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Dismorfismo Corporal: A Doença Silenciosa

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Dismorfismo Corporal: A Doença Silenciosa

O transtorno dismórfico corporal é uma condição psiquiátrica caracterizada por um sofrimento exagerado com um ou mais defeitos percebidos na aparência, os quais

Perguntas respondidas neste vídeo

Porque é um colega que eu conheço desde a minha formação, bem formado, que sabe, e a gente tem que ter um cuidado de estar sempre formando os bons profissionais, por quê?

Porque a gente está diante de um transtorno psiquiátrico, um transtorno psicológico que o tratamento não é cirurgia, é tratamento, pode ter duas coisas. E o que a gente vê é muito as duas coisas, e esse é o pior paciente, o paciente que você precisa identificar essa demanda que ela tem para um tratamento que vai solucionar algo que a gente não consegue solucionar, mas a gente tem uma cirurgia para proporcionar para ela, e aqui o resultado que a gente entrega não atinge a necessidade dela.

Transcrição completa do vídeo

O transtorno de esmórfio corporal, ele muito mais do que a questão da autoestima, ou seja, o cuidado que você tem que ter com você, para você tentar melhorar aspectos que podem ser melhorados, tentar parecer o mais belo do ponto de vista estético, etc. Ele leva um sofrimento exagerado numa característica que para as outras pessoas, para quem está olhando, ou seja, para quem vê externamente, não vê aquele defeito que a pessoa considera como um grande defeito na vida dos outros, ou seja, existe um incômodo muito grande com a autopercepção da imagem corporal, que não corresponde a um dado objetivo do que as pessoas de fato estão vendo. Então, a gente fala muito isso, onde ficou muito famoso, por exemplo, na anorexia nervosa, que depois a gente pode entrar nela, que aquela pessoa muitas vezes está magra, desnutrida, com em MC muito baixo, aquele índice de massa corporal muito baixo, para desespero dos familiares todos, e a pessoa está se vendo gorda, ou seja, ela olha lá, tem gordura aqui, tem gordura ali, tem aqui, e ninguém consegue ver isso, ou seja, existe uma desvinculação entre o que é objetivo, que é real, que eu estou vendo, e como a pessoa se vê no espelho. E aí a gente vai entrar nesse caso, às vezes são pequenos detalhes estéticos, que para qualquer pessoa, no caso, dessa moça, uma moça muito bonita, que você olha, você não vê em perfeição nenhuma, mas por uma busca de um padrão estético, que muitas vezes é dela, nem é dos outros, ela acaba se submetendo a procedimentos que podem ser ou não desnecessários. Então, existe um sofrimento com uma imagem da própria pessoa perante ela, ou seja, uma desvinculação do que ela vê no espelho, e do que, de fato, ela está sentindo, que leva a um sofrimento. E aí a gente vai se estender aqui, tem que existir um sofrimento, uma procura por tratamentos desnecessários, um pensamento repetitivo sobre o tema, que eu tenho certeza, que o Fernando aqui, como cirurgião plástico, várias vezes vai pegar pacientes que ele vai falar o seguinte, olha, você não precisa dessa cirurgia você, eu não estou vendo isso que você está me falando, e vai lidar, por quê? Porque é um colega que eu conheço desde a minha formação, bem formado, que sabe, e a gente tem que ter um cuidado de estar sempre formando os bons profissionais, por quê? Porque a gente está diante de um transtorno psiquiátrico, um transtorno psicológico que o tratamento não é cirurgia, é tratamento, pode ter duas coisas. E o que a gente vê é muito as duas coisas, e esse é o pior paciente, o paciente que você precisa identificar essa demanda que ela tem para um tratamento que vai solucionar algo que a gente não consegue solucionar, mas a gente tem uma cirurgia para proporcionar para ela, e aqui o resultado que a gente entrega não atinge a necessidade dela. Então, por isso que eu sempre acho importante trabalhar um alinhamento do que a paciente, que é o que ela espera de resultado para ver se o que eu estou propondo de tratamento atinge aquele resultado, se a gente consegue atingir aquilo. E muitas vezes a paciente tem a indicação cirúrgica, mas se a gente não identifica antes essa demanda e não encaminha para um profissional, a gente vai causar um problema muito maior, porque ela vai ficar numa busca incansável de tratamentos e cirurgias e nunca vai atingir, só vai ganhar cicatrizes. E muitas vezes é uma paciente que em inúmeras cirurgias pode ter uma complicação e cada vez mais irreversível.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.