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Beber Vinho Pode Ajudar a Melhorar a Dor na Coluna?

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Beber Vinho Pode Ajudar a Melhorar a Dor na Coluna?

O vídeo aborda a relação entre o consumo de vinho e o alívio da dor na coluna. Inicialmente, reconhece o efeito analgésico e sedativo do álcool, que pode promov

Perguntas respondidas neste vídeo

Beber vinho pode ajudar a melhorar a dor na coluna?

Interessante, pois eu já ouvi esse relato de diversos pacientes. Pacientes que não sabiam o que fazer com a dor, e aí tomaram uma taça de vinho ou outra bebida e melhoraram um pouco. Bom, que fique claro aqui que eu não vou recomendar o uso de álcool como medida terapêutica.

Mas o que disso é real?

Bom, no final do ano passado, um artigo muito interessante foi publicado na Orthopedic Surgery e foi uma revisão do que existe até o momento sobre o resveratrol e a sua ação no núcleo puposo, que é aquela parte interior do disco intervertebral.

Fantástico isso, não?

Calma, esses dados animam, mas no quesito encontrar a fórmula da juventude, todo cuidado é pouco. Lembrem que a doença se chama doença degenerativa da coluna, ou doença degenerativa discal, justamente porque as células que estão danificadas não regeneram.

Transcrição completa do vídeo

Beber vinho pode ajudar a melhorar a dor na coluna? Interessante, pois eu já ouvi esse relato de diversos pacientes. Pacientes que não sabiam o que fazer com a dor, e aí tomaram uma taça de vinho ou outra bebida e melhoraram um pouco. Bom, que fique claro aqui que eu não vou recomendar o uso de álcool como medida terapêutica.

Mas é fato que o álcool tem efeitos analgésicos conhecidos e documentados. O álcool é um potente sedativo, causa desinibição, alívio de ansiedade, o que leva a um potencial relaxamento muscular e alívio de dores musculosqueléticas. De forma semelhante, os benzos diazepínicos, que são aqueles famosos medicamentos, tarja preta, utilizados por alguns pacientes para dormir, esses medicamentos, assim como o álcool, são sedativos e também potentes relaxantes musculares e podem ser usados em casos de dores fortes na coluna, obviamente com a prescrição de um médico.

Bom, além desse efeito do álcool, o resveratrol, que é um composto vegetal presente no vinho tinto, já foi muito estudado pelos seus efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes e tem sido associado a diversos benefícios para a saúde, como proteger o coração, melhorar a função cerebral e controlar inflamações. Mas o que disso é real? Bom, no final do ano passado, um artigo muito interessante foi publicado na Orthopedic Surgery e foi uma revisão do que existe até o momento sobre o resveratrol e a sua ação no núcleo puposo, que é aquela parte interior do disco intervertebral. São estudos realizados in vitro e em vivo, ou seja, em laboratório e também com a utilização de animais.

E como conclusão, o resveratrol apresenta um papel de proteção na progressão da doença degenerativa do disco intervertebral, por ter condições de inibir a autodestruição e o envelhecimento, assim como poder regenerar células danificadas do núcleo do disco. Fantástico isso, não? Calma, esses dados animam, mas no quesito encontrar a fórmula da juventude, todo cuidado é pouco. Lembrem que a doença se chama doença degenerativa da coluna, ou doença degenerativa discal, justamente porque as células que estão danificadas não regeneram.

Então cuidado, esses estudos são ainda pré-clínicos, ou seja, não há estudos feitos em humanos, então não há respaldo científico para se indicar a suplementação de resveratrol, assim como não se sabe quais pacientes se beneficiariam dessa suplementação, se há efeito colateral ou se há interação com outros medicamentos. Mas por enquanto, o consumo consciente moderado de vinho tinto, que como já é sabido, desde meados do século passado, pode trazer benefícios para o controle das doenças cardiovasculares, e é recomendado pelas sociedades de cardiologia, para os discos não vai fazer mal. Então, que os estudos e os efeitos sobre os discos intervertebrais continuem, e quem sabe teremos boas novidades no futuro.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.