A mastectomia masculinizadora é uma cirurgia de redesignação de gênero para pacientes transmasculinos, que nasceram com corpo feminino mas se identificam como h
É uma adequação mesmo do gênero. Ele precisa se adaptar àquele gênero. Fazer uma cirurgia da genitália, ainda existe, é uma cirurgia ainda experimental, principalmente no paciente feminino, reconstruir um falo, um pênis, não é uma cirurgia muito simples e talvez se reconstrua algo que não seja funcional, que ainda pode gerar um problema, um desconforto para o paciente.
A gente faz a mastectomia masculinizadora, a gente retira toda a mama, toda a glândula mamária, faz uma mastectomia, o corte realmente não é dos mais satisfatórios, porque acaba vindo daqui até aqui, da axila até a axila, muitas vezes emenda no centro, o mamilo a gente precisa retirar da mama e reenxertar, não é nenhuma cirurgia que a gente reposiciona ele, a gente acaba reenxertando, mas é uma cirurgia que traz um conforto.
Reposição hormonal, ele vai fazer essa reposição hormonal e que ele vai dar doses de homem, masculinas, de testosterona, de hormônio masculino, para que esse paciente desenvolva os caracteres secundários de um homem, ou seja, barba, voz, até força muscular vai mudar.
Mastectomia masculinizadora. Bom, essa é a cirurgia para aquela pessoa, para aquele paciente que nasceu num corpo de uma mulher, tem mamas, tem genitália feminina, porém ele não se encontra naquele corpo. E o que pode ser feito para essa pessoa, para esse paciente, que tem mamas, tem corpo de mulher, a parte psicológica dela é toda masculina.
É muito difícil isso entender, a gente entender como pessoas, mas a gente precisa, como pessoas, respeitar o próximo. Então, quando a gente fala de cirurgia em trans, é um tema muito amplo, muito discutido, é um tabu ainda, e essas pessoas, elas precisam de um suporte, um suporte psicológico, ela precisa de um suporte médico e precisam do respeito, antes de tudo, de todos os profissionais que estão olhando para aquele paciente. Então, o trans, paciente trans masculino, é aquele paciente que é mulher, físico de mulher, que é um paciente homem no corpo de mulher.
Então, existem várias cirurgias que podem fazer para adequação, adequação do paciente trans. Qual que é o objetivo dessa cirurgia? É uma adequação mesmo do gênero. Ele precisa se adaptar àquele gênero.
Fazer uma cirurgia da genitália, ainda existe, é uma cirurgia ainda experimental, principalmente no paciente feminino, reconstruir um falo, um pênis, não é uma cirurgia muito simples e talvez se reconstrua algo que não seja funcional, que ainda pode gerar um problema, um desconforto para o paciente. Agora, uma paciente, um paciente com homem que possui mamas grandes, ele merece ter a dignidade de fazer uma cirurgia na mama. Da mesma forma que o paciente cis masculino, aquele homem que nasce com, que desenvolve mamas, que a gente chama de ginecomastia, tem o direito de operar a mama, o paciente homem trans, ele também tem o direito, deveria ter o direito de operar essa mama.
E qual que é a cirurgia? A gente faz a mastectomia masculinizadora, a gente retira toda a mama, toda a glândula mamária, faz uma mastectomia, o corte realmente não é dos mais satisfatórios, porque acaba vindo daqui até aqui, da axila até a axila, muitas vezes emenda no centro, o mamilo a gente precisa retirar da mama e reenxertar, não é nenhuma cirurgia que a gente reposiciona ele, a gente acaba reenxertando, mas é uma cirurgia que traz um conforto. Quando se vê um paciente trans no consultório, muitas vezes eles vêm com faixas torácicas, assim, comprimindo essa mama para não aparecer nas roupas e vem tudo marcado em cima, embaixo, isso é muito comovente, porque eu também já vi isso daí em paciente cis masculino, com mamas adolescentes que estavam querendo esconder sua mama, então a gente tem que respeitar isso do paciente. Tirar a mama não é um problema, não é um órgão, para quem não vai ter filho, funcional, então realmente é uma cirurgia que às vezes pode até livrar o paciente de um câncer de mama, que na mulher é mais alto do que no homem, então a gente tem que ter isso como um respeito, uma avaliação sobre esse paciente.
Esses pacientes precisam sim ter um acompanhamento endocrinológico, não é, ah, eu quero tirar a mama, vai lá tirar a mama, depois eu quero colocar a mama, ele precisa ter esse acompanhamento por um tempo para até mesmo amadurecer essa ideia. E o que o endocrinologista vai fazer? Reposição hormonal, ele vai fazer essa reposição hormonal e que ele vai dar doses de homem, masculinas, de testosterona, de hormônio masculino, para que esse paciente desenvolva os caracteres secundários de um homem, ou seja, barba, voz, até força muscular vai mudar. Então até um tema um pouquinho conflitante dessa parte de homem, mulher, hormônio na parte do esporte, que às vezes pode ter um conflito aí, confundindo com um anabolismo, tipo um anabolizante, mas não é a questão, a gente usa o hormônio para desenvolvimento de caracteres secundários e quando o paciente já está pronto é feita a cirurgia de mastectomia.
Esses pacientes às vezes tem até mais barba do que eu, só por conta do uso da testosterona. Já é também importante esse paciente ter um acompanhamento com psiquiatra, ver se não tem nenhuma doença psiquiátrica, às vezes o paciente não tem condições de fazer nenhuma cirurgia porque ele tem outra patologia associada e que deveria ser tratada até mesmo para ver se essa realmente é a vontade do paciente. E um psicólogo até mesmo para adequação na sociedade dessa nova pessoa.
Esse paciente tem o direito de ter mudança de nome, do nome social, então ele precisa buscar até mesmo assistência social, assistente social para poder ajudar nesse processo. Geralmente esse processo dura em torno de dois anos e é o suficiente para o paciente estar preparado para essa cirurgia de resignação de gênero. Se você gostou desse vídeo, acho que alguém pode ajudar.
Se você quiser compartilhar, é um tema que realmente é um tabu, é difícil, a gente aprende com cada paciente, aprende com cada colega, com cada comentário aqui a gente também aprende. É importante a gente ver o que o outro pensa, então acho que o respeito é fundamental, ele não deve vir sempre com preconceito, a gente tem que ter a cabeça aberta e desde que a gente não esteja fazendo mal, a gente esteja fazendo bem para a pessoa, a gente tem que abrir nossas cabeças. Então se você gostou desse vídeo, curta, comente, compartilhe.
Obrigado!
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.