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Outubro Rosa

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Outubro Rosa

O vídeo trata da conscientização do câncer de mama durante o Outubro Rosa. A doutora Priscila, mastologista, explica que o movimento mundial foi iniciado a part

Perguntas respondidas neste vídeo

Aparece no copo?

Não, tá aparecendo não. Então, bora. Aí a gente precisa, talvez, testar, mas acho que já tá ao vivo, tá bom.

Já está ao vivo?

Já está ao vivo. Então, boa noite a todos.

Mais uma vez a gente tá fazendo nossa live do Outubro Rosa, né?

Ano passado a gente fez, acho que no ano anterior a gente fez, lá na pandemia.

Muitos anos já, né?

Muitos anos. Então, se vocês estiverem vendo alguma dificuldade com o áudio, pode chegar mais perto aqui. A gente tá retomando nossas lives, a live agora pelo canal do YouTube.

E a gente vai falar um pouco sobre o câncer de mama e o Outubro Rosa, né?

O Outubro Rosa é uma data, não sei se a gente poderia falar como comemorativa, mas, na verdade, é uma data de conscientização do câncer de mama. Uma data importante, um mês importante para as pessoas lembrarem do câncer de mama, da prevenção, do diagnóstico precoce.

Transcrição completa do vídeo

Aparece no copo? Não, tá aparecendo não. Então, bora. Aí a gente precisa, talvez, testar, mas acho que já tá ao vivo, tá bom.

Já está ao vivo? Já está ao vivo. Então, boa noite a todos. Mais uma vez a gente tá fazendo nossa live do Outubro Rosa, né? Ano passado a gente fez, acho que no ano anterior a gente fez, lá na pandemia.

Muitos anos já, né? Muitos anos. Então, se vocês estiverem vendo alguma dificuldade com o áudio, pode chegar mais perto aqui. A gente tá retomando nossas lives, a live agora pelo canal do YouTube.

Então, quem quiser, quem tiver alguma dúvida, pode colocar aqui nos comentários. Aqui a gente tem um assistente de comentários ajudando, né? E a gente vai falar um pouco sobre o câncer de mama e o Outubro Rosa, né? O Outubro Rosa é uma data, não sei se a gente poderia falar como comemorativa, mas, na verdade, é uma data de conscientização do câncer de mama. Uma data importante, um mês importante para as pessoas lembrarem do câncer de mama, da prevenção, do diagnóstico precoce.

E, para isso, a gente tem a doutora Priscila, mastologista no Instituto Amato, que vai falar um pouco sobre o Outubro Rosa. E, depois, a gente vai falar um pouquinho sobre diagnóstico, prevenção. Então, se a gente tiver sorte, a doutora Lorena, endocrinologista, vai falar um pouco sobre qualidade de vida, estilo de vida, medicina do estilo de vida, principalmente a obesidade no câncer de mama.

Então, é isso. Doutora Priscila, o que é o Outubro Rosa? Bom, o Outubro Rosa, eu falo, né, esse é o mês mais rosa do ano. Então, o Outubro Rosa é um movimento mundial, que já existe há vários anos.

E tudo, eu gosto muito de contar a história do Outubro Rosa, porque foi uma história de amor que gerou o Outubro Rosa. Então, assim, tudo começou com a Susan, Susan de Colman, que foi uma mulher que teve câncer de mama aos 33 anos. E ela, infelizmente, acabou falecendo.

E a sua irmã, Nancy, prometeu para ela que faria de tudo para ajudar a encontrar cura para o câncer de mama. Então, a Nancy começou a promover ações para tentar, para arrecadar fundos para o estudo do câncer de mama e começou a promover umas corridas pela cura. E na corrida pela cura de Nova York, que aconteceu em 1990, foram distribuídos laços cor-de-rosa aos participantes.

E isso começou a acontecer em todas as outras corridas da cura, até que se tornou um movimento mundial. Então, hoje em dia, o laço rosa simboliza a luta pela cura do câncer de mama. E os grandes monumentos importantes no mundo são iluminados com a cor rosa, então a Torre Eiffel, o Coliseu.

Aqui em São Paulo, a gente tem lá o monumento às bandeiras. Então, vários prédios importantes que são iluminados com a cor rosa. Então, é um mês de conscientização, como o Fernando disse.

Então, não é para ser um mês de angústia. Às vezes, eu tenho pacientes que falam que ficam muito angustiadas nesse mês, porque se fala tanto de câncer de mama. E o nosso objetivo é falar muito mesmo, é lembrar que essa doença existe.

É o câncer que mais acomete as mulheres e é o primeiro em mortalidade também. Então, é muito importante que a gente fale, porque o câncer de mama é uma doença curável. E quanto mais cedo ele for descoberto, maior são as chances de cura.

Então, a gente quer descobrir o câncer de mama no comecinho, antes dele se tornar palpável. Então, a gente tem que lembrar mesmo que ele existe não só no outubro rosa, o ano inteiro, mas principalmente nesse mês. O que a gente tem de mais importante para diagnóstico, precoce, cedo, câncer de mama, é a mamografia.

Então, a mamografia é o único exame que a gente realmente tem estudos que mostram que reduz a mortalidade por câncer de mama. Eu consigo detectar lesões muito pequenas antes delas se tornarem palpáveis, se tornarem clinicamente perceptíveis, né? E, com isso, a gente... Lesão que é descoberta mais comecinho, chance maior de cura. Então, mamografia anual é muito importante a partir dos 40 anos, tá? Então, se você tem mais de 40 anos, não se esqueça de fazer seu exame.

Se você não tem, lembra aí as suas amigas. Eu acho que o interessante do outubro rosa é que, na verdade, a gente fala em prevenção, mas o diagnóstico precoce e esse ciclo anual de fazer os exames acho que é o importante. Por isso que eles têm o outubro rosa, né? Todo ano você tem aquele evento.

Você fala, nossa, é outubro rosa, eu fiz minha mamografia? Aliás, eu acho que essa é a pergunta que você tem que fazer agora. Eu fiz minha mamografia? Eu tenho alguma coisa? Fazer uma palpação? Às vezes, a paciente, na pandemia, a gente viu isso. Pacientes que estavam com nódo, não, não tenho nada.

Não tenho nada aqui. Ficou em negação. E a doença chegou um pouquinho mais avançada.

Então, a gente fez uma cirurgia bem grande de uma paciente com câncer muito avançada. No caso, era um paciente do SUS, mas que acaba... Ficou represada nesse sistema que não conseguia progredir por conta do COVID. Então, acho que o ciclo da mamografia, da rotina, de lembrar de passar no mastologista.

Quem não tem mastologista, às vezes o ginecologista pode estar fazendo isso, já faz. Um clínico geral pode fazer, não necessariamente o ginecologista. Aliás, todo mundo que atende a mulher na idade de risco tem que pedir ou lembrar de pedir.

Eu faço isso. Às vezes, a paciente vem fazer um outro exame e você quer aproveitar e já fazer a rotina. Acho que todos os médicos devem iniciar esse rastreamento precoce.

Sim, acho que é até importante a conscientização dos médicos mesmo. Porque, assim, eu já peguei paciente que o geriatra pediu a mamografia ou o clínico geral. Assim, eu como ginecologista também, eu peço muitas vezes exames que não são da minha especialidade.

Já que a paciente já está lá, ela está na idade de fazer aquele exame. Às vezes, eu peço. Então, é importante os médicos também participarem desse movimento.

E é isso, é lembrar. E, assim, a gente está pagando o preço da pandemia. Claro que a gente teve um problema de saúde pública importante que ninguém sabia direito como lidar.

Esse terror que foi colocado de não sair de casa e só ir em última hora. No último caso, né? No último caso, foi um absurdo, realmente. Isso prejudicou porque as pessoas deixaram as doenças de lado.

E a gente começou a ver, em 2020 mesmo, no final de 2020, o problema que isso gerou. E 2021 foi um ano também que a gente ficou limpando os problemas. Até hoje, a gente vê sequelas dos pacientes que deixaram de procurar assistência médica.

Os pacientes, no começo do ano, que começaram mesmo a procurar assistência e você fala, nossa, dois anos ali perdidos. É, porque é por medo, né? Teve também gente que não conseguiu acesso. Então, você pega no SUS.

Às vezes, a pessoa até sentiu um nódulo, mas não tinha como marcar a consulta porque só estava atendendo o caso de COVID no posto. Então, infelizmente, teve muito disso. Mas assim, quanto antes, melhor, né? A gente não pode ficar... O que passou, passou.

Então, assim, você sabe que seus exames estão atrasados? Vão por em dia. Marque a sua consulta com o seu médico, já peça os exames. O rastreamento é feito com a mamografia, não é com o ultrassom.

O ultrassom pode ajudar a complementar. Pode também ser usado a ressonância, só que é um exame extremamente caro. E ele até confunde, porque ele vê coisa demais e, às vezes, não é nada.

Então, isso é importante. Então, a gente falou já do rastreamento, né? O diagnóstico. E eu queria falar sobre o tratamento.

E acho que tem muitas pacientes que têm muita dúvida, né? Precisa fazer... Posso falar alguma coisa antes? Pode, você pode tudo. Pode tudo. Antes da gente partir para o tratamento, eu quero abordar um pouco a questão do autoexame.

Hoje em dia, vocês devem ter percebido que não se fala tanto de autoexame na mídia como se falava antigamente, né? E hoje não se fala tanto, não que não se deva fazer. Então, o autoexame é importante para você se conhecer, conhecer seu corpo, perceber pequenas alterações e se viu que tem alguma coisa diferente, já procurar uma médica. Então, é importante se examinar uma vez por mês, de preferência, depois da menstruação.

Porém, o fato de você fazer o autoexame não te isenta de fazer a mamografia se você tiver na época de fazer, né? Aí, a partir dos 40 anos. Então, o autoexame é legal para você se conhecer, mas sempre lembrando que a mamografia é o mais importante. E a contração e a ressonância são complementos, né? Doutora Priscila, então já vou voltar ao assunto, então não vou falar mais exatamente, vou perguntar, acho que todo mundo quer saber.

Quais são os sinais do câncer de mama? Sinais de câncer de mama? Não que a gente tenha que ter os sinais, né? Porque o câncer de mama tem que ser detectado antes. Mas, quais são os sinais? É uma bola, algo que sai, fica vermelho? Quais são esses sinais? Então, tem alguns sinais que levantam uma suspeita que é interessante que você procure o mastologista, caso perceba. Então, nódulo palpável, principalmente nódulo endurecido, que não se mexe muito, né? Então, nódulo palpável é a primeira coisa.

Alteração de pele, então, às vezes uma pele que era lisinha e que de repente está mais rugosa, uma pele avermelhada. Uma mudança no mamilo, então o mamilo que era sempre para fora de repente começou a ficar para dentro e não sai mais. Então, o mamilo que inverte é um sinal também.

Saída de líquido pelo mamilo, mas é uma saída de líquido espontânea, né? Não é quando aperta, né? Tem gente que fica, ah, deixa eu apertar para ver se sai alguma coisa. A gente nem recomenda que isso seja feito. Mas, se por acaso, ó, fui tirar o sutiã, vi que estava sujo, né? Se é questão de cor de sangue ou transparente que sai espontaneamente também é um sinal de câncer de mama.

Acho que os principais são esses. Lembrando que essas alterações não devem aparecer. Se aparecerem, já corra para o seu médico, se você sente alguma coisa.

Muitas vezes é besteira, né, Fê? A gente vê o paciente, ah, sentiu um caroço, é um linfonodo aumentado. Teve isso muito com o COVID, principalmente com a vacinação. O paciente toma a vacina, fica com o linfonodo axilar aumentado.

Às vezes a paciente está com uma infecção de pele, alguma coisa. Pode ter um linfonodo. Mas o linfonodo aumentado, a íngua, é um sinal.

Então, às vezes, esse é um motivo de procurar. Não de se preocupar, mas de procurar ajuda e investigar. Não quer dizer que é câncer, mas é interessante que seja investigado.

Exatamente. Mas, bom, a gente fez, não sentiu nada, mas acabou fazendo um exame. Veio alterado, veio uma lesão lá com calcificação, tudo.

E vem uns nomes estranhos, né? BHADs. Que BHADs a gente tem que se preocupar, né? Então, essa é a minha dúvida. Que BHADs a gente tem que se preocupar? É o BHADs 1? É o BHADs 2? É o 3? É o 4? Qual que é o câncer? Bom, o BHADs, ele é uma classificação dos exames de mama.

Então, assim, qualquer exame de mama, de imagem que você fizer, mamografia, ultrassom, dissonância, vai vir lá no final do laudo BHADs. E ele é classificado por números. Ele varia de 0 até 6. Então, o BHADs que é preocupante, vamos lá, vou explicar cada um, né? O BHADs 0 é um exame inconclusivo.

É um exame que precisa de algum outro complementor, alguma outra incidência de mamografia ou ultrassom. Então, é um exame que é inconclusivo. BHADs 1 é um exame normal, não tem nada.

BHADs 2 tem achados benignos, então nada para se preocupar. O BHADs 3 tem achados, então tem alguma alteração, mas é uma alteração pouco suspeita para câncer. É uma alteração provavelmente benigna.

Então, o risco de malignidade, o risco de um BHADs 3 e câncer é muito baixo. É menos que 2%. Então, na grande maioria das vezes, a gente vai acompanhar.

Em alguns casos selecionados, a gente pode até fazer biópsia. Onde a gente começa a se preocupar mais em pensar em câncer é no BHADs 4 e BHADs 5. O BHADs 4 eu brinco com as pacientes que é um balaio de gato, porque tem desde coisas pouco suspeitas até coisas muito suspeitas. Então, o risco de malignidade, né? Quando eu tenho um exame lá, BHADs 4, o risco de ser câncer varia de 2 a 95%.

Então, é uma gama muito grande de lesões. Então, o BHADs 4 é um exame que precisa ser investigado. Mas eu não entendi, o BHADs 3 não tem risco de ser câncer? Tem risco, mas é um risco baixo.

Mas é o que já começa os convênios terem uma cobertura? Isso é importante? Porque a gente tira muito BHADs 3, né? Normalmente fibroadenoma, que é o mais comum. Mas a gente tem essa cobertura do convênio de tirar por conta do risco, né? Sim, sim. Então, eu vou responder direito a pergunta que você me fez.

Onde a gente começa a se preocupar com câncer? Seria a partir do 3. No 3, é uma suspeita muito baixa. Então, de cada 100 BHADs 3, vai ter menos que 2 que vão ser câncer. Mas a gente pode pedir biópsia.

Então, no caso, eu tenho lá um BHADs 3, se eu quiser pedir uma biópsia, o convênio vai autorizar. Ou quiser tirar esse novo, também posso tirar. Agora, onde eu tenho uma suspeita maior mesmo, é a partir do 4. Que aí o 4, como eu falei, tem um risco bem variado de ser câncer.

Então, a gente precisa de uma biópsia para ter uma resposta. O BHADs 5 já é um rachado bem suspeito para câncer. Que aí o risco de ser câncer é maior que 95%.

Então, também está indicada a biópsia. No 5, a gente poderia até fazer uma cirurgia direto. Mas assim, é muito raro nos dias de hoje, principalmente aqui em São Paulo, que a gente tenha a facilidade de operar direto o rachado.

A gente, usualmente, biopsia primeiro. Para eu saber o que é e me planejar. Porque, às vezes, parece um câncer, mas não é. Ou, às vezes, é um câncer e, dependendo do tamanho, a gente não vai operar logo de cara.

A gente vai fazer um tratamento antes disso. Então, para eu ter uma noção melhor do que aquilo, a biópsia é o melhor caminho. E o BHADs 6 é um rachado que eu já sei que é câncer.

Então, por exemplo, uma paciente que já está em tratamento e foi fazer algum exame de controle e vai vir lá escrito BHADs 6 no exame dela. Bom, vou fazer rapidamente, vou falar algumas coisas que é importante. Então, a gente está passando esse vídeo no meu canal, no canal da Mato e no Facebook.

E é interessante, quem não é inscrito, se inscrever no canal. Isso ajuda muito. O canal tem crescido muito, bastante.

A gente está com meio milhão de inscritos. A gente tem vídeos toda semana, quase que todos os dias da semana a gente tem vídeos. E, por favor, curta, comente, compartilhe.

Chama alguém que você acha que pode precisar, que está preocupada, que tem câncer de mama, que está em dúvida, que fez algum tratamento, tem alguma deformidade na mama. E se você quiser, quem está assistindo ao vivo, pode mandar aqui um comentário, uma pergunta, porque a gente tem um assistente aqui. Eu estava... Eu estava.

Adriano Silveira. O esposo da Pri está aqui ajudando pra caramba. Ele está ajudando aqui.

Então, ele vai fazer esse intermédio. Então, pode perguntar. É um tema muito legal.

Tem perguntas muito simples, mas que elas são muito importantes. Então, eu sempre falo para as minhas pacientes, Tiara, em todas as dúvidas, até as mais simples, mais bobas. Não tem dúvida boa.

Não existe, né? Até a história do desodorante, eu acho muito importante. A gente pode até fazer esse papo aí dos mitos. Mitos e verdade.

Mitos e verdade do câncer de mama. Então, eu vou continuar minhas perguntas. E uma das perguntas é... Toda mulher que tem câncer de mama precisa tirar a mama? Fazer uma mastectomia? É esse o tratamento? Ou quais são os tratamentos que existem? De jeito nenhum.

Hoje, inclusive, eu... Está acontecendo a Jornada Paulista de Mastologia. É o congresso mais importante de mama. E começou hoje.

Eu estava lá hoje e estava vendo umas aulas e falando sobre o histórico mesmo, né? De tratamento. Então, assim, antigamente era câncer de mama. Ah, mas é um tumorzinho pequenininho.

Não importa. Tira tudo. Tira a mama, músculo, axila.

Assim, era uma cirurgia muito mutiladora. E esse tratamento foi evoluindo e a gente continua evoluindo. Então, a mastectomia não é o tratamento de escolha.

A gente pode fazer tratamentos menores. Ou, às vezes, a gente descobre um tumor grande e a gente faz uma quimioterapia. Reduz o tamanho dele para depois operar.

Então, o tratamento do câncer de mama é um tratamento multidisciplinar. Então, o que existe de tratamento? Cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, terapia-asalvo. Então, a gente tem tudo isso.

Quer dizer que toda mulher que tem câncer de mama vai fazer todos esses tratamentos? Não. Mas, de acordo com o tipo do tumor, o tamanho, a gente vai escolher qual que é. Por isso que faz a biópsia. Por isso que faz a biópsia.

Quando eu faço a biópsia, eu consigo descobrir. Ah, é um câncer de mama. Qual tipo? Ah, é um carcinoma do tipo não especial.

E o que mais? Tem receptor de hormônio ou não tem? Tem alguns marcadores ou não? Então, isso vai guiar pra gente qual é o melhor tratamento pra essa mulher. Uma coisa, acho que do tratamento é importante falar sobre o preconceito do tratamento. Então, faz a biópsia pra você poder direcionar o tratamento.

Eu tô falando isso porque a gente já teve paciente que a gente fez a biópsia, fez o diagnóstico. Foi na pandemia, né? A gente fez tudo pra conseguir fazer a biópsia mais cedo. Então, a gente conseguiu fazer até no Instituto Amato.

Aliás, a gente tem o material pra isso, dá pra fazer lá. E fizemos o diagnóstico, tudo. E por quê? A paciente, ela não quis fazer o tratamento proposto.

Na verdade, a gente optou por fazer uma quimioterapia. E a quimioterapia, ela tem um... As pessoas têm muito preconceito. Às vezes, eu acho que elas têm mais preconceito da mastectomia, né? Que é a retirada da mama, do que... Tem mais da quimio do que da mastectomia.

Porque elas ficam com medo do cabelo. Por conta do cabelo. Ai, eu vou perder o cabelo, eu vou ficar.

E não é bem assim. Vai perder o cabelo, pode perder o cabelo. Tem várias quimioterapias.

Tem maneira como você evitar aquelas que quebram. Mais o tratamento... Mais o tratamento que... Ideal pra ela era fazer a quimio pra depois fazer a cirurgia. E isso melhora muito.

Isso muda totalmente a cirurgia. Vai acabar sendo uma cirurgia menos agressiva. E, realmente... Tudo que a gente vai evoluindo, às vezes, a gente também tem dificuldade do paciente aceitar, né? Então, eu acho que o tratamento é muito amplo.

E o paciente precisa acreditar no médico. Procurar um médico ou uma médica que você confie. E seguir.

No momento que você escolhe a pessoa, seguir as sugestões de tratamento que dão. Eu, geralmente, em reconstrução, eu dou muita alternativa pros pacientes. Porque eu preciso que o paciente entenda o que eu tô entregando.

Então, a gente tem algum alinhamento entre o que ele tem de expectativo e o que eu consigo entregar. Então, isso, pra mim, é importante numa reconstrução de mama. Mas, quando você está propondo um tratamento de uma doença, muitas vezes, você procura um profissional.

Aquele profissional dá uma alternativa. Você não pode não querer um profissional. E escolher um outro profissional, porque ele vai fazer o tratamento que você queria.

Então, isso não é bem assim. É muito tempo de estudo pra você escolher o melhor tratamento que você não pode abandonar. E escolher, assim, não, não quero isso, eu quero aquilo.

Como também tem pacientes que não querem a quimio e não querem a mastectomia e fogem. Ficam em negação. E tem também, hoje em dia, um movimento contrário também, né? Desde que a Angelina Jolie descobriu que ela tinha mutação genética e fez a mastectomia bilateral e fez a reconstrução, a gente começou a receber muita paciente do consultório querendo tirar as mamas.

Não, tira esse negócio. Tira, eu quero tirar. E assim, o que eu explico, né? A gente não sai tirando a mama de todo mundo de graça.

Tem um preço nisso. Tem um preço, né? Então, primeiro que eu nunca consigo tirar 100% da mama de alguém. Eu vou tirar cerca de 90%.

Eu explico que a gente tem a pele da mama, embaixo da pele tem uma gordurinha, que é o tecido celular subcutâneo, e depois começa a mama. A gente não pode tirar. Ah, então tira 100%.

Se eu tirar... Ah, tira a gordurinha também, convidando a dúvidas. Nessa gordurinha tem os vasinhos que vão nutrir a pele. Se eu tirar tudo isso, a pele morre, e não tem como ficar viva.

E a reconstrução mamária tem as suas complicações, né? Que é necrose de pele. Então, simplesmente, se você for fazer uma cirurgia muito agressiva que tira a mama, você tem riscos de ter necrose de pele, necrose da areola. E necrose, que eu falo, é morte.

Morte da pele. Morte da pele. Desculpa, gente.

Opa, temos perguntas aqui. Vamos lá, vamos lá, Adriana. Doutor, tem alguns nódulos benignos nas duas mamas.

Não vem por nomes. Seria melhor tirá-los ou deixá-los? Bom, se são nódulos benignos, eles não precisam ser retirados. Nódulo benigno é nódulo que não é câncer, não vira câncer, não aumenta risco para ter câncer.

Mas, as vezes, tem mulher que tem nódulos benignos que incomodam. Às vezes, há um nódulo que pega bem no sutiã, ou que é doloroso. Às vezes, a gente indica a retirada de nódulo benigno.

Mas, assim, não é obrigado a tirar. Ainda mais o fibroadenoma. Provavelmente, deve ser fibroadenoma.

Então, a gente deve ter feito biópsia, né? Deve ter feito uma biópsia. Mas, às vezes, eu já vi fibroadenoma que dá para umas três mamas. Sim, pode ser grande, pode incomodar.

Então, pode tirar. Não é obrigado. Eu já vi mulher ter mais de 20 fibroadenomas.

Imagina, se for tirar todos esses nódulos, a mama vai ver que é justo isso. Então, não tem necessidade de fazer isso, né? Então, vamos lá. O que acontece? Não é que a menopausa é um fator de risco, tá? O câncer de mama, ele tem um pico de incidência.

Então, assim, a maior parte dos cânceres de mama vai acontecer a partir dos 50 anos. Então, assim, 53 anos é a idade onde tem mais câncer de mama. E quanto mais idade a mulher tem, mais risco ela vai ter de ter câncer de mama.

Então, na verdade, não é a menopausa que é um fator de risco, tá? A menopausa tardia é um fator de risco. Então, quanto mais a mulher demora para entrar na menopausa, ela tem um risco aumentado de ter câncer de mama. Porque quanto mais tempo ela fica menstruando durante a vida, mais tempo ela está sob a ação do hormônio estrogênio, que é o nosso hormônio feminino.

Da mesma forma que a mulher que começa a menstruar muito cedo também é um fator de risco. Que ela, então, menstruar muito cedo e entrar na menopausa mais tarde são fatores de risco para câncer de mama. Mais alguma pergunta? Se alguém quiser colocar alguma pergunta, ainda dá tempo de perguntar.

A gente pode responder. Como a gente não está no Instagram, o Instagram é uma hora. Nossa, que desespero.

A gente pode ficar umas duas, três horas. A noite é uma criança. Vamos lá.

Não esquece de se inscrever no canal. Curtir. Comentar, que a gente está pedindo para se comentar.

E compartilhar. Tem alguém que vai fazer alguma cirurgia de mama. Tem dúvidas, tem um nódulo.

Teve câncer de mama. Ou está com câncer de mama e está procurando tratamento. Esse é o momento.

Mas eu vou aproveitar esse momento e falar uma coisa legal. Que é um projeto, que é o projeto Mama Minha. Esse é um projeto que eu estou trabalhando já faz um tempo.

É um projeto que está em uma organização, em uma associação sem fins lucrativos. Só que é um projeto que ainda não está dentro de nenhum edital. Então, a gente não tem verba.

Mas é um projeto social para fazer reconstrução de mama em pacientes que não tenham condições. Então, quem tiver interesse nisso, posso deixar até um link. Mas é um projeto um pouco limitado, porque a gente não tem verba ainda para atender muitas pacientes.

A verba acaba sendo a gente que está financiando. A gente tem algumas doações. Então, a gente vai ter agora, semana que vem, duas cirurgias, duas reconstruções.

Pacientes que são do SUS. Pacientes que fizeram mastectomia e não conseguiram a reconstrução porque o SUS está travado por conta da pandemia. E a gente vai conseguir doações de implante.

A gente está doando o nosso serviço. E a gente vai acabar ajudando na parte de hospital e anestesista. Então, é um projeto interessante.

Então, quem tiver interesse, conhecer alguém de São Paulo. Eu acho que tem que ser de São Paulo. Eu tive gente que se inscreveu de Salvador.

O problema, como que eu vou fazer uma cirurgia? Como vai ser o retorno? Como vai ser esse pós-operatório? Então, tem que ser da Grande São Paulo. Tem que ter alguma deformidade mamara. Não precisa ser do câncer de mama.

Pode ser uma simetria mamara, uma deformidade torácica, um desenvolvimento anormal da mama. Isso causa constrangimento. Por favor, não é para os pacientes que fizeram cirurgia bariátrica, que não gostam da mama ou tem pouca mama.

Isso não. Isso não tem como a gente atender essas pacientes. São pacientes que têm deformidades muito importantes.

Isso também é um problema que eu tive. Tive muita paciente sequela de outros médicos. Paciente que está acima do peso, obesa, que também não deveria... Tive uma paciente que eu até fiquei com dó porque ela estava obesa e tinha uma mama muito simétrica.

Mas também não é o momento certo de operar ela. Então, a gente quer tentar ajudar as pessoas, mas também a gente precisa ter os pacientes que a gente consiga ajudar. Também a gente não pode deixar a gente ter um limite, um espectro de pacientes que a gente consiga ajudar.

E outra coisa também. Essa live aqui, a gente vai ter uma presença especial. Uma presença especial da doutora Lorena Indócrino, que ela se arrumou para a live.

E ela fala baixinho. Então, eu vou fazer ela falar para eu sentar aqui, onde eu estou. E aí, ela vai conduzir a live um pouquinho.

E a gente vai trocar assim. E aí, ela vai falar... Eu já vou fazer a pergunta. Sobre a obesidade e o câncer de mama.

Obesidade, câncer de mama, fatores de riscos que interferem no estilo de vida, qualidade de vida. Aí, vem para cá. O que você quer? Vem aqui para cá.

Senta aqui. Pronto. Bem-vinda.

Eu demorei para chegar, né? Mas vamos lá. Vamos conversar então sobre o estilo de vida e o câncer de mama, né? Isso aí. Então, falou... Conta um pouquinho para a gente ainda sobre o impacto do estilo de vida na prevenção do câncer de mama.

É essencial, né? Você deve ver as pacientes. Eu imagino que... Eu vejo que os pacientes falam muitas vezes em relação a... Quando eu vejo pacientes dar tratamento de obesidade, tem muito preconceito, medo dos medicamentos para tratar a obesidade e dar em câncer. E aí, eu sempre falo.

A obesidade está associada a pelo menos 13 tipos diferentes de câncer. 13? Nossa, eu nem sabia desse número. O Instituto Nacional do Câncer.

Eu vi o câncer de mama. É um deles, né? Sim. Então, assim... As pessoas têm medo do tratamento da obesidade, mas a obesidade está vinculada a outros cânceres, inclusive o de mama.

Sim. Então, às vezes ainda tem aquela questão de ser preconceito você oferecer um tratamento para a obesidade de alguém, né? Mas assim, a obesidade está relacionada com as doenças, né? Com certeza. Inclusive, no pós, né? No pós-tratamento do câncer de mama, a paciente que perde peso, que faz atividade física, ela evolui melhor.

Sim. Aquela que já tinha hábitos de não ser sedentária, uma paciente super relacionada a hábitos de vida, né? Inclusive tabagismo também, ela evolui melhor. Então, realmente o estilo de vida é essencial.

A prevenção é depois do surgimento do câncer de mama. Sim. O que eu falo para elas, né? Que a obesidade é tanto um fator de risco para ter câncer de mama, quanto para quem já teve, ter de novo.

Então, a gente estimula muito essa questão de perda de peso, de atividade física. O câncer de mama é uma doença multifatorial. Então, são várias coisas que podem contribuir para ele acontecer.

E existem fatores que não tem como a gente modificar. Então, a idade que você começou menstruar, a idade que você entrou na menopausa, se você tem uma mutação genética, não dá para você mexer nisso. Agora, tem fatores modificáveis.

O que é? A obesidade, atividade física, dentarismo, tabagismo, injeção de bebida alcoólica. Isso dá para modificar, né? Sim. E melhorar a evolução e a prevenção também.

Sim. Então, nunca é tarde, né? E a gente sempre acha, se eu começar agora, vai estar valendo, né? Sei lá, vai ser uma vida inteira sem fazer atividade física. Vou começar, sei lá, com 60 anos.

Vai fazer diferença? Com certeza vai. Faz até pós diagnóstico, né? Sim. Câncer de mão.

Então, com certeza, o estilo de vida é a base para o tratamento de várias doenças. E o câncer de mão não podia ser chamado de TAI, né? Sim. Com essa possibilidade também de benefício.

Sim. E a medicina do estilo de vida fala muito dessa questão de prevenção, né? De você evitar o aparecimento das doenças, né? Sim, com certeza. A gente fica com medo de outras coisas, que são gorduras.

Mas por quê, né? Uma pergunta que a gente faz, por quê? Qual é a relação? Porque, às vezes, a gente fica falando que a obesidade leva à câncer de mão. Aí a gente, eu vejo pacientes bem maluco. Depois, não tem mais o que ver, né? O que tem a ver? Mas por quê, né? Porque produz.

A gordura, ela produz hormônios. A gente, antigamente, achava que gordura era só para armazenar energia. Hoje, a gente sabe que não.

A gordura da vida de um paciente obeso, ela produz hormônios. E essa produção de hormônios é um dos fatores. Existem outros também.

A inflamação crônica, debaixo dela, que esses pacientes obesos têm. Mas, com certeza, essa produção hormonal ali na gordura, a pessoa... E outra coisa também. Muitas vezes, não quer tomar hormônio, não quer tomar anticoncepcional, mas tem obesidade e não trata.

Sim. E aí esquece que a gordura produz hormônio também, em excesso. Então, às vezes, a gente fica com medo de tomar hormônio.

Tá, tudo tem seus riscos. Mas esquece, não tem medo ali do excesso de peso. Então, não tem medo ali de estar comendo um monte de tranqueira, que vai virar excesso de peso.

Tá, que mais a longo prazo, mais demorado. Mas isso vai acontecer, inclusive, com a prevalência de obesidade. As pessoas, hoje em dia, morrem de que? Morrem de câncer e mais cardiovasculares.

Sim. E nas mulheres, câncer de mama, imagino que é um fator. Sim, é o câncer mais frequente entre as mulheres.

E é o primeiro em mortalidade, né? Então, quer dizer, é disso que se morre, né? E o que que é um super fator de risco para a evidência cardiovascular e para câncer de mama? Obesidade. Obesidade. Então, assim, as pessoas vão morrer de que? Basicamente disso.

Não é o medicamento. Ah, alguém tomou o remédio, teve alguma coisa. Sim.

Então, tratar, melhorar o estilo de vida é a base. Sim. E é os hábitos alimentares que estão muito ruins, né? E essa questão, existem alguns alimentos que são protetores também, outros que são ruins, né? Eu falo também muito, tem alguma pergunta aí? Não, não.

Tem nenhuma pergunta. Estamos esperando. Tive diagnóstico de carcinômio in situ.

Fiz uso de hidramoxifeno por 5 anos e há mais de 10 anos. Ainda tenho risco de desenvolver um câncer de mama? Tem. Infelizmente, tem.

O que acontece? O carcinômio in situ é um tipo, seria, a gente chama, entre aspas, de um pré-câncer. Então, quando eu tenho o carcinômio in situ, o tratamento, no geral, é cirurgia. Se for uma cirurgia conservadora, faz a radioterapia e depois usa o tamoxifeno ou o anastrozolo, que são medicações aí para a gente evitar, para a gente reduzir o risco de ter um câncer invasivo.

Quem teve um carcinômio in situ tem um risco aumentado de ter um câncer de mama. Esse benefício do tamoxifeno, ele perdura, a mulher tomou 5 anos, ele perdura ainda por vários anos. Os estudos mostram isso.

Porém, a gente não pode dizer que zera o risco de ter câncer de mama, porque a gente sabe que tem uma redução. Mas, assim, quem já teve um carcinômio in situ, ou quem já teve câncer de mama, vai ser considerado uma pessoa com risco aumentado para ter câncer de mama. Então, esse risco existe, sim.

Tem que ficar vigilante, fazer seus exames de rotina direitinho. Desodorante causa câncer? Não. Esse aí é um dos grandes mitos em relação ao câncer de mama, né? Alguns estudos não.

A maior parte dos tumores de mama acometem o quadrante super lateral, que é essa parte da mama que está perto da axila. Então, começou-se a especular se, ah, será que usar desodorante ocasiona isso? Mas, não. Tem mais câncer nessa região, porque é a área que a gente tem mais glândula mamária.

Então, por isso que acaba tendo mais tumor. Então, não teve nenhum estudo que conseguiu provar que o desodorante é um fator de risco para câncer de mama. Eu até brinco com as pacientes.

Às vezes, as pacientes chegam com isso, fazem o tratamento para o câncer de mama, e elas não usam desodorante depois. Elas dizem assim, mas doutora, eu posso usar desodorante? Eu falo, pelo amor de Deus, pode. Você não me vem fingir daquilo.

Daí eu brinco, né? Mas, é, não pode usar. Não tem associação. Prótese de silicone causa câncer de mama? Não.

Prótese de silicone não causa câncer de mama. Porém, isso é o que o doutor Fernando vai poder explicar melhor. As próteses de silicone estão relacionadas a um tipo específico de linfoma, que é um tipo de câncer do linfoma neopláticos.

Então, não é o câncer de mama. Então, é um tipo bem raro de câncer. O linfoma neoplático de células gigantes é o câncer que está relacionado à cápsula que se forma ao redor do implante.

Então, esse é o principal. Ele é extremamente raro. É... Tem mais de mil... Tem 30 casos no Brasil.

Tem mil casos no mundo. 1.200 casos no mundo. Mas, tem um carcinoma espinocelular de cápsula, que tem em torno de 20... Não chega a ter 20 casos relatados no mundo, e foi até... Saiu recentemente.

Saiu no FDA, né? Então, isso, quando sai no FDA... Ele sai no FDA, não é para as pessoas se desesperarem, porque eu preciso tirar o implante. Não. Na verdade, é para a conscientização, principalmente, da classe médica, que é um diagnóstico que eles precisam ficar atentos.

É uma doença que existe e precisa ser explicada tanto para o paciente antes de colocar o implante, como um risco, como também, quando você vê alguma alteração, você desconfiar que pode ser. Mesmo sendo raro, você tem que saber. O médico precisa saber.

Então, a conscientização, principalmente, dos médicos, mas não é para desespero. Porque quem tem implante mamário não precisa se preocupar em sair tirando o implante. Mas, se tiver uma dor, estiver endurecido, tiver alguma alteração, pode.

Pode procurar alguém para tentar investigar e dar uma recomendação, uma orientação. Também existem algumas doenças relacionadas a implantes mamários, que cada vez tem se falado mais, com a doença do silicone. Na verdade, doença do silicone é um termo muito amplo.

Poderia englobar até os linfomas, os carcinomas, ou o que tiver relacionado a um implante de silicone. O implante pode gerar uma contratura capsular, que é a cápsula ao redor que fica endurecida. E também existe uma síndrome autoimune, inflamatória, chamada de ásia.

O pessoal chama de síndrome ásia. E essa síndrome é desencadeada, tem como gatilho algum material estranho, no caso seria o silicone, em contato com o corpo, estimula a imunidade. E esses pacientes podem ter sintomas semelhantes a doenças autoimunes.

Dor no corpo, dor articular, fadiga, queda de cabelo, boca seca, olho seca. Então, são sintomas muito inespecíficos, porque são inflamatórios e sistêmicos. Então é isso que a gente tem que saber sobre o implante, mas não, ele não causa câncer de mama.

Mas as pacientes que têm prótese de mama, por acaso, elas começam o rastreamento precoce. Antes, porque elas colocam antes dos 30 anos, elas já começam a fazer mamografia, muitas vezes elas acabam fazendo o diagnóstico precoce. Então, existe até um viés de diagnóstico, mas essas pacientes acabam tendo essa vantagem de ter um diagnóstico precoce.

E quem tem prótese sempre precisa ficar fazendo ressonância na mama? Então, nos Estados Unidos, tem um livro muito utilizado na plástica que eles recomendam a cada dois anos para acompanhamento, mas não faz sentido. Se não tem alteração no exame físico, você não precisa fazer um exame caro, complexo, demorado, e que não vai trazer nenhuma informação, ah, tá tudo bem. Então, normalmente, eu recomendo a ressonância para quem tem algum sintoma, alguma deformidade, ou até mesmo aquelas que já estão há algum tempo e querem saber se tá tudo bem, ou até mesmo já estão pensando em fazer uma outra cirurgia, trocar, e querem saber se é o momento de mexer ou não.

Então, na pandemia, eu fiz algumas pacientes que estavam desesperadas que passaram de 10 anos do implante. Ah, mas por que você vai operar agora na pandemia? Não, deu 10 anos. Mas tá tudo bem? Tá bonita a mama? Não precisa.

Então, a gente tem que ser honesto com o paciente e operar quando realmente ela precisa. E a ressonância, ela é um exame que acaba vendo se a... a tomografia vê se tem calcificação. Aí você já vai conseguir ver a glândula mamária, se tem calcificação, você consegue ver um pouquinho da cápsula e a prótese sai toda branca lá.

Ultrasol, você vê o tecido, né? Até a cápsula. Então, você consegue ver a superfície da prótese. A ressonância vê tudo.

Então, se tiver ruptura, a ressonância é o melhor exame pra ver. Mas você não precisa ficar procurando um problema que senão você vai acabar encontrando. É, eu acabo fazendo isso também.

Se tem sintoma ou se já tem há muito tempo a prótese. E assim, a ressonância de mama é um exame... ressonâncias, no geral, são incômodas. E a de mama é de barriga pra baixo.

E tem uma bobina, né? Então, assim, tem paciente que nem tolera. Eu nunca fiz uma ressonância de mama. Não? Eu não fiz.

Não sei como que é, mas me conta, que não é muito agradável. Mas reclamam mais da mamografia. E aí, vai um mito, né? A mamografia, quem tem prótese pode fazer a mamografia? Pode, sim, deve.

E tem uma posição específica pra essa paciente oblíqua pra conseguir recrutar melhor os tecidos e conseguir visualizar melhor, né? É a manobra de Eclude, que chama. Então, a técnica, ela consegue empurrar a prótese e puxar a glândula mamária pra conseguir expor melhor. Deve ser legal, né? Aperta, puxa, posiciona, joga pra lá, puxa mais ainda.

Assim, eu vou fazer 40 anos esse ano. Como? Vou fazer 40 anos. Eu não precisaria ainda ter feito mamografia, mas eu quis fazer uma vez pra saber como que era, né? Eu não achei que doeu.

Eu achei que é incômodo, né? Gostoso é tomar sol na praia, não é? É ter alguém estrangulando a sua mama. Mas eu não achei que doeu, né? E eu falo isso pros meus pacientes, né? Principalmente você que nunca fez. Vá sem preconceito, né? Porque tem mulher que faz em tempo real.

Nossa, eu devo. É, eu vou de medo. Mas assim, a sua percepção de dor, às vezes, não é a mesma.

Eu tenho medo, é. Então, assim, eu falo assim, olha, dicas pra sua primeira mamografia. Não marque no período pré-menstrual, que a mama, geralmente, tá mais dolorosa. Então, de prevenção, marca pra depois.

Vai com uma roupa mais confortável, que seja fácil de tirar. Não vai com vestido, porque senão você vai ter que ficar sem roupa na sala. Vai com uma blusa que dê pra tirar a parte de cima.

E vá com a mente aberta, tá? Não é legal, mas assim, também não é uma coisa doutrina. Mas é uma vez no ano, né? Sim, sim. E o benefício que a gente tem de descobrir uma coisa bem no comecinho, vale a pena.

Então, vamos aproveitar e vamos ver se tem alguma pergunta. Tem alguma pergunta, Adriana? Não, ainda não. Não temos pergunta.

Olha, pessoal, tá acabando a live, viu? Tá acabando, tá dando tempo. Curta aí, comente. Se o pessoal não curtir, não compartilhar, a gente não vai fazer mais live.

Então, o momento é esse, tá? Então, vamos ver. Tem alguma coisa, Lorena? Algum assunto? Acho que de obesidade. Ficou bem claro, né? Que obesidade é um fator de risco.

Todo mundo precisa rever aí a qualidade de vida, estilo de vida. Porque isso interfere, sim, nas doenças que temos, né? O pessoal já sabe que diabetes e pressão alta está relacionado com obesidade. O pessoal já sabe, né? A população já sabe.

Agora, caso de vão, o pessoal entra em negação. Os outros treze, né? Os outros treze, gente, vai ser chocada. Aumenta muito porque também está relacionado com a obesidade.

Então, isso é muito importante. E o negócio da obesidade, né? Enquanto da aromatase, principalmente, né? Conversão. Ou da inflamação, né? A gordura, né? Ela pode, enquanto da aromatase, ela converte hormônios em estrogênio, estradiol, né? É, sim.

Mas outras coisas. Você estava falando do desodorante. O nosso pessoal tem medo de passar desodorante, né? E não tem medo de comer uma transgênera que tem escrito lá.

Que tem um monte de coisa aí. Você está colocando pra dentro do corpo o desodorante. Você ainda não está nem absorvendo.

Você não está entrando no seu corpo, né? E aquilo ali, os discutores endócrinos, alguns viram hormônios. A gente não sabe o que é isso. Eu queria perguntar, mas teve uma pergunta se a gente estava tomando vinho nessa live.

Não vou contar. Mentira. A gente tomou um pouquinho só de vinho.

Orgânico. Eu não acredito. O vinho foi orgânico.

A Pri trouxe o vinho orgânico pra tirar os... Os... Então, pra você que quer viver bem, quer viver por muito tempo, reveja a sua alimentação, reveja a sua qualidade de vida. Eu agradeço a todos. Agradeço a doutora Lorena.

Agradeço a doutora Priscila. E eu vou deixar a doutora Lorena falar a finalização dela e depois a doutora Priscila. E é isso, pessoal.

Eu agradeço muito vocês e até a próxima live. Pode falar, Lorena. Eu também agradeço.

Todos aqui, os que presenciaram a live, participaram. A doutora Priscila que veio aqui também conversar com a gente. E pra sair desses mitos, só pra finalizar, a gente fica falando, sempre tem alguém que fala assim, conheci alguém que nunca fez mamografia e depois... Quem procura acha, né? É, quem procura acha.

Alguém que sempre comeu, bebeu, fumou e não morreu. Morreu, sei lá, atropelado. Isso é... Ou seja, tinha outro que fazia atividade física, comia bem, dormia bem, meditava, morreu de câncer de mama.

Enfim, isso é... A gente tenta disseminar, né? Então, não caia nesses mitos. A realidade é que quem tem época saudável, quem entende, evolui melhor de câncer. E mesmo quando se diagnostica, evolui melhor.

Então, não desprezar isso, que é realmente importante. Bom, o meu recado final é... Se você tem mais de 40 anos, faça mamografia anual. Então, a mamografia anual é pra não ter câncer.

É pra gente descobrir mais cedo. O que vai te ajudar a evitar ter câncer são as coisas que a Lorena falou. Então, hábitos de vida mais saudáveis, evitar obesidade, alimentação saudável, evitar tabagismo, evitar bebida alcoólica, atividade física.

Tudo isso vai te ajudar a reduzir o seu risco de ter câncer de mama. E lembre isso pras suas amigas, pras mulheres da sua vida. Vamos combater essa doença aí.

É isso, pessoal. Tem uma pergunta. Tem uma pergunta, peraí.

Lesão papilar deve ser retirada? Lesão papilar? Em linha geral, sim. Então, lesão papilar são lesões que acontecem dentro do ducto. A gente tem uns caninhos que levam o leite até o nível e podem ter algumas lesões dentro desses ductos que geralmente são papilomas, lesões papilares.

Então, quando a gente descobre isso em uma biópsia, a conduta geral é tirar. Tem alguma? Tirar a lesão, né? Não tirar nada, tirar a lesão. Tem alguns casos selecionados que a gente pode até não tirar.

Então, às vezes é uma lesão muito pequenininha que saiu inteira na biópsia. Mas, em linha geral, o melhor é fazer a retirada. Mais alguma coisa? Então, é isso, pessoal.

Até a próxima. Até. Tchau, tchau.

Tchau, tchau, tchau.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.