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Quando Se Preocupar Com Varizes: A Resposta Honesta de Um Cirurgião Vascular

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Quando Se Preocupar Com Varizes: A Resposta Honesta de Um Cirurgião Vascular

# Quando Se Preocupar Com Varizes: O Que Um Cirurgião Vascular Observa O Dr. Amato, cirurgião vascular, explica como diferenciar varizes comuns de casos que ex

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Perguntas respondidas neste vídeo

Pacientes me perguntam muito, doutor, qualquer veia nova pode indicar câncer?

Não. A resposta é não. E eu vou explicar.

O que diferencia?

O que existe é um mecanismo fisiológico real. Quando algo bloqueia uma veia profunda, uma trombose, uma compressão anatômica ou em casos menos frequentes, um tumor. O sangue procura rotas alternativas.

O que pode causar essa obstrução?

Trombose venosa profunda. Compressão por uma estrutura anatômica alterada, como na síndrome de Mayurner, que é a compressão da artéria ilíaca direita, comprimindo a veia ilíaca esquerda, ou, em casos menos frequentes, compressão de uma massa tumoral pélvica ou abdominal.

Então, como avaliar?

Tira uma foto hoje. Se daqui a duas semanas a veia estiver visivelmente maior, esse sinal tá presente. O próximo passo clínico é um [música] ultrassom dole venoso com a avaliação do sistema profundo.

Então, como avaliar?

São veias azuladas, grossas, dilatadas, visíveis na barriga ou na virilha que você nunca tinha visto antes. Não é questão estética, é sinal clínico. Nesse caso, o próximo passo clínico é tomografia ou ressonância abdominal para avaliar as estruturas comprimidas.

Transcrição completa do vídeo

Dr.
Amato aqui como cirurgião vascular, opero e investigo casos de varizes todos os dias e aprendi a diferenciar muito rápido que é benigno do que precisa de investigação urgente.
Se uma varizes apareceu de repente na sua perna em poucas semanas do nada, esse vídeo é para você.
Nesse vídeo eu vou te mostrar os cinco sinais que separam uma varizes comum de algo que precisa ser investigado a fundo, incluindo um sinal que pode indicar câncer oculto e que os próprios pacientes ignoram durante meses.
No fim, você vai saber exatamente quando investigar, quando agir rápido e quando pode ficar tranquilo.
A maioria das varizes é benigna, então é genética, gravidez, estilo de vida, sem segredo.
Mas existe um conjunto de cinco sinais específicos que me fazem pausar, chamar o paciente de volta e pedir exames que vão muito além de um dopler simples.
Mês passado, uma paciente de 54 anos chegou no consultório visivelmente preocupada: "Doutor, essa veia varicosa apareceu em duas semanas.
Minha mãe nunca teve varizes, eu nunca tive nada.
Isso pode ser grave?" Eu fiz os exames, o que descobrimos mudou completamente o curso do tratamento dela.
O que ela me levou a investigar mais fundo foram exatamente esses cinco sinais.
Você vai aprender a reconhecê-los agora.
Um contexto rápido para tudo fazer sentido.
Varizes são veias dilatadas e tortuosas visíveis sobre a pele, geralmente azuladas ou roxas, mais comuns nas pernas.
Dentro de cada veia existem válvulas venosas.
Essas válvulas perdem a eficiência.
O sangue não retorna direito ao coração, ele começa a acumular, a veia dilata aos poucos e aí aparece as varizes.
Na maioria dos [música] casos, esse processo leva meses ou anos.
Você percebe na foto de dois anos atrás e não no espelho comparando com a semana passada.
Os fatores clássicos de risco são bem conhecidos.
predisposição genética, gestação repetida, sobrepeso, trabalho prolongado em pé ou sentado na mesma posição.
Agora, e quando a veia varicosa aparece do nada em poucas semanas, sem nenhum desses fatores, aí o raciocínio clínico muda completamente.
Uma coisa importante antes dos sinais, a grande maioria das varizes não tem relação com câncer.
Eu preciso ser bem claro nisso.
Pacientes me perguntam muito, doutor, qualquer veia nova pode indicar câncer? Não.
A resposta é não.
E eu vou explicar.
Exatamente.
O que diferencia? O que existe é um mecanismo fisiológico real.
Quando algo bloqueia uma veia profunda, uma trombose, uma compressão anatômica ou em casos menos frequentes, um tumor.
O sangue procura rotas alternativas.
Essas rotas são as veias superficiais que dilatam e ficam visíveis.
O que parece veia varicosa nova pode ser, na verdade, circulação colateral de emergência.
O seu corpo não mente.
Se uma veia bloqueada empurra o sangue para uma rota alternativa, você vê o resultado na superfície da pele.
E a questão é saber ler esse sinal.
Então, sinal número um, o aparecimento súbito em poucas semanas, não em meses.
O primeiro sinal é a velocidade.
Uma veia varicosa por insuficiência venosa crônica tem progressão lentas semanas, meses, anos.
Uma veia que surge visivelmente mais grossa em duas a quatro semanas, que você consegue observar crescendo, segue uma lógica diferente.
Esse ritmo é compatível com formação de circulação colateral.
E o mecanismo é quando uma veia profunda é obstruída por trombose ou uma compressão externa, o sangue encontra uma alternativa pelas veias superficiais vizinhas.
Essas veias não foram feitas para um volume extra.
Elas dilatam rápido, por isso a veia parece surgir do nada em poucos dias.
O que pode causar essa obstrução? Trombose venosa profunda.
Compressão por uma estrutura anatômica alterada, como na síndrome de Mayurner, que é a compressão da artéria ilíaca direita, comprimindo a veia ilíaca esquerda, ou, em casos menos frequentes, compressão de uma massa tumoral pélvica ou abdominal.
Então, como avaliar? Tira uma foto hoje.
Se daqui a duas semanas a veia estiver visivelmente maior, esse sinal tá presente.
O próximo passo clínico é um [música] ultrassom dole venoso com a avaliação do sistema profundo.
Segundo sinal, localização fora do padrão, no abdômen, na virilha, no flanco, aparecendo varizes onde não era para aparecer.
O é o local.
Então o segundo sinal é o local onde a veia aparece.
Então varizes por insuficiência venosa crônica tem localização característica.
Panturrilha, parte de trás do joelho, parte interna da coxa, são os territórios das veias safenas.
[música] Veias dilatadas no abdômen, virilha, flanco, região lateral entre a costela e quadril, saem completamente desse padrão.
Não são varizes comuns, são circulação colateral de territórios venosos diferentes.
[música] e o mecanismo, a compressão ou a obstrução da veia cava inferior das veias renais ou das veias ilíacas, redirecionando o fluxo para rotas superficiais do abdômen, alternativas, rotas no flanco, tumores abdominais renais, adrenais ou pancreáticos [música] também podem causar esse padrão.
Então, como avaliar? São veias azuladas, grossas, dilatadas, visíveis na barriga ou na virilha que você nunca tinha visto antes.
Não é questão estética, é sinal clínico.
Nesse caso, o próximo passo clínico é tomografia ou ressonância abdominal para avaliar as estruturas comprimidas.
Terceiro sinal é o inchaço assimétrico em apenas uma perna.
Então, [música] assimetria, a insuficiência venosa crônica costuma ser bilateral, então pode causar inchaço leve nas duas pernas no final do dia, que melhora com a perna elevada e com o repouso à noite.
O inchaço numa perna só, que não melhora com repouso, com dor ou com sensação de peso e calor local, tem uma lista de causas diferentes.
Então, o mecanismo central aqui [música] é a síndrome de troussa.
Tumores malignos liberam substâncias procoagulantes que deixam o sangue muito mais propenso a formar trombos.
A trombose venosa profunda, que resulta disso, obstrui a drenagem da perna.
O sangue desvia pelas veias superficiais que dilatam, a perna incha.
E a literatura vascular documenta que pessoas com câncer ativo têm risco de trombose de quatro a sete vezes maior do que a população geral.
Em quem desenvolve trombose sem causa aparente, a tromboseidiopática há evidência de que cerca de 5%, em alguns estudos até 10%, recebem o diagnóstico de neoplasia, ou seja, câncer no ano seguinte.
Esse percentual varia conforme a idade e o protocolo de investigação e é mais alto depois dos 50 anos.
Então, como que você avalia isso? Messa a circunferência da panturrilha nas duas pernas, 10 cm abaixo da tuberosidade da da tíbia.
Diferença acima de 3 cm entre uma perna e outra junto com dor é critério clínico estabelecido pra suspeita de trombose venosa profunda.
Está nos critérios de wells usados no mundo todo.
Então o próximo passo clínico nesse caso é pronto socorro.
Se o inchaço surgiu em horas, dupler urgente, ultrassom urgente e se surgiu em poucos dias.
Quarto sinal, alteração na cor da pele.
Então, a cor, uma veia varicosa simples por insuficiência venosa, não muda a cor da pele ao redor.
A veia fica visível, mas a pele permanece normal.
Quando a cor muda, o mecanismo por trás é diferente e mais preocupante.
Pele com tom roxo escuro associada à dor indica comprometimento do retorno venoso e com possível trombose aguda com pressão alta no sistema superficial.
Pele avermelhada com calor local indica processo inflamatório ativo, então, tromboflebite superficial ou quando há uma porta de entrada uma infecção bacteriana secundária.
Então, pele pálida com queda de temperatura indica comprometimento do fluxo arterial.
É um mecanismo diferente das varizes, mas que pode coexistir em quem tem doença vascular mais complexa.
Então, como que você avalia? Compara as duas pernas com boa iluminação, fotografa.
Qualquer alteração de cor junto com os outros sintomas é dado clínico, não estético.
E o próximo passo clínico, avaliação médica para classificar o padrão de alteração.
O quinto sinal, ausência de fatores de risco clássico.
Esse quinto sinal é talvez o mais subestimado.
Você não tem o histórico familiar de varizes, não está com sobrepeso, não passa horas na mesma posição, não teve gestação, tem menos de 45 anos e mesmo assim veio a grossa nova que apareceu do nada.
Isso se chama varizes idiopáticas, sem causa aparente pelos fatores clássicos.
É exatamente nesses casos que a investigação precisa buscar causas secundárias, como compressão anatômica por massa, síndrome de May Turner, neoplasia oculta, gerando um estado prócoagulante no corpo todo.
Como que você pode avaliar isso? Se você se encaixa nesse perfil, a resposta é normal, todo mundo tem um pouco? Não basta.
O próximo passo clínico é pedir uma investigação mais completa com o duple venoso e dependendo do quadro, tomografia ou exames de coagulação.
Então vamos para um teste rápido.
Cinco perguntas, uma para cada sinal.
Responda sim ou não.
Para cada sim vale um ponto.
Pega papel, caneta, conta nos dedos ou escreve lá no nos comentários.
Primeira [música] pergunta: sua veia varicosa apareceu visivelmente em menos de um mês? Pergunta dois: A veia surgiu fora do lugar comum, no abdômen, na virilha, no flanco, nas costas? Pergunta três, você tem inchaço em apenas uma perna? Pergunta quatro, a pele ao redor mudou de cor? Roxo escuro, vermelho com calor ou pálida e fria? Pergunta cinco.
Você não tem nenhum fator de risco clássico sem histórico familiar, sem sobrepeso, [música] sem gravidez, sem passar horas na na mesma posição? Agora somos pontos zero a um ponto, faixa verde.
Quadro provavelmente compatível com uma veia varicosa comum.
Mantenha o acompanhamento com o cirurgião vascular preventivo e tá tudo bem.
Dois a três pontos.
Faixa amarela, atenção, consulta com cirurgião vascular e um ultrassom venoso.
Não é emergência, mas não a dia.
É a faixa onde cai a maioria das pessoas que têm alguma preocupação real.
E é justamente aqui que [música] investigar cedo faz diferença.
Quatro a cinco pontos, faixa vermelha.
Investigação necessária ainda essa semana pode precisar de tomografia ou ressonância, dependendo [música] do quadro clínico completo.
Então, comenta aqui embaixo quantos pontos você fez.
Eu leio os comentários e [música] quero ver onde que a maioria de vocês está caindo.
Agora, calma que tem três situações que mudam a conversa completamente.
Esses não são sinais de marque uma consulta, são sinais de pronto socorro.
Agora, dor intensa súbita numa perna que não melhora com a mudança de posição, nem com repouso.
Pode ser trombose aguda com oclusão importante.
Falta de ar ou dor no peito junto com o inchaço numa perna.
Esse conjunto levanta a suspeita de embolia pulmonar, um trombo que migrou da perna pros pulmões.
É emergência com risco de vida.
E febre alta, vermelhidão, que se alastra rápido, perna quente endurecida.
pode ser tromboflebite séptica, uma infecção bacteriana grave no sistema venoso.
Esses são três quadros que exigem a avaliação hospitalar imediata.
Não espera até o dia seguinte.
E se você tem mais de 50 anos, desenvolveu trombose sem causa identificável, o médico precisa investigar a possibilidade de uma neoplasia ou câncer oculto, começando pelos exames de rotina e pelo rastreamento de câncer adequado à sua idade.
Não é paranoia, é raciocínio clínico baseado em evidência.
Agora você sabe o que me faz investigar mais fundo e tem as ferramentas para saber se é hora de agir ou de acompanhar com calma.
Se você pontuou quatro ou cinco no teste, não espere o próximo exame de rotina.
Marque agora cada semana de atraso num quadro de trombose [música] associada à neoplasia.
É risco real e evitável.
Se você pontuou o 01, mantenha o acompanhamento preventivo, fica atento qualquer mudança no padrão que você observa nas pernas e relata pro seu médico.
De qualquer forma, você tá mais preparado agora e preparação é o que separa quem detecta cedo de quem chega tarde.
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Toda semana tem vídeo com esse nível de detalhe clínico baseado em casos reais da minha prática clínica.
Compartilhe esse vídeo com alguém que você conhece, que tem varizes.
Pode ser que essa pessoa precise exatamente dessa informação agora.
E me conta lá nos comentários, você já teve algum susto com uma veia aparecendo do nada ou conhece alguém que teve? Eu quero saber até lá e cuido das suas veias.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.