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Dor de Cabeça ou da Face, Pode ser por Problema na Coluna?

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Dor de Cabeça ou da Face, Pode ser por Problema na Coluna?

A dor de cabeça ou facial pode ter origem na coluna cervical, condição denominada cefaleia cervicogênica. Ela frequentemente decorre de problemas nas articulaçõ

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Olá, eu sou Marcelo Amato, Neurocirurgião do Instituto Amato, e hoje eu quero responder uma pergunta que chega para a gente com uma certa frequência, se a dor na cabeça ou na face pode estar vindo de um problema da coluna cervical. E esse é um tipo de dor relativamente frequente, que a gente chama de cefaleia cervicogênica, que nada mais é do que isso mesmo, uma dor de cabeça ou da face, que provém de um problema na coluna cervical. Nós já conversamos em outros vídeos sobre as dores de origem facetária.

As articulações facetárias são pequenas articulações que ficam na parte de trás da coluna e, juntamente com o disco intervertebral, são responsáveis pela articulação de cada segmento da coluna. E essas articulações, elas costumam doer. Quando as articulações acometidas são articulações mais altas, por exemplo, principalmente C2, C3, a gente tem como resultado de uma inflamação nessa articulação uma dor na coluna cervical com irradiação para o crânio e, eventualmente, para a face também.

Muitas vezes o paciente não se queixa de dor na coluna cervical, ele se queixa de dor no crânio, na cabeça ou na face e, apenas no exame físico do médico assistente, ao pressionar algum ponto na coluna cervical, o que a gente chama de ponto de gatilho, a dor nessa região pode ser reproduzida. Geralmente, o paciente começa a perceber que alguns movimentos da cabeça ou do pescoço, algumas posturas adotadas durante o dia também exacerbam essa dor. E, algumas vezes, a dor pode se assemelhar muito a enxaqueca, então uma dor de apenas um lado do crânio associada a náuseas, vômitos, fotofobia, fonofobia.

Então, muitas vezes o paciente vem queixando-se de enxaqueca e, na verdade, apresenta um problema na coluna cervical e apresenta cefaleia cervicogênica. O tratamento dessa condição se baseia num tratamento físico, com uma reeducação postural, além de um tratamento medicamentoso com analgésicos, relaxantes musculares e a ajuda do fisioterapeuta nessas situações é sempre bem importante. Quando o paciente não tem um resultado satisfatório com o tratamento clínico, o bloqueio facetário ou a infiltração dessas articulações facetárias pode trazer um alívio significativo da dor.

Existe uma outra situação, que é a radiculopatia cervical. Nesses casos, a raiz nervosa, o nervo que sai ali da medula no trajeto, no caso para o pescoço, para o crânio, ele pode estar comprimido e aí gerar dor. Uma dor que se assemelha, muitas vezes, a dor de origem facetária, mas aí é uma dor radicular e o tratamento pode ser um pouco mais complicado.

Geralmente, o bloqueio não ajuda tanto quanto ajuda na dor facetária e, muitas vezes, pode ser necessária uma cirurgia de descompressão dessa raiz nervosa para que o paciente tenha uma melhora total da sua qualidade de vida. Nesses casos de radiculopatia, o que é importante do paciente saber e também do médico assistente, são os sinais de alerta. Então, quando uma raiz nervosa está acometida, outros sinais e sintomas são apresentados.

E os sinais de alerta, eles são principalmente quando existe um déficit de função neurológica, a perda de força, a perda de sensibilidade. Nas raízes cervicais mais baixas, quando o problema está mais baixo na coluna cervical, pode, inclusive, acometer os membros superiores. Uma dor pode chegar até o braço, até as mãos.

Então, esses são alguns sinais de alerta para a possibilidade dessa dor estar vindo da raiz cervical. E uma atenção deve ser dada aos casos de radiculopatia, especialmente na presença dos sinais de alerta, porque um bloqueio cervical, ou uma infiltração, ela pode trazer um alívio da dor, mas no momento que o paciente perde a resposta, perde o alarme que o corpo dá, que a dor nada mais é do que isso, os sintomas neurológicos podem piorar. Então, existe uma contraindicação, que pode ser relativa, lógico, dependendo de cada caso, para a realização desses bloqueios quando existe déficit de função neurológica.

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