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Aula 2 — As três "más circulações": artéria, veia e linfa | Circulação em 30 Dias

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Aula 2 — As três "más circulações": artéria, veia e linfa | Circulação em 30 Dias

# Resumo: As Três "Más Circulações" — Artéria, Veia e Linfa O vídeo esclarece que o termo popular "má circulação" é genérico e pode esconder três doenças disti

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Eh, que na na verdade o cirurgião vascular acaba lidando com os canos do corpo, né?

Com os vasos. >> [música] >> Falar para o encanador que tem um problema de encanamento. >> Atrás desse termo moram três doenças diferentes: [música] uma da artéria, uma da veia e uma da linfa.

>> Aí tem diminuição da temperatura, então como não tá chegando o sangue na periferia, não vai elevar a temperatura do local, acaba diminuindo e isso pode ser visto [música] só com a palpação, colocando o dorso da mão, a gente consegue ver que tem um gradiente térmico, né?

Tá quente, quente, quente, frio. Isso chama a atenção ou a gente compara um membro com outro. >> [música] >> E aqui vai o atalho mais útil da aula.

Sentiu a panturrilha contrair, endurecer?

Isso é o seu segundo coração funcionando. >> Dentro da veia existem válvulas que são portinhas que só deixam o sangue subir. Quando essas válvulas param de fechar direito, parte do sangue [música] escorrega de volta e fica represada em baixo.

>> E a mulher sem variz nenhuma?

Veia doente não precisa [música] ser veia visível. A gente com a válvula falhando numa veia lá dentro, >> [música] >> onde ninguém vê, com todos esses sintomas. A terceira pessoa é uma mulher de 60 [música] e tantos anos que já teve erisipela numa perna, aquela vermelhidão com [música] febre.

A que dói andando e tem o pé frio, a que incha no fim do [música] dia e faz a cova no tornozelo ou a que amanhece inchada e não forma prega no dedo?

Pode ser mais de uma, [música] porque elas convivem. Volta às três pessoas. Elevar [música] a perna alivia da veia, porque ajuda o sangue a voltar.

Transcrição completa do vídeo

Três pessoas [música] chegam ao consultório com a mesma frase: "Doutor, eu tenho má circulação".
As três saem com diagnósticos diferentes [música] e com condutas que, em alguns pontos, são opostas.
>> [música] >> Má circulação é um termo que eu não gosto muito, é um termo extremamente genérico.
Eh, pode significar um problema tanto na no sistema arterial como [música] no sistema venoso, como no no sistema linfático.
Eh, que na na verdade o cirurgião vascular acaba lidando com os canos do corpo, né? Com os vasos.
>> [música] >> Falar para o encanador que tem um problema de encanamento.
>> Atrás desse termo moram três doenças diferentes: [música] uma da artéria, uma da veia e uma da linfa.
São as três más circulações e elas dão sintomas diferentes, pedem condutas diferentes [música] e, em alguns pontos, condutas opostas.
Esta aula organiza [música] todas as outras.
Quase toda pergunta do tipo "Eu posso fazer isso?" depende de qual das três é a sua.
Para reconhecer a sua, a gente acompanha três [música] pessoas típicas do consultório, sem nome.
>> [música] >> A primeira pessoa é um homem de mais de 60 anos que fumou [música] boa parte da vida.
Parado, não sente nada.
A dor aparece andando.
Depois de dois quarteirões, a panturrilha aperta, >> [música] >> ele para na vitrine, a dor passa em poucos minutos e ele anda de novo.
A artéria é o cano que leva o sangue [música] com oxigênio do coração para a perna.
Quando ela vai estreitando, chega menos oxigênio no músculo e o músculo só reclama quando é exigido.
Por isso, o sintoma clássico não é dor parada, é dor andando.
>> A dor da aterosclerose, ela é muito típica, ela se chama claudicação intermitente.
São pessoas que caminham e [música] aí tem que parar por causa da dor.
Essa parada fica um tempinho, aí melhora da dor, aí volta a caminhar.
Essa é uma dor típica.
>> A diretriz [música] americana de doença arterial define claudicação como dor ou cansaço nos músculos [música] da perna que aparece ao caminhar e passa ao parar, em geral, em uns 10 minutos.
[música] No exame, o médico procura o que costuma vir junto: o pé frio, [música] o pulso fraco no pé, o pelo que raleou numa perna e não na outra e a unha daquele lado que muda de aspecto.
O pé frio dá para sentir em casa e o doutor Alexandre explica como.
>> Aí tem diminuição da temperatura, então como não tá chegando o sangue na periferia, não vai elevar a temperatura do local, acaba diminuindo e isso pode ser visto [música] só com a palpação, colocando o dorso da mão, a gente consegue ver que tem um gradiente térmico, né? Tá quente, quente, quente, frio.
Isso chama a atenção ou a gente compara um membro com outro.
>> [música] >> E aqui vai o atalho mais útil da aula.
Repare, a perna desse homem dói, mas não incha.
Inchaço [música] praticamente não é da artéria.
>> Agora o inchaço é outro sintoma que pode acontecer e ajuda bastante a diferenciar os problemas arteriais dos problemas venosos.
Quando tá inchado, é muito raro ser um problema das artérias.
Quando tá inchado, ou é um problema venoso ou é um problema linfático.
>> Se a sua perna incha, o mais comum é a veia ou a linfa.
Mas o coração, os rins, o fígado e alguns remédios de pressão também incham as duas pernas [música] e quem separa é o médico.
A veia é para onde a segunda pessoa leva a gente.
>> [música] >> A segunda pessoa é uma mulher de 50 e poucos anos que passa o dia em pé.
De manhã, [música] a perna está boa.
No fim da tarde, vem o peso, o inchaço no [música] tornozelo, a marca da meia ao tirar o sapato e às vezes cãibra à noite.
>> [música] >> Deitada com a perna para cima alivia, porque a gravidade passa a trabalhar a favor [música] e nenhuma variza aparece por fora.
A veia é o caminho de volta.
>> [música] >> O sangue precisa subir da perna até o coração contra a gravidade e quem empurra ele para cima é o músculo da panturrilha.
Por isso a panturrilha é o segundo coração.
[música] Sinta isso agora junto com o doutor Alexandre.
>> Faz agora comigo.
Aperta o pé contra o chão como se quisesse ficar na ponta.
Segura e solta.
Sentiu a panturrilha contrair, endurecer? Isso é o seu segundo coração funcionando.
>> Dentro da veia existem válvulas que são portinhas que só deixam o sangue subir.
Quando essas válvulas param de fechar direito, parte do sangue [música] escorrega de volta e fica represada em baixo.
Quando as válvulas falham, o sangue [música] volta para baixo, o chamado refluxo.
O peso e a dor aparecem depois de muito tempo em pé [música] e aliviam ao elevar a perna.
E tem um teste de fim de dia.
Aperte com polegar a pele do tornozelo contra o osso por cinco segundos.
Se fica uma cova que demora voltar, é líquido acumulado e o doutor Alexandre explica [música] o que isso significa.
>> Uma outra diferença é: o inchaço venoso, ele vai piorando ao longo do dia.
Então é aquela pessoa que acorda sem inchaço nenhum e no final do dia aperta o dedo lá e forma a depressão.
[música] Essa depressão é importante no diagnóstico do do inchaço.
>> E a mulher sem variz nenhuma? Veia doente não precisa [música] ser veia visível.
A gente com a válvula falhando numa veia lá dentro, >> [música] >> onde ninguém vê, com todos esses sintomas.
A terceira pessoa é uma mulher de 60 [música] e tantos anos que já teve erisipela numa perna, aquela vermelhidão com [música] febre.
O inchaço dela é diferente, cede pouco e devagar com repouso e ela acorda com a perna ainda inchada.
>> [música] >> Costuma pegar o pé inteiro e os dedos e a pele ali está mais grossa, mais dura, mais difícil [música] de pinçar.
O sistema linfático é uma rede paralela, bem mais [música] fina, que recolhe o líquido que sobra entre as células e devolve para a circulação.
Quando essa rede falha, [música] o líquido fica parado no tecido e vira esse inchaço.
Comparado com o da veia, o doutor Alexandre explica [música] a diferença.
>> O linfático, por outro lado, principalmente quando já tem o dano na na na pele, ele vai ser mais rígido, então ele vai ter uma depressão, mas não vai ser uma depressão tão grande assim.
E o inchaço venoso, quando levanta [música] as pernas, ele tende a diminuir relativamente rápido.
O linfático, como as vias linfáticas estão obstruídas, ao >> [música] >> levantar a perna, vai diminuir, mas vai ser mais lento esse esvaziamento dos membros.
[música] >> Existe um teste caseiro para isso e o doutor Alexandre mostra como fazer.
>> Sente-se confortavelmente, escolha um dos dedos do pé, de preferência o segundo dedo, e com os dedos da mão, tente pinçar a pele na parte de cima da parte do dedo do que você está examinando, puxando suavemente a pele entre o polegar e o indicador.
Se você conseguir levantar a pele com facilidade, formando uma pequena prega, o teste é negativo.
Se não conseguir levantar a pele ou se ela estiver muito rígida, sem formar a prega, isso pode ser um sinal positivo para linfedema, ou seja, um acúmulo de linfa nos tecidos, geralmente causado então pelo problema no sistema linfático.
Esse achado [música] é chamado de sinal de Stemmer positivo e, embora não confirme o diagnóstico por si só, é um alerta importante para buscar avaliação médica.
>> Esse [música] sinal, o da prega que não levanta, aponta maior parte dos casos de linfedema confirmados por exame de imagem, >> [música] >> mas não fecha o diagnóstico sozinho.
Com suspeita alta, mesmo negativo, é caso de avaliação [música] com exame.
Erisipela e linfa andam juntas.
A infecção pode machucar os vasos da linfa e uma linfa [música] que já funcionava mal facilita a infecção.
Por isso a perna fica mais sujeita a inchar e a repetir o episódio.
>> Vamos falar um um pouquinho de erisipela.
Quem teve uma erisipela, a infecção, já teve dano dos vasos linfáticos da da perna acometida.
[música] Essa perna vai ficar mais sujeita a outras infecções, a outras erisipelas e, possivelmente, até mesmo a mais inchaço.
Então, >> [música] >> tem que ter os cuidados locais, tem que cuidar da pele, tem que olhar entre os dedos, tem que verificar se tem alguma ferida.
>> No estudo de casos e controles, o linfedema e a perna [música] inchada aumentaram o risco de erisipela e feridas e frieira entre os dedos foram a porta de entrada.
>> [música] >> E uma perna que fica vermelha, quente e com febre não espera consulta da semana, >> [música] >> é atendimento no mesmo dia.
Marca agora no diário.
Hoje, qual das três se parece [música] mais com você? A que dói andando e tem o pé frio, a que incha no fim do [música] dia e faz a cova no tornozelo ou a que amanhece inchada e não forma prega no dedo? Pode ser mais de uma, [música] porque elas convivem.
Volta às três pessoas.
Elevar [música] a perna alivia da veia, porque ajuda o sangue a voltar.
Na doença arterial [música] grave, elevar não resolve, porque ali o problema é o sangue chegar [música] e subir a perna a trabalhar contra a chegada.
>> Então, é é muito frequente as pessoas saírem falando: "Ah, é só levantar as pernas aí que que tá tudo bem".
Mas, veja, no se se a gente tiver falando do sistema venoso, do sistema linfático, a posição de Trendelenburg vai vai ajudar.
Pode ficar com as pernas elevadas que vai fazer bem.
Agora, quando a gente tá falando de doença [música] arterial, ficar com a perna elevada vai trazer sintoma, vai vai trazer uma piora da doença.
>> Os textos de referência [música] sobre doença arterial descrevem que a dor por falta de sangue em repouso piora com a perna elevada e alivia com ela para baixo, o oposto da veia.
Muita gente acha que meia serve para qualquer perna.
A meia de compressão [música] é um dos melhores tratamentos que existem para veia e ajuda também na linfa.
Na doença arterial grave, ela pode ser contraindicada, [música] porque apertar uma perna que já recebe pouco sangue piora o que já estava ruim.
>> Eu vejo as pessoas falando: "Ah, vou colocar a meia elástica por causa da circulação".
Não é bem assim, gente, porque a meia elástica ela pode ajudar num problema venoso e num problema linfático, mas num problema arterial, ela pode até mesmo piorar.
Então, é importantíssimo [música] fazer o diagnóstico do seu problema com o cirurgião vascular.
>> O consenso internacional sobre compressão [música] diz que a doença arterial grave contraindicação à meia e que, com pulso do pé fraco ou ausente, é preciso antes comparar a pressão [música] do tornozelo com a do braço num exame simples de consultório.
Por isso, na semana da meia, quem está num [música] destes três grupos passa por avaliação médica antes e não compra meia por conta própria.
>> [música] >> Quem tem diabetes há muitos anos entra na lista, porque pode ter artéria estreitada sem a dor clássica, sobretudo se os pés já perderam [música] sensibilidade.
Movimento ajuda as três.
>> [música] >> Na dor de caminhar, a claudicação, a caminhada é o próprio tratamento, com [música] regra.
Caminhar até a dor ficar moderada, parar, esperar passar [música] e voltar a andar.
Quem tem doença arterial conhecida combina intensidade com médico antes da rotina [música] de 10 minutos.
E dor no pé parado, um dedo do pé ficando escuro [música] ou ferida que não cicatriza não é caso de caminhar.
Procure cirurgião vascular hoje ou amanhã.
A diretriz [música] americana de doença arterial recomenda o exercício estruturado como tratamento [música] inicial da claudicação.
Caminhar até a dor moderada, descansar e retomar aumentando aos poucos.
[música] Sobre as válvulas, a pergunta que mais chega aqui.
>> Não existe nenhum tratamento, nem natural, nem não natural, que restabeleça a função dessas válvulas venosas.
>> Os tratamentos de rotina não [música] devolvem a função da válvula que estragou.
Reparo direto existe só em [música] casos raros e selecionados.
O que o tratamento faz é cuidar da veia doente e [música] do sintoma que ela causa.
Por isso este curso trabalha com controle e não com conserto.
Três pessoas, a mesma [música] frase e três más circulações: artéria, veia e linfa.
Três doenças, [música] três condutas e é a sua que manda no resto do curso.
A missão da semana é anotar a sua no diário ainda nesta [música] semana.
Na próxima aula, os sinais que não esperam com cartão [música] de alerta.
O que é pronto socorro hoje e o que é consulta nesta semana.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.