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Outubro Rosa - Câncer de Mama e Reconstrução

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Outubro Rosa - Câncer de Mama e Reconstrução

O vídeo aborda o movimento Outubro Rosa, enfatizando a conscientização sobre o câncer de mama. A Dra. Priscila Beatriz, ginecologista e mastologista, explica a

Perguntas respondidas neste vídeo

Então, nós estamos fazendo uma reunião híbrida, né?

Nós temos uma reunião mensal que a gente faz com o corpo clínico, que já fazia bastante tempo que a gente não fazia por conta da pandemia. E hoje, com a volta da reunião presencial, a gente quis tentar fazer essa live, abrindo outro brorosa no Brasil.

A gente tem quase 40 anos de história como um grupo de médicos, né?

Um grupo familiar, mas é como grupo de médicos, a gente já está há muito tempo no mercado. E há mais de 10 anos a gente faz reuniões mensais com todos os profissionais de saúde aqui no nosso Instituto.

Então, antes de mais nada, deixa eu me apresentar, né?

Eu sou Priscila, sou médica ginecologista e mastologista aqui do Instituto Amato. E, bom, Outubro Rosa é um movimento mundial.

Ele surgiu aí nos anos 90, né?

Então, eu gosto de contar essa história, eu acho uma história bonita. surgiu quando em 1990, numa corrida pela cura do câncer de mama, foram distribuídos lacinhos rosa a todos os participantes.

E isso porque, assim, essas corridas da cura eram feitas por um instituto chamado Susan De Komen, que é um instituto pela cura do câncer de mama, né?

Ele surgiu porque a Susan foi uma mulher que teve câncer de mama muito jovem, com 34 anos, se eu não me engano. E ela acabou falecendo da doença, mas a irmã dela prometeu que faria de tudo para encontrar a cura para o câncer.

Transcrição completa do vídeo

e também entre aí no nosso Instagram, meu plástico pró do Fernando, meu Dr. Priscila Beatriz. Estamos tentando resolver os problemas técnicos aí. Você desligou? Aqui desligou. Apareceu aqui. Apareceu aqui. É agora. Apareceu que eu peguei o... Ótimo, ótimo. Boa noite, pessoal. A gente não estava conseguindo entrar e agora deu certo. Bom, boa noite. Bem-vindos à nossa live, primeira live do Instituto Amato. Então, nós estamos fazendo uma reunião híbrida, né? Nós temos uma reunião mensal que a gente faz com o corpo clínico, que já fazia bastante tempo que a gente não fazia por conta da pandemia. E hoje, com a volta da reunião presencial, a gente quis tentar fazer essa live, abrindo outro brorosa no Brasil. E... por favor. É, então. Eu acho que é importante. Obrigado a todos que estão participando. A gente está fazendo essa live. A gente tem nosso canal no YouTube, a gente tem quase 200 mil inscritos. Então, a gente optou por fazer... Por esse motivo, a gente optou por fazer no YouTube. A gente faz reuniões científicas aqui no Instituto Amato já há mais de 10 anos, né? A gente tem quase 40 anos de história como um grupo de médicos, né? Um grupo familiar, mas é como grupo de médicos, a gente já está há muito tempo no mercado. E há mais de 10 anos a gente faz reuniões mensais com todos os profissionais de saúde aqui no nosso Instituto. E a gente discutia casos clínicos e encontros médicos para discutir casos em comum. A gente traz também assuntos da área de cada um para a gente poder discutir. E é uma interação muito legal, muito harmônica, que a gente acabou perdendo por conta da pandemia. E... fazer um evento agora, nesse momento, a gente pensou bastante como que ele seria adequado. Como que a gente vai trazer médicos, os nossos médicos para cá, sendo que eles estão com outros problemas, outras dificuldades. Então a gente optou por fazer algo híbrido, aproveitar que a gente tenha essa estrutura do nosso canal no YouTube. E optamos por transmitir algum assunto, que seja de importante para a população em geral, um assunto que beneficie toda a população. E aproveitar e a gente acaba encontrando alguns profissionais, por isso que é um evento híbrido. Então a gente tem pessoas aqui presenciais que vão estar participando junto, como também para vocês. Que estão em casa, que vão poder ver essa live quantas vezes quiserem. Então eu peço para que todo mundo que tenha uma pergunta, tenha algum questionamento, participe. Então a gente está aqui com o YouTube, vocês podem mandar no YouTube. Eu peço para que não mandem para o Instagram, porque a gente não vai conseguir ler tudo. Se mandarem alguma coisa no Direct do Instagram, pode ser que a gente consiga coletar e trabalhar. Se você tiver algum tema que queira abordar nas próximas lives, a gente aceita sugestões. Coloque aqui as sugestões no nosso YouTube, pode colocar também no Direct, mandar no Direct pessoal nosso. É muito importante para você que está participando, curtir o nosso vídeo e também se inscrever no nosso canal. Isso aqui é o que faz o canal viver, é você estarem inscritos. Comente, compartilhe, também aproveito para chamar o meu perfil pessoal, profissional do Instagram, que é o Arroba, meu.plástico.pro. Eu também tenho um canal meu do YouTube, que podem me seguir lá, mas meus vídeos todos, quase todos estão aqui nesse canal. Então, a doutora Priscila, que o perfil dela do Instagram, é Arroba, D-R-A, Priscila, Beatriz. Então, doutora Priscila Beatriz, peço que também sigam. E quem está no YouTube e nunca seguiu o nosso perfil no Instagram, também peço para que sigam o Arroba Amato Instituto, que é um perfil que a gente está recomeçando eles, então eu ajudaria muito a ter a curtida de vocês. Então, para iniciar essa live, a gente procurou um tema que é muito importante para a população, que é o Outubro Rosa. Por que que o Outubro é rosa? Por que que ele é importante, doutora Priscila? Bom, Outubro Rosa é um movimento mundial, né? Então, antes de mais nada, deixa eu me apresentar, né? Eu sou Priscila, sou médica ginecologista e mastologista aqui do Instituto Amato. E, bom, Outubro Rosa é um movimento mundial. Ele surgiu aí nos anos 90, né? Então, eu gosto de contar essa história, eu acho uma história bonita. surgiu quando em 1990, numa corrida pela cura do câncer de mama, foram distribuídos lacinhos rosa a todos os participantes. E isso porque, assim, essas corridas da cura eram feitas por um instituto chamado Susan De Komen, que é um instituto pela cura do câncer de mama, né? Ele surgiu porque a Susan foi uma mulher que teve câncer de mama muito jovem, com 34 anos, se eu não me engano. E ela acabou falecendo da doença, mas a irmã dela prometeu que faria de tudo para encontrar a cura para o câncer. Então ela começou a promover essas corridas pela cura, e aí em 1990, distribuiu o lacinho rosa. E aí, todo ano, em todas essas corridas pela cura, foram sendo distribuídos os lacinhos, os monumentos importantes começaram a ser iluminados da cor rosa durante o mês de outubro, e aí virou o mês da conscientização sobre o câncer de mama. Então, por isso que é o Outubro Rosa que a gente fala, né? Então, é um mês que ele serve, pelo menos o que eu vejo, que é um mês de conscientização à população, não só feminina, né? A população geral, porque é um problema que afeta a população, a saúde pública, que afeta... pode afetar tantos homens, né? Pode afetar o homem também. E ele serve para conscientizar sobre o diagnóstico precoce e a prevenção, certo? Certo. O homem pode ter câncer de mama? Pode, pode. É raro, mas pode. É mais ou menos 1% só dos casos de câncer de mama acontecem em homens. Mas é importante ficar ligado. Não quer dizer que o homem vai fazer uma homografia anual como mulher faz, mas é importante prestar atenção, perceber algum nódulo na mama, o mamilo ficou diferente, é importante procurar um mastologista. Mas assim, os nódulos na mama, todos são câncer de mama? Não. E nódulo na mama, pode doer? Pode, pode. E se dói, é câncer de mama? Não, não. Geralmente, dor não é um sintoma de câncer de mama, né? É uma coisa que as pessoas acham assim, assim, se um órgão doeu é porque está doente, então o doeu está errado. E assim, no caso da mama, no geral, o câncer não dói, vai doer quando já é algo muito grande que já está cometendo a pele, tá? Então, não é todo nódulo que é câncer, né? Pelo contrário, a maioria dos nódulos são benignos, mas assim, claro, frente a um nódulo palpável, é importante procurar um mastologista para avaliar, né? Na verdade, assim, o Outubro Rosa é o mês da conscientização do câncer de mama, que assim, a gente quer diagnosticar os casos precocemente, porque quanto mais cedo eu diagnosticar, maiores são as chances de cura. Então, eu não quero diagnosticar tumor palpável, eu quero diagnosticar antes dele ser palpável, porque se ele antes de ser palpável, ele é menorzinho, quanto menorzinho ele for, maior as chances de cura. E aí que a gente entra na mamografia. E a mamografia? Eu entendo, pelo menos quando a gente fala Outubro Rosa, a gente fala em mamografia. E qual a importância da mamografia? Em que momento que a mulher tem que iniciar a realização da mamografia? Bom, a mamografia na população geral, em quem não tem nada realmente risco para câncer de mama, deve ser iniciada a partir dos 40 anos. E deve ser anual, tá? Isso, assim, é a recomendação da sociedade brasileira de mastologia, da federação brasileira de ginecologia obstetrícia, tá? Pelo Ministério da Saúde, infelizmente, eles recomendam a partir entre os 50 e 69 anos a cada dois anos, tá? Mas nisso, com esse intervalo maior, a gente acaba perdendo alguns tumores aí no meio do caminho. Então, o ideal para a gente conseguir identificar tumor bem pequenininho no comecinho, é a partir dos 40 anos. Ah, então começa a fazer anual depois dos 40, é isso? Mas pode fazer antes mamografia, ou atrapalha, ou é melhor fazer ultrassom, porque eu sou cirurgião plástico. Então, quando eu vou fazer uma cirurgia de mama, eu peço mamografia e ultrassom de mama para todas as pacientes, porque eu tenho medo de fazer uma cirurgia para a gente ter um nógulo e ter alguma coisa, ela não ser tratada. Então, mas eu peço os exames e quando eu vejo a paciente já fez, não, eu já faço, já com minha ginecologia, eu faço uma ultrassom e mamografia desde os 18 anos de idade. Isso é comum, como que é a rotina ginecológica para a ultrassom e mamografia? Assim, a mamografia pode ser feita antes, até pode, mas assim, ela não precisa ser feita antes, né? Ela pode ser feita antes se, por exemplo, a mulher tem um nódulo palpável, com algum motivo, não de rastreamento, né? O que é um exame de rastreamento? É um exame que a gente faz em quem não tem doença. Então, eu vou procurar doença nessa pessoa. Quando eu faço mamografia na mulher muito jovem, a mama dela é muito densa, tem muita glândula mamar e pouca gordura. Eu não vou conseguir identificar muita lesão nessa mamografia e eu vou estar expondo a mulher a radiação desde muito cedo e eu não vou ter tanto benefício de conseguir enxergar lesão. E, além disso, os estudos que existem mostrando que a mamografia muda a mortalidade para o câncer de mama são para mulheres a partir de 40 anos, né? Então, mulher mais jovem é proibido fazer? Não é, mas assim, não é de grande ajuda. Então, não vale a pena fazer. A não ser que tenha um risco aumentado, então, mulher que tenha uma história familiar, muito importante, que tenha mutação genética, ou que tenha alguma alteração suspeita na mama. E, sim, eu posso pedir a mamografia antes dos 40. Em relação ao ultrassom, o ultrassom deve ser um exame complementário. Então, por exemplo, um palpou a mama e sentiu que tinha um nódulo, pede o ultrassom. Ele não deveria ser um exame de rotina, mas ele acaba sendo, os ginecologistas acabam pedindo, tá, esse é um café, só vamos fazer para ver se tem alguma coisa. Vai que tem. Vai que, exatamente. Nessa, você acaba, às vezes, descobrindo, descobre nódulo, descobre cisto, coisinhas que não significariam nada, não teriam nenhuma repercussão, mas que aí descobriu, porque eu sempre falo para os pacientes, não dá para eu ver um exame e ignorar. Viu alteração no exame, mas eu não queria ter visto isso, vou jogar fora. Não, se eu vi uma alteração, eu vou ter que prosseguir, vou investigar, vou acompanhar. Vou acompanhar, né? Uma pergunta que fizeram aqui no começo, se nódulos de mama podem se tornar malignos? Tá. O nódulo mamário, na grande maioria das vezes, ele já nasce com a natureza dele, ou de ser benigno, ou de ser maligno, tá? Então essa questão de transformação, ah, eu tenho um nódulo benigno, ele pode virar câncer, é difícil de acontecer, tá? Mas assim, quando a gente, frente a um nódulo de mama, vamos falar, um nódulo parece ser do bem, a gente nunca vai virar e falar, esse nódulo é benigno. Eu vou virar e falar, olha, esse nódulo, ele é provavelmente benigno, ele parece não ser nada, mas a gente acompanha. Então, por isso que assim, quando você pega um nódulo provavelmente benigno, que é um bradestreis, no ultrassol, ah, acompanhem seis meses, tá igual, acompanhem seis meses de novo, faz um ano já que tá igual, ah, podemos acompanhar anualmente. Legal. E voltando à prevenção, né? Então, a gente tá falando do diagnóstico precoce, né? E o que seria a prevenção do câncer de mama? Quais são esses fatores de risco que a gente poderia prevenir pro câncer de mama? Existem fatores de risco modificáveis e tão modificáveis. Então, os não modificáveis são coisas que a gente nasceu com ela, genético. Histórico familiar. História familiar, mutação genética, menstruou muito cedo, entrou na menopausa muito tarde. Isso são fatores, são coisas que não tem como a gente agir nisso. E existem os fatores de risco modificáveis, que aí, nesses, a gente tem como agir. Então, quais são esses fatores de risco pra câncer de mama? Tão hábitos de vida, tá? Então, tabagismo, bebida alcoólica, alimentação rica em gorduras. Isso são coisas que aumentam risco pra câncer de mama. Não amamentar, não gestar, porque acaba que o... Você tá recomendando para as pessoas terem fim e amamentarem. Sim, assim, se for considerar para redução de risco de câncer de mama, sim, mulheres. E a obesidade também é um... É um fator de risco? É um fator de risco. Se for considerar, assim, a gente deveria falar, ó, então, a mulherada engravidar cedo e amamenta que isso é fator protetor. Mas é importante, acho que, porque o câncer de mama ele é dependente de hormônio. Então, a exposição, a hormônio pra essas pessoas é muito maior para um tempo prolongado. Então, você amamentar e ter filho, você diminui essa exposição, o período de exposição a esses hormônios. E também a obesidade que tenha... Acho que talvez seja por conta da aromatase que converte o mais hormônio em estrogênio. Que aumenta o risco de câncer de mama. E a obesidade, ela não só é um fator de risco para ter câncer de mama, quanto é um fator de risco para quem já teve câncer, ter recidiva, do câncer voltar. Então, são essas coisas que dá para... E agora, continuando nisso, no diagnóstico, exame de genética. O pessoal tem se pedido bastante? Tem sido uma rotina para se pedir ou não? Não. Não é... Primeiro que assim, uma coisa que é importante ficar claro, 90% dos cânceres de mama são esporádicos. Então, o que é esporádico? É a pessoa que foi sorteada. Não tem história de mutação genética, de história familiar. Então, a maior parte não vai ter mutação genética. Existem alguns tipos de câncer de mama, que a gente vai olhar e falar isso aqui, parece ter história familiar. Então, câncer de mama em mulheres muito jovens, antes dos 50 anos, tumor bilateral. Então, quando a gente tem isso, fala em isso aí, pode ter alguma história familiar. Então, às vezes, vale a pena pedir o teste genético. Não vale a pena pedir para todo mundo. Porque, primeiro que assim, existem alguns genes que a gente sabe que são relacionados ao aumento do risco de câncer de mama. Os principais são BRCA1 e BRCA2. Mas assim, apesar da gente já conhecer o genoma humano, a gente ainda não sabe para que serve cada tipo de... cada gene. Então, às vezes, se eu fizer teste genético em todo o mundo, talvez eu vá descobrir mutações que eu não sei o significado ainda. Então, às vezes, eu vou aumentar, que são as vuls que são chamadas, mutações significadas em determinado. Então, às vezes, eu vou achar alguma coisa que eu não vou muito bem saber o que fazer com aquilo. Mas, mesmo no BRCA1, BRCA2, que você tem um alto risco de desenvolvimento do câncer, não está indicado de imediato fazer uma cirurgia, uma mastectoide profilática, eu acho que tem muitos critérios que você tem que ter. A pessoa faz um exame, aí descobre que vai ter uma doença. Ela vai ter. Ela pode ter. Ela pode ter, na verdade. Às vezes, ela vai morrer por outros motivos. Por outros motivos. Mas ela vai ter. Ela tem o risco de desenvolver aquela doença. Ela já vai fazer uma cirurgia que vai causar riscos. Acho que talvez seja esse o ponto. Você vai fazer um procedimento em que ela vai fazer, sem maturidade para fazer, sem ter tido filhos, sem ter amamentado. Talvez, pelo momento que ela faz seu exame, ela não está preparada emocionalmente, fisicamente, está, de repente, prestando vestibular. Às vezes, o motivo, o momento, talvez não seja ideal, e talvez ela sofre por uma doença que ela nunca vai desenvolver. E, às vezes, ela faz uma cirurgia por conta de uma doença que ela nunca vai desenvolver e vai ter complicações de uma cirurgia que é mais agressiva. Quando eu vou pedir um teste genético para uma paciente, primeiro, eu sugiro, dependendo da qual você tem a indicação de fazer. Mas, assim, a primeira pergunta que eu faço assim, o que você vai fazer com esse teste? Porque, vamos pôr, a pessoa vai fazer e descobrir, olha, eu tenho mutação para o BRC1, que é a mutação que a Angelina Jolie tem, que é o que é mais conhecido. Então, essa mutação, o homem está risco para câncer de mão e o homem cansa de ovário. A pessoa que tem a mutação, ela tem que tirar a mão, ela tem que tirar o ovário? Não, ninguém tem que nada. Essa pessoa, ela vai ser orientada. Então, olha, você tem essa mutação, você tem essa opção. Você pode fazer uma mastectomia profilática, ou você pode usar um anti-ormônio, você pode retirar os ovários, e tudo tem a época certa também para fazer. Se não vai chegar, menina, vamos pôr, fez o teste com 18 anos, não vai sair tirando mama e ovário. Então, o ovário a gente tira já em torno dos 45 anos, porque, na hora que eu tiro o ovário de alguém, eu faço essa pessoa entrar na menopause. Então, eu tenho todas as consequências de uma pessoa entrar na menopausa muito jovem. Então, tem que ser muito bem conversado, porque não é simplesmente, eu quero saber se eu tenho. Mas, se você tiver, o que você vai fazer com essa informação? Isso é importante na orientação, né? E falando em câncer de mama mesmo, todas as pacientes que têm câncer de mama fazem a mesma cirurgia, a mastectomia, tem cirurgias diferentes, ou não precisa fazer cirurgia, dá para fazer uma química, uma radioterapia, ou dá para fazer uma radiocirurgia. Quais são os tratamentos para quem descobre que tem câncer de mama? Câncer de mama. Bom, assim, o que eu explico para as pacientes, câncer de mama é uma doença que envolve vários tratamentos. É um tratamento de cada vez, a gente nunca vai fazer tudo ao mesmo tempo. Então, dependendo, vamos pegar uma mulher que descobre um câncer de mama pequenininho, um e meio centímetro, do jeito que eu falei que é bom que a gente descubra, antes de ser palpável. Tô um orcinho pequenininho. Qual que é o tratamento? Nesse caso, iniciaria com uma cirurgia, precisa sempre retirar a mama, não. O tamanho da cirurgia vai depender do tamanho do tumor, de quanto a gente tem de doença, então um tumorzinho pequenininho, a gente pode fazer uma quadrantectomia, que é tirar o tumor com um pouquinho de margem em volta. E, além disso, sempre que a gente tem câncer de mama, a gente precisa olhar a axila. Porque o câncer de mama, quando ele se espalha, o primeiro lugar para onde ele vai é para a axila. Então, a gente tem que fazer essa mostragem para ver se tem alguma coisa ali, né? O limfonodo centinela, tá? Que pode ser feito de duas baneiras. A gente pode injetar um líquido azul, que é o azul patente, que ele vai migrar, vai deixar alguns ganhoszinhos azuis, a gente tira esses. Ou injeta um radiofármaco, que é um líquido radioativo. Então, injeta esse líquido ali na mama, ele vai drenar lá para a axila. E, na hora da cirurgia, eu uso um aparelhinho que apita. E aí, ele apita mostrando a localização do limfonodo para a axila. Então, a gente fica meio... radioativo, acha que vai sair verde de posição diária. Mas não é bem isso. É que nem um... acho que é contador gauge, né? Que o pessoal fala que ele vai... E isso que ele vai fazer... Quando vai chegando próximo desse zótopo que tá emitindo... Que vai emitindo a radiação, ele vai... Aí você consegue... Ele às vezes bate. Então, aí você acaba conseguindo localizar o limfonodo. Aliás, eu... Tecnece 99. Tecnece 99. E aí, eu até tenho um vídeo disso daí de uma cirurgia que eu fiz. Eu vou ver se eu coloco esse dia. Ah, é certeza de onde o melanoma não foi? Eu vou ver se eu coloco. Eu vou aproveitar que a gente tá já em 8, mais de 20 minutos, lembrar para as pessoas que estão participando de curtirem, se inscreverem no canal. O canal vai existir enquanto vocês tiverem curtindo. É importantíssimo vocês participarem disso, comentando, compartilhando. Porque se vocês participarem, a gente vai conseguir fazer outras lives dessas. É a primeira live do canal. Eu já fiz... Tô desde o começo da pandemia fazendo o meu perfil pessoal, a doutora Priscila no perfil pessoal dela. A gente vai fazer a live no perfil do Instituto Amato. E a gente quer começar a fazer as lives no YouTube. Conseguindo, vocês participando, a gente vai conseguir... A gente vai incentivar os outros médicos também para participarem. A gente trazer temas diferentes. A gente tá em novembro, a gente tem a ideia de talvez fazer alguma coisa de saúde masculina. Trabalhar alguma coisa disso, mas pode ser uma reposição hormonal, pode ser ginecomaxia. A gente vai pegar isso para novembro, que abordem o homem, que a mulher pode participar, não é só para o homem participar. E em dezembro, a gente pode até trabalhar algum assunto relacionado ao câncer de pele. Então, seria muito importante vocês participarem, se inscreverem, se entrassem nos nossos perfis de Instagram. E daí, sugestões de temas para a gente fazer as próximas temas. Não acabou isso e a gente vai continuar no tratamento. Então, você falou do quadrante, que a gente tira um quarto da mamãe, é isso? Quando o quadrante é que tomava, assim, quando essa cirurgia surgiu, realmente era um quarto que tirava. Então, tinha que tirar pele, ou a face, que seria a capinha do músculo que está atrás da mamã. Então, era um bem grande. Então, quando a gente fala quadrante é que tomava, hoje em dia não é... É um setor. É um setor com margens. Então, assim, eu acabei fugindo um pouco da sua pergunta. Vamos lá. Cirurgias para o câncer de mama. Ou é o setor, ou é o quadrante, que seria o setor com margens. Ou a mastectomia, que é a retirada da mama. E a mastectomia pode ser mesmo tirar toda a mama, inclusive mamilo. Pode ser adeno mastectomia, que seria uma mastectomia, assim, retirar o recheio da mama. A gente deixa pele, mamilo. Então, esses seriam os tipos de cirurgia. Existe a possibilidade de tratar o câncer de mama sem cirurgia? Não. Hoje em dia, ainda, isso não é realidade. Isso é isso. Mas eu vi no vídeo do Zap Zap. Você viu no Zap Zap? A sua tia mandou para você. No grupo da família, chegou. No grupo da família. Porque ela sabe mais. Existem pesquisas em andamento para tentar descobrir qual tipo de tumor que a gente poderia, talvez, não operar. Então, às vezes, um tumor que a gente começou o tratamento porque quimioterapia reduziu bastante esse tumor. E aí, será que a gente não podia só tirar uma biópsia, tirar uns pedacinhos e pronto, tá tratado? Então, tem tratamento por cria ablação, que é por congelar, tá? Mas, assim, ainda é só experimentar, tá? A realidade, assim, hoje em dia mesmo que, ó, fez a quimioterapia, o tumor sumiu. Precisa tirar, pelo menos, um pedacinho. Então, a gente falou. Então, o que tem de cirurgia? É um setor, né? Que tira um pedaço da mama, o quadrante, que seria tirar um quarto da mama. Um pedaço um pouco maior. Um pedaço um pouco maior, né? Um quarto da mama. Mas, que a gente usa o quadrante atual, ele acaba sendo, a gente muitas vezes, se falar quadrante seria um setor, né? Sim. E aí, é... Vou aproveitar para falar do quadrante, que a cirurgia de reconstrução do quadrante, às nossas, né? Que elas ficam muito satisfeitas porque elas têm a mama muito grande e o quadrante ficou numa parte inferior da mama. Então, elas acabam ganhando uma mamoplastia para diminuir a mama e para poder reparar essa mama. Então, acho que é o importante disso do quadrante, que às vezes a reparação, ela é muito confortável e a gente acaba fazendo a outra mama, simetrizando. É, então, jogar a pergunta para você, agora. Então, já, já. Fala um pouquinho sobre a reconstrução. Então, e é importante, as pacientes saberem, né? Alguém já falou, que se perguntou se não comentou do INSS, se se o SUS cobre. Se o SUS cobre. SUS cobre a mamografia, que a doutora Priscilha falou, que é o recomendação, pelo SUS, é de a partir dos cinquenta anos, a cada dois anos. E tem alguns outros instituições que recomendo anualmente após os quarenta anos. Mas a mamografia, ela tem cobertura pelo SUS, tem cobertura pelos convênios, a todos os tratamentos de câncer, eles têm, né? A parte cirúrgica, tem cobertura e a reconstrução também. E o mais importante, que o paciente também tem direito de fazer isso, a reconstrução no momento da retirada do câncer. Obviamente, que no momento da retirada do câncer, nem todos os pacientes são elegíveis para essa cirurgia. Tem paciente, mas doutora, eu quero, mas a doutora às vezes ela tem outras comorbidades, ela tem outras doenças, fuma, diabética, que talvez precise de uma retaguardia de UTI e fazer uma reconstrução nesse tempo cirúrgico não dá, mas e não impede ela no futuro de fazer uma reconstrução, né? Então, dependendo da cirurgia, tem essas limitações. E o convênio cobre de operar outra mama, também é só mama que tem câncer. E também já existe uma resolução relacionada a isso. O paciente tem direito de fazer essa mamoplastia na mama oposta. Esse é o código do que a gente usa no tuço, né? Que é a tabela unificada para esses procedimentos e no susto também cobre essa simetrização. Não faz sentido nenhum paciente que tinha uma mama enorme, retira o tumor, tem aquela mama reconstruída, fica com uma bonitinha e a outra grande. Isso é, o paciente vai ter um problema até de postura. Então ele vai devolver dor nas costas por conta da postura. Também é importante falar que a prótise de silicone faz parte dos materiais usados para reconstrução. E o convênio e os SUS cobrem esse material. Obviamente a gente não pode entender que o SUS tem sua limitação, tem suas protas de cirurgia. Então não é tão simples. Então às vezes brigar por pela prótise às vezes não tem a opção da marca não tem a opção do formato tem toda sua limitação do SUS. Mas o SUS tem muitos serviços que dão uma reconstrução de excelência para os pacientes, né? É, e tem alguns serviços que não têm equipe para fazer também, né? Então às vezes tem equipe de mastologia mas não tem a da cirurgia plástica. Então às vezes acaba que essa reconstrução imediata, né? Que é tirou o câncer e já reconstrói. Às vezes não tem condições de pessoal. Então acaba tendo que fazer tardiamente, né? Só depois. Aí a gente falou do quadrante, né? E aí a gente tem a mastectomia que é a retirada da mama, né? Por completo, né? E a mastectomia, ela pode ser uma mastectomia radical que aí vai com, que leva musculatura tudo que seria isso? Assim, existe a mastectomia radical a Halstead, que era a mastectomia lá de antigamente, que tirava a mama o músculo embaixo da mama esvaziava a axila, que era uma cirurgia bem agressiva. E não se faz mais essa cirurgia? Não, não. Só em casos que tem tumor invadindo a musculatura, tá? Hoje em dia mesmo que a paciente tenha a educação de mastectomia, a gente faz a mastectomia radical modificada, que aí retira a gânglia mamária ou mamilo, mas eu não faço e faz o esvaziamento da axila, mas eu não preciso tirar músculo, é uma cirurgia menos agressiva. E dá pra fazer a mastectomia e preservar o mamilo? Dá, dá. É o que eu falei que seria adeno mastectomia, né? Ou mastectomia preservadora de pele e de mamilo. Então, casos que o tumor tá longe ou do mamilo, a gente consegue fazer e aí consegue reconstruir no mesmo momento, né? Que aí o doutor Fernando pode falar um pouquinho melhor pra gente. É, então, quando isso precisa ter essa cirurgia, esse tipo de cirurgia precisa ter um sinergismo de equipe. Não adianta falar assim, olha, vou escolher esse mastologista que é aquele cirurgião plástico. Às vezes essa combinação ela pode ser prejudicar porque precisa ter um sinergismo. Adeno mastectomia é uma cirurgia que deixa pele praticamente um pouquinho de gordura, né? Então se, dependendo da equipe não tiver bem alinhado essa reconstrução, às vezes é aí que pode ocorrer uma complicação, ter um sofrimento de pele. Então, é por isso que é muito importante esse sinergismo. Pelo menos com as que a gente fez, a gente fez junto, né? Então, é um segurando, avaliando o outro pra ver se a gente vai conseguir fazer aquela reconstrução. É a eterna briga do mastologista que cirurgia o plástico. É, ela quer tirar e eu quero deixar. O mastologista quer tirar o quanto o quanto mais melhor e o plástico não, deixa mais um pouquinho. É, mas assim, às vezes se você deixar mais glândula fica mais fofinho pra reconstruir, fica mais bonito, mas assim eu tô deixando glândula mamária lá e aí tem risco da doença voltar. Mesmo quando a gente fez a mastectomia, zero a chance da pessoa ter câncer de mama de novo, não zero. A gente consegue reduzir 90%. Uns 10% sobra, porque assim, a gente tem a pele tem o tecido celular de subcutâneo que é a gordurinha embaixo da pele, e aí começa a mama. Aonde acaba a mama começa a gordurinha, é um limite tênuo e é difícil a gente identificar. Então, um pouquinho de glândula vai sobrar, mas é importante a equipe estar sincronizada. Então, às vezes a paciente chega pra mim e fala, eu quero operar mas eu quero que quem reconstrua seja o meu cirurgião plástico que operou o meu rosto. Eu falo, olha, é difícil a gente operar assim com quem a gente não conhece, porque mesmo a gente no começo era difícil. Hoje em dia a gente já tem mais sintonia de operar, mas no começo é difícil. Às vezes a gente quer fazer de uma coisinha diferente, isso aumenta o tempo cirúrgico, isso aumenta alguns detalhes na cirurgia, muito discreto, mas realmente fazem diferença. Até às vezes mudar a cirurgia, olha, essa não vai ficar legal, a gente vai ter que mudar. E se não tem isso conversado antes com a equipe ela tem que me falar, olha, eu vou tirar um pedacinho, mas se o patologista falar que tem mais, eu vou mudar e eu vou tirar tudo. Então às vezes se ela fala assim, eu vou tirar mais e vou tirar mais e deixa uma mama que tem metade da mama, metade não. Às vezes pra me reconstruir isso é mais difícil do que se ela tivesse tirado tudo. Então às vezes se não tiver uma boa conversa com o mastologista, com o cirurgião plástico, a gente acaba não fazendo o melhor por paciente e precisa ter essa conversa antes e depois da equipe do que cada um pretende fazer e quais são as variáveis pra gente poder se programar, pra gente poder ter planejamento e até mesmo no pós-operatório. Não adianta eu ver na segunda-feira de manhã, ela vê na segunda-feira da tarde e ninguém vê o paciente até a outra segunda-feira. Vê um na segunda-feira, outro vê na quinta. Então até o retorno faz diferença, né? Às vezes o paciente fica quatro dias internado por qualquer outro motivo, no hospital, né? Então, de repente precisa passar a visita do paciente, não precisa aí os dois de manhã, vai um de manhã e depois de noite. Então, isso faz diferença, a gente otimiza a atenção quando a gente tá numa equipe, né? Eu acho que a gente acaba dando uma atenção muito melhor porque a gente tá pensando no paciente. A gente falou do do setor, quadrante, mastectomia, mastectomia modificada, adenectomia e mas ele não falou da químio e nem na rádio. Todo mundo precisa de químio e rádio? Não. Eu comecei a falar que a gente vai me dando um assunto no outro e sai do rumo, né? Então, assim, quais são os tratamentos possíveis para o câncer de mama, né? Sirurgia, radioterapia, quimioterapia, endocrinoterapia e terapia-alvo. Então, basicamente esses tratamentos. Nem todo mundo vai precisar de todos, tá? Então, sirurgia, sim, precisa. Rádio depende, tá? Então, toda vez que faz quadrantectomia, precisa de radioterapia. Então, o que eu explico sempre é que a gente tira um pedaço da mama e sobra a mama sadia. A gente não sabe se tem algum microtumorzinho ali que a gente não está vendo. Então, a radioterapia é importante para a gente evitar que a doença volte, tá? Então, toda vez que faz quadrante, precisa fazer rádio. E tem alguns casos quando faz mastectomia que precisa fazer rádio também. A químio depende do tipo do tumor, do tamanho. Às vezes a gente faz antes da cirurgia. Às vezes faz depois, tá? É, hormônio também depende, endocrinoterapia depende, assim, se é um tumor que tem receptores hormonais faz a endocrinoterapia pode durar aí de 5 a 10 anos. A terapia-alvo seria contra terapias contra determinados marcadores que o tumor pode ter. O mais conhecido é o RER2. Então, existe uma terapia específica para isso. Eu tô entrando em detalhes, né? Mas, é... Quando a gente faz uma biópsia, descobre lá carcinoma, mamário, invasivo do tipo não especial, que é o tipo mais comum. A gente faz uma outra análise que chama imuno-istoquímica. E essa imuno-istoquímica que quem me fala, olha, tem receptor de hormônio, é forte, é fraco, é um tumor que replica rápido, replica devagar. Então, tem vários detalhes do tipo do tumor que vão guiar qual o tratamento que a gente vai fazer. E isso aí você faz esse exame na cirurgia da biópsia para poder fazer a cirurgia depois ou você faz esse imuno-istoquímico na cirurgia da mastectomia? Depende. Geralmente a gente faz na biópsia. Então, a hora que eu faço a biópsia, que veio lá que é o câncer de mama, faz já essa análise para eu ter uma ideia qual o tipo de câncer que é. Porque, às vezes, é um tumor de dois centímetros pouco agressivo que cresce devagarinho. Eu vou indicar operar de cara. Às vezes é um tumor de dois centímetros muito agressivo. Eu vou começar o tratamento por quimioterapia. Então, isso vai me ajudar a tomar decisão de por onde começar esse tratamento. Legal. E faz algum teste genético também no tumor? Faz alguma coisa desse gênero? Algum outro teste para tentar induzir qual outros quimioterapicos? Não, né? Não. Existem alguns testes que podem ser feitos. No caso, por exemplo, quando a gente fica bem em cima do muro, você descobre que é um tumor médio pouco agressivo. Então, existem aí umas análises que são o Oncotype DX, o Mamaprint, que é o painel genético do tumor e que é limitar uma estimativa se valeria a pena ou não fazer quimioterapia. Então, a gente acaba pedindo esses testes quando você quer tentar livrar talvez a paciente e fazer a química. Porque as pacientes reclamam muito se fala quimioterapia a pessoa fala assim, mano, vou ficar careca? É. Não quer nem saber se vai ficar enjoada. Se vai ficar engordar, emagrecer, vocês querem saber do cabelo. Tanto é que tem muita iniciativa legal juntando o cabelo, fazendo peruca para essas pacientes. Também tem algumas terapias que fazem de toucas que gelam. Porque o que muda na quimioterapia tanto mexe na replicação esses quimioterapicos, na replicação celular do tumor, mas mexe em toda a replicação de todas as células do corpo. Não sabe escolher só. Então, acaba ficando um período sem cabelo, e isso incomoda muitos pacientes. Mas são todos os quimioterapios que causam queda de cabelo? Não, não são todos. No geral, assim, as quimioterapias para o câncer de uma maior parte faz cair cabelo. Mas assim, como você falou, existem medidas que dá para tomar para tentar evitar queda. Então, tem essas toucas geladas que ajudam às vezes a não cair o cabelo. É algo que é esperado que aconteça. Então, por isso que as vezes pacientes, por exemplo, dê o resultado que é um tumor que dá uma dúvida se tem ou não a indicação de fazer químio, às vezes a gente pode indicar fazer um desses testes aí. Só que assim, esses testes não são cobertos pelo convênio. Então, são testes caros que custa aí 12, 15 mil reais. Então, no Sul, a gente não consegue só em protocolo de pesquisa e mesmo o convênio não cobre. Então, são coisas que a gente oferece, mas a paciente que tem que arcar financeiramente. Pelo que eu vi, o medicamento ele entra no Brasil, acho que ele fica cinco anos para poder entrar no rol da NS, ou seja, ter a cobertura pelo convênio. Mesmo ele estar liberado no Brasil, ele não entra direto para a cobertura. Então, para o paciente esses químios terápticos, às vezes eles precisam entrar com liminar e brigar. Esses são medicamentos caros. Então, realmente, tem um período aí, eu não me engano cinco anos. A gente fala bastante de radioterapia, e é uma discussão que eu acho muito legal, que para o cirurgião plástico a radioterapia ela é muito... ela complica muito nossa cirurgia e a gente perde algumas cirurgias, opções cirurgias, porque o tecido não tem uma certa elasticidade. Então, por exemplo, uma paciente que faz um quadrante acaba fazendo radioterapia depois. Então, a gente já sabe que o paciente que faz o quadrante que tem um resultado até, muitas vezes, estético muito bom faz acaba fazendo radioterapia. E, se essa paciente tem uma recidiva de câncer nessa mama ela vai evoluir com uma mastectomia. E as opções de reconstrução de mama em quem fez uma mastectomia, elas diminuem. A gente já não consegue colocar um espançor de pele. Então, a gente não consegue fazer uma cirurgia preservadora de pele, de mamilo, porque para reconstrução, a gente não vai ter os tecidos não se expandem. Então, a gente não consegue usar o úsculo. A pele perde elasticidade. E se a gente colocar, por exemplo, uma prótise atrás da pele, ali, tirar a glândula e colocar por trás da pele, vai ter uma complicação. Então, muitas vezes, a gente precisa usar uma reconstrução, ou com enxerto de gordura, se for alguma coisa simples, ou com um retalho muscular, que a gente tem do abdome e das costas. Muitas vezes, a gente acaba optando por das costas e, mesmo assim, a pele da radioterapia, ela, muitas vezes, sofre. Tem sofrimento de pele. E isso é o que mais assusta o cirurgião mágico. Acho que a palavra radioterapia. A gente não sabe qual vai ser o comportamento. Então, tem alguns medos do cirurgião plástico, que a radi é o tabagista. Quem fuma, e você fuma, e não tem câncer de mama, pense no cirurgião caso você tenha um câncer de mão, porque o tabagista ele... É mesmo que não tiver câncer, né, mulher que for fazer... Vai ter câncer de pulmão. Mas quem fuma e vai fazer plástica, tem risco muito maior de ter complicação, né? Sim, sim, exatamente. Mesmo eu sou estética. Tem três coisas que eu vi que são fatores de risco para complicação em reconstrução de mama por câncer de mama, né? É o tabagismo, diabetes, da lá, a gente sabe disso já há algum tempo, mas o diabetes controlado. Obesidade. São os três que realmente você vê mais complicação nesse perfil de paciente, desde sofrimento de pele, necrose, infecção, formação de seroma, formação de hematoma. Então, as coisas que a gente acaba não vendo no constório porque o perfil paciente que não está adequado é isso, a gente acaba não operando por questões estéticas, né? Então, acaba selecionando um pouquinho melhor. De reconstrução que a gente tem para falar realmente, a gente tem uma variedade de reconstrução, a gente sempre tenta fazer o mais próximo de uma cirurgia estética e o melhor de tudo, que a cirurgia estética nos ensina técnicas que a gente acaba usando na reconstrução assim como a reconstrução de mama nos ensina técnicas para fazer cirurgia estética. Então, uma coisa acaba trazendo a outra. A gente usa desde o encher de gordura, que a gente faz uma lipoaspiração no paciente, tira a gordura e a gente também usa a prótise, a prótise de mama é o que mais a gente usa. O paciente que não tem pele, a gente acaba usando um material que é um expansor mamário, um expansor mamário ele funciona como uma bichiga que a gente coloca atrás do músculo e da pele do paciente e depois que terminou a cirurgia no ambulatório que se catrisou, a gente começa a injetar soro nessa bichiga e ela vai expandindo, expandindo, expandindo até atingir o volume que a gente deseja, que o paciente deseja. Então, a gente tem que trabalhar isso com o paciente esse volume que a gente vai manter, então aí a gente programa a cirurgia e faz a troca para uma prótise de mesmo volume um volume um pouquinho maior, a gente acaba adaptando ao desejo da paciente. Também a gente... Eu tenho as prótises expansoras também, né? Tem, é uma alternativa para quando está com uma certa dificuldade de atingir uma certa simetria, porque se você coloca uma prótise de uma mama a outra mama, ela não pode ficar com uma reconstrução fácil, então a gente tem que também colocar uma prótise também. Então mesmo que a gente não fez uma mastectomia, a gente só tirou um pouquinho de volume daquela mama, a gente precisa colocar uma prótise para tentar ficar mais parecido com um formato mais parecido com uma dinâmica mais parecida até tanto é que pacientes estéticos eu opto por colocar a prótise na frente do músculo. Os pacientes de reconstrução a gente... na mama que a gente reconstrua a gente coloca atrás do músculo para o músculo proteger a prótise, porque não tem glândula. E do lado que a gente faz a simetrização se a gente colocar um atrás do músculo e outro na frente do músculo, a dinâmica da prótise vai ser totalmente diferente, ou seja, uma mama vai ficar mais dura, outra vai ficar um pouquinho mais fácil, da mesma com implante. Então a gente acaba fazendo uma técnica mais semelhante para tentar ter essa movimentação mais igual. Então esse é um detalhe da reconstrução. A prótise expansora eu usei poucas da minha vida ela serve para a gente ter um volume e a gente consegue colocar um pouquinho de soro. Isso é quando a gente está com certa dificuldade de acertar o volume. A gente faz muito enxerto de gordura que eu já falei que a gente faz os retalhos do abdômen. Muitas vezes a gente faz o retalho do abdômên e não precisa de uma prótise. Ganha quase que um abdômenoplastia, mas não é tão assim porque a gente acaba levando um pouco do músculo que fica no abdômen, o reto abdominal então isso pode trazer um pouquinho de certo desconforto para o paciente que a gente acaba colocando uma tela. Então o paciente acaba ficando mais um dia internado mas ele já dá recuperação e a morbidade é um pouquinho de pior. Mas é um abdômenoplastia e tem a cirurgia que a gente pega o músculo das costas que é o latíssimo do dorso conhecido como grande dorsal. A gente leva o músculo com uma ilha de pele e a gente cobre uma prótise de silicone, coloque traz de trás para frente assim cobre a prótise com uma pele, tem pele também para ajudar a fechar. É um retalho maravilhoso então a gente acaba um dos mais usados e ele funciona super bem. Existem cirurgias mais complexas que são como o autotransplante como esses retales das costas do abdômen, também é possível levar outras partes do corpo e fazer um autotransplante, ou seja grudar o vaso, artere e veia que vem de lá nessa região mas são cirurgias que demoram mais tempo, então muitas vezes a gente consegue resolver já com o grande dorsal tem um resultado espetacular, muitas vezes é muito bom resultado, mais rápida e uma morbidade muito menor. Além disso, essas cirurgias podem ser realizadas tudo num evento, na retirada do prótise que vai ser fragmentada por etapas e a gente deixa muitas vezes a última etapa que é a reconstrução do mamilo, reconstrução da arela para fazer a reconstrução da arela, a gente pode fazer com retalhos locais, a gente recorta um pouquinho a pele e ela forma uma papila, a gente pode pegar a papila do outro lado porque muitas vezes a paciente tem uma papila maior ali do outro lado, leva para esse lado, pacientes que têm uma arela de um lado muito grande, às vezes a gente consegue usar aquela pele para fazer do outro lado a arela, quando não tem pele nesse lugar, a gente pode usar pele da coxa que é um pouquinho, se vocês repararem a região enginal essa região mais íntima, tem uma pele mais escura, então a gente consegue usar essa pele dessa região para fazer a arela, se o paciente não quiser fazer nada, ela pode fazer uma tatuagem, uma micropigmentação é um detalhe, fazer a micropigmentação que ela consegue é menos invasivo, ficar atento com quem vai fazer, tem até cirurgião plástico que faz micropigmentação, uma coisa que é importante que a gente conversa com as pacientes é que quando faz a reconstrução em uma área, dificilmente a gente faz uma cirurgia só, geralmente são etapas como o Fernando falou, faz na primeira tem algum retoque para fazer ou às vezes vai trocar prótesis e injeta um pouquinho de gordura, então são algumas etapas exatamente antes de tudo a gente já está completando 55 minutos, 55 minutos de live você que está assistindo, eu vou pedir uma coisa só, inscreva-se no nosso canal, mas isso aí eu estou pedindo, tem que fazer, não tem jeito, mas eu vou entra no meu perfil do instagram que é o meu pontoplástico.pro, a doutora Priscila, Priscila Beatriz, Priscila Beatriz pode entrar também no meu canal por favor entra também no canal segue o amato instituto que a gente está recuperando do instagram, então seria legal se vocês que estão no nosso canal aqui do youtube seguirem lá também que é um perfil que a gente precisa reactivar e eu acho muito importante vocês participarem aí dos comentários, pode mandar direct, pode comentar mais ainda no vídeo e se tiverem sugestões para as próximas lives, para a gente poder voltar a fazer live mensal, a gente vai ser muito bem-vindo, a gente vai ter algumas ideias, mas isso é só um brainstorm e eu acho que a gente acaba finalizando, eu vou pedir para Priscila falar o que ela tiver para falar ainda complementar que ela queira aí, bom, então vou acrescentar para vocês curtam aí o nosso perfil, estou olhando para o lugar errado, Outro pro rosa você que tem mais de 40 anos com a homografia ainda coloca seus exames em dia, mulher aproveita esse mês para lembrar de cuidar da sua saúde, lembra que o câncer de mamas quanto mais no comecinho a gente descobrir, maiores são as chances de cura, então é isso, obrigada por todos que compareceram, qualquer dúvida pode mandar e que a gente responde, eu vou só aproveitar aqui desculpa de cortar, gravei alguns vídeos sobre saúde das mamas e vamos sair no nosso canal ao longo do mês de outubro, então ativa a notificação para você receber o aviso, eu acho importante aproveitar até mesmo para quem está vendo esse vídeo já há alguns anos entrando no nosso perfil do instagram porque lá a gente está fazendo uma série de vídeos, tanto individual como em dupla, do canal do youtube tem uma sequência só sobre a mama também abordando principalmente saúde da mulher, mas em nenhum momento a gente também tem vídeos para os homens, então tem assuntos que abordam, então acho que vale a pena para todo mundo incentivar porque se vocês incentivarem a gente consegue ter esse incentivo essa tensão, a gente tem estímulo para continuar fazendo esses vídeos, até alguém que perguntou se atende no Rio de Janeiro, até onde eu sei a doutora Priscila ainda não atende no Rio mas se tiver pacientes no Rio de Janeiro quem sabe né, ela vai se mudar lá, passa um vai na quarta, volta na segunda, aí perdemos a doutora Priscila né, então é isso muito obrigado a todos e espero vê-los na próxima live, obrigado abanói

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