. Então, a âncora, ela tem uma indicação, principalmente os pacientes que já têm uma cicatriz prévia abdominal. Porém, os pacientes que não têm ou fizeram a cirurgia por vídeo, a gente procura evitar essa cicatriz vertical e deixá-la somente horizontal.

Tem até um episódio sobre cicatrizes aqui, né? Para quem quiser. O silicone não é recomendado para aumentar as vamas em pessoas que perderam muito peso, doutora? Isso é mito. Geralmente é, sim, recomendado o silicone, porque esses tipos de pacientes têm uma flacidez importante de pele.

E às vezes eles perdem tanta gordura que sobra só realmente um pouquinho de glândula e uma pele bem flácida. Então, para a gente conseguir voltar a ter o contorno de um seio harmonioso, frequentemente a gente precisa, sim, usar a prótese. Não é mandatório, mas frequentemente é comum.

Doutor, quando a perda de peso deixou apenas gorduras localizadas, pode fazer apenas uma lipoaspiração? Olha, sim. Se o problema é gordura localizada e não tem flacidez de pele, o tratamento, a técnica cirúrgica é a lipoaspiração. Porém, um paciente que teve perda de peso, grande perda de peso, ele geralmente tem flacidez de pele.

Então, é dificilmente a gente vai resolver o problema com a lipoaspiração. Doutora, quando há sobra de pele no pescoço após bariátrica, é possível recorrer à cirurgia plástica? Sim, a gente faz a retidoplastia com a cervicoplastia. A gente fala retidoplastia, mas a gente aproveita também para melhorar aqui o contorno da papada.

A cervicoplastia geralmente está associada a rítido e isso aí a gente pode fazer sim. Acrescentando um mito ou verdade, tem muita gente que fala que a única parte do corpo que não dá para fazer uma cirurgia plástica é no pescoço, que entrega a idade da pessoa. Então, isso é um mito, né? É um mito, é um mito.

É o que a gente mais escuta falar, os leigos da medicina, que o pescoço entrega a verdadeira idade da pessoa, porque pode fazer cirurgia no corpo inteiro, mas no pescoço não era possível. Então, aí já está esclarecido. Doutor, pessoas com mais de 60 anos não podem fazer cirurgia reparadora após-bariátrica? Não tem restrição de idade para a cirurgia plástica.

Não existe esse tipo de restrição, mas as restrições são as condições clínicas do paciente. Geralmente, os pacientes com mais idade possuem outras doenças, outras comorbidades, diabetes, pressão alta e tudo isso precisa estar controlado. Então, se a pessoa tem uma doença, essa doença está controlada, é possível você fazer a cirurgia plástica.

Então, a idade não é restrição. E te falo que muitos dos meus pacientes estão entre 60 e 65 anos, então não é um problema. Legal.

Doutora, para acabar, o resultado das cicatrizes depende apenas da técnica cirúrgica do cirurgião plástico? Isso é um mito. A técnica cirúrgica é importante, mas também tem os cuidados pós-operatórios e tem alguns fatores intrínsecos do paciente. Às vezes o paciente tem uma tendência a fazer cicatriz hipertrófica ou tem uma tendência à coloração da cicatriz ficar mais escura e também do cuidado que o paciente vai ter com essa cicatriz.

Então, a gente sempre vai estar aí orientando microporagem, uso de pomadas, de placas para deixar essa cicatriz o mais fininha possível. Mas se o paciente também não adere às nossas orientações, realmente fica fora do nosso controle. Legal.

Agora a gente chegou ao fim do nosso episódio. Doutora, muito obrigada pela sua participação. Eu te agradeço, foi um convite.

Foi um papo muito esclarecedor. Vou pedir para você passar seu Instagram para quem quiser te acompanhar, tiver alguma dúvida. Ah, meu Instagram é arrobaplástica.carolceito, com S. Legal.

Doutor, obrigada também pela sua participação. Muito obrigado. Até a próxima.

Quer passar também as redes sociais para o pessoal te acompanhar? A maioria já te conhece aqui, né? Meu.plástico.pro. Legal. Muito obrigada a vocês. Obrigada.

Até a próxima. Vou pedir para vocês comentarem se ficou alguma dúvida sobre esse assunto ou também algum outro que possa ter surgido no pensamento enquanto a gente falava aqui sobre todos os procedimentos do ex-obeso, pós cirurgia bariátrica. Pode também mandar nas redes sociais os nossos dois especialistas e conto com a sua participação no nosso próximo episódio.

Até mais. Tchau.

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