A trombose venosa profunda (TVP) é a formação de um coágulo sanguíneo no sistema venoso profundo, distinta da tromboflebite superficial. Sua principal e mais gr
A questão é que o que leva a embolia pulmonar é a trombose venosa profunda. E eu me assustei que eu não tinha feito um vídeo falando da trombose venosa profunda aqui nesse canal, então estou corrigindo esse erro agora.
A trombose venosa profunda nada mais é do que sangue coagulado dentro de uma veia e de uma veia específica, uma veia que está lá no sistema venoso profundo e não no sistema venoso superficial. Essa separação é importante, porque quando esse sangue coagulado é numa veia superficial a gente chama de tromboflebit superficial, até essa nomenclatura é diferente para não causar tanto temor, então porque a trombose acaba sendo então para as veias profundas.
Por causa do risco de levar a uma embolia pulmonar. Uma trombose superficial, uma tromboflebit tem um risco pequeno de levar a uma embolia pulmonar. Agora uma trombose venosa profunda, esse risco vai aumentando e quanto mais proximal ao coração essa trombose, maior o risco.
Um pequeno trauma nessa parede do vaso. O segundo que é a alteração no sangue e aumento da coagulabilidade, são as trombofilias e em terceiro lugar as estases sanguíneas. Então se o sangue ficar parado por muito tempo, ele também aumenta a probabilidade de formar um trombo, se ele ficar parado ele vai coagular.
Especificamente, quem tem a impossibilidade do tratamento com a anticogulação, por exemplo, é uma das necessidades de colocar um filtro de veia-cava. Existem outras cirurgias que seriam a retirada desse trombo.
Uma em cada dez mortes no hospital ocorre por embolia pulmonar, quinhentas mil mortes por ano na Europa por embolia pulmonar, trezentas mil mortes por ano nos Estados Unidos. A embolia pulmonar causa mais mortes do que câncer de mama, aides, câncer de próstata e acidentes automobilísticos somados no mundo. Chamei sua atenção. Embolia pulmonar é importante? A questão é que o que leva a embolia pulmonar é a trombose venosa profunda. E eu me assustei que eu não tinha feito um vídeo falando da trombose venosa profunda aqui nesse canal, então estou corrigindo esse erro agora. Vamos falar sobre essa doença que é extremamente preocupante, que todo mundo tem que se atentar. E realmente quando alguém fala trombose é para se preocupar, não no intuito de ficar preocupado, perdido, mas de buscar informação, buscar atendimento médico. Então em primeiro lugar, o que é a trombose venosa profunda? A trombose venosa profunda nada mais é do que sangue coagulado dentro de uma veia e de uma veia específica, uma veia que está lá no sistema venoso profundo e não no sistema venoso superficial. Essa separação é importante, porque quando esse sangue coagulado é numa veia superficial a gente chama de tromboflebit superficial, até essa nomenclatura é diferente para não causar tanto temor, então porque a trombose acaba sendo então para as veias profundas. Quando a gente fala trombose geral, a gente está falando de veia profunda ou de uma trombose arterial, mas esse vídeo aqui é sobre trombose venosa. Por que que tem essa diferenciação? Por causa do risco de levar a uma embolia pulmonar. Uma trombose superficial, uma tromboflebit tem um risco pequeno de levar a uma embolia pulmonar. Agora uma trombose venosa profunda, esse risco vai aumentando e quanto mais proximal ao coração essa trombose, maior o risco. Então se a gente está falando de uma trombose bem distal lá na planta do pé, esse risco de embolia é pequeno, mas uma trombose venosa de uma veia ilíaca ou uma veia cava tem um risco enorme de ter uma embolia pulmonar. Então por isso essa separação. Então o que leva a formação desse coágulo no sangue é a trombogênese, ou seja, a capacidade de formar um trombo ou gerar um trombo. E isso foi descrito há muito tempo atrás por Virchow como uma tríade, são três fatores principais. Então primeiro é a lesão do endotélio, que significa o quê? Um pequeno trauma nessa parede do vaso. O segundo que é a alteração no sangue e aumento da coagulabilidade, são as trombofilias e em terceiro lugar as estases sanguíneas. Então se o sangue ficar parado por muito tempo, ele também aumenta a probabilidade de formar um trombo, se ele ficar parado ele vai coagular. E nós temos no nosso sangue um equilíbrio muito teno, para manter a fluidez desse sangue. Esse equilíbrio é entre os fatores procoagulantes e os fatores anticoagulantes. Sim, nós temos anticoagulantes naturais no nosso corpo, que aliás, se eles diminuírem muito acaba causando uma trombofilia, acaba gerando uma probabilidade maior de causar um trombo. Agora, do ponto de vista da trombose venosa profunda, a gente tem que pensar o que ela pode levar, porque a trombose em si vai causar uma inflamação naquele local, vai causar dor, vai causar um enchaço, a gente pode se preocupar com esses sintomas, mas não é isso que traz a relevância para a trombose, o que traz a relevância são as suas complicações. Então, em primeiro lugar, a embolia pulmonar é, assim, disparado ou a complicação principal que a gente tem que se preocupar, porque ela leva, assim, a óbito, ela leva a morte muito frequentemente. Então, em primeiro lugar, a gente trata trombose, não por causa da trombose, mas para evitar a embolia pulmonar. Uma segunda complicação também aguda seriam as flegmasias. As flegmasias são tromboses maciças, são realmente complicações bem graves, mas, felizmente, elas são bem raras, não é algo que você tem que se preocupar com tanta frequência, assim. E, chegando no atendimento médico, a gente, na maior parte das vezes, consegue ajudar, desde que seja contempo, hábil para isso. Agora, a gente pode pensar na complicação mais tardia da trombose venosa profunda, que seria a síndrome post-trombótica. Então, uma pessoa teve uma trombose hoje, daqui a 10 anos pode ter varízes, pode ter insuficiência venosa, tudo decorrente dessa trombose inicial. Então, tudo que a gente faz é para evitar a embolia, em primeiro lugar, evitar uma flegmasia, também, embora mais rara. Obviamente, a gente vai ter que tratar também os sintomas que podem incomodar, mas também evitar uma síndrome post-trombótica no futuro. Sirurgia para a trombose venosa não é tão frequente assim, tá? Existem alguns procedimentos que podem ser feitos, então, a colocação de um filtro de veia-cava, que tem uma indicação bem restrita, não é rotina em nenhum caso, tá? Especificamente, quem tem a impossibilidade do tratamento com a anticogulação, por exemplo, é uma das necessidades de colocar um filtro de veia-cava. Existem outras cirurgias que seriam a retirada desse trombo. São métodos físicos, métodos químicos, farmacológicos, e esses medicamentos podem quebrar esse trombo, aí você pode pensar, puxa, isso é tão legal, acho que deve funcionar para todo mundo. Mas, na verdade, são cirurgias que têm um risco e que você tem que colocar na balança o risco-benefício. Então, normalmente, elas vão evitar, aí, a grande indicação é evitar aquela síndrome post-trombótica no futuro. Então, se a gente tira esse trombo, esse trombo não vai causar uma reação inflamatória muito grande nessa parede do vaso, não vai destruir as válvulas venosas, de modo que não leva aquela síndrome post-trombótica no futuro. A questão é, quem vai se beneficiar disso? Normalmente são as pessoas mais jovens, que têm menos risco cirúrgico e cuja trombose foi muito extensa, maciça, de forma que a probabilidade de ter essa síndrome post-trombótica é muito alta. Então, esse não é um procedimento para evitar uma embolia pulmonar, por exemplo. Então, o tratamento, você tem que levar muito, muito, muito a sério. Se foi feito diagnóstico de trombose, você tem que tratar rigorosamente. E, assim, existem algumas novidades que são muito boas por um lado, mas elas atrapalham por outro. Então, eu lembro no meu início de carreira que a gente não tinha muita opção de medicamento para fazer a anticoagulação e os medicamentos que a gente tinha de exposição eram medicamentos que necessitavam um rigor e que a gente precisava ficar acompanhando quase que diariamente a alteração no sangue. Então, eu lembro até que a gente pedia, às vezes, fax para o paciente mandar o resultado do exemplo para a gente acompanhar semanalmente essa evolução. A questão é que isso mostrava para o paciente o quanto era necessário e importante esse controle. Os medicamentos atuais são os novos anticoagulantes, eles não precisam desse rigor todo no acompanhamento. Só que, ao retirar esse rigor todo e facilitar a vida do paciente, alguns não levam tão a sério o tratamento, pode esquecer o medicamento, pode esquecer a importância do medicamento e pode esquecer a razão pela qual a gente está tratando, que aí eu volto tudo que eu falei e é por causa da embolia pulmonar. A gente está tratando a trombose para evitar uma embolia pulmonar, consequentemente evitar um óbito. Então, por isso, é extremamente importante você seguir a risca à orientação do seu médico. Não é para parar com o anticoagulante sem a indicação e o acompanhamento médico, e não é para continuar também sem o rigor do acompanhamento médico. Faça consultas periódicas, isso é muito importante. Agora, para fazer o diagnóstico da trombose, a gente precisa dos sinais principais, são dor e enchaço, o paciente vai se queixar de dor e enchaço, só que dor e enchaço é extremamente genérico e frequente, quem aqui nunca teve dor e enchaço nas pernas e não necessariamente isso foi uma trombose. Tem, por exemplo, a síndrome da pedrada, uma lesão muscular fazendo esporte, subindo uma escada, que também causa dor e enchaço e não é uma trombose. Então, só isso não é o suficiente. A gente tem que usar os critérios de fatores de risco, quanto mais fatores de risco, mais chance dessa dor e enchaço ser decorrente de uma trombose. Então quais são os fatores de risco mais comuns? Neoplasia ou câncer ou próprio tratamento para o câncer, a quimioterapia também pode desencadear trombose. Uma trombose prévia, então quem já teve uma trombose já entra num grupo de pessoas que tem uma probabilidade maior de ter trombose. Uma trombofilia, então uma doença na cascata da coagulação do sangue, uma doença do sangue que aumenta a probabilidade de ter trombose. O uso de anticoncepcionais também aumenta o risco, aumenta um pouquinho, mas aumenta. Uma gravidez aumenta mais ainda o risco de uma trombose. Esses são fatores comuns. Existem também, por exemplo, o trauma, então, politraumatizado principalmente, a imobilização de um membro. Se alguém ficou imobilizado por muito tempo usando o gesso, usando alguma bota ortopédica ou uma cadeira de rodas, vai causar essa imobilidade que é um fator de risco para trombose. A desidratação, então quem ou toma pouca água e doze ou às vezes toma muito pouca água, fica desidratado e também aumenta o risco de trombose. A idade passou dos 40 anos, já tem um risco maior de ter trombose. Varices, que é extremamente frequente na população, também é um fator de risco para trombose. Não quer dizer que quem tem varices todo mundo vai ter trombose, não é isso. É que você vai somando um fator de risco ao outro, na verdade não é nem somado, você vai multiplicar porque quanto mais fatores você vai aumentando exponencialmente o risco de desenvolver uma trombose. Então, tendo esses fatores, tendo dor e enchaço, a probabilidade de ser uma trombose aumenta. Então, é necessário uma avaliação médica, muitas vezes com um exame de sangue ou um exame de imagem, para comprovar esse diagnóstico. 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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.