O Índice de Massa Corporal (IMC) é um cálculo simples (peso em kg dividido pela altura em metros ao quadrado) utilizado desde o século XIX. Ele classifica o ind
Se você acha que alguém à sua volta está acima do peso ou precisa entender como calcular o IMC e usar essa informação, por favor, pega o link lá em cima, encaminha para essa pessoa, copia e manda também nos seus grupos de WhatsApp, vamos ajudar a divulgar essa informação de qualidade, afinal, o canal só existe se tiver gente assistindo nossos vídeos.
Que o valor alto do IMC, ele tem uma alta predição, quem tem um número alto tem mais chance de ser obeso do que quem tem um número baixo. É isso! E o IMC também vai servir para uma avaliação populacional, então se eu quero saber um país inteiro, se o país inteiro está mais obeso ou mais magro, é muito mais fácil a gente usar essas duas informações, que é o peso e a altura, do que sair colocando todo mundo em uma bioimpedância para ver o quanto de músculo tem ou quanto de porcentagem de gordura tem.
Bom, o índice de massa corporal é igual à massa corporal — peso, em quilogramas, dividido pela altura, em metros, elevado ao quadrado. Então, a gente vai colocar o peso, por exemplo, estou pesando 83 quilos, dividido pela altura, vamos supor, 1,83 elevado ao quadrado.
Olha, o meu interesse nessa fórmula é só porque o meu IMC baixou fazendo essa conta, porque na verdade não tem nenhum trabalho científico ou trabalho médico usando esse cálculo para fazer a avaliação do índice de massa corporal.
Então seria a composição corporal, e aí sim a gente pode falar em uma composição corporal ideal. As bioimpedâncias são máquinas em que parecem balanças, você sobe, existe a bioimpedância segmentar, que você tem que segurar na manopla, que vai passar uma corrente no seu corpo, medir a quantidade de água, e aí a gente consegue estimar a porcentagem de gordura no corpo.
Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião
vascular do Instituto Amato, e hoje eu vou te ensinar a calcular o seu IMC, o seu índice de
massa corpórea. Você vai entender como usar a calculadora para fazer o seu IMC, vai entender
as limitações do IMC para a sua saúde e o que você pode fazer com essa informação. Afinal,
todo mundo usa o IMC, ele tem seus problemas,
mas também tem algumas vantagens, então o que a
gente pode fazer com isso? Se você acha que alguém
à sua volta está acima do peso ou precisa entender
como calcular o IMC e usar essa informação,
por favor, pega o link lá em cima, encaminha
para essa pessoa, copia e manda também nos seus
grupos de WhatsApp, vamos ajudar a divulgar essa
informação de qualidade, afinal, o canal só existe
se tiver gente assistindo nossos vídeos. Então vamos falar sobre o índice de massa
corpórea, ele foi descrito pela primeira vez em
1840 na Bélgica, então é uma coisa muito antiga
e que é usado até hoje. O grande problema é como
usar essa informação e entender o que ele traz de informação. O índice de massa corpórea, ele pode
trazer erros de compreensão e tem limitação do que ele pode falar que tem, pode não falar que
tem, então a gente tem que saber usar isso aí. Por exemplo, uma pessoa que tem muito
músculo, um alterofilista, ele vai ser muito mais pesado em relação à sua altura do
que uma pessoa que não tem tanto músculo assim, então você pode ter um alterofilista que
tem o IMC alto e pode sugerir uma obesidade, enquanto na verdade ele tem muito músculo e
então não é um diagnóstico de obesidade. Então, sabendo disso, a gente vai entender que o IMC não
serve para diagnóstico de obesidade, muito embora a gente usa aquelas faixas numéricas que eu vou
mostrar para vocês para sugerir o diagnóstico, a gente pode falar que o índice de massa corpórea
é mais um preditor de obesidade do que um indicador de obesidade. O que isso quer dizer? Que
o valor alto do IMC, ele tem uma alta predição, quem tem um número alto tem mais chance de
ser obeso do que quem tem um número baixo. É isso! E o IMC também vai servir para uma
avaliação populacional, então se eu quero saber um país inteiro, se o país inteiro está
mais obeso ou mais magro, é muito mais fácil a gente usar essas duas informações, que é o peso e
a altura, do que sair colocando todo mundo em uma bioimpedância para ver o quanto de músculo tem
ou quanto de porcentagem de gordura tem. Então, para avaliações epidemiológicas, para avaliações
de grandes grupos, é muito bom a gente usar o IMC, embora tem até uma dica que eu vou falar na
frente, como a gente interpretar melhor isso, mas sabendo dessa limitação, a gente vai usar
essa informação de forma adequada. Afinal, o IMC não vai considerar o biotipo, não vai
considerar a distribuição de gordura no corpo. Ele só passa a ser útil quando a gente não
tem outra ferramenta. Então, no consultório, a gente tem que ter outra ferramenta, vou ter que usar a bioimpedância, vou ter que usar ultrassom e outros métodos para ter uma informação mais nobre. Agora, se você está em casa, tem uma balança e quer uma informação rápida, fique à vontade, o IMC é excelente. Agora, como que a gente faz esse cálculo? Bom, o índice de massa corporal é igual à massa corporal — peso, em quilogramas, dividido pela altura, em metros, elevado ao quadrado. Então, a gente vai colocar o peso, por exemplo, estou pesando 83 quilos, dividido pela altura, vamos supor, 1,83 elevado ao quadrado. Então, 1,83 vezes 1,83. Isso daria um resultado de 24,7. Olhando a tabela do IMC, ficaria dentro da faixa normal. Falando da faixa normal, então, já aproveito para mencionar os valores considerados adequados do índice de massa corporal. Então, abaixo de 18,5 é considerado abaixo do
peso, onde a gente tem que ficar muito atento com desnutrição, tem os riscos de saúde
inerentes à perda de peso. Entre 18,5 e
25 fica dentro da faixa do normal. De 25 a 30
é a faixa do sobrepeso, é aquele em que você já
está um pouquinho além do normal, tem que ficar
atento, mas não é considerado obesidade ainda. De 30 a 35 é considerado obesidade grau 1, de 35 a
40 obesidade grau 2 e acima de 40 seria obesidade
móvel ou obesidade grau 3. Agora, a faixa que
está associada à melhor qualidade de vida, maior
longevidade, é o IMC entre 23 e 25. Então, se
você fica dentro dessa faixa, você provavelmente
vai ter menos comorbidades, menos doenças
relacionadas ao aumento de peso. Agora, teve
um matemático que propôs uma alteração no IMC. Veja, ele não é médico e ele não fez nenhuma avaliação epidemiológica desses valores que ele mencionou, mas como o IMC foi descrito muito lá atrás, em 1840, não tinha calculadora, era mais difícil fazer cálculo na mão, então ele acredita que foi usado a altura elevada ao quadrado por facilidade de matemática. Ele acredita que ficaria muito mais próximo de um cálculo real do IMC se o cálculo fosse assim, se fosse o peso multiplicado por 1,3 dividido pela altura elevada a 2,5. Então, veja que é um número mais difícil de calcular a mão. Assim, a gente tem que usar essa fórmula? Olha, o meu interesse nessa fórmula é só porque o meu IMC baixou fazendo essa conta, porque na verdade não tem nenhum trabalho científico ou trabalho médico usando esse cálculo para fazer a avaliação do índice de massa corporal. O problema também do
índice de massa corporal é que se a gente tem um cálculo que só usa a altura e o peso, usando só
essas duas variáveis, parece que é meio lógico que daria para a gente falar, então eu tenho como
te falar o seu peso ideal, você tem tal altura, então o seu peso nessa altura ideal seria entre X
e Y, está aqui, essa é a faixa boa para você. Só que na verdade isso não é real, porque uma pessoa
que tem determinado peso às custas de gordura visceral é muito diferente de uma pessoa que tem
o mesmo peso às custas de músculo periférico, de músculo, de massa muscular. Então qual é a melhor medida que
a gente pode fazer? Então seria a composição
corporal, e aí sim a gente pode falar em uma
composição corporal ideal. As bioimpedâncias
são máquinas em que parecem balanças, você sobe, existe a bioimpedância segmentar, que você tem que
segurar na manopla, que vai passar uma corrente
no seu corpo, medir a quantidade de água, e aí a
gente consegue estimar a porcentagem de gordura
no corpo. Algumas balanças, aquelas que se tem em
casa, tem algumas que fazem bioimpedância também,
elas são muito simples e não tem a
possibilidade de ter uma precisão alta,
então as que a gente usa em consultório
tem uma precisão muito mais significativa. Mas o princípio é o mesmo, então ela vai fazer
uma corrente elétrica passar no seu corpo
e vai estimar a quantidade de gordura em cada
localização. Então é possível estimar a quantidade
de gordura visceral, a quantidade de gordura
em membros inferiores, em membros superiores,
e aí sim a gente tem uma distribuição de
músculo, gordura em todas as partes do corpo,
e aí a gente pode falar na composição corporal
ideal. É óbvio que falar da porcentagem de gordura no corpo já é um númerozinho importante, mas a gente tem que entender que existem gorduras diferentes no nosso corpo. Por exemplo, enquanto a gordura visceral é inflamatória, ela está diretamente relacionada à obesidade, às complicações da obesidade, tanto a aterosclerose, diabetes, infarto, AVC, todas essas doenças relacionadas à obesidade, algumas outras gorduras não estão diretamente relacionadas a essas complicações. Por exemplo, gorduras distribuídas em membro inferior tem até trabalho mostrando que tem a possibilidade de ser um fator de proteção cardiovascular. Então a gente tem que entender que a gordura pode ser benéfica, ela é um órgão endócrino, ela produz um monte de hormônio, e existem as gorduras saudáveis e as gorduras não tão saudáveis assim. Existem outras formas de medir a distribuição de gordura corporal, então a bioimpedância é muito
fácil e acessível, existem aquelas que a gente tem em casa que são baratas, existem bioimpedâncias
de R$100.000, então não dá para ser a mesma coisa, né? São equipamentos completamente diferentes
e que vai ter um nível de precisão diferente, mas existem outras técnicas também. Por exemplo,
o DEXA é muito parecido com a densitometria óssea, mas ele também vai identificar a massa muscular,
gordura e a distribuição pelo corpo. Também tem os plicômetros, são pinças que a gente vai medindo
as áreas com gordura no corpo, existem fórmulas matemáticas que a gente acaba levando aí o
cálculo da distribuição da gordura corporal. Mas também tem a ultrassom, existem aparelhos
de ultrassom que permitem medir o panículo adiposo e aí a gente também consegue chegar nessa
informação. Existe uma metodologia enorme para a gente chegar nessa conclusão, nessa informação. O IMC é útil, continua sendo útil, mas ele tem essa limitação, a gente não consegue fazer essa avaliação da distribuição corporal ideal. Continua sendo um método fácil e rápido e assim de uma avaliação populacional, é útil para a gente fazer estudo e direcionar então para um aumento da probabilidade de doenças relacionadas ao aumento de peso ou obesidade. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com seus amigos, clica no sininho lá embaixo para receber as notificações dos próximos novos vídeos e fica um pouquinho aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.