💬 Canal WhatsApp

Estética Íntima: TRATAMENTOS para a Região: AmatoCast Ep 26

Mais sobre este vídeo

Estética Íntima: TRATAMENTOS para a Região: AmatoCast Ep 26

A estética íntima engloba procedimentos na região vulvovaginal para melhorar a aparência e a função, incluindo clareamento, correção de flacidez, ninfoplastia (

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

E, além do mais, quem não quer ter tudo em ordem, não é mesmo?

Exatamente. Doutora, a gente sempre começa com uma pergunta direta, mais polêmica, para dar uma introdução no assunto. Então, vamos lá.

O que a gente pode definir como esse tipo de tratamento?

A estética íntima é um conjunto de procedimentos e de tratamentos que podem ser feitos na área de vulva e de vagina para melhorar a estética da região. Ou seja, clareamento, aquela vulva muito escurecida a gente consegue clarear.

Tem uma procura já do sexo masculino desses tratamentos?

Sim, existe. Os homens hoje em dia não querem ficar mais com aquele cheio de pelo na região inguinal, ali na região da virilha. Então, muitos homens fazem clareamento nessa região e fazem depilação mesmo, depilação a laser.

Legal, inclusive essa era uma dúvida que eu tinha, que a gente fala bastante quando pensa em estética, tratamento estético, até quando é feito por um médico ginecologista ou por um cirurgião plástico, em coisas mais, como é que se diz, que são mais invasivas, digamos assim, mas a questão, por exemplo, da depilação, que é algo mais conhecido, que as pessoas fazem pensando na questão da estética, não é uma necessidade ali do corpo, mas isso já entra também na questão de todos os tratamentos de estética íntima?

Sim, já entra no tratamento de estética. Antigamente, quando surgiu a depilação a laser, era mais feito por esteticista, por clínicas de depilação. Hoje em dia, o que a gente vê é que essas clínicas aumentaram tanto o tamanho delas, em número, que a gente observa muitas complicações nessa área.

Como que isso aparece?

As mais novas, elas vêm mais em busca de depilação a laser e vêm mais em busca de ninfoplastia. Essa questão estética íntima, ela está tão enraizada que as meninas hoje em dia têm uma percepção da sua vulva um pouquinho diferente.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós estivemos aqui com o Dr. Fernando Amato, que é cirurgião plástico, e nós falamos sobre cirurgias de contorno corporal.

E antes estivemos com o Dr. Alexandre Amato, que é cirurgião vascular, e conversamos sobre varízes. Hoje nós estamos aqui com a Dra. Juliana Amato, que é médica ginecologista, para falar sobre um tema no mínimo curioso, tratamentos estéticos da região íntima.

Bem-vinda, doutora. Obrigada, isso mesmo. Os tratamentos estéticos no consultório têm aumentado muito.

Hoje a busca da estética não é mais a busca pela estética facial ou corporal. Tem a estética íntima, muito relacionada com a função vaginal, com a função ginecológica. E, além do mais, quem não quer ter tudo em ordem, não é mesmo? Exatamente.

Doutora, a gente sempre começa com uma pergunta direta, mais polêmica, para dar uma introdução no assunto. Então, vamos lá. O que é de fato a estética íntima? O que a gente pode definir como esse tipo de tratamento? A estética íntima é um conjunto de procedimentos e de tratamentos que podem ser feitos na área de vulva e de vagina para melhorar a estética da região.

Ou seja, clareamento, aquela vulva muito escurecida a gente consegue clarear. Aquelas vulvas muito flácidas que acontecem com envelhecimento, também a gente consegue dar um volume maior para essa vulva. Também estão aqui associados aqueles tratamentos de ninfoplastia, onde tem o excesso dos grandes lábios e a gente consegue corrigir a assimetria.

Então, é uma gama de procedimentos específicos para vulva e vagina. Doutora, já tirando uma dúvida que eu imagino que esteja na cabeça de quem está aqui nos acompanhando, a gente pensa, quando fala estética íntima, em algo relacionado para a mulher, mas também pode englobar aí os homens? Tem uma procura já do sexo masculino desses tratamentos? Sim, existe. Os homens hoje em dia não querem ficar mais com aquele cheio de pelo na região inguinal, ali na região da virilha.

Então, muitos homens fazem clareamento nessa região e fazem depilação mesmo, depilação a laser. Legal, inclusive essa era uma dúvida que eu tinha, que a gente fala bastante quando pensa em estética, tratamento estético, até quando é feito por um médico ginecologista ou por um cirurgião plástico, em coisas mais, como é que se diz, que são mais invasivas, digamos assim, mas a questão, por exemplo, da depilação, que é algo mais conhecido, que as pessoas fazem pensando na questão da estética, não é uma necessidade ali do corpo, mas isso já entra também na questão de todos os tratamentos de estética íntima? Sim, já entra no tratamento de estética. Antigamente, quando surgiu a depilação a laser, era mais feito por esteticista, por clínicas de depilação.

Hoje em dia, o que a gente vê é que essas clínicas aumentaram tanto o tamanho delas, em número, que a gente observa muitas complicações nessa área. Então, se você for ver bem, eu tenho aqui no consultório muitas mulheres que reclamam de escurecimento nessa área íntima. Por quê? Porque usou o laser, a luz pulsada, numa intensidade maior e acaba queimando a pele.

Então, a gente tem que fazer um tratamento para clarear essa pele, para também manter essa... Com a manutenção. Exato, essa manutenção do não crescimento de pelos e também da coloração da pele. Legal.

E quando a gente fala de estética íntima, você já citou que nem sempre é só pensando nessa questão de vai ficar mais clara, melhorar o tom, mas também pensando na qualidade de vida dessa paciente, pensando na questão quando tem problema de lubrificação, isso envolve também. Então, essa questão de procura por esse tipo de procedimento, eu vi que uma pesquisa mostrou que entre 20 e 40 anos, as mulheres já procuram em uma quantidade maior esse tipo de tratamento. O que você percebe no consultório? Desde as mais novas mesmo até as mais velhas? Como que isso aparece? As mais novas, elas vêm mais em busca de depilação a laser e vêm mais em busca de ninfoplastia.

Essa questão estética íntima, ela está tão enraizada que as meninas hoje em dia têm uma percepção da sua vulva um pouquinho diferente. Então, acho que foi o ano passado, teve um concurso da vulva mais bonita do mundo. Ganhou, acho que foi uma norueguesa ou uma sueca, alguma coisa assim.

Então, começou a falar num padrão de beleza para essa região de vulva. Então, começou a vir muitas meninas de 20, 25 anos procurando aquela vulva perfeita. Então, aumentou o número de ninfoplastia, que é a retirada ali de excessos do pequeno lábio e o aumento dos grandes lábios para ficar os grandes lábios um pouquinho maiores que chegam até a fechar ali, a vir por cima dos pequenos lábios.

E isso realmente chama atenção, né? Porque eu nunca tinha escutado falar, imagino que as pessoas que estão aqui acompanhando também, a maioria pelo menos, não deve ter escutado essa questão de um concurso para definir quem tem a vulva mais bonita, meu Deus. Teve que ter uma votação ali e mostrar para todo mundo como é que foi isso, né? Exato. E doutora, isso está muito relacionado à questão da internet, né? Essa influência das pessoas ficarem buscando padrões.

Isso chama atenção para a questão íntima, né? Porque é algo que não é tão exposto que sim, né? Sim, sim. Mas as pessoas, elas gostam de expor, né? Você vê aí no Instagram quantas meninas que tiram foto quase peladas hoje em dia, não é? Com um biquíni minúsculo, às vezes até de lingerie. Então... A questão da internet tem mudado também.

Justamente vai nessa questão da procura, né? Exato. Porque aí acaba, às vezes não quero participar de um concurso, mas quero ter esse, né? Me sentir feliz ali com o que eu estou vendo, né? E pelo menos... E que as pessoas me olhem e que eu ganhe um número maior de seguidores. Exatamente.

E doutora, essa questão do tratamento que corrige a questão de saúde mesmo, né? Essa é a que a gente pode dizer assim da paciente. Fazendo uma pesquisa rápida sobre o tema antes da gente conversar aqui no episódio, eu vi que os tratamentos corrigem principalmente a flacidez, a gordura localizada e as manchas que a gente já falou que vai mais nessa questão estética. Isso da flacidez e da gordura localizada é uma questão nova que o tratamento está sendo feito para poder ajudar até na qualidade de vida dessas pacientes ou isso sempre foi realizado e agora que tem ganhado mais proporção? Não, isso é uma coisa nova, né? Tem acontecido aí de uns dois anos pra cá esse tipo de tratamento.

E o que acontece? A região íntima é igual à pele do nosso corpo. Então, quando vão passando os anos, o que acontece? O rosto da gente não vai caindo, não vai aumentando essa marquinha aqui porque o rosto vai derretendo, a gente vai perdendo colágeno, a gente vai tendo mais rugas e na região vaginal é igualzinho. A gente vai perdendo colágeno nos grandes lábios e com isso eles vão ficando mais flácidos.

Então, isso não é um problema só da mulher na menopausa. Isso é um problema da mulher que está envelhecendo. Outro exemplo, por exemplo, as mulheres que correm demais, que fazem muita atividade física também pode ter essa flacidez na região de vulva porque o impacto da corrida também vai deixando o rosto mais caído, a flacidez no peito e a flacidez na vagina.

Essa questão da flacidez vaginal eu vi que está entre as principais causas que fazem as pessoas procurarem esse tipo de tratamento estético íntimo. O que isso prejudica? Não só a questão visual, estética, mas também pode prejudicar o modo de vida, a qualidade de vida dessa paciente. Pode ter a perda da funcionalidade, ou seja, na hora de uma relação sexual ela pode sentir dor porque a pele está mais flácida e a hora que ela está ali na relação aquela pele pode entrar junto.

É uma pele mais fina, é uma pele mais seca. Então, ela tem mais propensão a micro-lesões. Além disso, se a gente pensar que tem uma flacidez de vulva, uma flacidez na vagina também vai acontecer porque é um órgão contínuo.

E ali no meio, entre vulva e a entradinha da vagina, a gente tem a uretra. E com isso o que pode acontecer? Flacidez de uretra, flacidez daquela musculatura na região da uretra e a incontinência urinária. Nesse caso, então, há necessidade mesmo de um tratamento, né? Porque acaba prejudicando a qualidade de vida, como a gente disse.

Qualidade de vida. A mulher, ela vai numa academia, está fazendo um exercício, perde um pouquinho de urina. Está conversando com uma amiga num café, alguma coisa, tosse um pouquinho mais forte, pode perder urina.

E hoje em dia, aqui no consultório, eu vejo muito dessa queixa em mulheres novas, 40, 45 anos, com perda de urina. Isso pode ser algo genético também, doutora? Ou não, só sobre algo que a pessoa costuma fazer mesmo, como a questão da corrida que a gente citou? Não, pode ter um cunho genético também. Mas o estilo de vida conta muito também, né? Tanto como uma forma de prevenção também.

Exatamente, exatamente. Agora, falando sobre a questão de tratamento, né? Que eu acho que é o principal, que as pessoas que estão procurando provavelmente têm essa intenção de entender como funciona, o que pode ser feito, né? E quando tem esse incômodo, esse diagnóstico. Tem três tipos de tratamento, né? Cirúrgico, não cirúrgico e de rejuvenescimento.

Queria que você explicasse um pouco como funciona cada um deles e quais são as indicações para cada um. Sim. Primeiro, a gente tem o clareamento de vulva, né? Esse clareamento de vulva é um tratamento não cirúrgico e a gente pode fazer com cremes clareadores e peelings.

Onde a gente passa aquele peeling e tem a descamação daquela pele. Então, a gente tem uma renovação celular. E com isso, ao longo do tempo, clareamento.

O clareamento com peeling, com cremes clareadores, ele não é um clareamento imediato. Demora um tempo, dependendo do grau de escurecimento dessa vulva. Então, para a gente ter um resultado aí ideal, em torno de três meses de tratamento.

Mas esse clareamento também pode fazer, a gente pode fazer com laser. Então, a gente usa um laser que vai causar o mesmo efeito que um peeling. Vai retirar aquela célula morta de cima e vai fazer a renovação celular.

E com isso, o clareamento. Então, o clareamento é um dos tipos de tratamento. A gente faz muito por quê? Como a gente conversou aqui no início da nossa conversa, muitas mulheres fizeram essa depilação a laser em alguma clínica que não foi um médico, um esteticista hábil para fazer.

E acabou queimando a pele. Fora essa depilação a laser, uma das outras causas de escurecimento é a depilação com cera quente. Porque também você vai queimando aquela pele.

E essa pele vai escurecendo. Além disso, gravidez também escurece vulva. Os hormônios ali da gravidez, eles dão uma escurecida na vulva.

Então, não é somente assim a depilação a laser ou a depilação a cera. Existem outros fatores hormonais também associados. Fora o clareamento, a gente tem a depilação a laser que já é bem conhecida.

Hoje em dia, todo mundo faz depilação a laser, é muito mais fácil. Você fica aí anos e anos sem esse pelo crescer e depois quando ele começa a crescer, você faz uma manutençãozinha e está tudo ótimo. Que mulher que não quer não ter mais pelos.

Exatamente, a praticidade, né? Exato, exato. E fora o tratamento de clareamento, a gente tem a ninfoplastia. A ninfoplastia é aquela retirada do excesso dos pequenos lábios ou quando a mulher reclama que está assimétrica, ou seja, um pequeno lábio maior do que outro ou quando esses dois estão muito grandes.

E isso é um problema real na vida da mulher. Por quê? Porque não é só estético. Quando a gente tem os lábios maiores, ela não consegue colocar uma calça mais apertada porque machuca, ela não consegue andar de bicicleta, fazer uma aula de spinning, porque aquilo ali vai machucar e vai causar infecção.

Então, a ninfoplastia é muito indicada nesses casos. Em questão dos tratamentos cirúrgicos que a gente já citou, como, por exemplo, a ninfoplastia, foi até uma dúvida que a gente já tinha comentado antes, né? O ginecologista mesmo que pode fazer esse procedimento ou um tratamento que faz junto com o cirurgião plástico, por exemplo, como que funciona isso? E a questão da cirurgia, é uma última opção de tratamento ou tem alguns casos que a cirurgia já é a melhor opção? Como que isso é escolhido, né? Em algum tratamento que vai ser clínico ou algo que vai precisar ir para a cirurgia? Então, quem faz esse tipo de cirurgia pode ser o ginecologista e o cirurgião plástico também faz a ninfoplastia, que o cirurgião plástico tem um senso de estética muito bom também, né? E como que a gente indica a cirurgia para uma pessoa ou não? A gente tem que fazer uma avaliação geral daquela vulva. Por exemplo, se for uma mulher que está com uma flacidez de vulva, às vezes a gente consegue colocar preenchedores na vulva para aqueles grandes lábios, eles incharem, né? Então, preencher aquela região e aí os pequenos lábios, eles vão ficar ali mais simétricos.

Então, a gente faz um preenchimento dessa região, né? Então, a gente tem que avaliar mulher para mulher. Nas mulheres mais jovens, o preenchimento fica excelente se ela tiver os pequenos lábios com pouca simetria. Mas também existem os bioestimuladores.

Igual aos bioestimuladores que a gente usa no rosto, a gente pode usar também nessa região de vulva e para preencher também grandes lábios, porque alguns bioestimuladores, eles volumizam, né? Então, a gente tem uma resposta adequada. Agora, se é uma vulva que já está muito flácida, que a gente vê que não adianta bioestimular, que a gente vai usar muito preenchedor, aí o ideal é fazer a cirurgia ou a ninfoplastia ou a vulvoplastia mesmo. E qual que é a diferença de uma para a outra da ninfoplastia e da vulvoplastia? A ninfoplastia é quando você tira o excesso dos pequenos lábios.

Já a vulvoplastia é quando você sobe a vulva ali naquela região do monte de Vênus para esticar ela um pouquinho mais. É como se fosse um lifting de vulva. Um lifting de rosto, um lifting de vulva.

Ah, entendi. E a questão quando precisa realmente de uma... quando vai para a cirurgia, né? Como que funciona a recuperação dessa paciente? Porque é uma área sensível, né? Que a gente precisa ir ao banheiro. Então, como que funciona isso? Quanto tempo demora? O que a pessoa fica privada de fazer por quanto tempo? Enfim, como que é isso? Então, o pós-operatório é um pouquinho chato, né? Porque a região, como ela é muito vascularizada, ela incha bastante.

Então, no pós-operatório imediato, essa mulher, ela vai com gelinho local que ela vai usar aí durante 24 horas em casa. Porque realmente incha. E se inchar, não é para ficar preocupada.

Às vezes, fica mais arrocheado. Fica mesmo, né? Fica mais dolorido. Então, ela não pode fazer atividade física por uma semana, 10 dias.

E sem relação sexual por 30 dias. Porque fica uma região que precisa cicatrizar, né? Como é mucosa, a mucosa, ela demora um pouquinho mais para cicatrizar. E de todos esses procedimentos, a ninfoplastia e a vulvoplastia são os procedimentos que mais têm essa recuperação um pouco mais delicada? Sim, sim.

Porque os tratamentos como o preenchedor, como o bioestimulador de colágeno, a paciente faz e vai embora para casa. Sem nenhum downtime, sem nenhuma recuperação. E tem alguma contraindicação, doutora, para esses procedimentos? Porque a gente já falou que a idade tem uma faixa etária grande, né? Vai dos 20 aos 40, que as pessoas mais costumam procurar.

Mas acaba sendo, às vezes, um pouco assustador, né? Para quem é tão nova e já está pensando em fazer. Pensa, será que realmente eu já posso fazer? Ou a questão de ter ou não filho, né? Se pretende ter filho. Isso influencia na escolha? Na verdade, não tem uma idade ideal para você fazer esse tipo de procedimento.

Depende muito da queixa da mulher, né? Mas existem, sim, algumas contraindicações. Como não pode fazer esse tipo de tratamento se tiver grávida, né? Mulheres que possuem doença autoimune também. Tem uma dificuldade maior de cicatrização.

Também não é legal, não é indicado. Mulheres que estão com algum tipo de infecção vaginal e não sabem. Uma doença inflamatória pélvica, por exemplo.

Também é contraindicado. Para mulheres que tiveram câncer ou tem câncer nessa região, também é contraindicado. Para quem está pensando em fazer, além de ter essa conversa com o médico, né? Para analisar realmente o que vai ser feito.

Se vai ser um tratamento clínico ou cirúrgico. Caso seja um tratamento cirúrgico ou às vezes até clínico, né? Como que é feita essa preparação? Tem exames que precisam ser realizados antes? Como que é feito esse pré-operatório? Sim, para as pacientes cirúrgicas, a gente faz um pré-operatório como se fosse uma cirurgia normal, né? Então tem que fazer ali um hemograma, um coagulograma para ver se está tudo certo. A gente colhe todas as informações para ver se não tem nenhuma contraindicação.

Um papanicolau também. Um ultrassom de útero para a gente ver como é que está essa parte anatômica por dentro desse órgão, né? Se não tem nenhuma má formação. Então esses são os principais exames que a gente pede.

Já para os tratamentos que não são cirúrgicos, para os menos invasivos, a gente normalmente só pede um papanicolau mesmo. Porque não vai ter corte, não vai ter abertura de nenhum tecido do corpo. Então é bem mais tranquilo.

E até a questão de prevenção que a gente tinha citado acaba sendo muito importante para definir se a pessoa, o que ela vai pensar, qual vai ser a decisão sobre fazer ou não um tipo de tratamento estético, né? Nessa região que é tão delicada. Como que funciona essa preparação, esse... Até para quem tem... Para mães que têm filhas pequenas, existe algo que deve ou não ser feito para evitar esse tipo de problema que no futuro pode levar a pessoa a procurar um tratamento estético? É muito amplo, né? Porque assim, manter um estilo de vida saudável, né? Não fumar, ter hábitos de vida saudável, atividade física, alimentação equilibrada. Eu acho que é lá da base, né? Mas todo mundo envelhece, né? Todo mundo, em alguma época da sua vida, vai ter uma flacidez de rosto, uma flacidez de pele, uma flacidez de vulva.

O ideal é que você se cuide com hábitos de vida, um estilo de vida adequado por toda a sua vida, né? Já é uma preparação ali para... Exatamente. Mas acaba sendo algo inevitável, né? Isso que a gente disse, por exemplo, da flacidez, que é a queixa mais comum que a gente citou. Exato.

E para as mulheres que estão chegando na menopausa, que estão próximas da menopausa, também tem que ter um cuidado maior, né? Porque tem um ressecamento vaginal importante na menopausa, que é a atrofia vulvo-vaginal, que baixa muito a qualidade de vida da mulher. Então, na hora da relação, ela vai estar ressecada, ela não vai querer ter relação sexual, porque vai machucar. Além disso, ela está mais propensa a ter infecções nessa região, porque é uma região mais ressecada, é uma pele lá dentro da vagina que fica muito, muito fininha.

Então, qualquer coisa arde, queima. Então, o ideal é que essa mulher que está chegando na menopausa, ela consulte o seu ginecologista para ver a possibilidade de fazer uma reposição hormonal. Porque a gente consegue barrar os efeitos desse envelhecimento vaginal, né? Então, ela faz uma reposição hormonal, ela mantém seus níveis de estrogênio adequados para que ela, no futuro, ela não tenha essa atrofia vulvo-vaginal, que pode até levar a incontinência urinária, a queda da bexiga, né? Que é a sistocele.

E tem até a retocele, que essa região da vagina, ela fica tão flácida que a bexiga vai caindo ali. E o reto também. Nossa, então a complicação pode ser muito maior do que a gente pensou.

Exatamente. Estético mesmo, né? Exatamente. Não é só a estética íntima.

Tem a parte funcional da parte íntima, que é o que o laser faz. O laser, quando a gente conversa sobre laser dessa região vaginal, o que é o laser, né? A gente joga uma energia ali naquela região de dentro da vagina, que vai causar micro-lesões em toda aquela musculatura e mucosa e um remodelamento daquela musculatura, estimula a produção de colágeno e com isso vai melhorando essa atrofia vulvo-vaginal, a lubrificação dessa mulher. A musculatura, ela mantém a vagina mais elástica, então não fica tão frouxa e previne a incontinência urinária.

Quando a gente fala dessas complicações que podem prejudicar a qualidade de vida da paciente, tudo isso são sintomas que a mulher consegue perceber? Sim. Ou algo que... Porque imagino que tem uma preocupação em relação a isso, né? Será que eu tô perto de ter um problema e não tô sabendo identificar? Então tudo isso, esses sintomas, aos poucos a mulher consegue ir identificando. A mulher consegue ir identificando.

Quer ver um outro caso onde a mulher passa por isso, também por esse ressecamento vaginal no pós-parto? Quando a mulher tem bebê e tá ali amamentando, o estrogênio dela vai lá pra baixo. Então ela tem esse ressecamento vaginal. Então muitas mulheres pós-parto, elas podem ter também essa queixa de vou ter relação, mas não tô conseguindo.

Por que é difícil a mulher, depois do parto, ter a primeira relação? Porque ela tá muito ressecada. A pele ali da musculatura, da mucosa, da vulva, ela tá muito fininha, tá mais propensa à infecção, tá mais propensa a micro-lesões. Então consegue sentir.

Ah, entendi. Aos poucos a pessoa que tem sinais de alerta consegue já pelo menos procurar o tratamento sem que tenha aqueles problemas mais graves que a gente já citou. Exato.

Doutora, em questão, a gente já trouxe aqui algumas vezes, em outros episódios, sobre tratamentos com não-médicos, né? Aquelas clínicas de estética que prometem resultados rápidos, milagrosos, mostram antes e depois ali que chamam atenção. E também já cheguei a ver alguns tratamentos da região íntima sendo oferecidos por essas clínicas. Qual que é a sua opinião também em relação a isso? Os outros doutores que vieram aqui, eles são bem críticos em relação a esse tipo de escolha, né? Pelo menos que tem que ter uma união ali, né? Com o médico especialista realmente naquilo, com uma clínica, se for o caso, né? Qual que é a sua opinião sobre esses tratamentos que são feitos com esses não-médicos em clínicas de estética? É, eu também sou crítica, porque eu pego algumas complicações.

Então, tipo de depilação, muito escurecimento de vulva, muito. E, assim, existem também algumas complicações de uma depilação, por exemplo, a formação de furúnculos. Então, fica aqueles buracos na pele.

Fica aquela pele como se fosse acneica, que fica cheia de furinho. Sabe aquelas pessoas que têm muita acne e fica cheio de furinho aqui? Também fica lá, né? O laser, o laser tem que tomar muito cuidado, tem que ser colocado ali, tem que ser feito por uma pessoa especializada, porque é uma energia. E toda energia, ela causa lesão.

Se você coloca um parâmetro alterado, você pode causar alteração naquela mucosa vaginal, por exemplo, né? Existem algumas complicações do laser vaginal. Uma delas, chamada de vagina em bambu. O que é uma vagina em bambu? É aquela vagina que fica endurecida.

Ela parece um bambu mesmo, né? Então, ela tem um estreitamento, porque não foi indicado para a pessoa, não teve uma boa indicação. Nesse caso, provavelmente, essa clínica quis ganhar dinheiro em cima da paciente. Indicou um laser, não tinha indicação.

Fez um remodelamento muito grande ali de colágeno, que não precisava, e essa vagina endurece. O problema é que não tem como a gente melhorar isso, né? Então, eu sou bem crítica. Em questão de preenchimento, o preenchimento também tem que ser feito por uma pessoa habilidosa, no caso.

Porque, senão, se você preencher errado, você pode pegar um vaso sanguíneo, você pode pegar uma enervação e deixar a pessoa paralisada. Então, eu acho que, se tiver interesse em fazer algum procedimento de estética íntima, procure um profissional adequado, procure um médico, um especialista, um dermatologista, que pode fazer o tipo de procedimento, por exemplo, um preenchimento, ou ginecologista, uma nifoplastia, ou ginecologista, ou cirurgião plástico. Porque, realmente, existem consequências, né? E, depois, para a gente reverter isso é muito difícil.

A questão da depilação, eu acredito que é o que chama mais atenção, né? Porque é uma coisa mais comum na vida das pessoas, né? Do que, por exemplo, uma nifoplastia. E, na hora da escolha é muito complicado, né? Porque a gente está acostumado, aí, em salão de beleza, que você está ali fazendo a unha desde nova, né? As mulheres costumam fazer isso. E é muito difícil você procurar saber, realmente, ter essa certeza que a profissional está sabendo o que ela está fazendo ali, né? Isso a depilação chama atenção, algo que parece tão simples, mas pode causar problemas tão graves, né? Sim, exato.

Hoje em dia, eu vejo no salão de cabeleireiro, já estão oferecendo bioplastia, já estão oferecendo ultraformer. Já tem várias tecnologias que o cabeleireiro está oferecendo, né? E, aí, você vai procurar quem que está fazendo esse tipo de procedimento. Às vezes, é uma esteticista que aluga ali aquele aparelho e passa um dia inteiro fazendo o procedimento.

Será que aquela mulher, ela realmente precisava daquilo? Porque, hoje em dia, as pessoas vão em busca de tratamentos estéticos porque elas olham na internet, né? Ah, um ultraformer é bom para musculatura e que não sei o quê. Vou fazer um laser vaginal. Nossa, olha como fica bom e clareia.

Mas, será que realmente tem indicação? Depois, se tiver alguma consequência. Para aquele profissional, por exemplo, foi o que a gente citou em outros episódios, né? De outros tipos de procedimento, claro. Mas, se tiver uma complicação, aquela pessoa vai saber lidar com aquilo? Não vai.

Vai conseguir ajudar a pessoa numa emergência, por exemplo? Exatamente, exatamente. E, aí, essa pessoa vai procurar o médico que, muitas vezes, já não tem muito o que fazer. Que já é uma complicação irreversível.

Quando a gente fala de depilação, como que a pessoa consegue ter, pelo menos, um direcionamento melhor? Ah, é um profissional que... Porque costuma fazer em salão de beleza, né? E, aí, como é que vai saber se a pessoa realmente pode fazer aquilo? Tem algum tipo de conduta que chama a atenção, que a pessoa percebe ali na hora e pode falar, ah, acho que isso não é considerado normal ou que é melhor procurar outro profissional? Algo que consegue dar uma direção para a pessoa nesse sentido? Eu acho que ela deveria procurar uma clínica médica. Uma clínica médica que tenha um dermatologista, que tenha um ginecologista. Por quê? Porque, nesses salões de beleza, são pessoas que conseguem que elas tiveram um treinamento para operar aquela máquina.

Mas elas não conseguem fazer uma classificação do padrão da sua pele, por exemplo. No caso de uma depilação a laser. A gente tem os parâmetros que a gente pode usar para uma pele clara, para uma pele um pouquinho mais escura.

Tem uma classificação de coloração de pele, que vai de 1 a 4. E tem aqueles parâmetros que você pode usar em cada tom de pele. Mas, precisa muito da expertise do profissional para ver se, ah, eu tenho uma margem aí que eu posso usar de energia nessa pele. Mas, se eu for na margem maior, pode ser usado? Será que eu não vou queimar? E, às vezes, essas pessoas não.

Elas leem lá no manualzinho, ah, eu posso usar essa energia e vou usar essa aqui no maior nível que eu posso dela porque a depilação vai mais rápido, diminui o número de sessões. Mas, será que você não vai estar prejudicando? Então, eu sou um pouco crítica quanto a isso. Eu acho melhor procurar um médico que conheça o laser, que saiba usar o laser e saiba fazer a depilação.

Porque esse senso crítico é muito importante. É legal também esse alerta e essa dica até porque acredito que muita gente nem sabe que um médico tem esse tipo de tratamento quando você procura uma clínica especializada, um consultório mesmo, que um médico ginecologista, por exemplo, pode fazer uma depilação a laser. Acho que é importante isso ficar mais conhecido até porque vai exatamente naquela linha da internet que a gente também já citou aqui, o submundo da estética e tudo mais.

Porque acaba sendo tão mais divulgado por esses outros lugares que prometem resultados rápidos por um preço mais acessível que chama atenção aquele marketing de milhões que a gente chama. E por isso acaba sendo mais conhecido nesses outros locais, nessas clínicas de estética e não com médicos. Acaba, às vezes, sendo mais conhecido, fica mais popular.

Sim, exato, exato. É porque você coloca o preço lá embaixo e faz ganho em quantidade e não em qualidade. Exatamente.

A gente citou já alguns dos principais aqui dos procedimentos, mas acho que é o que as pessoas mais também gostam de saber como funciona cada um deles. A gente já citou um pouquinho do clareamento genital, do peeling químico, do laser. A diferença entre eles vai na questão de orientação médica para o que a pessoa precisa.

Ou a pessoa mesmo já consegue ter essa definição do que quer, o resultado que busca ou o médico que escolhe sozinho. O médico escolhe junto com a paciente. Porque existem inúmeras possibilidades.

Às vezes, a mulher já chega no consultório do médico falando, ah, eu quero fazer, por exemplo, a ninfoplastia. Mas cabe ao médico orientar a mulher se realmente ela precisa dessa cirurgia. Então, precisa de uma conversa entre médico e paciente.

Porque, às vezes, só de um preenchimento dos grandes lábios, a gente já consegue um resultado muito bom. Então, às vezes, eu tenho uma paciente no consultório que ela fez uma ninfoplastia que ela fez fora. E hoje, ela tem uma grande dificuldade porque ela teve um amputamento dos pequenos lábios.

Então, ela tem um pequeno lábio, muito pequeno. E ela fica morrendo de dor naquela região. Tudo fica muito sensível.

É a calcinha que entra. Porque tem um cotoquinho de nada. Então, o ideal é que exista uma conversa entre o que a mulher deseja e o que o médico tem a oferecer para o caso dela.

Porque, às vezes, você não precisa fazer uma cirurgia. Às vezes, é um preenchimento. Às vezes, é um bioestimulador de colágeno que vai melhorar muito aquela região.

Eu imagino que muitas mulheres já chegam com aquela ideia fixa na cabeça. O doutor Fernando fala muito sobre isso, cirurgião plástica. Que a pessoa chega decidida ao tratamento que ela quer, o resultado que ela quer.

E não tem conversa, né? Tem aquela questão de, já procurei na internet, minha amiga fez, minha prima fez, minha tia, e eu quero fazer isso. Eu imagino que seja comum também nesses tratamentos sintéticos. Chega direcionado para aquele tipo de tratamento.

Então, tem mulher também que chega muito no consultório e fala, eu quero fazer o laser porque eu acho que a minha vagina está flácida. Calma aí. Vamos ver se realmente a sua vagina está flácida.

Aí a gente faz o exame ginecológico para ver se realmente tem uma vagina flácida e se tem indicação desse laser. Porque, às vezes, uma fisioterapia pélvica já pode ajudar essa mulher. Ela não precisa ir por um laser de cara.

Veja a complicação da vagina em bambu. Então, mas ela viu na internet, ela leu a respeito, ela já sabe tudo sobre laser. E aí já vem pedindo... Chega quase uma especialista, né, doutora? Exatamente.

E aí a gente tem que orientar. Porque o que a gente quer é o bem-estar do paciente, é uma qualidade de vida para essa mulher. Para que ela não tenha consequências no futuro.

Imagina uma vagina de bambu numa mulher de 40 anos. A vida sexual dela vai ser um caos. Ela não vai conseguir ter relação.

E falando nisso de futuro, qual é a durabilidade desses procedimentos? Costuma ser algo que a pessoa fez e dura a vida inteira? Ou precisa ter uma certa manutenção? Como, por exemplo, uma prótese de silicone? Que a gente sabe já, a gente já conversou para quem tem esse interesse, também tem episódio que fala sobre isso. Mas na questão de procedimentos estéticos, isso tem uma durabilidade para a vida da pessoa? Nos casos do preenchimento e do bioestimulador, o ideal é que se faça a cada um ano e meio a dois anos. Acho que dois anos é o ideal, tá? Agora, no caso do laser, depende muito da situação da mulher.

Se é uma atrofia vaginal pela menopausa, se é uma frouxidão da vagina, uma queda da bexiga. Mas, normalmente, a gente faz, num primeiro momento, três sessões do laser em intervalos mensais. E a gente faz a manutenção de uma sessão por ano.

A cada ano. Então, é super tranquilo. Mas precisa realmente de uma manutenção.

Esses tratamentos mais clínicos, que realmente têm essa questão da manutenção. Exatamente. Porque o preenchimento, ele vai se desfazendo.

A gente vai tendo... O nosso organismo, ele vai absorvendo aquilo. E até um resultado esperado dentro do... Exato. Que é justamente para a pessoa poder mexer ali se quer, né? Se quer fazer algum ajuste.

Exato. De repente não gostou, tem como a gente tirar um pouquinho, né? Tem como a gente esvaziar um pouquinho aquele preenchimento que às vezes não achou que ficou legal, né? Já uma cirurgia não tem isso, né? Esses procedimentos também, doutora, são procurados por pessoas trans? Porque, como tem essa questão da mudança do sexo, eu acredito que tenha mais essa necessidade ou até por escolha mesmo, de ajuste ali, de querer mudar algo. Sim.

Para ficar com uma pessoa... Já imaginou? Tem essa procura? Existe. Existe sim. E a mesma orientação, as mesmas coisas? As mesmas coisas, a mesma orientação.

Legal. Tem outros dois procedimentos aqui que eu acho que a gente não citou ainda ou pelo menos não explicou muito bem como funciona que chama a atenção, a maioria das pessoas, já é algo mais conhecido, mas que as pessoas não sabem exatamente como funciona. Que é, por exemplo, a imenoplastia, que fala? Isso, a imenoplastia.

Que é para restaurar o ímene, trazer a virgindade de volta. Como que funciona isso, doutora? Exato. Essa cirurgia existe sim.

E como que ela é feita? Ela pega a própria mucosa de dentro da vagina, um pedacinho dela e faz um ímene novo. E isso é algo simples assim mesmo? É algo simples mesmo. Tem mulheres que têm esse fetiche de recuperar o seu ímene ou por um desejo do marido ou por um desejo dela mesmo, de ter o seu ímene ali refeito para uma futura relação sexual, para ela sentir como foi a perda do ímene.

Existe sim. E não tem nenhuma contraindicação também isso? É algo comum? Algo que não... Assim, vai da escolha da paciente mesmo ou também precisa ter essa questão da avaliação? Porque esse tipo de cirurgia vai da escolha da paciente mesmo. E precisa da avaliação médica, para ver se anatomicamente tem a possibilidade de retirar esse pedacinho da mucosa, se não é uma vagina muito flácida, que talvez a gente não consiga, né? Mas normalmente é uma escolha da paciente.

E qual que é a diferença desse procedimento, da imenoplastia que a gente citou, da perineoplastia e vaginoplastia, que é para estreitar o canal vaginal? Que vai nessa mesma linha, né? Porque quando a pessoa nunca teve relação, é mais estreito, né? Isso não muda nada. O perinho é uma cirurgia um pouquinho maior, né? Normalmente a gente faz em mulheres com mais idade, que tem perda de urina, que tem aquela cistossele, que a gente comentou que é aquela descida da bexiga, e a retossele, que é a descida do ânus, na região da vagina. Então, a gente faz o fechamento mesmo dessa musculatura.

A gente coloca, às vezes, tela, né? Para fechar essa região. Ou, às vezes, a própria musculatura, a gente fecha naquela região debaixo do perinho, para que ela tenha aquela sustentação para a região da bexiga e para a região do reto, e diminua ali aquela passagemzinha da vagina, tá? Porque tem mulheres, assim, mais idosas, que elas podem ter essa queda da bexiga, e a bexiga fica bem na entrada mesmo da vagina, assim. Quando passa o papel, machuca a bexiga.

E isso, se não for tratado, pode levar até o câncer de bexiga mais pra frente. Esses procedimentos que envolvem a qualidade de vida da pessoa, que a gente citou muitos já agora, desde o início do episódio, para mulheres que nunca tiveram relação sexual, quando tem essa... quando prejudica a qualidade de vida dessa paciente, como que é feita a escolha desse procedimento? Não são todos, né, que podem ser feitos. Como que funciona isso? Para mulher virgem? Isso.

Para mulher que nunca teve relação sexual, o ideal é a gente fazer os tratamentos mais conservadores, né? Por exemplo, você tá falando da parte estética... É, até questão, por exemplo, que é fazer a redução dos lábios. Isso pra mulheres que nunca tiveram relação virgem, isso tem algum tipo de... Não tem problema. Tipo redução de lábio, aumento dos grandes lábios, não tem contraindicação.

É mais essa questão interna mesmo de redução do canal, quando tem algum problema de bexiga, por exemplo, e isso precisa ser feito algo clínico antes? Algo clínico antes, com certeza. Mas, por exemplo, se for uma mulher lá nos seus 60 anos, que nunca teve relação sexual, mas tá com uma incontinência urinária importante, aí também a gente tem que avaliar o risco-benefício, né? Se realmente ela vai se beneficiar de um procedimento cirúrgico, aí tem indicação de fazer. E os procedimentos clínicos entram naquela questão da fisioterapia pélvica.

Como que funciona isso, doutora? A fisioterapia pélvica são exercícios que trabalham a musculatura da vagina, fortalecendo essa musculatura, né? Então, o fortalecimento dessa musculatura mantém um nível ali de continência urinária, vamos dizer, né? Porque você vai fortalecer a musculatura em volta da uretra também. E aí você não vai ter grandes perdas de urina. Fora isso, numa vagina muito alargada, pra não ter essa perda de urina ou essa retossele, também é indicado.

Mas depende muito do grau também de frouxidão, né? Às vezes, quando é leve, a fisioterapia pélvica vai que é uma maravilha. Agora, quando é moderado, grave, aí já tem mais indicação cirúrgica. Essa até a fisioterapia pélvica que muitas mulheres fazem, procuram até pra melhorar a relação sexual, né? Isso entra na forma de prevenção? Sim.

Pra longo prazo? Às vezes, essa mulher que fez desde nova, quando ela for mais idosa, é mais difícil ela ter aquelas queixas da flacidez vaginal? Sim, é mais difícil. Quer ver um exercício que eu indico muito para os pacientes? Sempre eu falo para os meus pacientes, quando você estiver em qualquer lugar, por exemplo, eu e você aqui sentada, conversando, sabe aquele movimento que você faz quando está no banheiro fazendo xixi, que você dá aquela prendidinha para segurar o xixi? Isso é uma fisioterapia pélvica. É chamado de exercício de Kegel.

E esse exercício de Kegel, ele faz esse fortalecimento dessa musculatura e previne essa frouxidão da vagina e previne incontinência urinária, queda da bexiga. Então, é um movimento muito simples que a gente pode fazer a qualquer momento. Existe até esse tipo de exercício na yoga, por exemplo, e que é uma prevenção muito boa.

A gente já teve um episódio aqui também falando de yoga e esse, quando volta para a fisioterapia pélvica, eu já vi muitas professoras, acho que é assim que a gente diz, que ensinaram utilizando objetos ali, falou que é mais eficaz nesse sentido de fortalecimento. Isso realmente precisa ser colocado na prática ou depende da situação de cada mulher? Como que funciona isso? Depende da situação de cada mulher. São colocadas aquelas bolinhas, né? É um cordãozinho assim, grande, com várias bolinhas, a introduz na vagina e o exercício é você ir tirando essas bolinhas só com a força da região pélvica.

É um ótimo exercício, mas para quem já tem uma frouxidão mais grave, não vai dar certo. Não vai conseguir ajudar tanto no sentido de, ah, vai eliminar a necessidade de uma cirurgia, por exemplo. Exatamente, exercícios de pompoarismo, onde você coloca as bolinhas, tem outros objetos que você pode colocar também.

E quando a gente citou sobre as contraindicações desses procedimentos, nessa questão da fisioterapia, não tem muito isso, de, por exemplo, a mulher grávida fazer esse tipo de exercício, pode dar algum problema? Não, a mulher grávida pode fazer esse tipo de exercício. Para mulheres grávidas é muito utilizado os exercícios na bola, naquela bola de pilates, onde ela fica ali sentada, tentando manter o equilíbrio para promover o fortalecimento da região do períneo, né? Esse tipo de fisioterapia pode ser feita tranquilamente. Quando a mulher, a gente citou algumas outras complicações também, mas falando agora de mulher grávida, né? Quando ela precisa, tem um grau muito elevado ali da complicação, como, por exemplo, o problema da mexiga, que a gente citou.

Ela não pode fazer cirurgia naquele momento, mas se existe algum tipo de situação que está prejudicando aquela mulher, que está incomodando muito, como que é feito nesse caso? Ela precisa realmente esperar a gestação? Precisa. Não tem jeito. Infelizmente, precisa esperar, porque o laser não é indicado nas mulheres grávidas.

E precisa esperar. Não tem muito jeito, não. Ela pode fazer a fisioterapia pélvica, os exercícios de Kegel, mas, assim, não é uma coisa que ela vai ter uma melhora significativa, mesmo porque ela vai estar barrigudinha.

O peso da criança ali na pélvida, se ela já tem uma incontinência urinária, essa incontinência urinária tende a piorar, né? Mas ela tem que esperar o bebê nascer. Não tem como escapar ali no momento. Não tem, infelizmente.

Nas outras contra-indicações, doutora, que a gente citou, eu lembro que tinha algumas doenças também, né? Que a gente falou que a pessoa acaba não podendo fazer esse tipo de tratamento estético. Tem algo que possa... seja aliado ali para que a pessoa possa fazer esse tratamento depois? Ou não, realmente tem casos que a pessoa não pode fazer e precisa procurar uma outra alternativa, como, por exemplo, a fisioterapia pélvica que a gente citou. Sim, existem casos que a gente não consegue fazer o tratamento mesmo.

Por exemplo, infecção, tem que tratar a infecção. Tratando a infecção... Aí é um pouco mais simples, né? Mais simples, né? Agora, a doença autoimune, ela tem muito a ver com colágeno, formação de colágeno. Então, você fazer, por exemplo, um laser numa paciente que tem doença autoimune, você pode ter uma complicação.

Ou por uma produção aumentada de colágeno com endurecimento ou você não vai ter resultado nenhum. Então, aí seria uma fisioterapia pélvica ou casos de cirurgia. E depois desse tempo, a pessoa, depois que fez qualquer tipo de procedimento, até mais um cirúrgico, né? Tem caso que a mulher fica mais vulnerável a ter, por exemplo, infecções, algum tipo de... Aquele problema aqui é mais fácil de resolver, mas fica mais vulnerável a isso ou permanece da mesma forma? Pós-tratamento? Isso.

Com laser? É, com laser ou até o cirúrgico, né? Fez a redução ali dos lábios, por exemplo. Isso pode influenciar na questão da incidência de ter alguma doença ali? Na verdade, não. É a falta do tratamento, né? Por exemplo, do laser para mulheres com incontinência ou com frostidão vaginal.

É o contrário. Exato. É a falta do tratamento que vai prejudicar, que ela tem mais chance de ter infecção, né? Entre outras coisas.

Já no caso cirúrgico, por exemplo, de uma ninfoplastia, o pós-operatório, ele é crucial. Porque é um pós-operatório chatinho. E como a gente conversou, a mucosa é chato, ele demora um pouquinho mais a cicatrizar.

Então, você tem que ter uma boa higiene naquele local, senão você pode ter infecção e, de essência, abertura naquela incisão. E aí o resultado fica feio. E como que são esses cuidados pós-operatório? Para a gente também já ir caminhando aqui para quando a pessoa fez, né? Já para ter esse tratamento bem sucedido, para ter um resultado esperado, para não ter nenhum tipo de complicação depois que já escolheu, para alcançar também o objetivo, né? Que é justamente a ideia.

Exatamente. Por exemplo, no caso de uma ninfoplastia, higiene a cada duas a três horas da região, usar gelinho para não ficar inchando muito. De preferência, na primeira semana, ficar em casa, não usar calcinha nem roupas que apertem.

E não manter relação sexual por no mínimo 30 dias. Que vai naquela... Exatamente. Na hora que for no banheiro, tem que ter uma higiene adequada também.

Não usar papel. A gente indica não usar papel no pós-operatório porque o papel, ele vai machucar. E é uma região que está em cicatrização.

Então, só usar água. No caso do laser, por exemplo, qual que seria as indicações do pós-laser? Normalmente, como é uma energia que causa micro-lesões ali, o que acontece? Tem uma remodelação e tem aquelas micro-lesões que vão cicatrizar. Então, a gente usa lubrificantes à base de ácido hialurônico para melhorar aquele turgor, para melhorar a cicatrização.

E isso em relação por aproximadamente uns três dias. E a pessoa sai já no mesmo dia, doutora? Depois que fez esses procedimentos? Até os cirúrgicos conseguem já receber alta ali no momento? Exatamente. A ninfoplastia você faz de manhã, depois do almoço está em casa.

Faz no consultório mesmo ou em centro cirúrgico? Pode ser feito no consultório ou em centro cirúrgico. Dá para fazer ninfoplastia até com anestesia local e óxido nitroso. Como aqui a gente tem o centro cirúrgico, a gente acaba fazendo no centro cirúrgico, que é mais fácil.

Mas é uma cirurgia que faz ali uma horinha, uma horinha e meia de cirurgia e depois vai para casa. E a cirurgia, a anestesia local, isso vai da escolha da paciente também? Pode ser conversado com aquilo que a gente disse, né? Tudo é conversado, mas assim... Exato. Tem muita gente que eu já vi deixar de fazer algum tipo de cirurgia ou procedimento por causa da anestesia geral, né? Que é evitar a anestesia geral.

Então isso é legal, né? A gente está aqui, pode ser feito com anestesia local. Pode ser feito com anestesia local e isso realmente, a indicação é uma conversa médico-paciente. Porque tem mulher que realmente, ah, eu não quero uma anestesia geral, não dá pra fazer com local.

Dá, dá pra fazer com local. Quanto tempo, doutora, de cirurgia? Uma hora, uma hora e meia. Ah, é rápido, simples.

É rapidinha, rapidinha. Legal. Para quem já tem o interesse, eu imagino que esteja mais interessada ainda, né? Depois de perceber como consegue ser simples, né? E até a recuperação em questão dessas coisas.

E ter a confiança, né, doutora? Acho que isso é o recado que a gente sempre passa também aqui no episódio do Amatocast, que é ter essa conversa com o médico pra que ele possa passar essa confiança, explicar exatamente como funciona, entender qual que é a expectativa da pessoa, né? Pra falar, olha, isso é o que você quer, mas isso é o que eu consigo entregar. Pra ter justamente um processo bem sucedido do que a pessoa quis, o resultado que ela conseguiu alcançar. Então, essa é a nossa mensagem.

É expectativa e realidade. Exatamente. Não é? É bem isso, é bem isso.

E a relação médico-paciente é imprescindível. Se não bateu ali, não deu liga entre médico e paciente, esquece. Esquece.

Paciente, eu acho que ela tem que se dar bem com o médico, ter a facilidade de conversar, de expor o que ela quer e ter uma conversa realmente da expectativa e da realidade. Pra não ter que demitir o paciente, né? Que a gente já conversou aqui também. Exatamente.

Alguns pacientes que já foram demitidos, não tinha conversa, era aquilo que queria. Exatamente. Às vezes tem paciente que quer aquilo, mas eu vim pra aquilo e eu quero aquilo.

Não dá, né? Exatamente. Não dá. Exatamente.

Bom, são muitos procedimentos. A gente citou aqui alguns dos principais, né, doutora? E o mais importante é isso, né? Estar ali na consulta, explicar qual que é a expectativa, conversar. E eu vou pedir pra quem estiver nos acompanhando também, mandar sugestões aqui, comentar.

Gente, foi o primeiro episódio que, na verdade, eu participei com você, doutora. Acho que em outros você já esteve também aqui. A gente sempre coloca uma lista de transmissão, algumas sugestões de outros episódios que cada especialista participou, mas é importante que vocês comentem dúvidas, sugestões de próximos episódios pra gente trazer aqui novamente a doutora Juliana.

Obrigada pela sua participação, doutora. Obrigada. Até a próxima.

Muito obrigada pela sua audiência e participação aqui conosco. Como eu disse, é muito importante a sua interação aqui. Curta, comenta e manda pros seus amigos e comente também o que você quer pros nossos próximos episódios de sugestão, tanto com a doutora Juliana, médica ginecologista, como também com os nossos outros especialistas.

Conto com a sua participação no nosso próximo episódio. Até mais.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.