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Lipedema: Uma vida em segredo

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Lipedema: Uma vida em segredo

O lipedema é uma doença genética, influenciada por hormônios femininos, que afeta cerca de 11% das mulheres, mas frequentemente não é reconhecida. Seu desenvolv

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Perguntas respondidas neste vídeo

Agenção de uma estrutura de luteus Eu sempre percevi que eu tinha a estrutura biotipo, um pouco mais laguinha, né?

O pessoal brinca mais parruda. Sempre percevi que as minhas pernas tinham uma estrutura um pouco mais grossa e até genético. Meu pai tinha as pernas grossinhas, enfim, mas eu percebia que naquele efeito sanfona que toda mulher tem da vida, alguma coisa estranha rolava com as minhas pernas, porque eu sentia um depósito de gordura sempre do joelho pra baixo e eu emagrecia mais a gordura da perna no embora.

Qual é o problema então de não diagnosticar o Lipedema e colocar o diagnóstico como obesidade?

A gente acaba taxando uma paciente que tem uma doença com outra doença. O Lipedema vai continuar progressivando, esse é o maior problema. Se a gente não identifica o Lipedema vai continuar vendo as crises inflamatórias com maior deposição de gordura e consequentemente a piora progressiva da doença com o avanço nos estágios, podendo chegar mais para o final da vida no estágio do Lipedema.

Professor de academia me falando que eu tinha uma coxa embaixo da outra, então é ruim, sabe?

A gente sente vergonha. A principal missão que a gente tem hoje é expandir o conhecimento do Lipedema. É a divulgação da doença, para que não ocorra com a próxima geração o que aconteceu com a geração atual e com as gerações anteriores a nossa, porque a falta de conhecimento da doença causa um abalo psicológico enorme, além da deformidade dos membros em estágios mais avançados.

Transcrição completa do vídeo

Agenção de uma estrutura de luteus Meu nome é Adriana, eu tenho 36 anos, e eu sou paciente de Lipedema, do Dr. Alexandre, desde 2019. Agenção de uma estrutura de luteus Eu sempre percevi que eu tinha a estrutura biotipo, um pouco mais laguinha, né? O pessoal brinca mais parruda. Sempre percevi que as minhas pernas tinham uma estrutura um pouco mais grossa e até genético. Meu pai tinha as pernas grossinhas, enfim, mas eu percebia que naquele efeito sanfona que toda mulher tem da vida, alguma coisa estranha rolava com as minhas pernas, porque eu sentia um depósito de gordura sempre do joelho pra baixo e eu emagrecia mais a gordura da perna no embora. O Lipedema é uma doença genética extremamente influenciada pelos hormônios femininos, então ela ocorre em 11% das mulheres, é extremamente frequente, embora nem sempre reconhecida. O ginecologista pode ser o primeiro a identificar o Lipedema nessa mulher, seja na adolescência quando ela menstrua pela primeira vez, seja após uma gravidez ou o início na menopausa, ele que vê os primeiros sintomas de Lipedema e faz esse diagnóstico podendo auxiliar no tratamento dessa doença. O pior cenário que pode acontecer com uma paciente com Lipedema é procurar diversos tratamentos, diversos médicos e nenhum deles fazer o diagnóstico, porque são feitos tratamentos que não vão ter efeito nenhum e isso gera uma frustração e um abalo psicológico enorme. 11% das mulheres sofrem com Lipedema, isso seria mais ou menos uma em cada 10 mulheres tem o Lipedema. A questão é que nem todos estão procurando uma solução nesse momento porque elas podem estar controladas, podem não estar numa fase inflamatória do Lipedema, ou seja, elas não têm sintomas exuberantes. Pesquisei de todas as formas e até 2019 eu não sabia o que era Lipedema, não fazia ideia. Eu cheguei até ouvir de um médico que o que eu tinha na perna era a retenção de sangue. Qual é o problema então de não diagnosticar o Lipedema e colocar o diagnóstico como obesidade? A gente acaba taxando uma paciente que tem uma doença com outra doença. O Lipedema vai continuar progressivando, esse é o maior problema. Se a gente não identifica o Lipedema vai continuar vendo as crises inflamatórias com maior deposição de gordura e consequentemente a piora progressiva da doença com o avanço nos estágios, podendo chegar mais para o final da vida no estágio do Lipedema. Quando envolve muito autoestima, ego, vaidade, pega na gente, pega e eu falo porque eu passei por isso diversas vezes, eu já me senti constrangida diversas vezes, para você ter ideia na escola falava que eu tinha perna de elefante. Então eu já sofri bullying, já ouvi um monte de besteira. Professor de academia me falando que eu tinha uma coxa embaixo da outra, então é ruim, sabe? A gente sente vergonha. A principal missão que a gente tem hoje é expandir o conhecimento do Lipedema. É a divulgação da doença, para que não ocorra com a próxima geração o que aconteceu com a geração atual e com as gerações anteriores a nossa, porque a falta de conhecimento da doença causa um abalo psicológico enorme, além da deformidade dos membros em estágios mais avançados. Tratando precocemente no início dos sintomas, é possível realizar a regressão do quadro inflamatório e a paciente tem um estilo de vida normal.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.