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A Dieta Que Mudou a Vida de Milhares de Pacientes

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A Dieta Que Mudou a Vida de Milhares de Pacientes

A Dieta Mediterrânea é apresentada como uma estratégia eficaz para melhorar a saúde vascular e combater a inflamação crônica subclínica, que está na raiz de doe

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Perguntas respondidas neste vídeo

O que ela tem a ver com tudo isso?

É porque é uma das dietas mais estudadas no mundo. E os resultados delas são realmente impressionantes. Junto com uma outra dieta chamada dieta DASH, se for interessante comentem lá embaixo, quero saber, que aí eu posso fazer um outro vídeo sobre isso.

Agora, eu estava falando da obesidade, né?

Os adipócitos são as células de gordura, que armazenam a gordura. E armazenando gordura, armazena energia. Só que as pessoas pensam de uma forma muito fechada.

Então, como fazer essa dieta?

Em primeiro lugar, aumente a ingesta de peixe, mas não pode ser qualquer peixe. São os peixes mais gordurosos, principalmente de água fria. Os peixes ricos em ômega 3.

Transcrição completa do vídeo

Hoje nós vamos falar como a dieta mediterrânea pode ser uma aliada da sua saúde vascular e como pode ajudar a diminuir a inflamação no seu corpo. Aquela inflamação que fica lá crônica, subclínica, por longos períodos e acaba danificando muitos dos nossos tecidos. Eu sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato.

Ajudo pessoas com problemas de circulação a entenderem o seu problema e ensino formas de prevenir essas doenças. Com certeza você já ouviu falar que a obesidade é um problema em crescimento, é um problema que acaba acarretando a aterosclerose, diabetes tipo 2 e várias outras doenças que são correlacionadas à inflamação e a dano na parede arterial. E a obesidade também está relacionada diretamente com essa inflamação subclínica.

Agora, por que a dieta mediterrânea? O que ela tem a ver com tudo isso? É porque é uma das dietas mais estudadas no mundo. E os resultados delas são realmente impressionantes. Junto com uma outra dieta chamada dieta DASH, se for interessante comentem lá embaixo, quero saber, que aí eu posso fazer um outro vídeo sobre isso.

Agora, é meio que óbvio que a nossa saúde depende do que a gente come. A gente é o que a gente come, a gente é o que a gente absorve ao comer. Agora, tem trabalho que estima que 30% das mortes cardiovasculares de origem cardiovascular, então seria infarto, derrame, aterosclerose, 30% dessas mortes poderiam ser evitadas se o mundo inteiro de repente mudasse para uma dieta mediterrânea.

Tem trabalho mostrando até que diminui o risco de câncer de próstata, sendo que pode mesmo até reverter uma síndrome metabólica. Agora, a dieta mediterrânea é mais do que uma dieta com um monte de receita para você seguir, é quase que um estilo de vida. É o estilo de vida daquela área do mar mediterrâneo, que engloba a França, Espanha, Itália, Grécia.

Ali naquela região, que foi bastante estudada, provavelmente com um clima parecido, com o mesmo tipo de alimentação e estilo de vida, e que mostrou ser extremamente benéfico do ponto de vista cardiovascular. Agora, eu estava falando da obesidade, né? Os adipócitos são as células de gordura, que armazenam a gordura. E armazenando gordura, armazena energia.

Só que as pessoas pensam de uma forma muito fechada. Então, é só tirar essa célula de gordura, que eu emagreço e acabou. Só que as células de gordura, esses adipócitos, eles são órgãos endócrinos.

Eles produzem um monte de hormônio e substâncias. Entre eles, leptina, adiponectina e várias outras citoquinas inflamatórias ou não. E essas citoquinas vão influenciar diretamente na sua inflamação crônica sistêmica e na função vascular.

Principalmente, aquela gordura visceral, aquela gordura que está dentro do abdômen, ela está mais correlacionada com a inflamação e com os processos aterogênicos. Ou seja, o processo de formação da aterosclerose, da deposição de placa nas artérias. A dieta mediterrânea é uma dieta que serve para todo mundo.

É uma dieta para aquela pessoa que não quer errar. Então, ao invés de seguir aquela dieta super customizada para a sua saúde, ela quer buscar um hábito de vida mais amplo e que tem maiores chances de dar certo. Então, a dieta mediterrânea é uma boa escolha.

Principalmente, se for mais para o lado do low carb e diminuir a quantidade de ingesta de carboidratos. É uma dieta mais focada em alimentos naturais encontrados ali naquela região que eu falei. Então, peixes, diminuir carne vermelha.

O problema não é a carne vermelha, mas o excesso de carne vermelha. Grãos, sementes, legumes, cereais, frutas. Todos esses alimentos naturais fazem parte da dieta mediterrânea.

Agora, o que é importante é que não entra nenhum produto industrializado. Então, abrir o saquinho para comer, isso não faz parte da dieta mediterrânea. E essa dieta tem mostrado em vários estudos resultados animadores para diminuir a interleucina-6, que é uma citoquina inflamatória, e o marcador de inflamação, que é a proteína C-reativa.

Então, como fazer essa dieta? Em primeiro lugar, aumente a ingesta de peixe, mas não pode ser qualquer peixe. São os peixes mais gordurosos, principalmente de água fria. Os peixes ricos em ômega 3. Um exemplo são as sardinhas.

Como eu disse, não utilizar industrializados. São os alimentos que abrem saquinho, mas também refrigerantes, salsicha, carnes processadas, comida pronta, linguiça. Tudo isso faz parte dos alimentos processados e principalmente os ultraprocessados.

Aumente frutas e verduras, entre elas o abacate, que é rico em gorduras saudáveis. Mas não só isso, tomates, legumes, tudo isso faz parte da dieta mediterrânea. O azeite de oliva, por si só, ele já é quase que um medicamento, ele ajuda também a diminuir a inflamação.

O azeite de oliva extra virgem, buscar sempre uma acidez menor do que 0,5. Esses azeites vão combater o estresse oxidativo e faz parte, além de ser extremamente saboroso, da dieta mediterrânea. Como as oleaginosas, então nozes, castanhas, castanha do Pará.

Todas elas são muito saudáveis, mas tem que lembrar que elas são extremamente calóricas, então tem que ser porções pequenas. O vinho tinto, discutível, porque por um lado tem os polifenóis, tem o resveratrol, que é extremamente saudável para a nossa saúde cardiovascular. Mas por outro lado também tem o álcool, e o álcool pode ser danoso.

Agora se eu olhar para o álcool, só do ponto de vista cardiovascular, em pequenas doses ele pode ter um efeito vasodilatador que pode até ser benéfico. Então o vinho tinto, numa quantidade bem pequena e diariamente, faz parte da dieta mediterrânea. O uso de laticínios, então leites, queijos, manteiga, evitar margarina.

Agora os queijos, buscar os queijos com a cura mais longa, mais tempo para produzir. Esses laticínios também fazem parte da dieta mediterrânea. E os grãos integrais, por exemplo, feijão, grão de bico, todos eles fazem parte da dieta.

Então a interleucina 6, aquela citoquina inflamatória, ela está relacionada com a obesidade, está relacionada com a diabetes, diabetes tipo 2. Assim, eu digo que quem tem diabetes tem doença vascular, tem arteriopatia. Então a dieta mediterrânea ajuda também a aumentar a secreção da adiponectina, que ajuda a combater a inflamação. A adiponectina é uma proteína que ajuda a combater a inflamação e tem propriedades vasoprotetoras.

E é produzida pelos adipócitos, por aquelas células de gordura. Então a dieta mediterrânea, ela pode ser uma estratégia eficaz e simples para você perder peso, mas não só perder peso, também ajuda no combate às doenças vasculares, a prevenir a doença vascular, a melhorar a função das artérias. E também diminuir a inflamação.

Inclua mais azeite na sua alimentação, meia colher de sopa é o ideal. Espero que esse vídeo tenha ajudado, curta, compartilhe, inscreva-se no nosso canal. E fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.