O aumento de casos de diabetes no Brasil está relacionado principalmente ao maior acesso ao diagnóstico e ao crescimento da obesidade, um fator de risco crucial
Os motivos são principalmente dois. Primeiro, o maior acesso ao diagnóstico das pessoas que estão tendo maior possibilidade de diagnosticar o diabetes e o aumento da prevalência de obesidade, que é um fator de risco para o diabetes tipo 2.
Sim, é possível você diagnosticar pelos sintomas, no entanto, quando esses sintomas aparecem, o diabetes já está em um estágio avançado, um estágio mais avançado, então o ideal é fazer o diagnóstico antes dos sintomas aparecerem.
Então, sintomas são principalmente perda de peso, a pessoa que vinha ganhando peso com esses hábitos inadequados, ela começa a perder peso, urinar demais, começar a urinar bastante, um volume de urina muito grande, muita fome, tem uma sensação de fome o tempo todo e muita sede, então é o que a gente chama de polifagia e polidipsia, então a pessoa urina muito, tem muita sede, bebe muita água e começa a emagrecer, esses são os sintomas que o diabetes está já descompensado.
Então, pessoas que têm fatores de risco, anualmente você tem que fazer uma dosagem de glicemia, hemoglobina glicada, exames que seu endocrinologista vai saber pedir no caso de fatores de risco, como a gente disse, sobrepeso, sedentarismo, familiares que têm diabetes, então você fazendo anualmente exames de rotina já é suficiente para diagnosticar de forma precoce caso você venha a ter esse diagnóstico de diabetes tipo 2.
Sim, a periodicidade depende, se está descompensado, às vezes até mensal, enfim, depende do caso, mas se estiver compensado, eventualmente a cada 3 meses, 4 meses, mas isso é definido de acordo com cada caso, quando o paciente já tem o diagnóstico de diabetes.
Olá, está começando mais um Espaço Livre. No programa de hoje, vamos falar sobre diabetes. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas com diabetes tipo 1 e 2 subiu 61,8% no Brasil na última década.
Recebo a doutora Lorena Mato, médica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo, que vai nos explicar um pouco sobre esta doença. Seja bem-vinda ao programa, doutora. Obrigada.
Doutora, a qual motivo a senhora atribui esse crescimento no número de casos? Os motivos são principalmente dois. Primeiro, o maior acesso ao diagnóstico das pessoas que estão tendo maior possibilidade de diagnosticar o diabetes e o aumento da prevalência de obesidade, que é um fator de risco para o diabetes tipo 2. Então, as pessoas estão mais sedentárias, estão se alimentando de forma pior e com isso estão ficando mais obesas e aumentando a incidência do diabetes tipo 2, que é uma consequência desses fatores de risco de hábitos de vida inadequados. Explica para a gente quais são os tipos de diabetes.
Nós temos principalmente dois tipos de diabetes, basicamente, o tipo 1 e o tipo 2. O tipo 2 é o mais prevalente, acomete pessoas em geral um pouco mais velhas e tem principalmente como causa esses fatores de risco, como eu já citei, sedentarismo, obesidade, hábitos alimentares ruins. Já o diabetes tipo 1, ele acomete mais crianças, pessoas mais jovens, adolescentes, em geral ele já necessita do uso de insulina desde o começo, desde o diagnóstico e a carga genética, fatores genéticos são muito mais importantes para esse diabetes tipo 1. Então, esse é o grande diferencial e sendo bem menos frequente o diabetes tipo 1 do que o diabetes tipo 2. O estilo de vida, então, tem influência direta no surgimento da diabetes. Com certeza, com certeza.
Pessoas que são sedentárias, que têm alimentação inadequada, favorece o ganho de peso e isso consequentemente favorece o surgimento do diabetes tipo 2, principalmente. Doutora, é possível notar os principais sintomas da diabetes sem fazer um exame de sangue? Sim, é possível você diagnosticar pelos sintomas, no entanto, quando esses sintomas aparecem, o diabetes já está em um estágio avançado, um estágio mais avançado, então o ideal é fazer o diagnóstico antes dos sintomas aparecerem. Nós falamos do diabetes tipo 2, então o ideal é fazer um rastreamento, você fazer um exame de rotina, dosagem de glicemia e com isso fazer um diagnóstico antes dos sintomas se iniciarem, porque quando aparecem, já está um pouco avançado o estágio do diabetes.
E quando já está avançado, o que a pessoa deve observar? Quais são esses sintomas que ela deve correr para o médico, para um especialista? Então, sintomas são principalmente perda de peso, a pessoa que vinha ganhando peso com esses hábitos inadequados, ela começa a perder peso, urinar demais, começar a urinar bastante, um volume de urina muito grande, muita fome, tem uma sensação de fome o tempo todo e muita sede, então é o que a gente chama de polifagia e polidipsia, então a pessoa urina muito, tem muita sede, bebe muita água e começa a emagrecer, esses são os sintomas que o diabetes está já descompensado. No caso dos exames de rotina, o ideal é fazer de quanto em quanto tempo? Então, pessoas que têm fatores de risco, anualmente você tem que fazer uma dosagem de glicemia, hemoglobina glicada, exames que seu endocrinologista vai saber pedir no caso de fatores de risco, como a gente disse, sobrepeso, sedentarismo, familiares que têm diabetes, então você fazendo anualmente exames de rotina já é suficiente para diagnosticar de forma precoce caso você venha a ter esse diagnóstico de diabetes tipo 2. No caso do paciente que já tem a doença, ele deve fazer esses exames com intervalo menor? Sim, a periodicidade depende, se está descompensado, às vezes até mensal, enfim, depende do caso, mas se estiver compensado, eventualmente a cada 3 meses, 4 meses, mas isso é definido de acordo com cada caso, quando o paciente já tem o diagnóstico de diabetes. E a doença, ela é mais comum entre homens ou mulheres? Então, a prevalência no Brasil foge um pouco da prevalência mundial, que no mundo é um pouco mais comum em homens, mas no Brasil, o diabetes foi demonstrado que é um pouco mais comum em mulheres, talvez porque a obesidade seja um pouco mais comum nas mulheres no Brasil, e também pelo diabetes gestacional, que é um fator também de risco para o diabetes tipo 2, então aumenta a prevalência de mulheres diabéticas, então no Brasil a prevalência em mulheres está um pouco maior do que em homens.
E o que é a diabetes gestacional, para quem nunca ouviu falar? Então, diabetes gestacional, ela surge somente durante a gestação, em geral, isso é um fator de risco, ela já demonstra que a pessoa não tem uma resposta adequada, uma sobrecarga da glicemia, então ela já não tem uma resposta adequada à sobrecarga do pâncreas, então ele precisa, o corpo já demonstra que tem uma predisposição genética, a pessoa que tem diabetes gestacional, ela surge só na gestação, depois desaparece, mas mais à frente é muito frequente que essa pessoa venha se tornar diabética, então é uma situação, num momento que você está gestante, mas que depois demonstra que a pessoa pode vir se tornar diabética, tem mais chance de vir se tornar diabética. E ela surge geralmente no início da gravidez? Não, no início, o diagnóstico é feito entre a 24ª, em geral, e a 28ª semana, quando se pedem exames específicos para avaliar se a gestante está diabética ou não, mas eventualmente o diagnóstico é feito até antes, às vezes se tiver muito descompensado pode ser que seja feito um diagnóstico antes, mas em geral, nessa semana, é necessário um exame específico que é feito para fazer esse diagnóstico de diabetes gestacional. No caso das grávidas, quais são os cuidados que elas devem tomar, se for constatado? Diabetes gestacional tem vários níveis também, tem níveis mais descompensados, mas em geral, só com atividade física e alimentação adequada, com orientação de nutricionista, já consegue controlar muito bem o diabetes gestacional, então, só de ter hábitos saudáveis, alimentação adequada e fazer uma atividade física durante a gestação, isso já é, em geral, o suficiente para tratar o diabetes gestacional.
Mas tem alguns casos que a grávida tem que ficar de repouso absoluto, que é uma situação ainda mais complicada. Sim, tem alguns casos que é necessário uso de insulina para controlar o diabetes, que a gente tem que lançar a mão disso, então, depende da gravidade do caso, tem que ser avaliado cada caso individualmente. Doutora, geralmente, em qual idade começam a aparecer os primeiros sintomas da diabetes? O diabetes tipo 2 são adultos, então, assim, na verdade, acima de 40 anos é que começam a pesar esses fatores de risco, mas hoje em dia, como a prevalência de obesidade tem atingido até crianças, então as pessoas estão por muito tempo obesas, então a gente não pode ficar muito fechado nessa idade.
Então, se você já notar sintomas ou tiver fatores de risco, talvez até antes você já começar um rastreamento, fazer exames de rotina, com glicose em jejum, que é pedido em todos os exames de rotina, a gente já consegue ter uma noção se a pessoa está tendendo a alterar, a ter diabetes mais para frente ou não. Tem uma idade que é a maior a incidência da doença? Não, depois dos 40 anos é que tem que ficar, fazer exames com maior frequência, normalmente, mas se tiver fator de risco, até antes. A gente falou bastante dos exames de rotina, mas quem tem a doença, geralmente, tem aquele aparelhinho para medir a taxa de glicose no sangue, é importante que eles tenham esse aparelhinho, é necessário medir todo dia, como que funciona isso? Então, se o paciente tiver diabetes tipo 2 e não fizer uso de insulina, é claro que cada caso tem que ser avaliado, mas em geral não é necessário, não precisa ficar medindo glicemia capilar com aparelho, que os pacientes gostam bastante, mas não precisa, se tiver necessidade, em geral, o médico vai solicitar que o paciente faça, adquira o aparelho e faça esse exame, traga os registros anotados para avaliação em consulta, mas em geral não é necessário.
Só no caso de pedido médico mesmo? É, se o médico achar que vai precisar, que vai ajudar, em alguns casos ajuda, essa dosagem, essa medida da glicemia capilar, aí o médico solicita que o paciente faça, adquira o aparelho, faça e traga na consulta os registros, aí em alguns casos é necessário, mas a maioria não precisa. Mas é muito comum, né? É muito comum, todo mundo gosta de fazer a dosagem da glicemia capilar, mas não é por isso que a gente seguia o tratamento, se está bem controlado ou não, em geral. Tem muito paciente que acaba comprando o aparelhinho justamente para medir, porque adora comer um doce, e aí compra ali o aparelhinho para medir, olha, hoje a minha taxa de glicose acabou, eu posso comer um chocolate, tem muito paciente que faz isso, né? Tem, tem muito paciente, e isso é até pior, porque o que acontece, o paciente se engana achando que por uma medida aleatória está tudo bem, né, mede ali de forma aleatória e fala que está tudo bem, acaba comendo, se permitindo um pouco mais, quando não está certo, né, o controle que a gente faz é pela hemoglobina glicada, um exame de sangue que a gente vê se o diabetes está bem controlado ou não, em geral.
Então, se o paciente fica julgando que está bem controlado, às vezes até postergam a consultar o médico para falar, não, está tudo bem, estou dosando aqui, está ok, e não é bem por aí. A dosagem tem que ser feita antes das refeições e até duas horas após, acontece também muito o paciente acabar de comer e já fazer a glicemia capilar, quando a gente preconiza duas horas após a refeição, e aí ele vê, às vezes se assusta também, o nível está muito alto e fica muito preocupado, enfim, é melhor fazer com orientação, porque piora tanto para o paciente ficar muito preocupado desnecessariamente ou ficar muito despreocupado e não procurar assistência médica, né. Doutora, quais são as restrições alimentares, né? Então, hoje em dia, o diabético, ele tem uma possibilidade muito grande alimentar, a gente não tem, não é que não pode comer açúcar, a verdade é uma alimentação saudável, alimentação equilibrada, preferir alimentos integrais, evitar o abuso do açúcar, se o paciente tiver uma alimentação equilibrada, comer de tudo um pouco, frutas, verduras, não comer frituras e açúcar em excesso, alimentos integrais, se tiver uma alimentação relativamente equilibrada, não tem problema consumir de vez em quando um doce, alguma coisa, estiver fazendo atividade física, não é esse o problema, hoje em dia tem uma liberdade muito grande, aquele mito que o diabético não pode comer açúcar de jeito nenhum, isso não existe, se estiver bem controlado, não vai ser um pouquinho de açúcar que vai alterar o tratamento, né, mas assim, tudo com moderação, com supervisão médica, avaliação nutricional é interessante, acompanhamento com nutricionista também, então isso com certeza tem uma liberdade de alimentação saudável, em geral para todo mundo, né, mas diabético tem que enfatizar ainda mais isso.
E doutora, em relação aos produtos diet, quais são os cuidados que os pacientes, quem tem diabetes deve tomar para não comprar um produto achando que vai comer um produto que é adequado e muitas vezes não é? Tem muita confusão de diet e light, né, light é reduzido 25% de algum item, não necessariamente o açúcar, light é reduzido de açúcar, mas eventualmente um alimento que tenha um pouco menos açúcar, mas você come em excesso, para a gente falar, não, é diet, posso consumir o tanto que eu quiser, e aí você fala, é reduzido, mas acabou que o consumo foi tão alto que compensou isso, então tem que ter muito cuidado com essa questão de redução de açúcar, o fato de ser reduzido não quer dizer que vai ser isento de açúcar e que você possa comer à vontade, não quer dizer que seja saudável também, porque pode ter gordura, o fato de ser diet e não ter açúcar pode ter gordura em excesso, que também é prejudicial para o diabético, né. Doutora, a gente vai rapidinho para um intervalo comercial, a gente vai continuar falando sobre a alimentação, né, que eu acho que essa parte é muito importante, vamos para um rápido intervalo e já voltamos com mais Espaço Livre. Estamos de volta com Espaço Livre, hoje falando sobre diabetes, continuo na companhia da doutora Lorena Mato, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo.
Doutora, a gente estava falando sobre as restrições alimentares, né, tem, eu acho que uma outra situação que os diabéticos devem tomar muito cuidado com, e eu acho que a gente tem que tomar muito cuidado, que é em relação aos produtos industrializados, a gente falou dos produtos que tem lá escrito diet, mas a gente tem muita coisa no mercado que contém açúcar e muitas vezes as pessoas acham que não tem nada de açúcar, né, tem que ler o rótulo mesmo? É, é importante ler o rótulo, estar sempre atento a esses produtos industrializados e outro item que tem bastante nos produtos industrializados e que faz muito mal para o diabético é o sal, né, em geral é rico em sódio esses produtos de caixinha, de saquinho e o sódio é muito prejudicial para o diabético, né, também, então, quer dizer, tem que ficar atento aos rótulos e dar preferência sempre aos alimentos naturais do que os industrializados. Outra questão que engana muito é o nome, né, dos componentes ali, a composição de cada alimento, às vezes você tem açúcar, mas com outro nome e aí acaba confundindo, né, a pessoa, uma pessoa que tem a doença acaba consumindo um produto que tem muito açúcar e ela nem sabia porque tem aquele nome estranho. É, com certeza, eles falam maltodextrina, xarope de milho, enfim, outros adoçantes, itens que adoçam, né, carboidratos simples que são utilizados para adoçar e não está escrito açúcar, então, realmente fica um pouco difícil avaliar.
Em relação aos carboidratos, quem tem a doença também deve tomar cuidado quando a doença está em um nível avançado, que tipo de carboidrato come? Assim, se o diabetes estiver descompensado, os carboidratos simples que a gente chama que são os pães sem sem integral, as farinhas, as massas, todas sem sem integral, são carboidratos simples, fazem pico de glicose no sangue, a absorção é muito rápida, então isso é muito prejudicial. Idealmente, ninguém deveria fazer uso desses alimentos diabéticos, então, agora, descompensado, realmente os carboidratos simples é bem problemático, tem que ser restrito, a gente faz essa orientação. E hoje no mercado a gente tem muitos produtos integrais, como você falou, dá para comer de tudo um pouco, né? Ah, tem massas integrais, farinhas, farinhas que dá para fazer bolos integrais, pães, e é claro, são carboidratos em excesso, levam ao ganho de peso e à descompensação do diabetes, então o fato de ser saudável não quer dizer que você possa consumir em excesso de forma despreocupada, só tem que consumir com moderação, mas fica um pouco mais, menos difícil, mais fácil a absorção, fica um pouco mais fácil para controlar o diabetes quando são consumidos esses alimentos integrais.
E doutora, além da alimentação, quais são os outros cuidados que um diabético precisa ter? O diabético é um paciente que tem o fator de risco aumentado para eventos cardiovasculares e cerebrovasculares, ou seja, infarto e AVC, então eles têm que ter sempre um bom acompanhamento da pressão arterial, ver se está tudo certo com a pressão, medir com frequência. Colesterol também, se estiver elevado no diabético, isso também prejudica mais do que os outros indivíduos, porque ele tem já um fator de risco para ter esses eventos cardiovasculares, infarto e AVC, então ele tem que ter esses cuidados em relação a outros exames e também tem o hábito de vida saudável, como eu já disse, atividade física sempre e alimentação saudável. No caso dos idosos, é mais perigoso? Com certeza, os idosos ainda juntam mais um fator de risco, com a idade a aterosclerose está mais avançada, o diabético já tem essa predisposição à aterosclerose, que é um fator de risco aos eventos cardiovasculares, então com o avançar da idade, esses fatores ficam ainda mais acentuados.
E doutora, o que seria pré-diabetes? Pré-diabetes é um nome que nós utilizamos com algumas críticas dos colegas, eventualmente nem ser tão adequado, mas é um estágio que o paciente ainda não tem diabetes, não fecha diagnóstico, mas tem exames alterados de glicose, tem níveis alterados, esse paciente se não cuidar dos fatores de risco, emagrecer, mudar os hábitos alimentares, hábitos de vida, tem grande chance de se tornar diabético. Então, a partir do momento que vocês constatam essa pré-diabetes, vocês indicam que a pessoa comece a ter uma vida mais saudável, deixe de ser sedentária, tem que ter hábitos mais saudáveis? Ele pode ficar para sempre com esse diagnóstico de pré-diabetes e até reverter os exames se ele mudar hábitos de vida, se o paciente mudar esses fatores de risco, mas se não, se continuar do mesmo jeito, a chance de progredir para um diabetes é grande. Hoje em dia a gente está vendo que o controle de muitas doenças vem da alimentação saudável e dos exercícios, as pessoas têm que levar uma vida mais saudável e se alimentar da forma correta, acho que com o dia a dia corrido, a gente tem uma rotina muito corrida hoje em dia e todo mundo pega um saquinho, sempre abre um saquinho de alguma coisa industrializada, que tem muito sódio, tem muito açúcar, você não sabe, a gente tem que mudar o nosso hábito mesmo.
Vai beber alguma coisa, acaba bebendo um refrigerante ou outra bebida, mesmo que seja zero, mas tem muito sódio, muita coisa ruim ali, o ideal é água, isso para todo mundo, esses hábitos saudáveis é algo que todo mundo deveria começar a praticar. A gente chegou a falar sobre isso no começo do programa, mas uma pessoa que tem alguém na família que tem diabetes, ela deve redobrar a atenção e fazer exames regulares, né? Mesmo o diabetes tipo 2, que tem fatores ambientais mais pesados para que ele ocorra, os fatores genéticos são muito importantes, tanto no tipo 1 quanto no tipo 2, então essa herança familiar, se o paciente tem história familiar de diabetes, história de diabetes gestacional, ele tem que ficar um pouco mais atento para esse diagnóstico. Por exemplo, numa família que a mãe não teve diabetes gestacional, mas, por exemplo, o pai tem diabetes ou alguma outra pessoa, uma irmã já tem, caso uma das pessoas dessa família, uma mulher, venha a engravidar, ela corre muito risco de ter uma diabetes gestacional? Corre, corre risco, tem um risco maior do que pessoas que não têm história familiar e também se ela tiver fatores de risco, como excesso de peso, como já disse, alimentação, então ela, os diabetes tipo 2 tem muito peso dessas duas fontes, tanto a genética quanto o ambiental, o ambiente desfavorável, né? A pessoa ter fatores de risco, né, sobrepeso e ter essa história genética, isso é que faz, em geral, diabetes tipo 2. E doutora, em quais casos a insulina, ela é necessária? A insulina no diabetes tipo 1 já é necessária desde o diagnóstico, né? Em geral, pessoas novas, jovens, desde o diagnóstico, tem a insulinização plena, que nós falamos em todas as refeições, o indivíduo tem que usar a insulina do tipo 1. No tipo 2, em geral, no começo não é necessário.
Com o passar do tempo, dependendo do controle do diabetes, pode ser que esse indivíduo venha necessitar de usar a insulina ou não. Às vezes desde o começo do tipo 2 também, mas em geral, no começo, o diabético 2 não precisa de insulina, com o tempo pode vir a precisar, isso depende do controle. Se o diabetes não estiver bem controlado com as medicações vioral e com essas mudanças de hábitos de vida, aí é a hora que nós lançamos mão da insulina.
Entendi. Então, além da insulina, também existe uma medicação vioral, mas aí vocês passam no início, antes da insulina, a insulina nos casos mais graves. É, depende.
Eventualmente, desde o início já é necessária a insulina, mas em geral dá pra controlar com medicamentos vioral. Tem muitos medicamentos hoje em dia, tem muita opção, então que nós podemos tentar antes e em geral dá pra controlar bem com medicamento vioral, mas eventualmente não, aí a gente tem que começar a insulina. Existe algum outro tipo de tratamento para o diabetes? Existe, assim, além dos medicamentos vioral e a insulinização, a única particularidade que vale a pena citar é a bomba de insulina, que você instala uma bomba de infusão contínua de insulina, isso é muito bom para o diabetes em criança, porque não tem que ficar injetando o tempo todo, se furando o tempo todo, você instala a bomba, em geral tem que trocar cada 3 dias o dispositivo e aí você injeta a insulina por aquele aparelho, mas é a insulinização de toda forma, mas é uma outra forma de tratar, que também é muito interessante, principalmente em crianças.
Que é mais difícil, né, pra aplicar a insulina toda hora. Então, essa bomba de insulina, mas é a insulina de toda forma, insulina e medicamento vioral são as opções de tratamento do diabetes. Doutora, e no caso das crianças, como controlar as crianças? Porque criança vai numa festinha e tem aquela mesa cheia de doces, é muito mais difícil, né? É bem mais difícil, por isso que aí a bomba é interessante, porque você pode ficar sempre colocando uma dosezinha de insulina sem ter que ficar furando a criança o tempo todo, nesses momentos que fica mais difícil, festa, você regular direitinho a hora da refeição, eventualmente também a criança você pode colocar a insulina e ela não quer comer, você já aplicou a insulina, então no caso da bomba isso fica um pouco mais fácil, porque você pode fazer durante a refeição, você já vai aumentando a dose da insulina que tá infundindo, então por isso que o controle é um pouco mais fácil, porque nas crianças realmente é mais delicado.
Doutora, a diabetes, ela pode desencadear outras doenças? Sim, o diabetes é um estado inflamatório, né? A pessoa que tem o diabetes, ela tem uma inflamação nos vasos e isso favorece a formação de placas ateromatosas, que é a causa dos eventos cardiovasculares e cerebrovasculares, o infarto e o AVC, então o diabetes em si deixa o paciente num estado de inflamação que pode predispor a esses eventos, além das complicações do diabetes, que são principalmente na retina, a retinopatia diabética, o paciente pode perder a visão se não diagnosticado e tratado a tempo, a nefropatia, que é a alteração nos rins devido ao descontrole do diabetes, a pessoa pode perder a função dos rins nesse estado imundiáriz e a neuropatia, principalmente, que é a perda da sensibilidade nos pés, principalmente, que o diabético pode vir a desenvolver como uma consequência de um mau controle da glicose. Se um paciente tem problema de circulação, por exemplo, colesterol, como você já falou, a situação é ainda pior, né? É, fica ainda pior, se junta a pressão alta, hábitos de vida inadequado, eventualmente tabagismo, não citei, mas também é um fator que tem que ser acessado no diabetes, em todo o mundo, no diabético ainda mais, né? Então, junta todos esses fatores aí, o risco desses eventos cardiovasculares fica muito alto, no diabético mais alto ainda. Doutora, o ideal, então, pra uma pessoa que tem diabetes, que tá ali controlada, é alimentação saudável, incluir exercícios na sua rotina e mesmo pra quem não tem ainda, isso é importantíssimo pra que não tenha, né? Isso já é importante pra todos nós, isso, pro paciente que é diabético, que tem uma doença crônica, que tem um potencial grave, o diabetes, se bem controlado, o paciente vive muito bem, mas se não, tem um potencial de complicações muito graves, como eu falei, cegueira, perda da função renal, perda da sensibilidade nos pés, são coisas muito graves, complicações muito graves, então, tem que controlar ainda mais do que todo mundo, tem que ficar bem rigoroso nesse estilo de vida mais saudável.
Doutora, muito obrigada pela participação aqui no programa, quer deixar algum contato? Sim, deixar o contato no meu e-mail, lorena.pro e tá à disposição pra dúvidas, maiores esclarecimentos. Muito obrigada pela participação. De nada, obrigada a você.
E obrigada a você que nos acompanhou em mais um Espaço Livre. TV Câmara São Paulo, a política da cidade passa por aqui.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.