O especialista responde a dúvidas sobre doenças da coluna, enfatizando que a avaliação médica presencial é fundamental, pois o exame físico complementa os achad
Então, sem dúvida, é, precisa procurar um especialista aí para te atender, para te examinar e te orientar corretamente.
Olha, pode, pode responder.
Então, o paciente que tem alterações, por exemplo, no caso da hernia lombar, que tem alterações mixionais ou que tem alterações importantes de sensibilidade, alterações motoras, aí a gente realmente se preocupa mais.
Da dor por conta dessa hernia. A Mila tá fazendo uma pergunta, eu vou tentar responder.
Então, por exemplo, se for uma hernia de dor, geralmente irradiada da lombar, que desce para a perna e chega até o joelho, pode ser, por exemplo, uma compressão desse nervo por uma hernia de disco, um bico de papagaio, alguma coisa do tipo.
A gente recebeu algumas perguntas mais cedo. Eu não sei se já se encontra aqui com a gente a Marta, que fez uma pergunta aí na caixa de perguntas. A Marta perguntou, boa noite, sou Marta, tenho aína cervical, medula comprimida e mielomalácia e companhia.
O que faço? Então, então, Marta, sem dúvida é importante procurar o seu médico, especialista aí em coluna, né, para ver as orientações. A gente usa muito, né, na nossa especialidade, o exame físico, né? Então, por mais que a gente, até com a pandemia, com a telemedicina, a gente tem conseguido ajudar muitos pacientes à distância, o exame físico ainda, ele nos diz muita coisa, né? Então, essa sua descrição, ela me mostra um pouco do provável, né, do laudo provável da ressonância que foi feito, mas o mais importante aí é saber quais são os seus sintomas, né? Para, dessa forma, a gente conseguir orientar um pouco do que pode ser feito como tratamento, né, clínico ou cirúrgico, né? Então, sem dúvida, é, precisa procurar um especialista aí para te atender, para te examinar e te orientar corretamente. Nós temos uma pergunta aqui da Isadora também, ó, a hiena de disco estrusa pode regredir através de reabilitação? Já tiveram algum caso que a hernia de disco estrusa regrediu? Quer responder, Mari? Você quer começar? Pode começar.
Ou você quer que eu responda? Posso responder? Olha, pode, pode responder. Na realidade, a hernia de disco estrusa, ela não significa muita coisa se ela não tiver acompanhada de sintomas importantes de acometimento neurológico, né? Então, o paciente que tem alterações, por exemplo, no caso da hernia lombar, que tem alterações mixionais ou que tem alterações importantes de sensibilidade, alterações motoras, aí a gente realmente se preocupa mais. Mas, no caso da hernia ser estrusa, sem nenhum tipo de comprometimento mais importante, é possível, sim, a gente fazer um tratamento com fisioterapia, enfim, aliado a outros tratamentos que o médico geralmente passa, até medicamentoso, e é possível a gente ter um alívio da dor, né? Da dor por conta dessa hernia.
A Mila tá fazendo uma pergunta, eu vou tentar responder. Ela pergunta por que quem tem hernia de disco lombar tem dor no joelho? Eu acho que existem possibilidades diversas aí para essa situação, né? Por exemplo, uma hernia de disco na coluna lombar alta, ela pode comprimir uma raiz nervosa que chega ali na projeção do joelho, né? Então, por exemplo, se for uma hernia de dor, geralmente irradiada da lombar, que desce para a perna e chega até o joelho, pode ser, por exemplo, uma compressão desse nervo por uma hernia de disco, um bico de papagaio, alguma coisa do tipo. Mas, mais frequente do que isso, assim como a coluna, os quadris, os joelhos, eles são articulações de carga, né? Elas são articulações que suportam o nosso peso, o que a gente faz no dia a dia, né? Então, é muito comum a gente ver pacientes com dor na lombar, no quadril, no joelho, né? Então, às vezes, a causa por trás dessas dores, ela pode ser a mesma, né? Então, é uma pergunta bem interessante, mas realmente, no seu caso, realmente precisaria.
Eu vou responder uma das perguntas que chegou antes aqui, que é da Luana. Ela pergunta se hérnia estrusa tem outra solução que não a cirurgia. Então, a gente já vem conversando disso em algumas respostas aí, mas eu queria salientar que as hérnias de disco, pelo menos 80% das hérnias de disco, de uma forma geral, elas têm o tratamento clínico, né? Então, a maioria melhora com o tratamento clínico, ou seja, tratamento conservador.
No início, né, quando a dor é muito aguda, a gente prefere o repouso, depois a gente inicia com uma fisioterapia analgésica e uma reabilitação de forma bem gradativa e isso realmente traz melhora na grande maioria dos pacientes, né? Uma preocupação que muitos pacientes têm é com relação à imagem, né? E isso a gente tenta separar um pouco, né? Converso muito sobre isso aí nas consultas. O paciente fica preocupado, essa hérnia estrusa é grande, será que ela vai sumir? O que vai acontecer? Então, é bem possível, se for uma hérnia estrusa, uma hérnia mole, principalmente, com a estrusão do núcleo, é bem possível que ela absorva de forma, sem necessidade de cirurgia, mas o paciente não precisa se preocupar com isso, né? Ele precisa se preocupar com a melhora dos seus sintomas, né? Esse é o foco, não precisa ser feita uma ressonância, por exemplo, depois para saber se a hérnia sumiu. Se o paciente melhorou dos seus sintomas, tá no caminho certo, né? Então, Luana, a hérnia estrusa tem a solução que é o tratamento conservador, a cirurgia, ela é indicada na falha do tratamento clínico conservador.
E a outra pergunta que chegou mais cedo é da Lu M. Fernandes, ou Lu Fernandes, não consegui identificar o nome aqui de forma correta, peço desculpa se eu errei, mas a pergunta é a seguinte, tenho hérnia de disco L5 e escoliose, sinto dores, o que fazer? Fiz físio e faço pilates. Você responde essa? Respondo, respondo. Bom, a escoliose, dependendo do grau da escoliose, muitas pessoas têm escoliose, né? Que são as alterações da curvatura da coluna.
Não acho que tem que ser uma preocupação, dependendo do grau que for essa escoliose. E a hérnia, como o doutor Marcelo já falou, dependendo se é uma hérnia mais crônica ou se é uma queixa mais aguda ou se já fez alguma outra intervenção, também não é nenhum fator que possa complicar. O que eu acho é que assim, quando uma pessoa fala, eu já fiz fisioterapia e eu não melhorei, né? Existem muitos profissionais, muitos profissionais aí de fisioterapia e o que eu acredito é que quando você procura fisioterapia, você tem que procurar um profissional capacitado para aquele tipo de doença que você tem, né? É complicado falar, mas às vezes as pessoas fazem fisioterapia e elas fazem uma analogia a fisioterapia e choquinho.
E daí a pessoa fez fisioterapia. O choquinho, que na verdade é o TENS, que todo mundo conhece, porque muita gente usa e já usou, ele só é mais um meio analgésico. É como se você estivesse tomando um remédio analgésico para aliviar a dor.
Se você vai para a fisioterapia, você só faz o choquinho e vai embora para a sua casa, você não fez fisioterapia. Então, o que eu quero dizer é que busque um profissional, além de um médico, né, que possa te acompanhar corretamente, um profissional que consiga te avaliar corretamente e tratar realmente a causa da sua dor e não o sintoma que é a dor, né? Então, quando você diz que você faz a fisioterapia, você precisa realmente ter passado por um profissional que te avaliou corretamente, que mexeu em você, que cuidou da sua coluna, que colocou a mão em você e não só um choquinho. Eu não sei se esse é o caso, mas é que é o caso de muita gente, né, que associa aí a fisioterapia com o calorzinho e o choquinho.
Daí calorzinho e choquinho e, na realidade, isso não é fisioterapia, né? Em relação ao pilates, eu acho que o pilates ajuda muito para as questões lombares, tá? Mas, de novo, eu acho que tem que ser um pilates que realmente seja com um profissional que se preocupa com a sua ativação abdominal, com a musculatura de tronco que você está ativando, com a concentração que você tem no movimento, é difícil de falar de pilates quando você vai para uma aula com uma turma de cinco alunos, aí todo mundo está falando ao mesmo tempo e um dos princípios do pilates é concentração. Então, não é para conversar, é para se concentrar no exercício, não importa o número de repetições, né? O pilates sempre fala que se você faz bem, se você faz direito, você pode fazer cinco que é o suficiente. Então, é um pouco isso, assim, quando se fala em pilates, prestar atenção em qual tipo de aula que você está fazendo, qual profissional que está te orientando, porque eu realmente levanto a bandeira e eu acho que vale a pena, só precisa esses ajustes aí, né? É, claro.
O que não está certo é viver sentindo dor, né? Acho que a gente não pode desistir de melhorar nessas situações. E aí, o que eu costumo dizer, se a pessoa está fazendo aquela mesma coisa já há muito tempo e está tendo dor, alguma coisa tem que mudar. O tratamento, tanto o tratamento cirúrgico, o tratamento de dor da coluna, ambos evoluíram demais nos últimos anos, né? A gente sempre tem alguma coisa para pensar junto do paciente, para tentar ajudar de uma forma mais a curto prazo, mas é importante que o paciente, né, a pessoa que sente dor na coluna entenda que o tratamento físico, ele é essencial, né? E o fisioterapeuta é o mais adequado para fazer esse acompanhamento, para fazer essa reabilitação e ninguém pode desistir, né? Às vezes mudar uma modalidade, alguma coisa tem que mudar, se não está dando certo, alguma coisa tem que mudar.
E eu digo isso porque a causa das doenças da coluna, eu disse isso acho que no vídeo que a gente fez essa semana, mas ela é multifatorial, né? Os fatores genéticos, eles estão muito envolvidos, né? A maior parte do problema é a genética, o envelhecimento, né? Vem aí para piorar a situação, mas aí os hábitos que a pessoa adota, hábitos alimentares, de hidratação, hábitos, né? E aí principalmente os hábitos de postura e os hábitos de atividade física. Então exercício físico feito demais, de menos ou de forma errada, vão prejudicar a coluna. Então cada pessoa precisa encontrar o ponto de equilíbrio, né? E esse ponto de equilíbrio nas atividades físicas, na postura, eles precisam de ajuda, né? E o fisioterapeuta, do meu ponto de vista, é o profissional mais adequado para ajudar aí nessa situação.
A Silvia Vieira, ela diz que começou a sentir dor na cervical recentemente, pelo costume de se projetar para frente para trabalhar no computador. Essa dor já indica a hérnia ou pode ser apenas um aviso de alerta do corpo? Mari. Bom, essa dor ela não indica a hérnia só porque tem uma dor na cervical, né? Realmente precisa passar por uma avaliação médica, enfim, para entender o que está acontecendo, mas no geral é muito comum, principalmente quando a gente fala de cervical, existir aí um grande tensionamento de toda a musculatura cervical e de cintura escapular, quando se passa muitas horas em frente ao computador, com a cabeça posicionada de maneira errada, então anteriorizando assim a cabeça ou flexionando demais o pescoço e também associa-se aí a questão do estresse, né? Da tensão, às vezes, do trabalho com essas dores.
Então essas dores elas podem ser musculares, sim, e aí vira um ciclo, né? Porque aí a musculatura começa a doer, você começa a adotar uma postura antálgica, que nem sempre é a correta, daí a musculatura dói mais, aí a cintura escapular começa a não trabalhar direito e você faz os movimentos de maneira errada, então acaba virando uma cadeia de coisas. Então não necessariamente a dor na cervical é um indício de hérnia, tá? Mas é um indício de que tem alguma coisa errada, que talvez a postura esteja incorreta ou que a musculatura está sofrendo aí de alguma maneira. A Dayane, ela pergunta, a pessoa que está fazendo fisioterapia há meses e continua com dor, deve conviver com a dor e continuar com a fisio ou recorrer à cirurgia? Como vocês decidem por casos assim? Quer falar um pouco, Mari, depois eu vou fazer o comentário completo.
É, acho que você já até começou a falar, né, que quem convive muito tempo com a dor precisa buscar uma alternativa, porque alguma coisa está errada, né? Então ou é a fisioterapia que está errada, que não está indo aí no que se deve, no ponto, né? É importante a gente pensar em tratar aonde está a dor, né? E não o sintoma. Então, da onde está vindo essa dor? Uma avaliação bem feita consegue identificar que muitas vezes a dor está vindo, às vezes, de outro lugar que não aquele onde você está sentindo a dor. Não sei se deu pra entender, mas é isso.
Assim, nem sempre a causa da dor é onde a dor acontece, né? Então eu acho que realmente tem que buscar aí uma outra opção, de repente, uma outra alternativa e a questão da indicação cirúrgica acho que você pode responder. É, com relação à cirurgia, né, eu acho que o que é importante divulgar, né, para todos é realmente a questão dos sinais de alerta, né, que eu atentei aí mais cedo, mas sem dúvida a dor quando ela se cronifica, né, e já o paciente com tratamento medicamentoso e com várias sessões de fisioterapia e outros métodos, né, no currículo, digamos assim, as cirurgias, elas são aventadas certamente, né? E hoje a gente tem muitas alternativas de tratamento pra dor, né, da coluna que a gente nem chama de cirurgia, né, são procedimentos, né, então infiltrações, bloqueios, radiofrequência, né, até o Márcio aqui também comentou dos procedimentos de dissectomia percutânea, né, então também são procedimentos que a gente faz que, assim, são cortes pequenos, né, às vezes de 8 milímetros, 7 milímetros para fazer um tratamento aí de uma hérnia de disco, né, então realmente o avanço aí da tecnologia ajudou muito e a gente consegue, felizmente, aliviar aí o sofrimento de muitas pessoas. Pode falar, Mari, a gente tem 5 minutos.
Eu vi que tem uma pergunta aqui, que eu não sei se eu entendi direito, mas é sobre se os tratamentos cirúrgicos ou minimamente invasivos podem ser feitos em conjunto com a fisioterapia, acho que foi isso que eu entendi da pergunta, se algo pode ser feito em conjunto com a fisioterapia, eu acho que é dos tratamentos e sim, né, na verdade, essa é a grande vantagem de estar dentro da equipe, na minha opinião, porque, ao meu ver, todo tratamento cirúrgico ou minimamente invasivo, ele segue acompanhado de uma reabilitação e a vantagem é enorme para o paciente, no meu caso, eu tenho ainda mais a agradecer, porque além de tudo eu posso estar até dentro do centro cirúrgico acompanhando o procedimento, entendendo o que aconteceu com aquele paciente que depois vem pra mim pra eu tratar, então essa é uma grande vantagem de você fazer o tratamento com alguém da equipe do médico que te atendeu, porque realmente essa pessoa vai saber exatamente o que aconteceu no procedimento e vai conseguir aí aliar bem o que precisou ser feito, alinhar, na verdade, o que precisou ser feito. E, sem dúvida, para a gente é um enorme prazer ter você na nossa equipe e eu vejo assim, os pacientes muitas vezes, né, e eu posso até me incluir nessa situação, que a gente olha a Mari na clínica, já todo mundo se alinha, ajeita a coluna, então às vezes a gente vê o paciente na sala, que você vê que o cara é normal ali, aquela postura um pouquinho curvada e tal, aí vai começar a sessão de fisio, ele já entra ali no corredorzinho, todo retinho, às vezes parece até outra pessoa, né, mas o fisioterapeuta tem esse poder de, às vezes, só de estar presente já arruma a postura da pessoa, né. Sim, é que, na verdade, eu pego muito no pé e, assim, eu deixo muito claro desde o primeiro dia que boa parte da responsabilidade desse tratamento é do paciente e não minha e não sua, por exemplo, né.
Então, se a pessoa não segue nenhuma orientação e vem para a sua consulta ou para a minha sessão como se eu ou você fôssemos fazer um milagre, às vezes não funciona, né. Então, realmente, eu transfiro bastante a responsabilidade aí do tratamento para os pacientes, dou uma série de orientações ergonômicas, desde como dormir corretamente, abaixar corretamente, sentar de maneira correta e eu creio que eles seguem as orientações para me ajudar aí no tratamento, né. Com certeza, a maioria segue sim.
É. Então, tá bom. Eu queria agradecer a participação de todo mundo, foi bem legal ver muitas pessoas conhecidas aqui participando e a gente vai preparar aí outros eventos em que eu vou ser o entrevistado, a Mari vai dar o troco, né. Pode deixar comigo.
Então, obrigado Mari pela participação. Obrigada a você pelo convite, foi muito bacana, sempre muito bacana. Obrigada mesmo.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.