O episódio discute os limites na busca pela perfeição estética, destacando a relatividade desses parâmetros, que variam conforme aspectos culturais, sociais e t
O limite tem que existir, alguém tem que impor esse limite. Muitas vezes a interpretação do que a pessoa está fazendo é muito difícil, porque envolve questões culturais, então às vezes pode ter um procedimento que a gente julgue absurdo, mas dentro da uma realidade que a gente vive na nossa cultura, por exemplo, no Brasil, na nossa localização.
Exatamente. Ó, aproveitando que ela falou os temas, então ela fez, a Letícia fez uma pesquisa e mandou para mim umas imagens aqui, vou ver se com o nosso time aqui, a gente pode colocar aqui, ó, tô testando aqui, pode ser que não dê certo, gente, por favor, ó, vamos lá jogar.
Então, o que acontece, é bom, é difícil falar o que aconteceu com ela sem ter sido o assistente dela, médico assistente, e mesmo que, se eu tivesse sido, eu não poderia estar divulgando sem autorização do paciente, mas como são informações da mídia, né, então a gente está discutindo as informações que a gente tem na mídia.
Isso, a foto chegou a viralizar nas redes sociais, ela divulgou bastante isso, até no próprio perfil da Andressa, ela contou os relatos como que foram essas 22 cirurgias, ela filmava até no hospital enquanto ela estava internada para realizar esse procedimento, disse que ela estava extremamente arrependida de ter feito isso, então foi algo que realmente até hoje é muito falado, igual a gente colocou a reportagem agora, o print da reportagem que viralizou mais uma vez da Andressa, mas ela já está acostumada a aparecer na mídia para falar de procedimentos estéticos, cirurgias que ela teve complicações, já há muito tempo, Andressa, não sai da mídia para falar de procedimentos estéticos.
Tem, vamos ver aqui se eles conseguem jogar aqui, nosso time, colocaram aí, então pela foto, ela está tudo vermelho, inflamado, pode ter uma hematoma e pode estar com uma infecção, você vê que não é nem no bumbum, é na coxa, então toda essa região fica comprometida mesmo, então não sei em que condições que ela colocou, fez o procedimento, é um risco e realmente eu não recomendo sair preenchendo e acreditar em procedimento, uma pessoa famosa e teve um evento ruim, desfecho ruim, então realmente esse é um limite, mas essa pessoa pelo jeito ela esqueceu, tem uma memória curta, já estou a falar agora, ela já então foi o que a gente viu aqui, já esqueceu, ela até teve reportagem que ela saiu falando que ela garantia que jamais ela faria outra cirurgia plástica considerando essa complicação que ela teve ainda em 2015, das 22 cirurgias, mas como o Dr.
oc rape, c interior 教io magno. Olá, meu nome é Letícia, minha morte está no ar mais um Amato poop pelo canal social e sociais, viralizaram no Brasil e também no mundo relacionado ao submundo da estética e também da endocrinologia. Para isso nós contamos com a participação do Dr. Fernando Amato e da Dra. Lorena Amato, endocrinologista, que nos ajudaram a esclarecer sobre este mundo que eu citei agora relacionado a tudo que envolve a estética. No episódio de hoje a gente conta mais uma vez com a participação do Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico. Bom dia, Dr. Amato. Vocês vão bem-vindo. Bom dia, Letícia. Obrigado aí por participar aí, está sendo bem legal, bem proveitoso nossos episódios do AmatoCast. É um modelo um pouquinho diferente, a gente está tentando se profissionalizar, melhorar aí para os nossos ouvintes do canal. A gente já tem mais de 800 mil, 840 mil inscritos, você que não é inscrito, não deixe de se inscrever. Mas se você quer comentar, hoje a gente está com chat aberto ao vivo, precisa ser inscrito no canal para poder comentar. Então quem está participando ali se inscreve no canal, compartilha com alguém que possa se interessar. Hoje a gente vai trazer algumas novidades aqui, a Letícia fez uma pesquisa bem legal sobre algumas situações extremas em cirurgia plástica, ela tem uma experiência já em campo sobre isso e a gente vai tentar aqui jogar para vocês verem ao vivo e comentarem, quem quiser usar o chat hoje está aberto. Obrigado, Letícia. Exatamente, podem mandar dúvidas, a gente vai tentar acompanhar aqui e responder também os questionamentos de vocês. Até peço desculpa por conta do nosso atraso, 5, 10 minutinhos no início, mas bom, já vamos direto ao objetivo desse podcast, que é falar sobre essa questão, o mundo da estética, mas casos considerados extremos, pessoas que não tiveram medo aí quando o assunto foi realizar essas modificações. Então já vou direto ao ponto, doutor, existe de fato um limite quando a gente fala sobre a busca pela perfeição? O limite tem que existir, alguém tem que impor esse limite. Muitas vezes a interpretação do que a pessoa está fazendo é muito difícil, porque envolve questões culturais, então às vezes pode ter um procedimento que a gente julgue absurdo, mas dentro da uma realidade que a gente vive na nossa cultura, por exemplo, no Brasil, na nossa localização. Então, acho que dentro dos temas que a gente vai abordar tem algumas práticas que podem ser consideradas estéticas, que são milenares, tem outras civilizações, realizaram por muito tempo. Então, quando a gente vai julgar, a gente tem que considerar as questões temporais, sociais e culturais para justificar aquele procedimento. Então, eu acho que o limite existe, mas ele é muito relativo. Certo. Bom, então vou fazer também um giro dos nossos destaques aqui do podcast de hoje, que inclui aí a questão de famosos que repercutiram nas redes sociais, que pessoas já têm conhecimento, como por exemplo o caso da Andressa Urak, que quase perdeu a vida em 2015 por conta desses procedimentos e não deixou de fazer. E também a gente vai trazer as body modifications, que são casos, esses sim, de fato, considerados extremos e até mesmo as vezes assustadores, como no caso do conhecido chamado Diabão, que fez ali procedimentos que são considerados por parte das pessoas assustadores, mas tem gente que defende que é a liberdade de expressão dele, então a gente vai discutir sobre isso também. E também vamos abordar, claro, a questão médica, se há de fato uma condição por trás dessa vontade das pessoas de irem até o limite dessa busca pela perfeição, o que é perfeição na ideia de cada pessoa, enfim, todas essas questões médicas, e claro também a gente não vai poder deixar de abordar os perigos relacionados aí a esses casos, né, doutor? Exatamente. Ó, aproveitando que ela falou os temas, então ela fez, a Letícia fez uma pesquisa e mandou para mim umas imagens aqui, vou ver se com o nosso time aqui, a gente pode colocar aqui, ó, tô testando aqui, pode ser que não dê certo, gente, por favor, ó, vamos lá jogar. Tentar colocar o da Andressa Uraque, que é o primeiro caso que a gente pode... É, tem uma notícia aqui da, ó, Andressa Uraque, que ela fez uma lipoaspiração recente, né, e parece que, como é que é, ela tinha feito... Em 2015, ela colocou o hidrogélio nas pernas, foi o algo que ela queria, como é que fala, realmente colocar um desenvolvimento ali na questão da academia, ela já levava a academia bastante a sério pelos relatos que ela conta nas redes sociais e decidiu colocar o hidrogélio como forma de potencializar, essa é a palavra, potencializar os resultados da academia, ela teve uma complicação e precisou fazer 22 cirurgias para retirar todo o produto, ela acabou tendo uma infecção generalizada, então vou pedir só no caso aí Andressa Uraque, o que que aconteceu em 2015 com ela? Então, o que acontece, é bom, é difícil falar o que aconteceu com ela sem ter sido o assistente dela, médico assistente, e mesmo que, se eu tivesse sido, eu não poderia estar divulgando sem autorização do paciente, mas como são informações da mídia, né, então a gente está discutindo as informações que a gente tem na mídia. Naquela época, 10 anos atrás, não tinha nenhum material de preenchimento autorizado pela ANVISA, pelo órgão regulador da vigilância sanitária, não tinha nenhum material, então geralmente as pessoas utilizavam outros materiais para preenchimento, então hidrogélio, tem o PMMA, que ele é um material que é autorizado pela ANVISA, mas não para ganhos de grandes volumes, na verdade, ele é para preenchimento de deformidades e seu uso é recomendado para pacientes que tiveram lipodistrofia por conta do HIV, pelo tratamento do HIV da AIDS, então ele tem um uso restrito, mas em relação a como preenchedor de grandes volumes, ele tem seus riscos, e quais são os riscos, infecção é um deles, isso vai estar relacionado à preparação do produto para preenchimento, como que ele é feito, tem gente que usa silicone industrial para preenchimento, então veja, silicone industrial não foi feito para preencher, e as pessoas usam, e elas vivem depois com sequelas relacionadas a isso, foi até um tema que a gente falou no outro episódio, então o PMMA, mesmo sendo autorizado em grandes volumes, ele pode fazer uma reação de corpo estranho e calcificar, essa calcificação vai aumentar a circulação de cálcio no sangue, isso vai aumentar a formação de cálculo renal e pode levar até a comprometimento dos rins, a pessoa ficar com insuficiência renal, então olha só a quantidade de riscos que a gente está falando, na hora que forem injetar isso, esses produtos, às vezes pode entrar num vaso e ir para o pulmão, então a pessoa não consegue respirar, então tem uma embolia de algum produto que a gente nem sabe o que é, então quando a gente fala hidrogel, eu não sei qual o material que foi feito, foi utilizado, às vezes nem a pessoa sabe, às vezes ela fala que foi PMMA, mas pode ter sido utilizado outro material, silicone industrial, porque o médico não está fazendo isso, às vezes é um outro profissional da área da saúde e faz em situações clandestinas, então a gente já viu a história da geladeira, que usaram para a lipoaspiração num episódio marcante, e as pessoas também podem estar usando outros produtos para isso, então já vi pacientes usar óleo para preenchimento da musculatura, então no caso da Vanessa, não Andressa, deve ter usado algum desses produtos de forma clandestina, evoluiu com uma infecção, a infecção é grave pelas fotos que tem, você mandou também umas fotos? Isso, a foto chegou a viralizar nas redes sociais, ela divulgou bastante isso, até no próprio perfil da Andressa, ela contou os relatos como que foram essas 22 cirurgias, ela filmava até no hospital enquanto ela estava internada para realizar esse procedimento, disse que ela estava extremamente arrependida de ter feito isso, então foi algo que realmente até hoje é muito falado, igual a gente colocou a reportagem agora, o print da reportagem que viralizou mais uma vez da Andressa, mas ela já está acostumada a aparecer na mídia para falar de procedimentos estéticos, cirurgias que ela teve complicações, já há muito tempo, Andressa, não sai da mídia para falar de procedimentos estéticos. Ela gosta de procedimentos estéticos, né? Gosto, ela gosta bastante, tem a foto aí? Tem, vamos ver aqui se eles conseguem jogar aqui, nosso time, colocaram aí, então pela foto, ela está tudo vermelho, inflamado, pode ter uma hematoma e pode estar com uma infecção, você vê que não é nem no bumbum, é na coxa, então toda essa região fica comprometida mesmo, então não sei em que condições que ela colocou, fez o procedimento, é um risco e realmente eu não recomendo sair preenchendo e acreditar em procedimento, uma pessoa famosa e teve um evento ruim, desfecho ruim, então realmente esse é um limite, mas essa pessoa pelo jeito ela esqueceu, tem uma memória curta, já estou a falar agora, ela já então foi o que a gente viu aqui, já esqueceu, ela até teve reportagem que ela saiu falando que ela garantia que jamais ela faria outra cirurgia plástica considerando essa complicação que ela teve ainda em 2015, das 22 cirurgias, mas como o Dr. Fernando disse, ela esqueceu e não demorou muito não, até recentemente fez uma nova lipoaspiração, então a minha pergunta é essa, depois de todas essas complicações que ela teve nessa questão aí das 22 cirurgias, fazer uma lipoaspiração agora já demonstra um risco maior para essa paciente ou são casos isolados? Talvez a lipoaspiração se ela fez numa região que não teve infecção, não vai ter nenhuma interferência, se tem uma infcia, às vezes a lipoaspiração pode ajudar a corrigir as irregularidades da infecção, mas o risco vai ser maior, com certeza. Não tem essa questão de dar saúde ficar mais debilitada, por exemplo? Não, oito anos depois, já passou, na verdade ela sobreviveu a um evento que estava tendo um desfecho ruim e agora eu acho que ela tem o direito, acho que ela tem o direito, acho que é importante até a vaidade, é só o exagero que alguém tem que estar cuidando da parte psicológica dela para ver se ela não está indo além, é basicamente assim que eu vejo e acho que todos os profissionais deveriam olhar um pouquinho para o paciente se preocupando com a parte psicológica dele para ver se o paciente está o que ela está fazendo, está dentro dos limites da normalidade. No caso da Andressa, inclusive mostra que ela já é uma pessoa que gosta bastante, que faz questão desses procedimentos estéticos, que é realmente, como você disse, bastante vaidosa, até tem uma informação aqui, ela gastou já quase 2 milhões de reais em tratamentos que vão desde brosamento artificial até as complicações do hidrogel e ela continua fazendo, tanto que essa nova lipospiração aí foi bastante recente, acho que foi no último mês inclusive que ela fez, postou uma foto ali no hospital e tudo mais. Essa questão de continuar com essa insistência pelos procedimentos estéticos que pode ser um perigo, nesse sentido de ela já ter tido uma complicação, voltar a fazer uma nova cirurgia e continuar insistindo em procedimentos. Eu acho que a gente tem que olhar esses pontos de vista diferentes, principalmente, se ela está fazendo e tem uma justificativa que ela está querendo e realmente vai trazer um conforto para ela, um benefício, ou se ela está fazendo, está querendo atingir algo inalcançável, porque com o tempo as pessoas vão ter mudanças, então às vezes tem flacidez de pele e mudanças do tempo, mudanças cronológicas, envelhecimento, acho que fazer procedimentos para se manter mais jovem, eu acho que vai ter que estar sempre, sempre terão procedimentos para serem realizados e eu acho que está dentro de uma normalidade atual, mas pacientes que buscam um resultado inalcançável, e acho que aqui vamos colocar um muito famoso... Do diabão? Não, isso daí é mais pra frente, aguardem, é mais importante, é o... Você está liberado aí já? Do Michael Jackson que você colocou. Ah, sim, esse é o ponto de estar aqui para procedência. Eu acho que é o exemplo do paciente com resultado inalcançável, é o Michael Jackson, é alguém que saiu fazendo, parecia depois, as últimas fotos que a gente tem dele, ele parecia um alienígena, então não sei se era esse o objetivo dele, mas ficou, então tem pessoas que vão buscando e não atingem. O anzei depois é justo a dor. Na sequência que tem, o que é isso? É o quem? Quem é a bárbaria humana. Quem e bárbaria humana, assim, querem virar uma boneca, é mais fácil emplastificar eles, não sei, é bizarro isso, então eu acho que as pessoas buscam ou inatingível, uma pessoa que buscou inatingível vai ficar sempre buscando e vai estar sempre se frustrando, então o cirurgião plástico, ele precisa tentar triar esse paciente, porque é um paciente que precisa de assistência psicológica, então eu acho que uma avaliação, ver como que ele se enxerga, ver a imagem corporal, um distúrbio de imagem, de auto imagem, tudo o que é, porque são vários. Mas é um quem com protes de mama, é isso? É uma mulher pelo que eu vi e é uma mulher que quis ficar parecida com a Barbie, mas a Barbie não é assim. Mas ela tá parecida com quem, humana? Pois é. Tem rosto do quem, mamas enormes, né? Exato, e o que chama atenção também, doutora, que nesses casos aí da Barbie do quem, antes era só um, viu, era só uma Barbie e um quem que tinha no mundo, assim, que eles tinham o objetivo de ficar parecido realmente com boneco ali, né, e hoje em dia já são várias Barbies e vários quens, não só no Brasil, como em vários países. Olha só, sempre fui doente por cirurgia plástica, sem limites. Eu sei, sou louca e não medi as consequências, fecha aspas. Então isso realmente já mostra que a pessoa até reconheceu, né, que é uma coisa que não saía da cabeça dela, ela queria atingir algo que existia só pra ela, que as outras pessoas não enxergavam dessa forma, né? Então existe alguma condição médica para as pessoas serem tão assim, obcecadas mesmo nesses procedimentos e atingir uma imagem que só existe na cabeça da pessoa. Distúrbio desmórfico corporal. Então existe, sim, uma condição médica, um transtorno desmórfico corporal, né? Então a pessoa não se encontra, ela se olha no espelho e ela não vê aquilo e ela vê algo que ela nunca conseguir resolver. Então ela pode, é semelhante a quem é a anorexia e a bulimia, aquela pessoa que não come, vomita, né? Que força, vomita, tá? E se enxerga obesa e no espelho e é muito magra, né? Então da mesma forma na plástica a gente tem um transtorno desmórfico corporal e que a pessoa ela não se não encontra um resultado satisfatório e ela sempre se vê inferior, né? E quer sempre fazer mais procedimentos, mais procedimentos e mais procedimentos, mais procedimentos, uma hora vai encontrar os médicos que fazem isso, infelizmente alguém acaba, não adianta, não basta um falar não, vai procurar ajuda, ela vai voltar, vai ficar procurando outro procedimento, isso todo cirurgião plástico tem um paciente assim, ou vê pacientes assim, acabam tendo pacientes porque eles buscam cirurgia incansavelmente e querem que você faça cirurgias sem, e você não vê um resultado no que ele quer, a pessoa até descreve a cirurgia que quer que faça, vai atrás de artigo, fala, não, eu quero que você corte aqui e faça assim, e às vezes se você não estiver bem atento, você pode cair num erro e fazer o que a pessoa quer e não resolver, não vai resolver. Entendi. E nessa questão de ter essa questão, uma doença médica, que pode ser identificada e analisada pelo profissional, o cirurgião vascular no caso, ele tem essa responsabilidade de caso perceba que é um paciente nesse quadro conversar com ele ou se negar mesmo a fazer a cirurgia, ou não se ele vê que a pessoa realmente está apta a fazer, não é uma questão que ele deve ser responsabilizado. Ele vai ser responsável porque ele vai fazer a cirurgia, mas assim, é muito às vezes, né, às vezes essa doença só vai identificar esse paciente, ele só vai se revelar depois da cirurgia, porque a conversa, a narrativa, a justificativa, ela vem às vezes muito coerente no início, e depois os pausinhos só vão se ligando depois da cirurgia, né, eu, por exemplo, eu peço para os pacientes virem sempre acompanhados de mãe, irmã, marido, esposa, algum familiar, alguém pra estar em alguma situação junto, mas às vezes a pessoa, eu peço pra vim e a pessoa fala, ah, ele não pôde, ele ia vim, então parece estar tudo bem. Aí chega no dia da cirurgia, não tem ninguém lá pra você falar como que foi a cirurgia, então aí às vezes você descobre logo depois a cirurgia que não é um cenário desejável. E costuma ser depois da primeira cirurgia, por exemplo, que a pessoa volta na insistência de fazer outro tipo de procedimento, ela não vai chegar normalmente no consultório já falando, é, tem uma paciente que me marcou que com dois dias já estava reclamando, olha, sobrou gordura aqui, poxa, a pessoa está inchada, nem deu tempo, está num pico do enxerto que é no segundo dia, ela está achando que tem gordura e outra, foi retirada a quantidade de gordura prevista dentro dos limites, então às vezes a pessoa, ela já é negativa desde no início do pós-operatório com um estado, então essa é uma paciente que vai consumir muita energia do cirurgião e tem um potencial de não ficar satisfeita, então infelizmente a gente não consegue identificar esses pacientes de imediato, às vezes essa pessoa já passou com tantos médicos que ela vai mudando a abordagem até conseguir aqueles que realizem, então o médico tem responsabilidade porque ele faz a cirurgia, ele é culpado, acho que é uma responsabilidade compartilhada. E tem essa questão também até uma pessoa que não pensava em fazer tantos procedimentos, tantas cirurgias, fez o primeiro, achou o resultado muito satisfatório e começou a entrar nesse ciclo, eu acredito que tenha pessoas assim também. Tem pessoas que gostam, que pegam um gosto pela cirurgia plástica e aí em vez de ter os momentos com a família, todas as férias querem fazer uma cirurgia plástica, como cirurgião eu gosto porque isso paga as contas, mas eu sempre oriento os pacientes, aliás eu gosto disso, que fala assim olha, não faça todo ano, vai viajar, tem um momento com a família porque isso é ruim, você vê que o marido sofre, os filhos sofrem, então eu acho que pelo menos faça um intervalo de umas férias por cirurgia. Pra dar um descanso pro corpo também. Pra dar um descanso pra família também, o principal. Essa questão até que a gente já tinha mostrado, tem de novas imagens da Barbie e do quem humano, porque nessa que a gente tá citando agora, de assim, se é uma pessoa, um paciente que vem aqui, conversa com você, fala que quer fazer um procedimento aqui e outro lá, que não tá dando descanso pra família, quer fazer todas as férias, é algo até considerado assim, é uma pessoa que já tá gostando bastante dos procedimentos, às vezes tá passando um paciente, mas não é algo que chama tanto atenção como por exemplo nesse caso aí que a gente citou do Michael Jackson, que ele tem um ano depois dele e da Barbie e do quem humano, não é real aquilo, né? Então tem essa diferença também que a gente tá falando de procedimentos, modificações extremas, que já entram nesse caso aí por exemplo desses dois, né? Barbie, quem humano, Michael Jackson. Então essas pessoas pra mim, elas precisam de, não justifica, entender você se modificar, acabar vidas vezes por conta de uma dessas mudanças extremas, mas essas pessoas elas fazem por diversos motivos, um deles é chamar atenção, que elas atingiram esse objetivo, então às vezes elas não tinham nenhum espaço pra chamar atenção e elas conseguiram, e elas estão sendo reconhecidas, reconhecidas podem estar sendo zombadas, podem estar, mas realmente elas sofrem, no fundo elas sofrem porque é um vazio que elas têm e que estão sendo realizadas com isso, então muitas vezes elas, beleza, todo mundo saiu na mídia, tudo, aí ninguém mais fala delas que que elas vão fazer outra modificação, então elas ficam querendo atualizar essas modificações, né? Eu já vi homens que parecia um homem que parecia um popai, mas injetando o óleo na musculatura, então eles não eram músculos, parecia um popai, mas e não era bonito, mas ele estava na mídia. Como se tem uma competição também, né? É uma competência, é uma briga por mídia, não por uma qualidade delas de intelectual, mas uma qualidade física, elas querem ser bizarras, querem ter esse espanto, essa discussão nossa aqui, exatamente para poder sair na mídia, né? Então isso que elas estão gerando na gente é exatamente o que elas querem, né, esse espanto, então conseguiram atingir um objetivo, né? Sim, e esses procedimentos assim, igual do que a gente citou agora por último, a barbioquenhumano, vai, se essas pessoas se arrependem, se um dia elas se querem desse resultado ali assustador, né, que não tem como falar que não é, e elas quiserem voltar, a naturalidade é difícil de dizer, né, mas assim, quiserem voltar o mais próximo possível da naturalidade, é possível nesses casos? Então, não é tão possível voltar ao que era antes, mas tentar corrigir algumas deformidades é, né, só que são tantas cirurgias, né, que é difícil o que, o que, qual que será o novo normal dessa pessoa, né? O que que ela está esperando? Então, implantes colocados podem ser retirados, né? Então, agora cicatrices que foram feitas, jamais podem ser desfeitas, no mínimo ampliadas, né? Então, para fazer essas cirurgias, vão ter novas cicatrices e podem ter sequelas, alterações musculares, alterações de sensibilidade, então, voltar ao normal, não, mas será um novo normal. E acho que talvez vale a pena também mencionar a relação às cirurgias de redesignação de gênero, né? Redesignação de gênero, os pacientes trans, masculinos, né, que fazem a retirada da mama, né, a mastectomia, vão poder ter uma mama no caso, elas desistam do processo, eles não vão conseguir colocar uma mama de novo e vão ter que colocar um implante mamário. E assim como as pacientes trans femininas, né, que colocam um implante mamário, podem tirar o implante mamário, mas vão ter as cicatrices. Agora, a cirurgia, por exemplo, de genitalia desses pacientes é um caminho sem volta, né? Então, todas essas mudanças extremas deveriam ser acompanhadas por um psicólogo, por um psiquiatra, um psiquiatra para identificar patologias que justifiquem aquele desejo pela mudança. Então, para ver se realmente aquela mudança atrairá um benefício. Então, por isso que eu quis trazer os pacientes trans, porque existe legislação para isso, que obriga a ter esse acompanhamento, mas cada vez isso tem sido deixado de lado, porque querem cada vez ficar mais fácil para esse grupo. Mas o mais difícil é exatamente para tentar filtrar e não deixar que pacientes que sejam, que estejam ainda num momento que possam desistir, possam ficarem satisfeitos, eles não querem nem voltar e não ter mais volta, né? Então, às vezes até o tempo é importante para essa decisão, né? Então, às vezes deixar o paciente refletir um tempo, ver, explicar a cirurgia, explicar o que vai ser, explicar que não vai ter volta, ou se for ter uma volta, quais serão as opções? Então, isso é muito importante. Aí que está também a importância do profissional, então está bem preparado em relação a isso, de ter essa questão mesmo psicológica com o paciente, de identificar essas questões, porque a pessoa está querendo fazer isso? Você é considerado realmente uma coisa extrema, né? Que passa do limite, que coloca a saúde da pessoa em risco? Exatamente. O ideal seria ter alguns profissionais, por exemplo, numa clínica de cirurgia plástica, que eu acho que no pós-operatório a gente precisa de um fisioterapeuta, no pré-operatório a gente precisa, e no pós-operatório a gente precisa de um nutricionista, e no pré-operatório e pós-operatório é um psicólogo, né? São pessoas que seriam ideal de uma equipe multidisciplinar para atender um paciente de cirurgia plástica e atender essas necessidades que eles têm no pós-operatório. Então, a parte psicológica é extremamente importante. E todo esse preparo que você citou em questão até de nutricionista é o que chama atenção, porque as pessoas não costumam levar essa questão tão a sério, um procedimento estético, e até por conta da internet, por conta da mídia, que a gente já citou também um pouquinho no outro episódio sobre o submundo aí relacionado à estética e o mundo da internet, é que as pessoas começaram a naturalizar de uma forma que elas não veem mais os riscos, né? Parece que só enxerga ali algo que está na cabeça, que a pessoa tem uma vontade de fazer e naturalizar de uma forma como se não houvesse nenhum risco, que é uma coisa que a gente já falou, que existem riscios, né? É, é o novo normal, né? As pessoas querem acreditar no resultado do Instagram, que aquilo é maravilha, aliás, né? É um tema interessante mesmo, esse pré e pós, o Instagram está mudando bastante isso, e agora talvez tenha até mais pré e pós na internet, porque o Conselho Federal de Medicina liberou para fins educativos, mas não para fins comerciais. E é óbvio que se já tinha com fins comerciais, agora vai ter muito mais para fins comerciais. Então, as pessoas enxergam como um cardápio, elas vão lá e vão escolher o resultado, e cirurgioplastia não é assim. É, o que é difícil nesse caso aí da liberação, eu cheguei a fazer uma reportagem sobre isso, para quem não acompanhou o primeiro episódio, eu trabalho em TV também, nessa questão de ter uma fiscalização em cima disso, né? Que é o mais difícil que as pessoas estavam criticando, porque tem a liberação só para fins educativos, mas como que vai funcionar essa questão de definir o que realmente ali foi uma postagem educativa que foi para fins comerciais. Então, isso é o mais difícil de ter essa... Sim, sim, essa fiscalização não vai ser uma nova jornada aí, mas não sei como vai ser, vamos descobrir, né? A criatividade do homem é impressionante, então as pessoas tentam burlar as regras. E é capaz de normalizar ainda mais esses procedimentos extremos aí. Sim, talvez. E aí é legal que se mandou também, né? Qual que é o nome dessas alterações aí? Escarificação. Essa é body modification, que é a forma que as pessoas começaram a chamar essas modificações diferentes, que não são modificações cirúrgicas, costumam ser feitas com tatuadores, body piercings, acho que chama, não sei se, algo de abão. Temos a imagem também aí dele, mas que nesse caso aí já é algo... Outro tipo de extremo, né, doutor? Tem a foto dele aí, para o pessoal ver? Tem, tem, tem. E não só ele, como a esposa também fizeram vários procedimentos parecidos, mas que hoje em dia eles são realmente irreconhecíveis, isso não tem como negar, não parar, não dá para saber como ele era antes desses procedimentos, né? Até seria legal ter uma foto, mas hoje em dia nem tem mais foto dele antes, é muito difícil achar como ele era, porque ele já desde... Ele já deletou. É, ele não gosta de relembrar como ele era antes de tudo isso, mas nesses casos aí, doutor, como por exemplo do diabão que a gente está falando, isso já não tem como negar que realmente tem um risco para a saúde da pessoa, né? Não, é até questões funcionais, né? Tem cirurgias que a pessoa está deixando aqui o olho mais aberto, tem cirurgias que está tirando o nariz, então por exemplo, do nariz. Imagina você tirar o nariz, o nariz tem uma função, né? Até de umidificação do ar, então a pessoa está respirando o ar já direto pela boca, prejudica, né? Então até essa parte funcional da respiração, colocar prego, parafuso, para fora, grudado no osso, para fora, isso realmente aumenta um risco de uma infecção mesmo, né? Então para mim isso é extremamente bizarro. O uso de implantes no subcutâneo, para fazer esses chifrinhos, essas deformidades, não são implantes, às vezes feitos para isso, né? Ou se eles são feitos, eles vão ter um risco, então aquele semelhante é um implante mamário, mas que foi desenhado para uma função reparadora, esses eles estão sendo usados totalmente para deformar, então a gente tem que ver a parte social, que nem eu disse, são pessoas que têm um problema psicológico, psiquiátrico, que deve ser investigado, excluído, não vou acusar que eles tenham já mesmo, mas provavelmente eles têm e o importante deles é ser vistos, né? E até que chega um momento que eles não vão tendo mais volta, e até o momento que a pessoa fica se encontra encurralada e ela pode tomar uma decisão ruim aí, né? Então às vezes está associado até o suicídio ou o uso de drogas, para elas se aceitarem, usam alguns tipos de drogas e podem ter uma overdose e tudo. Então é difícil não ter uma pessoa assim, não ter um uso exagerado de alguma substância também, né? Então a gente tem que avaliar isso, mas nessas fotos aí, eu vou pedir para eles me colocarem aqui, que eu queria mostrar, porque tem um negócio de fazer escarificação e tatuagem com calor. Bom, eu tenho uma fazenda, que a gente marca o gado com calor mesmo, é assim mesmo, né? Então as pessoas elas tentam ser um gado, né? As tentam a tríza e aquela cicatriz vai ser uma marca, ela está querendo ser uma marca, tem uma marca, né? Então isso era feito também em escravos, né? Uma maneira de você marcar os escravos, que é quem era o dono, e ela marcava com ferro quente. Então não sei o que elas querem resgatar com isso, mas é algo temporal, cultural de um tempo que talvez não gostaria de ser relembrado, que mostra, às vezes, remete até a escravidão, mas se ela quer, é isso que ela quer contar na história dela, é isso que ela está contando, mas é uma maneira de fazer uma marca no corpo com uma cicatriz. Também tem tribos, né? Tribos africanas, é fácil de encontrar na internet, que eles faziam escarificação e tirando pedacinho de pele, mas e essa irritação também causava uma cicatriz, e lá eles têm mais keloid, então ficavam com bolinhas, então você vê assim escarificações, mas fica até bonito, assim, com a textura de 3D, mas é uma maneira de você fazer uma tatuagem, e é cultural totalmente, é tribal, né? Às vezes, isso aí é tribal, às vezes, o mesmo grupo faz uma tatuagem, mas a parte até de tatuagem, a gente pode falar, tem família que faz, as três irmãs, vai lá, vamos colocar o nome das três irmãs, porque a gente é muito amiga, às vezes, existe isso, é uma maneira também que a gente tem que ver o que tem de bom também, então as pessoas fazem, às vezes, para mostrar um carinho com uma outra pessoa, eu não vejo nenhum absurdo nisso, talvez eu não sinta confortável em ver alguém que tatui o corpo inteiro, mas eu tenho meus motivos para isso, eu penso às vezes que a gente tem marcas no corpo que podem ser câncer de pele, então imagine um câncer de pele, você fazer uma tatuagem por si, você nunca vai descobrir que aquilo é um câncer de pele, pode ter uma evolução muito ruim, então a tatuagem tem um risco muito grande por conta disso, os pigmentos de tatuagem também, dependendo da profundidade, eles ficam lá e vão velecando, tem a micropigmentação, ela sai mais precoce, então tem tudo, às vezes tem até vantagem, a gente usa até a micropigmentação para a tatuagem de arela, em quem tirou o câncer de mama, ficou sem arela e é uma maneira de reconstruir arela, então técnicas podem ser extremamente agressivas para olhar, mas elas tem uma função até social, cultural e importante, então é difícil você falar, não, a tatuagem não é legal, não, ela é, ela tem uma função e que nem da escarificação no povo africano, o resultado também às vezes é importante para a sociedade que eles vivem. Então até a definição de body modification a gente vê na internet, em vários lugares que definem isso como algo cultural ou mesmo espiritual, que as pessoas buscam uma identificação ali com que elas acreditam, ou também com meio que elas pertencem, no caso do diabão que a gente citou antes, dá para perceber que a família inteira dele é envolvida com isso, a família que eu digo, a família mais próxima, eu visitei a casa dele em uma reportagem que eu fui fazer, e a esposa tem a acreditar nas mesmas coisas, eles têm um jeito parecido, ela também fez modificações semelhantes, por ser mulher ela tem menos, como é que fala, ela teve algumas opções mais leves assim que ela falou que ainda estava desenvolvendo, que ela começou um pouco antes dele, pelo que eu lembro que ela tinha contado na reportagem, mas é algo que a gente percebe realmente que as pessoas se identificam, que costumam andar, ter as pessoas serem casados, namorarem, pessoas próximas também que se identificam com esse tipo de, como é que fala, desenvolvimento corporal ou até a identificação corporal? Sim, eu sou o mesmo hábito, é difícil a pessoa ter esse hábito e encontrar uma outra pessoa totalmente oposta, é um impacto de culturas muito extremos, mas sim, eu vejo com essa parte cultural mesmo importante, então, por exemplo, eu lembrei aqui os índios, se alguém fala em índio, lembra lá do Pajé, com aquela boca grande, com um lábio aí distendido, isso é cultural, até remete, você sabe, a posição da pessoa na sociedade de acordo com aquela modificação, então, quem somos nós, as vezes tem gente que vai lá, ele caçou, sei lá, quantas onças, ele, cada onça que ele, ele caçou, ele vai lá e marca no corpo, então tem um respeito dentro daquela tribo, então, existe essa questão tribal importante, que é importante para o indivíduo, para a sociedade geral, a gente não compreende, então, a gente tem que buscar, tem empatia com o próximo para tentar respeitar, mas, e ignorar fatores como tirar a palpebra, deixar o osso e deixar um prego para fora, tirar o nariz, são alterações que vão levar alterações funcionais e com riscos, isso a gente não pode negar, da mesma forma que um piercing na orelha, eu já cansei de tratar a infecção de orelha, e aí são infecções que às vezes são muito ruins por conta de um piercing na orelha, com infecção que é difícil o tratamento, então, às vezes, a gente está falando desses extremos, mas simples brinco na orelha pode causar uma infecção e pode ter uma deformidade na cartilagem da orelha por conta de um brinco, e, exatamente, então, fora os brincos rasgados, a orelha largada que rasgou, eu já tratei um monte, isso é super comum na cirurgia plástica, então, como cirurgia plástica, vêm dessas complicações, eu sou extremamente conservador, mas eu respeito a cultura individual, então, se a pessoa está feliz e satisfeita com aquilo lá, eu não tenho que mexer, eu tenho que respeitar. O que chama a atenção é a mudança radical, porque, como eu disse, é difícil encontrar a foto do diabão aí antes de todos esses procedimentos, mas ele me contou na reportagem que ele tinha algumas tatuagens, alguns piercings, e tudo começou num ponto de ônibus que uma pessoa tinha uma idosa passando mal, não lembro se era exatamente esse detalhe, ele tem na reportagem, mas que era uma idosa que estava passando mal precisando de ajuda, e ninguém tinha ajudado no ponto de ônibus, ele ajudou, só que ele tinha algumas tatuagens e alguns piercings, nada que chamasse muita atenção, e aí alguém tinha uma pessoa que tinha uma outra religião que estava no ponto de ônibus e começou a julgar esse homem, o diabão, e disse que, nossa, que horror, uma coisa dessa, parece o diabão, e aí ele pegou esse apelido e começou a usar esse nome, essa é a história do apelido, mas o que chama a atenção é a diferença, um período curto de tempo, ele se transformar, ele realmente começar a fazer um monte de coisa, e hoje em dia está aí reconhecível, como você citou, ele tem esses chifres, é assim que chama na cabeça, ele tirou o nariz, é já direto aqui, né, que já fica na, vendo como é que chama essa parte do, quando você tira o nariz aqui dentro, já dá pra ver, é o certo mesmo, e aí é realmente assim, você olha, você vê a foto, já é a assusta do pessoal, tem, é nesse sentido. Vou mostrar lá de novo, eu entendo que isso é pra chocar, né, as pessoas colocam essas, fazem essas alterações, e ela busca um pouco desse, desse sentimento que desperta no outro, eu vejo dessa forma, elas não fazem só por elas, elas fazem para ter essa reação social extrema, eu entendo dessa forma, mas por exemplo, colocar um dente, eu estou vendo aqui que parece um javalia aqui, ele nem comer direito, deve comer, ele nem deve conseguir ter, os outros dentes ficam expostos, então ele não tem saúde bucal, né, então o outro está com um dente que parece um demônio, então eu não sei o que que é, é difícil comentar, ele chegou a pintar dentro do olho também, então a pessoa pode ficar seca, né, pra que se expor, né, e por que gerar isso, bom, de qualquer forma eu vejo como um distúrbio, acho que essas pessoas precisam de tratamento, mas não vai encontrar um cirurgião plástico que vai fazer isso, geralmente vai ser profissionais não médicos, então ela vai estar sempre se expondo a complicações, parece eu lia uma reportagem que ele fez uma abdominoplastia, quase perdoa a vida, foi por isso que eu fiz uma reportagem, e a abdominoplastia acho que ele ficou sem umbigo, ele quis ficar sem umbigo, eu não sei por que, mas dizem que o umbigo é a porta da vida, não é, o caminho da vida, alguma coisa assim, é, tem uma questão de energia, não sei, mas assim, eu acho estranho, por que, né, por que fazer isso, tem que entender, né, tem que conversar, é difícil, mas os pacientes não constoram cirurgia plástica, cada um tem uma surpresa, a gente tem que explorar quais são os verdadeiros motivos de fazer uma cirurgia plástica, eu geralmente acho que o mais importante é fazer por elas mesmas, então, por exemplo, não vou colocar uma prótise porque meu marido quer, não, porque você quer, porque você quer essa mudança, é, nunca fazer uma mudança no corpo, porque o outro quer, porque você quer causar alguma coisa nos outros, uma reação nos outros, sem fazer uma cirurgia plástica, porque você quer aquela mudança, você quer ter aquele conforto, você quer ter aquele benefício, é assim que eu vejo na cirurgia plástica. Alguma vez, doutor, alguém já chegou pra você pedindo algo muito diferente, algo assim, realmente igualar, que é tirar um negócio, colocar no outro lugar completamente assim, fora do costume? Eu acho que eu já filtro o paciente antes de chegar nesse nível, mas eu já tive muitos pacientes que buscaram na cirurgia plástica, por exemplo, tão obesas e querem emagrecer, isso é um motivo, eu já tive uma que a mamã não ficou satisfeita, ela estava gostando do resultado, mas aí o marido comentou do volume, ela queria aumentar mais o volume, porque o marido não gostou do volume, entendeu? Ela não está procurando a cirurg é plástica pra ela, mas sim pro marido, então, que mais? Que aí fica nítido essa vontade que não é da pessoa, né? Não é da pessoa, aí você não vai resolver o problema dela, porque às vezes o marido fala que é o volume, mas às vezes não é, na verdade, com certeza não é, porque a relação não pode ser baseada no volume do implante mamário, então a gente vê isso, então atualmente eu cultivo muito mais os pacientes que têm um bom relacionamento em casa, quando é homem com a esposa, e a mudança não pode ser por causa do companheiro, é que nem uma tatuagem também, tem gente que tatua o nome do namorado nas costas, no braço, e depois troca de namorado, tem que mudar o, tem que cobrir, tem que tirar, e eu já tirei esse catris por conta disso, ah, esse é o namorado do meu ex-namorado, imagine você trocar o volume da prótese por conta do namorado, não faz sentido, né? Eu acho que a pessoa tem que gostar dela por outras qualidades, não física, porque o físico vai estar sempre mudando, sempre mudando, sempre vai estar tendo alterações, e se basear nisso, às vezes até enjoa se não mudar, então essa parte material no relacionamento, ela é muito ruim e é um alerta para a gente não fazer uma cirurgia plástica nesse paciente. Nem cirurgias, nem as tatuagens, né? Que é comum com o nome do namorado, do marido. Se eu fosse um tatuador, e alguém pedisse para eu escrever um nome, eu ia perguntar aqui, de quem é esse nome? De quem é esse nome, e por que ela está fazendo isso? Exatamente, porque se for de um, de um, algum relacionamento que pode ser momentâneo, ela não se arrepender. Se for do filho, se for do pai, se for uma coisa mais eterna, duradora, eu faria com todo o prazer, mas alguém que está, algo, algum momento ali que está vivendo... Já sendo alerta, né? É um alerta, então para o tatuador, aprendam com cirurgiões plásticos, não tatuem nome dos namorados e das namoradas nos seus clientes. Ajudem os clientes a não converter nenhum erro, né? Exatamente, senão eles vão se arrepender depois. Só se você já fizer uma tatuagem, que já venda uma tatuagem para colocar por cima, então você faça um desenho que você consiga transformar num golfinho, num tribal, num dragão, sei lá. Já vende assim, né? Vende dois por um, faz o primeiro nome, depois precisa cobrir. Já está incluso... Ah, tem um detalhe, né? Porque cirurgia, quando você faz a tatuagem, as cores interferem para retirar, né? Uma maneira que você pode fazer é tirar pele mesmo, transformando uma cicatriz. Agora o laser, dependendo da cor, é difícil muito sair. Por exemplo, a cor amarela, você não consegue, aí vai dependendo da cor, né? Tem o amarelo, tem o azul, tem esses muito coloridos, são mais difíceis de tirar. Às vezes o preto ele borra, mas é mais fácil. Mas assim, sempre vai ser difícil a retirada da cor na tatuagem. Então pense bem antes de fazer uma tatuagem, escolha bem o que você vai fazer, faça uma que dê para tirar antes para você ter experiência e poder se arrepender para depois você fazer a tatuagem para sempre. Essa questão do laser aí que retira a tatuagem, entra naquele ponto, né? Se a pessoa se arrepender, que faz esse monte aí de modificação, consegue retirar algumas coisas, mas também assim, a perna inteira, o braço inteiro, não vai conseguir tirar tudo. Eu tenho uma paciente minha, que eu coloquei próteses de mamá nela, e ela tinha tatuado o braço e a mão. E ela, quando veio fazer a cirurgia da mamá, eu avaliei o paciente com as cicatrices que o paciente já tem. Ela tinha keloid na mão, porque ela estava tentando tirar e não estava com o laser. Eu sei que ela evoluiu com um keloid e eu tratei esse keloid na mão, e eu acompanho essa paciente, ela já fez mais tatuagens, né? Então já foi além nas tatuagens, mas você vê que ela sofre também, né? Ela vai e faz a tatuagem, mas também ela vai ter as tatuagens aí, que são permanentes, né? E às vezes evoluem com cicatrices. Então, tomar muito cuidado quando for fazer uma tatuagem, porque é uma decisão única. Não pensem fazer para apagar, não é tão simples apagar. Esse laser tem algum perigo, doutor? Então tem vários lasers, né? Eles cada vez mais seguros, mas é uma energia muito grande num alvo e que aumenta a temperatura, pode ter que madura, não consegue tirar numa sessão só, né? Então dá para melhorar bastante, mas às vezes pode ter sequelas. Dizem que dói bastante também, né? Muito, assim, é uma energia muito grande, muito focada para conseguir atingir aquele pigmento e preservar a pele. Então isso faz com que às vezes ele seja até mais doloroso, mas dá para fazer anestesia, não é para ser tão doloroso, é mais de repente da área, da extensão, você vira cliente desse procedimento. Algo novo, né? E também nessa linha aí de coisas novas que as pessoas vão inventando, vou pedir para a gente separar as imagens agora do questão do body modification, para a gente mostrar do que a gente está dizendo, né? Dessa, a gente está falando de tatuagem agora dessa questão nova do laser. Não sei qual nova, doutor, que tem essa questão do laser que retira a tatua**gem**. Ah, já faz muito tempo. Já faz bastante? Nossa, que acho que começou a ficar mais agora. É que a tecnologia ela tem evoluído porque é o tempo que o laser entrega aquela energia, então eles estão em picos segundos, né? Então cada vez é mais rápido o feixe de luz, então ele entrega uma energia muito grande em muito pouco tempo, exatamente para conseguir atingir o objetivo. Então cada vez está melhor a tecnagem**para isso**. Ah, entendi, mas no sentido de quando a tecnologia surgiu, já faz bastante tempo também. Mais de dez anos. Mais, ah, então. E agora já algo mais comum, então conforme o tempo vai passando, esses procedimentos aí, até do como a gente disse, do body modification, vão ficando mais comuns e as pessoas vão inventando mais. Então conforme também vão aparecendo maneiras de resolver, digamos assim, voltar o que a pessoa ali fez, vão surgindo também outras coisas que as pessoas começam a inventar. Então eu vou citar alguns que são os mais comuns, a gente tem algumas fotos aí para mostrar para o pessoal entender realmente o que a gente está dizendo. Olha, o primeiro, branding, que é a aplicação do ferro quente na pele da pessoa com uma chapa de ácido esquentada por um maçarico. Olha isso, doutor. Exatamente. Tem que para ficar as marcas ali, conforme a pessoa quer fazer um desenho, digamos assim, né? Então ali queima, a pele forma uma cicatriz, como você disse também do hormato aí na pele das pessoas. Esse já é mais difícil de encontrar, né, do que as tatuagens pelo corpo inteiro. Vamos lá, em seguida a aplicação da língua. Esse já é um pouco mais comum, mas também chama muita atenção, né, nas redes sociais. É a cirurgia que divide a língua em duas partes, nós temos aí a foto. Bom, essa daí também é a dificuldade da pessoa se alimentar, acredito? Com certeza. Da questão da higiene, né? Exatamente. Esse daí também chama bastante atenção. Bom, tem um pocket que é como se fosse um piercing, a diferença é que a haste fica para fora, as pontas ficam dentro da pele. Esse eu nunca visto. É bem diferente, acho que tem uma foto das costas, é, das costas, essa foto aí mesmo, que pode ser feito no braço, na nuca, no tórax ou no umbigo. Doutor tentando entender aqui a foto, né, o que que é, onde que tá o piercing, qual que é o sentido, como que a pessoa dorme, doutor? Eu tô tentando entender qual o motivo disso. Sei usar aquele rastreador do iPhone lá, localizar as pessoas. Colocar no marido, no namorado. Exatamente. Colocar uma corrente, né? Prende um no outro aí, talvez seja pra isso. Bom, tem um implante subcutâneo também aqui, que é o implante de um objeto. Ah, esse já é um pouco mais conhecido também, que é, pode ser de silicone ou suaço, fica sob a pele, formando um alto relevo, que é o chifre, esse daqui, né? Pode ser também o implante subcutâneo, ou aqueles os furinhos também, que as pessoas colocam na testa, ou enfim, no nariz é mais comum, né, que é o piercing, mas eu acho que eu vi mais na testa mesmo. Na testa tem a implante, né? Tem, aqui é. É, o implante é o outro que não dá pra entender muito bem ali, qual que é o objetivo, mas esse daí eu já vi que tem uma, ele desenrosca, então você consegue tirar, se você quer ficar com a pele assim normal, tanto que esse chifre, né, da testa, ele fica pra fora, né? Claro, mas aí você pode desenroscar e tirar pra dormir, por exemplo, se você quer... Ou colocar um chifre maior. É, ou colocar o maior, de outra cor, se você quiser mudar, também não se... O objeto implantado é como se fosse uma trávia ao contrário, cujas pontas ficam pra fora da pele e a haste fica para dentro. Isso aí é difícil de entender, tem que achar a foto. É esse com certeza, é esse, pra fazer um alto relevo, que esse, como é que faz? Tem que fazer por cirurgia mesmo? Como que funciona isso? Como você tá perguntando, não sei como... Não, eu acho que surf é de superfície, né? Então ele coloca embaixo da pele. Tem como se fosse um corte mesmo que a pessoa faz e... Tem que fazer um corte, tem que implantar isso. Tá, entendi. Ó, pra isso aqui, então, tudo, tudo assim, a gente, por exemplo, numa reconstrução de orelha, em quem não, quem nasceu sem orelha ou quem perdeu, a gente usa mais ou menos técnicas semelhantes, né? Uma pele por cima, né, na região que vai ficar a orelha. Então, são técnicas que a gente faz pra reconstrução, acabam que deturpam isso pra colocar uma estrela agora, porque o cara vai colocar uma estrela, qual é a função disso? Então, dá pra entender. E o ponto é que muitas vezes juntam tudo isso que a gente tá mostrando aí, né? Acaba fazendo um em cada parte do corpo. E aí, o sétimo aqui, que são os sétimos mais comuns, mas tem outros, não são só esses não. O sétimo é implante transdermal, implante de ácido hialurônico, pode ser implante de bolinhas também, entre a gordura da pele e o músculo, onde o metal, o objeto, fica exposto e metade fica dentro da pele. Esse também é algo que deve ter sido uma adaptação aí dos procedimentos, né, doutor? Meu Deus. Tem a foto desse? É, então assim, existem, são procedimentos assim, que não fazem sentido pra mim, desculpa, não consigo, eu não acho que isso é muito difícil de gerir isso, acho que são imagens chocantes, que a gente precisa também entender o ponto das pacientes, mas eu entendo que pra mim tem um fator psicológico muito importante, mas as técnicas utilizadas são técnicas que a gente utiliza em cirurgia, né? Então, esses implantes com exposição, a gente pode ter uma parte na odontologia, né? Os implantes dentares, muitas vezes, eles são assim, né? Então, acaba que tem, fica uma parte fixada no osso e outra parte por fora. No subcutano, a gente tem até o implante a próteses de silicone, já que é extremamente comum, então, a gente já faz isso. É, cirurgias ortopédicas, né, com fratura, às vezes fica uma parte pra dentro, outra parte por fora, né? Que a gente usa os distratores, até pra esticar o osso. Então, as técnicas, elas são semelhantes às coisas que já existem, né? Ninguém sai em fazendo aí, mas tem, às vezes, os riscos que as pessoas passam, ninguém imagina, né? A ignorância é muito grande, né? Por que eu tô falando de ignorância? Porque tem uma foto, pena eu não lembrei disso antes, mas tem uma foto de uma cirurgia em Pirce, aqui, na região da subclávia, tem um vaso sanguíneo enorme que passa embaixo. Então, se a pessoa, por milímetros, não fica um, não fura e a pessoa sangre morre, entendeu? Mas quem furou isso nem imaginava que tinha o vaso, porque é a ignorância protegendo a pessoa e ela fazendo um procedimento que colocou ela em risco, sorte que não deu nada. Com certeza. Essa questão de idade também desses procedimentos comuns, né? Não falando desses extremos, mas assim, que vai já começar a fazer com que a pessoa entre nesse ciclo, né? De busca pela perfeição, aí busca pelo limite dessa questão estética. Tem uma idade recomendada que, por exemplo, você faz só se a pessoa, a partir de 18 anos ou não, essa pessoa menor de idade tem a autorização dos pais, pode fazer já um, por exemplo, um implante mamário, algo assim que começa desde novinha já buscando isso. Então, não pode fazer nada com menor de idade no Brasil, né? Então, isso, ela não responde por ela, precisa da autorização do responsável. Mas, em questão, por exemplo, na prótesis de cirurgia mamária, em menor idade, ela é feita assim, cirurgia de rinoplastia, tem que ter indicação e precisa ter o consentimento de em quem vai ser realizado, né? Então, o paciente, ele precisa querer fazer cirurgia e precisa ter autorização dos pais, né? Não é proibido. Não é proibido, na verdade, tem que ter um bom senso, né? Então, a menina com uma mama muito grande quer reduzir, ela tem o direito. Então, acho que a gente tem que levar tudo isso em consideração, mas ela precisa ter autorização dos pais. É, que nesse sentido, até usando como exemplo, eu lembro de ter por volta de 15 anos e aquela fase que as meninas começam a usar aquele sutiã com bojo extrema na faculdade, na escola, né? Todo mundo começa a ter as que não tem, já ficou meio preocupada, eu passei num cirurgião plástico na época. E aí, com 15 anos, ele disse que ele me operaria se a minha mãe autorizasse, que tava tudo certo, já tava vendo técnicas, inclusive. Mas você passou com ele sem seus pais? Não, passei com a minha mãe, só, é, com a minha mãe na consulta. E aí, eu não sei, assim, falou que com a autorização da minha mãe ele poderia fazer e a minha mãe tava falando, ok, né? Até então. Só que, do nada, deu um tilt na cabeça que virou o negócio e falou que não queria que não, que ia esperar eu ser mais velha, né? Que eu tivesse 18 anos pra ela autorizar, que ela não ia mais autorizar a cirurgia. E aí, depois desse período de 15 pra 18 anos, por isso que eu perguntei, de 15 pra 18, mudou completamente. Só acho que eu não pus, porque se eu tivesse colocado, provavelmente eu teria que fazer a redução. E aí, por isso que eu perguntei nessa questão de se tem uma idade ali que, né, costumam ter... Não, é exatamente. O desenvolvimento ainda tá em desenvolvimento, não, você precisa levar muito, você precisa conversar muito. Então, eu já tive pacientes com menos de 15, 18 anos que eu coloquei uma prótise de silicone. Aí, eu fui com os pais, meu pai e a mãe autorizando e a indicação não tinha outra indicação. A mamadela tava muito caída, ela tinha um impacto social muito importante, isso que incomodava muito ela e foi por um consentimento de todos. Entendi. Será que a análise poderia ajudar? É, mas tem que trabalhar esse paciente e não fazer na... não impulso. Nessa questão de fazer um procedimento ali, até isso falando de adultos mesmo, você faz um procedimento. Muita gente fala, você vai fazer uma coisa, até não só cirúrgico, né, até algo em clínicas ali, procedimentos que não são invasivos, digamos assim. Muita gente fala, você vai fazer uma vez e vai precisar sempre, por exemplo, Botox, que todo mundo fala muito disso, né, vai ficar dependente, quanto as pessoas começaram a recomendar já muito para que os pacientes comecem a fazer muitos novos, né, muito novos. Então, existe essa questão também relacionada com a cirurgia, no sentido, a pessoa vai fazer uma coisa e vai precisar para sempre ficar fazendo, sempre tendo esse cuidado mesmo, por exemplo, o silicone e muita gente não sabe que precisa de vez em quando ter essa manutenção. Então, vai estar sempre dependente de tudo? No caso da prótesis de mamas, sim, no momento que colocou o implante mamário, esse implante não vai durar a vida toda e eu sempre falo para o paciente que ele vai trocar pelo menos umas três vezes na vida, mas pode ser muito mais, né. Então, dependendo do procedimento, isso tem que ser questionado ao médico se vai ter que fazer cirurgias futuras. Então, uma paciente que faz uma abdominoplastia e não tem filho e depois tem filho, ela também vai precisar de uma nova cirurgia. A paciente que agora, em relação à toxina botulínica, é que a segurança do medicamento é exatamente o seu tempo, né, então, para não ter nada permanente. Então, ele dura de quatro, seis meses, então realmente vai ter que se repetir o procedimento a cada seis meses pelo menos, às vezes até menos, né. Então, eu falo para os pacientes que terão que fazer a toxina botulínica duas a três vezes por ano, mas isso é para uma manutenção. Agora, a idade que vai começar a fazer é quando não tem rugas estáticas, ou seja, aquelas rugas que você está parada e aparece. Agora, a movimentação, você vai aparecer algumas rugas e a gente chama de rugas dinâmicas. E fazer a toxina botulínica para evitar essas rugas dinâmicas vai evitar para o futuro que não se desenvolva as rugas estáticas, né. Então, de forma preventiva pode ser feita um paciente mais jovem, mas não menor de idade, não faz sentido. Então, talvez depois dos 30 anos já seja um período bom para fazer a toxina botulínica de forma preventiva. Entende, então, não é que vai voltar pior do que estava antes, é só uma questão de manutenção mesmo. É, depende do procedimento, é, e eu acho que isso tem que ser falado, está para o médico, o médico tem que falar, não depende dos dois, quais serão, se pode precisar procedimentos no futuro, quais serão esses procedimentos. Para a gente entender um meio que um resumo de tudo isso, dependendo da vontade de cada pessoa, e quando esse limite foi ultrapassado e já está algo que está colocando a saúde da pessoa em risco, como que, quais são os sinais que a pessoa pode perceber por conta própria mesmo? Olha, fazer, trocar os relacionamentos por procedimentos estéticos, talvez seja um sinal de alarme, ou seja, a pessoa que deixa de viajar com a família por conta de um procedimento de uma cirurgia, seria um sinal de alarme, uma pessoa que não tem relacionamentos e busca nas cirurgias, relacionamentos, acabei com meu marido, quero voltar com meu marido, vou fazer uma cirurgia plástica, então, esse talvez possa ser um sinal de alarme, pessoas que estão todo ano fazendo cirurgia, sempre buscando mudanças, acho que esses são os principais pontos, mas quando aquilo acaba sendo o centro de decisões da pessoa, a cirurgia plástica, tudo está relacionado à cirurgia, e não a pessoa não tem outra vida, então, não tem amigos, não faz atividade física, não se alimenta bem e busca sempre estar fazendo algum procedimento, então, eu acho que esses acabam sendo o foco quando a pessoa está procurando um procedimento, e agora esses procedimentos extremos, com não profissionais médicos, aí eu já acho que realmente é um risco desnecessário, porque tem risco de infecção, risco de sangramento, risco de perder tudo, risco de nunca mais voltar a ser o mesmo. Às vezes a busca é tão grande que, quando o dinheiro está mais curto ali, o pessoal começa a procurar por esses não-médicos para poder continuar fazendo essas vontades, atendendo esses desejos. De procedimentos estéticos mais baratos que podem custar muito caro, como a gente já discutiu num episódio anterior. E também não tem como deixar de dizer, como a gente citou agora, essa questão da mídia, que está sempre aí, igual a gente começou falando da André Suraki, que vai criando essa normalidade em cima, não ela resolveu, resolveu aqui, começou a fazer um para tratar tal coisa, e aí foi fazer outro, então, é algo que as pessoas precisam estar atentas de forma individual, não ficar se colocando nessa massa dos procedimentos aí, nessas questões não-médicas, não é, doutor? Exatamente, exatamente, então é isso. Bom, já vamos encerrando, então, chegando ao fim, eu vou lembrar mais uma vez, para quem está acompanhando aqui a gente, que tem outros episódios relacionados também a esse tema, que envolve polêmicas, não só do Brasil, como também do mundo, casos que viralizaram. Nós conversamos no outro episódio com também o doutor Fernando Amato, que trouxe essas questões do submundo da estética, e com a doutora Lorena Amato, que trouxe a questão da endocrinologia, também relacionada a esse submundo, como, por exemplo, o Zempik, que é algo que entra nessa questão que a gente está falando aí nos extremos, pessoas que às vezes nem precisam desse tipo de medicamento, e acabaram utilizando, buscando essa perfeição, que como a gente disse aqui, costuma ser muito arriscada. Então, para quem perdeu, acompanhe também, nós temos playlists aí no canal, doutor, que as pessoas conseguem acompanhar essa sequência, e nós vamos continuar trazendo essas dúvidas. Então, comentem também se vocês tiveram alguma questão que vocês acham importante a gente trazer aqui. É legal, quem quiser, mandar alguma pergunta, alguma dúvida, alguma sugestão, podem mandar mensagem aqui no vídeo, podem também entrar no meu Instagram, meu.plástico.pro, mandar mensagem lá, perguntando, eu tento responder pessoalmente, mas também podemos até abordar nos próximos vídeos, e é isso. Muito obrigado, Violetícia, acho que... Obrigado a você, doutor. Obrigado. Bom, então vou agradecer mais uma vez, obrigado pelo carinho da sua audiência, sua participação aqui conosco, e a gente conta com a sua participação no próximo episódio. Tchau.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.