**Resumo do vídeo “Dieta cetogênica e suas aplicações”** A live reúne endocrinologista Lorena, nutricionista Danilo e cirurgião vascular Alexandre para discuti
Pessoal, vocês acham que eu não estou vendo, mas a Daniela, boa noite, Daniela. Tem muita mensagem no chat. Aproveitar para tirar todas as dúvidas aí hoje, pessoal, aproveitar aí que estão em vocês.
Pode começar, claro, imagina. Bom, a dieta cetogênica, resumindo, claro, é uma dieta em que a gente diminui drasticamente o consumo de carboidratos. A proteína, ela tem uma ingesta moderada, normal, e nesse período aumentamos o consumo de gordura.
É uma dúvida muito comum e eu adoro esse tema, porque existe uma grande diferença. Eu acho que, primeiro de tudo, a gente tem que ter em mente que a maioria das pessoas tem uma visão equivocada do que é uma low carb.
Não entramos em cetose. A menos que haja uma restrição severa demais e já não é uma low carb, ela se tornou uma low carb. E aí, a gente entrou em cetose e virou uma dieta cetogênica.
Quando a gente está em dieta cetogênica, eu não corto frutas, é muito difícil. Mas eu utilizo pouquíssima fruta e a fruta certa.
Boa noite, pessoal. Olá, boa noite. Boa noite a todos que estão assistindo a gente aqui.
Para quem não sabe, nós vamos fazer uma live de dieta cetogênica. Estamos eu, Alexandre Amato, Danilo e a Lorena para discutir esse assunto que é super interessante aqui com vocês. Antes de tudo, por favor, ajude-nos, pegue esse link que está aí em cima, manda para seus amigos, para suas amigas, para seus familiares, porque se não fizer isso o YouTube, onde quer que você esteja assistindo, vão achar que essa é uma live que ninguém quer saber de nada e aí ela morre.
Então, vamos lá. Eu acho que o primeiro passo aqui é a gente se apresentar. Então, a Lorena, doutora Lorena, é minha endocrinologista, minha cunhada também e eu sou o pior paciente dela.
Então, doutora Lorena, apresente-se. Sou endocrinologista, sou endocrinologista adulto e infantil também e é isso aí, vamos falar de dieta cetogênica, nada além disso. Danilo, Danilo, nutricionista, trabalha com a gente lá no Instituto Amato, fale um pouquinho sobre você.
O meu nome é Danilo Dibbi, eu sou nutricionista, especialista em emagrecimento e esportivo, trabalho no Instituto Amato, vai fazer dois anos agora, inclusive em janeiro e é um prazer estar aqui com todos. Muito obrigado mais uma vez pela oportunidade. Legal, e para quem não me conhece, eu sou Alexandre Amato, eu sou cirurgião vascular, sou especialista em lipedema, aliás, essa é uma das razões para eu ter entrado na dieta cetogênica, mas a gente vai discutir sobre isso.
E é isso, o nosso plano, pessoal, a gente tem aqui um monte de coisa para falar sobre a dieta cetogênica, a gente vai falar o que é uma dieta cetogênica, a gente vai falar se é ou não é uma dieta da moda, se serve para perder peso, se não serve, se serve para tratar alguma doença, quais são as dietas cetogênicas, se vai ter, se tem efeito repote, não tem, tem muita coisa para a gente falar aqui, o que não falta é assuntos sobre a dieta cetogênica, eu queria reservar um pedacinho do final aqui para a gente falar alguma receita também e eu vou fazer um sorteio, para quem não sabe, eu escrevi um livro aqui, A Dieta Cetogênica Estratégica, que a gente fala exatamente sobre a dieta cetogênica e para quem ficar aqui com a gente, pode participar do sorteio no final, eu vou sortear o livro, o e-book e é isso aí. De novo, pessoal, peguem o link, encaminhem para lá, para todo mundo, nós temos 74 aqui participantes no momento, a gente precisa de uma ajudinha aqui no canal, senão a live não tem como prosseguir. E aí, pessoal, como é que a gente começa? Qual a ideia de vocês? Vou abrir aqui os comentários, tem um monte de gente entrando, tem a Paula, tem a Jacira, tem a Esila, boa noite todo mundo, 9 horas da noite aqui, todo mundo querendo aprender sobre a dieta cetogênica, Iliana, quem mais aqui? Pessoal, vocês acham que eu não estou vendo, mas a Daniela, boa noite, Daniela.
Tem muita mensagem no chat. Aproveitar para tirar todas as dúvidas aí hoje, pessoal, aproveitar aí que estão em vocês. Tem bastante gente aqui no chat que já passa comigo, já está em dieta cetogênica, inclusive, a Michelle, não sei se é da França ou é de Franca, porque a gente tem todo o país assistindo também.
Tem a Caramelo aqui, eu vou colocar a Caramelo para você, comenta todos os nossos vídeos no YouTube, é esse cachorrinho bonitinho aqui, ele sempre comenta com patinhas. Tem a Helena, a Sueli, a Jandira, boa noite a todos. Vamos lá, pessoal, 9 e 7, a gente pode começar.
Eu acho que para a gente começar, nada mais justo que começar fazendo um breve resumo do que é a dieta cetogênica. Maravilha, vamos lá. A dieta cetogênica, pessoal, eu posso começar, quer falar? Pode começar, claro, imagina.
Bom, a dieta cetogênica, resumindo, claro, é uma dieta em que a gente diminui drasticamente o consumo de carboidratos. A proteína, ela tem uma ingesta moderada, normal, e nesse período aumentamos o consumo de gordura. E nesse momento o nosso metabolismo, ele muda.
Então, antes uma fonte primária, que era a glicose, vinda de carboidratos, passa a ser gordura, através de um certo processo metabólico. Nosso corpo, assim que existe a restrição de carboidratos, ele vai em busca de carboidratos. Existe o glicogênio, que é o carboidrato sintetizado, uma pequena molécula, no músculo e no fígado.
A partir da hora que esse glicogênio se depleta, ou seja, ele se esgota, nosso organismo produz corpos cetônicos. E esses corpos cetônicos, através de um processo maravilhoso e complexo, geram energia para a gente e a gente entra em um processo de cetose. Então, resumindo, é uma dieta de praticamente pouquíssimos carboidratos, praticamente nada.
Esse praticamente nada seria entre 20 e 40 gramas de carboidrato, vai depender do peso e da pessoa no geral. E uma coisa importante, que é uma dúvida comum, que quando a gente fala em 20 a 40 gramas de carboidrato em uma dieta cetogênica, não quer dizer que são 20 a 40 gramas de um alimento. É 20 a 40 gramas do carboidrato macro.
Não, não, e lá dentro, 100 gramas de batata doce, tem 20 gramas de carboidrato. Uma banana tem 15. Então, tem gente que confunde, fala, só vou poder comer 30 gramas de arroz no dia, ou 30 gramas de batata doce, não.
Então, eu acho que esse seria um resumo geral, embora tenha muito mais coisa aí para a gente passar. Eu vou fazer uma pergunta que eu acho que ajuda a separar uma coisa da outra. Qual que é a diferença de uma low carb para uma cetogênica? Uma dúvida muito comum, né? É uma dúvida muito comum e eu adoro esse tema, porque existe uma grande diferença.
Eu acho que, primeiro de tudo, a gente tem que ter em mente que a maioria das pessoas tem uma visão equivocada do que é uma low carb. Uma low carb bem feita, ela tem frutas, leite, arroz, batata, macarrão, massas. Ela tem 25 a 30% de carboidratos.
Essa é uma low carb de verdade. O que as pessoas fazem, no geral, que geram extremos, restrições severas, na verdade, é uma low carb. Então, esse é um ponto a separar.
Mas quando a gente fala de diferença de low carb para uma cetogênica, basicamente é as quantidades de carboidrato. Isso é um fato. Então, quando a gente entra em uma dieta cetogênica, a restrição de carboidrato é severa.
Passa para 5%, talvez. Quando a gente faz uma low carb, a gente entra em cetose ou não? Não entramos em cetose. A menos que haja uma restrição severa demais e já não é uma low carb, ela se tornou uma low carb.
E aí, a gente entrou em cetose e virou uma dieta cetogênica. Então, sempre que você vê a pessoa, é uma low carb, só proteína e verdura. Isso não é uma low carb.
Primeiro que só proteína e salada, no geral, é uma desnutrição programada. Eu já vi uma paciente que falava, estou numa cetogênica, mas que eu como bastante fruta. Existe isso? Bananas... Comer bastante fruta em uma cetogênica é uma missão.
É muito difícil. Mas existe, sim. O que nós podemos fazer? Quando a gente está em dieta cetogênica, eu não corto frutas, é muito difícil.
Mas eu utilizo pouquíssima fruta e a fruta certa. O que seria a fruta certa? Morango, melancia, melão, frutas de densidade calórica pequena. Ou seja, pouquíssimo carboidrato.
Você consegue colocar 50 gramas de morango dentro de um dia de uma dieta cetogênica que tem ali 6, 7 gramas de carboidrato. Mas fruta, no geral, é impossível. Comer uma, duas bananas e já saiu do cetose.
Vocês já deram uma olhada aqui nas perguntas, nos comentários, que eu acho que é o que mais confunde na dieta cetogênica é em relação ao colesterol, obstrução, a hiateromatose. Era o que eu ia perguntar para você, Lorena. Eu não ia fugir de uma pergunta dessa.
Não ia ter como fugir, né? É uma pergunta excelente. Eu vou formular a pergunta, considerando que a gente está falando de um problema vascular, que é a aterosclerose, colesterol. Eu vou fazer essa pergunta de uma forma bem capciosa para você.
Se a dieta cetogênica é uma dieta em que a gente aumenta gordura e tira carboidrato, me parece meio lógico que isso vai aumentar o colesterol e aí vai aumentar a aterosclerose. É assim que acontece? Sim. Não, existem várias estratégias cetogênicas, né? Eu imagino que essa má fama aí dessa história de colesterol, porque as pessoas têm essa imagem porque existem algumas dietas cetogênicas que são ricas em gordura saturada.
O pessoal achava que com essa dieta cetogênica eu vou comer o bacon, a picanha. E realmente essa origem de proteína você pode fazer, acaba sendo, você pode até entrar em cetose com esse tipo de alimento, mas com certeza você vai piorar o parâmetro de colesterol. Mas é possível até você fazer dieta cetogênica sem fonte animal de proteína.
Até isso é possível. Então imagina, nesse caso você não vai falar em aumento de colesterol. E o colesterol, Alexandre, na questão de oxidação de plaques, stress oxidativo, que é o que acaba desencadeando os eventos cardiovasculares, infarto, cérebro vasculares, AVC, né? Você precisa de uma inflamação.
E se você, dependendo de como você faz essa estratégia cetogênica, quais alimentos você escolhe, você pode até estar numa anti-inflamação, você pode até estar melhorando o seu metabolismo, mas também pode estar piorando, né? Depende do que você vai escolher como alimento. Então essa má fama entrou muito por causa de algumas dietas cetogênicas que priorizavam gordura animal saturada, enfim, e alimentos, gordura de baixa qualidade. Então aí, nesse caso, sim, piora o colesterol.
Eu acho que você puxou um gancho aí que é interessante pra gente desvendar, né? Algumas dietas cetogênicas. Então quer dizer que dieta cetogênica não é uma dieta, né? É um grupo, são várias dietas, né? Várias estratégias, né? Uma aqui que é muito famosa, mas eu queria saber de vocês também outras. A dieta do doutor Atkins, né? Ele que começou com essa ideia da dieta cetogênica e, coitadinho, ele faleceu e conseguiram colocar a culpa nele como se ele tivesse falecido da própria dieta cetogênica.
Isso foi um crime, né? Porque ele caiu, bateu a cabeça, aí ele ficou na UTI por mais de uma semana, ele inchou por causa do coma em que ele estava, ele aumentou de peso por causa do inchaço e aí no obituário dele tinha o peso e quem não gostava da ideia, que eram os veganos, que queriam lutar contra a oposição, né? Colocaram a culpa inteira na dieta cetogênica. Então falaram que ele morreu gordo por causa da dieta cetogênica, enquanto ele tinha caído e batido a cabeça. Era uma coisa tão absurda, né? Que acho que 10 anos depois o jornal que publicou isso teve que publicar uma nota pedindo desculpas pra ele.
Mas existem outras dietas cetogênicas. Quais vocês lembram aí? Olha, uma coisa curiosa que... Pode ir, Lorena? Pode falar, Danilo. Eu só vou falar um detalhe que o doutor Atkins foi a minha iniciação no assunto.
Eu li o livro dele, Dieta Metabólica, um livro antigo e foi a minha primeira leitura e eu achei muito interessante a história, no geral eu não conhecia, então muito bom, muito bom. Ele foi um grande... Ele trouxe muito conhecimento pra esse meio, né? Até hoje eu uso, inclusive, muito da metodologia que ele utilizava. Pode falar, Lorena.
Com certeza, mas... Com certeza foi um crime, né? Como o Alexandre falou, fazer tudo isso. A ideia é fantástica. Ajuda, inclusive, muitos diabéticos.
Até vi já uma pergunta diabética que acaba às vezes tendo medo da dieta cetogênica. Mas é uma estratégia que ajuda muito quando bem feita. Mas, sim, tem que haver uma atenção na qualidade da origem proteica.
E na qualidade dos alimentos que você vai escolher. Se você vai fazer uma dieta com estratégia cetogênica e vai comer só alimentos que tem um potencial inflamatório, um potencial de aumento de colesterol, talvez você tenha uma estratégia um pouco ruim. Então existem várias estratégias cetogênicas.
Toda situação que você está em cetose, como o Danilo falou, que você não está utilizando a glicose ali no sangue como fonte inicial, primária de energia, acabou ali a glicose, acabou o glicogênio, vou ter que usar um outro substrato energético, você acaba entrando em cetose. Existem várias estratégias. E acredito, como tudo na vida, existem estratégias ruins.
A pessoa acaba comendo um monte de industrializado, um monte de coisa com adoçante, porque afinal não tem carboidrato. A pessoa pode tomar um refrigerante zero, ela vai ter cetose. Ela pode se encher de refrigerante zero, se encher de adoçante, se encher só de tranqueira.
E nesse caso, a gente não vai estar falando em anti-inflamação, não vai estar falando, vai estar tudo ao contrário. Então existem várias estratégias. A questão é, não dar facilmente para as células a glicose como substrato energético.
Eu nunca gostei da história de comer de três em três horas, não sei quem inventou isso. Eu acho absurdo também, eu falava assim, como é que eu tenho que aumentar a frequência do que eu estou comendo? E você não, eu adoro algumas frases, já vi alguns alunos que falavam assim, tem gente que passa uma vida sem usar corpos cetônicos como fonte de energia. E é uma fonte de energia, a glicose é? É, mas os corpos cetônicos também.
E a dieta cetogênica é uma estratégia que você usa essa fonte maravilhosa que a gente tem como fonte de energia, é simples assim. Você pode usar a glicose ou você pode usar os corpos cetônicos. E tem gente que nunca vai usar corpos cetônicos.
Se a gente viajar mil anos lá atrás, na dieta paleo, que acho que é uma coisa que a gente pode até mencionar aí, era cetogênica, não tinha frutinha. Eu falo até que menos, não precisa nem mil, né? Você pode ir menos. Não tem esse decumilança frequente, não dá descanso, né? É, a minha infância, eu lembro o morango da minha infância.
O morango da minha infância era uma vez no ano, era um trocinho desse tamanho assim, né? Hoje em dia... Agora é quase uma manga. Aí a família só come três morangos, doutor, pra dieta cetogênica, tá tranquilo. Duzentos gramas de morango.
É, docinha, igual eu. E o ano todo, né? Enfim, o nosso corpo não foi feito pra gente estar à disposição, tanta energia o tempo todo, e ao mesmo tempo, a sociedade foi mudando pra diminuir a necessidade do nosso gasto energético. Então, tipo, a gente não precisa mais subir escada, vamos pegar o elevador.
Até a janelinha do carro não é mais a manivela, aperta um botão. Tudo diminuiu o gasto energético e aumentou a disposição da energia fácil e, pior de tudo, gostosa. Altamente palatável, né? Então, realmente é difícil.
As pessoas passam a vida sem saber o que é usar corpo cetônico como fonte de energia, né? Imagina, o cérebro nunca soube usar isso, o corpo como um todo. Então, aí você é uma fonte, né? Uma estratégia, e quando você come de três em três horas, o seu corpo não vai saber o que é isso mesmo. E vale a pena, se quem ainda não experimentou, vale a pena experimentar.
Porque realmente... Eu acho... Você comentou uma coisa que eu gosto de falar pros meus pacientes. Eu acho que todo mundo na face da Terra deveria experimentar um período de cetose. Exato.
Porque... Porque o começo é um pouco pior. Tem que persistir um pouquinho, porque você não tá, palavras bem simples, acostumado, seu corpo não tá preparado, passou 40, 50, 60 anos sem usar corpo cetônico como fonte de energia. De repente, você fala pra ele, ó, isso aqui que você tem.
Aí vai estranhar. No comecinho vai dar dor de cabeça, mas depois que aprende a usar como fonte de energia o corpo, aí você tem os benefícios. Tem uma fase adaptativa, né? Exato.
Adaptar não só ao seu corpo, como que ele reage com a cetose, porque é diferente, mas também adaptar o seu meio, como fazer a comida, como comprar no supermercado... Quando sair, o que comer... Exato. Porque a mudança no corpo é grande. Algumas pessoas têm uma mudança tão grande pra melhor numa cetose que acho que esse é o meu racional por trás do que eu mencionei, que eu acho que todo mundo deveria experimentar uma vez, né? Porque essas pessoas que têm essa melhora impressionante, elas vão querer isso pro resto da vida, né? E se não experimentaram, não tem como saber.
Exatamente. Eu acho que a gente podia, já que você tá passando por isso, você tinha falado antes da gente pensar em experiências que cada um teve com a dieta cetogênica em si, acho que seria um momento, né? Ah, sim, vamos lá. Então, eu tenho a minha, as minhas, pra contar a dieta cetogênica.
Conta melhor. Eu posso começar ou vocês começam? Pode começar. Conta melhor pra gente.
Então, vamos lá. Primeira vez que eu fiquei gordo, eu emagreci com a dieta South Beach, que é uma das dietas cetogênicas. Emagreci bastante.
Aí, fiquei bem por muito tempo. No segundo momento, aí eu usei a dieta Dukan. Também funcionou e fiquei bem.
Aí, na terceira vez, eu falei, não, agora eu vou escrever o meu também. Foi aí que saiu o livro. O livro vem da história.
Eu acho que eu vou querer escrever um pouquinho. Mas, funciona. É uma coisa que é impressionante.
O resultado é rápido, se sente bem, tira aquele fogue mental, parece que o cérebro funciona melhor, dorme melhor, tudo vai bem, quando você está em cetose. É muito interessante. É isso.
Essa é a minha história pessoal. Se somar todos esses momentos, eu devo ter perdido mais de 60 quilos, somados aí, 20 quilos em cada momento que eu fiz a dieta cetogênica. Funciona.
Vou colocar uma pergunta aqui também um pouco capiciosa, Alexandre, antes do Danilo contar a experiência dele. Alexandre, uma coisa que os pacientes falam, e Danilo também já veio aí, se eu pegar e comer 7 mil calorias, estou dando uma exagerada, grande, em fonte proteica, eu vou perder peso? Vou estar em cetose? Nem capriciosa. Primeiro, você não vai conseguir.
É impossível comer isso. Não consegue. De proteína é impossível.
Mas só para pincelar para os pacientes aqui que estão nos vendo, sim, a dieta cetogênica inibe o apetite por diversos mecanismos, não só porque os corpos cetônicos nauseiam, mas também a inibição central, a inibição de hormônios da fome, como grelina, tem vários mecanismos que fazem com que você fique com menos apetite. Então você não conseguiria essa façanha. Só que, só para lembrar das boas escolhas, que você pode otimizar a sua dieta, calorias, por mais que você esteja numa estratégia, acaba que se você exagerar demais, você pode um pouco retardar esse processo.
Só deu um exagerado, um amplificado, é só para mostrar aqui também, porque assim, vocês, lá da endocrinologia e metabologia, né, que é a especialização que eu fiz também, acaba ficando, a gente lembra que se a gente exagera na proteína, mas exagera com força, que acaba que você não consegue, porque o dia tem 24 horas e você não consegue comer isso de proteína, mas se tiver, sei lá, talvez um transtorno alimentar, uma situação muito particular, muito excepcional, é só para pensar, a gente consegue fazer glicose da proteína. Então, né, é uma estratégia que o corpo também sabe, e aí você não está usando corpos cetônicos mais, então tem que ter também, assim, não pode, tem que ter todo um equilíbrio, pode assim, falar, tô comendo só carne, vou enfiar o pé na jaca até passar mal, porque tá tudo bem. Talvez não seja a hora que um bom nutricionista, uma boa orientação, uma orientação nutricional boa, vai te segurar a mão e falar, calma lá, alto lá, não é só de cetose que se faz perda de peso.
Complementando a resposta, Lorena, eu acho que essa é uma dúvida de muitas pessoas, que elas imaginam que a proteína é à vontade, mas existem duas regras básicas. Primeiro, o déficit calórico. Essa é uma regra geral para o emagrecimento.
Um grama de carboidrato tem quatro calorias. Um grama de proteína tem quatro calorias. Então, isso é uma regra boa para a gente manter em mente, embora tenha, sim, um metabolismo diferente.
Mas, como você mesmo já falou, existe um processo, briconeogênese, ou neobricogênese, que vai transformar esse aminoácido do mesmo jeito na glicose de volta. Então, vai engordar. Em geral, não vai conseguir comer tudo isso.
Não vai. Não vai conseguir. Vai ficar nauseado, vai inibir a fome, mas, em geral, são transtornos alimentares.
Se a pessoa vai entrar nessa e não está bem orientado, ou então, talvez, pudesse ter mais perda de peso se estivesse bem orientado, porque também não precisa comer o mundo porque está insetoso, porque vai entrar a insetose. Não precisa, assim, também, comer até morrer, que não é uma rodízio do churrasco, porque está tudo bem. Posso fazer alguns pequenos comentários aqui? Gente, até agora, só dois likes na nossa live.
Pelo amor de Deus, o que está acontecendo? Caramba, puxa a vida. Três funcionais aí. Eu queria falar de uma outra coisa que tem tudo a ver com isso que a gente está falando, que é a hidratação.
Muitas pessoas têm medo da hipoglicemia, só que eu, pessoalmente, acredito que 99% das pessoas que falam, ah, porque eu tenho hipoglicemia, porque eu tenho hipoglicemia, eu acho que é mais desidratação, porque está todo mundo andando desidratado. E aí entra o porquê que eu estou falando disso, que é da neoglicogênese, porque a hipoglicemia de verdade, se você tem a hipoglicemia, em três a cinco minutos, o corpo já fez glicose e você já voltou ao normal. Se você passa mal, achando que é uma hipoglicemia e isso não volta ao normal sozinho, é porque, oh, faltou água.
Isso é desidratação. E na dieta cetogênica, você tem que aumentar a quantidade de água que você toma. Principalmente pra minimizar os efeitos colaterais.
Exato. Também, né, pra facilitar a eliminação dos corpos cetônicos, pra você não ficar tão nauseado. Agora, hipoglicemia é exatamente isso.
A gente vê as situações reais de hipoglicemia. Quem não usa insulina, quem não usa insulina, usa insulina, é outro esquema. É raríssimo.
É vasovagal, é síncope vasovagal, é desidratação, não é mal-estar. Não é uma hipoglicemia real. Você pode medir ali no dedo.
Essas pessoas não caem em glicemia abaixo de 70. Existe um ou outro paciente que fala ah, fiquei em 68. 68 ali na glicemia capilar, não é uma hipoglicemia real.
E não, e outra coisa, em diabético, usando insulina, quando eles têm isso aí, a gente aplica glucagon, porque eles não produzem glucagon. Você tem glucagon. Igual a gente falou, em 3, 5 minutos você vai produzir isso.
O glucagon vai lá, vai te dar mais glicose. Então, não é quando está sentindo mal. Tem até uma pergunta também, o intervalo de alimentação na dieta cetogênica.
Acho até que às vezes a pessoa preocupada e talvez ficar muito tempo e passar mal, não é uma hipoglicemia real. É desidratação, síncope vasovagal, hipotensão postural, uma pessoa desmaia ali, é uma outra situação. Grande, grande, grande.
Eu nunca vi hipoglicemia real, apesar da queixa ser frequente, né? Pessoal, eu tive hipoglicemia, mas quando você vai ver, não foi bem o hipoglicemia. Tirando a pós-bariátrica também, que existem umas situações particulares. Eu queria dar até um adendo aqui nessa pergunta do intervalo da alimentação, porque junto a tudo que a gente já falou aqui, que a dieta cetogênica diminui a fome, diminui por vários mecanismos, você acaba sem querer pulando uma refeição, coisa que você não conseguiria se estivesse comendo carboidrato, porque o carboidrato tem um vício e você precisa comer mais o tempo todo.
Agora, se você entra numa cetogênica, a possibilidade de você fazer um jejum intermitente, às vezes, sem querer, pula um jantar ou pula o café da manhã e nem perceber o que pulou, é enorme, e isso passa e sem problema nenhum, que é o que a gente está mencionando agora da hipoglicemia, não vai entrar em hipoglicemia por causa da neoglicogênese, nosso corpo vai pegar a gordura, vai quebrar a gordura e transformar em energia, que, aliás, é até a razão do título do livro, transforme gordura em energia, por causa da neoglicogênese. Vamos responder um pouquinho mais. Tem várias perguntas aqui, eu acho que a gente podia... Não, não, essa, talvez essa mesmo.
Vamos lá, Danilo, fala sua opinião. Eu só queria complementar, que eu acho que complementando o que você já falou, que faz total sentido, muitas vezes a gente acaba pulando, sim, algumas refeições na dieta cetogênica, mas qual o intervalo de tempo na alimentação na dieta cetogênica? Não existe uma regra, e essa resposta, ela serve para qualquer tipo de dieta, não existe uma regra. Eu acredito que um dos pilares da nutrição sustentável é a adaptação ao paciente, adaptação àquela pessoa, os gostos dela, a rotina dela, somado ao meu conhecimento, ao conhecimento do profissional, somado ao que ela realmente precisa.
Então, não existe resposta para essa pergunta, né? Ela pode ser de 8 em 8 horas, ou pode ser uma vez a cada 22 horas, ou ela pode ser que ela precise de uma alimentação mais frequente, por razões singulares, mas então, eu acho que é isso, a personalização é a resposta para essa pergunta. Eu acho que, assim, a gente está completando 30 minutos da live, e a gente está falando do básico da dieta. Eu acho que a gente podia olhar agora para a aplicação dela, né? Eu acho que seria, porque, assim, a gente está falando de uma dieta, e uma dieta, as pessoas podem olhar e falar assim, ah, isso só serve para perder peso.
Isso é pouco, dieta funciona muito mais do que isso, é para tratar doença, é para melhorar a qualidade de vida, é para muita coisa, né? E eu queria mencionar, na história da dieta cetogênica, ela começou no tratamento de crianças epiléticas, e era um dos melhores tratamentos que existia, quando não existia medicamento. Então, eram crianças que eram submetidas ou ao jejum, jejum absoluto, e melhoravam, né? E aí, modificaram e descobriram que a cetose melhorava, ou cortava as crises de epilepsia. Então, era uma dieta sendo usada para o tratamento de doenças.
Lorena, você já comentou sobre a dieta cetogênica no diabético, então fala um pouquinho mais disso. As pessoas às vezes têm medo, por causa de hipoglicemia, e um outro medo, que aí a pessoa que já está um pouco mais a fundo aí, o pessoal aí que está no chat pode tirar dúvida, é da famosa cetoacidose, que é um termo que nem todo mundo conhece, mas quem é diabético tem esse medo, né? Um pavor, porque já ouviu falar que diabético pode ter cetoacidose. E a cetoacidose, de fato, são os corpos cetônicos produzidos pela ausência de glicose dentro da célula.
Sim, de fato. Mas uma pessoa saudável, ela não vai jamais, assim, se ela for saudável, não tiver com a doença crônica, não tiver internada no hospital, não tiver qualquer desequilíbrio, a gente tá falando de pessoas saudáveis assim, né? Não tá, não tô aqui com a descompensação diabética aguda, não tô com... Não vai entrar em cetoacidose com a dieta cetogênica, porque a acidose desses é, porque são corpos cetônicos, tem só acidez, só que quando você tem um pouquinho de insulina, você não vai entrar em cetoacidose. O primeiro medo aí dos diabéticos, vou entrar em cetoacidose? Não vai.
A não ser em situações bem particulares, insulinopênico, diabéticos tipo mal controlados, que não estão usando insulina, aí essa situação não vai dar certo, né? Porque o diabético, tipo, quando ele falta insulina, se ele não usa, ele produz exatamente esses corpos cetônicos e aí em grandíssima quantidade dá problema. Agora, a base do tratamento do diabetes é diminuir a insulina, do tipo 2, né, que é 90% dos pacientes, né, o que a gente deve estar assistindo aqui a maioria, é diminuir a produção de insulina, né? Porque você tem uma hiperinsulinemia que não age, você tem uma resistência à insulina gigante, e você não consegue usar a glicose como fonte de energia, porque a insulina não consegue agir, fica ali em hiperglicemia, a glicose fica no sangue, mas não entra. Quando você tira a glicose do sangue e usa corpos cetônicos como fonte de energia, não tô nem falando do emagrecimento, que ajuda também, fantasticamente esses pacientes.
Quando você faz isso, você não dá, você tira essa hiperglicemia, você tira essa hiperinsulinemia que esses pacientes têm, né, e aí nisso você começa a tratar a base do diabetes tipo doença, que é a resistência à insulina, né, você começa, então, eu já vi, assim, em alguns momentos, a gente não pode falar em reversão do diabetes, né, porque é uma doença crônica, mas a gente pode falar em controle, doença controlada, ou seja, a pessoa não usa remédio e não usa remédio e tá com a glicose controlada, se tem nada, mas já foi diabético, então ela tá controlada. E qual a estratégia que esses pacientes usam? Super semelhante à celogênica, eles usam uma dieta de baixíssimo índice glicêmico, né, e os diabéticos que usam insulina sabem que, às vezes, quando vai começar o frango, eles não precisam nem aplicar insulina, mesmo os que precisam, porque quando você não faz pico de glicose, você não precisa de insulina, entendeu? Quando conta carboidrato, sabe aquelas pessoas diabéticas tipo 1 que conta carboidrato? Você vai comer só um pedaço de frango, pequeno, não precisa nem de insulina. Por quê? Porque você não faz pico de glicose, entendeu? Então, pro diabético, bem feito, bem acompanhado, é fantástico.
É o que faz a reversão, né, a reversão do diabético, a famosa, né? Então, assim... Eu tenho uma pergunta no gancho agora, mas pode... Não, não pode falar, é isso, que é fantástico, pro diabético, bem acompanhado. Quando a gente tá num DN1, num diabético tipo 1, insulino dependente, nesse caso, se nós tivermos uma liberação de corpos cetônicos na corrente cérica, no sangue, em excesso e não houver um controle da liberação da insulina, isso pode ser um problema, certo? Danilo, um pouquinho de insulino que se tenha, você não entra em acidose. Um pouquinho, a gente brinca com o cheirinho que tem.
Então, assim, acontece que DN1, doença insulino dependente, tem uma complexidade, às vezes os pacientes não usam, não aplicam as doses, estão omitindo as doses, aí... Por isso que o diabético que precisa de insulina, se ele tiver muito bem controlado, ele pode fazer um cetogênico. Por que não? Inclusive, nós como endócrino, a gente, a única, eu não tenho curiosidade nenhuma com cetogênico, mas a gente tem que aplicar soro fingindo que é insulina na residência, a gente fica num acampamento fingindo que é diabético, insulino dependente, e a gente tem que fazer contagem de carboidrato, e aí a gente aprende que se a gente come só proteína e folha, não dá quase nada de carboidrato, aí a gente não tem que aplicar insulino, aí a gente começa a fazer isso, para não ter que se furar. Entendeu? De pequenininho, quando é muito grande o frango, tinha lá a quantidade, aí já tinha uma quantidade de carboidrato, mas pedacinho de frango ensalada, não precisa aplicar insulina.
Aí a gente fazia isso, porque a gente cansava de ficar se furando, e isso é estratégia para diabético tipo mim, então se a pessoa tá bem controlada, ela pode fazer uma low carb, uma estratégia cetogênica, mas tem que estar usando a insulina direitinho, tem que estar bem controlado, porque senão aí é um desanda. Mas lembrando, com um pouquinho de insulina, você não entra em acidose. Ninguém vai colocando um pouquinho só, se a pessoa botou ali uma dosezinha da manhã, ela garante, mas às vezes tem situações, né? Adolescentes, são pessoas jovens, que estão a vida inteira com a doença, aí às vezes não aplicam, né? Então... Mas tem que ser bem acompanhado.
A gente tinha pensado em, bom, se a dieta cetogênica, ela serve para perder peso, né? Eu até vi que isso é uma dúvida de muita gente, se é uma primeira escolha para perder peso, se é uma dieta ideal para o emagrecimento, porque é o que todo mundo acaba pensando na dieta cetogênica, né? Eu vou fazer para emagrecer. Essa seria uma aplicação para ela? Como você falou, Danilo, tudo é uma boa estratégia, o Alexandre falou, emagreceu, deu um relato aqui hoje, porque inibe a fome, você não come o tanto que você comeria, a quantidade de calorias, você acaba fazendo déficit calórico, né? Porque você não tem aquela fome, você acaba com horas de jejum, você faz déficit calórico. E outra coisa, também, que eu acho muito interessante, não é tão fácil fazer uma cetogênica, tem que ter um mínimo de planejamento alimentar, e a pessoa que já faz um planejamento alimentar, ela já está com uma visão diferente de hábito.
Você não consegue assim, acordei hoje aqui em casa e vou fazer cetogênica, vou achar comida, você começa ali, achei um queijo, tá bom, daqui a pouco, o que mais? Lanche, não tem nada, pô, não vou comer nada, já não comi nada, você não vai na padaria e vai achar alguma coisa, talvez um queijo na chapa, um ovo frito, né? Talvez, acho. Tem a história do bacon, mas tem, eu prefiro o torresmo. Ah, mas pode torresmo na cetogênica? Pode, pode comer o quanto você quiser.
Depois da segunda semana, você não consegue mais ver isso na sua frente. Nunca mais você vai comer. Eu lembro que eu conheci uma pessoa que trabalhava numa lanchonete famosa, aí eu não vou falar o nome, e aí eu perguntei, mas você pode comer o tempo todo? Posso comer direto.
Nossa, mas que bom, isso era bem mais jovem, né? Nossa, que legal, né? Não, é legal só a primeira semana, depois a gente não aguenta nem o primeiro, não consegue chegar perto, né? Então, são todas essas coisas que acabam acontecendo com a nossa percepção da comida, tudo, né? Porque, assim, eu lembro, quando eu estava na cetogênica estrita, pura, eu saía do consultório e eu parava no supermercado para comprar alguma coisa para comer, porque eu sabia que se eu chegasse aqui, eu ia escapar com algum carboidrato, então era mais um tempo para me preparar, aí eu chegava, eu tinha que fazer a minha comida, aí eu tinha que simplificar, aí eu fazia menos, né? Então, no final, é tudo isso somado, né? Eu acho que... Só também uma pergunta, porque uma vez eu atendo crianças, a criança falou, doutora, não tem nada saudável na geladeira do Instituto Amato, olha aí, se alguém tiver em cetogênica, acha alguma coisinha para comer ali na bancadinha do Instituto Amato? Na cetogênica é só o café, né? Então acaba que você faz restrição calórica, você vai chegar ali, qualquer recepção de clínica, qualquer cafezinho com alguém, qualquer recepção de evento, de aniversário, de festa de criança, é difícil, né, machar os alimentos da cetogênica. Então você acaba fazendo restrição calórica. Requer planejamento.
Requer planejamento. E aí teve só um adesão, um paciente perguntou, foi o diabetes que não, pareceu que ela não quer emagrecer, se ela fizer cetogênica ela vai emagrecer, dá para manter peso também, não quer dizer é só um bom aporte calórico, como a gente falou, não quer dizer que é obrigado emagrecer porque vai fazer cetogênica, você pode ter os benefícios para o diabetes sem perder peso, é um bom planejamento nutricional, você faz uma estratégia para que a pessoa não faça um déficit calórico importante. Dá.
A dieta cetogênica, o que é muito importante a gente colocar aqui, que não é uma dieta para você simplesmente pegá-la na prateleira, você pegá-la na internet e fazer. Para você ter a distribuição certa dos macros, a distribuição certa do que você pode comer de carboidrato, o que você deve comer de gordura, o que você pode comer de proteína, para você fazer isso da maneira correta, tem que ser planejado. Tem que ser personalizada.
Isso é um fato. Então, muitas vezes, não se trata de comer o mínimo possível, e sim de comer o máximo possível dentro do que o planejamento permite. Então, além de planejar a dieta em si, a gente tem que ver qual é o tipo de gordura, qual é o tipo, ela vai comer só gordura saturada, vai comer gordura trans, hidrogenada, ou ela vai fazer boas escolhas.
Nós temos fontes de gordura maravilhosas para a dieta cetogênica. E eu vejo que muita gente acaba simplesmente, ah, vou na gordura e proteína, qualquer uma é a primeira que eu vejo. E aí acaba que não é sustentável e muito menos saudável.
Eu queria colocar um pouquinho a nossa conversa para o lipedema, que recentemente, eu estudo muito lipedema, lipedema é o meu objetivo de vida atualmente no consultório, e ultimamente está saindo muito trabalho mostrando a relação do lipedema e a melhora sintomática com a dieta cetogênica. E aí vem, né, por um lado, falam que melhorando a alimentação, perdendo peso, isso melhora o sintoma. Mas parece que é mais do que isso.
Parece que a cetose, ela diminui a inflamação, então a dieta cetogênica ela também tem um efeito anti-inflamatório, melhora o retorno linfático e aí as pacientes com lipedema têm uma melhora sintomática bem significativa. Eu sei que o Danilo atende várias das minhas pacientes, ajudando na parte prática dessa dieta cetogênica. Eu queria saber qual é a sua percepção disso.
Porque o que a gente vê e fala na prática, já há muito tempo, está começando a sair nas publicações agora. Sim. Bom, eu já tenho muitos pacientes de lipedema, muitos pacientes com lipedema em dieta cetogênica.
Eu diria dos que vem, pacientes seus talvez 80% a 90% estão em dieta cetogênica. Tem aquela pequena parcela que realmente eu vejo que por algum motivo específico dele não é o caso, mas a maioria tem o feito dieta cetogênica sim e eu vejo uma melhora considerável em sinais e sintomas. Então aquela sensibilidade ao toque já não está como era, a composição corporal melhorou, aquela gordura lipedêmica sofreu a ação da dieta, porque ela acaba sendo uma gordura mais resistente a simplesmente um déficit calórico.
Então eu vejo sim essa melhora, embora é uma dieta que eu repito aqui, requer planejamento e comprometimento. Mas temos sim melhora em sinais e sintomas no geral. E o que é interessante que eu acredito que a gente vai passar por isso aqui na conversa também, é que ainda temos o gancho de fazer uma dieta cetogênica anti-inflamatória.
Ou seja, com alimentos anti-inflamatórios ao invés de simplesmente uma dieta cetogênica. Porque senão você pode, voltando no começo da conversa, a gente pode ter uma dieta cetogênica que desencadeia a inflamação, e não é o que a gente quer. Então quando a gente une esses dois mundos associados ao lipidema, eu vejo sim, eu tenho sentido no consultório, tenho sentido uma melhora considerável de sinais e sintomas, o feedback tem garantido que os estudos recentes nos mostram.
Lorena, e a sua opinião? Eu ia falar, eu acho fantástico como quando você faz com a estratégia anti-inflamatória junto, não é qualquer dieta cetogênica, você mesmo deve saber, né, Alexandre e Danilo, que se a pessoa falar, não, estou fazendo cetogênica, e se encher de embutido, refrigerante... Com o AIDS, o AIDS a gente... Vocês não tem ideia, eu e a Lorena, AIDS é gostoso, né? O que são os AIDS? Os curinhos, sabe aquele croissant que dá aquela queimadinha e fica bem... Crocante, é aquilo ali, aquela parte boa. Extremamente inflamatório. Aquele skin, aquela casca de algum peixe que seja, de qualquer coisa, que ficou escurinho porque deu uma queimada, aquilo ali é o bom, mas é bom e gostoso, né? Porque para a saúde não é nada bom.
Então, realmente... Nós somos seres humanos, a gente tem que reconhecer, nós não somos robozinhos, tirar tudo isso, e aí vai viver mais, aí você fala, mas para viver mais para quê? Ficou monótono, ficou ruim, né? É tudo uma questão de equilíbrio. Mas as pessoas têm um pouco conhecimento, eu acho, direto da cetogênica, e acham que vão ficar se torturando, comendo carne, picanha no café da manhã, no almoço e na janta, comer bacon no café da manhã... Beleza! Tortura é relativa. Tortura é relativa.
Beleza, então sei lá, o que é que eu coloco aí para mostrar para vocês? Ou, talvez, café da manhã, almoço... O seu argumento é bom, é que eu sou... É porque nem todos têm... Eu imagino que realmente, para vocês, tem muitas pessoas que, beleza, posso comer picanha com café no café da manhã, picanha no almoço, picanha no jantar, mas nem todos, né? Ah, meu Deus do céu, vou comer só ovo e bacon o dia inteiro, né? E eu acho que muito para a mulher, né? Vocês dois homens, para os homens, vocês devem notar que é mais fácil essa questão de aceitar comer a carne como fonte. A mulher tem essa questão do carbo, né? Que é muito forte, que fica, né? Aquela questão do docinho, do carbo. A mulher parece que dá essa... Meu Deus, vou ficar sem isso o resto da minha vida.
Mas dá, tem como você colocar, manejar com alguma receita, tem como você fazer alguma coisa que você consiga não comer só picanha e bacon, né? E ter um prazer, ter uma satisfação. Esse é um ponto muito legal porque existem milhares de blogs no mundo todo. Blogs, né? Instagrams ou o que for, seja na internet, com receitas de bolinho de caneca, pão de frigideira, keto diet.
Nós temos muitas receitas disponíveis, muitos preparos, panqueca, crepe, tem tudo. Porque são milhares de pessoas no mundo que levam como estilo de vida crônico, de eterno. Já estão em cetose e assim vão ficar.
E tem, como falou o bolinho de caneca, cetogênico, entendeu? Tem essas opções. Uma das receitas que eu mais gosto, por mais que eu goste de carne e tudo mais, uma das coisas que eu mais gosto na dieta cetogênica é a paçoca cetogênica. Eu juro que eu acho que é mais gostosa do que a paçoca normal.
É verdade. Eu nunca vi. Nossa, é muito boa.
Eu posso estar... Eu tenho uma receitinha que eu gosto. Eu tenho essa no canto ali porque é gostosa. Então não se vive só de carne e bacon, né? Hoje come muita coisa.
Eu acho que quem fica... Uma coisa muito interessante pra gente comentar, porque às vezes é só comer proteína e gordura e tá tudo bem. Aí você compra tudo industrializado, abre saquinho pra tudo, como se estivesse fazendo uma dieta cetogênica super saudável e anti-inflamatória. Na verdade, a gente tem que fugir dos industrializados.
Tem até um desenho da Disney como é que era? Que o cara morre aí ele... Por que você morreu? Ah, foi muito industrializado. Uma coisa assim. Que legal.
Tenho que descobrir. Eu vou achar isso depois. Porque come muito industrializado.
Industrializado é um dos males da sociedade atual. Exato. Pode ser fácil, compra aqui alguma coisa embutida, você abre aqui e pronto, é cetogênico.
Mas o que tem lá de químico pra manter aquilo sem fungo, sem nada de preservante, pode fazer mal pra você também. Com certeza. E tem muitos alimentos in natura.
A gente tem oleaginosas, azeite, frutos, verduras, legumes, sementes. Então nós temos muita coisa pra ser usada na cetogênica. Comida de verdade, nutrição real, mundo real, que a gente acha em qualquer feira, em qualquer mercado.
Acho que isso é muito importante. Não ir para embutidos, não ir para os mais práticos, os mais fáceis, porque normalmente vai ser um combo de gordura saturada com gordura trans, com sódio elevado, nitrito, nitrato, e por aí vai. Tem uma pergunta aqui na tela.
Tem essa pergunta da Aline que eu separei aqui, que é bem interessante. Quando eu estou falando de dieta anti-inflamatória, de inflamação na alimentação, eu estou sempre pensando no lipedema. O lipedema é uma doença inflamatória, eu tenho que baixar a inflamação, que é uma inflamação crônica de baixo grau.
Agora, eu não sei de onde tiraram que pra tratar lipedema tem que tirar a carne vermelha. Não tem que tirar a carne vermelha, porque tanto na dieta cetogênica, a carne vermelha tá lá e, assim, pra ela ser o gatilho inflamatório, é extremamente raro. Tem algumas pessoas que pode até ser, mas não é o comum.
Danilo, de onde que vem essa história da... Eu quero entender por que que todo mundo fala que a carne vermelha... Já é um senso comum, faz muito tempo isso de popular, mas eu acho que pegando um gancho do que você falou, não é inflamatório para a maioria das pessoas. Inclusive, no Instituto Amato, nós fazemos lá o exame. A gente tem um exame maravilhoso, que tem 222 alimentos, nós temos atualmente... 226.
Então, nós temos 226 alimentos e eu não me recordo de ter constado carne vermelha para alguém. Eu não sei se a gente tem tempo, porque posso falar outra ensaladinha disso? A live não vai fechar. A gente vai acabar com calma, pode ficar tranquilo.
Essa questão da inflamação, tem alguma pertinência, tem algum racional, principalmente na questão dos pacientes diabéticos com doenças com alto risco cardiovascular? E existe uma recomendação, sim, que não se ingira carne vermelha para esses pacientes com alto risco cardiovascular, todos os dias, em todas as refeições, que você mescle com peixes, outras carnes brancas. Existe uma pequena... Principalmente, eu acho, também por gordura saturada, não seria nem por inflamação. Então, assim... A recomendação é que você não ingira... Não, diabéticos, pacientes com alto risco cardiovascular, pacientes típicos que chegam no meu consultório, pacientes com síndrome metabólica, com aumento da circunferência abdominal.
Se ele fala assim pra mim, ó, eu ingiro carne no café da manhã, no almoço e no jantar, todos os dias, existe uma sugestão de tentar trocar, eu já conversei até com alguns carnes, trocar uma, duas vezes por semana, por carne branca. Tem recomendações mesmo, depois, se alguém quiser, a gente pode ir mais a fundo. Então, assim, não que seja uma inflamatória, uma resposta inflamatória intestinal, eu acho que é muito mais pela questão do colesterol e pela inflamação que o LDL-colesterol acaba causando quando em essência.
A gordura animal, né, no geral? A gordura saturada que ali tem naquela carne. No geral, no consultório, eu sempre tento trazer pro peixe, principalmente na gordura cetogênica, salmão é muito interessante, a gente tem aí ômega 6, 9, em abundância. Depois, eu venho pra um frango, no geral, e de uma a duas vezes na semana, um trabalho de carne vermelha.
Então, a gente nunca fala pra gente comer carne vermelha todo dia em todas as refeições. Isso já é um pouco, a gente já traz isso. E é um pouco o que tem evidência mesmo, de falar pra colocar um peixe, o que tem outras fontes, principalmente por causa de outras fontes de gordura.
Então, existe, o que acaba sendo anti-inflamatório também, né, ômega 3, ou se você tem alguns peixes gordos, né, você acaba facilitando até o uso do corpo cetônico, né, como fonte de energia dos corpos cetônicos. Então, assim, só, não que a carne vermelha seja inflamatória, né, não é bem isso, mas eu imagino que essa associação é que um consumo excessivo, né, existe algumas associações no consumo, que às vezes no sul existem algumas associações, eu já, Danola, vi casos clínicos que a pessoa falava ah, como todo dia no sul tem uma cultura muito, algumas regiões do país, né, do Brasil, é, aquela carne vermelha de churrasco todo dia no almoço, e existe sim, nesse caso, você fala vamos botar aqui um peixe uma vez na semana, duas, talvez, todos aqueles aids lá que a gente estava comentando, é, então, exato, churrasco, aqui nós temos, então, a gente tem duas vertentes paralelas aqui sobre a carne vermelha, né, uma é que não é para ser comida em abundância todos os dias, uma, duas, três vezes por dia, a gente tem, inclusive, ligações intestinais que não pedem que isso aconteça, né, então, é, tanto microbiota, fluxo intestinal e outras associações, e o outro lado da vertente, que era o ponto, não é necessariamente inflamatória para o lipedema, por exemplo. Então, eu acho que são esses dois vertentes que eles acabam em determinados momentos se cruzando, mas são paralelos.
É isso aí. E há formas e formas de consumir carne vermelha, como o Alexandre falou, né, no churrasco, com sal grosso, ou cheio de gordura, ou também... Por isso que eu acho que a ajuda do profissional é muito importante nessa hora, né, eu entendo todo mundo querer fazer sozinho tudo, mas a orientação do nutricionista, o médico do lado, isso dá uma segurança, né, de que está sendo feito da maneira correta. Eu vou só fazer um adendo aqui de outra coisa, vai ter o sorteio, pessoal, para... eu vou sortear o livro aqui para todo mundo, daqui a pouquinho que está acabando a nossa live, então, para participar, escrevam aí a hashtag no comentário, cetogênica.
Vamos fazer daqui alguns poucos minutinhos, eu vou entrar aqui no aplicativo do sorteio, que eu nunca usei na vida, eu espero que dê certo. A gente pode conversar mais um pouquinho antes de liberar tudo. E assim, se você me segue no Instagram e não segue o Danilo, siga, se você me segue e não segue a doutora Lorena, siga, né, e vice-versa, siga todo mundo aí.
Siga a todos. Estou procurando alguma pergunta aqui. Tem bastante aqui, pode escolher alguma para responder.
Algumas a gente acabou passando pelo assunto. Vamos ver. Vou deixar esse aqui para você, Danilo.
Faz um comentário. Está aí na tela. Eu como integrais e consumo frutas, legumes e verduras orgânicos que planto no meu sítio.
Parece bom. Não como nada industrializado nem refrigerante. Será que é por isso que emagreci muito? Olha aí.
É muito difícil de responder pessoal com essa informação, né? Eu como integrais, o que seria? O que seria esses integrais aqui no caso? Será que ele planta batata? Será que tem aveia? Pode ser muita coisa, né? Pode ser muita coisa. Mas, no geral, eu diria que não é por isso que emagreci muito, porque depende, come muito pouco, come muito, não tem mais informações. Olha, eu vou por uma aqui que é que eu não conseguia falar o nome aqui, então eu estava com vergonha de colocar e passar vergonha falando.
Perguntou várias vezes aqui, eu preciso responder se não vai ficar chato, né? Tem obstrução de carótida, carótida é uma doença vascular, eu sou cirurgião vascular, como que eu não vou responder isso, né? Se for só isso, você pode fazer a dieta cetogênica sem problema nenhum. Não é isso que vai nem piorar e nem melhorar essa obstrução de carótida, ou melhor, essa estenose de carótida de 60%. Agora, você pode conseguir diminuir vários índices inflamatórios e diminuir a progressão dessa deposição dessa placa.
Então, vale a pena você conversar com o seu médico. A questão é que eu entendo, muita gente vai falar, a dieta cetogênica vai correr o risco de aumentar colesterol e aumentar a placa, mas não é isso que acontece, tá? Então... Importante lembrar da qualidade dessa dieta cetogênica. Exato.
É exatamente o que a gente está conversando aqui nessa hora, o Danilo falou bastante também. Vou fazer o sorteio aqui, pessoal, deixa eu ver se eu consigo. Vamos lá.
Vamos abrir aqui. Começaram a receber comentários, então tem que colocar o hashtag cetogênica. Eu vou compartilhar.
Deixa eu ver se eu consigo compartilhar a minha tela aqui. Apresentar. Compartilhar tela.
Ok. Eita, ele vai mostrar a minha janela, tá aqui. Prontinho.
Olha, pessoal, tá fácil de participar aqui. Tem só 12 pessoas que colocaram a hashtag cetogênica, agora 13. Então, a chance de ganhar esse livro aqui, dieta cetogênica e estratégica online, tá bom? Vou mandar o link para baixar.
É grande. Por enquanto, só 14 pessoas participando. Deixa eu ver se tem alguma outra pergunta aqui para a gente responder nesse meio tempo, dando chance para o pessoal.
Vamos lá. Aqui a Rose agradecendo. A Flávia com diabética e com uma placa de 10% na carótida.
Vale a mesma coisa que eu falei da carótida e a doutora Lorena deu um show de aula aqui na diabetes. Então, tá tranquilo. Vamos ver aqui.
Agradecimento. Arnaldo. Boa noite.
Quantos dias o corpo... Ah, essa é uma pergunta legal. Enquanto a gente espera o pessoal entrar. Lorena.
Qual pergunta? Não tô vendo a pergunta, pode ler aí para mim. Em quantos dias o corpo entra em cetose? Nem dias, né? É claro que depende de cada pessoa, mas como a gente tá falando, mais ou menos, no máximo aí os nossos, quando a gente para de comer, parei de comer, né? Porque tem várias estratégias de cetose. Nosso estoque de glicose no fígado, que a gente tem uma reservinha no fígado, vai durar, primeiro no sangue, né? Vai durar algumas poucas horas.
Depois no fígado vai durar umas oito horas. Depende de cada pessoa. Tem gente que não tem nenhum estoque no fígado de glicogênio, mas em geral as pessoas têm, né? Então, desnutridas têm um estoque de glicogênio.
Alguns têm mais, outros menos. Então vai durar mais ou menos. Então depende de cada pessoa, mas certamente ali, quando você tiver oito horas de estoque do fígado, umas quatro, duas horas da refeição, um pouco menos, depende do quanto você comeu, qual foi seu uso de glicose, em torno de doze horas, certamente você já tem ali, já tá acabando seus estoques do fígado, já acabou seus estoques do sangue, e continuou sem comer.
E aí seu corpo vai procurar outras fontes, né? Vão começar ali a procurar outras fontes, mas ainda pode durar um pouco mais, então talvez após doze horas, depende de cada pessoa, já vai estar começando aí a querer usar os corpos cetônicos como fonte de energia. Por isso que o jejum intermitente também é uma fonte de corpos cetônicos, né? Quando você tá em jejum, você também tá produzindo corpos cetônicos e usando como fonte de energia. Seria uma cetogênica também.
Mas aí, o que acontece na cetogênica? Em vez de você comer o carboidrato, você acaba dando gordura novamente pro corpo, então forçando o jejum com que ele continue usando corpos cetônicos como fonte de energia. Então, na hora que você vai comer, você não come uma fonte de carboidrato, você come, você continua forçando o corpo a queimar gordura. Então, por isso que a cetogênica prolonga, e isso o jejum intermitente faz períodos de cetose, né? Seria uma diferença.
Então, isso é muito legal, porque o que eu digo é a cetose tem mais de uma forma de chegar na cetose, né? Hoje, a gente tá falando de dieta cetogênica, mas acho que outro assunto interessante aqui seria o jejum intermitente. Mas como o pessoal tá curtindo o nosso vídeo aqui, eu acho que não sei se a gente faz uma live sobre jejum intermitente. Vamos curtir, a gente faz.
Vou falar uma coisa aqui, enquanto o pessoal curte, vai lá apertar o botãozinho pra curtir, vocês sabiam falar com o Alexandre e com o Danilo, com todo mundo que tá aqui vendo, que tem como você medir sua cetose no tipo igual a glicose capilar? Ah, eu tenho aqui, ó, no meu lado aqui, ó. Vem, Alexandre, se você tá. Você é que tá fazendo cetogênica, né? Não sei se tá fazendo. Vende no Mercado Livre, Ketotest, tem muitos.
Exato. Mas não precisa, não tem como fazer na ponta de dedo, não precisa nem fazer na urina. Eu não me preparei aqui, não tá fácil aqui, mas o meu é de assoprar.
Ah, tem vários tipos, e aí você, assim, não é porque foi feito, foi feito pra outra situação, mas você pode dar uma olhada, hein, tô em cetose mesmo, será que eu não tô comendo carbo demais? Igual o Danilo falou, ah, não, posso comer três colheres de arroz. Às vezes você não tá entrando em cetose. Aí você dá pra tirar a prova.
Interessante que, o Alexandre falou agora que o dele é de assoprar, esse, inclusive, é um efeito colateral que a gente acabou não falando aqui, né? O álice cetônico. O álice cetônico. Os livros trazem que é de maçã verde.
Ah, quem diga. Frutado, frutado. Frutado, de maçã verde.
Cada um sente o cheiro que quer, né? Parece bom, falando assim, né? Maçã verde é muito bom. Acho que vale a pena a gente falar que essa cetose que chega a dar o mal álito, ela não fica o tempo todo, né? Tem uma certa adaptação depois. É uma fase, né? Assim como aquela leve dor de cabeça, uma certa náusea, um certo enjoo.
É uma fase adaptativa. É uma fase adaptativa que tende a melhorar. O sorteio.
E aí depois a gente finaliza com o arremate final. Nós temos 23 participantes. Vamos sortear agora.
Vamos ver quem que vai levar o livro Dieta Cetogênica Estratégica a Michele Bardelli. Olha lá que legal. Parabéns.
Michele, entre em contato comigo no Instagram. Deixa eu colocar aqui o meu Instagram, se você não me segue. Está aqui.
Manda uma mensagem lá para mim e aí a gente combina como que a gente faz. Certo? E deixa eu tirar aqui a minha tela. Vamos... Ah, olha, eu tinha notado que seria interessante a gente falar de duas coisinhas.
A gente pode falar rápido e depois finaliza. Que é o efeito rebote e o ioiô. Eu sei que são assuntos... Cada assunto desse vira uma live inteira.
Daria uma live. Mas eu acho que vale a pena a gente falar um pouquinho de cada um desses. Você pode começar, Lorena? Sim, com certeza ioiô ou sanfona, que todo mundo fala, que é o vai e volta, vai e volta.
Sendo bem prático, quando você faz uma proposta de dieta que foge muito do seu estilo de vida, por exemplo, falei aí da picanha, que para mim particularmente não faz muito sentido. Vou fazer isso por um mês e quando eu parar, eu vou estar desesperada. Meu Deus, que coisa horrível! Vou me encher de carboidrato.
Então, pra evitar isso, tem que fazer sentido, tem que se encaixar, tem que ser minimamente sustentável. Pode ser que você não sustente a longo prazo uma cetose, mas depois entra no low carb pelo menos. Se você vai usar isso como estratégia anti-inflamatória, de melhorar a qualidade de vida, tem que fazer sentido pra você.
Tem que se adequar, tem que colocar alimentos que você consiga sustentar a longo prazo. Porque senão vai viver esse eterno ioiô. Como só a carne emagrece, para de comer com um monte de carbo e engorda.
E isso metabolicamente falando é muito ruim. Então, bem rapidamente. E outra coisa que eu queria mencionar, que são doenças crônicas que a gente está falando.
Se você simplesmente desiste do tratamento, a doença volta. Exato. A dieta não é a causa disso, é a desistência do tratamento.
Como a pessoa que tem epilepsia refratária, que vai usar uma estratégia cetogênica pra melhorar, é a mesma coisa para o lipedema, que é uma doença crônica, para o diabetes, que é uma doença crônica, para a obesidade. Então, tem que ser sustentável. Então, você tem que se elaborar, conversar com o seu nutricionista o cardápio que você consiga sustentar.
Pra longo prazo. Na longo prazo, na verdade, combina com o estilo de vida. Então, é isso aí.
Eu acho que é exatamente isso que a Lorena falou. Tudo se baseia na sustentabilidade. Então, eu recebo muitas pessoas que vêm de um histórico que nos últimos cinco anos ganharam e perderam sucessivamente.
E muitas vezes, ao receber o planejamento, muitos me falam nossa, mas tá certo isso? Porque existe o pensamento que deveria ser algo extremamente restrito. E é exatamente por isso que ela tem o efeito rebote. Quando é algo extremamente restrito, o máximo que ela fica são duas, três, quatro semanas, se ela for muito resiliente, um mês, dois meses.
Então, o efeito rebote, muitas vezes, ele se dá pela falta do planejamento bem feito. E se a pessoa não gosta, quando ela sai, ela sai com ódio, querendo comer a terra. Não é igual eu falei? Dependendo do esforço que a pessoa faz, do sacrifício.
Aí vem dia do lixo, aí a pessoa passa 24 horas comendo o mundo e ela volta. O dia do lixo é interessante, porque é 24 horas de lixo. Ah, então começa meia-noite.
Meia-noite em um, eu vou fazer uma ceia, aí eu vou tomar o café da manhã, vou almoçar, vou tomar o lanche da tarde, aí eu vou jantar, aí eu vou fazer uma outra ceia às 11h50, só para aproveitar o dia do lixo, né? No final, o excedente calórico na próxima setembro. Podem fazer jejum o resto da semana. É, mas é isso aí.
Legal, gente. Adorei fazer essa live com vocês, foi excelente. Vamos ver os próximos dias, se o pessoal assiste, a gente pode, quem sabe, programar outra.
Pessoal, se vocês não estavam aqui online, ao vivo e comentando, fiquem à vontade para comentar depois que a gente vem aqui e ler sempre. Sim, com certeza. Respondem.
Deixem sugestões também de temas, claro. Exato, exato. Então, a minha sugestão agora é cada um de nós três dar uma mensagem final e aí a gente se despede.
Então, quem começa? Posso começar, então? Posso começar. Ah, Danilo. Não, eu também gostei muito Alexandre e Danilo, foi muito bom.
Sempre aqui uma conversa super produtiva, adorei também. Eu acho, tenho certeza que todo mundo gostou bastante, já viu muito like aí, compartilha com muita gente. Com certeza muita gente vai gostar de ouvir aqui o que a gente conversou.
E é isso, no final a gente está falando de melhora de qualidade de vida. Tratar pacientes que estão tratando lipedema, diabetes, pessoas que querem viver melhor. Então, a dieta cetogênica que aí o livro do Alexandre nos ajuda bastante a dar uma luz aí de como qual estratégia, como seguir essa estratégia, mas lembrando sempre orientação profissional também e lembrar que a gente quer qualidade de vida, então não adianta fazer uma estratégia cetogênica e comer um monte de fazer dia do lixo e comer um monte de embutido, pensar em algo sustentado sustentável e que tem alimentos de qualidade.
Então, é uma excelente estratégia, é só acabar com os mitos aí que vai dar certo. Você, Danilo? Bom, eu quero agradecer a todos, a presença de todos, todos participaram muito. Desculpa, talvez a gente não tenha conseguido passar em todas as perguntas ali, eu vi que uma ou outra acabou passando, mas acho que foi esclarecedor todos.
Foi uma troca muito gostosa. Eu também quero agradecer a vocês dois, Lorena e Alexandre, que são duas referências médicas pra mim, porque eu fico muito feliz de estar aqui participando e compartilhando conhecimento, aprendendo, ensinando e também gostei muito do tema, é um tema que me agrada há muitos anos, eu estudo há muito tempo a dieta cetogênica no geral e agora, dieta cetogênica no lipedema, através do doutor Alexandre, então é isso, muito obrigado e quem tiver mais perguntas, quem tiver sugestão para temas, por favor, se você estiver assistindo agora, essa live gravada, deixe aqui nos comentários que a gente vai voltar aqui. Muito obrigado e uma boa noite a todos.
Bom, minha mensagem final, eu já falei no meio, quem assistiu tudo já ouviu, mas eu realmente acredito, isso é, eu não tenho dúvida de que todo mundo na face da terra deveria experimentar um mês de cetose pra ver como é que fica. Dessas, algumas pessoas vão ter uma melhora tão grande na qualidade de vida que, assim, pode mudar radicalmente tudo. Algumas pessoas não vão ter tantas melhoras assim, vão ficar um pouquinho melhor e poucas vão ter sintomas que vão ser, assim, impraticáveis, mas apesar disso, eu acho que todo mundo deveria experimentar.
Então, agradeço a todos e até a próxima. Obrigado, até a próxima. Tchau, obrigado, até a próxima.
Tchau, boa noite.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.