O vídeo apresenta a trajetória da família Amato na medicina ao longo de décadas. Inicia com a formação do avô do Dr. Salvador há 110 anos e passa pelo legado do
Eu acho que é interessante o meu avô, Irani, eu acho que ele tem um link muito importante nessas gerações. Acredito que ele tem um papel muito importante na escolha da especialidade, tanto pelo meu pai, que era sogro, então a gente sabe que a escolha foi totalmente influenciada pelo Dr.
Ele tinha perdido o pai, ele tinha uma consideração muito grande pelo Dr. Irani e teve essa oportunidade de crescer junto e o Dr. Irani contribuiu muito para esse crescimento.
É uma pessoa que está com o pé, que não tem recuperação, que não tem. Isso não existe em países de primeiro mundo porque a medicina lá, em qualquer lugar, assim, que tenha uma cultura mais avançada, as pessoas têm o hábito de ir ao médico, tem o hábito de se cuidar, então as doenças são descobertas antes de chegarem ao estágio final delas, quando não dá para fazer mais nada.
Se a pessoa não sabia escrever ali quanto estava a pressão é porque ela não sabia e tinha que saber, então ela já... Mas é importante que esse check-up virtual que a gente fazia, ele vem muito antes do que a gente tem hoje em dia, de inteligência artificial, porque hoje em dia acho que a gente consegue...
Não, então eu estou lembrando aqui que vocês também iam comigo ver pacientes, você deve se lembrar de eu botava a família no carro e a gente ia principalmente sábado assim, que era um dia mais tranquilo para mim, eu deixava para ver aqueles pacientes que eram meio de rotina, mas que já estavam velhinhos, podiam sair de casa ou estavam acostumados a serem tratadas assim, só aqui também com o tempo, tem uma outra coisa que se perdeu, fazia todo sentido, eu saí correndo da minha casa e ia atender um paciente que estava com dor no peito há 40 anos atrás, porque não tinha o TI mesmo, não dava para fazer nada, eu mandava o laboratório ir lá, ficava sabendo exatamente o que ele tinha tido no dia seguinte, mas eu ia comer o aparelho de elétron e atendia e fazia o que era possível na urgência, mas quando começaram a aparecer as UTIs de verdade, as unidades coronarianas, tudo isso não faz mais sentido, inclusive as ambulâncias já são UTIs, então tudo isso se perdeu e esse médico de atender em casa, além de que muitas vezes é um perigo também aqui hoje em dia, mas não tem volta, porém o médico generalista, que não é um médico superficial, é um médico que saiba muito, é um médico que pode ter uma especialidade, mas além da especialidade dele, ele tem um conhecimento abrangente de tudo e é muito importante para poder orientar melhor os próprios pacientes, eu me dediquei muito a isso, o meu livro tem até a segunda edição, que foi numa época que nem tinha esses médicos de família, acho que foi por aí mais ou menos que começou a aparecer e acho que isso nasceu assim da nossa vida familiar, minha e do Salvador, com os pais que tinham essa maneira de tratar os pacientes, indo até em casa vendo e era muito bom, porque quando você vai na casa de um paciente, você conhece tudo dele, tudo, você acaba sentindo qual é o problema dele no contexto da doença, ajuda muito.
Ela inicia-se, há 110 anos atrás, quando o Dr. Ernesto de Toledo Arruda, avô do Dr. Salvador, meu marido, entrou na faculdade, entrou não, se formou na faculdade de medicina da Praia Vermelha. E ele, nessa época, então, quando ele se formou, essa escola, que chamava-se escola de anatomia, medicina e cirurgia, ela foi iniciada na época do Príncipe Regente aqui no Brasil, é uma das mais antigas, e ela foi, em 1920, ela foi incorporada à Universidade do Rio de Janeiro e foi, mais ou menos, na época que o Dr. Ernesto se formou. Então, tudo se iniciou, assim, na parte médica, o nosso relacionamento com medicina, há 110 anos atrás. A nossa empresa que nós tivemos, eu e o meu marido abrimos, ela tem mais de 38 anos, e assim a história vai começando. Depois do lado do meu marido, que é a família Amato, vem o pai dele, Dr. Gabriel Galvanés Amato, que se formou na Escola Paulista de Medicina, ele é da Terceira Turma e ele foi um médico, que dermatologista, cirurgião, que criou o serviço de cirurgia do câncer de pele, do hospital do câncer. Ele se dedicou muito à clínica particular dele e é um fato triste e curioso, mas ele morreu na casa de um paciente. Ele foi atender um paciente à noite e que estava com dor no peito, porque naquela época o médico atendia tudo e nem existia o TI e nada disso. Então, ele foi atender uma paciente que estava com dor no peito e ele chamou uma ambulância, porque achou que ela estava muito grave. Enquanto a ambulância chegava, ele teve um infarto e morreu, e ele foi embora com a ambulância, ele que foi, não a paciente. Depois do outro lado, do meu lado, a primeira pessoa a estudar medicina foi o meu tio-avô, Gerson Nova Morais. Ele estudou na Universidade de São Paulo, ele gostava muito de anatomia, era professor de anatomia e foi ser professor titular de anatomia da USP, da Universidade de São Paulo, de Ribeirão Preto. Depois desse meu tio-avô, vem meu pai. Meu pai também se formou na USP e se dedicou à cirurgia vascular. Ele foi professor associado da Universidade de São Paulo, ele publicou uns 30 livros e o seu feito mais importante, porque não dá para ficar falando a respeito de todo o currículo dele, mas o seu feito mais importante foi o primeiro transplante renal que ele fez até na beneficência portuguesa. O que é que eu continuo? Eu acho que é interessante o meu avô, Irani, eu acho que ele tem um link muito importante nessas gerações. Acredito que ele tem um papel muito importante na escolha da especialidade, tanto pelo meu pai, que era sogro, então a gente sabe que a escolha foi totalmente influenciada pelo Dr. Irani, então o Dr. Salvador, que é meu pai, escolheu essa especialidade. Ele tinha perdido o pai? Ele tinha perdido o pai, ele tinha uma consideração muito grande pelo Dr. Irani e teve essa oportunidade de crescer junto e o Dr. Irani contribuiu muito para esse crescimento. E também ele teve uma influência até essas gerações de agora, então eu fui o único que não tive a oportunidade de tê-lo na minha formatura, mas até o quinto ano a gente tinha um relacionamento muito grande de conversas de medicina, de muitos assuntos, ele deu oportunidades para o Dr. Marcelo, que é neurocirurgião e Dr. Alexandre, que também é cirurgião vascular, de poder crescer, de escrever livros, então foi um grande exemplo nessa parte profissional para os meus irmãos. Eu acho que foi o que menos tive a oportunidade de explorar esse relacionamento, que era uma pessoa muito culta, era muito gostoso de conversar com ele, ele entendia de tudo, era uma grande companhia. E eu me pergunto, agora a gente está aqui com um slide aqui falando um pouquinho da doutora Marís e eu queria saber por que ela escolheu fazer medicina. Já faz tanto tempo que eu esqueci. Não, eu sempre fui apaixonada por estudar, descobrir, pesquisar e isso relacionado à área biológica, fui sempre muito fascinada por isso e a minha intenção era na vida pesquisar dentro da área biológica. E tendo meu pai médico e vendo as suas atividades e as possibilidades de tantas situações diferentes dentro da medicina e também porque fazendo a faculdade nos últimos dois anos tem o que a gente chama de internato, que você se dedica diretamente ao paciente. Eu também tive a oportunidade de conhecer alguns professores que me interessaram muito pela maneira de cuidar dos pacientes, pelos seus trabalhos, seus estudos e mais um detalhe. Nessa época de escolher a profissão é difícil para todo mundo, é complicado porque as possibilidades são inúmeras, hoje em dia então isso é maior. Mas eu era muito definida nessa parte de áreas biológicas, humanas, essa parte encantadora que existe na nossa vivência, na nossa vida e eu acabei optando pela medicina porque eu senti que ali eu poderia realmente fazer o que eu quisesse. Eu poderia fazer a pesquisa, eu poderia dar aula e eu poderia pesquisar em qualquer área porque eu estaria apta para isso e eu iria conhecer muitas outras possibilidades, como essa que me apareceu no internato, esse relacionamento humano que existe com o paciente e seguindo esses professores que eu tive como padrão na cardiologia me incentivaram a fazer inclusive a cardiologia por diversas razões porque ela é muito ampla. A maioria das doenças, em clínica médica, são cardiológicas em cor. Eu não podia fazer só a pesquisa, seria um crime porque o que eu via de importância na clínica era uma coisa que amarra você aquilo, você fica ligado para sempre quando você começa a atender e não precisa ser uma coisa separada da outra porque você pode fazer pesquisa na área clínica, que foi o que eu fiz. Eu iniciei a minha pós-graduação, o meu mestrado foi feito em fisiologia porque era uma dera básica e o meu princípio era pesquisa mesmo. Mas nesse período que eu comecei a fazer o mestrado em fisiologia, eu já estava no encor aprendendo a cardiologia clínica e eu percebi ali que tinha um material riquíssimo para se fazer pesquisa dentro da clínica. Então eu associei as duas situações e isso foi maravilhoso porque até o meu trabalho de mestrado na fisiologia foi uma curiosidade que acabou me despertando em outras doenças dentro da cardiologia. Então é mais ou menos uma continuação, mas só que aí é um estudo dentro de uma doença. Não deixa de ser uma fisiologia ou uma fisiopatologia porque é o estudo da fisiologia de uma doença. Então é a fisiopatologia, daí foi a razão e a história da minha tese de doutorado. E seguindo em frente, eu fiz... Após doc eu fiz na Alemanha, eu recebi um... Recebi não, me candidatei e me fui selecionada para uma bolsa de estudos da Alexander von Rumbolt e passamos seis meses fazendo o meu mestrado lá e meus filhos aprendendo alemão. Depois disso, que eu voltei, eu tinha um material ainda muito rico que eu tinha coletado durante o meu doutorado e eu dei continuidade a esse trabalho fazendo uma tese de livre docência com o acompanhamento desses pacientes que foram estudados durante o doutorado. O meu estudo, a minha pesquisa científica, nessa evolução dela para mim foi uma coisa muito interessante, que ela nasceu na fisiologia, que é básico de tudo e depois foi para a área clínica, é a mesma linha de pesquisa. Eu acho que é importante esse link, a doutora Marisa está contando a história de quando ela foi para Alemanha e do que ela trouxe para lá, mas o que ela trouxe foi algo muito mais grandioso e até inovador para a medicina no Brasil, que foi a ideia, o conceito de fazer exames, checkups para prevenir, para conhecer. Então ela veio, acho que a questão da pesquisa, as pessoas não valorizam tanto mas o que ela trouxe foi esse conceito de checkup, o conceito de fazer exames para tentar identificar doenças a tempo de serem corrigidas, principalmente na área cardíaca. Então o teste ergométrico, o teste ergospirométrico, aquele com ventilação, ela trouxe, montou um laboratório e acho que a história nossa, como algo além de um consultório, começou nesse momento. Então a gente tem como consultório a doutora Marisa e o doutor Salvador, eles já têm muito tempo desde que eles se formaram mas algo a mais a gente começou com essa medicina preventiva, com esse conceito de fazer exames para identificar doenças a tempo, principalmente da área cardiovascular. Então e ela trouxe isso mesmo, é óbvio que outras pessoas acabaram trazendo, mas muitos grandes players, grandes competidores nessa área que a gente tem atualmente começaram copiando. A gente começou, a gente montou e aí grandes empresas, grandes laboratórios começaram a fazer igual e acabou que a gente não faz isso hoje em dia, a gente acaba pedindo os exames e terceiriza isso. Mas a gente montou todo o laboratório, tinha educador físico acompanhando, fazendo os exames. Então a gente fez algo bem diferente naquela época e eu queria que ela contasse um pouquinho sobre isso, sobre a medicina preventiva porque isso linka pelo que a gente já propõe no nosso canal, que é o estilo de vida. Então a pessoa não está doente e faz exames para evitar que fique doente ou ver ou até mesmo planejar os exercícios de acordo com aqueles exames. Então eu gostaria que a senhora falasse um pouquinho sobre... Senhora? Senhora, a minha mãe falasse um pouquinho sobre esses exames preventivos e o check-up médico. Sim, isso que o Fernando falou é muito verdade, mas até de um modo mais amplo porque o Brasil, o nosso país, é grande, grande, grande, e nós temos centros aqui de ponta que não deixam nada a desejar em relação aos países do primeiro mundo, mas entretanto nós temos uma série, uma quantidade muito grande de indivíduos, de populações que estão perdidas no meio do caminho e que nem a internet tem e que é muito, muito, muito difícil. E eu estou falando isso pelo seguinte, as doenças que a gente vê aqui no nosso país ouvia até algum tempo atrás, elas chegavam para o médico num estágio que não dava para recuperar mais nada. Eu acho que, por exemplo, eu vou dar uma coisa que me pesa muito de ver e de falar, mas que é muito, assim, é nítido, aqui a gente via e vê pega-angrenado, sabe que isso? É uma pessoa que está com o pé, que não tem recuperação, que não tem. Isso não existe em países de primeiro mundo porque a medicina lá, em qualquer lugar, assim, que tenha uma cultura mais avançada, as pessoas têm o hábito de ir ao médico, tem o hábito de se cuidar, então as doenças são descobertas antes de chegarem ao estágio final delas, quando não dá para fazer mais nada. Um pé diabético do jeito que eu vi nem sei quantos e não é a minha especialidade, mas eu vi ainda mais pelo local que eu atendia, é uma tristeza, porque daí a pessoa não tem muita perspectiva de recuperar nada. Lá fora, nos países de primeiro mundo, e assim eu digo na Alemanha, onde fiquei, os pacientes, eles chegavam para o médico assim, porque estavam de rotina fazendo exames, e descobriram, por exemplo, um aneurisma e operava esse aneurismo. Aqui não, aqui os pacientes iam para o médico e morriam no meio do caminho, porque não dava para chegar lá porque o aneurismo já estava tão grande que rompia. Então essa diferença de conceito, nosso aqui é cultural, mas é óbvio que já estamos melhorando muito, porque a civilização está chegando, está abrangendo um espaço maior e a gente consegue recuperar muitas pessoas, mas o importante é que é o conceito, é uma coisa que está enraizada, as pessoas não querem gastar tempo indo ao médico porque não estão sentindo nada, só que elas não sabem, as doenças e essas doenças cardiovasculares, elas vão corroendo o paciente pouco a pouco e ele não pode esperar sentir alguma coisa para ir procurar o médico, mas tem que saber como é que está, tem que conhecer o seu organismo. Eu sempre falo nesses livros aí que o mais importante é cada um conhecer assim mesmo, e ninguém conhece e o pior, ninguém quer saber e o pior que a gente ainda escuta hoje o paciente falar é melhor eu não fazer exames porque assim eu não sei se tiver alguma coisa, eu não sei como se isso tivesse evitando que a doença fosse aparecer, não é assim que funciona, então realmente eu fiquei bem sentido de como a prevenção era importante lá, não existia morte de cirurgia de aneurisma lá, mas aqui as vezes o pacientes nem chegavam na mesa de cirurgia, então era um contraste muito grande e nós naquela época nós também fizemos o check-up virtual e o que que era? Isso foi um projeto social que o doutor Alexandre que vou falar depois um pouquinho de cada um deles me contribuiu bastante para a gente poder levar esse projeto adiante e era um questionário que a pessoa podia fazer online e lá o resultado já dava os sinais de alerta porque as coisas mais importantes que as pessoas têm que saber, se sabe ou se não sabe naquele questionário já dava um aviso, escuta, você sabe como está a sua pressão? Se a pessoa não sabia escrever ali quanto estava a pressão é porque ela não sabia e tinha que saber, então ela já... Mas é importante que esse check-up virtual que a gente fazia, ele vem muito antes do que a gente tem hoje em dia, de inteligência artificial, porque hoje em dia acho que a gente consegue... Isso foi há 20 anos atrás. Então há 20 anos atrás, nem a internet tinha direito e era rede, era BBS, então isso ficou, está vinculado na faculdade... Na hiberoamericana. Então teve algumas coisas que a gente cresceu e na época isso foi bem inovador e gerou até prêmio. Doutor cidadão. Doutor cidadão porque a gente fez algo para a sociedade, cada um tinha já uma pré-avaliação e talvez isso... Despertou muito. Despertava, a pessoa podia ter uma oportunidade de não tinha condições de passar no médico, podia fazer um simples questionário e com esse questionário saber a urgência de procurar um especialista. Bom, isso aqui é no Instituto Amato a gente tem alguns questionários e todos eles têm algum intuito de poder contribuir e fazer algum diagnóstico. É o que a gente consegue ajudar para os nossos pacientes ou até aqueles inscritos, então se a gente puder contribuir de alguma forma para a sociedade a gente vai tentar contribuir, não precisa ser somente para os nossos pacientes, a gente tenta abranger o máximo possível. Então essa é a ideia do canal, 700 mil inscritos, mas a gente não precisa de 700 mil pacientes, na verdade. Tem gente de todo mundo aqui e às vezes a gente consegue dar uma informação que pode ajudar alguém do outro lado do mundo, ter uma escolha melhor ou conseguir seguir com tratamento ou procurar alguma ajuda. Acho que esse é o objetivo e esse é o objetivo também que eu trouxe a doutora Marisa exatamente porque eu acho que tem algumas coisas que eu falo. Eles começaram lá na Alemanha quando ela voltou, só um detalhe. Na Alemanha isso foi, eu tinha 8 anos, o Marcelo, o doutor Marcelo tinha 12 e o doutor Alexandre 13 anos. Então isso viajar, ter essa experiência de vida de quase 6 meses fora em outro país, num país em que as pessoas, um país evoluído de primeiro mundo com segurança. Então eu com 8 anos de idade ia e voltava da escola a pé sozinho. Acho que isso eu não consigo imaginar meus filhos fazendo isso aqui em São Paulo, mas eu acho que a gente trouxe essa medicina, ela trouxe essa ideia de medicina preventiva, de fazer exames, checape médico e aí sim começou realmente nossa trajetória no Instituto Amato, que eu acho que faz muita diferença. E eu queria que você contasse um pouquinho, vamos falar um pouquinho da história do doutor Salvador que eu acho que é importante, que também foi inspirou nós três escolher nossas especialidades. Eu acho que vale a pena contar um pouquinho sobre ele e falar de cada um. Bom, doutor Salvador, eu conheci na faculdade e aliás sou calora dele até hoje, considerada contal. E após a faculdade nós casamos e tivemos três filhos, ainda não vou falar de vocês, você quer que eu fale mais dele. Então ele seguiu a cirurgia vascular, ele era muito ligado com o meu pai que fazia cirurgia vascular, ele com certeza se entusiasmou pela especialidade porque meu pai adorava e era, ele falava quando a gente gosta do que faz, você nem percebe o tempo passar. Então ele, eu acho que ele inspirou mesmo o Salvador e ele fez várias especializações, ele foi para Estrasburgo, ele foi para um, bom, ele, aqui está, ele fez o doutorado na anatomia da Universidade de São Paulo e ele foi supervisor da Residência Médica, ele foi presidente da Academia de Medicina, ele fez parte de, é membro da sociedade de cirurgia cardiovascular e ele fez uma especialização em orraio. E também foi professor de cirurgia vascular da UNISA durante 30 anos e sempre teve o seu consultório, assim como o pai dele, também era e é meio fascinado por atender pacientes, aliás ele ia com o pai, ele chegou a pegar o pai. O que eu ia contar, o que ele conta bastante da escolha dele é a experiência que ele teve com o pai, então o pai dele morreu quando eu acho que estava na faculdade, no quarto quinto ano e estava começando no internato e antes mesmo de entrar na faculdade ele já acompanhava o pai em consultas, tinha os pacientes particulares que ele ia até a casa, então ele sempre gostou muito de ir na casa e acho que vai até hoje, tem paciente que ele vai visitar na casa, ele gosta, mas isso que já não existe mais essa medicina de família, de atender toda a família, se acabou hoje no Brasil e que deveria ser o que a gente deveria investir mais, em médicos que atendam toda a família, toda a necessidade e esses médicos direcionam para as especialidades necessárias, às vezes nem precisa e às vezes o paciente resolve em uma especialidade e fica perdido procurando especialistas, esse não é o caminho correto, inclusive a doutora Marisa tem um livro chamado Médico Generalista e esse livro Médico Generalista aborda exatamente isso, a formação do médico como médico generalista, não que ele não saiba de nada, mas sim que ele saiba o suficiente um pouquinho de cada assunto para poder fazer um tratamento inicial e indicar para a especialidade correta e é disso que o Brasil precisa, é disso que se perdeu e que tentam resgatar com o médico de família nas UBS, mas sem formação para isso e com várias faculdades de medicina e abrindo sem controle e que só tem piorado isso, a gente tem visto muitos médicos mal formados que nem em generalista são, não tem uma boa formação para poder fazer esse papel de um médico generalista, um médico de família e consiga fazer o direcionamento correto, então isso é algo que eu acho que vale a pena que o meu pai, o doutor Salvador, ele tem, ele gostava bastante, gostava, porque não tem mais tantos pacientes, eles foram morrendo, ele herdou muito paciente, muitos pacientes dos pais, os respectivos pais e esses pacientes, até pouco tempo esses médicos, esses pacientes foram e agora a gente tem mais os pacientes do consultório mesmo, então pode continuar a doutora Manisa? Não, então eu estou lembrando aqui que vocês também iam comigo ver pacientes, você deve se lembrar de eu botava a família no carro e a gente ia principalmente sábado assim, que era um dia mais tranquilo para mim, eu deixava para ver aqueles pacientes que eram meio de rotina, mas que já estavam velhinhos, podiam sair de casa ou estavam acostumados a serem tratadas assim, só aqui também com o tempo, tem uma outra coisa que se perdeu, fazia todo sentido, eu saí correndo da minha casa e ia atender um paciente que estava com dor no peito há 40 anos atrás, porque não tinha o TI mesmo, não dava para fazer nada, eu mandava o laboratório ir lá, ficava sabendo exatamente o que ele tinha tido no dia seguinte, mas eu ia comer o aparelho de elétron e atendia e fazia o que era possível na urgência, mas quando começaram a aparecer as UTIs de verdade, as unidades coronarianas, tudo isso não faz mais sentido, inclusive as ambulâncias já são UTIs, então tudo isso se perdeu e esse médico de atender em casa, além de que muitas vezes é um perigo também aqui hoje em dia, mas não tem volta, porém o médico generalista, que não é um médico superficial, é um médico que saiba muito, é um médico que pode ter uma especialidade, mas além da especialidade dele, ele tem um conhecimento abrangente de tudo e é muito importante para poder orientar melhor os próprios pacientes, eu me dediquei muito a isso, o meu livro tem até a segunda edição, que foi numa época que nem tinha esses médicos de família, acho que foi por aí mais ou menos que começou a aparecer e acho que isso nasceu assim da nossa vida familiar, minha e do Salvador, com os pais que tinham essa maneira de tratar os pacientes, indo até em casa vendo e era muito bom, porque quando você vai na casa de um paciente, você conhece tudo dele, tudo, você acaba sentindo qual é o problema dele no contexto da doença, ajuda muito. Você sabe que no período da pandemia a gente acabou fazendo muita teleconsulta. E via, né? É, então eu como cirurgião plástico, eu acredito que a teleconsulta falha para os pacientes que a gente vai fazer uma cirurgia, então eu não acredito que a teleconsulta seja suficiente para um atendimento de um paciente que queira fazer uma cirurgia, mas ele pode ser complementar, então ter uma consulta presencial e outra teleconsulta, eu acho que é interessante, ou no pós-operatório, às vezes a gente consegue até ver mais vezes o paciente em teleconsulta, mas na teleconsultas que eu fiz e eu fiz algumas em todo tipo de cirurgia reconstrutora e cirurgia estética, mas a gente entra na casa do paciente, a gente vê o quarto do paciente, a gente vê a vestimenta, a gente vê a família, então eu já tive pacientes que a gente vê que ela está muito ansiosa, tem um monte de questionamentos, aí você vê uma família mais conturbada em que os filhos entram, não respeitam, gritam, isso tem um valor no exame físico que não tem numa consulta presencial e a consulta presencial, a pessoa se arruma para vir para cá, tem muitos pacientes que no SUS a gente vê muito isso, do paciente que é o dia a dia para ir para o médico, aquela roupa que vai para a igreja, às vezes a roupa que tem, então a gente tem que valorizar muito isso, mas na teleconsulta eu vi uma possibilidade de examinar o paciente de uma outra forma, alguns detalhes que somente com uma consulta domiciliar seria melhor ainda, eu acredito que o domiciliar com teleconsulta, o presencial com teleconsulta às vezes não chega ao poder que uma consulta domiciliar tem, apesar de ser muito desgastante para a família, para o ambiente, às vezes não tem um ambiente adequado de examinar, eu vou às vezes em pacientes mais idosos, com úceras e com feridas, e isso é que a gente vê que todo mundo perde uma zona de conforto, a gente tem que procurar uma melhor maneira de se portar a tudo, principalmente na pandemia a gente acabou fazendo isso, então ainda usa a máscara, usa a própria, então tem todo um ajuste de vestimenta, mas que a consulta domiciliar realmente tem esse poder de conhecer muito mais o paciente, e eu acredito que tudo isso que a doutora Marisa contou, dos pacientes que a gente visitava, sim, eu lembro de muitos pacientes, eu lembro também de em hospital acompanhar meu pai para poder dar alta para paciente, eu cheguei a conversar, entrar no quarto do paciente, muitas vezes eu ia na casa deles, então eu tinha um relacionamento também com o paciente, como eu fui visitar um paciente da doutora Marisa, que era próximo da gente, então eles acabam fazendo parte da família, e isso de visitar os pacientes, de ver o trabalho, ver aquela rotina, mesmo eles não ficando em casa, eu não ver meu pai às vezes um mês inteiro, porque quando ele chegava a tarde, um mês inteiro por conta de cirurgia, isso gerou, despertou essa curiosidade, esse interesse na medicina, e isso sei que fez parte também para os meus irmãos, então esse exemplo que a gente tinha, meu avô, o Irani, infelizmente meu voo Gabriel, a gente não teve a oportunidade de conhecer, mas sim meu avô, o Irani, e os meus pais, na rotina deles, visitando os pacientes, levando a gente para ver os pacientes, examinar, muitas vezes os pacientes tinham a nossa casa, a gente também examinava, a gente ia no hospital, quantas vezes eu fui no encor, e atormentava a vida de todo mundo lá, então muitos médicos também fizeram parte da minha escolha, e com meu pai também nas cirurgias, então eu acredito que isso seja um dos principais motivos da gente ter escolhido a medicina, as especialidades acho que são mais particularidades individuais de cada um, mas eu acredito que seja isso, e aí eu peço de novo para o doutor Amarisa contar um pouquinho mais sobre os filhos na escolha da medicina, porque que decidiram ser médicos, a escolha das especialidades, e eu tenho até uma pergunta aí no final para saber se isso tem a ver também nas escolhas das esposas. Eu acho que tem. Bom, é difícil eu falar pelos meus filhos, ou por quê? Porque cada um tem um sentimento diferente, mas eu, quando eles já estavam maiores assim, eu mais ou menos imaginava que o Alexandre fosse fazer medicina, é o mais velho, que o Marcelo eu achava que deveria fazer engenharia, e o Fernando eu achava que deveria ser advogado. Mas todos resolveram fazer medicina, e eu acredito que no fundo, no fundo, pela mesma razão que eu e Salvador fizemos a medicina, claro que foi a inspiração dos pais, que os pais gostavam muito do que faziam aquilo com amor e com entusiasmo, e isso acaba envolvendo. E como eu e Salvador também sempre gostamos muito do que nós fazíamos, o que fazemos, eu acho que isso querendo ou não desencadeou a medicina para todos. O Alexandre, desde que ele se conhecia por gente que perguntava, ele já falava que ia fazer medicina. Marcelo não tinha uma convicção tão grande, mas logo também era medicina que ele queria fazer. E o Fernando, eu falava pelo amor de Deus, Fernando, vai fazer direito, vai mudar de assunto aqui nessa casa, porque não é possível. E ele falava assim, ah, se quer que eu faça direito, então eu vou fazer primeira medicina. E daí, depois, quem sabe, eu faço direito. Por quê? Porque ele queria conversar com todo mundo a respeito dos assuntos que ele ficava muito curioso, que nós muitas vezes falávamos na mesa, conversando. E assim, eu acredito que eles têm características bem diferentes, mas todos gostam muito do que fazem. Aliás, eu sempre digo, para fazer medicina, tem que gostar, porque em primeiro lugar, só para passar no vestibular é muito difícil. É difícil passar no vestibular de medicina. Mas não é o mais difícil, não é isso. O mais difícil é largar a faculdade, é terminar a faculdade, é não desistir no meio. Porque todos nós temos diversos colegas que começavam e não chegavam ao final, porque se a pessoa não adora aquilo que faz, não gosta de estudar, ela não vai conseguir chegar ao fim. Aquilo fica pesado, aquilo fica chato. Porém, se você está envolvido naquele assunto, está curioso, querendo saber mais, você nem percebe, você só quer saber mais daquilo. Eu acredito que todos os três gostavam de estudar bastante, eram extremamente curiosos. Eu acho que a palavra é curiosidade. Nós três temos muito a parte de estudar, é a curiosidade. A gente gosta de saber, é um tema muito apaixonante, a medicina. E sempre está estimulando a gente a estudar mais. Então, até hoje, aliás, desde que eu vi meu avô, antes de falecer, ele estava estudando até tarde, até as vésperas da morte dele, ele estava estudando. Então, eu vejo meu pai estudando até hoje. Eu vejo minha mãe estudando até hoje e meus irmãos estão estudando até hoje. E eu estudo até hoje. Então, a gente entende que o assunto, e cada vez a gente vai se aprofundando mais, aquilo gera mais curiosidade e é uma bola de neve, não tem como largar. Então, quem não gosta do assunto, não tem como se aprofundar mais, não tem como curtir a medicina. Então, às vezes eu nem sei qual que é meu trabalho, porque a medicina é quase que um hobby. Então, às vezes a gente fala assim, mas eu trabalho com o que eu gosto. Então, eu acredito que a escolha disso é importante e quem quer fazer medicina tem que estudar muito e tem que gostar muito. Não é tão simples, não é simplesmente fazer uma faculdade. Então, eu só vou pegar um gancho porque alguém aqui no chat estava falando que tem que abrir mesmo um monte de faculdade de medicina, mesmo para ter concorrência e para diminuir o preço, a que preço da saúde da população por conta da qualidade do ensino. Eu peguei uma geração de... A gente tem visto uma geração hoje de médicos que não sabem fazer diagnóstico, não sabem conversar com o paciente, coloca no computador e tem a informação lá e nem sabe interpretar a informação, não sabe interpretar exames, pega uma lista de exames, não serve para o que serve, qual o sentido do exame que está pedindo, mas é uma fórmula mágica de exames. Então, eu temo muito as próximas gerações, mas sim existem faculdades ainda boas e sim existem pessoas boas que vão se apaixonar, como a gente se apaixonou e vão poder crescer na medicina e essas pessoas vão se destacar. Então, só respondendo quem no chat colocou que deve abrir um monte de faculdade de medicina, talvez seja a solução, mas saiba que a gente vai ter que ter uma... Vamos ter que selecionar melhor os médicos, talvez ter um teste, certificar esses médicos melhor. Como a OB, né? Como a OB, mas não é o que a gente vive atualmente em meio a mais médicos em que o acaba liberando para pessoas que não têm uma revalidação do diploma. É muito perigoso isso. Eu só acho que é muito perigoso. A gente corre risco com a saúde e, na verdade, às vezes parece muito simples. Não, é só estilo de vida. Melhora é fazer exercícios, comer bem, dormir bem, não usar drogas, mas não é só isso. Existem doenças e aí no Brasil a gente tem doenças locais que são diferentes e que precisam de atenção. Pode continuar aí com a história dos filhos, pode falar um pouquinho. A gente já tem um bom tempo aqui de 49 minutos de live, então você pode falar rapidamente sobre as especialidades dos seus filhos e falar sobre as esposas. Então, o doutor Alexandre é cirurgião vascular. Ele fez doutorado na Universidade de São Paulo em cirurgia vascular e ele tem diversos títulos pela sociedade de cirurgia vascular. Ele fez... tem título de ecodople, de angiologia da própria cirurgia vascular. Tem de anjo radiologia. Ele adora um testezinho para ver se passa ou não. Eu acho que vale a pena complementar que ele ficou um ano... Um ano em Milão. O hospital são Rafael e isso também faz... Cirurgia vascular. Cirurgia vascular e cirurgia endovascular. E também uma curiosidade dos filhos e das noras, que é ele que começou, ele serviu aeronáutica, quando ele terminou a cirurgia geral e depois eu servi a aeronáutica quando eu me formei. O doutor Marcela também serviu aeronáutica. A doutora Flávia, que é o torrinho esposa do doutor Marcela, também serviu aeronáutica. E a doutora Lorena, que é minha esposa, também serviu aeronáutica. Todos em momentos diferentes e todos foram na mesma base, que foi o hospital de aeronáutica de São Paulo, que já não tem mais esse nome, que ele cresceu, virou um hospital um pouquinho maior. E acho que isso é um link bastante importante na história da nossa família. E aí, fala um pouquinho do doutor Marcela. Então, o doutor Marcela, ele fez a faculdade da USP de Ribeirão Preto, ele se formou lá, fez residência lá, depois fez o doutorado lá, passou 10 anos morando em Ribeirão. E conheceu a doutora Flávia lá, em Ribeirão, também estudou lá, na mesma época, e acabaram se casando. E eu não sei porquê que escolheu, você falou para qual a razão. Eu acho que o médico, os médicos acabam casando entre si, porque tem pouco tempo de ir para outros lugares. Essa foi uma pergunta só, é uma curiosidade, todo mundo pergunta aqui. Mas eu acho que é porque a vida social do médico, como o Fernando acabou de falar, ele confunde a medicina com o laser, e não tem tanto tempo para tantas outras possibilidades. Não, na verdade, eu acho que eu tenho uma resposta melhor. O tempo que a gente passa em alguns ambientes, isso favorece a gente conhecer pessoas para que a gente se relacione e forme uma família. O doutor Alexandre conheceu a doutora Juliana, a esposa dele, no período de residência. Então era um período que ficava muito intenso num hospital, e essa intensidade e momentos que acabam valorizando e ter um entendimento melhor naquelas experiências que estão vivendo. Então acaba se relacionando por conta disso, da mesma forma que a doutora Marís e o doutor Salvador se conheceram na faculdade, porque ficava muito tempo na faculdade. Então ela não tinha experiências em outros ambientes, não ia no clube, não ia na praia, não tinha outros ambientes, era somente, vive a faculdade, vive a residência. Então, da mesma forma, o doutor Marcelo conheceu a doutora Flávia na faculdade, porque vive a faculdade, é um período integral, e ainda mais em Ribeirão Preto, que era outra cidade, e morando em outra cidade também, acaba ficando longe da família, e tem a coincidência, ela tem a mesma vivência de estar morando fora da família, acaba se relacionando por conta disso. E eu, conheci a doutora Lorena na residência, eu conheci durante o... ela era a residente de clínica médica, eu de cirurgia, e a gente se conheceu no pronto, socorro praticamente. Então, basicamente, não é que médico acaba se relacionando mais com médica, porque a gente acaba vivendo, tendo as mesmas experiências, e a gente acaba tendo um entendimento, um com o outro melhor, mas poderia ser outras pessoas da área da saúde, seria muito mais fácil. Fora isso, teria que ter um relacionamento além dessa vivência de faculdade, de residência, para conhecer outras pessoas, que a gente às vezes vê nos nossos colegas, alguns têm outros relacionamentos de outras áreas, mas a grande maioria são colegas de trabalho, colegas de estudo. Então, tem muitos colegas que... tem muitos casais na minha turma, tem muitos casais até minha turma, e continuam sendo casais. Também tem um da minha? Os que se separaram... Não são os colegas? Não são os colegas, geralmente, essas pessoas externas acabam se separando, mas isso é só uma curiosidade, eu não tenho estatística nenhuma, estou dando um dado do meu ponto de vista. Pode falar um pouquinho mais sobre o... Doutor Fernando. Doutor Marcelo, você falou? Marcelo falei que... eu estava falando que ele fez a residência lá, em Ribeirão também, e depois fez o doutorado lá. Então ele passou 10 anos fora morando em Ribeirão. Agora, então, já falei das noras também, a esposa doutora Alexandre, a doutora Juliana, que ela é ginecologista e obstetra, a especialidade dela é reprodução assistida, o que, aliás, hoje em dia é muito importante, aliás, eu já tinha notado isso na época que eu fazia check-up, que chegava aquelas pacientes que eram executivas, e falavam assim para mim, doutora, eu não quero ter filho agora, eu quero primeiro concretizar minha carreira e vou ter filho mais tarde, então eu só preciso dar um jeito de garantir que eu vou ter saúde para daqui a alguns anos. E a reprodução assistida naquela época não era assim, não tinha todo esse conhecimento que hoje tem, e eu acho que isso é muito adequado para os nossos dias, porque é o que as pessoas muitas vezes acabam fazendo, aguardando um tempo maior para poder engravidar e ter filhos com maior estabilidade. Então isso é doutora Juliana, doutora Flávia, ela é otorrino, então ela estudou e fez residência lá também em Ribeirão Preto, e a doutora Lorena, você vai falar, né? Falo. Então, e você fala de você? Você quer que eu fale? Não, eu falo. Bom, então eu sou cirurgião plástico, eu fiz toda minha formação na Escola Polícia de Medicina, graduação, cirurgia geral, cirurgia plástica, fiz mestrado e não estou mais vinculado a nenhuma instituição, estou dedicando única exclusivamente aqui ao Instituto Amato. A doutora Lorena, ela fez graduação em Goiânia, Federal de Goiás, ela fez clínica médica na Universidade Federal de São Paulo, na Escola Polícia de Medicina, foi onde a gente se conheceu, e ela fez a residência de endocrinologia na USP, assim como o doutorado também dela que ela fez, ela fez na USP. E acho que é importante agora a gente falar um pouquinho a gente contou nossa história, contou nossa trajetória dos médicos, tiramos as curiosidades dos nossos inscritos e tem alguns temas que, como eu disse, o propósito desse podcast é trazer algumas informações e escolher a nossa história porque é uma curiosidade de todo mundo que está no canal, de onde surgiu esse canal do Instituto Amato. Então, basicamente, a gente faz, começou esse canal, já tem mais de cinco anos, a gente, na verdade, sempre trouxe informações úteis, então tem os livros que a gente escreve, a gente contribui alguns capítulos, mas eu não sou editor, mas vem essa história do doutor Irani de escrever muitos livros, então ele tinha muitos livros escritos. A doutora Marisa também tem, ela sempre gostou, mas ela também sempre escreveu muito mais para os pacientes. Então, esse livro de longevidade que ela escreveu agora, que aliás eu vou ver se eu coloco o link aqui embaixo, já coloquei o link, aliás está na descrição, quem quiser tem um link, dá para comprar um ebook. Um ebook. Mas esse livro já está na sexta geração e a ideia é trazer informações para a qualidade de vida, estilo de vida, e como a gente já trazia naquela época, como com livros, a gente começou a gravar alguns vídeos aqui para a própria educativa. A gente sempre gostou de trazer informações, a gente tem folders aqui na clínica, e esses folders são para os pacientes, é um conteúdo que a gente dá para o paciente, que a gente não quer nada em troca. Na verdade, as vezes são informações que a gente quer dar para os nossos pacientes, mas não tem problema. Outros pacientes terem essa informação. Então, a gente sempre fez a orientação, a gente tem nosso site, a gente sempre tem informações interessantes nos www.amato.com.br. Sempre a gente fez blogs, a gente sempre... Sempre atualizando também. Sempre temas atualizando de uma forma que o... que o interessado, o inscrito, o cliente, o paciente, tem aí as informações que precisam, informações de fontes confiáveis. Todos nós, também tem os nossos sites individuais, eu tenho o meu site, a doutora Lorena tem o dela, o doutor Marcelo tem o dele, o doutor Alexandre também tem o dele, voltados para as nossas especialidades, e a gente começou a gravar vídeos. Informativos. E na pandemia, a gente acabou gravando um pouquinho mais de vídeo, e isso teve uma repercussão. A gente continuou gravando, a gente vai continuar gravando, então quem tiver algum tema legal pode mandar para a gente, a gente vai tentar abordar. São muitos temas interessantes, então a gente sempre tenta explorar eles de uma forma diferente. Às vezes o mesmo tema, a gente tenta uma abordagem, uma perspectiva diferente. A gente aqui no Instituto Amato, a gente cresceu para um hospital dia, então a gente realiza cirurgias aqui, são cirurgias ambulatoriais, ou seja, o paciente não pode pernoitar, mas a gente tem feito muitas cirurgias aqui, e a gente tem um anfitiatro que a gente acabou de reformar, então a gente está fazendo essa gravação toda no anfitiatro. Esse é um teste que a gente está fazendo, esse é um episódio teste, então a gente quer fazer outros episódios, eu quero convidar outros médicos do Instituto, amigos que tem alguma informação interessante, parceiros, às vezes até alguma pessoa de outra área, não médico, fisioterapeuta, enfermeiro, ou às vezes mesmo até um administrador, alguém de marketing, mas sempre trazendo essa ideia de estilo de vida, bem-estar, qualidade de vida, que eu acredito que quem trata isso, quem cuida do bem-estar, já está tratando boa parte das doenças. E por isso que esse é um dos motivos de ter trazido a doutora Marisa, porque ela começou com isso, com esse preventivo lá em 94, de fazer check-ups e começou a escrever esse livro o estilo de vida, e que eu acho que faz todo sentido para ser o primeiro episódio. Hoje a gente teve algumas dificuldades, eu peço desculpa a todos, então as críticas vão ser muito bem-vindas, no começo da live a gente teve pessoas falando sobre o áudio, que não estava muito legal, a gente foi um ajuste fino, as câmeras aqui a gente teve uma travada por conta da internet, da onde a gente está, então vai ser uma preocupação na próxima live, mas a gente está tentando melhorar o conteúdo. Então a próxima live, provavelmente elas vão ser de segunda-feira, essas lives para o nosso público, e eu vou tentar trazer alguém do instituto, vou ver se o doutor Alexandre tem disponibilidade, o doutor Marcelo, a doutora Lorena, a doutora Juliana, sempre nesse modo de fazer perguntas sobre alguns temas da especialidade ou até perspectivas de algum assunto que pode ser interessante para a melhora da qualidade de vida, para a melhora e bem-estar da pessoa. Então é isso. Deixo a doutora Marisa fazer o encerramento dela, e aí a gente pode fazer o nosso encerramento. Quer mostrar a capa do livro aí? Sim. Ponto para lá. Eu quero... Esse aqui é o sexto livro dessa série Estilo de Vida, e eu sou fascinada por esse assunto por uma razão muito evidente para mim. Na cardiologia, a maior parte das doenças que matam podem ser controladas. A pessoa não precisa morrer naquela hora que morre. Ela pode ser postergada, não precisa morrer antes da hora, porque essas doenças são causadas pela aterosclerose, que é a formação de placas dentro das artérias, e que isso vai acontecendo gradativamente, insinuosamente, e de repente ela tem uma manifestação localizada que é, por exemplo, um AVC, um infarto ou um aneurisma. Então, a maioria dessas doenças, desses episódios, eles poderiam não acontecer naquele momento. A pessoa poderia aproveitar um pouco mais a vida, porque essas medidas preventivas que eu venho dizendo ao longo de todos esses anos, e alertando com aqueles gráficos do check-up virtual, são se identificadas. Cada um tem que se conhecer, tem que saber qual a sua situação de saúde. Porque a saúde não é só você estar bem num momento. A saúde não é você estar sem doença. A saúde é um complexo muito maior. Você está bem em todos os sentidos, e você não tem uma surpresa de repente. Vai correr numa pista e cai duro por algum motivo que nem sabia que tinha. Então, isso nos dias de hoje não tem razão para ser assim, porque os exames são tão específicos e também não acham que check-up seja entrar num laboratório e fazer indiscriminadamente tudo que tem de exame. Não. O check-up tem que ser uma coisa objetiva. Você tem que estar sabendo o que você está procurando, porque tem coisas que não adianta. Você não vai ficar escaneando uma pessoa todo mês para ver se tem uma célula de algum câncer que está começando a aparecer em algum local. Não é assim que funciona. As doenças que podem ser prevenidas, elas são definidas, e essas devem ser rastreadas. E o restante não adianta ficar pagando o exame caríssimo e que não vai levar em nada. Então, o check-up é uma coisa que tem que ser feita com bom senso, mas ela deve ser feita. Ela precisa ser feita. É extremamente importante que cada um conheça si mesmo para poder ter uma qualidade de vida e eu ponho aqui o segredo da longevidade. Não é isso. É para a pessoa não morrer antes da hora. Ela tem que saber e tem que fazer uma opção na vida, porque às vezes a pessoa fala, mas eu não gosto de fazer dieta e eu não gosto de fazer atividade física, tudo bem. Não gosta, mas a alternativa é bem pior. Então, é uma escolha que cada um tem que fazer, mas a pessoa tem que ter a consciência de que está fazendo uma escolha. Ninguém é obrigado a seguir as orientações dos médicos. Porém, é a consciência própria. Quero tomar essa atitude. Eu prefiro ficar comendo a quantidade que eu quero, quanto eu quero, ou eu vou me controlar um pouquinho mais para garantir uma qualidade de vida melhor no futuro. Então, esse livro dá até algumas técnicas de como você se motivar para se cuidar melhor. Eu acho que nós vamos ter a oportunidade de falar outra vez com esse canal aqui e gostaríamos que vocês fizessem sugestões, temas que vocês gostariam de ver. Fernando está aberto aqui para receber tudo isso e muito obrigada pela atenção. Então, é isso. Estamos finalizando nosso primeiro episódio de podcast com muitas dificuldades técnicas aqui, mas que a gente vai melhorando para os próximos vídeos, para os próximos episódios. Todas as críticas são bem-vindas. Gostaria de agradecer a todo mundo que assistiu ou viu. Quem possa ter interesse, quem acho que conhece alguém pode ter interesse e, pela nossa história, pode compartilhar, mas acho que talvez esse não seja um dos principais temas. Eu acredito que a gente tenha alguns temas bem interessantes que muitas pessoas aqui vão poder compartilhar e talvez a gente possa ajudar alguém no futuro. Então, é isso. Eu agradeço a todos e muito obrigado.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.