O ecodoppler vascular é um exame versátil e acessível, mas sua qualidade e resultado são altamente dependentes de três fatores: o médico examinador (sua habilid
Significa que o médico que tá fazendo o exame, ele pode ser um cara bom fazendo, ou pode não ser um cara bom. Ele pode ser um cara bom fazendo, que tem bastante tempo, tem um tempo adequado pra fazer o exame, ou pode até ser um cara bom que tem um tempo curto, porque o local que ele tá fazendo demanda vários exames em pouco tempo e o exame não sai tão bom assim.
Que um exame não é igual a outro exame. Então, muitas vezes, há aquela sensação de que todo ultrassom é igual, todo exame de sangue é igual, toda biópsia é igual, todo exame vai ser igual, independente do local onde ele é realizado.
É muito frequente a gente pegar um exame que é feito num local.
São exames porcos, não tem nada de informação útil ali. Então, um exame bem feito, ele vai ter mais do que 20 minutos. Um exame venoso, por exemplo, no mínimo.
Ah, o mesmo, só que agora a gente vai fazer num local onde eu confio. E sempre há aquela sensação, ah, não, tô tentando forçar a barra para fazer o exame, mas é completamente diferente. É extremamente frequente a gente pegar um exame que fala uma coisa e depois outro exame que fala outra.
Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre o ultrassom vascular, ou também chamado de ecodoppler. Então, ultrassom é o eco, né, e o doppler é o colorido do ultrassom. Ele tem outros nomes também, mapeamento duplex, triplex, escaneamento ultrassonográfico, ultrassom venoso, ultrassom vascular, ecodoppler e tudo mais.
Então, é um exame extremamente versátil dentro da cirurgia vascular. É um exame que tá disponível, fácil, tem em tudo quanto é lugar, não é difícil achar algum lugar que faça um ecodoppler vascular, mas isso traz responsabilidade também, porque é um exame extremamente examinador dependente e equipamento dependente e tempo dependente. Isso significa o quê? Significa que o médico que tá fazendo o exame, ele pode ser um cara bom fazendo, ou pode não ser um cara bom.
Ele pode ser um cara bom fazendo, que tem bastante tempo, tem um tempo adequado pra fazer o exame, ou pode até ser um cara bom que tem um tempo curto, porque o local que ele tá fazendo demanda vários exames em pouco tempo e o exame não sai tão bom assim. E até o equipamento tem um impacto muito grande. Hoje em dia, as máquinas já são, as mais modernas, são todas muito boas.
As máquinas mais antigas podem ter alguma limitação, algum filtro, alguma coisa que ela não não mostre adequadamente. Mas o ecodoppler, então, ele é um exame muito dependente do tempo que o médico tem pra fazer, do próprio médico e do equipamento. Isso significa pra você o quê? Que um exame não é igual a outro exame.
Então, muitas vezes, há aquela sensação de que todo ultrassom é igual, todo exame de sangue é igual, toda biópsia é igual, todo exame vai ser igual, independente do local onde ele é realizado. Isso não é verdade. No ultrassom, isso aparece muito evidente, né? É muito frequente a gente pegar um exame que é feito num local.
Eu já peguei exame feito em dois minutos, né? São exames porcos, não tem nada de informação útil ali. Então, um exame bem feito, ele vai ter mais do que 20 minutos. Um exame venoso, por exemplo, no mínimo.
O paciente vai ser examinado de pé, às vezes deitado também. Então, quando condensa muito tempo, acaba perdendo muita informação importante. Então, às vezes, chega no vascular e traz um exame.
Eu já fiz o exame, tá tudo aqui, não tenho problema nenhum. Aí eu falo, ó, tem que fazer um outro exame. Ah, qual exame vamos fazer agora? Ah, o mesmo, só que agora a gente vai fazer num local onde eu confio.
E sempre há aquela sensação, ah, não, tô tentando forçar a barra para fazer o exame, mas é completamente diferente. É extremamente frequente a gente pegar um exame que fala uma coisa e depois outro exame que fala outra. Isso sem falar sobre os protocolos diferentes.
O exame de veias da perna, só a título de um exemplo, ele pode ser feito para identificar trombose. Então, o exame, ele vai trazer como única informação se tem ou não tem trombose, ponto. Esse é um exame rápido, feito para pronto-socorro.
Ele é feito para ser assim mesmo, um exame rápido, e ele não vai falar nada sobre insuficiência venosa, sobre refluxo venoso ou um mapa venoso para planejamento cirúrgico terapêutico de varízes, por exemplo. Então, o paciente que chega com um ecodopler feito para trombose e quer tratar varízes, ele vai precisar fazer um mapeamento adequado para identificar as veias que estão doentes. Então, apesar de ser o mesmo equipamento, às vezes o mesmo médico, mesmo transdutor, mesmo tudo, muitas vezes é necessário fazer um novo exame, mas com um protocolo diferente.
O protocolo é simplesmente o que o médico está olhando. Quando o protocolo é para TVP trombose, ele vai simplesmente responder tem ou não tem trombose. Quando o protocolo é para planejamento cirúrgico de varízes, ele vai te dar um mapa de onde que estão os problemas que devem ser tratados.
Aqui, no Instituto Amato, a gente tem, por exemplo, um protocolo para o lipedema. O protocolo para o paniculadiposo em membros inferiores, ele não é feito em todos os laboratórios, por falar a verdade, pouquíssimos até saberiam o que nós estamos falando, porque não é a rotina desses médicos. Então, aqui é a nossa rotina.
Então, muitas vezes eu solicito que um ecodopler seja feito para o mapeamento venoso, mas que vai me trazer também a informação adicional sobre o paniculadiposo venoso do lipedema. Então, se tiver qualquer dúvida sobre o exame realizado, converse com seu cirurgião vascular. Não leve a ferro e fogo tudo que está escrito num laudo.
Tem que entender como que esse laudo foi feito e qual o objetivo desse laudo, porque muitas vezes até o objetivo pode mudar a maneira como o médico escreve o laudo. Então, eu já peguei paciente com varizes visíveis, todo mundo conseguiria olhar e fazer o diagnóstico de varizes, aí foi fazer exame e vem com laudo sem varizes. Então, por quê? Porque o médico não estava olhando para aquelas veias superficiais dilatadas, ele estava olhando simplesmente para o sistema mais profundo.
Então, entender o objetivo, a razão pela qual está sendo feito o exame, ajuda o médico que está fazendo o exame. A escolha de um bom laboratório também é essencial. Então, tem muito laboratório por aí, infelizmente não posso sair falando o nome, mas tem muito laboratório que faz um exame porcaria e diz que fez o exame.
Então, eu não tenho muito como argumentar, sem falar nomes aqui, contar as diversas histórias de exame errado que eu já vi, mas o diagnóstico está no tato clínico, está na conversa, na anamnese. 90% das doenças vasculares o médico faz o diagnóstico sem a necessidade do exame. O exame vem ou para corroborar o seu diagnóstico ou para auxílio no tratamento, para planejar o tratamento cirúrgico ou clínico.
Então, ele vem como um complemento ao exame físico, a anamnese. A gente nunca deve tratar o exame, exatamente por causa disso. O exame pode estar falho, ele tem que ter a correlação nexo causal com as queixas do paciente.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.