O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é obstruído, frequentemente por placas de aterosclerose nas artérias
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Como Evitar um Derrame: O Que Ninguém Te Conta Sobre AVC
Pode ser uma dificuldade na fala, uma dificuldade para caminhar, uma fraqueza de repente em um lado do corpo, uma dormência na face nos membros, um desvio de riso que seria puxar o sorriso para um lado, começar a falar meio confuso.
Normalmente, são os fatores de piora de uma aterosclerose. Então, uma idade, idade acima de 60 anos, tabagismo, a hipertensão, diabetes, uma dificuldade na fala, tudo isso é sinal de que provavelmente vai ter um novo evento.
A gente tem exames que são excelentes para isso, por exemplo, o ecodoppler de carótidas. A questão é que não faz sentido a gente sair fazendo em todo o mundo, tem que ter um racional por trás disso. Então, eu vou colocar aqui embaixo, só você clicar, responder as perguntas, que você vai saber qual é a sua necessidade de fazer esse rastreamento.
A gente pode discutir, se vocês quiserem, só comentar lá embaixo, eu posso falar sobre o uso da estatina no colesterol, no HDL, LDL, que é também um assunto muito interessante, mas agora eu estou falando de tratamento, então não é porque você viu em algum lugar que a estatina pode fazer mal de forma genérica, que você não vai usar o tratamento para doença, são exatamente as estatinas que mudaram a evolução da placa de carótida.
Sim, mas na hora que a doença já está estabelecida, os trabalhos mostram que a evidência está lá, só não enxerga quem não quer. Então, o que esses medicamentos fazem de mudança de evolução é impressionante, então a gente tem que usar os medicamentos de forma adequada, mas a gente não pode esquecer dos medicamentos para tratar as doenças coadjuvantes, então tem medicamento para diabetes, tem que tratar diabetes, tem medicamento para pressão, tem que tratar a pressão, e mesmo assim, eu estou falando só de medicação por aqui, mas não quer dizer que não tem que mudar o hábito de vida.
Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e eu vou falar hoje como evitar um derrame, como evitar um AVC, como evitar um acidente esquêmico transitório, um acidente cerebral. Então, na verdade, é como evitar que, por alguma razão, algo impeça o seu cérebro de ser oxigenado. Como as artérias que regem o cérebro são de competência do cirurgião vascular, a gente acaba lidando muito com a profilaxia e com o tratamento dessas lesões, principalmente quando são esquêmicas. Existe o AVC esquêmico, existe o AVC hemorrágico. Hemorrágico é aquele que tem um sangramento dentro do cérebro. Agora, quando é esquêmico, quer dizer que algo impediu de chegar o sangue oxigenado lá no cérebro e acabou levando a essa hipóxia, essa falta de oxigenação. E o cérebro é um órgão esponja, ele precisa de muito oxigênio. É um dos órgãos que mais necessita oxigênio para manter a gente vivo e bem. Então, quando tem uma pequena queda nesse oxigênio, é o que leva, assim, desmaio rápido, se fica um pouquinho mais de tempo, já tem uma lesão mais grave. Então, quando a gente está falando desse derrame, a gente está falando também da aterosclerose, que são essas lesões nas artérias, e aí as artérias são carótida e as artérias vertebrais que levam o sangue lá para o cérebro. Tendo um desenvolvimento de uma placa, principalmente nessa bifurcação carotídia, essa placa pode levar lentamente uma oclusão dessa região, ou ela pode criar pequenos fragmentos que vão se soltar e parar lá no cérebro, causando pequenas áreas de isquemia. E essas áreas de isquemia vão levar a sintomas diferentes. O acidente vascular cerebral é uma emergência médica. Então, se você tem a suspeita de um AVC ou de um AIT, a minha sugestão é que ligue para 192 e seja atendido o mais rápido possível. Porque o tratamento precoce, pode reverter uma situação dessa e vai mudar a sua evolução. Então, quais são os principais sintomas? Pode ser uma dificuldade na fala, uma dificuldade para caminhar, uma fraqueza de repente em um lado do corpo, uma dormência na face nos membros, um desvio de riso que seria puxar o sorriso para um lado, começar a falar meio confuso. Tudo isso pode sugerir um derrame. Se você tiver qualquer um desses sintomas, de novo procure ajuda médica imediata. A questão é que essas placas nas carotidas ou mesmo nas vertebrais, elas antes de causarem um derrame ou causarem um acidente esquêmico transitório, muitas vezes não trazem sintoma nenhum, você não sente nada. Então, são pacientes assintomáticos que não doem, você não consegue sentir a falta de fluxo, isso não tem como acontecer, elas são de verdade silenciosas. Então, essas placas vão crescendo lentamente até um momento que acontece o primeiro sintoma. E aí, o primeiro sintoma pode ser de vez já de cara um derrame ou um acidente esquêmico transitório. E aí, o paciente que teve o acidente esquêmico transitório, que nada mais é do que um derrame também, mas que regride no mesmo dia esse acidente esquêmico transitório, acaba sendo o primeiro sintoma. E aí, dependendo da situação clínica do paciente, ele vai ter maior ou menor risco de um novo derrame, um novo acidente esquêmico transitório. Então, o que vai levar a isso? Normalmente, são os fatores de piora de uma aterosclerose. Então, uma idade, idade acima de 60 anos, tabagismo, a hipertensão, diabetes, uma dificuldade na fala, tudo isso é sinal de que provavelmente vai ter um novo evento. Então, é muito importante entender o que é o screening, o screening é o rastreamento. É importante a gente diagnosticar o paciente que tem essa lesão antes dele ter o derrame ou acidente esquêmico transitório. Seria interessante a gente pegar esses pacientes assintomáticos que têm essa formação de placa e tratá-los antes. Agora, como fazer isso com os métodos de screening? A gente tem exames que são excelentes para isso, por exemplo, o ecodoppler de carótidas. A questão é que não faz sentido a gente sair fazendo em todo o mundo, tem que ter um racional por trás disso. Então, eu vou colocar aqui embaixo, só você clicar, responder as perguntas, que você vai saber qual é a sua necessidade de fazer esse rastreamento. Agora, sobre o tratamento. Se você tem essa placa, é importante saber que o tratamento pode ser diferente do paciente assintomático do paciente sintomático. Mas sempre vai envolver o, hoje em dia, chamado de maximum medical therapy. É o tratamento mais próximo do máximo possível para evitar a progressão dessa doença e, se possível, até regredir um pouquinho. A questão é que o tratamento envolve um outro medicamento que as pessoas adoram comentar e ter uma opinião forte sobre isso, que são as estatinas. Então, eu já vi vídeo falando da estatina mata, a estatina faz mal. Então, deixa eu diferenciar antes uma coisa de outra. Uma coisa é falar sobre o tratamento medicamentoso de uma doença que já existe, a doença está lá. Então, quando a gente fala do uso da estatina no tratamento de uma placa aterosclerótica, eu não estou mais falando de profilaxia da placa, profilaxia da aterosclerose. Eu estou falando da profilaxia de um derrame, estou falando da profilaxia do AVC e do AIT. É outra coisa, tratamento não é profilaxia, tá bom? Agora, quando a gente está falando de pessoas bem mais jovens, a questão de quantidade de colesterol no sangue, se vale a pena entrar ou não com estatina, o vídeo não é sobre isso, tá bom? A gente pode discutir, se vocês quiserem, só comentar lá embaixo, eu posso falar sobre o uso da estatina no colesterol, no HDL, LDL, que é também um assunto muito interessante, mas agora eu estou falando de tratamento, então não é porque você viu em algum lugar que a estatina pode fazer mal de forma genérica, que você não vai usar o tratamento para doença, são exatamente as estatinas que mudaram a evolução da placa de carótida. Há 25 anos atrás, o que a gente tinha de melhor era cirurgia. Hoje em dia, exatamente por causa do Best Medical Therapy, que inclui o uso das estatinas, que a gente reverteu isso e fica discutível se a cirurgia é ou não indicada em determinado caso, exatamente porque o uso da medicação é capaz de evitar essa ocorrência de uma lesão cerebral. Às vezes a gente tem que colocar na balança, então o medicamento que pode trazer algum malefício, ele pode trazer tanto benefício por outro lado, que vale a pena, então é isso que a gente está conversando aqui. Houve também um avanço enorme nas medicações antiplaquetárias, anti-coagulantes, que afinam o sangue. Ah, elas podem trazer algum malefício? Sim, mas na hora que a doença já está estabelecida, os trabalhos mostram que a evidência está lá, só não enxerga quem não quer. Então, o que esses medicamentos fazem de mudança de evolução é impressionante, então a gente tem que usar os medicamentos de forma adequada, mas a gente não pode esquecer dos medicamentos para tratar as doenças coadjuvantes, então tem medicamento para diabetes, tem que tratar diabetes, tem medicamento para pressão, tem que tratar a pressão, e mesmo assim, eu estou falando só de medicação por aqui, mas não quer dizer que não tem que mudar o hábito de vida. É interessante que às vezes alguém fala, ah, eu não vou usar determinado medicamento, porque eu acho que esse medicamento faz mal, ok, e essa pessoa está lá fumando, não faz sentido, gente, então a gente tem que colocar na balança, se você não vai colocar a culpa no medicamento de algo que você está fazendo, o seu estilo de vida está completamente errado. Então, eu vou colocar um link aqui embaixo sobre um livro também sobre estilo de vida, vale a pena dar uma lida. Então, o que os trabalhos mais recentes mostram é que para o paciente assintomático, o tratamento otimizado de forma clínica conservadora pode chegar muito próximo dos resultados de cirurgia, então se você faz tudo certinho, você pode evitar entrar na faca, por que não? Agora, quando a gente fala de cirurgia, a gente tem várias técnicas hoje em dia, mas a gente consegue resumir em duas principais, a cirurgia aberta, que faz o corte aqui no pescoço, e a gente retira essa placa através desse corte, é uma cirurgia bem estabelecida, uma cirurgia que mostra uma segurança bem estabelecida em hospitais de ponta, e nós temos a cirurgia endovascular, em que a gente coloca estente para abrir essa artéria. Então, a cirurgia endovascular, você pode ver o estente, ele é perfurado, então na hora que a gente abre e coloca na artéria, ele pode fragmentar e embolizar para o cérebro, causando pequenas áreas de esquemia. Obviamente, existem métodos para a gente diminuir esse risco, mas tem que entender que essa é uma preocupação nossa, enquanto na cirurgia aberta a preocupação é porque o cérebro vai ficar um determinado período sem essa oxigenação, esse tempo tem que ser bem encurtado e fazendo dessa forma a segurança é assegurada. Agora, qual técnica é melhor? Vou operar de técnica aberta, vou operar por uma cirurgia endovascular e colocar um estente, ambas as técnicas têm as suas vantagens e desvantagens, o importante é entender o que está influenciando nisso. Falando de uma forma geral, a cirurgia aberta vai ter um risco um pouquinho maior de um evento cardiovascular, um possível infarto na cirurgia e a técnica endovascular com a colocação do estente tem um risco maior de um evento cerebral. Agora, veja, a gente está falando ou de um paciente assintomático, então a cirurgia tem que, é para evitar ter um evento cerebral, imagina que a gente faz um procedimento, o paciente não tinha nada e aí tem um DRAM e um AVC, a cirurgia acabou desencadeando exatamente o que ela foi feita para evitar. A gente só indica a cirurgia quando o risco de não fazer nada é maior do que o risco da cirurgia, então tem que colocar na balança, isso é muito importante, o cirurgião vascular está lá para te ajudar a tomar essa decisão. Então considerando todos esses fatores, aspectos, lembre que a anatomia pode ser diferente de cada um, então um pode não ser possível colocar um estente porque não consegue chegar até lá, por exemplo, no outro a cirurgia aberta pode ser bem mais difícil porque a lesão é muito alta, então a gente tem que levar em consideração tudo isso para dizer o que é melhor para um paciente, o que é é melhor para outro e quem vai te ajudar nisso é sem sombra de dúvidas, a cirurgia vascular que tem a competência para realizar também a cirurgia vascular. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, clica no sininho para receber notificação de novos vídeos e até o próximo. Legendas pela comunidade de Amara.org
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.