Miomas são tumores benignos do útero, muito frequentes em mulheres acima de 35 anos. O principal sintoma é o sangramento, que pode ser exacerbado ou fora do per
Sim, eu vejo bastante no consultório, tem uma incidência muito grande a mioma, principalmente em mulheres acima dos 35 anos, e eles são tumores benignos do útero. Então, muita gente, quando chega no consultório e fala, eu tenho mioma, sempre tem aquela dúvida, mioma é um tumor no útero, esse tumor no útero, eu tenho que tirar, não tenho que tirar, ele pode virar um câncer, não pode virar um câncer.
O principal sintoma do mioma é sangramento.
Esse sangramento, ele pode ser tanto numa menstruação, sangramento exacerbado, ou sangramento que perdura por dias e dias fora do período menstrual. Além disso, elas podem sentir também dor, mas não é uma regra, quando o mioma é muito pequenininho, às vezes nem sente dor, aumento do abdômen, pode sentir também, e muitas vezes elas vêm relatando alguma dificuldade para engravidar.
Sim, só muda a localização.
Sim, pode mudar os sintomas da mulher. Pode ser um mioma submucoso, pediculado, que ela sente que ela...
Olá, estamos hoje aqui com a doutora Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato. Estamos aqui com o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje nós vamos conversar sobre miomas. É muito interessante mioma, porque faz a interface entre a ginecologia e a cirurgia vascular, e vocês vão entender isso daqui a pouquinho.
Quando a gente fala de miomas, miomas é uma doença muito frequente, você vê bastante no consultório? Sim, eu vejo bastante no consultório, tem uma incidência muito grande a mioma, principalmente em mulheres acima dos 35 anos, e eles são tumores benignos do útero. Então, muita gente, quando chega no consultório e fala, eu tenho mioma, sempre tem aquela dúvida, mioma é um tumor no útero, esse tumor no útero, eu tenho que tirar, não tenho que tirar, ele pode virar um câncer, não pode virar um câncer. Então, hoje a gente está aqui para conversar um pouquinho sobre isso, e os tipos de tratamento que existem.
Quais são os sintomas mais frequentes, o que as mulheres reclamam quando chegam no consultório? O que aflige, qual é a dor delas? O principal sintoma do mioma é sangramento. Como que é esse sangramento? Esse sangramento, ele pode ser tanto numa menstruação, sangramento exacerbado, ou sangramento que perdura por dias e dias fora do período menstrual. Além disso, elas podem sentir também dor, mas não é uma regra, quando o mioma é muito pequenininho, às vezes nem sente dor, aumento do abdômen, pode sentir também, e muitas vezes elas vêm relatando alguma dificuldade para engravidar.
Acredito que você fala isso porque uma das suas especialidades é infertilidade. Sim, lógico. Então, talvez a população que chega para você seja um pouquinho direcionada também para esse tipo de problema.
Sim, mas o importante dizer que nem todos os miomas, eles causam uma dificuldade para engravidar. Os miomas que causam dificuldade para engravidar são os miomas submucosos. Para falar um pouquinho disso, a gente vai ilustrar os tipos de mioma.
A gente tem os três tipos de mioma. O subseroso, que é mais na camada externa do útero. O submucoso, para a camada interna, que pode pegar o endométrio de dentro do útero.
E tem o mioma também intramural, que é dentro da musculatura do útero, que fica no meio dessa parede uterina. Então, o tumor é o mesmo, só muda a localização? Sim, só muda a localização. E a mudança da localização também pode mudar os sintomas da mulher? Sim, pode mudar os sintomas da mulher.
Pode ser um mioma submucoso, pediculado, que ela sente que ela... E esse mioma? Qual é o que sangra mais, por exemplo? Os que sangram mais são os submucosos. Os submucosos. E qual que impede a gestação? São os miomas submucosos, porém aqueles que abaulam a cavidade uterina ou abaulam a passagem do óvulo pela trompa uterina.
E esses miomas, eles possuem tratamento? É uma doença que já é estudada na medicina há muito tempo. Quando não há essa interface com a cirurgia vascular, quais são as ferramentas que o ginecologista possui para tratar esses miomas? Então, os miomas, eles podem ser tratados de acordo com a sintomatologia de cada mulher. Então, mulheres que têm sintomas muito fortes, sangramento intenso no meio do ciclo, com uma hemorragia que pode até levar a uma anemia crônica, a gente indica a cirurgia.
Mas... Qual seria a cirurgia? A cirurgia, eu prefiro a embolização de mioma, mas existe a cirurgia aberta para retirada do mioma, existe a vidrolaparoscopia também para retirada do mioma e dependendo do tamanho desse mioma, retira-se todo útero ou só o mioma. Porém, são cirurgias muito invasivas. Então, essa interface com o cirurgião vascular é importante porque é o cirurgião vascular que faz esse tipo de cirurgia.
Existe tratamento clínico para o mioma? Existe algum medicamento que toma e o mioma desaparece? Existe algo que a mulher possa fazer e tratar de fazer esse mioma deixar de ser um incômodo? Depende muito do tamanho do mioma, da localização do mioma e da sintomatologia que essa mulher apresenta. Se for uma mulher que não tem tanto sangramento, que não tem os miomas muito grandes, o que se faz é usar medicação para suspender essa menstruação e, teoricamente, tentar conter o crescimento desse mioma. Contém o crescimento e diminui o sintoma, um sangramento, por exemplo, mas não vai fazer o mioma desaparecer, vai? Não, o mioma vai desaparecer só com a cirurgia mesmo.
Quando não há essa interface com a cirurgia vascular, quais são os tratamentos que o ginecologista pode oferecer além do tratamento clínico? Ele pode oferecer a miomectomia, que é uma cirurgia realizada aberta pela cicatriz, por exemplo, pela cicatriz da cesárea, onde se retira o útero, dependendo do tamanho e quantidade de miomas, ou só os miomas, se eles forem em menores quantidades e pequenos. Miomectomia, então, é a retirada do mioma cirurgicamente? Cirurgicamente, tanto pela via abdominal, mas pode ser feito pela via vigilaparoscópica também. Isso deixa a parede do útero mais frágil? Sim, com certeza.
À medida que se retiram esses miomas, a parede é uma musculatura, então essa musculatura vai ficar com uma área de menor tensão. Além da miomectomia, existe algum outro tratamento que o ginecologista pode fazer? Sim, a esterectomia, que é a retirada do mioma com o útero. Então, quer dizer que tira o mioma, mas vai junto o útero, ou seja, a mulher não pode mais engravidar? Não, então só é indicado para pacientes que já têm uma prole formada, já têm filhos.
Então, pelo que eu entendi, no mioma tem o tratamento clínico, medicamento para tentar diminuir sintoma, vai ter a miomectomia, que pode ser por via aberta ou via... Vigilaparoscópica. E tem a esterectomia, certo? Sim, e o tratamento clínico. E o tratamento clínico.
Mas de todas essas, qual que você prefere? Ou tem alguma outra que você gostaria de comentar? Como eu lido muito com mulheres que vêm me procurar para engravidar, trato muito de infertilidade, eu prefiro a cirurgia por embolização. Ou seja, essa embolização, para nós que trabalhamos com isso, ela não causa essas fragilidades na parede do útero. Então é nesse momento que fica claro que o ginecologista tem que trabalhar junto com o cirurgião vascular.
Exato. E aí eu te pergunto, como que é feita essa cirurgia? Explica para as mulheres como ela é realizada, porque muitas mulheres me perguntam, ah, não é uma cirurgia aberta, não tem cortes, dói, quantos dias eu vou ficar internada? Então vamos lá, a embolização de mioma é um procedimento endovascular, ele é todo feito por furinhos. A gente faz um pequeno furinho, entra com um catéter dentro dessa artéria e vai até a artéria que nutre o útero.
Nesse local, a gente vai soltar pequenas partículas que vão obstruir a circulação desse útero. Como o mioma é um tumor benigno, mas é um tumor, ele precisa de muito sangue para continuar vivo. Então na hora que a gente emboliza essa artéria, que a gente obstrui essa artéria uterina, o primeiro que vai sofrer, que vai diminuir, é o mioma, antes mesmo do útero.
Então ele não vai ter comida para continuar crescendo. A gente faz essa embolização por um procedimento minimamente invasivo e aí o tumor, nos dias subsequentes, semanas e meses, ele vai diminuindo de tamanho por falta de sangue, vai chegar menos sangue para ele. O útero continua lá, continua funcionando e é uma das melhores técnicas para preservar a fertilidade.
Sim. Tem muitas mulheres que procuram na internet uma cirurgia menos invasiva, acham a embolização e marcam direto com cirurgião vascular. Isso também é possível? Sim, é possível.
Mas o ideal não é esse. O ideal é trabalhar em conjunto. O ideal é ter uma avaliação ginecológica feita pelo ginecologista e um ginecologista que esteja acostumado com o pré e pós-operatório de embolização de mioma.
Porque é muito diferente de uma cirurgia normal, uma cirurgia normal que vai ficar dias. Eu pergunto, quanto tempo para se recuperar de uma estereotomia, por exemplo? Aos 15 dias, por aí. Então, numa embolização, é um procedimento que é feito em regime de hospital dia, feito de manhã, pode ir embora no mesmo dia à noite ou no dia seguinte.
Em uma semana já voltou às atividades normais, não tem cortes na barriga. A recuperação é muito mais rápida. Mas existem alguns fatores que a gente tem que avaliar no pós-operatório, como a questão hormonal.
Se não acabou causando uma falência dovariana, tem que ser dosado o hormônio antes, o hormônio depois, tudo isso tem que ser avaliado. É óbvio que o cirurgião vascular pode e deve fazer isso, mas trabalhar nisso junto com o ginecologista ajuda demais. Sim, com certeza.
O que você sugere para as suas pacientes? Sempre a primeira opção é a embolização ou você tenta alguma outra coisa antes disso? Depende muito da sintomatologia da paciente, mas se tem uma indicação cirúrgica, eu sempre opto pela embolização. Acho que uma coisa importante para falar é que o tratamento do mioma só se faz necessário quando há os sintomas. Sim, se não há os sintomas, a gente só faz o controle do crescimento desse mioma, ou seja, a gente faz uma avaliação a cada seis meses, se ele não estiver crescendo, a gente passa para um ano e vai acompanhando esse crescimento.
Se não há crescimento, sem sintomas, é só acompanhamento. Se está havendo um crescimento, mas não tem sintomas ainda, a gente pode entrar com tratamento medicamentoso. E aquela paciente que está limítrofe para entrar na menopausa? É muito frequente que a paciente chega com o mioma pronto para operar, mas já está até falhando os hormônios, já está quase entrando na menopausa.
O que vocês sugerem? Essas pacientes que estão próximas de entrar na menopausa, a gente sempre orienta que espere a menopausa. Se ela não está com sintomas muito exacerbados, por exemplo, se ela não está tendo uma anemia crônica por causa disso, que ela está ficando muito fraca. Eu costumo perguntar uma coisa para os pacientes quando me perguntam se é necessário fazer a cirurgia.
Eu costumo falar, os seus sintomas, o que você sente, é o suficiente para te colocar em uma mesa cirúrgica? Estou errado quando pergunto isso? Não, não está errado, porque tudo tem a ver com os sintomas. Eu vejo muito frequentemente pacientes que chegam com um exame falando que tem mioma, mas não tem sintoma nenhum. Não tem razão de sair indo para um tratamento mais invasivo, mesmo que seja a embolização menos invasiva? Não, não tem necessidade.
A cirurgia e a embolização têm uma indicação bem clara. Voltando um pouquinho sobre a menopausa, se a mulher está próxima de entrar na menopausa, quando ela entra nesse período, ela não tem mais os estímulos hormonais de um ciclo menstrual normal. Então esse mioma não vai mais crescer.
Ela não precisa passar por um procedimento cirúrgico se ela já está entrando na menopausa. O mioma por si só não é cirúrgico. Tem que ser associado aos sintomas.
Isso é muito importante. A melhor cirurgia que existe é aquela que a gente pode evitar. Se não dá para evitar, vamos atrás de um procedimento menos invasivo e que preserve o útero.
Sim, com certeza. Para mim é a embolização de mioma. Para mim também.
Para você também, né? Sim. Então é isso aí. Gostou dos nossos vídeos? Inscreva-se no nosso canal.
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Até a próxima.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.