A Distrofia Simpático-Reflexa, ou Síndrome de Dor Regional Complexa, é uma condição crônica que causa dor intensa e desproporcional ao evento inicial desencadea
Alguns procedimentos podem sim ajudar a resolver, ou pelo menos minimizar a dor, e devem ser considerados junto com as outras modalidades de tratamento, nunca de forma isolada. Em especial, os bloqueios nervosos, que são técnicas que podem causar aquele desligamento do nervo, reduzindo a sensibilidade desse nervo e reduzindo a inflamação presente ali.
Olá, pessoal! Hoje vamos falar sobre um tipo de dor que pode afetar de forma significativa a vida de algumas pessoas. A distrofia simpático-reflexa, também conhecida como síndrome de dor regional complexa. Se você já ouviu falar sobre essa condição ou conhece alguém que sofre com dores crônicas, esse vídeo é pra você.
Vamos entender o que é essa síndrome, seus sintomas, causas e, claro, como buscar ajuda e que profissional de fato pode ajudar. A distrofia simpático-reflexa é uma condição crônica que causa dor intensa e prolongada, geralmente em um braço ou uma perna. O que a diferencia de outras dores é que a dor é desproporcional ao evento inicial que a causou.
Ou seja, um paciente teve uma dor no nervo por um trauma, um acidente ou uma L de disco na coluna, uma infecção, e a dor se torna muito mais forte e significativa do que o esperado. Ou então o problema, como a L de disco, por exemplo, já até foi resolvida, mas a dor intensa continua lá e, geralmente, essa dor vem associada a outros sinais e sintomas. A dor em si é geralmente traduzida como uma queimação, uma dor latejante ou empontadas ou, às vezes, choques.
A área afetada pode ficar inchada e sensível ao toque, de uma forma que qualquer toque na pele pode piorar a dor. A pele, por si só, pode sofrer algumas alterações de forma que fique mais fina, brilhante ou até mude de cor. Pode haver alterações na temperatura, a pele pode ficar mais quente ou mais fria do que o resto do corpo.
E alguns pacientes também costumam se queixar de rigidez e fraqueza, podendo ter dificuldade em movimentar a parte do corpo que foi afetada. Como já mencionei, geralmente existe um evento inicial que desencadeia a síndrome, mas as causas da síndrome, ou por que a pessoa evolui com essa resposta anormal, não é bem conhecida. Acredita-se que esteja relacionada a uma resposta anormal do sistema nervoso simpático, após uma lesão, e a dor regional complexa pode afetar qualquer pessoa, mas ela é mais comum em mulheres, geralmente, entre 40 e 60 anos.
Geralmente também acontecem, como a gente falou, após lesões que acometem o nervo, ou seja, inicialmente o paciente tem uma dor neuropática sob controle e depois passa a apresentar a síndrome regional complexa. O diagnóstico pode ser desafiador e não é incomum os pacientes procurarem diversos especialistas antes de encontrar um profissional que consiga ajudar, até porque os sintomas se assemelham a outras condições. Então os pacientes chegam a procurar diversos neurologistas, neurocirurgiões, cirurgiões vasculares, ortopedistas.
Mesmo encontrando um neurocirurgião com experiência na condição, a frustração com o tratamento, que também é desafiador, leva o paciente a diversos profissionais. O diagnóstico é principalmente clínico, baseado na história do paciente, nos sintomas apresentados, através dos critérios de Budapeste, e exames de imagem podem auxiliar na identificação da causa inicial, ou então de condições que possam estar presentes concomitantemente, e também para afastar doenças mais graves, ou enfim, outras doenças que estejam auxiliando no quadro clínico. Alguns testes de função nervosa, como a eletronormiografia, também podem ajudar no diagnóstico, especialmente ao poder identificar uma lesão nervosa associada, mas não é muito eficaz para confirmar ou excluir o problema em si.
Existem outros estudos realizados pela medicina nuclear, os estudos de sintiografia óssea trifásica, que também têm se mostrado úteis no auxílio ao diagnóstico da síndrome de dor regional complexa. Bom, o tratamento precisa ser multidisciplinar, e pode incluir medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios, e medicamentos específicos para a dor neuropática, que inclusive precisam muitas vezes ser combinados, ou seja, o paciente pode necessitar do uso crônico de mais de uma medicação para a dor neuropática. O outro item importante do tratamento, sem dúvida, é a fisioterapia, é essencial para a realização de exercícios que mantenham a mobilidade e reduzem a rigidez, além de que algumas técnicas de fisioterapia analgésica, quando toleradas pelo paciente, podem se mostrar úteis também.
Existem terapias complementares, como acupuntura, terapia ocupacional e técnicas de relaxamento, que também têm se mostrado úteis, e como é uma situação que compromete significativamente a qualidade de vida do paciente, muitas vezes o acompanhamento de um psiquiatra é também de extrema valia. Bom, mas existe cirurgia que possa resolver o problema? Alguns procedimentos podem sim ajudar a resolver, ou pelo menos minimizar a dor, e devem ser considerados junto com as outras modalidades de tratamento, nunca de forma isolada. Em especial, os bloqueios nervosos, que são técnicas que podem causar aquele desligamento do nervo, reduzindo a sensibilidade desse nervo e reduzindo a inflamação presente ali.
Algumas vezes, esses bloqueios precisam ser feitos de forma seriada, então uma série de bloqueios, com a tentativa de que os nervos acometidos consigam voltar a funcionar de forma normal, e é sempre muito importante que o neurocirurgião identifique se há alguma coisa que ainda está causando dano contínuo ao nervo, pois não é incomum eu receber pacientes com esse diagnóstico, mas que na verdade tem uma compressão ativa no nervo. Esses pacientes certamente podem se beneficiar de um tratamento cirúrgico, são pacientes que geralmente patinaram um pouco no diagnóstico e no tratamento do problema, mas que tem uma condição de potencial melhora com tratamento cirúrgico. Geralmente essas cirurgias, a maioria delas pode ser feita por endoscopia, com o objetivo de soltar o nervo que está acometido.
A investigação dessa possibilidade deve ser feita com um neurocirurgião experiente, para que o paciente não tenha um comprometimento grave da qualidade de vida, com uma condição que é solucionável com a cirurgia. E especificamente para síndrome de dor regional complexa, existem outras alternativas cirúrgicas, como por exemplo a estimulação medular, que são alternativas que devem ser consideradas quando todas as outras alternativas já se esgotaram. Se você ou alguém que você conhece está sofrendo com dor crônica intensa, é fundamental procurar um especialista.
A síndrome de dor regional complexa pode ser debilitante, mas com o tratamento adequado, é possível melhorar a qualidade de vida, controlar os sintomas e eventualmente encontrar cura. Enfim, a distrofia simpático reflexa é uma condição complexa, desafiadora, mas entender os seus sintomas e buscar tratamento pode fazer toda a diferença. Se você gostou desse vídeo, não esqueça de curtir, compartilhar e se inscrever no nosso canal para mais conteúdos como esse.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.