O diagnóstico do lipedema é essencialmente clínico, baseando-se em uma anamnese completa e em um exame físico detalhado, sem a necessidade obrigatória de exames
O diagnóstico do lipedema é clínico. Não há necessidade de um exame subsidiário ou de um exame de imagem. Somente uma conversa apropriada e completa com o paciente, que a gente chama de anamineze, e um exame físico bem detalhado, a gente já consegue fazer esse diagnóstico. Mas muitas vezes as pessoas precisam de algo para corroborar esse diagnóstico, então existem vários exames que auxiliam. Desde há muito tempo atrás, a ressonância magnética e a tomografia já foram direcionadas e possuem protocolos para esse diagnóstico, embora a maior parte dos laboratórios não coloquem isso no laudo, mas é possível ver o lipedema nesses exames. Como pesquisador, a gente acabou de publicar um trabalho sobre o diagnóstico pelo ultrassom. Então é um exame que está amplamente disponível em qualquer lugar e, se for feito esse protocolo bem direcionado, a gente consegue dar o diagnóstico do lipedema por esse exame. Existem alguns exames que estão sendo investigados, exames laboratoriais de marcadores de dano e sofrimento linfático que podem ajudar no diagnóstico do lipedema também. Agora, existe um exame que é a densitometria óssea, que é o DEXA, e que ele pode ser usado também para a avaliação de segmento corporal e distribuição de gordura. Esse exame é muito útil na avaliação dessa desproporção e permite, usando cálculos bem específicos, o diagnóstico preciso do lipedema.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.