O coronavírus não tem relação direta com doenças vasculares, mas sim com a idade avançada. Pacientes idosos têm maior probabilidade de desenvolver doenças vascu
Agora, se você pegar o coronavírus, você vai conversar com o seu médico e ver se vai fazer algo de diferente.
Que se não for feito naquele momento, pode futuramente causar um problema maior. Um exemplo disso seria, por exemplo, passar um cateter para fazer uma quimioterapia para um câncer. Então, o paciente tem um câncer que tem que ser tratado, não pode parar por causa do coronavírus e tem que passar o cateter.
Sim, tecnicamente é possível. Agora, também é possível fazer um tratamento clínico nesse período e posteriormente agendar o tratamento cirúrgico. Pacientes que têm lipedema também.
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Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgia vascular do Instituto Amato e hoje eu vou falar sobre o coronavírus e as doenças vasculares. Tenho me perguntado frequentemente nas mídias sociais sobre a correlação, se ter uma doença vascular pode colocar em grupo de risco para o coronavírus. Então, acho que cabe aqui uma resposta minha oficial sobre isso. Então, o coronavírus não tem uma relação direta com as doenças vasculares, ele tem uma relação direta com a idade. O paciente mais idoso pode ter uma evolução pior de uma infecção com o coronavírus. A questão é que o paciente idoso tem a maior probabilidade de ter as doenças vasculares mais graves, as doenças vasculares arteriais. Então, um paciente idoso tem mais chance de ter uma diabetes que vai levar à doença vascular grave, ele pode ter também a terosclerose e toda a somatória dessas doenças aumenta o risco da infecção com o coronavírus. Então, pessoas hígidas sem comorbidades têm menos risco de óbito com o coronavírus. Então, algumas coisas eu vou deixar bem claro aqui. Então, quem tem varízes não está no grupo de risco para o coronavírus. Então, por incrível que pareça, há uma dúvida bem grande nas pessoas com relação a isso. Então, se tem insuficiência de safena, se tem varízes visíveis, se tem uma insuficiência venosa, tudo isso não coloca só por causa disso num grupo de risco para o coronáviru. Agora, se isso está associado a outras doenças e a idade pode sim estar num grupo de risco, mas não necessariamente por causa das varízes. Então, outras doenças, erisipela, trombose, elas também não vão colocar num grupo de risco desde que não estejam associadas a outros fatores. E com relação ao tratamento. O tratamento que você estiver fazendo da doença vascular que você tiver não pare por causa do risco de um coronavírus. Então, se você tiver o medo de continuar o tratamento porque a possibilidade de adquirir essa infecção com o coronavírus não faça, continue o tratamento vascular. Agora, se pegar a infecção, aí é outra coisa, mas aí você vai ter a oportunidade de conversar com o seu médico e sugiro que converse com o cirurgião vascular para ver se é pertinente ou não continuar o tratamento dessa doença em virtude da infecção com o coronavírus. Então, se você tem varizes, erisipela, aterosclerose, doença arterial, aneurisma, o que quer que seja, você não vai parar com o tratamento simplesmente por causa da quarentena, ok? Agora, se você pegar o coronavírus, você vai conversar com o seu médico e ver se vai fazer algo de diferente. Agora, com relação às cirurgias, alguns procedimentos dentro da cirurgia vascular, elas são tempos sensíveis, isso quer dizer o quê? Que se não for feito naquele momento, pode futuramente causar um problema maior. Um exemplo disso seria, por exemplo, passar um cateter para fazer uma quimioterapia para um câncer. Então, o paciente tem um câncer que tem que ser tratado, não pode parar por causa do coronavírus e tem que passar o cateter. Esse é um procedimento que tem que ser realizado. Agora, existem várias doenças dentro da cirurgia vascular, cujo tratamento é eletivo. Eletivo significa que não é uma emergência e não é uma urgência, isso pode ser feito no melhor momento, no melhor momento para o paciente, no melhor momento para o médico, no melhor momento onde os riscos são menores. Um bom exemplo disso são as cirurgias de varízes. Então, as varízes na sua grande maioria não são uma emergência. Tirando aí uma varicorragia, uma úlcera venosa que pode infectar, mas as varízes no geral são de tratamento eletivo. Isso deve ser feito no melhor momento para o médico, para o paciente e para a saúde em geral. Ah, mas é possível fazer? Sim, tecnicamente é possível. Agora, também é possível fazer um tratamento clínico nesse período e posteriormente agendar o tratamento cirúrgico. Pacientes que têm lipedema também. O lipedema é a doença da deposição da gordura nas pernas, onde a lipoaspiração pode ser o tratamento definitivo ou o tratamento padrão ouro. Mas existe o tratamento clínico. Esse é um bom período para você fazer a fase do autoconhecimento com dieta, exercício do lipedema. Então, as doenças arteriais. As doenças arteriais, muitas vezes, elas são assintomáticas. E a programação cirúrgica é uma cirurgia profilática, como o paciente não tem sintoma nenhum, no aneurisma de aorta e em algumas outras situações, estenose de carotida, por exemplo, a cirurgia ela é feita para evitar um problema lá na frente. Então, o aneurisma opera-se para evitar a ruptura, a estenose de carotida opera-se para evitar um derrame, um AVC. Então, como é uma cirurgia profilática, é para evitar um problema, isso pode ser agendado posteriormente, assim que sair esse problema da crise do coronavírus. Então, converse com o seu médico, com o seu cirurgião vascular, não deixe de fazer o tratamento que você estava fazendo anteriormente, muito menos comece a fazer algo da sua cabeça ou porque saiu em algum jornal, alguma mídia, alguma coisa, falando alguma correlação com algum medicamento ou algum tratamento sem falar com o seu médico. Tire sua dúvida, converso com a gente, eu estou à disposição para os meus pacientes, tenho certeza que os outros cirurgiões vasculares também estarão à disposição para os seus pacientes. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, assine, compartilhe, clica no sininho aqui embaixo para receber a notificação do próximo. Até mais!
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.