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Lipedema: ENTENDA para Não Temer: AmatoCast Ep 4

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Lipedema: ENTENDA para Não Temer: AmatoCast Ep 4

Lipedema é uma condição inflamatória crônica de baixo grau, com forte predisposição genética, que afeta predominantemente mulheres. Caracteriza-se pelo acúmulo

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Perguntas respondidas neste vídeo

O que é o lipedema?

Então, a primeira descrição do lipedema, não é nova, tá, a primeira descrição é de 1940, foi feita na Clínica Mayo, nos Estados Unidos, e eles viram um grupo de mulher que era diferente, que acumulava mais gordura na perna, que tinha dor, inchaço, hematoma sem trauma, fibrose que é a celulite e essa gordura era resistente à dieta e atividade física.

É doença dos vasos?

Explica um pouquinho a relação do lipedema no corpo, assim, a fisiologia. Eu odeio a definição de que lipedema é uma doença da gordura. O lipedema é uma inflamação crônica de baixo grau e tem diversos estudos de Harvard, o primeiro há 20 anos, que associou...

Calma aí, Daniel, estão reclamando um pouquinho do microfone?

Vamos tentar falar um pouquinho mais perto. Há 20 anos, em Harvard, já começaram os estudos mostrando que as doenças crônicas são inflamação. O primeiro passo para isso foi identificar que a terosclerose, que é a doença que mais mata no mundo, era uma inflamação.

E, desde então, saíram vários artigos e estão mostrando o quê?

Que toda doença crônica é uma inflamação. Toda, sem exceção. A diferença de uma pessoa para outra é qual parte do corpo vai inflamar.

Bom, e a relação dos hormônios?

O lipedema, já ouvi gente falar que gordura é um grande glândula hormonal.

Transcrição completa do vídeo

Bom, o Amatocast é uma live que a gente começou a fazer, como estamos no quarto episódio, e o objetivo é trazer pessoas, médicos principalmente, pessoas renomadas, com foco em qualidade de vida, que é o que o nosso canal tem atendido. Então, nesse quarto episódio, que estamos em junho, um mês propício ao junho roxo do lipedema, e a gente está trazendo o nosso colega, o doutor Daniel Benite, muito obrigado pelo convite. Eu gostaria que você se apresentasse, Daniel, falasse um pouquinho sobre você e sobre o lipedema.

Obrigado, né, Fernando, pelo convite. Eu acho que já são anos de parceria aqui com a família Amato, sempre fui muito bem recebido pela família, desde sempre, e a minha história, né, hoje já são quase 20 anos de medicina, e fiz cirurgia geral, sou formado pela USP, depois fiz cirurgia vascular, acabei me aprofundando em cirurgia de aneurisma, cirurgia da horta e cirurgia endovascular, e nos últimos 10 anos eu mudei bastante o foco da carreira e comecei a tratar mais as mulheres com lipedema. Hoje a gente tem uma prevalência alta de lipedema na população, o estudo que foi feito aqui no Instituto, né, a gente descobriu que mais de 10% das brasileiras têm lipedema e a maioria não sabe, e o mês de junho é o mês mundial da conscientização do lipedema, então a gente está começando a ter mais conhecimento da doença e também uma maior divulgação e aqui é o centro de muita coisa que está acontecendo no mundo hoje sobre lipedema.

Ótimo. E Daniel, me fala um pouquinho sobre o lipedema. O que é o lipedema? Então, a primeira descrição do lipedema, não é nova, tá, a primeira descrição é de 1940, foi feita na Clínica Mayo, nos Estados Unidos, e eles viram um grupo de mulher que era diferente, que acumulava mais gordura na perna, que tinha dor, inchaço, hematoma sem trauma, fibrose que é a celulite e essa gordura era resistente à dieta e atividade física.

Então, lá atrás, há 83 anos, eles já viam um grupo de mulher que era diferente, que eram as mulheres com lipedema. E se a gente for olhar historicamente, já tem de 1910 uma descrição de lipedema, mas considerando como edema estérico. Então, essa daí não foi adiante, mas já tem descrição das mesmas características do lipedema desde o início do século 19.

Nossa, e a descrição, né, tem uma descrição também no meio médico, em 1940, né, do Heine, né, exatamente. Isso, a descrição da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, que foi a primeira publicação. E aí ela ficou esquecida.

Ficou na lata de lixo. Tem uma outra publicação em 1950, depois uma no JAMA em 1970 e nos últimos 10 anos mudou bastante. Eu vi que mais de 70% dos artigos relacionados ao lipedema foram publicados nos últimos 10 anos.

Cinco anos. Está tendo uma mudança enorme, porque mudou, a partir do momento que você entende o que é, é mais fácil também identificar e começar a pesquisar. Perfeito.

E como que, assim, o lipedema, como que funciona? É uma doença da gordura só? É doença dos vasos? Explica um pouquinho a relação do lipedema no corpo, assim, a fisiologia. Eu odeio a definição de que lipedema é uma doença da gordura. O lipedema é uma inflamação crônica de baixo grau e tem diversos estudos de Harvard, o primeiro há 20 anos, que associou... Calma aí, Daniel, estão reclamando um pouquinho do microfone? Vamos tentar falar um pouquinho mais perto.

Há 20 anos, em Harvard, já começaram os estudos mostrando que as doenças crônicas são inflamação. O primeiro passo para isso foi identificar que a terosclerose, que é a doença que mais mata no mundo, era uma inflamação. E, desde então, saíram vários artigos e estão mostrando o quê? Que toda doença crônica é uma inflamação.

Toda, sem exceção. A diferença de uma pessoa para outra é qual parte do corpo vai inflamar. E nas mulheres com lipedema, elas têm uma predisposição genética que a inflamação do corpo vai para a perna.

Todo mundo inflama. A diferença de uma pessoa para outra é para onde vai a inflamação. Então, o lipedema não é a inflamação da gordura, e sim a inflamação do corpo.

Só que está sendo representado a inflamação na gordura. Tem gente que infarta, tem gente que tem câncer, tem gente que tem demência. Então, está sempre inflamando.

E muita gente leva um susto. Fala, nossa, o Pedrão infartou na academia, a Martinha com câncer de mama. Eles não tinham nada.

Tinham. Eles estavam inflamando, mas não estavam percebendo. A diferença é que a mulher com lipedema, qualquer coisa que ela faz que vai inflamar ela, ela vai perceber, no mesmo dia ou no máximo dia seguinte, na perna, com alteração da textura, com inchaço, com dor.

É a mulher que ganha 2 quilos no final de semana e todo mundo fala que é da cabeça dela. Não é. Aquilo tudo é inflamação. Então, o lipedema é inflamação.

Bom, e a relação dos hormônios? O lipedema, já ouvi gente falar que gordura é um grande glândula hormonal. Você acredita nisso? Você acha que a gordura tem essa função também? E qual é a relação da gordura com os hormônios? A gordura hoje, Fernando, é o maior órgão endócrino do corpo. O maior.

Ela controla todo o metabolismo do corpo, controla o seu gasto energético, controla seu sistema imune, controla a tireoide, controla o hipotálamo, controla o coração, conversa com o fígado, com o pâncreas, com o intestino, com o músculo e controla a sua massa óssea. Só que a gente aprendeu que a gordura é ruim. E não é. A gordura depende muito de onde... Não, não, não.

Na picanha, a gordura é o melhor. A gordura depende de onde ela está. Então, isso faz toda a diferença.

E a gordura do lipedema é uma gordura extremamente metabólica. É uma gordura que sempre foi relacionada à fertilidade, tanto que todas as deusas da fertilidade do mundo são mulheres com lipedema. E ela também tem uma função metabólica protetora.

Desde a década de 80, a gente sabe que a gordura glúteo-femoral é protetora cardiovascular. Lembrando também que quem não tem gordura nem menstrua. Não menstrua e o homem tem testosterona baixa e não produz sêmen.

Então, essa ideia da gordura é muito relativa. Depois a gente vai conversar sobre o que tem acontecido. Mas a gordura do lipedema é muito protetora.

O primeiro hormônio que foi descoberto da gordura, em 1994, foi a leptina. E desde então a gente vê diversos hormônios. E um dos hormônios, que é a diponectina, que é o hormônio mais metabólico do ponto de vista positivo, porque ele melhora a glicemia, melhora a insulina, diminui a inflamação, diminui o risco de câncer.

A gordura que mais produz é a do lipedema. Então, a gente tem que entender que o vilão não é a gordura do lipedema. Ela produz o HDL, que é o colesterol bom, e a gordura visceral faz o oposto.

Ela produz um monte de triglicérides, ela inflama muito o corpo, principalmente que joga proteínas inflamatórias para o fígado, e até um fator de risco de mortalidade para praticamente todas as doenças. Bom, eu vou só recapitulando, né, aqui esse é nosso quarto episódio do Amatocast. A gente está aqui com o Dr. Daniel Benite.

O Dr. Daniel Benite é nosso colega cirurgião vascular. A gente está tendo um probleminha aqui de áudio. Só estou vendo porque pediram para mexer aqui no som e, por acaso, abriu um canal aqui e deu uma chiada ali no pessoal.

O pessoal está reclamando. Aqui que está falando tem fogos, mas já está ajustado e tem um delay. Então, enquanto a gente está falando aqui, ainda não chegou lá.

Então, a gente vai ter que voltar um pouquinho a essa parte da gordura ectópica, gordura no pâncreas, no fígado, na visceral, e que é diferente do lipedema. Acho importante saber que o Dr. Daniel tem o Instagram dele, é arroba... Dr. Daniel Benite. Dr. Daniel.Benite, é isso? É dr.danielbenite. Benite com dois t's e no final.

Isso, perfeito. E sigam ele, dia a dia ele vai lá, fala uma coisa legal de coisas da vida, às vezes nem é para quem tem lipedema. Então, acho que vale a pena segui-los que vão ter informações boas de qualidade de vida.

Então, Dr. Daniel, vamos voltar um pouquinho da gordura ectópica. E explicar um pouquinho, só fazer um breve, porque eu vi aqui que teve esse problema aqui que sem querer saiu um áudio aqui que não era para ter saído. Então, vamos lá.

A gordura ela precisa ser entendida e compreendida como o maior órgão endócrino do corpo. E a gordura ela é diferente em cada lugar que você está no corpo. Vou dar um exemplo simples.

Todas as células do nosso corpo têm o nosso DNA, que tem os seus 23 cromossomos. A diferença da onde essa célula está no corpo é o que ela vai fazer. Por exemplo, uma célula que está no fígado, ela tem uma função diferente da célula que está no coração.

E na gordura é a mesma coisa, não é porque é uma célula do seu corpo que ela é igual. Então, a gordura que você tem embaixo da pele, que é a subcutânea, é totalmente diferente da gordura que você tem dentro da barriga, que é a gordura visceral. Que também tem no coração, que na verdade é no pericárdio, no meso e no aumento.

E também na vesícula seminal do homem. E tem a gordura ectópica, que ela pode acumular no fígado, que a gente chama de gordura no fígado, que é a esteatose hepática. Mas quando já tem no fígado, vai ter no pâncreas, que é a intra-órgão, e vai ter dentro do coração.

Essa de longe é a pior. Conforme o corpo vai inflamando, vai se depositando em lugares diferentes a gordura. Só que o problema não é a gordura, o problema é a inflamação.

E isso que o pessoal tem dificuldade. A pessoa vai, passa o final de semana bebendo, comendo, e depois fala, nossa, essa barriga aqui não me deixa. Só que se ele não tiver essa barriga ou ela, a situação metabólica vai ser pior.

A diferença é o que está acontecendo com essa pessoa que está justificando a quantidade de gordura que ela tem no corpo. A gordura de subcutâneo, ela é protetora do ponto de vista metabólica, que é totalmente diferente da gordura visceral. Porque a gordura visceral, ela produz triglicérides, produz proteínas inflamatórias, que inflamam o corpo todo.

E a gordura ectópica, ela está prejudicando porque está tendo gordura, onde devia estar tendo a célula do órgão. Por exemplo, no fígado, ela está tendo hepatócito e está tendo gordura. Isso é o que? Sofrimento.

Então o corpo está tão inflamado que ele já não tem mais onde colocar tanta inflamação. Uma substituição também das células que são destruídas, muitas vezes é por gordura. Tanto é que os órgãos, ao longo do tempo, eles vão tendo mais substituições por gordura.

É o que a gente vê em pessoas mais idosas, uma lipossubstituição das células do corpo por gordura. É, a gente acaba envelhecendo. Há 100 anos, a expectativa de vida... Mas há 100 anos, a nossa expectativa de vida era de 30 anos.

Hoje é 76, então muita coisa mudou. Há 100 anos, nenhuma mulher entrava na menopausa. Então a gente está pagando um preço alto do nosso envelhecimento, que começa aos 30 anos de idade.

Então cada hora é mais difícil a gente manter e a gente sente bastante a massa muscular caindo, principalmente aos 40. Mas depois dos 30, você perde 1% de massa muscular por ano. O que você tem que fazer? Tem que se cuidar mais.

Não tem jeito, não adianta brigar, não adianta espernear. Ou você se cuida, ou você não envelhece, apodrece. E isso não tem negociação, é para todo mundo.

A única pessoa que consegue fazer, muitas vezes, as coisas erradas no estilo de vida, estar bem metabolicamente, falando colhe aquele exame de sangue lindo, maravilhoso, é a mulher com lipedema. Tanto que muitos médicos acham que vão dar bronca nelas, e na hora que olha, fala, seu exame é melhor que o meu. Isso é uma queixa muito comum, que a mulher não entende também.

Então aí vamos aproveitar, porque aí você pegou um ponto que eu gostei, que é o preconceito que a paciente com lipedema sofre quando ela vai no consultório. A gente hoje tem um viés cognitivo muito grande em relação à gordura, muito grande. A gordura é ruim, na verdade a gordura é fundamental, mas cada pessoa vai ter um valor ideal de porcentagem de gordura no corpo.

E isso tem um componente genético grande e também tem o quê? O estilo de vida e pelo que essa pessoa passou. E aí a pessoa vê uma mulher que tenta fazer um tratamento e não responde, porque essa gordura não responde à dieta e não responde à atividade física, porque ela é uma gordura inflamatória, ela sofre um preconceito muito grande. E ela fala que está com dor, que está sofrendo, e a pessoa não acredita, o médico não acredita que ela está sofrendo, porque ele pega o exame de sangue e está tudo bonito.

E ela fala, eu estou com dor. O marido faz carinho e ela tira. Ele fala, você está me evitando.

A vida dela então é muito sofrida, porque imagina você ter dor todo dia, 90% das pacientes com lipedema tem dor. Mas hoje eu falo que o que elas mais sentem de longe é vergonha, porque elas têm vergonha da situação que elas têm e não conseguem sair. Por quê? Por falta de conhecimento e no meio médico hoje falta muito conhecimento.

E infelizmente nos últimos dois anos está tendo uma explosão de um conhecimento errôneo sobre lipedema, que está tentando focar na gordura e não na pessoa, e não no indivíduo. Não é a gordura que inflama, é o corpo que inflama e essa inflamação está representada na gordura. Por que o público é mais a mulheres que são acometidas? Tem uma relação, a gordura tem uma relação com o estrógeno.

Então tem muito estrógeno, a mulher vai ter um acúmulo maior de gordura e um dos gatilhos para a multiplicação do tecido adiposo é o estrógeno. Só que todo o corpo inflamado vai ter uma ação maior de uma enzima que se chama aromatase, que vai aumentar o estrógeno com uma tentativa de defesa do corpo. Em ambientes muito tóxicos não nasce homem, só nasce mulher, porque a mulher é mais resistente metabolicamente que o homem, isso é questão de sobrevivência.

Então a gordura está tentando simplesmente tamponar a inflamação. O pessoal está reclamando aqui de fogos no som, eu estou tentando descobrir o que é. Então o que deu certo foi o que eu fiz há dois minutos atrás. Bom, não mudei tanta coisa assim, vamos lá, continuando.

Os fogos já pararam, era aquela hora, então na verdade isso foi um outro problema. Bom, desculpa Daniel, eu queria, essa pergunta, estou tentando te levar para essa pergunta e você está fugindo. É sobre o hormônio e sobre as mulheres.

Eu queria que você falasse a relação, por que as mulheres que têm lipedema e se homens podem ter, em que situações os homens poderiam ter, se você tem pacientes homens que tenham lipedema, mas o que é? Eu entendo que, eu vejo muita relação familiar dos pacientes com lipedema, e a gente sabe que talvez tenha um relacionamento com os receptores de estrógeno, mas como que você vê, o que você entende do lipedema e a relação com as mulheres? Tem um componente genético muito grande no lipedema, a chance de uma filha ter lipedema, quando a mãe tente, 65%. Mas são vários genes, não é um, são vários genes. Está tendo diversos estudos genéticos, e só para ser comparativo, hoje tem diversos genes relacionados à obesidade, e 85% deles está no cérebro, não está na gordura.

Então o pessoal está olhando para a gordura e está olhando de forma errada. Quando que o homem tem lipedema? A gordura tem uma relação muito grande com estrógeno, principalmente a gordura periférica. Então você precisa ter o estímulo do estrógeno para ter um aumento da gordura periférica.

Então os homens, para ter lipedema, eles têm que ter uma alteração, um hiperestrogenismo. Ele vai ter que ter alguma alteração. Ou ele foi exposto ao hormônio, por exemplo na gestação, ou ele teve, por exemplo, uma insuficiência hepática, então ele vai ter um hiperestrogenismo por causa disso.

Mas sempre no homem vai ter uma relação com aumento do estrógeno, e na mulher também, mas tem uma relação que é muito importante. Toda situação inflamatória deixa o corpo mais ácido, ele fica mais inflamado. Corpo inflamado mais ácido aumenta a ação de uma enzima que chama aromatase, que tem na gordura.

A aromatase vai consumir a testosterona para formar estrógeno, e isso vai estimular o corpo a ter mais gordura, mas é uma tentativa de defesa de tamponar a inflamação. Para você ter ideia do quanto isso é importante para a preservação da espécie, num ambiente inflamado, tóxico, não nasce homem, só nasce mulher. O homem morre.

A mulher, geneticamente falando, é muito mais resistente do que o homem. Por isso que a expectativa de vida do homem é sete anos a menos que a mulher. Mas para você ter ideia do quanto isso é importante, a testosterona consome muito a gordura do subcutâneo, mas ela estimula a gordura visceral.

Em países de terceiro mundo, que tem muito mais mãe solteira do que em países de primeiro mundo, o nível de testosterona das mulheres mães solteiras é mais alto, porque ela tem que ser mais agressiva para ser mais competitiva no ambiente, porque ela tem uma família para sustentar. E quanto mais filhos a mulher tem, se ela é mais produção independente, mais alta a testosterona, e ela sacrifica a gordura do subcutâneo para poder proteger a prole dela, e fica mais resistente. Então ela fica mais competitiva, mas ela sacrifica a fertilidade dela para isso.

Então tem muita gente olhando para a gordura, pensando que é o estrógeno. Não é, gente. O estrógeno é o hormônio mais protetor da mulher.

Está todo mundo demonizando o estrógeno, mas ninguém está vendo porque o corpo está com o estrógeno mais alto. Hoje a gente tem muita intoxicação por xenoestrógeno. É plástico, é BPA para todo lado, para você ter ideia.

Está saindo diversos artigos falando da fertilidade masculina. Se continuar do jeito que está, os homens estarão estéreis em 2030, no máximo 2050. Porque é tanta exposição ao estrógeno externo que está sacrificando a fertilidade masculina.

O primeiro estudo foi em 2015, depois teve em 2018, e acabou de sair uma publicação grande no The Economy semana passada. Falando, gente, se continuar do jeito que está, não tem mais homem daqui a 20 anos, não tem mais. Por quê? Porque está estragando por causa de tanta exposição.

É isso que está acontecendo. O problema não é o estrógeno, e sim o que está acontecendo. A tentativa do lipedema é de proteger o corpo.

Só que imagina hoje uma mulher que é extremamente metabólica, positivamente falando, e nunca se estragou. Ano passado eu fui numa corrida em Florianópolis e me assustou a quantidade de mulheres com lipedema que eu vi lá correndo. Nossa.

Não, mas me assustou positivamente, porque eu falei, olha quanta mulher com lipedema saudável, que nem tem ideia que tem lipedema, e ela está aproveitando o quê? O lado bom do lipedema. Foi o que eu coloquei semana passada. Imagina você ter alguma coisa que te protege de todas as causas de morte.

Eu tive uma reflexão hoje com uma paciente, que eu vejo o lipedema como uma condição, não como uma doença. Muitas vezes as pessoas falam, ah, não, porque eu sofro, porque é uma doença. Não, não sofre.

Eu vi outro dia um vídeo que eu recebi no Instagram, uma pessoa baixinha andando com uma moto, uma GS 1200, ele não conseguia colocar o pé, mas ele andava. Então, muitas vezes você precisa se adaptar à condição do lipedema e viver com ele tranquilamente. Então, pelo menos eu entendo assim, se você tiver o autoconhecimento da doença, dos momentos que você tem, aquelas recidivas inflamatórias, as crises, você conseguir evitar.

Então, eu já sei que se eu comer isso, eu pioro, se eu faço aquilo, eu pioro, se eu tomo esse remédio, eu pioro. Então, não toma, muda, mas eu sofro. Mas essa é uma condição sua.

Então, é uma condição que você precisa aceitar, ter o autoconhecimento desse momento e mudar a sua vida. E andar de moto sendo baixinho mesmo. O que é importante entender é que nada, gente, animalescamente falando, a gente nasce, sobrevive, se reproduz e morre.

Todo o restante é filosofia. Então, nada relacionado à fertilidade pode ser encarado como uma forma negativa. Nada.

Então, a mulher com lipedema tem que entender que há 100 anos ela não inflamava, porque ela morria com 30 anos. Só que hoje ela entra na menopausa, ela vai passar por um processo de envelhecimento, que é a senescência, e se ela não se cuidar, ela vai sofrer. E o estilo de vida hoje está um inferno.

40% das crianças com menos de 12 anos são obesas, o problema não é a gordura. Só que o que a mulher com lipedema tem que entender é que ela não pode se portar igual as outras pessoas. Não pode.

A porrada é maior. Por quê? Porque ela tem um metabolismo mais eficiente. Então, ela não vai poder fazer a mesma coisa que as outras pessoas.

E esse autoconhecimento é fundamental. Dá trabalho? Dá. Mas, a partir do momento que você entende o que é o lipedema, você pode viver apenas com o lado bom.

Por quê? Porque quando você tem a genética, tudo vai ter o yin e o yang. Qualquer coisa na natureza é assim, é o positivo e o negativo. E eles se complementam.

Então, se você entra em harmonia, em equilíbrio, gente, a mulher com lipedema é imbatível. É imbatível. Elas têm o melhor metabolismo do mundo.

Elas ficam boas, sem dor, sem nada. Aproveita a vida. É, fora que muitas vezes as coisas que inflamam já não são saudáveis, né? Os gatilhos, né? Os gatilhos que tem.

Então, muitas vezes tem outros benefícios pro corpo, né? E que bom que ela inflama de uma forma que você identifica, né? Porque outras pessoas inflamam de outras formas, né? Então, tem outras doenças inflamatórias. Existem muitas outras, o lipedema é só uma. E outras pioram, né? Então, a questão da inflamação é até pra... Pra fertilidade, tem gente que prescreve dietas anti-inflamatórias pra aumento de fertilidade, né? E, doutor Daniel, sobre os gatilhos, quais são os gatilhos que você vê, que você acha que é importante? Eu sei que não aplica, os pacientes são diferentes.

E quais são os gatilhos que você gostaria de comentar, que você acha que são frequentes? O mais importante, de longe, é a qualidade do sono. E hoje ninguém prioriza o sono. Ninguém.

Hoje o pessoal fica nas mídias até tarde da noite, a tela do celular é feita pra te viciar, a luz azul estimula muito o seu cérebro, eles vão atrás de respostas dopaminérgicas de curto prazo, e aí a pessoa não percebe, ela passa o dedinho pra cima, em mídia social, a noite inteira, pronto. Acabou com o sono. Acabou com o sono, se prepara, o seu corpo vai inflamar.

O seu dia seguinte vai ser ruim. Você vai ter queda do metabolismo, você vai responder, piora o estresse, e vai aumentar a cortisol. Só que aí a pessoa quer fazer dieta, pronto, acabou de vez, porque já caiu o metabolismo, ela tá estressada, vai comer menos, o metabolismo vai cair mais.

No mundo, gente, ninguém emagrece de forma sustentável com dieta restritiva. Se isso fosse real, os spas que tinham lá atrás, que tinham até as despedidas do spa pra comer um monte, pra ficar duas semanas sem comer nada, eles iam continuar existindo. O spa hoje é o quê? É equilíbrio, é a pessoa fazer um detox do estresse, é comer bem.

Só que se ela fizer isso de contínuo, já melhora. Mas hoje, de longe, é o quê? É o sono. Ninguém prioriza mais o sono.

Pô, legal, gostei muito desse seu comentário, porque eu não esperava, e eu te conheço. Por que eu não esperava? E por que eu gostei? Eu vou falar porque eu gostei. Porque no nosso segundo episódio que a gente fez com a doutora Lorena, a gente pegou no Medicina do Estilo de Vida, e com a doutora Marisa também, e a gente comentou sobre os seis pontos do Medicina do Estilo de Vida, que é alimentação, atividade física, sono, o estresse, relacionamentos e tóxicos.

Assim, tóxicos, relacionamento, estresse, eu já acho que eles estão todos muito, quase a mesma coisa pra mim. Mas o sono, e foi a gente que pegou bastante com a doutora Lorena e falamos do sono quanto interfere na alimentação. A pessoa come mal e não faz exercício, e é algo que a gente tem que trabalhar mais, e as pessoas esquecem de dormir.

E eu gostei muito, é exatamente isso. Eu não esperava, talvez eu achei que você fosse falar da atividade física e da alimentação, mas está tudo conectado. O que, sai um estudo agora que fala que você não vai começar o dia bem, se você não dormir bem, não fizer atividade física e tomar um bom café da manhã.

Gente, o que tem de remédio nisso aqui? Nada. É caro isso? É barato, só que o que você precisa entender é que 8 horas da noite não é pra você ligar o seu celular, não é nem pra ligar a TV, e se isso faz mal pra gente, imagina o que está fazendo com o cérebro das crianças. Ninguém está parando pra ver isso, aí você hiperestimula o cérebro, o que ela vai fazer? Comer.

E comer sem perceber, né? Que é a pior coisa que tem. Sabe a TV na cozinha, que a pessoa senta, coloca o jornal, ela nem sabe o que está comendo. A gente tem que tomar muito cuidado com essa hiperestimulação do cérebro, porque o cérebro da criança é um cérebro imaturo.

40% das crianças com menos de 12 anos hoje são obesas. O problema é a gordura. E a obesidade ela começa na infância.

É intraútero, né? É, fora isso. Então eu gostei muito, olha só, isso eu não esperava. E realmente, bom, que mais de gatilho? Eu tenho certeza que você pode falar outras coisas, tem outros gatilhos que você tem.

Hoje eu considero muita coisa como gatilho, tá? Primeiro, de longe, a qualidade do sono. Segundo, estresse. A vida de hoje é muito estressante, é muita preocupação.

Terceiro, é a alimentação. A alimentação é muito importante. E hoje as pessoas comem muito mal.

Mas o que você acha? Que alimento é ruim e que alimento é bom? Sendo simples, abrir o embelagem é ruim. Comer o alimento em natura é bom. E o segredo é o quê? Diversificar.

Não tem de fazer nada restritivo, porque você não vai sustentar no longo prazo, não vai. E o que eu falo? Limita, carne vermelha 500 gramas por semana. Esquece abrir pacotinho, tá? Esquece, isso faz muito mal.

Caldo pronto, esquece. Tudo isso é muito ruim, muito nocivo pro corpo. E as pessoas não entendem, ninguém come fibra hoje em dia.

Não come. A mulher devia comer 25 gramas de fibra por dia. O homem, 32.

Na hora que você vai perguntar o que a pessoa comeu no dia anterior, não dá 7, 8 gramas de fibra. Não tem como, a pessoa vai ficar ruim. O quarto, atividade física.

Eu considero como o quarto. Quinto, microbiota intestinal. Ninguém valoriza há 10 anos, eu não valorizava, hoje eu valorizo muito.

Tem que ter um cocô saudável. Tem que ser um cocô que você tenha orgulho e vontade de tirar foto. Sexto, é o disruptores endócrinos.

As mulheres hoje não entendem que elas estão tendo ciclos menstruais horríveis, porque elas estão mal, porque elas estão inflamadas, isso aumenta o estrógeno no útero, explodiu a endometriose. O problema não é o endométrio. Tanto que o tratamento da endometriose que dá certo não é a cirurgia, é a mudança do estilo de vida, identificar a inflamação, e depois, se precisar operar, e essa cirurgia tem que ser tiro único, tem que ser sniper, tem que ser um tiro certeiro.

Convívio social é muito importante. A gente subestima o poder do convívio social nas nossas conexões cerebrais. A gente subestima muito.

Depois dos 40, não tem como você ser feliz sem ter convívio com as pessoas, não tem. Infelizmente, a gente quer ficar cada vez mais sozinho, mas é muito importante a gente conviver com as pessoas. Mas por que a gente quer ficar sozinho? Porque muitas vezes o ambiente não é um ambiente saudável.

As pessoas que estão às vezes ao redor não dão prazer, não dão estímulo de você ficar junto. Então faltam pessoas com energias positivas. Às vezes você vai conversar com uma pessoa e a pessoa fica reclamando tanto da vida dela que fica uma competição de gente falando mal e reclamando da vida.

Eu vejo isso. Então ficar próximo de pessoas positivas. A gente é a média das 10 pessoas mais próximas da gente.

Então escolha muito bem com quem você fica próximo. Eu postei um artigo que acabou de sair na CEL que mostra que as plantas se comunicam. Você não viu.

As plantas produzem sons e você consegue saber se a planta está com sede, se ela está estressada ou se ela está bem pelos sons que ela produz. A gente vibra, a gente é vibração, a gente é energia. Não vai ter como provar isso.

Mas é aquela pessoa que você passa e você fala, nossa, sugou minhas energias. Ou que você fala, nossa, é tão bom estar perto dessa pessoa. Por quê? Gente, tem alguma coisa que acontece que um puxa o outro tanto pra cima quanto pra baixo.

Então escolha muito bem próximo de quem você está. Eu chamo que essas pessoas são aventadores do Harry Potter. Você fica perto da pessoa e ela suga sua energia.

Parece que a pessoa consegue falar com poucas palavras, palavras que absorvem sua energia e depois a pessoa fala tchau, feliz e vai embora. Como se ela sugou sua energia boa e vai fazer isso com outra pessoa. A pessoa que suga e mata a planta quando vai na sua casa.

Aconteceu isso, nunca mais deixe essa pessoa entrar na sua casa. Outras coisas que são importantes. Contato com a natureza.

Tem exame, tem estudos que mostram que você passar uma hora com a natureza, só está lá, gente, três vezes na semana. Faz uma diferença enorme no seu estresse. Melhora os exames de sangue.

Ninguém mais valoriza isso. Hoje aqui em São Paulo, a poluição do ar inflama muito as pessoas. Tem estudo que mostra que você respira um cartão de crédito por ano de partículas plásticas morando aqui em São Paulo.

Então pega um cartãozinho de crédito, imagina que você está inalando ele. Se tiver dinheiro, tudo bem. Sem dinheiro é só o plástico, é só o BPA que é o bisfenol A. Um monte de plástico entrando em contato com o seu corpo.

Então isso inflama muito. E uma coisa que é muito importante é o quê? É se você tem um relacionamento estável, casamento perto dos 40 anos. O estudo mais longo do mundo, que é de Harvard, depois de acompanhar as pessoas por mais de 70 anos, eles viram que o que faz diferença no seu final da vida é você ter um casamento estável perto dos 40 anos de idade.

Qual é o difícil disso? É a crise da meia-idade, tanto para o homem quanto para a mulher. É quando a maioria dos casais se separam. Então você tem que valorizar muito a sua pequena esfera, a sua família, porque a saúde mental dos seus filhos depende disso, e a sua felicidade no futuro depende disso.

E por último, o que eu considero o menos importante é a genética. Por que eu considero o menos importante? Porque se você fizer todos os outros, não importa o quão ruim seja a sua genética. A sua epigenética, que é o fenótipo que é o que o seu corpo vai expressar, vai suprimir uma genética negativa.

Depende do ambiente. Sim. Fantástico.

Tá. E tem algum alimento, algum remédio para o lipedema além disso? Porque as pessoas querem saber se tem algum extrato de alguma coisa. Eu sei porque você estuda bastante.

Então tem alguma coisa antioxidante, anti-inflamatória? Água com limão exprimido? Sal? Erva de não sei o quê? O que tem? Mesmo que não tenha evidência, acho que você pode até falar que tem pesquisas, até para mencionar, não é para ninguém sair comprando em casa e tomando, pelo amor de Deus, não façam isso. Na verdade é para falar que tem pesquisas. O que teria mostrando uma melhora no lipedema? Então não tem nenhum estudo falando de um produto para o lipedema.

Isso não tem. O que tem é uma publicação minha e do Dr. Alexandre Amato, que mostra que o tratamento clínico é efetivo, que ele funciona. Mas o tratamento clínico não é da gordura, é da pessoa.

E você tem que entender tudo o que acontece com essa pessoa. É um tratamento completo, você tem que olhar a pessoa de uma forma completa, integrativa, funcional. Você tem que descobrir tudo o que está acontecendo e estratificar.

O que tem na literatura médica? Tem um estudo de inteligência artificial que saiu no JAMA, muito bom. E eles viram que três coisas fazem bem para todo mundo. Ômega 3, azeite e o resveratrol do vinho.

Então isso faz bem para todo mundo. Vou repetir, ômega 3, azeite e o resveratrol. O que eu associaria a isso daqui? Curcumina.

Porque a curcumina é um antioxidante muito potente, um anti-inflamatório potente para o corpo. Qual é o efeito colateral? Nenhum. O que é importante saber é se você vai consumir curcumina, você precisa ter um pouco de pimenta para aumentar a absorção.

Mas é importante entender que não vai ter uma fórmula milagrosa, não vai ter um tratamento mágico. E o tratamento do lipedema não é cirúrgico. A cirurgia tira a gordura, tira o ponto que dá dor, só que não trata a inflamação.

A melhora da dor é muito importante na cirurgia do lipedema, mas você não trata a inflamação. A verdade é que quando você tira a gordura, a vida da pessoa vai ser mais difícil do ponto de vista inflamatório, porque ela vai ter uma proteção menor. E vai ter que inflamar em outro lugar.

Exatamente. É muito inocente a pessoa achar que você vai tirar um órgão extremamente importante, que é a gordura do lipedema, e o corpo não vai reagir. Falar que acabou o problema.

Não acabou. Laboratorialmente falando, os exames de sangue, se a pessoa não mudou a vida dela, que é o que causou toda essa inflamação, todos pioram muito. Eu tenho, infelizmente, pacientes que chegaram a parar de menstruar porque tiraram muita gordura do corpo e isso alterou o eixo hipotálamo-gônadas.

Ou quão grave foi, metabolicamente falando, a cirurgia dela, que o corpo dela bloqueou a menstruação, bloqueou a ovulação de tão mal que ele viu que ela ficou depois da cirurgia. Mas ninguém fala disso. Não falam.

Nossa, muito legal. Se alguém tiver dúvida, eu peço que mandem. Eu sei que muitas pessoas mandaram algumas coisas.

Tem muita reclamação do áudio. Eu acredito que o áudio agora está bom. Se alguém puder dar um joinha, eu fico feliz.

Não deixem de seguir o Dr. Daniel Benitti no Instagram dele, dr.danielbenitti. Podem me seguir também. Eu sou o Dr. Fernando Amato. Meu.plástico.pro Não deixem de se inscrever no nosso canal.

Compartilhar com quem tem lipedema. Lembrando que a gente é um instituto de lipedema, mas a gente não trabalha sozinho. Então o Dr. Daniel é um colega nosso.

Ele trata junto com a gente. A gente tem muitos pacientes em comum. Então todo mundo aqui é muito amigo e respeita um ao outro.

Tem uma pergunta aqui sobre exercícios físicos no lipedema. E aí tem uma discussão do impacto e tudo. Uma das sugestões é a hidroginástica.

O que você acha disso? A mulher com lipedema, a partir do momento que ela tem um corpo com uma porcentagem de gordura maior, ela vai ter uma desenvoltura melhor na água. E a água, a partir do momento que você tem que também liberar mais calor para estar dentro da água, você também consome mais caloria. E a vantagem é que não vai ter um impacto no joelho.

Então a atividade física na água é muito boa, é muito benéfica para a mulher com lipedema. Mas várias vezes pergunto, pode isso, pode aquilo? Eu falo, gente, pode tudo. Se tem uma coisa que você tem que fazer, é a atividade física que você gosta.

Porque se você faz uma atividade física que você não gosta, que te faz sofrer, depois você vai compensar num alimento prazeroso para você. Então tem que fazer o que gosta. Pode isso, pode.

Agora, o que eu não recomendo? Por exemplo, o crossfit. Não recomendo. Ah, mas eu gosto.

Faça. Faça. Mas, doutor Benite, recomenda fazer crossfit? Não.

Por quê? Porque é um esporte que tem um risco maior de ter lesão numa mulher que tem um corpo mais flexível, mais elástico. Então ela pode ter um risco maior de ter lesão. Inclusive esportes de impacto, que vai ter um atrito, uma pancada maior.

Mas a pura verdade de hoje é que qualquer pessoa que corre uma maratona, ela vai ter um desgaste maior do joelho. Isso é universal. Não é só na mulher com lipedema.

É com todo mundo. Mas se você gosta, continua fazendo a atividade física que você gosta. Agora, se você não começou nada, começa com uma atividade física que vai ser melhor para o seu corpo.

Mas o melhor é sempre aquilo que você gosta. E plataforma vibratória? Qual a sua opinião sobre plataforma vibratória e fazer exercício junto com plataforma vibratória? Ou meia de compressão durante exercício? Qual que é a sua opinião? A plataforma vibratória eu uso todo dia, eu gosto e recomendo. O problema maior hoje é a gente escolher uma plataforma, porque as melhores são maiores.

Então, às vezes, a pessoa não tem essa disponibilidade de espaço para ter a plataforma. Mas a plataforma é muito boa, porque ela melhora a dor do lipedema, ela diminui a fibrose, diminui a inflamação, diminui dor articular, aumenta a massa muscular, aumenta a massa óssea e aumenta a capacidade pulmonar total. Eu achava que não funcionava, até o dia que eu subi em uma plataforma e fiquei assustado.

E eu faço hoje todo dia. Você pode potencializar qualquer exercício fazendo em cima da plataforma vibratória, porque ao gerar instabilidade, no pilates tem muito disso, você fortalece muito a sua musculatura core, você fortalece a sua musculatura abdominal, então você intensifica o poder do exercício. Meia de compressão, tem que ver se a pessoa gosta.

Eu sou a favor de atividade física confortável. Depois, olha o Abebe Bikila. O Abebe Bikila, quem não conhece, ele ganhou duas maratonas e ele corria descalço.

Por quê? Porque para ele era confortável. A atividade física tem que ser confortável. Não sai atrás de um monte de coisa, porque às vezes começa a te incomodar, o suor incomoda.

Ah, eu gosto de fazer atividade física com a meia. Faça. Ah, eu acho que é desconfortável.

Não faça. Atividade física tem que te trazer prazer. Aproveite a atividade física como um momento para você, como um momento de investimento próprio, e não como uma resposta pisada na bola no final de semana.

Comeu uma pizza, comeu mais do que devia e fala, aí eu vou para a academia para queimar as calorias. Nunca faça atividade física pensando nisso e foca. Tem que ser prazeroso.

Você tem que falar, estou investindo em mim. Ah, ótimo. Gostei.

Então quer dizer que plataforma vibratória funciona isso? Funciona e eu recomendo. Eita, tá bom então. Tem que colocar uma plataforma vibratória em casa.

Aí você fica em cima dela, não faz nada e já está fazendo o negócio? Já, porque você está fortalecendo também a sua própria ocepção, porque você está em desequilíbrio. E se você fizer, por exemplo, qualquer atividade em cima dela, como agachamento, por exemplo, você fortalece muito. Quando você for em casa, você vai fazer e vai ficar dolorido no dia seguinte.

Eu já fico dolorido fazendo a lipoaspiração com o negócio vibratório na mão. Tanto que na lipo, um divisor de águas é o próprio vibrolipo, porque a vibração vai quebrando as traves e vai fazendo o procedimento muito mais suave. E isso faz a diferença no pós-operatório.

Tá ótimo. Legal. Então o pessoal falou que o áudio está ok, alguém reclamou do som, mas a gente tem, infelizmente, talvez alguém pode estar com um problema no próprio aparelho, e acaba, mas aqui parece que está tudo ok.

Tem gente que faz capoeira, está super feliz com a capoeira, porque adora, e é isso mesmo, é procurar alguma atividade que dá prazer. Às vezes pode ser o crossfit. Às vezes aquele estímulo lá, o pessoal suando, gritando ali com as cordas, pode ser divertido e a pessoa gosta disso.

Faça, faça o que goste. Até uma curiosidade da capoeira, tem duas coisas que são muito boas associadas à atividade da capoeira. Uma, você vai estar dançando, entre aspas, mas você vai estar fazendo movimento.

Nosso corpo gosta muito da dança. Outra é música. Quando você faz atividade física com uma música que você gosta, aumenta o desempenho em 20%.

É isso, é verdade. Colocar aquela música do rock balboa... Tem que ser a música que você gosta. Perfeito.

Tem gente que faz corrente russa nos membros inferiores, eu não tenho a menor ideia do que seja corrente russa. É o choque elétrico. Toda atividade física você tem que entender o quê? Que você tem que fazer e respeitar o movimento anatômico do seu músculo.

Quando você dá uma descarga elétrica no músculo, você vai dar uma contração errática. Isso eu não recomendo para nenhuma mulher com lipedema. Por quê? Ela já tem o músculo hipotrófico, porque ela está muito inflamada, ela não vai ter massa muscular.

Se você começa a dar uma descarga elétrica muito grande, você tem muita lesão muscular. Eu tenho paciente que chegou a CPK a mais de 2.500 pós-treino com coletinho que dá choque. Ah, mas tem o personal que faz.

Quem é bem treinado tem benefício de estimulação elétrica do músculo, mas quem é bem treinado... E não o atleta de final de semana que está começando. Gente, não tem segredo. Atividade física é longo prazo, não é curto prazo.

Pra você começar a ganhar um pouquinho de músculo, são 3 meses. E 80% das pessoas que entram na academia desistem em 3 meses. Por quê? Porque não tem resultado, porque está indo para o motivo errado.

Você tem que ir para você e não para o teu corpo bonito. 80% desiste em 3 meses. Elas começam pagando anuidade.

É a promessa do início do ano. Faz o plano anual e desiste em abril. Não pode, gente.

Fantástico. Está ótimo. Então, vamos lá.

Já falamos sobre alimentação, já falamos sobre suplementos, já falamos sobre o sono, falamos sobre o cocô. Que mais a gente está deixando de falar, Daniel? Do preparo, acho que tem que entender que tem que estar bem desinflamada para poder realizar o procedimento cirúrgico. Perfeito.

Então, eu vou falar do procedimento cirúrgico, o momento certo do procedimento cirúrgico. Isso que parece um pouco meio assustador. Tem umas pacientes, às vezes, que procuram cirurgião plástico para cirurgia.

E às vezes tem um pouquinho de dificuldade, mas aquelas que entendem e são as que operam. Porque as pacientes precisam ter um tratamento clínico. Elas precisam entender a doença.

Então, ir no cirurgião plástico para tirar a gordura parece uma coisa muito lógica, porque é a rotina do cirurgião plástico fazer a lipoaspiração e tirar gordura e colocar em outros lugares, tudo, a lipoescultura. Mas, não é comum dos cirurgiões plásticos fazerem essa abordagem de desinflamação. Então, o cirurgião vascular está fazendo isso, tem outros profissionais, tem endócrino, tem neutrólogo, às vezes até não médicos que começam a entender e ajudam muito nesse processo.

Mas, não querendo divulgar outras especialidades e denegrir a minha, na verdade, a minha é muito importante. É importantíssima. Em uma etapa.

Aliás, o cirurgião plástico pode, sim, fazer todas as etapas, mas o paciente não pode ir na sede, eu quero operar e ser operada. Isso é um grande erro. Esse paciente é um paciente que não vai se beneficiar da cirurgia e ele pode se prejudicar muito no futuro.

Então, eu queria que o doutor Daniel comentasse exatamente isso. O momento certo de operar e por quê? Isso, né, Fernando? Uma excelente pergunta e não tem um consenso. Então, isso vai ser o quê? Uma opinião pessoal, mas o que eu vejo na prática.

Na pandemia, a gente teve uma mudança de conduta, porque a gente ficou um tempo sem operar, então, a gente começou a operar pacientes que estavam tratando clinicamente há praticamente um ano. E a gente viu uma diferença muito grande na gordura aspirada e na evolução do pós-operatório. Então, hoje, o que eu recomendo, eu, Benite, um ano de tratamento clínico.

Por quê? Porque você vai aprender a mudar a sua vida. A partir do momento que você mudou a sua vida e você descobre o que é eficiência, o que é eficácia metabólica, você não quer nunca mais voltar ao estado que você estava antes. Nunca mais.

Você não aceita mais porcaria dentro do seu corpo. Você não aceita. Você começa a se priorizar.

Você começa a ter amor próprio. E também cirurgicamente, falando pra gente, é mais fácil, porque a gordura sai melhor e você tem um pós-operatório mais tranquilo. E o que é importante entender é que a gente não opera uma pessoa gripada.

O que a gente vai operar é uma pessoa que está completamente inflamada, cheia de dor, reclamando de tudo. E o que ninguém fala, o que acontece depois. Por quê? Tem vários estudos sobre o assunto.

A gordura é diferente. Quando vocês operam mama, por exemplo, e faz uma redução, a resposta metabólica do corpo para recuperar a gordura é pequena. Só que quando mexe na gordura do lipedema, a gordura subcutânea, a resposta para tentar recuperar essa gordura é grande.

Tem um estudo da Karen Herbst específico de lipedema que mostra que 61% das pacientes recuperam a gordura, só que ela se redistribui no corpo em seis meses. Só que essa redistribuição é preferencialmente da coxa para a barriga. E você perde uma gordura que é protetora e você ganha uma gordura que é agressiva.

E o que ninguém fala é que vai acontecer no longo prazo. A gordura visceral é pior por cérebro. Ela envelhece o cérebro mais que a idade, pressão alta, IMC e diabetes.

Olha o quão nocivo é. Acumulou gordura visceral, seu cérebro encolhe. Aumenta risco de câncer. Você ajudou a pessoa? Não, mas eu estou sem dor.

A pessoa que está hoje sendo submetida à cirurgia não sabe disso. E hoje a gente está tendo uma campanha muito grande de demonização da gordura do lipedema. E a mulher está fragilizada, está machucada.

Ela quer resolver o problema dela. Aí tem gente vendendo como a cura do lipedema a cirurgia. E não é o que acontece.

E essas mulheres estão ficando pior metabolicamente, embora estejam muito melhores da dor. E a recidiva da gordura não é só visceral. Ela também volta onde foi operado.

A não ser que o corpo não tenha mais estímulo para essa gordura aumentar. A gordura sempre vai representar o que está acontecendo com o corpo e não o oposto. Bom, aí tem uma pergunta ótima.

Eu já sei a resposta, mas eu vou perguntar para o Dr. Daniel. Gostaria de saber sobre o tratamento conservador versus cirurgia. Se eu conseguir um bom resultado no tratamento conservador, não preciso de uma cirurgia? Então, hoje a maioria das mulheres não precisam operar.

Pensa num pensamento simples e lógico. Como que você vai falar que 12% das mulheres do Brasil só vão ficar bem se você fizer uma cirurgia nela? É muita gente. Como que 12 milhões de brasileiras só vão poder ficar bem se você operar? Isso não tem lógica.

E operar mais de uma vez, né? Não tem lógica nenhuma nisso. E a verdade é o quê? A partir do momento que você desinflamou, a sua vida é imbatível. E tem dois tipos de paciente.

É aquela que ganhou peso, porque ela inflamou muito. Ela aprendeu e mudou tudo o que acontece com ela. Então, ela murchou, ela perdeu peso.

Essa é a melhor paciente para operar. Por quê? Porque quando você ganha peso, suas células de gordura se multiplicam. E aí, quando você perde o peso, elas encolhem.

Então, você tira o excesso. Você tira o excesso de gordura que aquele corpo produziu. E aí, você opera, às vezes, uma mulher que nunca ganhou peso.

Essa é a pior paciente para operar. Por quê? Porque ela só precisa da harmonia. Ah, mas está doendo.

Se está doendo, é porque tem alguma coisa que está inflamando o corpo. Não é a gordura que está inflamando, é o corpo. E a gordura está apenas mostrando que está inflamando.

Hoje, a maioria das minhas pacientes não operam. Embora a gente opere. Eu opero, eu opero.

Só que, primeiro, eu trato clinicamente e sem negociação. Porque eu não posso deixar, e na medicina isso é inaceitável, uma pessoa pior do que ela chegou para mim. E eu não estou preocupado no curto prazo.

Eu não quero que ela saia falando, Ah, eu estou bem, olha que bonito. Eu quero que, daqui a 30 anos, ela esteja melhor do que se ela não tivesse operado, e não pior. A maior medo que qualquer pessoa no mundo tem é de ter demência.

Hoje, é maior do que câncer. Então, a gente tem que tomar cuidado, porque estão tirando uma gordura que protege o cérebro da demência nas mulheres, e elas estão compensando com gordura visceral, porque elas não entenderam o que acontece. E isso está acontecendo hoje.

Só que tem uma influência, tem um viés negativo muito grande da gordura. E tem muitas pessoas hoje fazendo uma propaganda da cirurgia, e elas não avisam que fizeram permuta para fazer cirurgia em troca de divulgação. E tem lei? Pode fazer isso? Pode, mas você tem que falar que você está divulgando um médico, um cirurgião, em troca da cirurgia.

Tem lei para isso. Então, você que tem seguidor, você tem que respeitar o seu seguidor, e colocar, olha, eu fiz uma permuta e estou divulgando por causa disso. E você que segue alguém, pelo amor de Deus, segue um médico com currículo bom.

Olha o canal que vocês fizeram no YouTube com uma formação médica de qualidade. Não fica seguindo gente que não tem formação boa, porque você vai colher o que você está vendo. É isso.

Não é porque você não concorda com uma coisa que essa coisa está certa ou está errada. O que é falado, o que é explicado, tem que ter embasamento. E não entenda que gordura é ruim.

Gordura depende de onde ela está no corpo. Perfeito. Bem, isso é importante das mídias.

Infelizmente, a gente é bombardeado. E no momento que vocês falam... Falou lipedema em uma sala, se o celular está do outro lado, Alexa ou Siri, todo mundo parece que absorve essa informação e aí começa a aparecer tudo que tem lipedema. Então, começa a ser bombardeado de vendas.

E parece isso normal, mas não é. E muitas vezes também tem muitas pessoas ultra especialistas em uma doença, querendo navegar e surfar essa onda e estão aproveitando, estão transformando mesmo doença, mas como uma doença terrível. E, na verdade, eu vejo como uma condição que tem tratamento para melhorar. Não é cura, porque eu também entendo como uma condição.

Da mesma forma que eu vejo o obeso como uma condição. A pessoa que tem obesidade, mesmo que ela emagreça, e quem emagrece sabe muito bem o que eu estou falando, é muito fácil. Elas vivem num desespero de voltar a obeso muito rápido.

Então, elas sabem. Que nem o tabagista também. Fumou um período, parou, sofre a vida inteira.

Então, eu vejo que tem muitas situações e condições que a gente precisa estar sempre ter o autocontrole, e eu acho que esse autocontrole é importante. Então, tomem cuidado com os profissionais que aparecem, que possam prejudicar o seu tratamento, você chegar no seu tratamento. Eu vejo dessa forma.

Você tem algum complemento nisso? Hoje no Brasil, a gente tem uma influência muito grande de influenciadores. Hoje, a cada dez compras no Brasil, nove têm o peso de um influenciador. E o que as pessoas têm que tomar cuidado? É bom? Tem todo o lado bom e o lado ruim.

Mas, às vezes, a pessoa considera como uma verdade quem tem, por exemplo, um milhão de seguidores. E um exemplo que eu gosto de usar é você gostaria de viver na Índia, não falando mal da Índia, mas com um bilhão de pessoas, ou na Suíça? Qual país você escolheria para ter uma melhor qualidade de vida? Então, sempre vá atrás de uma coisa de qualidade. Cuidado com opiniões pessoais.

Eu, por exemplo, quando falei aqui, eu falei a minha opinião. O embasamento é o quê? É a minha prática clínica. Hoje tenho 20 anos de formado.

A gente cria uma bagagem. E é um tipo de evidência. É um nível de evidência baixo, mas ele existe.

A experiência, volume, pessoal. É claro que ele tem o seu viés do público que você atende. E até o que eu postei, porque saiu agora um recente estudo mostrando dos vídeos sobre lipedema no YouTube, e mostrou que 68% deles está relacionado a tratamento cirúrgico e só 22% a tratamento clínico.

E mais da metade era um material muito ruim, que não servia para nada. Então tem que tomar cuidado com a fonte que você está olhando. Porque tem gente que é muito bom de marketing, e atrai a atenção das pessoas, só que não dá uma informação de qualidade.

E é muito fácil hoje falar mal da gordura. Porque a pessoa já quer falar, é mesmo, essa gordura é ruim. É difícil você entender que o que você tem de gordura no corpo é proporcional ao que acontece com você.

Porque aí você tem que mudar. Não é o cirurgião que vai resolver o seu problema. Você faz parte do tratamento.

E é difícil para as pessoas entenderem isso. Você vai ter que fazer parte do tratamento. E não dá para terceirizar.

Não é aquilo, ah, não consigo fazer isso, então vou pagar para fazer. Não faça isso. Terceirizar o seu tratamento, é a mesma coisa que terceirizar muitas coisas na vida que você precisa participar.

Então é algo, o tratamento, você precisa se tratar, não ser tratada, né? Acho que isso é importante. Você faz parte, você é protagonista na sua vida. O seu protagonismo no tratamento da doença.

Perfeito. Acho que é isso. Gostaria de... Ah, não, calma aí.

Não, não, não, não. Tem um último quadro. Esse quadro é novo.

É uma ideia que a gente teve. Para quem não sabe, isso daqui é uma caixinha de... Descarpaque. Descarpaque é marca.

Eles não estão pagando nada para mim, pelo amor de Deus. Não posso falar isso, não. É lixo infectante.

A gente joga agulha, coisa que pode ser perigosa e não pode colocar a mão aqui dentro. Mas a gente teve uma ideia de jogar umas perguntas aqui. E aí a gente vai pedir para o Dr. Daniel pegar uma pergunta.

Mas não é nada comprometedor. A gente vai cada vez colocar mais perguntas aqui, perguntas aleatórias, nada a ver com o tema, só para descontrair. Então ele vai estrear a nossa caixinha dos pérferos cortantes.

Picou aí? Picou? Posso só falar do nosso curso também? A propósito, falar... Pode. A gente criou o lipecurso, eu e o Dr. Alexandre Amato, que a intenção do lipecurso é o quê? É ensinar o profissional da saúde a compreender o lipedema. Porque a partir do momento que você compreende e atende a paciente de uma forma holística, você vai ser um profissional melhor.

E a nossa intenção é realmente ensinar. Quem quiser acessar é lipecurso.com.br. E aproveitando enquanto ele lê aqui, o nosso curso também tem uma extensão de fisioterapia, que acabam trabalhando muito no pré-operatório desses pacientes com drenagens linfáticas. E no pós-operatório, eu acho que se não fosse o pessoal da fisio aqui, a gente estava perdido, porque elas deixam o paciente nas melhores condições.

A evolução é muito boa porque elas existem. Quando a gente não tem a ajuda delas, o paciente quer um outro profissional, a gente tem muita dificuldade. Então, agradecimento à fisioterapia.

Então, o curso que eles têm, o Dr. Alexandre e o Dr. Benito, vai ter esse ano um lipefísio. E é importante também falar, a gente está no junho roxo, então o nosso próximo convidado no quinto episódio será o Dr. Alexandre, que também é parceiro no tratamento do lipedema. Qual foi a pergunta que você pegou? Qual o seu estilo de música preferido? Então, são dois, né? Dance dos anos 80 e 90 e rock.

Minhas filhas gostam muito de Metallica, elas cantam comigo e ACDC, e é um prazer enorme saber que elas nunca vão ouvir até adolescência, talvez até idade adulta, estilos de música pejorativos em relação à mulher. Olha, tem paciente nosso aqui, que mandou abraços aqui para a gente. Tá certo, pessoal.

Muito obrigado. Então, espero vocês nos próximos episódios. Vamos ver se no Instagram a gente faz alguns vídeos, algumas fotos em outros dias.

Agradeço muito, imensamente, a participação do Dr. Daniel. É um grande parceiro, um grande amigo. E a gente fica muito feliz de ter pessoas como ele estudando a doença e preocupado com o paciente.

Então, acho que se tem alguém, aliás, tem pacientes deles que você vê o quanto ele se envolve com o paciente no tratamento de outras doenças, de tudo, não vê só um problema. Isso é uma qualidade que poucos médicos hoje em dia têm. Então, muito obrigado, Daniel, pela sua participação.

Eu acho que contribuiu muito para a nossa live. Muito obrigado. Obrigado, Fernando.

É um prazer estar aqui. Gosto muito da família Amato, que sempre me tratou muito bem, sempre abriu as portas para mim. E eu falo que um acelera o outro.

E sozinho a gente pode até chegar mais rápido, mas junto a gente vai mais longe. A parceria no tratamento das mulheres com lipedema faz toda a diferença.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.