O chocolate, quando consumido de forma adequada, pode ter efeitos benéficos para a saúde vascular, principalmente devido aos flavonoides presentes no cacau. Est
Não contem pra ninguém, eu não gosto de chocolate. Eu, infelizmente, não consigo gostar de chocolate, não consigo entender o paladar das pessoas que gostam de chocolate. Isso não invalida nada do que eu vou falar da parte científica do chocolate aqui.
Eu lembro que eu fazia parte da comunidade das pessoas que não gostavam de chocolate. A comunidade era pequenininha, mas isso é só uma curiosidade. Vamos lá, vamos falar do chocolate.
Tem várias razões, mas a principal delas e a palavrinha mágica aí é açúcar. Mas tem outras e eu vou falar aqui pra vocês. Então, primeiro vamos falar dos constituintes do chocolate.
A palavrinha mágica também é flavonoides. Vivo falando dos flavonoides aqui, aqueles compostos bioativos que melhoram a nossa saúde em vários aspectos. Muitos alimentos possuem esses flavonoides, esses polifenóis, fruta, uva, eu tenho o vídeo de uva aqui, várias verduras, vegetais, chás e o cacau.
Então, o primeiro deles é o efeito antiaterogênico. Então, todo aquele processo de inflamação que acaba baixando com os flavonoides pode evitar a progressão da aterogênese ou da formação da placa aterosclerótica.
Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar a influência do chocolate na circulação. O que o chocolate tem a ver com as nossas artérias, veias, vasos? Se vai melhorar, se vai piorar? A gente ouve falando mal, falando bem, mas o que acontece com o chocolate? Qual que é a verdade do chocolate? Falando em verdade, eu vou contar um segredo aqui pra vocês, tá? Não contem pra ninguém, eu não gosto de chocolate. Eu, infelizmente, não consigo gostar de chocolate, não consigo entender o paladar das pessoas que gostam de chocolate.
Isso não invalida nada do que eu vou falar da parte científica do chocolate aqui. Por favor, escreve lá embaixo no comentário se você conhece alguém mais que não come chocolate, porque às vezes eu me sinto sozinho no mundo. E se você conhece alguém que gosta de chocolate, já pega esse link e manda pra essa pessoa, porque eu vou falar exatamente como comer chocolate de forma que melhore a sua saúde.
Porque é assim, o chocolate tem a forma de comer que melhora e tem a forma de comer que piora. E você vai ficar sabendo disso até o final do vídeo. Eu lembro até lá no passado, isso aí a maior parte de vocês nem vai lembrar que existia o Orkut, né? Eu lembro que eu fazia parte da comunidade das pessoas que não gostavam de chocolate.
A comunidade era pequenininha, mas isso é só uma curiosidade. Vamos lá, vamos falar do chocolate. Pra entender o chocolate, eu preciso falar antes que as doenças cardiovasculares, elas são a primeira causa de morte no mundo.
Então, por isso que vale a pena a gente martelar esse assunto da circulação, da má circulação e de todos os aspectos que influenciam nisso. Ultimamente, todo mundo tem visto o chocolate sendo ligado à hipertensão, à diabetes, sobrepeso, obesidade. Mas caramba, o que aconteceu lá no passado, na época pré-colombiana, por exemplo, o chocolate era usado como tratamento.
Quando descobriram os índios Kuna, por exemplo, quase nenhum deles tinha hipertensão arterial. Então, como que o chocolate saiu de uma coisa que era extremamente saudável pra quase um dano pra saúde, né? E o que a gente tem que fazer pra voltar, pra transformar o chocolate de novo em algo saudável? Tem várias razões, mas a principal delas e a palavrinha mágica aí é açúcar. Mas tem outras e eu vou falar aqui pra vocês.
Então, primeiro vamos falar dos constituintes do chocolate. O que que tem lá no cacau que pode melhorar a saúde? A palavrinha mágica também é flavonoides. Vivo falando dos flavonoides aqui, aqueles compostos bioativos que melhoram a nossa saúde em vários aspectos.
Muitos alimentos possuem esses flavonoides, esses polifenóis, fruta, uva, eu tenho o vídeo de uva aqui, várias verduras, vegetais, chás e o cacau. O cacau é uma fonte muito rica desses polifenóis. Então, os principais são as catequinas e as epicatequinas.
São eles que vão atuar mais no nosso corpo. Eles são os principais responsáveis pelo efeito benéfico no nosso corpo, mas eles são, em boa parte, perdidos no processo de manufatura do chocolate. Não sei se vocês sabem como é que faz o chocolate, mas tem o processo de torra, tem o processo de fermentação.
Esse é o processo básico, aí quando a gente fala dos mais industrializados, existem outras fases ainda de processamento. Então, quanto maior o processamento, mais diminui a quantidade de polifenóis. A fermentação e a torra são a fase principal que traz o sabor ao chocolate.
E é um dos processos que acaba levando também à diminuição dos flavonoides. Um outro processo da industrialização é a alteração da cor do chocolate. Então, esse processo de mudança de cor é a alcalinização do chocolate, que acaba levando a uma perda de até 60% desses flavonoides.
E, obviamente, tem uma grande variedade no mercado de chocolate. Tem chocolate de alta qualidade, de baixa qualidade, tem chocolate com processos diferentes de manufatura. Então, é muito difícil a gente saber exatamente quanto que está tendo de flavonoide em um ou outro chocolate.
É inacreditável que a diferença pode ser de 10 vezes mais para um chocolate com uma qualidade maior, uma quantidade maior de flavonoide, para outro que tem um processo de manufatura mais industrializado, com mais momentos para diminuir essa biodisponibilidade, essa quantidade de flavonoide ativo. Mas o chocolate tem outras substâncias também. Tem as telbrominas, tem magnésio, tem potássio, tem cafeína também.
Então, são várias substâncias que vão atuar na nossa saúde. Mas, quando a gente está falando da saúde vascular, que é o objetivo do vídeo aqui, eu vou me focar mais nos flavonoides. Se você quiser que eu fale de outros aspectos do chocolate, é só escrever lá embaixo nos comentários que eu estou lendo.
Então, quais são os efeitos desses flavonoides na circulação, na saúde vascular? Então, o primeiro deles é o efeito antiaterogênico. Então, todo aquele processo de inflamação que acaba baixando com os flavonoides pode evitar a progressão da aterogênese ou da formação da placa aterosclerótica. Obviamente, ele só vai retardar a evolução, ele não vai ser o suficiente para conseguir parar por completo.
Tem também um efeito antiinflamatório, principalmente pela via do estresse oxidativo, que é exatamente o que os flavonoides fazem, atuam no estresse oxidativo, diminuindo a inflamação na parede vascular. Tem demonstrado também um efeito antiagregador plaquetário, que são aquelas células que se juntam, formando um coágulo. Normalmente, numa placa aterogênica, esse coágulo pode ser a rolha final, pode ser aquilo que entope a artéria no final.
Tanto que um dos tratamentos para evitar a progressão da doença é a aspirina. A aspirina tem um efeito antiplaquetário. Então, o chocolate também tem esse efeito antiplaquetário, obviamente, numa intensidade muito mais fraca.
Tem alguns trabalhos que mostraram também uma melhora no perfil lipídico e até mesmo na glicemia. Mas fica atento que não é qualquer chocolate que vai levar a isso, tem que entender qual que vai ser. E eu vou falar as dicas de consumo no final aqui do vídeo.
Tem muitos trabalhos que avaliaram a influência do chocolate na pressão arterial. E assim, falando de uma média, mostram até para uso crônico, tem trabalho para uso agudo e uso crônico, uma diminuição na pressão arterial de até 6 milímetros de mercúrio. É óbvio, 6 milímetros de mercúrio, você não vai pegar alguém que tem 170 de pressão, diminuir 6 não vai ajudar muito, você vai precisar de medicamento.
Mas como um coadjuvante, com certeza seria muito útil. E ele previne a oxidação do LDL, daquele colesterol ruim. Eu já falei isso em outro vídeo, como que funciona, né? O colesterol ruim, o LDL vai lá, gruda na parede do vaso, aí vem o processo oxidativo que digere esse LDL e acaba deixando uns espaços e é ali que inicia-se a placa aterosclerótica.
Então, se você diminui esse processo oxidativo, você retarda a evolução da aterosclerose. E ocorre também um aumento da biodisponibilidade do óxido nítrico, que atua lá na função endotelial, na primeira camada de células do vaso, de forma que o vaso passa a ter a vasodilatação, que é muito importante aí na função vascular. Tudo isso que eu falei está direcionado aí para a doença arterial, não está relacionado em nada com as varizes.
Eu não estou falando aqui para comer chocolate para melhorar varizes, que não é isso. Eu estou falando aqui que os flavonoides que existem no chocolate, mas existem também em muitos outros alimentos, tem a capacidade de retardar a evolução da aterosclerose na parede das artérias. Então, qual que é a dica de consumo? Qual que é o chocolate que pode ter esse efeito? Em primeiro lugar, buscar os chocolates mais amargos.
Então, esses chocolates vão ter mais flavonoide disponível. Em segundo lugar, buscar os que não têm açúcar. Eu tenho um vídeo inteiro aqui falando dos malefícios do açúcar.
Então, não adianta nada você pisar no freio e no acelerador ao mesmo tempo. Ah, estou tomando flavonoide aqui com chocolate, pisa no acelerador, e estou entuchando açúcar, pisa no freio. Você não vai sair do lugar.
Buscar os chocolates sem o acréscimo de açúcar. O chocolate ao leite é outra coisa, a gente pode mergulhar muito e falar de leite. Eu não pensei em fazer nenhum vídeo de leite com relação à circulação.
Se você acha que é interessante, escreve lá embaixo no comentário que eu quero saber. Mas basicamente, buscar os chocolates que são mais chocolate e não leite, porque a gente está falando dos flavonoides que não tem no leite. A grande maioria dos trabalhos científicos são com cacau, com a semente do cacau, com os bioflavonoides, ou com o chocolate bem amargo.
Ninguém está fazendo estudo científico tentando ver benefício de chocolate com açúcar, porque a gente já sabe os malefícios do açúcar. Então, vamos ver o que é o bom, é o chocolate sem o açúcar. Tudo isso foi tão bem estudado, tão bem demonstrado, que a EFSA, que é a European Food Security Authority, entidade que controla os alimentos na Europa, tem até uma recomendação de uso diário de chocolate.
E essa recomendação é em torno de 200 miligramas dos flavonoides do cacau diariamente. Mas aí eu estou falando dos flavonoides. Quanto que é isso em chocolate? A gente encontra esses 200 miligramas em 2,5 gramas de pó de cacau rico em flavonoide, ou até mesmo em 10 gramas de chocolate amargo rico em flavonoide.
Então tem muita discussão na literatura de qual que é a dose correta, qual que é a melhor dose. Mas uma coisa que não se discute, e que é certeza absoluta, é de qual que é o melhor chocolate para a saúde. E com certeza não é aquele rico em açúcar e muito leite.
Então vocês lembram que no comecinho do vídeo eu falei que eu não gostava de chocolate. O chocolate bom e saudável é o chocolate amargo. A maior parte das pessoas pode não gostar do chocolate amargo.
As pessoas acabam gostando mesmo é do açúcar, do leite e da mistura toda, da industrialização que acaba levando. Tem chocolate que tem nozes, que tem caramelo, que tem marshmallow. Então na verdade é o doce que atrai e não o chocolate em si.
Então tomar muito cuidado ao escolher o chocolate que seja melhor para a sua saúde. A quantidade de bioflavonoides no chocolate branco também, passa um processo de industrialização muito maior, é muito menor também. Então a gente tem que buscar o chocolate amargo, que no final a gente acaba descobrindo que muitas pessoas não tem o paladar para isso.
Ele tem que ser desenvolvido. Gostou desse vídeo? Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com seus amigos e fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.