💬 Canal WhatsApp

Você já ouviu falar em Elefantíase?

Mais sobre este vídeo

Você já ouviu falar em Elefantíase?

A elefantíase, ou filariose linfática, é uma doença causada pelo verme *Wuchereria bancrofti*, transmitido por mosquitos. O verme se desenvolve no sistema linfá

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Gostou do nosso vídeo?

Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com seus amigos, espero um pouquinho que eu vou colocar algumas indicações aqui dos melhores vídeos para assistir no nosso canal e até o próximo.

Transcrição completa do vídeo

Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou falar sobre a elefantíase, que é a filariose linfática. Essa é uma doença que afeta o sistema vascular linfático e traz um grande aumento de membro de forma a causar uma desproporção significativa. Em 2004, estimava-se 120 milhões de pessoas no mundo. Essa estimativa da OMS sobre elefantíase. É muita gente. Apesar disso, no Brasil, a doença está em vias de extinção. Ela ainda é endêmica em quatro municípios da região de Recife, Pernambuco, mas ela está quase sendo controlada. Aqui em São Paulo, já é bem raro a gente pegar a doença, o que a gente acaba pegando são as consequências, as complicações tardias da doença que aconteceu no passado. A filariose lináfico é transmitida por mosquitos infectados. São mosquitos pernilongos, ormorissoca, cúlex, portadores do verme vulqueréria Bancroft. Esse verme que vai acabar desenvolvendo no nosso corpo e destruindo o sistema linfático. Esse mosquito costuma picar entre as 11 horas da noite e a 1 hora da manhã. E aí ele inocula esse verme que vai se desenvolver com o passar dos meses e acabar entrando nas vias linfáticas do paciente. Nesse momento em que o verme está vivo andando pelas vias linfáticas, ele ainda não causou a elefantíase. Esse verme pode estar causando um processo inflamatório ali, mas esse processo inflamatório é menor. Quando esse verme acaba morrendo e ele vai morrer em algum momento, ou por causa do tratamento, ou por causa do tempo, ele acaba destruindo esse sistema linfático, causando um processo inflamatório enorme, com fibrose, com retração, e acaba obstruindo o sistema linfático, de modo que vai acabar causando um linfedema secundário. E é esse linfedema que com a evolução vai acabar aumentando o membro, causando dano na pele, uma pele mais espessa, uma pele com crostas, e levando a formação da elefantíase. E esse é um ponto importante, porque a elefantíase, então, é a filariosa e linfática, é a doença decorrente desse verme, mas a gente tem linfedema por várias outras causas, a gente tem o linfedema por causa de erisipelas, a gente tem linfedema congênito, a elefantíase seria somente aqueles que ocorreram por causa do verme, porém a gente vai ter outras causas de linfedema que pode deixar uma perna semelhante a dar elefantíase. Então, esses vermes e essa lesão no sistema linfático vai acabar deixando essa perna mais vulnerável a infecções. Essas infecções, como erisipelas, celulite, vão piorar mais ainda esse dano linfático, causando um ciclo vicioso que acaba piorando progressivamente esse membro. Em torno de 10 a 15 anos, o volume do membro acaba ficando grotesco, então, um volumoso a ponto de trazer o nome para a doença, que é a elefantíase. A elefantíase, então, ela vai trazer um enchaço, um enchaço muito importante em membros inferiores, mas pode ocorrer também em bolsa escrotal. Quando ocorre em bolsa escrotal, ela pode ser uma hidrocele, que é esse acúmulo de líquido nessa região, pode acontecer em seios também. Mas o mais frequente é em membros inferiores. No momento da infecção inicial, ela pode trazer uma dor local, pode trazer um enchaço, pode trazer febre, pode trazer dor de cabeça, são sintomas inespecíficos de uma infecção, de uma inflamação aguda no corpo, assim como um calor, uma vermelhidão local. E essa região, por várias vezes, pode acabar acontecendo erisipela. Então, a erisipela, eu já falei, tem um vídeo inteiro falando sobre a erisipela. Quem tem erisipela de repetição pode acabar tendo um membro com um aspecto semelhante a uma elefantíase. Simplesmente por causa da destruição linfática pela infecção recorrente, que traz essas alterações permanentes para esse membro. Agora, o que eu queria deixar muito claro aqui, que é a diferença de uma elefantíase para um lipedema, porque eu vejo que muitas pacientes que têm lipedema trazem no seu histórico que alguém na sua vida falou que ela tinha elefantíase. Então, o lipedema é aquela doença das pernas grossas, onde ocorre um acúmulo de gordura nas pernas, mas de forma simétrica. Então, a perna esquerda vai ser igual à perna direita. Tem uma desproporção da parte de baixo do corpo com a parte de cima do corpo, mas não necessariamente entre um membro e outro. São raros os casos de um lipedema assimétrico. Embora possa acontecer, a gente tem que pensar sempre que o lipedema é simétrico. A elefantíase é assimétrica, então um membro vai ser desproporcional ao outro, mas vai ser desproporcional de uma forma grotesca. É muito grande mesmo essa desproporção. E vai vir associado a uma grande alteração de pele do subcutâneo, com uma pele espessa, com a formação de crostas nessa pele, e às vezes também a secreção, a saída da limpa. Eu queria lembrar que a filariose, que a elefantíase, ela tem tratamento, tem medicamento para tratar esse verme. A questão é que a gente tem que lidar com as consequências de píus, com o passar dos anos, os danos permanentes que esse verme causou naquele local. Então, se você não vive nessas regiões endêmicas e não tem histórico de uma elefantíase, você pode ficar tranquilo que a probabilidade de pegar uma elefantíase em outras regiões do Brasil é próxima de zero. Então, não precisa se preocupar com isso. Provavelmente não vai ser uma erisipela. Agora, se você está trazendo um histórico já de décadas de enchaço, ou que morou em alguma área que é endêmica atual, ou que tinha essa doença no passado, aí sim a gente pode pensar na elefantíase. Caso contrário, a gente tem que pensar em outras causas de limpedema. Entre eles, o mais comum é a erisipela que eu já mencionei. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com seus amigos, espero um pouquinho que eu vou colocar algumas indicações aqui dos melhores vídeos para assistir no nosso canal e até o próximo.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.