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Preservando a Tireoide: Ablação de Nódulo Tireoidianos

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Preservando a Tireoide: Ablação de Nódulo Tireoidianos

Nódulos tireoidianos são muito comuns, especialmente em mulheres acima de 40 anos, mas a grande maioria é benigna. A avaliação inicia-se com ultrassom, utilizan

Perguntas respondidas neste vídeo

Sim, se estima que na população adulta, acima dos 40 anos, praticamente metade das mulheres vão apresentar algum nódulo de tireoide detectável pelo ultrassom, isso quer dizer o quê?

Que se você realizar um ultrassom de rotina, de acordo com a sua idade a partir dos 40 anos, a possibilidade de você encontrar um pequeno nódulo de tireoide vai aumentando. Mas isso não quer dizer que a presença do nódulo seja um problema, porque como eu disse, esses nódulos são bastante comuns.

Então, se o Erivelto quiser complementar, Erivelto?

Pois é, Antônio, nós imaginamos que ao redor de 5 a 10% dos nódulos de tiroides somente são malignos.

Isso quer dizer o quê?

Que nós vamos utilizar mão de alguns exames que vão nos dizer se o nódulo precisa de uma investigação mais intensa ou menos intensa, e aí entra o ultrassom. Exatamente. Então, hoje em dia a gente tem aparelho de ultrassom cada vez mais, digamos assim, potentes, com maior detalhe de imagem, e nós temos, inclusive eu falo isso com muita felicidade, porque eu participei do primeiro projeto que envolveu isso dentro da imagem, dentro do Brasil, que é a classificação tirades.

E com base nessa classificação, né, de Velt, é que nós elencamos se o nódulo pode ser acompanhado ou se o nódulo deve ser funcionado, né?

Exatamente, então o que o Antoine explicou é que essa classificação, ela dá um número para o nódulo, então a tirades 2, tirades 3, tirades 4, isso é uma extratificação de risco de malignidade. Então nós não precisamos funcionar todos os nódulos, o que nos guia na necessidade de uma punção ou na necessidade de apenas um acompanhamento é justamente essa classificação que o Antoine explicou.

E a punção também vai ter uma extratificação de risco, não é Antoine?

Exatamente. Uma vez que nós fazemos a avaliação ultrasonográfica da tireoide, nós identificamos, olha, temos um nódulo ou mais nódulos com a classificação 3, com a classificação 4 ou com a classificação 5, a partir desse exame de ultrason, nós separamos os pacientes que merecem que devem ser submetidos à punção guiada por ultrasonografia.

Transcrição completa do vídeo

Olá pessoal, muito obrigado por estarem aqui acompanhando esse vídeo, deixa o meu apresentário, eu sou o Dr. Antônio Raal, sou médico, sou radiologista e sou intervencionista, faço realizo procedimentos minimamente vazivos guiados por imagem e esse aqui é o meu grande amigo, você é presente, Dr. Erivelto? Olá, meu nome é Erivelto Volpe, eu sou cirurgião de cabeça e pescoço, especialista em doenças da tireoide e da paratireoide, eu e o Antônio Raal, nós trabalhamos aqui na clínica Amato e fazemos ablações e procedimentos minimamente invasivos em doenças da tireoide e da paratireoide, não é isso, Antônio? Exatamente, acho que é importante a gente falar para os nossos amigos, é visto que este aqui é o primeiro de uma série de vídeos que nós vamos abordar a temática tireoide, que as patologias da glanotireoide são bastante prevalentes na população, não é, Erivelto? Sim, se estima que na população adulta, acima dos 40 anos, praticamente metade das mulheres vão apresentar algum nódulo de tireoide detectável pelo ultrassom, isso quer dizer o quê? Que se você realizar um ultrassom de rotina, de acordo com a sua idade a partir dos 40 anos, a possibilidade de você encontrar um pequeno nódulo de tireoide vai aumentando. Mas isso não quer dizer que a presença do nódulo seja um problema, porque como eu disse, esses nódulos são bastante comuns. Exatamente, acho que uma coisa importante nós pontuarmos aqui, Erivelto, é que os nódulos são bastante prevalentes, como você falou, que a população feminina tem uma prevalência ainda maior, né, e que essa prevalência vai aumentando o qualidade. Mas para quem está assistindo a gente, acho que um ponto importante nós deixarmos, claro, aqui, para que as pessoas não se assustem, é que a grande maioria desses nódulos, felizmente, são benignos. Há os nódulos malignos, mas a grande maioria desses nódulos são de natureza benigna, né, e daí vocês podem nos perguntar, bom, então se o meu nódulo é benigno, né, como é que eu sei, né, se esse nódulo é benigno e qual vai ser o tratamento? Então, se o Erivelto quiser complementar, Erivelto? Pois é, Antônio, nós imaginamos que ao redor de 5 a 10% dos nódulos de tiroides somente são malignos. E o grande segredo é que quando temos um nódulo de tiroides, como é que nós fazemos para filtrar, para extratificar a chance de malignidade desse nódulo? Isso quer dizer o quê? Que nós vamos utilizar mão de alguns exames que vão nos dizer se o nódulo precisa de uma investigação mais intensa ou menos intensa, e aí entra o ultrassom. Exatamente. Então, hoje em dia a gente tem aparelho de ultrassom cada vez mais, digamos assim, potentes, com maior detalhe de imagem, e nós temos, inclusive eu falo isso com muita felicidade, porque eu participei do primeiro projeto que envolveu isso dentro da imagem, dentro do Brasil, que é a classificação tirades. Então, para quem não sabe o que é a classificação tirades, vou falar, sobretudo pelas mulheres que já estão habituadas a fazer seus exames de mamografia e de ultrassom de mamas, é mais ou menos uma classificação que tem a mesma ideia da classificação birrades para os nódulos de mamas. Então, quanto maior a classificação do nódulo no exame trassonográfico, maior, vai aumentando o risco de termos uma malignidade. Então, desde 2016 nós temos a classificação tirades no Brasil e essa classificação tirades já foi também parametrizada pelo colégio americano de radiologia em 2017, então hoje nós estamos usando aí a classificação já aí baseada nos critérios do colégio americano. E com base nessa classificação, né, de Velt, é que nós elencamos se o nódulo pode ser acompanhado ou se o nódulo deve ser funcionado, né? Exatamente, então o que o Antoine explicou é que essa classificação, ela dá um número para o nódulo, então a tirades 2, tirades 3, tirades 4, isso é uma extratificação de risco de malignidade. Então nós não precisamos funcionar todos os nódulos, o que nos guia na necessidade de uma punção ou na necessidade de apenas um acompanhamento é justamente essa classificação que o Antoine explicou. Então quanto menor o tirades, nós ficamos mais tranquilos, quanto maior o tirades, a gente fica um pouco mais preocupado e pode necessitar eventualmente fazer uma punção. E a punção também vai ter uma extratificação de risco, não é Antoine? Exatamente. Uma vez que nós fazemos a avaliação ultrasonográfica da tireoide, nós identificamos, olha, temos um nódulo ou mais nódulos com a classificação 3, com a classificação 4 ou com a classificação 5, a partir desse exame de ultrason, nós separamos os pacientes que merecem que devem ser submetidos à punção guiada por ultrasonografia. Feita essa punção com um procedimento bastante simples, em mãos que estão habituadas a fazer, nós pegamos um pouco desse material, fazemos um preparo de material para patologia e o aspecto patológico dessa punção vai nos dizer, nos confirmar se esse nódulo é benigno ou se esse nódulo é suspeito, porque ainda assim tem alguns casos em que tem algumas atípias, em que a gente vai ter alguns anos complementares de fazer isso, daí vai ser seara de outros vídeos, né? E tem aquelas punções que os patologistas são parceiros, nossos batem os olhos e já falam nesse nódulo, um nódulo maligno. Então dependendo se o nódulo for benigno ou formaligno, o tratamento vai ser um ou vai ser outro. Então é um tratamento sobre esse tratamento que nós vamos agora também falar sobre ablação de tiroides, que vem revolucionando o tratamento dos nódulos tiroidianos benignos e também malignos, né, Rivelto? É, a ablação de nódulos de tiroides é um tratamento recente aqui no Brasil, ela começou a ser feita em 2018, nós tivemos a felicidade, né, Antônio, de realizar a primeira ablação aqui em São Paulo, em abril de 2018, após o nosso retorno da Coreia, nós fomos para Ceu no início de 2018, fazer o treinamento com o professor Baik, que é a pessoa que desenvolveu essa técnica de ablação por rádio e frequência para nódulos de tiroides em Ceu, na Coreia do Sul, e lá permanecemos um tempo com ele, fizemos lá a nossa master class e voltamos ao Brasil e começamos aqui na Clínica Amato a realizar os procedimentos de ablação de nódulos de tiroides por rádio e frequência. Exato, acho que uma coisa importante que nós pontuámos para quem está nos assistindo, Rivelto, é que como era o cenário de quem tinha nódulos tiroidianos, vamos falar dos nódulos benignos, que são os nódulos mais prevalentes, antes do advento da ablação por rádio e frequência, né? Então fala aí para a gente, para o pessoal que está ouvindo, como era esse tratamento antes de nós trazermos a ablação para cá. Então na realidade, antes de 2018, você só tinha duas formas de acompanhar esse paciente com nódulo de tiroides benignos, ou fazendo apenas o acompanhamento, ou seja, observando o nódulo e normalmente esses nódulos, eles iam crescendo até um determinado momento que eles começavam a causar algum tipo de desconforto para o paciente, e aí nós indicávamos a cirurgia, né? Então o tratamento tradicional para nódulos benignos de tiroides é justamente a remoção cirúrgica da parte da tiroides que contém o nódulo, então normalmente nas cirurgias para nódulos benignos, nós tiramos ao metade ou mais do que a metade da tiroides, muitas vezes toda a tiroide, dependendo do tamanho da quantidade da localização dos nódulos, era isso que a gente tinha para oferecer, e como toda a cirurgia de tiroides, ou a maioria das cirurgias de tiroides, pode causar alguma alteração na função da tiroides, porque nós sabemos que a tiroides é importante porque ela produz os hormônios do metabolismo, e quando fazemos a cirurgia de tireoide, nós muitas vezes alteramos a função da tireoide no pós-operatório, mas agora nós temos uma outra forma de tratar esses nódulos benignos, não é, António? Exatamente, então esses nódulos benignos, que são a maioria dos nódulos tiroidianos como nós já falamos, podem ser tratados de uma maneira minimamente evasiva, sem necessidade de cortes, a grande maioria dos pacientes, sem a necessidade de anestesia geral, apenas com anestesia local, com uma acedação muito parecida com a acedação que se faz nas endoscopias, nas colonoscopias, e com um tempo de tratamento muito mais curto, em que o paciente pode ter alta no mesmo dia, em uma hora e meia, duas horas, pós-tratamento, e retornar precocemente suas atividades, que é ablação por rádio frequência. Essa técnica tem a grande vantagem de nós preservarmos a função tireoidiana, por quê? Porque nós direcionamos tratamento especificamente para o nódulo ou para os nódulos que mostrem tratados, não é, Sr. Ivelto? Exatamente. O grande diferencial desta técnica, como o António explicou, é que nós conseguimos destruir o tecido alterado especificamente, o nódulo de tireoide. Não introduzimos uma agulha dentro do nódulo, como se fosse uma punção aspirativa, e geramos uma fonte de calor que é criada pela rádio frequência. E a rádio frequência causa uma destruição do tecido do nódulo, que nós chamamos de necrótico-agulativa, não é, Sr. António? Exatamente. Então, ablação nos permite isso. Ablação nos permite um tratamento minimamente vazivo, um tratamento direcionado ao nódulo ou aos nódulos que nós queremos tratar, e o principal, o principal não é ausência de cicatriz, embora isso seja uma coisa muito importante, ou a não necessidade de amnestesia geral para a maioria dos casos, mas sobretudo a preservação da porção saudável da tireoide, e evitando que a grande maioria dos pacientes necessitem de uso de medicação para o resto dos suas vidas. Aí a gente tem uma seara de indicações para nódulos benignos, para nódulos malignos, para nódulos quentes, e isso vai ser objeto dos próximos vídeos que a gente espera que os nossos colegas nos acompanhem, né, Ivelto? É isso mesmo. Fiquem atentos. Nós vamos fazer outras apresentações falando sobre essa técnica aqui na Clínica Mato, que é o local no estado de São Paulo, onde nós temos o maior número de ablações já realizadas. Exato. Então, muito obrigado pela atenção e nos acompanha nos próximos vídeos. E não deixem de se inscrever aqui, né? Eu adoro fazer isso. Se inscrever aqui no link do nosso canal, no canal da Clínica Mato, para poder prestigiar o canal e também acompanhar os outros vídeos aí de conteúdo bastante rico, não só nosso, mas dos demais colegas da Clínica, que vão ser compartilhados com vocês. Então, muito obrigado, um forte abraço. Grande abraço e até a próxima.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.