O Dr. Fernando Amato aborda a recuperação pós-cirúrgica de mamoplastias, mastopexias, implantes e reconstruções mamárias, enfatizando que não existe um protocol
Bom, se você é essa pessoa ou conhece alguém que possa se interessar por esse assunto, assista esse vídeo até o final ou compartilhe com alguém que possa precisar. Eu sou o Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico aqui no Instituto Amato, e hoje eu vou falar como que é o pós-operatório de uma cirurgia na mama.
Caminhadas, caminhadas curtas, mas várias vezes ao longo do dia, na primeira semana e conforme for eu vou evoluindo. Geralmente, a partir de três semanas, eu já começo a liberar algumas atividades já na academia.
Você vai fazer uma cirurgia plástica nas mamas e tem medo de como será o seu pós-operatório? Que cuidados você deve ter? Como que você pode agir no pós-operatório para ter uma melhor recuperação? Bom, se você é essa pessoa ou conhece alguém que possa se interessar por esse assunto, assista esse vídeo até o final ou compartilhe com alguém que possa precisar. Eu sou o Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico aqui no Instituto Amato, e hoje eu vou falar como que é o pós-operatório de uma cirurgia na mama. Por exemplo, as cirurgias mastopexia, a mamoplastia, a prótese de mama ou até mesmo as reconstruções mamárias.
Como eu já disse, existem várias cirurgias na mama, mas elas têm algumas particularidades no pós-operatório e dúvidas que as pacientes têm. Obviamente que os prazos que eu dou vão ser diferentes dos prazos que outros médicos dão, e eu não acredito que o pós-operatório de uma cirurgia da mama tenha que ser igual, padronizado, porque os pacientes são diferentes e a recuperação é diferente. Existem técnicas que estão sendo muito divulgadas, como o de recuperação rápida, mas também que elas devem um alerta para o paciente que não é que fez uma cirurgia que no dia seguinte ela pode voltar totalmente a uma vida normal.
E alguns cuidados sempre devem existir. Numa cirurgia de mama, quando tem prótese, a prótese pode ser na frente ou atrás do músculo. Isso faz diferença, porque pode limitar a movimentação, mas muitos se enganam achando que precisa ficar com os braços muito justos ao corpo.
Eu já vi, infelizmente, eu já vi pacientes que ficaram no pós-operatório com o braço muito colado e até tiveram infecção na axila, candidíase, infecção fúngica por umidade, então isso não é legal. Então o paciente que faz uma cirurgia de mama, ele pode, sim, levantar os braços, pelo menos até a altura dos ombros. Existem gente que, algumas técnicas que já até recomendam que levante o braço até lá em cima e volte, faça alguns exercícios de fisioterapia.
Esses exercícios são muito bem-vindos, mas também temos que avaliar qual a técnica realizada. Então eu, pessoalmente, recomendo que o paciente, até o primeiro retorno, não levante o braço acima do ombro. Isso é uma particularidade do meu pós-operatório, mas que, dessa forma, eu vejo que o paciente, ele levanta, ele sente segurança para levantar o braço, desencostando do tórax e também não faça nenhum exagero.
Nessa primeira semana, além de levantar o braço até o ombro, eu peço que evite lavar os cabelos, mas não quer dizer que ela não possa lavar o cabelo. Na verdade, o cabelo não tem nada a ver com a cirurgia, mas a movimentação pode ser muito intensa para algumas pacientes de lavar o cabelo, de escovar o cabelo, de usar o secador de cabelo. Então eu peço que a paciente, se for lavar o cabelo, ela vá no cabeleireiro ou peça para algum familiar fazer isso em casa.
Isso ajuda bastante a paciente no pós-operatório, que pode estar até com um pouquinho de limitação por conta de dor, insegura, e ter alguém do lado, uma rede de apoio, faz a diferença. Outra dúvida muito frequente é quanto à direção, quando que pode dirigir. Existem carros e carros, carros automáticos, carros com direção hidráulica, existem carros com uma direção um pouquinho mais dura, manuais, então isso faz muita diferença.
O tipo de carro, como que vai ser, se a distância é curta, se é uma distância longa, se tem que fazer muita baliza, manobrar. Em São Paulo, eu moro em São Paulo e aqui a gente tem motoqueiro, eu acho que dirigindo em São Paulo é muito perigoso, a gente precisa fazer uma direção defensiva. Então eu não recomendo até três semanas de pós-operatório, mas, dependendo de cada caso, eu vou liberando aos poucos.
Mas nunca antes de uma semana, eu acho que essa semana até poderia dirigir, mas eu acredito que é muito importante o médico ver o paciente no retorno de uma semana e começar a liberar para as atividades. Então, geralmente eu libero a partir de três semanas, mas tem médicos que devem liberar até no dia seguinte, utilizando uma técnica, uma recuperação rápida. Mas mesmo assim, eu acredito que a gente tem que encaixar na realidade do paciente, onde que mora, qual tipo de casa, qual tempo, para onde vai, o que vai fazer.
Esforço físico, a mesma coisa, eu recomendo muito que os pacientes não façam esforço físico nessas três primeiras semanas. Eu acho que isso faz diferença e, assim, dependendo da técnica utilizada, as intercorrências que eu possa ter tido na cirurgia, a dificuldade, o risco de sangramento, eu vou liberando o paciente no pós-operatório. Depois de três semanas é muito difícil ter um sangramento, mas com dez dias é possível ter um hematoma.
Dez dias, duas semanas, então o esforço físico pode aumentar a pressão e aumentar o sangramento e perder toda a cirurgia. Então, eu não recomendo um esforço, carregar peso nas primeiras duas, três semanas. Atividade física, eu recomendo que o paciente faça, sim, desde o começo, atividade física.
E qual que é a atividade física que o paciente vai fazer? Caminhadas, caminhadas curtas, mas várias vezes ao longo do dia, na primeira semana e conforme for eu vou evoluindo. Geralmente, a partir de três semanas, eu já começo a liberar algumas atividades já na academia. Atividades com membro superior, eu peço para que seja sempre de uma forma gradual e, às vezes, com mais de um mês, eu vou sentindo a evolução para poder liberar o paciente.
Então, essas são as diferenças do pós-operatório. Ah, o sutiã, o sutiã, para algumas cirurgias, talvez ele não faria nem diferença, mas eu acho importante o paciente ter alguma coisa, algum tecido, alguma coisa segurando o paciente, segurando ali a mama, para a paciente se sentir mais segura nesse pós-operatório, até mesmo ela lembrar que ela tem uma cirurgia mamária. Ele poderia evitar alguns sangramentos se estivesse muito apertado, mas eu acho que estar muito apertado também prejudica a perfusão dos tecidos, então pode não encher tanto no lugar, mas vai encher um pouquinho mais para baixo, mais para cima, então o sutiã tem que estar justo, não muito apertado e é para proteger o paciente.
Também usar um sutiã não cirúrgico, às vezes ele pode machucar exatamente em cima do corte, então o ideal é que use um sutiã cirúrgico por pelo menos um mês e de forma direta, o dia inteiro. Depois eu acabo liberando alguns períodos sem o sutiã e também isso vai variar de técnica para cada cirurgia nas mamas, então a gente tem que ter essa particularidade, precisa estar sempre conversando com o paciente no pós-operatório. Então, muito do que eu estou falando aqui, eu adapto a cada paciente, a cada cirurgia, e como está sendo esse pós-operatório.
Não se faz uma cirurgia e abandona o paciente com uma listinha de evoluções, não é um manual tão simples, o ser humano é muito mais complexo e a gente tem que participar do pós-operatório junto com o paciente e definindo as melhores escolhas em uso da cinta, em uso dos medicamentos, em atividade física, atividades diárias, direção. Eu acredito que a gente tem que fazer parte no pós-operatório do paciente e é isso que vai garantir um excelente resultado no futuro. Então, se você conhece alguém que vai fazer uma cirurgia nas mamas, caminha esse vídeo.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.