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Como Prevenir Quedas e Proteger a Qualidade de Vida dos IDOSOS | AmatoCast Ep 62

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Como Prevenir Quedas e Proteger a Qualidade de Vida dos IDOSOS | AmatoCast Ep 62

A queda em idosos é um evento comum, porém grave, sendo uma das principais causas de morte nessa população. Conforme o envelhecimento, alterações naturais como

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

O que a gente pode dizer que justifica esse tipo de episódio, principalmente nessa idade a gente viu aqui, que conforme as pessoas vão ficando mais velhas, isso acaba se tornando mais comum?

Exatamente, Letícia, é isso mesmo. E o outro dado interessante é que a queda é a quinta ou sexta causa de morte no Brasil. Então, a gente tem as doenças cardiovasculares, as pulmonares, as oncológicas, depois demência e diabetes e depois da queda.

Por que isso acontece?

Então, quando os idosos têm, quando uma pessoa é jovem, tem uma queda, a pessoa, às vezes, fica com alguma lesão, uma coisa se recupera.

Mas por que que nos idosos pode levar a morte?

Porque, às vezes, a queda é um evento grave. Ela causa um evento grave. Então, ela pode levar uma fratura de fêmur, ou fraturas de quadril.

não seria nem consequência a palavra certa, né?

O indicativo, acho que é a melhor forma da gente explicar, que isso pode indicar uma possível doença mais grave, por exemplo. Às vezes, não é uma simples consequência da idade ali. Às vezes, é algo que já está se mostrando dessa forma, a instabilidade, enfim, na tontura que está tendo no idoso.

Vomitô teve diarreia desidratasô, desidratô, teve uma queda de pressão e desmaiou, né?

Ou ele está com uma pneumonia, teve febre desidratô e desmaiou. Ou tomou um medicamento inapropriado, às vezes de auto-medicação, um relaxante muscular, um anti-alérgico e deu muita solulência e desmaiou.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um, a Matocache, pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve e qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais para falar sobre a medicina da ginecologia estética e regenerativa e antes sobre lipedema e nutrição. Hoje nós recebemos novamente um convidado especial, dessa vez o médico geriatra, Dr. Marcos Morilo, para falar sobre quedas e seu impacto na saúde. Já vou aproveitar e apresentar o nosso especialista de hoje, o Dr. Marcos Galan Morilo, é mestre pela Universidade Federal de São Paulo, especialista em geriatria pela sociedade brasileira de geriatria e gerontologia e especialista em clínica médica pela sociedade brasileira de clínica médica. É autor de diversos capítulos de livro nas áreas de geriatria e clínica médica, é co-autor do livro manual do médico generalista na Era do Conhecimento e já apresentou diversos trabalhos em congresso de clínica médica e geriatria. Mais uma vez, bem-vindo, Dr. Marcos. Eu que agradeço, Letícia, e ao Instituto Amato pelo convite. A gente sempre fala que é um tema que sempre traz dúvidas, que as pessoas já mandam sugestões e esse tema tenho certeza que as pessoas vão gostar e muito. Antes da gente começar a gravação, a gente estava citando inclusive dois casos recentes de pessoas muito famosas, conhecidas, que tiveram quedas e teve uma repercussão por conta disso, Dr. Marcos. Exatamente. O ano passado, há pouco tempo, o cantor Agnaldo Raimundo caiu em casa e faleceu de corrente de queda. A causa do evento que levou a morte foi queda. E o presidente também sofreu uma queda, teve que ser internado na UTI e posteriormente submetido a uma cirurgia para drenaagem de uma hematoma subdural, ou seja, duas pessoas importantes que sofreram quedas e o que teve grande repercussão ano passado. A gente já pode adiantar, não lembra se o senhor se recorda, que sempre no início do nosso episódio a gente faz um spoiler, o que a gente vai poder citar aqui de mais interessante. Então a gente já pode adiantar para quem se interessou por esse assunto, que queda, apesar de ser muito comum, acontece que também nunca se acabou acidentando de uma forma assim, às vezes até jovem, ou às vezes um pouco mais velho, mas que isso não é considerado normal quando acontece, principalmente, com uma certa frequência nos idosos. Sim, existem as quedas acidentais que são mais comuns para os pacientes jovens e as quedas recorrentes que são mais comuns para os pacientes idosos. Então conforme a gente envelhece, o risco de quedas aumenta muito. Interessante. Então a gente vai falar sobre tudo que envolve essa questão das quedas, como prevenir, enfim, tem um tema bastante amplo, apesar de parecer que não tem bastante coisa para falar sobre isso, alguns dados também que a gente trouxe. E antes, para quem já acompanha o AmatoCast sabe que agora a gente tem uma novidade, que é um patrocínio aqui para o canal do laboratório Origem, que é especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco de Origem é qualidade de vida e prevenção. Bom, então agora, doutor, a gente vai de fato para o nosso assunto aqui do episódio de hoje. Eu trouxe um dado para a gente já iniciar falando sobre, até acaba chamando a atenção da importância de falar de fato sobre isso, porque olha só, um dado da Organização Mundial da Saúde, que mostra o dado mais recente, que mostra que cerca de 28 a 35% das pessoas com 65 anos, ou mais caem a cada ano. E na faixa etária acima dos 70 anos, esse número sobe para 32 a 42%. Então, doutor, o que está por trás dessas quedas? O que a gente pode dizer que justifica esse tipo de episódio, principalmente nessa idade a gente viu aqui, que conforme as pessoas vão ficando mais velhas, isso acaba se tornando mais comum? Exatamente, Letícia, é isso mesmo. E o outro dado interessante é que a queda é a quinta ou sexta causa de morte no Brasil. Então, a gente tem as doenças cardiovasculares, as pulmonares, as oncológicas, depois demência e diabetes e depois da queda. Então, e quanto mais idosa a pessoa fica, maior o risco de queda. Então, respondendo à tua pergunta agora, o fato de envelhecer causa algumas repercussões próprias do envelhecimento que favorecem a queda. Vou aceitar algumas delas. Alterações visuais. Então, quando a gente vai envelhecendo, a gente perde a visão de profundidade, pode escorregar em escadas. Quando a gente envelhece, a gente perde a capacidade, demora a acomodação do claro para o escuro. Então, o paciente idoso, quando acorda à noite, às vezes para ir ao banheiro, tem aquela urgência miccional, ele não faz aquela acomodação para poder enxergar se tem alguma coisa no escuro e acaba tropeçando. A fragilidade dos membros inferiores. Conforme a gente envelhece, a marcha vai ficando mais lenta, o idoso perde o balanço corporal. Existe uma outra coisa importante, que é a perna do reflexo podal. Então, quando a gente caminha, a gente levanta o pé. Quando a gente envelhece, normalmente vai perdendo essa capacidade e o idoso passa a arrastar o pé. Então, qualquer tapetinho dobrado que para um jovem não é nada, para o idoso, às vezes, é o que provoca a queda. A pontinha do box, um degrauzinho. Então, tem situações do envelhecimento normal, que a gente chama de cenecência, que é o envelhecimento sem doença, que podem favorecer quedas. E aí também, a gente vai falar mais para frente, as doenças que surgem com envelhecimento e que pioram o risco de queda. E, doutor, essa questão da morte, que costuma acontecer, que o senhor diz que é a quarta causa mais comum. Sexta. Sexta, desculpa. Sexta, sétima. Por que isso acontece? Então, quando os idosos têm, quando uma pessoa é jovem, tem uma queda, a pessoa, às vezes, fica com alguma lesão, uma coisa se recupera. Mas por que que nos idosos pode levar a morte? Porque, às vezes, a queda é um evento grave. Ela causa um evento grave. Então, ela pode levar uma fratura de fêmur, ou fraturas de quadril. A gente sabe que um terço dos pacientes que sofrem uma fratura de fêmur, falecem no primeiro ano de vida, em decorrência da imobilidade. Isso pode acontecer nas primeiras semanas após a fratura, por infecções respiratórias, por embolia pulmonar, ou mais para frente, nos meses seguintes. Outra situação que ocorre após uma queda grave são os traumatismos crânioencefálicos. Aí vem um exemplo das duas pessoas famosas que eu citei. As quedas também podem levar a eventos leves, como lacerações, cortes, hematomas, mas ela leva a morte por eventos graves. E essas situações podem ser evitadas de inúmeras formas, que a gente consegue até excitar, vai falar mais para frente. Exatamente. As situações podem ser evitadas. A reabilitação pode demorar meses, mas a prevenção pode demorar minutos. Então, prevenção em quedas é importantíssimo. E vale a pena a gente destacar também. A gente vai se aprofundar nisso que a gente está citando, mas às vezes acaba afetando um lado emocional também dos idosos, quando ocorre um episódio como esse. Eles ficam inseguros, eu imagino, para às vezes retomar alguma atividade que antes era comum. Ficam com vergonha também daquilo que aconteceu. Exatamente. As vezes, pela queda, o paciente passa a ter um medo de cair, que se chama basofobia. É um medo de cair de novo. E ele passa a evitar as situações. O idoso começa a não sair mais, ele fica numa prisão invisível, que é o próprio domicílio. E isso vai gerando mais inatividade, diminuição da força muscular, e a saúde física vai entrando numa espiral descendente. Isso é uma coisa que tem que ser revertida. O paciente tem que ser ajudado, através de reabilitação psicológica, fisioterápica, orientação médica, para poder adquirir confiança e voltar a se movimentar adequadamente. Qualquer tipo de queda merece atenção nesse sentido, doutor, de levar às vezes um familiar, é mais próximo, sabe ou não, mas para quando sabe dessa situação que aconteceu, sempre o recomendado é já buscar um especialista nesse sentido. Essa é uma ótima pergunta. Quando um profissional de saúde atende um paciente, principalmente os idosos, ele tem que perguntar sobre queda, ele tem que inquirir sobre queda, porque, em geral, o idoso não fala e não fala para o familiar. Então, ele tem que perguntar se o paciente caiu ou tem caído nos últimos meses, e, a partir daí, faz uma intervenção e um planejamento para reverter essa situação. E tem um ponto interessante, que é a definição de queda para os profissionais de saúde. Então, para os profissionais de saúde, queda é qualquer desequilíbrio involuntário com o plano inferior. Então, por exemplo, o idoso levanta e ele senta na cadeira de novo, ele levanta e cai no sofá ou na cama, do ponto de vista científico isso é uma queda, porque ele não queria cair para trás. A gente costuma falar o mais tradicional, as pessoas imaginam que a queda é no chão, que, em geral, é o evento que provoca maiores problemas. Mas, do ponto de vista de diagnóstico e de intervenção para a prevenção de queda, a gente tem que perguntar se o outro se desequilibra e cai. Muitas pessoas falam, eu levanto do sofá e sento no sofá, papai levanta na cama e cai na cama de novo. Ele está com uma instabilidade, com desequilíbrio, isso tem que alertar que aquele é um doente que vai precisar de uma intervenção. Às vezes, acaba depois levando uma situação mais grave, porque numa dessa também... Ele cai no chão e tem uma queda grave. Doutor, e uma coisa que eu queria destacar também te perguntar é das consequências no sentido de... não seria nem consequência a palavra certa, né? O indicativo, acho que é a melhor forma da gente explicar, que isso pode indicar uma possível doença mais grave, por exemplo. Às vezes, não é uma simples consequência da idade ali. Às vezes, é algo que já está se mostrando dessa forma, a instabilidade, enfim, na tontura que está tendo no idoso. Exatamente. Também uma ótima pergunta. Às vezes, a queda é um evento agudo. O que é isso? O idoso foi passear na praia, foi lá para o Guarujá e pegou uma infecção gastrointestinal. Vomitô teve diarreia desidratasô, desidratô, teve uma queda de pressão e desmaiou, né? Ou ele está com uma pneumonia, teve febre desidratô e desmaiou. Ou tomou um medicamento inapropriado, às vezes de auto-medicação, um relaxante muscular, um anti-alérgico e deu muita solulência e desmaiou. Então, às vezes, a queda pode ser o primeiro sinal de um evento agudo, como uma infecção que está acontecendo. Na maioria das vezes, a queda tem a ver com uma situação de recorrente, uma síndrome geriátrica que tem a ver com uma fragilidade do paciente, né? E a gente... Acho que vamos desenvolver as causas, né? As causas principais. Exato. Entre sexo feminino e masculino, homem e mulher, a gente pode falar que mulher cai mais, menos do que homem, ou isso é igual? Sexo feminino é um marcador de risco de queda. As mulheres caem mais, em parte porque as mulheres vivem mais. Então, existem mais idosos do que idosos. Idosos, né? Mais mulheres idosas do que idosos. Então, as mulheres têm maior risco de queda, assim. É mais comum em mulheres. Já aproveito também para quem não acompanhou o nosso outro episódio. A gente falou bastante sobre isso, né? Sobre como que a mulher se diferencia do homem nessa questão da longevidade. E a gente também vai ter um próximo episódio com a doutora Marisa Mato, cardiologista, para falar sobre a longevidade da mulher. As mulheres vivem no mundo todo, geral, sete anos a mais do que os homens. Olha só, que a gente até citou, né? Que eu não sei se você ficava feliz ou preocupada por vocês no último episódio. Bom, então, acho que agora a gente já pode começar a entrar um pouco nessas causas, né? E as consequências de maneira mais específica, causas mais pontuais, o que normalmente pode estar ligado a essas causas. Como que costuma acontecer o diagnóstico, doutor? É uma conversa na clínica mesmo, precisa ser feito alguns exames. Como que é o seu direcionamento, por exemplo? Então, a gente falou daqueles fatores próprios do envelhecimento, mas existem algumas doenças que levam ao risco do paciente ter quedas recorrentes, né? E doenças que são muito comuns na geriatria. E a gente chama até de síndrome geriátrica, porque, em geral, a queda no idoso é multifatorial. Quais são as situações mais comuns? A perda de força muscular, que leva a sarcopenia, dois terços da nossa massa muscular está nos membros inferiores, lúteos, coxa e pernas. E o idoso, no envelhecimento, ocorre uma liposubstituição, a massa muscular é substituída por gordura. Então, a perda de massa muscular, o uso de muitos medicamentos, o idoso, em geral, tem uma poliformassa, ele toma mais de cinco medicamentos, esses medicamentos também propiciam desequilíbrio, uso de psicofármacos, principalmente os calmantes, os benzodiazepínicos, os dias epínicos, eles favorecem queda, as demências, os pacientes que têm demências, têm o maior risco de queda. Outra situação comum no idoso são as doenças neurológicas do movimento, como Parkinson ou sequela de Derrames. Os déficits visuais, as doenças visuais que levam a cegueira, também favorecem queda. Então, são situações frequentes do idoso, em geral, o idoso tem uma ou duas delas, e ele passa a ser um paciente com mais chance de desequilibrar e cair. A gente tinha uma outra coisa. Porque eu queria citar da pressão arterial que está na lista aqui, costuma acontecer essa diferença nos idosos, costuma ser, às vezes, alterações mais pontuais, mais graves, digamos assim, do que nos mais jovens. Isso, o idoso tem uma capacidade menor de se adaptar à hipotensão. Então, quando a pressão cai, seja por uma medicação excessiva, seja por desidratação, o idoso se desequilibra pela hipovolemia cerebral. Falta um fluxo cerebral sanguíneo adequado, por segundos, o jovem tem a capacidade de se sofrer isso, de se equilibrar rapidamente o idoso não, e aí ele cai. E até que ponto a gente pode considerar normal essa diferença de pressão arterial, doutor, no sentido tanto de pressão mais alta e mais baixa nos idosos. Em geral, falando agora da hipertensão, os valores de corte, os valores para controle de hipertensão em idosos e adultos jovens é o mesmo, tá? Só que quando a gente medica um paciente de idoso e hipertensão, a gente deve fazer isso com mais cautela e um monitoramento melhor. Porque se a dose da medicação for excessiva e o idoso estiver em potência, isso aumenta o risco de queda. Um exemplo melhor do que a hipertensão é a diabetes. A gente tolera níveis hiperglicêmicos, a gente tolera uma glicemia acima do desejável no idoso, coisa que a gente não faz com adulto jovem. Por quê? Porque se o idoso tiver uma hipoglicemia medicamentosa, a gente trata diabetes e medica demais. O idoso tem uma queda da taxa de açúcar, isso pode ser um evento catastrófico que é a queda. O paciente jovem, se tiver uma hipoglicemia, ele vai rapidamente comer alguma coisa melhora. Então a diabetes é um exemplo melhor ainda do que a hipertensão com relação a controlar demais ou não. No paciente idoso a gente tem sempre controlar a doença, mas a gente tem que um pouco mais devagar. Sim. E está aí também, às vezes, o idoso nem sabe que tem uma situação como essa e que a gente estava dizendo de outros problemas que às vezes estão escondidos, estão camuflados por aquela queda ou instabilidade que a pessoa acha que é algo pontual. Mas eu acho que respondendo melhor à tua pergunta inicial, o que o profissional de saúde tem que fazer numa consulta médica, em geral o cardiologista, o fisioterapeuta, o enfermeiro, ele tem que inquirir se o paciente cai ou não. Depois disso, ele tem que entender se ocorreu uma queda com perda de consciência ou com preservação de consciência. Quando é uma perda de consciência, a gente chama de síncope. O senhor caiu e desmaiou, perdeu a consciência? Sim, eu caí e perdi a consciência. Existe um grupo de doenças associadas com isso. Não, ele não, eu caí, mas eu não perdi a consciência. Eu fiquei acordado. E esse geral tem a ver com escorregar, tropeçar, com alguma coisa não tão grave. Uma doença não tão grave que levou à queda. A gente, em geral, precisa da informação do paciente, do familiar, do cuidador, do profissional. E a gente vai perguntar, você perdeu a consciência. O que você sentiu antes de perder a consciência? Eu tive uma batedeira. Ou não, não senti nada, desliguei e apaguei. Então sempre teve uma batedeira, senti um coração disparado. Provavelmente teve uma arritmia cardíaca, um ataque à arritmia. Não senti nada e desliguei e apaguei. Ele teve uma brade à arritmia. Provavelmente ele teve uma parada cardíaca transitória, uns batimentos muito baixos. Eu tive uma forte dor de cabeça e depois desmaiei. Provavelmente é uma doença neurológica. Então quando ocorre a síncope, a perda de consciência, é mais grave. Muitas vezes o paciente precisa ser encaminhado ao produtor couro para ver se ele não está infartando, se ele não está tendo uma arritmia ou se ele não está tendo um AVC. Quando ele, quando ocorre sem a perda de consciência, a gente vai tentar entender o que aconteceu. Se tropeçou, sentiu, falciaram as pernas, tomou algum remédio diferente. A gente disse, ah, ontem eu tomei um calmante porque eu não estava dormindo e estou com uma alergia e tomei lá um antialérgico dos antigos que dá sono. E aí fiquei tonto e caí. Ah, deixei de tomar um remédio para labirintite e caí. Então a gente define nesses dois grandes grupos, com síncope, sem síncope. Isso é importante. E é fundamental ter um bom diagnóstico sobre a causa da queda, ou as causas da queda. Então, com um bom diagnóstico, o paciente caiu por esse motivo. Aí você propõe as intervenções. E, doutor, o que costuma acontecer, aquilo que a gente estava falando do pé, que às vezes o idoso começa a rastelar o pé, começa a ter essa dificuldade, digamos assim, de locomoção, aparece sinalista que eu fiz, eu sempre deixo uma pesquisa prévia dos assuntos. Joannette, por exemplo, é muito comum, idoso, e isso pode estar relacionado também, pode ser uma das causas dasquelas. Exatamente. Um dos fatores predisponentes para cair, né? A Joannette, ela é uma artrose, daquele canto lá do a face interna do pé, né? A gente tem as artroses do joelho, as artroses do quadril, mas as artroses do pé, a Joannette é o termo popular dessa artrose conhecida, ela dificulta que o paciente dobre a ponta do pé para ter uma pisada mais adequada. Então, ele começa a arrastar os pés. E quando o idoso arrasta os pés, ele não consegue passar por alguns obstáculos que estão na frente dele. Como a gente falou, do tapetinho dobrado, né? Ou da fronha, da cama que está excessiva. E o idoso vai passar pelo quarto e raspa o pé na fronha e tropeça. E essa dificuldade de locomoção, digamos assim, é muito igual, você tem, né? É muito comum a gente ver pessoas da família, pessoas próximas, que já começam a ter uma idade mais avançada, perceber nesse tipo de situação. Até que ponto isso é considerado normal? A gente pode considerar normal aquela andada mais devagar, com dificuldade, ou não. Isso precisa de tratamento. Quando a gente envelhece, a gente vai tendo uma massa, quase parque soniana, que é essa de arrastar os pés, não balançar os braços, né? E o paciente perde a capacidade de se equilibrar rapidamente. Aqueles reflexos que o jovem tem quando vai tropeçar o idoso não tem mais, né? Os reflexos são mais lentos. Então isso favorece o aumento aí do risco de quedas. Então isso tem que ser identificado na consulta. E aí tem algumas medidas que a gente tem que propor. Medidas que são para tratar causas do organismo, aumentar a força muscular, reduzir os medicamentos, melhorar a visão. Então, por exemplo, operar catarata, restaurar a visão de um paciente é uma coisa muito importante. Às vezes, para ele não ter uma queda, uma fratura de fêmur, que vai ser um evento catastrófico na qualidade de vida daquele idoso. Então a queda, só para enfatizar, ela pode ser um evento que causa uma catástrofe na vida do paciente. Ele é funcional, ele é idoso, mas ele funciona bem. Ele dirige cuida da casa, visita os netos. Ele tem autonomia e independência. E de repente ele sofre uma queda, fica acamado, não anda mais. 50% dos pacientes vão ter dores crônicas mesmo, sobrevivendo à queda. Então a gente tem que tratar essas causas corporais e depois também sempre, quando a gente vai envelhecendo, cuidar da casa segura. A gente pode falar que são os fatores ambientais. Então a gente divide dois grandes grupos, os fatores intrínsecos que são próprios do organismo e os fatores extrínsecos que são os fatores ambientais. Sim, que acaba facilitando uma situação como essa. E a queda então, a lesão de fêmur é considerada a mais perigosa para os idosos? É a mais frequente e aqui traz mais complicações perigosas. Fratura de fêmur. A fratura de quadril também. O quadril fica logo em cima do fêmur. Mas também não dá para desprezar os traumatismos crânioencefálicos. Bater a cabeça e ter uma hemorragia cerebral é uma coisa muito grave. Sim, com certeza. Esses números de alerta, para a quantidade de idosos que sofrem quedas, que acaba chamando a atenção quando a gente vê principalmente, quando a idade vai ficando ainda mais avançada pode estar relacionada com a questão do aumento da quantidade de idosos e se eu estou falando de cenário porque agora a gente sabe que a população acaba vivendo mais. Então é por isso que o número aumenta ou tem alguma outra causa que o senhor consegue perceber em sua consultora? Ótima pergunta. A idade envelhecer é uma variável incontrolável que aumenta o risco de queda. O que significa isso? Quando a idade vai ser maior e quando ele tiver 85 ele vai ter maior ainda. Então quanto mais velho a gente fica mais chance a gente tem de se desequilibrar. Então como a população mundial tem envelhecido mais então os mais longevos caem mais. Então diante de um paciente de 80 anos a gente tem que se preocupar bastante qualquer, mesmo que o paciente não relate. Contou com menos com um paciente de 65. Exatamente. E você vai no hospital hoje existe vários protocolos para evitar queda. Então prognóstico de boa qualidade hospitalar ou parâmetro de boa qualidade hospitalar não prognóstico é prevenção de queda. Sim. E logo no consultório, quando o paciente sofre uma queda, por exemplo, o senhor já consegue identificar qual tipo de complicação que ele vai ter desde as mais leves até as mais graves ou isso é com o tempo dependendo da recuperação de cada pessoa. Na consulta a gente identifica se ele teve uma consequência naquele momento. Então se ele teve uma fratura dá para avaliar se ele teve uma fratura ou não de fêmur e outras fraturas menores com auxílio de métodos de imagem, radiografia, tomografia etc. Mas às vezes o paciente não teve uma queda com consequências graves. Foi uma queda sem consequências graves. São cortes, uma laceração hematoma mas aquilo é um sinal de que ele pode ter outra queda. Então naquele momento que a gente tem que intervir de forma efetiva para evitar esse evento catastrófico. Então ver se a casa do paciente é segura me conta um pouco como é que é seu ambiente domiciliar vamos falar da casa segura. Como é que está a tua força muscular? Tem feito musculação tem feito exercícios de equilíbrio como é que estão os medicamentos como é que está a sua visão Então se o paciente não teve uma queda com consequências graves é um bom momento para evitar que ela venha ocorrer nas próximas semanas ou meses. E quando acontece essa situação que a gente até situa que as vezes o idoso fica com aquele medo de fazer uma, às vezes costumava ir ao mercado sozinho acontece uma coisa no caminho e começa a ter aquele medo, a vergonha que a gente estava dizendo de contar para a família, de pedir ajuda esse medo acaba prejudicando até facilitando um outro episódio às vezes mais grave, porque as vezes a pessoa é muito solta para fazer as coisas. Aí acontece a tropéia, acontece alguma coisa fica com aquele medo. O medo prejudica nesse sentido? Prejudica E aí a gente tem um desafio que é assim, a gente tem que convencer o idoso, que ele tem que ser ateloso mas que ele não pode ter medo então as vezes tem idosos que são muito ativos mas sobem banquinho, sobem escadas ficam acessando armários altos para pegar coisas, enquanto é de pé exatamente você fala olha que bacana que ser ativo mas não sobe banquinho pede para alguém subir no banquinho ah vovô, não vai limpar a calha do telhado, entendeu? ou você que tem que limpar a calha do telhado então a gente tem que fazer com que o idoso seja cauteloso e se ele caiu a gente tem que tentar reverter essa situação de medo falar para o paciente olha vai passear em lugares em que o piso é liso vai passear no shopping vai na academia uma coisa que a gente não falou até agora mas que a gente vai falar provavelmente vamos ver o calçado que esse idoso está usando o calçado é muito importante me antecipando então vamos falar de calçados os chinelinhos que são confortáveis as pantufas eles não dão equilíbrio ao pé eles favorecem as quedas então a gente tem que estimular o idoso ou usar um sapato confortável mas fixo, que prende na frente e atrás isso traz segurança da pisada porque às vezes até para os jovens essa situação do medo que a gente estava dizendo agora às vezes acontece um acidente com a gente mesmo e toda vez que a gente vai fazer aquele mesmo movimento, vai passar pelo mesmo lugar já fica com medo de fazer aquilo e às vezes aquele que você já vai com medo isso acontece alguma coisa aquela tensão no momento faz ser algo ainda mais grave do que quando você tem coragem de realmente enfrentar ali aquela situação exatamente, é um quadro quase de um estresse pós-traumático a gente sofreu um trauma e a gente ficou sofre uma ansiedade com relação ao quilo isso tem que ser revertido nos idosos tem que ser revertido e estimulado estimulada a cautela e a atenção nos movimentos é a qualidade de vida que a gente estava dizendo que até no outro episódio a gente falou não adianta também falar de viver por muito mais tempo sem qualidade de vida tem que viver mais tempo com qualidade de vida que leva a essa situação exatamente e repercussão econômica acho que é importante a gente dizer também porque claro que não são todos os idosos que tem cuidadores por exemplo, não são todas as famílias que tem disponibilidade financeira pra isso mas a gente sabe que quando tem diminui esse tipo de situação e tudo mais depois de uma queda esse problema aumenta aumenta exatamente falando um pouco de cuidadores eu acho isso importante porque nós gostamos disso todos os idosos têm cuidadores é que às vezes o cuidador familiar e não é o cuidador profissional então a maioria dos idosos tem o cuidador que é o cojo é o filho, é a filha então o cuidador familiar ele é um cuidador algumas famílias têm o cuidador profissional que intercala com o cuidador familiar então o idoso que tem alguma dependência tem o cuidador mesmo que seja um familiar falando de custos as quedas têm custos de bilhões no mundo o custo da consequência de queda é muito mais alto e o custo pra prevenção é muito mais baixo então existe o custo da hospitalização do diagnóstico de todo o tratamento depois tem todo o custo da reabilitação então reabilitar custa muito mais caro do que prevenir então depois que o idoso sofre uma queda reabilitar fazer a cirurgia, fazer a fisioterapia acompanhar as consequências as relações clínicas é muito mais caro do que passar em consulta, tirar coisas da casa que possam levar a queda então os custos de queda mundiais são da ordem de bilhões e no serviço público por exemplo esse cuidado de gireiatria de prevenção pode acontecer também ou não é tão comum pode e deve deve acontecer nas unidades básicas de saúde então o médico de família necessariamente o gireatra é treinado pra abordar queda com o paciente idoso fazer isso que a gente conversou a pouco o senhor cai perguntar pro filho ou filho seu pai cai, como ele cai, o que acontece quais são os remédios que ele tá tomando tá tomando os remédios adequados ele faz alguma atividade física então isso na saúde pública é abordado na ordem de saúde e pelo médico da família acaba sendo um desafio um atendimento particular porque a gente tava falando de custo, as vezes os idosos já tomam muito remédios algo que acaba prejudicando nesse sentido de planejamento mesmo econômico pra poder pagar uma consulta particular mas não é um impeditivo pra pessoa ter essa forma de prevenção exatamente se não conseguir resolver na saúde pública tiver condições, tentar resolver na saúde privada e qualquer idade isso fica à vontade qualquer idade mais ideal no sentido de começar a se preocupar com esse tipo de situação até procurar um médico giriado porque às vezes a gente fala, idoso é considerado oficialmente pelo menos nas minhas reportagens eu sempre cito que eu também trabalho na missora a gente considera idoso na textos jornalísticos a partir de 60 anos mas pessoas com 60 anos são muito jovens às vezes nem parece que tem 60 anos eu falei em casa, por exemplo, a minha avó tem 75 e parece super jovem faz tudo, é super ativa, nunca teve problema pra nada, graças a Deus mas enfim, 60 anos às vezes pode parecer até um insulto pra quem tem idade mas eu já tenho que, tem esse preconceito de médico giriatra tem esse preconceito e a prevenção de quedas ela começa na quinta meca da vida a gente tem que velecer ativamente cuidando da saúde muscular fazendo musculação, exercícios resistidos que fortaleçam a nossa massa muscular porque a gente vai perder na velhice e fazer a prevenção das doenças evitar as doenças que vão dar complicações na velhice as fraturas, elas são mais graves dos pacientes que têm osteoporose e a osteoporose é uma doença principalmente das mulheres que tem que ser pesquisada e tratada às vezes logo depois da menopausa e mas a giriatrica de forma mais padronizada pela idade, começa a partir dos 60 anos já começa a ter esse cuidado e a fisioterapia e a enfermagem também acabam ajudando nesse sentido o fisioterapeuta é um profissional fundamental pra diagnóstico e pra reabilitação do paciente que sofreu quedas pra aplicação existem alguns testes, isso é interessante existe alguns testes que a gente aplica nos pacientes idosos pra saber se a gente tá diante de um idoso que tem risco maior ou menor de tequeda tem um bem simples que eu vou comentar aqui que é o time-up and goal test é um teste que o fisioterapeuta é uma avaliação e uma estratificação existem outros testes mais sofisticados, mais testes pra serem aplicados no consultório que auxiliam muito os fisioterapeutas conhecem bastante esses testes são testes que avaliam o equilíbrio e quando acontece um problema seguido do outro, por exemplo o idoso tem uma queda às vezes não tão grave depois tem uma queda de novo e se acontece uma mesma lesão ali no mesmo lugar e isso piora também muito, muito porque apesar as vezes da cirurgia ser bem feita, né? fraturou o fêmur fez uma boa cirurgia ortopédica as complicações são as complicações clínicas da imobilidade então aquele idoso teve uma fratura de fêmur fez o pós-operatório imediato na UTI, depois foi pro quarto mas ele tá caminhando e aí ele tose menos respira com mais dificuldade e aí juntam as secretões no pulmão e ele acaba tendo uma infecção pulmonar, uma pneumonia é ele se mobiliza menos e também aumenta o risco da trombose venosa de membros inferiores a trombose pode favorecer a embolia né? então as complicações clínicas em geral são as que levam a morte a causa foi a queda que levou a uma fratura, que levou a imobilidade mas o que aquele paciente, ao final, às vezes vai falecer de uma infecção respiratória tá, uma coisa que às vezes... **Transcrição Corrigida (Bloco 30/37):**

tratada com uma primeira linha de antibiótico que depois volta a reinfectar e depois vai a proteína vai precisar de ventilação assistida e vai falecer de uma infecção mas tudo começou com o caíro e fica que pode parecer não ter nem relação nenhuma mas tem relação total inclusive o médico quando vai prechar a testada de óbito de um paciente que falece de uma pneumonia na UTI, depois de vários tratamentos, se a causa foi a queda ele tem que ser estar isso no testado de óbito como fator inicial tá, a gente falou bastante no outro episódio também, mas acho que vale a pena a gente falar do termo de novo, os fatores intrínsecos e extrínsecos eu nunca tinha escutado falar esse termo antes da gente falar mas na pesquisa agora desse assunto veio de novo nos dois termos então, doutor, qual que é a diferença pra ficar bem claro e qual que pode ser considerado mais grave tem essa diferença, por exemplo, algo que foi do corpo ali da pessoa ou algo do ambiente eu já entendi que é essa diferença mas é no sentido de gravidade mesmo do problema de atenção da família o que é considerado mais grave do ponto vista vou tentar explicar esses termos são termos assim técnicos mas a gente chama de fatores causais fatoços que causam associados com quedas causais ou associados extrínsecos são de externos são aqueles que estão externos ao organismo que tem a ver com o ambiente iluminação causamento então, todas aquelas coisas que podem ser modificadas intrínsecos são do próprio indivíduo do organismo são as doenças então, quais são os extrínsecos mais importantes os mais importantes que favorecem quedas vou falar rapidamente as doenças neurológicas paroxismo, sequela de AVC uso excessivo de medicamentos uso de calmantes dores importantes dos membros inferiores por artrose, joanete artrose de quadril paciente se movimenta com dificuldade suspensão ou uso inadequado de medicamentos de auto-prescrição esses são fatores intrínsecos fatores extrínsecos são aqueles que tem escada piso que escorrega muito coisas no chão, mesinha baixa locais escuros então, a combinação de alguém que tem muitos fatores intrínseco um organismo, em geral, idoso com um ambiente externo adverso, essa combinação é fatal porque uma queda ocorra então, a intervenção é cuidar das duas coisas cuidar do ambiente, que é uma coisa relativamente fácil e vamos cuidar das doenças é um pouco mais complexo mas também tem que ser feito a gente começa a entrar já na prevenção que também, como a gente citou acaba sendo muito mais fácil mais barato e também não só falando da questão de dinheiro mesmo financeira, mas também pela qualidade de vida daquela pessoa ninguém quer ver um familiar passando por uma situação dessa uma cirurgia tem um gancho para falar da famosa Casa Segura que, às vezes, intervenções de minutos são muito melhores do que todo o custo de uma reabilitação de uma queda então, vamos falar, por exemplo, do banheiro como é que tem que ser um banheiro de uma casa segura tem que ter barras no box barras pro idoso se apoiar porque, às vezes, o idoso vai tomar banho de pé, ele se desequilibra mas, se tiver a barra, ele segura e não cai e, às vezes, o idoso precisa daquela barra e, do lado da pia também tem que ter alguma barra barras fixas às vezes tem barras móveis é muito fácil adaptar a casa não é difícil o vaso sanitário, ele tem que ser um vaso com uma altura em que o idoso não precisa ficar muito agachado tem que ser uma altura que ele fica sentado se apoiar e levanta facilmente então, isso falando do banheiro dos corredores, não tem que ter tapete solto o tapete solto o tapete dobra e o paciente escorrega naquela dobra se existem tapetes, tem que estar presos no chão não pode ter móveis sem mesinha em trajetos, assim, que o idoso faz da casa os pisos de preferência tem que ser antiderrapantes no banheiro, no box colocar pisos antiderrapantes tiras antiderrapantes tapetinho antiderrapante no quarto entre o trajeto da cama e o banheiro, tem que ter alguma luz indireta porque os idosos acordam muito para orinar a noite muitas vezes tem continência urinária e tem uma coisa que é a urgência mictal, a urgência incontinência ele acorda e tem que ir rápido no banheiro e se o ambiente é escuro fica mais difícil, se tem alguma luz indireta ele enxerga melhor mas a gente também sempre recomenda que o idoso que tem urgência mictal, que ele use alguma eco, calcinha com absorvente para não se sentir tão inseguro poder levantar mais com mais atenção com mais lentidão para ir ao banheiro outra coisa importante são netos os brinquedos ficam espalhados pela casa então as vezes o idoso tropeça nos brinquedos uma outra situação que é delicada, são os pétis pétis são maravilhosos os pétis fazem muitos pétis tem um inglês, cachorro gato não, gato é mais esperto mas o cachorro que faz muito bem para o idoso, companhia é importantíssimo em vários aspectos as vezes aquele pétio o idoso pode tropeçar o pétio é, o cachorro passa rápido exatamente, vai desviar isso também exige mais cautela do idoso então a casa tem que ser adaptada com coisas simples como essas que eu falei por exemplo, o interruptor de luz ele tem que estar no início do ambiente então ele entra no quarto e já bate o interruptor de luz acende não tem que estar no meio do quarto exatamente e entra na questão também do que anda tanto da casa, agora também com que anda com a pessoa, que no sentido o sapato, é alguma facilidade o sapato ideal para idoso tipo tênis, confortável o sapato de vacil de velcro, sem cordão e com uma sola antiderrapante esse é o sapato ideal para idoso antigamente os pacientes idosos não usavam eles tinham não tem algum medicamento que faça menos mal para aquele paciente tentar escolher o medicamento mais apropriado para o idoso outra coisa são esses processos dos bens de asepílicos os calmantes, os invisuores de sono que em geral o paciente usa a noite e acorda a noite para urinar e aí cai a noite porque tem uma somatória de fatores em geral os medicamentos estão ligados a alguma causa específica aquela questão intrínseca que a gente estava falando exatamente as vezes o calmante é bem indicado mas será que aquele paciente precisa ele precisa daquela dose tão alta será que já não dá para parar será que não dá para substituir por um antidepressivo que também vai tratar o remédio da família dos antidepressivos que tratam sintomas de ansiedade e não tem aquela sedação excessiva então uma das coisas que o geriatra mais faz é reavaliar a medicação que o paciente toma e adequar sem retirar o que não deve ser retirado doutor, é importante também a gente sempre cita mitos e verdades que são os que estão sendo mais comentados trend topics que a gente fala da de todas as redes sociais a gente faz um levantamento, então eu separei alguns aqui que as pessoas mais procuram relacionados a quedas em idosos então o primeiro, as quedas são uma parte inevitável do envelhecimento é uma mentira as quedas são evitáveis e desde que ocorram orientação mas elas são inevitáveis não são inevitáveis elas são frequentes quando o paciente fica muito idoso mas a gente tem que fazer tudo para que ela seja evitável até o final da vida a gente disse logo no início, não pode ser considerado normal exatamente, enfatizando porque às vezes a queda fácil com que a vida decline muito a qualidade de vida do paciente piora muito após uma queda apenas os idosos frágeis caem é mentira os idosos frágeis caem mais são mais suscetíveis a queda quedas mais idosos ativos, imprudentes também caem não há muito o que se possa fazer para prevenir quedas uma grande mentira existem várias coisas para ser feitas para prevenir quedas somente idosos sofrem de queda? não paciente jovem sofrem quedas também mas aí são quedas únicas principalmente na construção o maior número de quedas ocorre na construção eu estava vendo um dado que fez o levantamento que fala que o corpo de bombeiros revelou que era de um estado específico que em maio de 2019 cinco pessoas com até 30 anos caíram e precisaram de atendimento do socorrista então para um local específico é bastante comparado com o mesmo mês do ano anterior que foi em 2018, eram quatro acidentes e a gente já viu em muitas pessoas jovens até famosas que caíram de se acidentar e levou alguma consequência mais grave idosos saudáveis estão livres de riscos de queda? mentira, eles têm risco de queda menor do que muito menos do que os idosos frágeis, mas eles têm risco de quedas pelo envelhecimento normal a marcha, os reflexos. Mesmo idoso saudável com 80 anos, ele tem a piora dessas condições visuais e reflexos, então ele tem um risco maior de queda comparando com ele mesmo com 60 anos. Então o que a gente faz muito na diretria é falar o senhor, comparando o senhor mesmo com 60 anos, o senhor se sente uma associativa a queda assim, nossa com 60 anos eu tinha reflexos que eu não tenho hoje, é isso né? E doutor essa degeneração já aproveitando gancho, essa degeneração pode, não sei se é o termo correto de usar de forma gradual, muito menta ou pode acontecer de uma hora pra outra aquele idoso tá muito bem um ano o envelhecimento, a degeneração própria do envelhecimento que a gente chama cenecência ela é gradual então a gente vai, a nossa visão vai piorando gradualmente, as nossas cartilagens vão piorando gradualmente a gente vai perdendo o músculo gradualmente desde a quinta década de vida, quinta, sexta, sétima e tava década de vida quando ela é de forma acelerada em geral tem alguma doença associada tá? ou o paciente tá diabético, ou o paciente teve um, tá com alguma doença hematológica, quando é acelerada, fala opa não é normal ter alguma doença junto, é exatamente quedas estão apenas ligadas ao equilíbrio? eu diria que sim, porque o termo equilíbrio é muito amplo né então no idoso a queda a gente chama de síndrome geriátrica porque ela tem vários fatores então o idoso quando cai ele se desequilibra, então ele se desequilibra um pouco por causa de um medicamento junto com aquilo labirinto dele a capacidade de se manter instável, pelo labirinto não é a mesma, a força muscular dos membros inferiores não é a mesma, então ela é multifatorial, ele se desequilibra e aí cai exercícios regulares de fortalecimento e equilíbrio podem reduzir significativamente o risco de quedas isso é o mais importante se tivesse que deixar uma mensagem final exercícios de fortalecimento muscular e de equilíbrio são mais importantes, quais são os exercícios de fortalecimento muscular? são aqueles exercícios que a gente chama resistidos o melhor é a musculação o mais efetivo, mas o pilates também funciona bem, principalmente pra acertar glúteos, a natação mesmo que não tenha impacto mas se o paciente faz lá com nadadeiras é um exercício que fortalece a musculatura e equilíbrio, tem yoga, taixi shuan, caminhar o mesmo na academia, o personal ou fisioterapeuta podem fazer exercícios para treino de equilíbrio então fortalecimento, a gente fala pro idoso fortalecimento muscular de membros inferiores principalmente e treino de equilíbrio está, esteira também acaba sendo uma boa opção? se o paciente tem uma boa coordenação, a esteira é uma opção. Uma boa coordenação motora para se ligar, acelerar, acaba sendo mais fácil. O sentido financeiro exatamente, exatamente alguém tem que acompanhar. Percebeu que o idoso tem manejar bem a esteira, a esteira está ótima ou se não caminhar em lugares em que o piso seja na rua, no shopping, só a caminhada seria suficiente. Tem que unir de fato com musculação. A caminhada não é um exercício que melhora a força muscular de forma efetiva. Caminhar é bom para o equilíbrio, então caminhar é bom para o equilíbrio. Outros exercícios para o equilíbrio geral, isso é feito com o profissional. É pedir para o idoso ficar na ponta dos pés, se apoiando na parede, apoiando na parede, ficar só em um pé, balançar as pernas, ficar apoiado na parede e levantar os braços. Então existe uma série de exercícios para o equilíbrio e os que a gente já conhece, e os exercícios para o fortalecimento muscular que são mais conhecidos. Se pegar uma série até na internet, alguém da família colocar ali para o idoso copiar já ajuda. É ótima ideia. Ajuste simples no ambiente doméstico, como remover tapetes soltos, instalar barras de apoio e garantir uma boa iluminação, podem prevenir muitas quedas. Certíssimo, são coisas simples, básicas que levam minutos e que podem fazer uma diferença enorme. A revisão regular de medicamentos com o profissional de saúde pode identificar e ajustar medicamentos que aumentam o risco de quedas. É fundamental. Tem que rever as medicações do idoso e mudar ou suspender as que elas são deletérias. Muito importante isso aí também. Vou aproveitar então, agora foi um papo muito esclarecedor. Inclusive a gente achou que não ia ter tanta coisa para falar e no final acaba faltando o tempo. E a dúvida é: quiser fazer um acompanhamento com você, por onde que pode te encontrar? Pelo Instagram, pelas mídias aí do Instituto Amato. O senhor atende principalmente aqui no Instituto Mórilo, exatamente. Há muitos anos a gente vai deixar os links para quem quiser algum acesso, quiser enviar alguma dúvida aqui para o Dr. Marcos Morilla, nosso médico geriatra que participou aqui hoje e também quem ficou com alguma dúvida específica desse assunto ou quer que a gente traga novamente o Dr. Marcos para que a gente monte um próximo roteiro isso aí, obrigado Letícia, obrigado o senhor, muito obrigada pela participação e também agradeço a você que está acompanhando por sempre está aqui nos acompanhando nos episódios relacionados à qualidade de vida que a gente fala, que é sempre um mix de assuntos que não é só algo específico relacionado à medicina de fato, mas a gente tenta unir tudo isso para que todas as dúvidas sejam esclarecidas para quem ficou com alguma dúvida específica sobre esse tema o caminho aqui como eu falei pode acompanhar as redes sociais do Dr. Marcos Morilla e também pode curtir, comentar e compartilhar que ajuda muito aqui no nosso amato cash

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