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Trombose em Cirurgia Plástica, Como Evitar?

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Trombose em Cirurgia Plástica, Como Evitar?

A trombose venosa profunda, formação de coágulos em veias, é um dos maiores riscos no pós-operatório de cirurgias plásticas. Seu principal perigo é a embolia pu

Perguntas respondidas neste vídeo

Você sabe o que é a trombose?

Eu sou o Dr. Fernando Amato, sou cirurgião plástico aqui no Instituto Amato e hoje eu vou falar sobre a trombose venosa profunda. Muita gente fala dos riscos de cirurgia plástica, tem gente que não faz cirurgia porque tem medo que possa acontecer alguma coisa durante a cirurgia.

Por que ela é tão temida pelos pacientes e pelos médicos, pelos cirurgiões?

A trombose é o entupimento de um vaso, ou seja, o vaso que circula o sangue, a veia. Ela traz o sangue de volta para o coração e pode entupir uma veia, formar um coágulo. E esse coágulo vai dificultar a drenagem do sangue, o sangue não vai circular tão bem.

Bom, então o que pode ser feito para evitar uma trombose?

E esse é o objetivo desse vídeo. Esse problema tão grave que pode comprometer uma cirurgia, principalmente uma cirurgia plástica. Sem dúvida, muitas coisas no intraoperatório fazem diferença.

Por que o tempo?

Porque o paciente fica parado, quando ele está sob anestesia, e o sangue não circula. Então, o fato de o sangue ficar parado aumenta a chance de ele formar trombos, evoluir com uma trombose. Então, esse tempo cirúrgico é muito importante.

O que é a deambulação?

Deambular é o paciente simplesmente andar.

Transcrição completa do vídeo

Trombose, um dos maiores riscos em uma cirurgia. Você sabe o que é a trombose? Eu sou o Dr. Fernando Amato, sou cirurgião plástico aqui no Instituto Amato e hoje eu vou falar sobre a trombose venosa profunda. Muita gente fala dos riscos de cirurgia plástica, tem gente que não faz cirurgia porque tem medo que possa acontecer alguma coisa durante a cirurgia.

Mas, um dos maiores riscos, um dos maiores problemas que podem acontecer numa cirurgia, não é durante a cirurgia, é depois, no pós-operatório. Como é feito esse pós-operatório? É a trombose. O que é a trombose? E por que ela tem tanto risco? Por que ela é tão temida pelos pacientes e pelos médicos, pelos cirurgiões? A trombose é o entupimento de um vaso, ou seja, o vaso que circula o sangue, a veia.

Ela traz o sangue de volta para o coração e pode entupir uma veia, formar um coágulo. E esse coágulo vai dificultar a drenagem do sangue, o sangue não vai circular tão bem. E esse coágulo pode se soltar, ir para o pulmão e causar uma embolia pulmonar.

E no caso de uma embolia pulmonar, esse entupimento do vaso vai impedir que circule o sangue no pulmão, impedindo a oxigenação do sangue e aí o organismo não consegue sobreviver sem oxigênio. Então, por isso que a trombose é tão temida. Por conta da tromboembolia pulmonar, ou seja, quando o trombo se solta e vai para os vasos que levam o sangue para o pulmão.

Então, esse é o grande risco de uma cirurgia ou até mesmo pode acontecer sem ter cirurgia, tem gente que tem fator de risco, tem gente que vai viajar de avião e pode ter trombose. Mas em uma cirurgia, que é o que a gente quer falar agora sobre a cirurgia, o que eu mais temo em uma cirurgia é a trombose, porque ela não acontece durante a cirurgia. O problema não está no intraoperatório, o problema está no pós-operatório.

A formação do trombo geralmente vai se dar e começa a se manifestar em torno de uma semana, 10 dias. Bom, então o que pode ser feito para evitar uma trombose? E esse é o objetivo desse vídeo. Esse problema tão grave que pode comprometer uma cirurgia, principalmente uma cirurgia plástica.

Sem dúvida, muitas coisas no intraoperatório fazem diferença. Já começa com o planejamento cirúrgico. Então, a gente tem o tempo de cirurgia como um dos fatores principais no risco de desenvolver a trombose.

Por que o tempo? Porque o paciente fica parado, quando ele está sob anestesia, e o sangue não circula. Então, o fato de o sangue ficar parado aumenta a chance de ele formar trombos, evoluir com uma trombose. Então, esse tempo cirúrgico é muito importante.

A extensão da cirurgia, o quanto de área que a gente está operando, numa lipoaspiração, abdominalplastia, mama, também é importante. Porque aumenta o estado inflamatório do paciente no intra e no pós-operatório, também favorecendo a formação de trombo e também dificultando o paciente numa deambulação precoce. O que é a deambulação? Deambular é o paciente simplesmente andar.

E por que isso é importante num pós-operatório? O paciente que consegue andar, consegue movimentar o pé de uma forma que existe algo que a gente chama de bomba plantar. Ou seja, o pé faz esse movimento no chão, facilitando com que o sangue volte, que o sangue circule na perna, evitando a formação de trombo. Então, a deambulação precoce é muito importante.

Então, pacientes que fazem cirurgias ortopédicas, por exemplo, que tem uma limitação na movimentação, eles também têm muito risco de trombose e por isso é feita alguma profilaxia para evitar a trombose. Então, a gente já falou do tempo de cirurgia, da extensão da cirurgia, da limitação da necessidade de deambulação precoce. No intraoperatório, a gente pode fazer uso de meias compressivas e deixar isso no pós-operatório, porque as meias compressivas evitam que o sangue fique parado.

Então, o paciente parado, com uma meia antitrombo, elas têm até esse nome, antitrombo, elas dificultam com que o sangue fique parado e que forme o trombo. Então, a meia antitrombo é uma medida simples e fundamental em uma cirurgia que tenha maior risco de formação de trombos. Também, em uma cirurgia, é possível, quando a gente prevê, quando a gente faz o planejamento e sabe que a cirurgia vai demorar mais tempo, a gente pode usar a bota pneumática.

E o que é essa bota pneumática? A bota pneumática é uma bota que fica enchendo e esvaziando para fazer essa movimentação na perna. Então, isso facilita com que o sangue circule na perna enquanto o paciente está parado durante a cirurgia. E, às vezes, é possível até deixar essa bota pneumática no pós-operatório.

Quando a paciente está no quarto, quando ela não começou a andar, exatamente para ficar movimentando o sangue. E, muitas vezes, o paciente pode até fazer uma fisioterapia motora no pós-operatório, exatamente para movimentar o pé. Alguns movimentos com o pé, assim mesmo que o paciente não possa andar, ajudam e facilitam com que o sangue circule.

Então, a gente já falou algumas medidas muito importantes e tem as medidas medicamentosas. Tem as heparinas, que são usadas já há muito tempo. Tem a heparina de baixo peso molecular, muito conhecida.

O nome comercial é o Clexane, mas tem outros. E a vantagem deles é que eles têm um efeito de deixar o sangue com menos chance de formar os coágulos. Também tem a desvantagem da heparina, que ela precisa ser injetável.

Isso os pacientes têm muita dificuldade porque, às vezes, eles têm medo de fazer a injeção em casa, não tem ajuda, tem medo. Isso é uma dificuldade do Clexane, mas é importante. Eu, pessoalmente, prefiro o Clexane do que os medicamentos orais, porque as heparinas têm um efeito anti-inflamatório no vaso.

Eu acredito que elas têm uma vantagem maior, mas existem medicamentos super modernos que podem ser usados via oral, mas eles não estão bem liberados para profilaxia. Muitas vezes, eles são para anticoagular, ou seja, alguém que já teve torbose, eles podem usar esses medicamentos via oral. Então, existe uma certa dificuldade, nós, como cirurgião plástico, eles não são liberados para procedimentos em plásticos porque os casos que fizeram trabalho tiveram mais complicações como hematoma.

Então, é um risco que, quando a gente começa a usar esses medicamentos, avaliar o risco de usar esse medicamento. Então, não se aplica para todos os pacientes e precisa ser conversado com o médico, ver se vale a pena, naquele caso, se vai ter uma limitação de movimentação e qual o tempo que será usado esse medicamento. Eu acho importante que tem outras medidas que podem ser feitas, acho que uma hidratação no pré-operatório também, importante que o anestesista pode fazer também no intra-operatório, pré-operatório quando se interna, no intra-operatório, isso também deixa o sangue mais fluido e tem menos chance de formar os coágulos.

Então, esses são os principais maneiras de prevenir a formação de trombo. Vale a pena lembrar que a trombose não é somente nas pernas, elas podem acontecer em qualquer vaso, então pode ser no braço, então, de repente, tem uma compressão local, alguém fica apoiado em cima do braço, no paciente, isso seria um risco também. Quem que tem mais risco, né? E a gente tem que saber disso.

O paciente tem história pessoal, já teve trombose, o paciente tem história familiar, às vezes pode ter uma questão genética e maior risco de formação de trombose. Tem pacientes que fazem uso de hormônio, alguma reposição hormonal ou mesmo anticoncepcional pode aumentar o risco de trombose. Quem tem algum câncer, uma neoplasia, a obesidade, então tem várias condições que a gente pode usar de critério pra até mesmo indicar uma profilaxia, a prevenção com algum uso desses medicamentos ou essas outras medidas que eu já mencionei.

Então, basicamente, o que eu queria trazer pra vocês é exatamente isso, esse tema de trombose, trombose venosa profunda, tromboembolismo pulmonar. Se algo não ficou tão claro aqui, por favor, deixe no comentário, pode tirar suas dúvidas, pode contar sua história se quiser, mas, por favor, não deixe de curtir e se inscrever no canal e, por favor, compartilhe com alguém que vai fazer uma cirurgia e tem medo de uma cirurgia. Muito obrigado!

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.