O lipedema não é uma doença única e homogênea, mas provavelmente um conjunto de diferentes condições agrupadas sob um mesmo nome, o que explica sua alta prevalê
O que isso tem a ver com as pessoas que estão buscando uma receita de bolo, uma fórmula mágica que trata todos os lipedemas, então vamos ver se eu consigo, aqui, genética, ótima. Então é o seguinte, eu vou pegar um exemplo de uma doença genética, não é tão rara, mas tem uma menor incidência que é o fator V de Leiden, podia ser qualquer uma, pessoal, não sei se vocês vão lembrar, mas tem aquela história do azão, azinho, azão, azinho. Então essa é a primeira coisa que a gente tem que lembrar de genética, então quando a gente tem os dois alelos, Ação, Ação, Ainho, Ação, Ainho, Ainho, Ainho, o que isso quer dizer, isso quer dizer que esse aqui tem os dois dominantes, esse é o músigoto dominante, esse aqui é o heterosigoto e esse aqui é heterosigoto também e esse aqui é o recessivo, né, algumas doenças elas aparecem quando tem somente esse Ação, Ação, algumas doenças aparecem quando tem o Ação, Ainho e outras doenças aparecem quando tem o Ainho, Ainho e isso quer dizer que no fator 5 de Leiden significa o que, que esse Ação, Ação é a doença mais grave, o Ação, Ainho é a doença não tão grave assim e o Ainho, Ainho não tem doença nenhuma, então o Ação, Ação ele é raro, o Ação, Ainho ele não é tão raro assim que tem essas duas possibilidades, então em torno de 5% da população vai ser Ação, Ainho, o Ação, Ação é bem menor porque a doença acaba sendo mais grave e o Ação, Ainho, Ainho é a população normal que não tem uma doença, então o que que isso tem a ver com um lipedema? Isso tem a ver com quando eu estou falando de uma doença tipo fator 5 de Leiden que tem um gene só, é fácil a gente identificar esse gene, a gente vai pegar os vários DNAs, os cromossomas de várias pessoas diferentes e quando a gente coloca lado a lado a gente vê que é sempre o mesmo código genético que está alterado, porque é uma doença que só pode acontecer ali, então doenças que são menos frequentes e são genéticas, é muito fácil, a gente pega vários pacientes, coloca o código genético deles um do lado do outro, a gente vai ver o que se repete e que não é normal na população sã, bom, qual que é o problema com relação ao lipedema? O lipedema provavelmente são várias formas de lipedema dentro de uma categoria de doenças, então por que eu estou falando isso? Porque a primeira coisa é uma doença que 11% da população feminina é portadora, é muita gente, começa por aí, tá? 11% é muita gente com certeza não é um gene só, então quando a gente vê o cromossomo DNA das pessoas com o lipedema e começa a comparar, a gente vai ver que em um paciente o problema pode estar aqui, em outro problema pode estar aqui, em outro problema pode estar aqui, e aí apesar deles levarem a um peixe semelhante, que é os lipedemas, vamos dizer assim, que é a deposição de gordura nas pernas, com aquela sensação de dor, peso e tudo mais, a base deles é diferente, então tem um paciente com um problema no código aqui, o outro no código aqui, o outro aqui, o outro aqui, bom, dessa forma apesar de, e por que isso? Vamos apagar isso aqui, quando a gente vê o metabolismo da gordura, o metabolismo de qualquer coisa no corpo humano, normalmente eu vou simplificar muito aqui, é um evento que leva a outro evento, que vai levar a outro evento, a conversão de alguma enzima, outra proteína, que aí depois aumenta algum outro, e tudo isso no final acaba levando ao a deposição da gordura, por exemplo, então vamos lá, um gene pode atuar aqui, o outro pode atuar aqui, o outro pode atuar nessa proteína ou nesse eixo aqui, ou nesse aqui, a questão é que no final o desfecho acaba sendo semelhante, o aumento da gordura, a deposição da gordura nos membros, mas apesar do desfecho ser semelhante, e aí a gente acaba classificando tudo como lipedema, essa aqui pode ter uma característica um pouquinho diferente dessa aqui, que pode ter uma característica um pouquinho diferente dessa aqui, e o tratamento, se a gente foca o tratamento no desfecho final, nisso aqui, que é o tratamento sintomático, a gente pode ter uma melhora parcial com relação a todos os lipedemas entre aspas aí, agora se a gente quer um resultado melhor, a gente tem que primeiro identificar essas diferentes genéticas, isso aí é essencial, então se a gente consegue identificar esse aqui e descobrir o tratamento para esse aqui, possivelmente vai ser um tratamento bem diferente de um que desse aqui, apesar do desfecho ser o mesmo, o tratamento pode não ser o mesmo, apesar da doença ser parecida, o tratamento pode não ser parecido, então quando a gente está falando do lipedema, que é uma doença bem frequente, 11%, e por que que eu repito isso? Eu repito isso porque quando a gente pega doença de um gen só, vamos lá, aquele azão azinho que eu falei, azão azinho, azão azinho, azão azinho, só isso aqui, só isso aqui atinge 5% da população, então se a gente tem um de 11%, eu tenho mais do que isso, pode ser isso, mais isso, pode ser isso, mais um outro que aí eu posso pegar outra letra, pode ser bezão, bezão, bezinho, bezão, bezinho, bezinho, é outro gen que atua diferente e tudo isso vai aumentando a probabilidade da doença, então a gente acaba fazendo tudo de forma parecida porque é o que a gente tem em mãos, então por isso que existem vários tipos de classificação, a classificação é a gente tenta classificar as doenças para identificar qual que é o melhor tratamento, então isso vale para todas as doenças, sem exceção, então tá aí, então se vocês veem aquela, vamos lá, não vou desenhar tão bem assim, mas existe a classificação do lipedema nas pernas, do lipedema no braço, do lipedema na parte de baixo da perna, tem várias, então para que isso, essa classificação que não é de estágios, é a classificação da profissão, ela pode estar envolvida com a origem, quem tem um lipedema no braço pode ser um defeito genético parecido com outras que tem o lipedema no braço, mas pode não ser tão semelhante de quem tem o lipedema nas pernas, então por isso que a gente faz as classificações e eu queria falar todas tranquilas, que apesar de eu entender que vocês querem buscar solução, a receita de bolo que vai funcionar para todo mundo, vai ser muito difícil por causa disso, quando a gente vê o desfecho, tratamento sintomático, óbvio, tem várias medidas que são plausíveis e que funcionam para muitas pessoas, mas não necessariamente para todo mundo, então a gente trabalha com probabilidades, então o qual que é o tratamento que tem maior probabilidade de dar certo para essa paciente, ele vai sempre buscar o que tem maior probabilidade, pode ser que não dê, mas aí a gente passa para uma segunda estratégia ou mesmo para uma terceira estratégia, então é isso sobre o lipedema e a sua genética e os tratamentos, ok? Então até a próxima!
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.