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Como é a Recuperação da Abdominoplastia?

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Como é a Recuperação da Abdominoplastia?

A abdominoplastia é indicada para pacientes com excesso de pele abdominal, frequentemente após grande perda de peso, e pode tratar também hérnias e diástase. A

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Perguntas respondidas neste vídeo

Você pensa em fazer uma cirurgia no abdômen, uma abdominoplastia, mas tem medo ou até mesmo dúvidas de como é a cirurgia e como será o seu pós-operatório?

Bom, eu sou o doutor Fernando Amato, sou cirurgião plástico no Instituto Amato, e hoje eu vou falar sobre a abdominoplastia e o pós-operatório da abdominoplastia.

Bom, quem realiza a abdominoplastia?

Basicamente, todo mundo que tem um excesso de pele e podem ter hérnias abdominais, diastase do abdômen, podem realizar a abdominoplastia. Ela pode ser por um tratamento puramente estético ou mesmo até tratamento de deformidades.

E como que é a cirurgia?

Existem várias técnicas, nesse vídeo eu não vou abordar as técnicas, eu vou mencionar algumas e depois eu gravo um vídeo só sobre a abdominoplastia. Então, a técnica mais clássica, que a gente chama de abdominoplastia clássica, é quando a cicatriz é uma cicatriz transversa, um pouco asseforme, ela dá continuidade à cicatriz de uma cesariana e a gente consegue retirar a pele até o umbigo, toda aquela pele que tem do umbigo para baixo até a cicatriz da cesárea, ou quem não tem uma cicatriz de cesárea, onde teria uma cicatriz de cesárea, e essa cicatriz acaba tendo ponta a ponta do paciente, não é tão pequena a cicatriz.

Transcrição completa do vídeo

Você pensa em fazer uma cirurgia no abdômen, uma abdominoplastia, mas tem medo ou até mesmo dúvidas de como é a cirurgia e como será o seu pós-operatório? Bom, eu sou o doutor Fernando Amato, sou cirurgião plástico no Instituto Amato, e hoje eu vou falar sobre a abdominoplastia e o pós-operatório da abdominoplastia. Bom, quem realiza a abdominoplastia? Basicamente, todo mundo que tem um excesso de pele e podem ter hérnias abdominais, diastase do abdômen, podem realizar a abdominoplastia. Ela pode ser por um tratamento puramente estético ou mesmo até tratamento de deformidades.

O paciente que tem esse excesso de pele pode ter dermatite nas dobras, o paciente que tem hérnias e diastase podem ter outras sequelas e que o tratamento mais adequado deve ser associado à abdominoplastia. Pacientes que ganham muito peso e depois perdem, acabam tendo essa flacidez de pele, então é uma cirurgia muito realizada nos pacientes ex-obesos, que podem ter feito uma cirurgia bariátrica ou não. Bom, hoje tem pacientes que fazem dieta e tem medicações muito boas, que o paciente acaba emagrecendo bastante e acabam tendo essa demanda de cirurgia reparadora.

E como que é a cirurgia? Existem várias técnicas, nesse vídeo eu não vou abordar as técnicas, eu vou mencionar algumas e depois eu gravo um vídeo só sobre a abdominoplastia. Então, a técnica mais clássica, que a gente chama de abdominoplastia clássica, é quando a cicatriz é uma cicatriz transversa, um pouco asseforme, ela dá continuidade à cicatriz de uma cesariana e a gente consegue retirar a pele até o umbigo, toda aquela pele que tem do umbigo para baixo até a cicatriz da cesárea, ou quem não tem uma cicatriz de cesárea, onde teria uma cicatriz de cesárea, e essa cicatriz acaba tendo ponta a ponta do paciente, não é tão pequena a cicatriz. Mas, com esse acesso, a gente consegue tratar toda a musculatura, a hérnias da linha mediana, e às vezes está até associado à lipoaspiração.

E com essa cirurgia, os pacientes têm muita dúvida do pós-operatório. O pós-operatório de uma abdominoplastia, geralmente a gente, por fazer essa... amarrar os músculos, fazer a aplicatura do músculo reto abdominal e tirar essa pele na parte anterior, a gente acaba orientando que o paciente fique levemente curvado, sem dobrar a coluna, sem ficar assim dobrado, porque essa posição que o paciente fica encurvado pode causar dor, uma dor postural. Então, o paciente tem que flexionar um pouquinho o tronco para frente, como se ele fosse quase perder o equilíbrio.

Pode até jogar o bumbum um pouquinho para cima, que isso também vai ajudar a encontrar a posição ideal. Eu, pelo menos, falo para o paciente ficar nessa posição, andando nessa posição, em torno de 10 dias. Mas existem situações que eu nem preciso recomendar que fique curvado, e vai depender da técnica da abdominoplastia realizada.

Na cama, o paciente também tem que ficar curvado. Então, eu falo para o paciente ficar com a cama elevada, pelo menos 30 graus, com as pernas dobradas. Isso quando ele está virado para cima, mas se ele for ficar de lado, eu peço para ficar em uma posição mais fetal.

Um dos problemas de dormir é que o paciente, às vezes, escorrega onde está angulando a posição dele e acaba dobrando bem a coluna. Então, isso eu recomendo que se os pacientes estiverem com dor, tentem se reajustarem na cama. Isso pode ser um dos motivos de dor.

Eu vejo muitas pacientes no pós-operatório com muita dor na coluna, mesmo eu sempre orientando a posição correta. Então, às vezes, eu até peço para que passem antes com a fisioterapeuta, para ela treinar o paciente para o pós-operatório. A cinta, geralmente a gente orienta a usar a cinta, que abrange toda essa região.

Eu não faço questão que a cinta seja muito apertada, porque ela pode prejudicar. E também, cinta frouxa também não vai fazer diferença alguma. Mas se o paciente associa uma cirurgia na mama ou uma lipoaspiração, a gente tem que usar uma cinta, uma roupa pós-cirúrgica, uma malha cirúrgica que aborde todas essas áreas tratadas.

Então, essas são as principais dúvidas dos pacientes, mas também tem como vai ser o uso do dreno. Vai ter dreno? Bom, o dreno é individual, a indicação pode ser tanto pela técnica cirúrgica ou pelo paciente, ou o que acontece durante a cirurgia. Existem técnicas que não usam e existem técnicas que precisam usar um dreno no pós-operatório.

Então, eu sempre falo para o paciente que vai usar, mas não quer dizer que o paciente vai sair com um dreno. A gente tem mais um vídeo falando sobre dreno cirúrgico, pós-cirúrgico. Então, se você tiver interesse, eu vou ver se eu coloco o vídeo aqui em algum canto.

Vocês podem clicar e assistir esse vídeo de dreno. Também, a cicatriz, uma cicatriz vai variar do excesso de pele. Não pode ser essa cicatriz transversal inferior aqui, que a gente acaba... é o mais comum, mas podem ter cicatrizes verticais, como se for em âncora, ou mesmo até 360 graus, emendando de um lado ao outro, pegando a parte posterior.

A vantagem de quando faz posterior é que a gente consegue levantar um pouquinho o bumbum. Bom, como são cicatrizes extensas, a gente usa muita coisa para tentar evitar uma cicatrização ruim. Eu gosto muito das placas de silicone, que também tem um vídeo aqui sobre placa de silicone, que podem ser usadas para prevenir uma cicatrização ruim, como uma cicatriz hipertrófica, um queloide.

Mas também existem outras fumadas, outros cicatrizantes que também podem ajudar a evitar uma cicatrização ruim. No umbigo, se tiver uma cicatriz, porque tem técnicas que a gente evita cicatriz no umbigo, mas quando tem cicatriz a gente também pode usar plugues de silicone, pérolas, bom, tem vários formatos, mas que eles também evitam que a cicatrização feche e o umbigo fique como se fosse um cisto, aí é uma complicação ruim, é uma evolução ruim, então a gente precisa evitar essa cicatrização ruim no umbigo, que é uma particularidade. Bom, a drenagem pós-operatória eu recomendo para todas as pacientes e tem um detalhe, a drenagem linfática no abdômen, acima do umbigo, a gente leva para a axila e como a pele que está abaixo do umbigo a gente tirou tudo e pegou o que estava acima do umbigo e trouxe para baixo, então a drenagem ela continua sendo para a axila, então não adianta fazer drenagem para baixo, que pode forçar a cicatriz e não faz sentido.

Quando está com dreno eu até oriento a físio a fazer uma ordenha no sentido do dreno para tirar o líquido que está naquela localização que o dreno está localizado, mas isso também é individual. Prevenção de trombose, a gente pode usar a inoxeparina, conhecida como clexane, mas existem outras medicações, mas tem indicação para usar esse tipo de medicamento, então cada paciente tem sua indicação do uso, até mesmo do tempo. Eu gosto de usar antibióticos no pós-operatório, eu acho que é para prevenir a infecção e também usando muitas medicações para dor, eu acho que o paciente não pode ter dor no pós-operatório.

Dirigir, eu sempre oriento que o paciente evite nas primeiras três semanas a dirigir, mas depende do carro, depende de onde o paciente vai, em que cidade ele mora, a gente consegue até mudar isso. Também atividade física, eu não vou conseguir liberar que o paciente faça algo com menos de três semanas, a não ser fazer caminhadas. Caminhadas eu libero desde o começo, porque eu acho que isso também é um método para evitar a trombose, evitar outras complicações e o paciente se sente muito melhor fazendo pequenas caminhadas no início dessa recuperação.

A alimentação é uma particularidade, mas eu acho que as pessoas têm que ter um bom senso de não exagerar e não abusar no pós-operatório e ter uma alimentação saudável. Então basicamente são essas as recomendações, se você ficou com alguma dúvida, pode mandar uma mensagem, colocar um comentário, mas não deixe de curtir esse vídeo e talvez seguir a gente em outras redes sociais. Muito obrigado!

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.