O lipedema é uma doença crônica que afeta predominantemente mulheres, com influência genética e hormonal, e frequentemente associada à obesidade. Seu manejo inc
Bom, sabemos que o lipedema acomete mais as mulheres, muito mais as mulheres, tem uma interferência genética importante, ou seja, mãe, filho, avó, tem uma influência hormonal, às vezes está relacionado a algum uso de hormônios, não é obesidade, mas geralmente está acompanhada da obesidade.
Bom, hoje eu vou falar de quem não pode fazer, que não deveria fazer essa cirurgia. Antes de tudo, só poderia realizar uma cirurgia o paciente que compreendeu o mecanismo inflamatório da doença e já teve alguma melhora com o tratamento clínico.
Se você tem lipedema e quer operar, não deixe de assistir esse vídeo até o final. O lipedema é uma doença que foi descrita há quase 80 anos e tem ganhado uma certa notoriedade nos últimos anos. Tem mais médicos pesquisando sobre a doença, tentando entender, compreender a patologia, a fisiopatologia, o que causa, o que não causa.
Tem saído muitos artigos interessantes nos últimos 10 anos, mas até agora, o que sabemos? Bom, sabemos que o lipedema acomete mais as mulheres, muito mais as mulheres, tem uma interferência genética importante, ou seja, mãe, filho, avó, tem uma influência hormonal, às vezes está relacionado a algum uso de hormônios, não é obesidade, mas geralmente está acompanhada da obesidade. Sabemos que melhora com hábitos e qualidade de vida, com mudança para um estilo de vida saudável. Tem uma certa interferência com certos alimentos e, infelizmente, a alimentação precisa ser individualizada, ou seja, não existe uma dieta mágica e única.
A atividade física nem sempre é boa, às vezes pode piorar com atividades de impacto e parece ter uma boa relação com atividades como as atividades na água, aquática, hidroginástica. Drenagem linfática, cintas, meia, plataformas vibratórias também podem ajudar. E além de tudo isso, o tratamento mais aceito é o cirúrgico, como a lipoaspiração, ou seja, é feito uma retirada mecânica dessa gordura doente.
Mas todo mundo pode fazer a lipoaspiração porque tem nipedema? Bom, hoje eu vou falar de quem não pode fazer, que não deveria fazer essa cirurgia. Antes de tudo, só poderia realizar uma cirurgia o paciente que compreendeu o mecanismo inflamatório da doença e já teve alguma melhora com o tratamento clínico. Isso é muito importante para uma recuperação no pós-cirúrgico, após a cirurgia, para diminuir a chance de recidiva, ou seja, de voltar à doença.
Essa é uma lipoaspiração não estética, apesar de poder trazer esse benefício. O paciente, às vezes, refere uma melhor estética, mas antes de tudo, o paciente precisa entender que a lipoaspiração, nesses casos, é para o tratamento e pode ser necessário mais de uma etapa cirúrgica. Às vezes, duas, três, isso não é incomum.
O nipedema em braços e pernas dificilmente são associados. Por quê? Uma vez que é para anestesia, é preciso monitorizar a pressão do paciente com o esfígnum manômetro, ele não pode ficar na perna e fazer a lipoaspiração na perna. Ele precisa ficar em algum lugar.
Então, se ele está monitorizando na perna, pode se lipar o braço e, se ele está no braço, ele pode fazer a lipoaspiração na perna. E se não usar o esfígnum manômetro, o anestesista não tem o parâmetro de controle de pressão. Então, esse também é um limite.
Então, isso tem que ser pensado antes. Pacientes com distúrbios psicológicos descompensados, como desmorfismo corporal, depressão, ansiedade, devem ser identificados antes do procedimento, antes de realizar o procedimento, porque se existir alguma relação de expectativa, isso pode interferir no resultado. Às vezes, isso pode estar relacionado com um padrão alimentar que poderia contribuir para uma melhora clínica.
Além disso, quem tem outras doenças, comorbidades, que usam muitos medicamentos, eles precisam estar compensados clinicamente para a cirurgia não causar nenhum risco de saúde, principalmente que é uma cirurgia eletiva, não é urgência. Ela tem que ser feita no melhor momento do paciente. Também tem as doenças do sangue, que aumentam a coagulação, podendo causar trombose, ou aquelas que dificultam a coagulação, aumentando o sangramento.
Nesses casos, também precisam ser avaliados, reavaliados, se devem, se vão ter benefícios fazendo essa cirurgia. Então, isso precisa ser bem trabalhado, qual o melhor momento de fazer a cirurgia e qual o preparo para esses pacientes. Pacientes que tomam medicações que possam interferir na anestesia também devem ser informados com antecedência, para não correr o risco de ter a cirurgia suspensa na véspera.
Então, isso pode ser planejado, às vezes tem que ser discutido com um médico clínico ou até mesmo com anestesista. Pacientes que possuem excesso de pele e acreditam que apenas com a cirurgia terão aquele seu problema resolvido, aquela redundância de pele. E muitas vezes, esses pacientes vão precisar de outras cirurgias com a ressecção de pele, que a gente chama de dermolipectomia.
Então, esses pacientes precisam ter bem alinhado o que vamos entregar com a expectativa, o que ele vai ter de resultado. Existem outras contraindicações que podem ser individualizadas para cada paciente e, por isso, é importante ter um acompanhamento com uma equipe multidisciplinar treinada para tratar o lipedema, que pode ter alguns detalhes específicos individuais de cada paciente. Então, é muito importante essa avaliação pré-operatória para definir se o paciente é candidato para uma cirurgia de lipedema, a lipoaspiração.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.