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Pranayama do Hatha Yoga - Introdução Teórica. Yoga e Saúde.

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Pranayama do Hatha Yoga - Introdução Teórica. Yoga e Saúde.

A introdução teórica ao Pranayama no Hatha Yoga explica que o termo significa o controle do "Prana", entendido como a força vital ou sopro da vida, cuja princip

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Olá, sou Mariana Keller, professora de yoga. Eu já dou aula há 20 anos, e eu estou aqui para explicar um pouquinho sobre Pranayama, que é a parte das respirações, as técnicas respiratórias do yoga. Nos próximos vídeos, eu vou ensinar a parte prática, de como você vai aprender os primeiros passos para entrar nesse mundo do Pranayama, para aprender a respirar melhor, com mais qualidade. E a gente precisa entender, antes de iniciar a parte prática, justamente um pouquinho da teoria, entender o que é Pranayama, a importância do Pranayama na saúde. A palavra Pranayama significa controle do Prana, a Yama significa controle, domínio. Essa palavra, a gente entende bem, controlar, dominar, mas a palavra Prana, para a Nayama, ou domínio do Prana, controle do Prana, a palavra Prana, ela não possui uma tradução literal, é uma palavra sânscrito, que não possui uma tradução literal. E a gente precisa entender bastante, se aprofundar nessa palavra, porque ela é de vital importância para o yoga, mas para a vida. A palavra Prana significa força vital, existe algo de muito especial no ar que respiramos. A gente percebe isso, de forma consciente, inconsciente, a gente associa muito a respiração à vida. Imagine que a gente poderia ficar meses, sem tomar sol, alguns dias sem comer, poucos dias sem beber água, alguns segundinhos ou no máximo alguns minutinhos sem respirar. E essa é a relação da respiração com a sustentação da própria vida. Existe algo no ar que respiramos, sopro da vida, o ar vital que sustenta a nossa vida. E segundo o yoga, a energia em movimento é o princípio cósmico da vida. E esse movimento se dá em nós principalmente através da respiração. A gente, logicamente, também captamos Prana nos alimentos, da água, do sol, como eu falei, mas a principal fonte de Prana do corpo é a nossa respiração. E a grande questão é saber exatamente como está essa respiração, como eu estou respirando. De forma profunda, lenta, tranquila, ou minha respiração está mais ofegante, superficial, acelerada. Existe um ritmo cósmico, um ritmo do universo, da natureza, um ritmo natural. E esse ritmo cósmico a gente consegue perceber melhor, principalmente nos fluidos líquidos, principalmente no mar, o vai-vém das ondas, das mares. A gente fica mais visível esse ritmo cósmico, ele se reflete de forma mais nítida para nós. E talvez por isso o ser humano se sinta tão atraído pela praia. A maioria de nós se sente muito atraído, é um lugar em que a gente se sente energizado, vitalizado e ao mesmo tempo relaxa e acalma. Aquele vai-vém das ondas, vai contagiando o nosso ritmo interno, vai contagiando a nossa respiração, que passa a fluir e refluir, meio que no balanço do mar. Acontece que quando nós moramos na cidade, nas cidades grandes, nós estamos nos distanciando tanto dessa natureza quanto desse ritmo natural, mas também a própria cidade agrava ainda mais, acelera ainda mais esse ritmo interno, devido à correria do dia a dia, o estresse, e a gente vai se distanciando desse ritmo cada vez mais do nosso ritmo natural, porque somos natureza, somos a própria natureza. E isso é uma das principais causas de desequilíbrios que vai gerar doenças pela visão do yoga. Além de tudo isso, existem nós, seres humanos, o mecanismo de sobrevivência e graças a esse mecanismo que aciona o sistema simpático de fugir, de lutar ou fugir. Foi graças a esse mecanismo que a gente sobreviveu. Quando vivíamos lá na natureza, perfeita comunhão e harmonia com a natureza, esse mecanismo era necessário, essencial. A gente se deparassemos com situações de risco ou de perigos, risco real. Você está ali para matar ou morrer, se você se deparasse com um animal selvagem. Ocorre dentro de nós um mecanismo em que a respiração abdominal, principalmente lá se trava, a respiração ela fica mais curta e ofegante, o coração acelera e todo o sangue é bombardeado para as extremidades das mãos e dos pés para que você tenha energia, força para fugir ou lutar pela sua sobrevivência. Isso eventualmente é um sistema, um mecanismo de sobrevivência natural. No entanto, essa vida na cidade agitada e estressada faz com que esse mecanismo seja acionado não só diariamente como constantemente, é no trânsito, é uma entrega do trabalho, um prazo que tem que cumprir o tempo inteiro, o nosso corpo entra nesse mecanismo como se nós tivéssemos lutando para sobreviver o tempo inteiro, o que a gente chama de estresse hoje. No entanto, esse estresse constante, ele vai desequilibrando o nosso corpo e a gente sabe hoje que o estresse é o terreno propício para a doença. Existem várias comprovações, inclusive científicas, não só do ioga, em que o estresse é a causa de diversas, para o aparecimento de diversas doenças, inclusive doenças que, não essas genéticas muitas vezes, que estavam ali encubadas, talvez não aparecessem na sua vida se você tivesse uma qualidade de vida mais tranquila. Já se sabe hoje, já se fala também que a doença genética não é determinante. Eu posso ser filha de uma pessoa que tenha, por exemplo, no meu caso, pressão alta e não posso não desenvolver se eu levar uma vida mais tranquila, se eu fiz exercícios físicos, tive uma série de atitudes que vai melhorar a minha qualidade de vida. E uma dessas atitudes é de fato a gente olhar para essa respiração, perceber como ela está, a prática do ioga nos traz, essa consciência da respiração, a consciência do prana, do ar vital. E é justamente resgatar essa respiração, resgatar uma respiração mais próxima do natural. Se você, inclusive, observar, não recém-nascido, mas um bebezinho de seis meses, um seu cachorrinho em casa, seu gatinho, você vai ver como ele respira. Você vai ver que ele usa bastante o abdômen, não que o ar vá para o abdômen, ele pode deixar claro também, quando a gente usa o abdômen, na verdade, nós estamos fazendo com que os músculos do abdômen levem o ar para o fundo dos pulmões. Mas para deixar claro esse detalhezinho que eu vejo que é um lugar de dúvidas, quando a gente usa o abdômen no ioga, nós estamos, na verdade, acionando bastante a respiração, o sistema parassimpático, que é justamente o de repouso, o de retornar à normalidade, de resgatar essa respiração mais natural, lenta, silenciosa, desacelerando assim um ritmo interno, se aproximando mais do nosso ritmo natural. Essa é o primeiro passo na prática do yoga, quando a gente começa a entrar em contato, uma vez que a gente cria essa base, que é essa respiração profunda, silenciosa, consciente, nasal e pausada e até ritmada, aí a gente pode se aprofundar na prática do yoga mesmo dos pranayamas. Então os próximos vídeos, justamente nós vamos aprender o passo a passo para fazer essa reeducação respiratória, resgatar essa respiração natural, seria legal que você acompanhasse, fizesse, treinasse os próximos vídeos como um passo a passo para chegar nesse ponto da respiração mais completa, mais ampla, consciente e profunda. Espero que você tenha gostado desse vídeo, eu espero você nos próximos. Unir nas mãos, à frente do peito e do coração, em gratidão, em reverência, as forças divinas que fluem e refluem através de cada um de nós. Namastê.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.