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Como Saber se Tenho Melasma?

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Como Saber se Tenho Melasma?

O melasma é uma condição cutânea crônica caracterizada por manchas acastanhadas, principalmente no rosto. Sua causa exata é desconhecida, mas fatores associados

Perguntas respondidas neste vídeo

Então, o melasma, muitas pessoas acho que já ouviram falar, né?

É aquela condição de pele onde a gente apresenta algumas manchas escurecidas, umas manchas acastanhadas, em geral no rosto, mas que podem acontecer em outras áreas do corpo também, apesar de menos comum.

Transcrição completa do vídeo

Olá, eu sou a Dra. Luciana, sua médica dermatologista do Instituto Amato e hoje eu vou conversar um pouco com vocês sobre o melasma. Então, o melasma, muitas pessoas acho que já ouviram falar, né? É aquela condição de pele onde a gente apresenta algumas manchas escurecidas, umas manchas acastanhadas, em geral no rosto, mas que podem acontecer em outras áreas do corpo também, apesar de menos comum. E a gente não sabe exatamente qual a causa do melasma, mas a gente sabe que existem alguns fatores associados à formação desse tipo de mancha. Então, o principal fator associado seria a exposição à luz. E aí a gente fala em luz, não só a luz solar, mas a luz visível também, que seria a luz de telas, as luzes artificiais de dentro de casa. Todas essas luzes podem disparar à pigmentação da pele e formação de manchas. Outra coisa que também está associada à formação do melasma seria a influência hormonal. E a gente percebe isso quando a gente vê que a prevalência do melasma em mulheres é muito maior do que em homens. E muitas vezes esse tipo de mancha surge durante a gestação, que é um momento de influência hormonal importante, ou após o uso de algum tipo de anticoncepcional hormonal. Outra coisa que também está associada seria, logicamente, uma predisposição individual, então, uma predisposição genética. E isso a gente consegue perceber porque nem todo mundo que está exposto à luz ou que está sob influência hormonal vai desenvolver esse tipo de mancha. Então, a gente precisa ter uma predisposição individual para que ela aconteça. Outro fator que também está associado ao surgimento ou a piora das manchas seria a exposição ao calor. Então, pessoas que estão expostas ou por motivos ocupacionais ou por motivos de dia a dia mesmo, há altas temperaturas, então, por exemplo, cozinheiros ou outras ocupações semelhantes, também podem ter uma maior predisposição à formação de melasma. E o que é importante a gente entender é que o melasma é uma condição crônica. Ou seja, uma vez que você tem o melasma, que você desenvolve esse tipo de mancha, por mais que você faça o tratamento e que a gente fique com uma condição subclínica de lesões, ou seja, manchas não aparentes, então as manchas não estão visíveis, você sempre vai ter essa predisposição. Então, se você tiver um descuido na prevenção de manchas ou até num tratamento de manutenção, você pode voltar até as manchas. Então, se de repente você se expõe novamente ao sol ou você tem algum momento de influência hormonal importante, essas manchas podem voltar. Então, é muito importante a gente sempre ter um tratamento de manutenção e principalmente uma prevenção dessas manchas ainda, que a gente não tenha nenhuma lesão, nenhuma mancha visível naquele momento. E o tratamento do melasma, ele, na verdade, se baseia em quatro principais pilares. Então, o primeiro e mais importante deles seria a proteção à luz. Então, é muito importante a gente usar o filtro solar, não só quando a gente está exposto ao sol, mas mesmo dentro de casa, exatamente por essa questão das luzes artificiais e luzes de telas, também poderem disparar as manchas do melasma. Não adianta a gente só fazer os tratamentos para mancha e não prevenir que novas manchas aconteçam ou que manchas antigas piorem. Esse é o principal pilar que a gente tem no tratamento do melasma. O segundo seria, então, o tratamento tópico, que são os cremes clareadores da pele. Essa parte do tratamento é muito importante a gente ter uma avaliação do dermatologista, porque ele é muito individualizado. Então, nem todas as pessoas que têm melasma vão usar os mesmos tipos de cremes. Isso depende muito do tipo de melasma, do tipo de mancha, do tipo de pele de cada paciente. Então, é muito importante essa avaliação do dermatologista. O terceiro pilar seria, então, uma fase mais nova do tratamento, que a gente sabe o menos tempo da ação de alguns medicamentos oral. Então, tem algumas medicações que eles tanto previnem, quanto ajudam a clarear as manchas e a gente toma. Então, são medicações por via oral. E o último pilar do tratamento seriam os procedimentos dermatológicos. Muitas vezes, a gente precisa associar procedimentos dermatológicos para ter um controle ou uma melhora da mancha mais importante. Muitas vezes, o melasma é uma condição de difícil tratamento e a gente precisa lançar mão desses procedimentos dermatológicos para poder ter um melhor resultado. E agora, eu queria falar quatro dicas de ouro para o tratamento do melasma, que eu acho que é muito interessante a gente usar no nosso dia a dia, porque faz muita diferença para o controle das manchas. Então, a primeira e principal delas seria, sem dúvida, o uso do protetor solar, mas o protetor com cor. Então, aquele protetor solar que tem uma camada de cor de base, ele é essencial no tratamento do melasma. Por quê? Porque só essa camada de base vai fazer a proteção da luz visível. Então, só o protetor normal, sem a cor de base, ele não vai proteger as manchas da luz visível. Então, a gente precisa daquela camada de base para ter uma melhor proteção e prevenção das manchas do melasma. A segunda dica que eu considero a mais importante, porque é um dos maiores erros no tratamento do melasma que a gente vê, seria a proteção da luz não só na área da mancha. Então, o que a gente percebe é que muitas pessoas, por exemplo, tem manchas no rosto, acabam protegendo o rosto, o local da mancha. Então, passam protetor solar, usam proteções físicas como chapéus, às vezes até roupas. Então, na praia, coloca uma toalha no rosto, protegem muito bem a área do melasma, mas ficam expostas ao sol, à luz, nas outras áreas do corpo. Então, por exemplo, toma um sol no corpo. E o que a gente sabe é que o melasma tem uma ativação sistêmica. Então, a pigmentação da região da mancha vai ser ativada ainda que a luz não esteja diretamente nela. Então, se você tomar sol no corpo, você pode ter uma piora da mancha do rosto, ainda que o rosto esteja protegido. Então, é muito importante a gente proteger da luz em qualquer área do corpo que esteja exposta. A terceira dica seria a proteção do calor. Então, como a gente viu, o calor também pode gerar uma piora dessas manchas. Então, a gente precisa proteger do calor. Então, o que eu sempre oriento, porque muitas pessoas acabam indo pra praia, sabem que tem melasma, sabem dessa necessidade de proteção da luz, acabam ficando na sombra, mas ficam sob altas temperaturas durante longos períodos. E isso também pode piorar o melasma. Então, o que eu sempre oriento é, de repente, levar uma garrafinha de água com um borrifador, eventualmente ir borrifando essa água na pele pra refrescar, diminuir um pouquinho essa temperatura, e isso ajuda a prevenir a piora das manchas. E a quarta e última dica, que eu acho muito importante também, seria o cuidado com os tipos de procedimentos dermatológicos para o tratamento do melasma. Então, em geral, as pessoas que têm melasma acabam ficando muito ansiosas para tratar essas manchas, é uma condição que gera um desconforto estético muito importante, e acabam fazendo procedimentos dermatológicos um pouco agressivos, achando que com isso vão ter melhores resultados. E na verdade, no melasma é o oposto. A gente não pode fazer procedimentos muito agressivos, porque isso, essa agressão intensa à pele, vai gerar um processo inflamatório que pode gerar um efeito reverso, ou seja, um rebote, uma piora das manchas. Então, a gente precisa ter paciência, associar para procedimentos dermatológicos adequados, e de uma forma mais suave, menos agressiva, para não ter esse efeito rebote e essa piora do melasma. Espero que vocês tenham gostado do vídeo. Se ficou alguma dúvida, deixem aqui nos comentários. Não se esqueçam de se inscrever no canal. E até o próximo vídeo.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.