O Dr. Fernando Amato explica os diferentes tipos de abdominoplastia, procedimento que remove excesso de pele e gordura abdominal e corrige a diástase (afastamen
Eu sou o doutor Fernando Amato, eu sou cirurgião plástico aqui no Instituto Amato e hoje eu vou falar um pouquinho sobre os diferentes tipos de abdominoplastia. Eu vou utilizar esse modelo aqui e vou falar um pouquinho sobre abdominoplastia.
Você sabe quais são os tipos de abdominoplastia? Eu sou o doutor Fernando Amato, eu sou cirurgião plástico aqui no Instituto Amato e hoje eu vou falar um pouquinho sobre os diferentes tipos de abdominoplastia. Eu vou utilizar esse modelo aqui e vou falar um pouquinho sobre abdominoplastia. Veja que já tem algumas marcações, mas é importante essas marcações.
Aqui no abdômen, a gente tem uma musculatura chamada o reto abdominal. É uma musculatura muito importante no abdômen. Quando existe alguma alteração nela, por exemplo, a diástase, que é o afastamento entre esses dois ventres musculares, é preciso ser feito o tratamento e o tratamento é a sutura, a união dele, a correção dessa diástase, que pode ser feito na abdominoplastia.
Então, quando existe essa alteração, a gente tem que saber antes, até mesmo para a decisão de qual abordagem cirúrgica que a gente vai fazer na sua cirurgia. Então, vamos lá! A abdominoplastia clássica é aquela que é retirada a pele, abaixo do umbigo, até a região púbica. Então, essa região pubiana, geralmente, a gente deixa uma distância em torno de 7 centímetros da fúrcula vaginal até iniciar a incisão.
Muitas vezes, isso coincide com o corte da cesárea e a gente tenta incluir nessa ressecção de pele a cicatriz de cesárea para não ter duas cicatrizes. Então, é retirada um fuso de pele até o umbigo. Essa é a cirurgia conhecida como abdominoplastia clássica.
É muito fácil aproveitar essa cirurgia para fazer o tratamento de diástase e, com certeza, se tiver alguma hérnia nessa linha média, muitas vezes tem na região umbilical, essa hérnia deve ser corrigida. A abdominoplastia, por exemplo, em pacientes que foram muito obesos, emagreceram muito, esses pacientes pós-bariátricos, uma abordagem que pode ser feita é a abdominoplastia em âncora. Ela é vertical, ressecando um fuso vertical e fazendo uma ressecção de fuso horizontal.
As pacientes que aceitam melhor essa cirurgia são aquelas que já possuem uma cicatriz acima do umbigo. Já as pacientes que não têm nenhuma cicatriz no corpo, não se sentem muito confortáveis com essa abordagem. Mas a vantagem dela é que a gente consegue tratar de forma vertical e horizontal a flacidez de pele.
Quando é realizada somente o tratamento da cicatriz horizontal, fica sobrando tecido na lateral. Esse seria o maior queixo que às vezes é possível tratar com uma lipoaspiração, às vezes fica com tecido de gordura atrás e é possível fazer uma lipoaspiração, ou mesmo é possível fazer uma abdominoplastia 360°. Essa abdominoplastia circunferencial 360°, a gente continua a incisão da abdominoplastia e então a paciente acaba ficando com mais corte dando a volta no paciente.
Essa cirurgia às vezes até melhora o contorno do bumbum, muitas vezes é conhecida como torsoplastia ou gluteoplastia porque melhora o contorno do bumbum, ressecando aquelas dobras de pele que se estendem até as costas. Então já falamos da abdominoplastia clássica, da abdominoplastia em âncora, da abdominoplastia 360°. É importante saber que a em âncora pode sim ser associada a 360°, em pacientes que têm muito tecido de pele ela pode ser feita 360° e também em âncora.
E existe também a mini-abdominoplastia. A mini-abdominoplastia é feita uma ressecação de pele abaixo do umbigo, só que não incluindo até o umbigo, deixando um pouco mais de tecido, ressecando bem uma flacidez que tenha inferior ao abdômen. E essas pacientes não podem ter flacidez de pele acima do umbigo, ou se tiverem tem que ser uma flacidez muito discreta, que quando a gente faz essa ressecação de pele aqui embaixo, a gente consiga corrigir puxando só aqui por baixo.
Pode ser necessário até mudar a posição do umbigo, o umbigo descer um centímetro, meio centímetro. Então essas pacientes que têm pouca flacidez de pele acima do umbigo, e que tem um umbigo com uma implantação mais alta, podem se beneficiar dessa cirurgia da mini-abdominoplastia. Tem gente que faz somente a ressecação de pele, e eu nem chamo isso de mini-abdominoplastia, eu acho que seria uma pseudo-mini-abdominoplastia, porque não faz o descolamento até aqui em cima.
Mas numa mini-abdominoplastia é sim possível fazer o descolamento até aqui em cima, e tratar toda a diástase do paciente. Outra cirurgia que tem sido muito falada ultimamente é a abdominoplastia reversa, em que é feita uma ressecação de pele aqui em cima, fazendo o contorno do fim da mama. Essa abdominoplastia reversa sim pode viabilizar o tratamento de uma diástase acima do umbigo, e ela pode ser também reduzida a cicatriz, porque a clássica abdominoplastia reversa clássica faz uma união aqui no meio.
Já também existe a mini-abdominoplastia reversa, em que é feito o corte somente no sulco da mama, para tentar esconder aquela cicatriz que fica bem entre as mamas. Essa mini-abdominoplastia é mais difícil de encontrar indicação para ela. Muitas vezes os médicos acabam indicando naquela paciente que fez uma abdominoplastia, e ainda tem alguma facidez acima do umbigo, sendo uma opção essa ressecação aqui para poder tracionar um pouquinho mais aquela pele acima do umbigo.
Então esses são os tipos de abdominoplastia. Falei um pouquinho da mini-abdominoplastia, que é algo que sempre perguntam para mim, e que nem todos os pacientes têm essa indicação. Apresentei a abdominoplastia 360 graus, e se eu esqueci algum tipo de abdominoplastia, gostaria muito que vocês colocassem aqui nos comentários.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.