O vídeo discute o teste de intolerância alimentar, diferenciando-o claramente da alergia alimentar. Enquanto a alergia é uma reação imediata mediada por IgE, a
E colocou essa kinesiologia, que é quase xamanismo, junto com um teste de sangue do IgG. Por isso que eu tô falando que o incauto que ler esse artigo vai acabar acreditando que o IgG também não funciona só porque tá lá dentro.
Vamos pensar junto aqui comigo. Vamos supor que tem um teste que identifica a intolerância alimentar, que pode trazer vários sintomas, desde sintomas na pele, sintomas gastrointestinais, sintomas na perna, como o lipedema, sintomas de queda de cabelo, sintomas de asma, sintomas de tudo.
Quem tem dinheiro são as farmacêuticas, são as indústrias farmacêuticas que vendem remédio.
Nenhum! Elas não vão querer isso. Então, as pesquisas que eu encontro publicadas são feitas pelos próprios médicos, que têm o interesse, mas aí não tem verbas enormes para fazer um super trabalho com mais de mil pessoas, duplo-cego randomizado.
Existem testes, sim, que são completamente picaretagem pura. Agora, existem testes sérios, como o teste de dosagem de IgG.
Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje eu vou falar sobre o teste de intolerância alimentar. É um teste que avalia a intolerância a certos alimentos que acabam desencadeando alguns sintomas. Sintomas estes que podem se confundir com algumas doenças vasculares, entre elas o lipedema.
Então, a intolerância alimentar não é alergia. Esse é um conceito bem importante. Alergia é aquele negócio, comeu um amendoim e vai parar no pronto-socorro por falta de ar.
A intolerância é algo que pode levar mais tempo para acontecer, até 72 horas. Então, você come uma coisa hoje e começa a ter algum sintoma amanhã, ou depois, às vezes mais rápido, isso vai variar da reação de cada um. Então, essa intolerância é mediada pelo IgG, enquanto a alergia é mediada por outro processo completamente diferente, que é o IgE, o IgM, são outros processos.
Então, a questão é, existe uma discussão enorme sobre testes de intolerância alimentar. Quando a gente fala assim, fica até meio dúbio do que está sendo falado. Ah, é picaretagem, não é picaretagem, funciona, não funciona.
Na verdade, a gente está pegando vários testes e colocando num nome, que é teste de intolerância alimentar. Agora, tem um trabalho que foi publicado em 2018, que chama testes não aprovados para avaliação de intolerância alimentar. Esse trabalho, é um artigo de revisão escrito por um médico só, pegou vários testes e colocou num artigo com esse título, de testes não reconhecidos.
E, obviamente, ele pegou testes que podem ser válidos e testes que, obviamente, não são válidos, e colocou todos no mesmo artigo. Então, o incalto que lê esse artigo, pode acabar achando que tudo que está lá dentro não funciona. E, na verdade, a gente tem que separar o joio do trigo, não tem jeito.
Existem vários testes de intolerância alimentar. O teste que eu estou falando, aqui, é o teste IgG avaliado pelo sangue, ele vai, sem sombra de dúvidas, avaliar a quantidade de IgG no corpo humano. Agora, esse artigo, ele colocou esse teste de IgG e lá mesmo, no artigo, ele fala que, indubitavelmente, ele avalia o IgG.
Mas, ele colocou junto o teste de kinesiologia. É um teste que você segura o alimento, mexe a mão e aí você tem uma sensação quase que mediúnica, se tem ou não tem intolerância. Eu não vou nem mostrar aqui como é que é, se vocês quiserem, busquem algum vídeo no YouTube mostrando o que é a kinesiologia e aí fica a critério de vocês acreditar ou não nessa kinesiologia.
Um outro teste é o teste com eletrodos, que você segura dois eletrodos e uma maquininha lá vai medir se você tem intolerância ou não ao alimento. Esse eletrodo, ele é incapaz de avaliar IgG. Realmente, é um teste, assim, quase que mediúnico.
Agora, existe um outro teste, lá nos Estados Unidos, aqui no Brasil, eu não vi ainda, que é um teste pelo cabelo, que você manda o cabelo por correio e ele vai fazer uma avaliação dessa intolerância alimentar. Então, esse autor colocou todos esses testes no mesmo artigo. Então, o teste dos eletrodos, que eu não acredito, colocou o teste do cabelo, que eu não vejo prova nenhuma, não tem artigo científico mostrando eficácia, do eletrodo também não tem, tá? E colocou essa kinesiologia, que é quase xamanismo, junto com um teste de sangue do IgG.
Por isso que eu tô falando que o incauto que ler esse artigo vai acabar acreditando que o IgG também não funciona só porque tá lá dentro. Mas ele mesmo, o autor, fala que o teste avalia o IgG. Ele simplesmente não consegue, ele não tinha informações para avaliar a influência disso na saúde da pessoa depois.
Só que esse autor publicou esse artigo em 2018. Então, ele desconsiderou todos os artigos que avaliavam o sintoma e o teste de IgG antes. É inacreditável, ele realmente se baseou tudo em informação de 1996.
Então, existem vários artigos já publicados mostrando a interferência desse teste de intolerância alimentar com a Síndrome do Intestino Irritável. Ele tem até um trabalho com 150 pessoas mostrando uma influência significativa de 10% de melhora nos sintomas utilizando esse teste. Já tem trabalho publicado mostrando influência em enxaqueca.
E tem um trabalho publicado por Chacor, que mostrou a influência em vários sintomas, em influência de vários alimentos. E o teste de intolerância também, com vários sintomas diversos. Nesse trabalho, ele mostrou em 71 pacientes que 74% deles tinham intolerância ao trigo, 73% ao milho e 71% ao cola nut, que é a noz de cola, é o que tem, por exemplo, nos refrigerantes de cola, Coca-Cola, Pepsi.
Então, é um nível de intolerância relativamente alto na população. Outro problema que trouxe a descredibilidade a alguns desses testes é que, lá nos Estados Unidos, eles são vendidos em farmácia ou pelo correio. Então, você compra, vem um kit, manda o seu cabelo e volta o resultado.
Isso sem uma solicitação formal por um médico. Então, muitas pessoas que não tinham necessidade saíram fazendo o teste e depois não tem melhora ou não tem uma influência na sua vida e acaba não tendo relevância nenhuma. Ou faz o teste, aparece alguma intolerância e ele vai num especialista, num alergologista, veja o alergologia e a alergia é mediada por outro sistema e aí ele vai falar que esse teste não serve para mediar a alergia, realmente não avalia a alergia, vai avaliar a intolerância.
E aí vem um atrás do outro e o meio médico acaba ficando meio cético com relação ao teste. Mas veja, Hipócrates já dizia lá no passado, nós somos o que comemos, nós somos influenciados diretamente pelo que a gente come. O trigo de hoje não é o mesmo trigo de 30 anos atrás, houve várias mudanças genéticas, até o número de cromossomas aumentou no trigo consumido hoje em dia.
Então, a gente não consegue acompanhar essa evolução do alimento com as pesquisas científicas. Mas tem muita coisa que, obviamente, aparece. Mas falta pesquisa.
Agora, por que falta pesquisa? Vamos pensar junto aqui comigo. Vamos supor que tem um teste que identifica a intolerância alimentar, que pode trazer vários sintomas, desde sintomas na pele, sintomas gastrointestinais, sintomas na perna, como o lipedema, sintomas de queda de cabelo, sintomas de asma, sintomas de tudo. Vamos supor que, só um exercício aqui, vamos supor que a gente encontre um alimento e que causa isso para essa pessoa, a gente retira esse alimento, essa pessoa deixa de ter esses sintomas.
Essa pessoa vai parar de tomar alguma medicação para tratar esses sintomas. Quem tem dinheiro para fazer pesquisa médica? Quem tem dinheiro são as farmacêuticas, são as indústrias farmacêuticas que vendem remédio. Então, qual é o interesse da indústria farmacêutica de fomentar a pesquisa, de aumentar a pesquisa nesse campo, para identificar um tratamento onde não será necessário o uso do medicamento que elas vendem? Nenhum! Elas não vão querer isso.
Então, as pesquisas que eu encontro publicadas são feitas pelos próprios médicos, que têm o interesse, mas aí não tem verbas enormes para fazer um super trabalho com mais de mil pessoas, duplo-cego randomizado. São trabalhos menores em que a gente mostra esse aspecto identificado na prática clínica. Então, já foi comentado no meu Instagram, ah, mas o teste de intolerância é picaretagem, ou o teste de intolerância não funciona.
Primeiro, qual teste de intolerância está sendo falado? Existem testes, sim, que são completamente picaretagem pura. Agora, existem testes sérios, como o teste de dosagem de IgG. Então, esse teste dosa IgG? Dosa! A grande pergunta é, o quanto que isso está relacionado ao sintoma que a paciente tem? Isso, esse link, falta para várias doenças.
Então, não tem nada publicado ainda para doenças como o lipedema, mas já tem, como eu já mencionei, para síndrome do intestino irritável, para enxaqueca e para outros sintomas. Então, não fique com receio de fazer um teste de qualidade, tá? Isso é importante, o direcionamento para um laboratório que faz o teste de forma séria também é importante, porque senão a gente acaba pedindo um teste desse e acaba vindo um teste picareta, e aí essa informação é falha, a gente não vai ter muito o que fazer com essa informação. É um teste que, aqui na minha prática, eu já vi mudar a vida de pessoas.
Não quer dizer que vai mudar a vida de todo mundo, mas eu já vi mudar. Então, se tiver alguma dúvida, pergunte para o seu médico, converse com o seu médico que está solicitando o teste, entenda o que está acontecendo, entenda a importância no seu caso, se realmente há, ou se no seu caso é algo mais supérfluo, isso pode variar de pessoa para pessoa, pela bioindividualidade de cada caso, e faça consciente do que você está buscando. Isso faz parte do autoconhecimento de como o seu corpo funciona.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.