O Dr. Alexandre Amato aborda os melhores exercícios para melhorar a circulação, considerando os sistemas arterial, venoso e linfático. Ele explica que, embora c
Então, de novo, quando a gente está falando de circulação, a gente está falando de amplamente de vários sistemas circulatórios, das artérias, das veias e dos linfáticos. Então, cada um desses sintomas vai ter um exercício mais direcionado para ele.
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Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre os melhores exercícios para circulação. O que você pode fazer para evitar a insuficiência venosa, para melhorar a circulação? O que está à sua disposição aí, facinha na porta da sua casa e que pode resolver esse problema? Então, de novo, quando a gente está falando de circulação, a gente está falando de amplamente de vários sistemas circulatórios, das artérias, das veias e dos linfáticos. Então, cada um desses sintomas vai ter um exercício mais direcionado para ele. Então, por exemplo, o sistema linfático se beneficia bastante dos exercícios na água, onde tem a pressão sendo exercida fora das pernas, é uma compressão graduada, isso é excelente. O sistema venoso também se beneficia bastante dos exercícios na água, mas é muito importante o fortalecimento da musculatura da panturrilha. E quando a gente fala de doença arterial, a gente vai ter que lembrar que são pacientes que podem ter problema cardíaco também, são pacientes mais idosos, então a gente tem que considerar toda a segurança e a disponibilidade de exercícios. Então, considerando esses três sintomas, eu vou passar para vocês o exercício que mais se adapta a todos eles. Não é o melhor para um, não é o melhor para o outro, mas ele vai se adaptar a todos os problemas de circulação. Espera aí que eu já vou falar, mas a gente tem que lembrar de outros aspectos do problema da circulação. Então, quando a gente está falando de um problema arterial, tem uma limitação da quantidade que chega de sangue na musculatura. Isso diminui a quantidade de oxigênio, vai ter atrofia muscular, essa atrofia muscular já vai causar uma diminuição do exercício físico por si só, e aí acaba entrando nesse ciclo vicioso, então a pessoa fica mais fraca e ela faz menos exercício porque ela está mais fraca, e ao fazer menos exercício ela fica mais fraca ainda, a gente tem que quebrar esse ciclo vicioso. E o exercício físico é a melhor ferramenta para quebrar esse ciclo vicioso. Então, lembrando, o exercício físico vai fazer o nosso corpo produzir o fator de crescimento endotelial. Esse fator de crescimento endotelial é super benéfico na situação da circulação colateral, ou seja, a gente acaba desenvolvendo, recrutando mais vasos colaterais para irrigar essa região em que a gente está exercitando. Isso é super benéfico e a gente tem que buscar todo mundo, independente de jovem, adulto, idoso, todo mundo tem que melhorar o seu estado físico. E o fortalecimento da musculatura, como eu já falo várias vezes, vai melhorar o retorno venoso e o retorno linfático também, por causa da bomba da panturrilha. Então a musculatura da panturrilha, contraindo, vai impulsionar o sangue de volta para o coração, mas impulsiona também a limpa e também melhora a circulação colateral do ponto de vista arterial. Então a gente tem que focar nessa musculatura. Então, embora todo mundo fale dos medicamentos para tratar todas essas doenças vasculares, os medicamentos são importantes, em alguns casos sim, depende de cada caso, mas a gente não pode esquecer do que está na nossa frente, que a gente pode fazer facinho, facinho. Veja que impressionante, o exercício físico tem um resultado melhor do que a medicação anticoagulante, antiagregante plaquetário no tratamento da claudicação intermitente, que é a massiculação arterial no quesito distância percorrida. O impacto é muito maior e benéfico do que tomar remédio. Então todo mundo tem que fazer esse exercício, não adianta fugir da responsabilidade. O exercício físico aumenta em até 180% a distância percorrida até o evento da dor no paciente que tem a claudicação intermitente, a doença arterial. Mais uma razão, ela melhora também todos os fatores de risco cardiovascular, que é o que vem junto com a doença arterial, diminui a obesidade, ajuda no controle de doenças metabólicas. Então a gente tem que fazer o exercício físico, não adianta colocar toda a responsabilidade na mão do médico, a gente tem que entender o que a gente tem que fazer também para melhorar a nossa saúde. Afinal, a saúde é sua, o maior beneficiário, você entenda o que você pode fazer, entenda o que você depende de ajuda de alguém para fazer, mas aquilo que está na sua mão você tem que fazer. Então agora eu vou falar qual que é o exercício ideal para melhorar a circulação independente do sistema que a gente está falando, arterial, venoso. O exercício é a caminhada. A caminhada pode ser feita de três vezes na semana para mais, pelo menos 30 minutos por sessão, e o paciente deve caminhar até sentir alguma dor. Então isso vai com o tempo aumentando essa distância de caminhada, aumentando o tempo de caminhada, trazendo efeitos benéficos. E como a caminhada vai trazer efeito benéfico para todos os sintomas, tanto venoso quanto olimpático quanto arterial, eu considero o exercício que está a disposição de todo mundo. Não tem custo para fazer uma caminhada. Uma caminhada é simples, você pode descer um ponto de ônibus antes e terminar a sua caminhada até chegar em casa. Não tem desculpa. Então você pode definir um percurso no seu bairro, dar uma volta no quarteirão e com o passar do tempo e aumentando essa distância percorrida. Isso traz outros benefícios também, como a diminuição da ansiedade, traz também o momento que você pode relaxar, que você pode fazer quase que uma meditação caminhando. Então a caminhada é o exercício mais prático, mais fácil que todo mundo pode fazer e que tem mais chance de dar certo para você e para qualquer problema de circulação. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com seus amigos e até o próximo. Se inscreva no canal e compartilhe com seus amigos.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.