O câncer de tireoide é um dos tumores endócrinos mais comuns e sua incidência está aumentando globalmente, sendo particularmente prevalente em mulheres (cerca d
Mas que a gente vai trazer essas soluções. Obrigada aí pela sua presença, doutor. Muito obrigado, querida.
Bom, pra gente iniciar, já vou lançar a pergunta. Doutor, vou direcionar aqui primeiro para o senhor a questão do câncer de tireóide.
Bem, o câncer de tireóide é um dos tumores que mais tem aumentado a incidência no mundo. A Organização Mundial de Saúde se estima que até 2025 o câncer de tireóide vai ser o 3º ou 4º câncer mais comum no sexo feminino.
E ele tem, por outro lado, uma característica que nós conseguimos curar a maioria dos tumores com uma incidência muito alta. Hoje se estima que cerca de 95% dos cânceres de tireóide podem ser curados com tratamentos, podem ser encontrados na sua fase inicial e podem ser curados com tratamentos pouco agressivos.
Nós nos conhecemos por nome, Elevelto é uma referência na área, eu tive um destaque grande também na minha área, graças a Deus, e a gente se conheceu na viagem para lá.
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência para bater um papo aqui comigo sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios, nós conversamos com o doutor Fernando Amato, que trouxe casos polêmicos que viralizaram nas redes sociais.
Nós também mostramos riscos de uma cirurgia plástica e também falamos sobre câncer de mama, envolvido aí, claro, com o outubro rosa. Hoje eu conto com duas presenças muito importantes aqui com a gente no AmatoCast. Primeiro vou apresentar o doutor Erivelto Volpi, que traz aí informações sobre câncer de tireóide, tratamentos alternativos sobre esse problema, digamos assim, né, doutor? Mas que a gente vai trazer essas soluções.
Obrigada aí pela sua presença, doutor. Muito obrigado, querida. É um grande prazer estar aqui, agradeço o convite e tenho certeza que vai ser uma conversa ótima.
Nós também contamos com a participação do radiologista intervencionista Antônio Raal. Doutor, obrigada pela sua presença. Eu que agradeço o convite, é um prazer estar aqui com você, meu querido amigo e parceiro Erivelto, fazendo aqui o AmatoCast.
A gente se sente muito em casa aqui, tenho certeza que vai ser uma conversa muito enriquecedora. Com certeza. Tem muitos assuntos importantes para a gente tratar aí, como eu disse, sobre o câncer da tireóide e tratamentos minimamente invasivos.
Acho que a melhor forma da gente dizer, né, soluções para tratar esse tipo de câncer. Bom, então, antes da gente começar, preciso fazer um adendo aqui que hoje nós estamos no 13º episódio e hoje é uma sexta-feira 13, então, seria uma coincidência ou seria já algo planejado aí? Bom, pra gente iniciar, já vou lançar a pergunta. Doutor, vou direcionar aqui primeiro para o senhor a questão do câncer de tireóide.
Como que a gente pode definir esse câncer? Bem, o câncer de tireóide é um dos tumores que mais tem aumentado a incidência no mundo. A Organização Mundial de Saúde se estima que até 2025 o câncer de tireóide vai ser o 3º ou 4º câncer mais comum no sexo feminino. O câncer de tireóide, ele é uma doença bastante frequente, é o câncer endócrino mais comum, não é? E ele tem, por outro lado, uma característica que nós conseguimos curar a maioria dos tumores com uma incidência muito alta.
Hoje se estima que cerca de 95% dos cânceres de tireóide podem ser curados com tratamentos, podem ser encontrados na sua fase inicial e podem ser curados com tratamentos pouco agressivos. Doutor Antônio, inclusive para contextualizar todo mundo que está nos acompanhando aqui no Amatokesh, vocês tiveram uma amizade justamente por conta desse encontro para tratar de câncer de tireóide. Conta como é que foi essa ligação de vocês dois.
Exatamente. Na verdade, assim, hoje, Elevelto e eu, nós fazemos muitos casos de ablação de tireóide, nós vamos falar muito sobre isso, né? E nós nos conhecemos, criamos uma amizade muito grande quando nós fomos para a Coreia do Sul em 2018, em janeiro de 2018, né? Nós nos conhecemos por nome, Elevelto é uma referência na área, eu tive um destaque grande também na minha área, graças a Deus, e a gente se conheceu na viagem para lá. A gente foi para a Coreia do Sul justamente para aprender mais sobre essa técnica de ablação por rota de frequência em tireóide, né? Eu particularmente já fazia em outros órgãos, mas em tireóide não se fazia, né? E a Coreia do Sul é o berço disso.
Então, a viagem de 24 horas até a Coreia do Sul, né? Para ir e para voltar, e daí o papo muito bacana, e criou-se uma amizade. Eu sempre falo que a ablação de tireóide, ele trouxe muitas coisas, mas uma das coisas mais legais que ele trouxe, além de poder ajudar nossos pacientes, é essa amizade que a gente tem até hoje, né? E a gente está sempre junto. Então, quando nós fomos para lá, aprendemos sobre a técnica, falamos, vamos fazer o primeiro caso no Brasil? Vamos.
Vamos fazer o primeiro caso juntos? Vamos. Daí fizemos o primeiro caso juntos, fizemos o segundo caso juntos, e aí já estamos com centenas e centenas de casos tratados, né? O Orivel tem os casos que ele faz sozinho, eu os que eu faço sozinho, mas a grande maioria nós fazemos juntos. E é sempre uma alegria quando a gente está junto aí, fazendo, podendo oferecer esse tratamento para os nossos pacientes, né? Legal, e é justamente por isso que nós trouxemos aqui esses dois nomes, grandes referências para a gente tratar sobre o câncer de tireóide.
Bom, já está explicado o que é, como é a definição, né, de fato, deste câncer. E agora eu vou até puxar um dado aqui que foi divulgado recentemente. Você, o senhor já falou sobre a questão das mulheres, né, que é mais comum nas mulheres do que nos homens.
Tem alguma explicação para isso? Essa é uma pergunta muito interessante, né, que a gente ouve no consultório todos os dias. Mas até o momento a gente não consegue explicar de uma maneira definitiva por que que o câncer da tireóide, ele é mais comum nas mulheres. Não é relacionado aos hormônios femininos, não é relacionado a hábitos de vida.
Hoje isso é um grande mistério. Mas a gente não consegue definir ainda por que que ele é tão mais frequente no sexo feminino. Até os dados aqui mostram que é mais comum na faixa dos 20 aos 65 anos, é isso? É isso.
Exatamente, exatamente. Na verdade, vamos pegar na faixa, por exemplo, da relação mulher e homem, é mais ou menos 4 para 1, né, Heriberto? É, mais ou menos. Mais ou menos 4 vezes mais prevalente em mulheres do que em homens, né? Nessa faixa, vamos pegar uma mulher, por exemplo, na casa dos 40 anos, né? Se for pegar uma mulher que tem um nódulo de tireóide, tipo x-benigno, maligno, mas tem um nódulo de tireóide, e essa mulher for falar com mais outras 9 amigas que já fizeram ultrassom de tireóide, dessas 10 mulheres, de 3 a 4 vão ter algum tipo de alteração na tireóide imaginológica.
Então, isso é uma condição muito prevalente na população, né? Infelizmente, a grande maioria dos nódulos são benignos, né? Mas ainda muita gente hoje acaba, às vezes, tirando a glândula, tendo a cirurgia, pra uma situação que pode ser, ela pode ter a glândula preservada com técnicas minimamente vazivas, como é o caso da ablação, que a gente mais faz hoje, né? Pode falar, doutor. Não, eu queria chamar atenção nesse dado que você deu, que é um dado muito interessante, porque você falou da idade da prevalência dos nódulos nas mulheres. Como o doutor Antônio já disse, a imensa maioria dos nódulos são benignos.
Mas, se você observar, você está dizendo que os nódulos de tireóide, eles acometem uma população relativamente jovem. Então, nódulos malignos de tireóide, diferente de outras patologias, acometem pessoas jovens, relativamente jovens. Então, você tem pacientes de 20, 30, 40 anos, que estão numa fase muito produtiva da vida.
Isso é interessante, porque o impacto da doença no dia a dia do paciente, muitas vezes, acaba prejudicando o próprio dia a dia. A atividade profissional, a família, a necessidade de engravidar, desejo de engravidar, tudo isso pode ser impactado por essa doença. Agora, algo que eu achei bastante preocupante, se é que a gente pode dizer assim, porque fazendo as pesquisas para entender sobre o câncer, as técnicas, tudo que a gente vai falar aqui hoje, eu vi que muitos casos, as pessoas são diagnosticadas, mas nunca tiveram, no mínimo, um sintoma.
Então, isso costuma acontecer mesmo? Como que a pessoa acende o alerta? O exame precisa ser algo regular? Como que a pessoa pode, ou às vezes, sentir algo que chama a atenção? Tem algum caminho para isso? Então, eu como radiologista, hoje eu sou radiologista, trabalho com corte de imagem e intervencionista, faz procedimentos minimamente vazios, com a pulsão aspirativa, com a relação, guiados por imagem. Então, o que a gente vem percebendo cada vez mais, é que a população cada vez mais tem acesso aos exames de imagem de screening. E o melhor exame, que fica aqui claro, para fazer a avaliação de screening da tireoide, é a ultrassonografia.
Ultrassonografia de tireoide, que é um exame absolutamente seguro. Não tem radiação, não precisa necessariamente, a gente não faz contraste, faz algumas situações muito específicas, mas no screening não precisa. Um exame rápido, de realização rápida, mas é um exame operador dependente.
Depende de quem faz, totalmente. Então, o que a gente tem percebido, é que como as pessoas têm tido mais acesso, cada vez mais, ao ultrassom de tireoide, cada vez mais a gente tem encontrado nódulos menores, os aparelhos cada vez melhores também, nódulos pequenos, são achados incidentais. Então, o paciente foi fazer um screening, de repente foi no clínico geral, o clínico pediu, pega o ultrassom de tireoide, o ginecologista, às vezes o cardiologista, pede o ultrassom de tireoide, pede os exames de sangue, pede o ultrassom de abdômen.
Tem que fazer parte da rotina isso. Tem que fazer parte da rotina, exatamente. E daí, neste exame, a gente vai lá e identifica um nódulo pequenininho, às vezes de 4, 5 milímetros, e que pode ser, às vezes, um câncer.
Então, eu sempre falo aos meus pacientes o seguinte, que se você foi fazer um exame de tireoide, você identificou um nódulo, que é um nódulo maligno, que a gente confirmou que é maligno com 4 milímetros, você pode comemorar duas vezes, porque você identificou, e vai conseguir tratar em uma fase em que você vai ficar absolutamente bem, e hoje em dia até podendo preservar a glândula de tireoide. Doutor, e só para a gente esclarecer esse assunto do diagnóstico, a gente falou que as idades vão desde os 20 até os 65 anos, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, mas tem alguma idade que esse exame precisa começar a ser feito de uma maneira mais regular, digamos assim? Então, as sociedades médicas, elas não recomendam a realização do ultrassom de rotina como um screening preventivo, diferente, por exemplo, do papanicolau, da colonoscopia, do ultrassom de mama, que existe a recomendação para o diagnóstico precoce. Para nódulo de tireoide não existe essa recomendação.
No entanto, como o doutor Antônio explicou muito bem, o ultrassom, como é um exame simples, fácil, inócuo, barato no nosso país, ele é feito com muita prevalência. E isso acaba levando, então, ao achado de nódulos incidentais. Mas a gente não deve recomendar a ultrassonografia de rotina como screening de prevenção.
Isso precisa ficar claro aqui. As sociedades médicas não recomendam o screening. Mas, na prática, não só no Brasil, mas na maioria dos países, acabam se descobrindo nódulos muito precoces por conta disso.
Quer dizer, hoje você vai fazer um check-up, acaba se fazendo um ultrassom de tireoide, você tem uma dor de garganta, acaba se fazendo um ultrassom do pescoço, acaba se descobrindo nódulos incidentais. Mas não existe, olha, a partir de tal idade ou de tal idade, você deve fazer o ultrassom. Isso realmente não é recomendado.
Agora, uma dúvida também. Acho que até o senhor, Raul, que vai conseguir explicar melhor essa questão do... Ou também, Herivelto, com certeza, né? O senhor também consegue esclarecer. Eu cheguei a pesquisar na internet, que chega a preocupar isso, né? Que fala alguns sintomas que já são ligados aí a um possível diagnóstico de câncer de tireoide.
Como, por exemplo, rouquidão, tosse permanente, dificuldade para engolir ou sensação de compressão na traqueia. Gente, esses sintomas são muito comuns, né? Porque, assim, só no último mês, com essa virada do tempo, todo mundo teve pelo menos uns dois aqui dessa lista, acredito, né? Que a maioria das pessoas tiveram pelo menos uns dois aí, rouquidão, tosse, né? Então, isso realmente são sinais de alerta? É, poderiam ser considerados como sinais de alerta, porque a grande maioria dos nódulos de tireoide, eles não são, né? São assintomáticos. A imensa maioria são assintomáticos.
Um nódulo para dar esses sintomas que você está dizendo, na imensa maioria das vezes, eles já estão no estágio mais avançado. Então, por exemplo, um nódulo de tireoide pode dar rouquidão? Pode. Mas, para que isso aconteça, ele tem que haver uma ruptura da cápsula, ou seja, tem que quebrar a casquinha da tireoide.
Pode dar uma sensação de engasgo? Pode. Ele pode ser um nódulo por causa do tamanho do nódulo. Isso não quer dizer que o nódulo que dá engasgo seja maligno.
O nódulo dá engasgo porque ele é grande, entendeu? Então, é uma outra situação. Mas, habitualmente, a imensa maioria dos nódulos de tireoide, eles são assintomáticos. Eles começam a dar algum sintoma pelo crescimento, né? E aí o doutor Antônio vai explicar por que um nódulo de tireoide, quando é muito grande, pode causar engasgo, pode causar falta de ar.
Ou ele pode dar sintoma porque ele começa a fazer uma hiperfunção. O nódulo, existe uma situação muito específica, que o nódulo começa a funcionar independente da necessidade do organismo. A tireoide, ela funciona sob comando do cérebro.
E tem alguns nódulos de tireoide que eles se tornam independentes e começam a produzir hormônios de uma maneira independente. Não é isso, Antônio? Exatamente. Então, é até importante pontuar que os nódulos benignos, apesar de serem benignos, eles costumam crescer.
São tecido vivo. Então, eles vão crescendo, crescendo. E, às vezes, eles podem dar efeitos cosméticos.
Você já deve ter conhecido alguém que olha o pescoço e tem aquela bolotinha ali. Às vezes, você olha e dá aquele efeito, né? A gente tratou muitas pacientes, muitos pacientes, que, às vezes, até não gostavam de usar a blusa aberta, usavam aquela blusa fechada, né? Porque ficava aquela bolota. Todo mundo, alguém já bate o olho e fala, puxa, a vida que você tem aí, tem que ver isso.
E o nódulo benigno, com a glândula funcionando. Porque o resto da glândula está funcionando. Então, os hormônios estão normais e está com aquela bolotinha.
Às vezes, esse nódulo volumoso, o que ele vai fazer? Ele pode comprimir a traqueia. Então, a traqueia, que vai levar o ar e a condução do ar até os pulmões, às vezes, comprime e reduz o calibre da traqueia, desvia a traqueia para o outro lado. Então, às vezes, pode dar uma percepção ruim, né? Uma sensação desagradável.
Esse nódulo, como o pescoço é muito pequenininho, pode, é tudo muito apertadinho no pescoço, né? Ele pode comprimir o isófago. Então, às vezes, tem pacientes que vão deglutir, e se o nódulo está muito grande, às vezes, quando algum pedaço maior, elas sentem que tem ali um corpo estranho, né? E tem os nódulos, ainda, que são os nódulos mergulhantes, né? Inclusive, nós falamos disso com muita satisfação, porque nós desenvolvemos, aqui no Brasil, uma técnica pioneira para o tratamento de nódulos mergulhantes. Aqueles que saem, eles são tão grandes, e a localização também favorece, que eles saem do pescoço e eles vão para o mediastino.
Eles vão para o tórax. Então, era uma condição que, antes, era muito difícil de se tratar com a ablação. E, hoje, a gente desenvolveu a técnica do iceberg, que a gente trata em duas etapas.
Então, hoje, até esses nódulos mais volumosos, que estão no mediastino, a gente consegue tratar a boa parte deles com a técnica de ablação também. E tem os nódulos, igual o doutor Edivaldo falou, que são os nódulos benignos sintomáticos autônomos, que são os nódulos que produzem hormônios, independentemente da OAD no cérebro. Doutor, e esses tipos que a gente pode diferenciar, pelo exame de imagem mesmo, já é possível identificar como seria o tratamento? Qual que é o tipo? Então, muito interessante o que você falou também.
A gente fala com muita satisfação também, que hoje, você já fez seguramente exames de mama. Você deve ter visto a classificação bi-rads. Quem está aí acompanhando a gente e já fez exame de mama, sabe que tem lá no laudo, tração de mamas, mamografia, classificação bi-rads.
O que a mulher quer ver? Se é bi-rads 1, se é bi-rads 2, se é bi-rads 3? E quanto maior esse bi-rads, fica mais fácil. A gente tem que fazer a biópsia, coisa e tal. Nós temos hoje a classificação ti-rads, que é o rads, a classificação de stratificação de risco da tireoide.
Inclusive, o primeiro artigo nacional com ti-rads foi de nossa autoria. O nosso grupo, então, isso nos deixa muito felizes. Hoje, a gente usa o ti-rads do Colégio Americano de Radiologia.
Então, eles já vinham fazendo no Chile, na Coreia do Sul e no Brasil foi o nosso. Então, o que a gente consegue fazer hoje? O tração, ele não consegue te dar uma certeza pelo aspecto de maior esse nódulo é maligno ou esse nódulo é benigno. Mas a gente tem fatores no tração.
Por exemplo, nódulo sólido, sólido hipoecogênico, que a gente chama que é o nódulo que no tração ele é um pouco mais escuro, tem o risco maior de ser maligno. O nódulo que tem a altura maior do que a largura, ele tem o risco maior de ser maligno. O nódulo que tem microcalcificações, até semelhança com a mama.
Na mama, às vezes, mencionam microcalcificações. Tem o risco maior de ser maligno. Então, o nódulo que é mal delimitado tem o risco maior de ser maligno.
Então, a gente faz hoje o tração e com a somatória desses achados, olha, ele é sólido, hipoecogênico, mais alto que largo, com calcificação repetitiva, tem uma classificação 4. Então, esse nódulo tem um risco maior de ser maligno do que o nódulo 3, por exemplo. Ou do que o nódulo 2. Então, o tração hoje, com a estratificação de risco, com a classificação de errados, ele baliza o nódulo que pode ser acompanhado e aquele nódulo que deve ser funcionado. Agora, o diagnóstico definitivo vai ser o diagnóstico da punção, que é uma coisa que intervencionista faz também.
A gente punciona e esse material vai para o patologista, o patologista vai olhar a célula mesmo. E daí, olhando a célula, ele fala, essa célula é uma célula maligna, ou essa célula é uma célula benigna. Então, às vezes, você pode ter um nódulo com classificação 4, que é benigno, e você pode ter um nódulo com classificação 4, que é maligno.
Mas, conforme vai aumentando essa classificação, o risco é maior. Então, você fez um nódulo com classificação 5. É 80% de chances de malignidade. Quer dizer, o nódulo tem que ser funcionado.
Vai para a punção e é a punção que vai bater o martelo. E aí, com base nesse diagnóstico é que entram as opções terapêuticas, que é entre esse menu que o doutor Erivelto falou, que para alguns casos cirurgia, ablação, alguns casos vigilância ativa, entre esse menu. Doutor Erivelto, antes da gente ir para as questões dos tratamentos, para a gente falar também mais especificamente da ablação, que é algo que, como eu disse, não é tão conhecido pelas pessoas que não são envolvidas com a área da saúde, então é importante a gente explicar como funciona.
Antes, só para a gente esclarecer. Tem alguns fatores de risco, pessoas que devem ficar mais em alerta em relação a esse diagnóstico do câncer de tireóide ou nódulo, por exemplo? Bem, isso é muito interessante também, mas só para esclarecer uma coisa que eu acho que é importante. Quando a gente faz a pesquisa da tireóide, a gente tem que ver duas coisas básicas.
Primeiro, a forma, se a tireóide tem nódulo, se ela não tem nódulo, e segundo, a função da tireóide, que isso também é muito importante. Porque uma pergunta ou uma afirmação muito comum dos pacientes que têm câncer de tireóide, eu sempre fiz exame de sangue e nunca deu nada no exame de sangue. Agora eu fiz esse ultrassom e apareceu um nódulo maligno.
A maioria dos cânceres de tireóide tem função tireoideana normal. Então, exame de sangue não serve para dar diagnóstico ou sugerir a presença de um nódulo maligno na tireóide. O que dá realmente é a ultrassonografia.
Ultrassonografia, como o doutor Antônio explicou muito bem, é o exame que faz a avaliação de risco de nódulo de tireóide. E aí a gente faz a punção e às vezes o patologista, quando ele olha a célula lá no microscópio, ele pode dizer é maligno, é benigno ou não sei. Isso é um problema sério.
Ele detesta quando isso acontece. Existem algumas situações em que o médico faz a punção e quando ele olha a célula no microscópio, ele não tem critérios suficientes de determinar se esse nódulo é maligno ou não. Então nós chamamos isso de punção inconclusiva.
E quando você tem essa punção inconclusiva, aí a gente tem que levar em conta outros fatores, que é aí que eu vou responder mais especificamente a sua pergunta. Por exemplo, o tumor de tireóide, os tumores malignos de tireóide, eles são mais frequentes nos extremos da vida. Então se você tem uma paciente de 20 anos com nódulo de tireóide, com a mesma característica de uma paciente de 40 anos de um nódulo de tireóide, que tem exatamente as mesmas características de um nódulo num paciente de 60 anos de idade, a idade é um fator importante para se determinar a chance de malignidade.
Outra coisa importante é o sexo do paciente. Nódulos de tireóide são muito mais comuns nas mulheres. No entanto, quando esse nódulo de tireóide aparece num homem, proporcionalmente, a chance desse nódulo ser maligno é maior.
Então eu sempre digo, se você tem uma mulher de 30 anos com um nódulo de 1 cm e tem um homem de 60 anos com um nódulo de 1 cm, proporcionalmente, você tem que tomar mais cuidado com esse nódulo no homem, porque a chance desse nódulo ser maligno, proporcionalmente, é maior. E aí nós precisamos entrar nessa parte do achado ultrassonográfico, do achado da punção e, eventualmente, de acordo com o achado da punção, fazer um degrau a mais, que é um teste molecular. Então a gente tem que levar em conta tudo isso.
Então você tem um nódulo de 1 cm, você faz o acompanhamento desse nódulo, esse nódulo está estável, você fica um pouco mais tranquilo. Você faz o acompanhamento desse nódulo, esse nódulo está crescendo, é um nódulo num homem e você tem uma punção inconclusiva, a chance desse paciente precisar tratar esse nódulo é maior do que naquela outra paciente de um nódulo de 30 anos, que está de 1 cm igualzinho, que está estável. Então veja que eu sempre digo para os pacientes assim, não é receita de bolo.
A gente tem que fazer hoje em dia uma coisa que a gente valoriza muito, que são os tratamentos individualizados para o nódulo de tiroides. Envolve também a questão genética? Isso também é uma outra coisa muito importante, aproveitando que a gente está falando no outubro rosa, que é o mês do câncer de mama. Existe uma relação genética com nódulos de mama, nódulos malignos de mama e nódulos malignos de tiroides.
Estudos recentes têm comprovado que a possibilidade, se você tem um antecedente de câncer de mama, a chance de você ter um câncer de tiroides é um pouco maior e vice-versa. Porque essas duas doenças, hoje geneticamente se descobriu que elas estão muito próximas. Então isso é uma coisa importante também.
A gente valoriza muito a presença de cânceres de tiroides na família também, então é um questionamento que se faz muito com os pacientes. Então você veja que você tem que levar em conta uma série de fatores para determinar qual tratamento. A gente fica muito triste quando vê alguma coisa na internet, por isso a importância de podcasts como este, que falam assim, todo nódulo de tiroides tem que ser funcionado.
Então é muito importante, porque a gente tem os critérios muito bem estabelecidos para determinar o que é o melhor para cada paciente. E isso deve ser levado em conta. Legal.
Dr. Raul, essa questão de quando o diagnóstico ali na imagem já é pela pulsão ou como vocês explicaram, quando realmente já tem a confirmação ali, que é algo benigno ou maligno. A partir dessa diferenciação de benigno e maligno, a partir desse momento já é direcionada a questão do tratamento ou é junto com toda essa questão até de família, genética? Como que funciona? Eu acho que a questão do tratamento, como o Eduardo falou, ela é multifatorial. Então vou pegar, por exemplo, um paciente que tem um nódulo tiroidiano volumoso, sintomático, foi feito a tracimografia, pelas características ele foi funcionado, é benigno, mas ele é sintomático.
Então se ele é sintomático ou benigno, o sintomático é muito variável. Às vezes tem gente que tem um nódulo um pouquinho maior e está tudo bem. Tem outro paciente que está sentindo incomodado.
Então aí a gente começa a pensar em tratamento, em opções terapêuticas. Então para esse nódulo benigno, a gente entra, como o doutor Eduardo falou, hoje com o menu. A cirurgia é uma opção.
É uma opção, com as características da cirurgia. E hoje a gente tem a ablação. A gente sempre fala que a comparação da cirurgia com a ablação é assim.
Na cirurgia você chega com a tireoide e com o nódulo ou com os nódulos. E sai sem o nódulo ou os nódulos e sem a tireoide. Na ablação você chega com a tireoide e com o nódulo vivo.
Você sai com a tireoide preservada e com o nódulo ou com os nódulos mortos. Então aí a gente vai oferecer, geralmente junto com especialistas, sendo a gente que é intervencionista, estou sempre em parceria com o Erivelto, com outros colegas, o menu para o paciente. E na grande parte das vezes o que a gente vê é que o paciente, podendo preservar a glândula, ele quer preservar.
Então a gente oferece essa possibilidade. Agora vamos pensar no nódulo maligno. Então a gente foi lá, o paciente tem um nódulo machado incidental.
Para fazer a ultrassom, achou um nódulo lá de 9 milímetros. Bem localizado, no meio do lobo, nódulo único, o resto da glândula bonitinho. Função normal.
Daí a gente vai, temos opções. E é importante falar isso, né Erivelto? Com ampla evidência na literatura médica mundial. Aliás, está legal, a gente tem artigo aí.
Hoje o Erivelto e o nosso grupo, a gente tem quase 20 publicações, especificamente associadas ao tratamento de ablação, que estão publicadas nas principais revistas científicas internacionais, junto com outros nomes também que publicam bastante. Vou pedir para o pessoal colocar aí. Exato, eles podem ir colocando, exatamente.
Então se pega um nódulo, por exemplo, de 9 milímetros, está bem localizado, bem selecionado, o paciente talvez vai ter duas opções. Uma delas a cirurgia, que pode ser uma cirurgia total, uma tirodectomia total, talvez uma alobectomia, tirar um pedaço, avaliar na hora, ali com a constelação, e ver se segue com a cirurgia total ou não, ou a ablação. E até alguns grupos, para a Sociedade Americana de Tiroidologia, para alguns casos, recomenda até o segmento.
Então aí se oferece um menu. Para casos indeterminados, igual o Dr. Erivelto falou, depende também do tamanho. Se você fez um nódulo indeterminado, que tem 3 centímetros, está bem aqui no meio, dando aquela bolotinha, indeterminado.
Foi feito, depende, ou repetida a punção, ou foi feito o teste molecular, foi na linha de benignidade, a ablação passa a ser uma opção também, hoje, junto também com a cirurgia. Ou não, daí foi feito o teste molecular, e esse teste molecular foi mais na linha de malignidade, aí a cirurgia já sai na frente. Quando é benigno, precisa fazer a retirada? Quando já é diagnosticado que é algo benigno, ainda assim precisa fazer, ou por cirurgia, ou pela ablação, precisa retirar aquele nódulo? Não, não, é o que nós falamos.
A única questão é a seguinte, vamos supor, você tem um nódulo benigno. O seu nódulo, você descobriu esse nódulo em 2015. Ele estava com 3 centímetros no maior eixo.
Daí você está acompanhando, sua função está normal, funcionou, benigno. Em 2018 você foi fazer, ele foi para 4 centímetros e meio no maior eixo. Daí começou a dar um efeito um pouquinho maior, mas sua função está normal, está bem.
Daí agora em 2023 você foi fazer, ele está com 6 centímetros, ele está crescendo, apesar de ser benigno. E agora você sente alguma coisa. Está assim, é obrigatório retirar? Não, mas esse nódulo vai continuar crescendo, provavelmente, e se você não tem um sintoma importante, é possível que no futuro você venha a ter.
Sim. Uma compressão traqueal, um efeito estético, uma disfagia. É difícil continuar da mesma forma, do mesmo tamanho.
Exatamente, então assim, não é que é mandatório, mas é um nódulo que apesar de ser benigno, ele vai continuar, ou tende, ele vem mostrando que ele está crescendo. Então a gente vai pensar que ele deve continuar crescendo. Talvez seja o momento ideal a gente tratar antes dele crescer muito.
Para você poder preservar o resto da glândula. Exatamente. Quando a gente tem, quando a gente vai fazer um novo tipo de tratamento, a gente sempre baliza o nosso tratamento pelo que nós chamamos de padrão ouro, tratamento de padrão ouro.
Então a gente tem que oferecer para o paciente uma alternativa de tratamento que tenha resultados semelhantes ao padrão ouro. Então o tratamento padrão ouro para nódulos benignos, ele é a cirurgia. Quando a gente oferece a cirurgia para o paciente que tem nódulo benigno, essa cirurgia, conforme o doutor Antônio já explicou muito bem, ela é oferecida porque o paciente está tendo algum sintoma.
Ou sintomas relativos ao crescimento do nódulo, ou sintomas relativos ao efeito cosmético que o nódulo apresenta. Então aí a gente pode oferecer a ablação para o paciente ao invés da cirurgia para nódulos benignos, desde que o paciente compreenda a filosofia de tratamento da punção, que foi isso que o doutor Antônio explicou. Quando a gente oferece a ablação, a gente vai ter resultados semelhantes à cirurgia, desde que o paciente compreenda a filosofia da aplação.
O doutor Antônio explicou muito bem. Quando você faz a cirurgia, você, o paciente dorme com o nódulo na cirurgia e acorda sem o nódulo e sem a tireoide, com todas as consequências que isso ocasiona. Quando o paciente faz a ablação, primeiro que ele não dorme, porque ele fica acordado, mas ele sai do tratamento com a tireoide, sem ter a função alterada e o nódulo morto.
Então o nódulo, ele vai diminuir gradativamente. Isso é muito importante que o doutor Antônio explicou, porque quando a gente faz a ablação, a gente no nódulo benigno, que são nódulos grandes que a gente faz, a gente rarissimamente vai conseguir o desaparecimento total do nódulo, porque quando a gente faz a ablação, a gente trata o paciente no nódulo benigno. A gente está tratando o sintoma que o paciente apresenta ou a queixa cosmética que o paciente apresenta.
Então a gente não vai fazer com que o nódulo desapareça com a ablação, mas o nódulo vai diminuir numa porcentagem significativa e vai cessar os sintomas que o paciente está apresentando. Isso é para tratamento de nódulos benignos. Então o nódulo morre e o que fica depois de um ano, que é o tempo que a ablação demora para fazer o efeito máximo dela, é um nódulo residual.
É como se fosse uma cicatriz ultrassonográfica. Quando a gente trata nódulos malignos, né Antônio, a filosofia é diferente. A gente está buscando a cura da doença.
Mas acho que aí a gente pode conversar. É, então é importante explicar o que é a ablação, né, porque a gente está falando bastante da ablação. Ablação, para a gente deixar claro também qual que é essa questão da importância, no sentido, pelo que eu entendi, a ablação, o principal da técnica de ponto positivo, né, para quem está apto, escolhe fazer por meio da ablação, é a questão de conseguir manter a glândula.
Qual que é a vantagem do paciente manter essa glândula? Quais são os benefícios dessa escolha? Então, eu vou te falar, então, você já deve ter feito exames de sangue, né, então você já viu lá quando você vai fazer T3, T4, qualquer dosagem hormonal, né, eles não dão o valor normal, referência, X, 10, eles falam entre 5 e 15, para qualquer hormônio, né. Quando você vai tomar um remédio, uma medicação, então, você tirou toda a glândula, né, você vai ter que repor esse hormônio que a sua glândula não produz mais, e eu estou falando da glândula do equilíbrio, que é a glândula que interfere em todo o resto do seu corpo. Daí você vai tomar uma medicação, vamos supor, um sintroide, né, 88 miligramas, 100 miligramas.
Uma levotiroxina, né, não vamos fazer propaganda aqui. Isso, uma levotiroxina, vai tomar uma levotiroxina, dose X. Tem dias, como essa é a glândula do equilíbrio, que essa dose vai estar ok para você. Tem dias que essa dose vai ser pouca, tem dias que essa dose vai ser muita.
Então, por isso que é muito comum para quem opera a glândula, falou só da parte hormonal, né, sem falar das vezes do, embora hoje exime os cirurgiões, se eu fosse operar minha tireoide, seguramente o doutor Enivelto é que iria operar minha tireoide. A cirurgia de pescoço hoje no Brasil é muito renomada no mundo, né, mas obviamente que a cirurgia tem suas características, né, então você vai lá para abrir o pescoço, fazer um corte. Hoje tem a cirurgia transoral, transaxilar, tem outras técnicas, mas você vai descolar toda essa glândula com um bisturi, né, é muito, é mais invasivo do que a ablação.
A gente tem foto aí, por exemplo, de pós-procedimento, a gente pode colocar que, por exemplo, não tem corte nenhum, só tem os furinhos da pele. O paciente acabou o procedimento, não precisou de anestesia geral, é só uma sedação com anestesia local, não precisa de internação prévia, não precisa de internação pós, né, só furinhos, duas horas depois vai embora para casa, no dia seguinte já pode voltar ao trabalho, tá? É diferente pela própria natureza, né? Agora, do ponto de vista hormonal, vai ter dia que esse remédio que você está tomando, essa reposição, é suficiente. Vai ter dia que ela é pouca, vai ter dia que ela é muito.
Então, é muito comum os pacientes falarem, puxa, tem dia que eu estou legal com o remédio, tem dia que eu não estou legal, né? Justamente por isso, porque o nosso corpo não é contínuo, né? A gente, ainda mais falando de mulher, mulher é multifatorial, né? Então, isso é muito importante nesse contexto também, além de ser um procedimento minimamente invasivo, tá? Acho que isso é o principal. É interessante, né, porque eu como cirurgião, quando eu fui para a Coreia, a gente começou a se interessar sobre esses tratamentos minimamente invasivos alguns anos antes. E quando eu fui para a Coreia fazer a nossa qualificação nesse tratamento, eu achava que os pacientes, eles iam querer evitar a cirurgia.
E a prática, ela mostrou uma coisa muito interessante. Os pacientes, eles não estão tão preocupados com a cirurgia em si. Embora como todo procedimento cirúrgico, a cirurgia de tiroides é um procedimento super seguro, mas tem um índice de complicações maior do que a ablação, porque a ablação também é importante que se diga, existe uma chance de complicações.
Mas eu achava que os pacientes iriam dizer pra mim assim, eu tô vindo aqui porque eu quero evitar a cirurgia. Mas não é isso que acontece na prática. A imensa maioria dos pacientes, quando vem ao consultório, eles dizem, é, doutor, eu sei que a cirurgia, ela é um procedimento seguro, eu sei que o senhor é um cirurgião experiente, mas eu quero preservar a minha tiroides.
Eu tô preocupada com a minha qualidade de vida. Então, eu acredito que a grande vantagem da ablação em relação ao tratamento convencional é a preservação da qualidade de vida, porque é uma porcentagem ínfima dos pacientes que vão fazer a ablação por radiofrequência, sejam elas para nódulos benignos ou sejam elas para nódulos malignos, uma porcentagem muito, muito baixa desses pacientes vai precisar de hormônio tiroidiano. Então, pra minha surpresa, como cirurgião, os pacientes são mais preocupados com a qualidade de vida.
E eu acho que essa é a grande vantagem da ablação. E no final de contas, é o que importa, né, realmente, para as pessoas, depois que passam por algum diagnóstico como esse, né. Doutor Erivelto, essa questão também de, assim que o senhor citou de, ah, há um índice de complicação, tenho certeza que se alguém foi diagnosticado e está aqui nos acompanhando, quando escuta esse ah, e tem um índice de complicação, já acende um alerta.
Vale a gente destacar que o procedimento da ablação já é algo aprovado, não está em estudo, enfim, queria que o senhor explicasse em questão dessa da aprovação, como que é por ser algo ainda desconhecido, digamos assim, né, pelos pacientes de forma geral, por quem não é envolvido aí com a área da saúde em si, e como que funciona essa questão de risco, quais são esses riscos, dependendo da saúde da pessoa ou não, qualquer pessoa está sujeita aí a passar por esses, por essas complicações. Bem, então, ah, a técnica da ablação, isso eu vou deixar para o meu amigo Antônio explicar para vocês daqui a pouquinho. Mas todo procedimento, ele, nenhum procedimento em medicina, ele é isento de risco.
Atravessar a rua não é isento de risco. Então, quando você vai atravessar a rua, você espera o sinal fechar, olha para um lado, olha para o outro, ou seja, você toma uma série de cuidados. Quando a gente faz qualquer procedimento em cirurgia, a gente também toma uma série de cuidados.
Então, faz uma avaliação clínica do paciente, faz uma avaliação geral, mas o procedimento em si pode levar algumas complicações. Na cirurgia principal, nós temos duas grandes complicações. Nós temos as alterações de voz e o problema de cálcio.
Com certeza, alguém que está nos ouvindo aqui já teve alteração de voz pós cirurgia e já teve problema de queda de cálcio pós cirurgia. Além de problemas com cicatrização, infecção, hematomas, esses problemas podem acontecer. Nas mãos de um cirurgião com experiência, a chance de complicação relativas a voz, ela é muito baixa.
Numa cirurgia, numa tiroidectomia total, a chance de complicações de voz é ao redor de 3%. Ou seja, de cada 100 pacientes que fazem uma tiroidectomia, 3 vão ter alteração de voz. Na ablação, esse índice é muito menor.
Esse índice é ao redor de 0,5%. Ou seja, de cada 200 pacientes que faz a ablação, 1 vai ter alteração de voz. A chance de ter problema de cálcio pós ablação é virtualmente zero.
Nas mãos de um cirurgião com experiência, a chance de você ter problema com cálcio é ao redor de 5%. Então, a ablação é um procedimento minimamente invasivo, com uma chance menor, porém não isenta de complicações. Isso também é muito importante que se diga.
Eu vou pedir para o meu amigo Antônio explicar como é que é feita a ablação. Para a gente entender na prática. Ele é a pessoa que vai fazer o interesse.
Indo nessa linha, a ablação é a mesma coisa que a cirurgia. As horas vão e vão contando. Então tem uma curva de aprendizado.
No caso da ablação, o que nós fazemos? Vamos falar o que é a ablação? Então nós temos uma agulha, um probe que a gente chama, que a pontinha dessa agulha é fininha. Uma agulha que é mais fina do que um... Até poderia ter trazido algumas, mas para não fazer... Um milímetro. A espessura da agulha é exatamente um milímetro.
É, mais ou menos um milímetro de espessura. Então é mais fina do que um palito de dente. E o que mudou, na verdade, nós já fazíamos ablação de outros órgãos, mas eram agulhas maiores, com área ativa maior.
Nós já fazíamos fígado, rim, o que não tinha era a técnica da tireoide e uma agulha suficientemente delicada para se colocar no pescoço. Porque é aquilo que a gente falou, que o pescoço, a tireoide está deitada em cima da traqueia, em cima dos nervos laríngeos recorrentes que vão enervar as cordas locais, está do lado da artéria carótida, que leva o sangue para o cérebro, do lado da jugular, que traz o sangue, pere. Então é um espaço muito pequenininho.
A gente tem que ter um material muito delicado para poder abordar essa glândula. O que a gente faz na técnica de ablação? Com o aparelho de ultrassonografia, a gente identifica o nódulo ou os nódulos que vão ser tratados. A gente pode tratar mais de um nódulo, depende da situação.
E a gente coloca de uma maneira muito cuidadosa, muito minuciosa, a ponta da agulha, ela entra aqui no pescoço, por isso os furinhos que ficam na pele, a gente coloca, tira, essa agulha entra, faz um furinho, entra no nódulo e a gente vai fazendo múltiplas áreas de, digamos, entre espaços de cozimento ou de ablação. Essa ponta, essa agulha, ela tem uma ponta ativa, que eleva a temperatura no tecido, e essa ponta ativa pode ter meio centímetro, sete milímetros, um centímetro, geralmente as que a gente mais usa. E a gente faz umas áreas de ablação de um centímetro, de sete milímetros, e a gente vai artesanalmente, daí a importância da curva de aprendizado, a gente vai queimando essa glândula, a gente vai elevando a temperatura localmente, só naquele foco, onde a gente está, na casa de oitenta, noventa graus celsius, a gente deixa a agulha lá até cozinhar, até matar o tecido.
Então a gente vai somando a área, fazendo artesanalmente, a gente mata o nódulo pelo calor. Então é um tecido que fica morto por haver cozido. Como é muito preciso, o resto da glândula fica preservado.
Então a gente tem uma precisão muito grande na hora de fazer esse procedimento, tá? Não vem se realizar a ablação. Vamos falar de nódulos benignos. Uma coisa que o Terebelto falou.
Então a gente tratou o nódulo, você vai sair com o nódulo, tá lá com o mesmo tamanho na hora que você saiu. Mas em vez dele crescer, ele tá morto, ele vai começar a reduzir. E qual que é a redução volumétrica que nós esperamos, com base na nossa experiência na literatura médica mundial, conversando com outros amigos do mundo que já tem experiência com isso também, mais ou menos o nódulo vai reduzir de volume uns 20% com um mês, mais ou menos aí uns 35% a 40% com três meses, uns 50%, 55% em seis meses.
É progressivo. É, ele vai diminuindo. Mais ou menos de 80% a 90%, às vezes até mais, 95% em um ano.
Por que que eu falo mais ou menos? Porque talvez se a gente for tratar um nódulo com o mesmo tamanho no Erivelto, em mim e você, talvez você vai reduzir em um ano 95%, em mim 80%, no Erivelto 90%. Depende do tecido da pessoa. Mas é mais ou menos isso.
Então a pessoa, a gente já entra com a expectativa. Então sempre que a gente faz a ablação, a gente fala pro paciente, é bom que eles gostem da gente. Aliás, eles chamam a gente muito carinhosamente de Batman e Robin, né? Eu não podia deixar de falar isso, né? É verdade.
Daí a gente sempre pergunta pro paciente, quem que é o Batman e quem que é o Robin? Eles ficam sem jeito de falar, né? Exatamente. E estão sempre juntos. Então a gente sempre fala pra eles, é bom que vocês gostem da gente, porque a gente vai acompanhar vocês, pelo menos durante um ano.
A gente vai avaliar nesse período, tá? No caso do câncer, que o Erivelto falou aqui, a ablação era um pouco diferente do benigno. Porque no benigno, o nódulo é, geralmente é grande, e uma coisa importante, não temos limite de tamanho pra tratar. Uma pergunta que a gente recebe com muita frequência, né? Sim, essa é muito boa.
Eu tenho um nódulo muito grande, será que o meu entra benigno, muito volumoso? Será que o meu se encaixa na ablação? Se encaixa, né? Só que o que muda é o número de sessões. Entendeu? Então assim, 90% das vezes, com uma sessão, a gente resolve, trata. Mas tem nódulos que são super volumosos.
Os mergulhantes. Os mergulhantes, né? Então nesses casos, às vezes a gente precisa de duas, às vezes mais, três sessões, né? Por quê? Porque a gente não pode dar, como é uma região muito nobre, a gente vai elevar 80 graus de temperatura, a gente não pode dar muito calor de uma vez só. Então, pra preservar as estruturas adjacentes, se o nódulo é muito volumoso, a gente trata em uma sessão, depois de três, seis meses, oito meses, a gente faz uma segunda sessão.
Mas esmagadora a maioria dos nódulos benignos, mesmo muito volumoso, a gente faz uma sessão só. Então é importante pra quem pergunta a questão do volume, né? Ou o número de nódulos. Eu tenho três, quatro, nove, não tem problema em relação a isso.
Saiu de lá, doutor? Tá tranquilo, assim, vida normal, no mesmo dia? No dia seguinte, em tese, você pode trabalhar, talvez com lencinho no pescoço, né? Fica o roxinho, você que é clarinha, vai ficar uns sete dias aí com o roxinho. Entendi, mas assim, a questão de cor, mas de vida, mesmo rotina, a pessoa tá liberada, não sai ali. 72 horas, tá na academia.
Tá na academia. Caraca, olha. Tem paciente nossa já que teve uma... Tem nem desculpa pra fugir da academia.
Era viciada em crossfit, né? Mais forte do que o Herivelto junto. E ela falou, não, pra mim eu tenho que voltar pro crossfit, quatro dias, ela voltou pro crossfit. Então, assim, obviamente, considerando isso que vai tudo correto no procedimento, vai tudo bem.
Então, essa é a expectativa. Então, comparando com o pós da cirurgia, por melhor que seja feita, pela própria essência dos dois tratamentos, é óbvio que é muito mais tranquilo o retorno. Você quer falar do tratamento do câncer, a diferença do benigno? Sim, é, porque a técnica... Então, o doutor Antônio explicou muito bem, né? A ablação pra nódulo benigno não tem limite de tamanho do nódulo, tem número de sessões.
Isso é fundamental, porque e também foi dito com muita clareza pelo Antônio, que você tem que esperar um ano pra ter o resultado completo. Agora, quando a gente trata o nódulo benigno, o Antônio também explicou que a gente vai lá artesanalmente. Quando a gente trata o nódulo maligno, a gente vai também, mas a gente trata o nódulo e uma área de segurança ao redor do nódulo.
Uma margem de segurança, uma zona de segurança que sempre vai ser, então, a área de ablação pra nódulo maligno, ela é maior do que o nódulo em si. Então, quando você compara o nódulo benigno, você trata o nódulo. Então, o Antônio disse que acabou a ablação, o nódulo tá lá do mesmo tamanho e vai desaparecendo com o tempo.
Quando a gente trata o nódulo maligno, a gente trata o nódulo em uma área maior. Quando a gente trata, faz a ablação, não dá mais pra saber depois da ablação o que era nódulo, o que era área de segurança. Então, aquela área tratada, ela vai ser igual, desculpe, ela vai ser maior do que o nódulo em si.
E depois, os primeiros 3 meses, essa área vai ficar do mesmo tamanho. E depois ela vai diminuindo, diminuindo, diminuindo, diminuindo, e a gente tem uma expectativa entre 12, 14 meses de desaparecimento total do nódulo, diferente do nódulo benigno. Então, quando a gente trata o nódulo maligno, a gente tem uma expectativa de desaparecimento do nódulo, ou pelo menos uma diminuição de mais de 95%.
Então, por isso que pra tratar nódulos malignos, o tamanho, ele é um fator fundamental. Porque a gente precisa selecionar um nódulo pra ablação, se esse nódulo for maligno, pela localização e pelo tamanho. Porque a gente tem a expectativa de curar o paciente.
Então, é diferente um pouco do nódulo benigno. Quando a gente trata o nódulo benigno, a gente quer curar o sintoma. Porque a gente sabe que não vai conseguir fazer o nódulo desaparecer.
Mas vai resolver o problema do paciente. Quando a gente trata o nódulo maligno, a gente quer curar o paciente. Além dessa questão de nódulo, né, seja benigno ou maligno, tem alguma outra alteração na tireoide que também pode ser tratada pela ablação? Tem o hipertiroidismo.
O nódulo que causa o hipertiroidismo. O nódulo tóxico. A gente chama de tóxico quando a produção de hormônio aumenta no organismo do paciente por causa daquele nódulo.
E aí o Antônio também vai explicar como é que a gente trata nódulo tóxico. Exatamente. O nódulo tóxico, a característica principal dele na imagem é que geralmente não costuma ser um nódulo muito volumoso, como por exemplo os benignos não tóxicos.
Mas são nódulos que eles estão produzindo T3, T4 em quantidade aumentada. E a característica laboratorial desses exames é que você vai fazer, a gente sempre pede TSH, T3, T4. Então o TSH está lá embaixo.
Por que que o TSH está lá embaixo? Porque o cérebro está falando para a tireoide, para de produzir hormônio. Só que a tireoide não obedece, o resto obedece. Mas aquele nódulo não, é o teimosinho, ele fica produzindo os hormônios.
Então, quais as opções que a gente tem para esse nódulo tóxico? Que aliás é um nódulo que, diga-se de passagem, ele causa uma alteração de vida para as pacientes, para os pacientes, muito grande. Porque, veja, a gente está falando de um hipertiroidismo. É muito comum os pacientes serem muito ansiosos, às vezes até depressivos, brigam com facilidade, até alteração de sono.
Então, tem alguns pacientes nossos, tem uma que virou amiga nossa, por exemplo. Ela tinha 10 anos de hipertiroidismo com nódulo tóxico. E ela passou em psiquiatra.
Ela estava tratando com antidepressivo, ela foi mudando a característica dela. Então, os familiares, por exemplo, falavam, puxa, não dá para conviver com você. E ela chegou aqui, inclusive, falando, olha, eu vim aqui pro cronotratamento porque eu brigo muito em casa.
Eu tinha uma mãe mais velha, brigava muito com a mãe, e ela estava angustiada por isso, porque ela era muito explosiva. E a gente viu depois que tinha tudo a ver com esse nódulo tóxico. Então, quais as opções que a gente tem para esses nódulos hoje? A gente tem a medicação.
A medicação não cura, ela melhora os sintomas. Mas tem muito paciente que não lida bem, aliás, a maioria não lida bem com essa medicação, que suprime a função tiriridiana, que é o contrário do hormônio, que repõe esse medicamento e suprime. Outra opção é a radioeroterapia.
A eroterapia ela vai matar as células do nódulo, mas às vezes também com chance de recidiva, não é infrequente, mas também mata as células benignas, uma parte, as células normais. Então acontece, o paciente às vezes vai de estado de hipertiroidismo para hipotiroidismo. Então, muitas vezes para de tomar o remédio para suprimir a tireoide, tem que tomar a medicação para suprimir o hormônio, que passa a ser pouco.
A outra opção é a cirurgia. Então, se você tem um nódulo de um lado, você pode talvez tirar aquele lobo, se o resto da glândula for saudável, preservar o resto da glândula. Aí o paciente pode ficar no normal tiriridismo ou ir para o hipotiroidismo também.
Talvez a quantidade de glândula que sobra seja pequena. Uma coisa importante de falar é que não tem como o cirurgião tirar só o nódulo. Ah, por que o cirurgião não tira só o nódulo? Não dá para tirar.
Sempre que você vai tirar o nódulo, você tem que tirar alguma porção de tireoide saudável também, por questões anatômicas, de vascularização, irrigação material, adenáloga venosa. E na ablação para esses nódulos, o que a gente faz? A gente entra, mata esse nódulo, trata de um modo meio parecido com o câncer. Então a gente tem que matar o nódulo e dar uma certa margem também.
Tem que garantir que matou esse nódulo todo. E o que acontece nesse paciente quando a gente trata? A gente vai acompanhando o TSH, o paciente volta, o TSH que está suprimido é menor do que 0,5, 0,05, depois de uma semana já vai às vezes para 0,6, depois de um mês já vai para 1, e mais ou menos 45, 60 dias se normaliza a função. Essa paciente, por exemplo, voltou depois chorando aqui para a gente, falando que a família dela falou o que aconteceu que você é outra pessoa.
Ela falou que ela se sentia como há 10 anos atrás. Então para a gente é muito emocionante isso, quando a gente pode oferecer esse tipo de tratamento. Nossa, é inacreditável mesmo.
E até que a gente citou agora de outubro rosa, tem algum outro tipo de câncer, além dessa questão toda da tireoide, que é possível ser tratado pela ablação? Sim, a gente, veja, vamos falar de modo geral, se for falar das mulheres, o que a gente está agora evoluindo bastante, aliás fazendo trabalho conjunto com grupo de mastologia, por exemplo, do Einstein, da Paulista, que o nosso grupo faz, também é a crioablação, que é a ablação diferente da ablação de tireoide. Ablação de tireoide é uma termoablação que a gente esquenta. Então tem a radiofrequência e a microwave.
O nosso grupo faz as duas técnicas. A gente eleva a temperatura e mata o nódulo pelo calor, pelo excesso de calor. E tem a crioablação, que é uma outra técnica que a gente usa para outros tipos de câncer.
Por exemplo, para alguns cânceres selecionados renais. Por exemplo, a gente usa essa técnica para alguns cânceres selecionados ossos. E a gente está fazendo esse tratamento para alguns cânceres selecionados de mama.
Então, por exemplo, nódulos únicos com até 1 centímetro e meio, em que não há linfonodos comprometidos, não são linfonodos centinela-free. Isso da crio, não da... Da crio, aí é a técnica de crio. Já foram feitos estudos também com radiofrequência, com RAIFO, que é uma ablação por uso de ultrassom focado.
Mas a que vem trazendo os melhores resultados é a crioablação. E aqui nós fizemos, aí começamos com o caráter de estudo, nós fizemos a crioablação e esses pacientes foram para a cirurgia depois. E nós já tínhamos feito 20 casos, né? E desses 20 casos, em um caso só, quando foi para a cirurgia, ainda tinha algum resquício de tumor.
Em 19 casos, tinha morrido. Quer dizer, o tratamento desse paciente foi na crioblação. Nós temos dois estudos grandes no mundo, um deles já está para ser publicado agora, um com segmento de 3 anos e outro de 5 anos pós-crioblação.
Mas o interessante desses estudos é que essas pacientes não foram operadas. O tratamento foi só a crioblação. E o que eles viram no estudo de 3 anos é que o resultado, a taxa de recidiva do câncer depois desses 3 anos na mulher submetida à crioblação e em mulheres não submetidas à crioblação, submetidas à cirurgia, era a mesma.
Exatamente igual. Então, assim como teve uma quebra de paradigma no tratamento da tireoide, a gente está começando a viver isso também em cânceres selecionados da mama. Entendi.
Dr. Erivelto, caso a pessoa volte a ter o problema do nódulo ali, né, a gente falando da questão da tireoide, ela pode, ela é submetida a, por exemplo, já fez a ablação. Se ela, por exemplo, ter a como é que se diz? A recidiva. A volta do nódulo.
Isso, se tiver a volta, ela deve ser, ela pode passar de novo pela ablação ou não? Aí teria que ser uma cirurgia ou passou por uma cirurgia depois, se voltar pode passar pela ablação? Tem alguma orientação em relação a isso? Essa pergunta também é uma pergunta muito frequente no dia a dia. Então, você não tem limite para número de sessões de ablação. Então, você pode fazer a ablação ou eventualmente se o paciente, por exemplo, ele tem o nódulo do lado direito da tireoide, depois ele fez o tratamento com a ablação, a tireoide está funcionando bem, aparece o nódulo do lado esquerdo.
Ele pode fazer a ablação do nódulo do lado esquerdo. Inclusive, tem um estudo do Dr. Bayek, que é o médico que desenvolveu a ablação no mundo, que é de Seul, na Coreia do Sul, que é onde nós fomos aprender a técnica. Já virou amigo, né? Conversamos com alguma frequência com ele.
Ele mostra pacientes submetidos à cirurgia parcial da tireoide, pacientes que tiraram um lado da tireoide e apresentaram o nódulo no lado que ficou, com a função tiroidiana normal. Então, esse paciente, ele foi submetido à ablação desse nódulo e a função tiroidiana continuou normal. Então, esta é a grande vantagem da ablação.
Realmente, a ablação, ela preserva as células normais, as células funcionantes da tireoide. Então, se eventualmente, como nós já explicamos, existem pacientes que ele vem no consultório e nós falamos, olha, o seu nódulo é muito volumoso, vai precisar de duas ou três sessões. A gente pode fazer duas ou três sessões ou quatro sessões nos nódulos muito grandes, não há limite.
E também pode fazer pacientes com bósseos multinodulares, que é outra coisa, o paciente tem nódulos bilaterais. Nós tratamos alguns nódulos também por causa do limite de calor entregue durante o procedimento. Então, nós dizemos para o paciente, olha, nós vamos tratar os nódulos maiores e depois, em algum tempo, nós vamos tratar os outros nódulos.
Então, isso não há limite de tratamento. Você pode retratar o mesmo nódulo, você pode tratar outros nódulos que o paciente apresenta junto com esse nódulo ou posterior a esse nódulo, você pode tratar o câncer de tireoide como o doutor Antônio falou, e você tem ainda a vantagem de poder tratar metástases linfáticas de câncer de tireoide que apareceram no segundo momento. Então, isso é uma outra vantagem da ablação, que você consegue evitar reoperações para câncer de tireoide quando o paciente apresenta uma metástase linfática.
Então, a doença saiu da tireoide e foi para o linfonodo, para o gânglio linfático do pescoço. Isto é uma situação muito comum também. Agora, a gente já está encaminhando aqui para o final do nosso podcast, muito esclarecedor, diga-se de passagem.
Eu vou só finalizar com uma última pergunta, em relação, serve, claro, para os dois. Questão de hábito, tem algum algo que a gente pode recomendar, algum direcionamento para as pessoas para evitar chegar numa questão de nódulo, ou não tem nada que possa fazer que evite esse tipo de situação? A gente tem uma vida saudável, mas tem os fatores genéticos. Isso é uma coisa importante, a gente recebe muito na mídia, as pessoas perguntam para a gente, me falaram que uma dieta de tomar um suco de abacate com melancia, dar três piruetas de manhã, vai evitar que eu tenha nódulos.
Não, uma coisa que influenciava antigamente, a questão do iodo no alimento, questão que hoje não temos esse problema. Então, vamos tirar esse mito. Isso é muito importante falar do iodo.
Às vezes tem gente que ouve isso, e às vezes vai e faz. Então, é, algumas pessoas que me seguem falam, me passa a receita, fala como que é. É verdade. Então, assim, gente, como para tudo na vida, a gente está nesse mundo cada vez mais corrido, é whatsapp, é mídia, correria, trabalho, cada vez mais a gente trabalha mais.
A nossa briga atualmente é pelo tempo, pela qualidade de vida. Tudo na saúde, tudo. É o câncer de fígado, é o câncer de rim, é a depressão, é a parte psicológica, é a tirióide, é o equilíbrio, que a gente está sempre em busca disso.
Então, acredito que o principal fator de proteção que a gente pode ter é uma alimentação regrada, é uma vida saudável, controle de estresse, atividade física. Lembrando que você pode fazer tudo isso e talvez ter. Você pode ter um fator genético, fatores familiares, ou simplesmente ter.
A gente pega pacientes super saudáveis, que às vezes tem um nó. Mas se você pode fazer alguma coisa, de uma maneira global, acho que seria a qualidade de vida, não é verdade? E uma coisa que é importante a gente falar também é que é o seguinte, que a gente está com essas centenas e centenas de casos tratados, e a gente está no AmatoCast aqui, e falar que a grande maioria desses casos foi feito aqui na Amato. Então, a Amato hoje é um dos lugares do continente americano que mais fizeram... O lugar! É o lugar do continente americano, onde mais nós fizemos a ablação, porque nós somos o grupo que felizmente mais fizemos.
Temos mais experiência com muita alegria nisso, né? Inclusive ensinando outros colegas, né? A gente tenta compartilhar o conhecimento, mas não é nosso. O conhecimento é dos nossos pacientes. Com certeza.
Então, desde que a gente treina um colega para que esse colega faça um bom procedimento, a gente não está... Não é nosso o conhecimento. O Dr. Bayek passou para a gente. A gente passa para os nossos colegas, então a gente fica muito feliz.
Mas o lugar em que mais foi feito foi aqui na Amato e em outros hospitais de São Paulo também, mas aqui foi o lugar o lugar aí que nos acolheu e que a gente mais fez. Que legal! Eu quero aproveitar também para falar em questão de contato, né? Pode entrar em contato direto aqui, pelo que eu entendi, com a clínica Amato, para ter essa consulta, direcionamento por parte de vocês dois, mas também querem passar as redes sociais ou algum tipo de contato aqui, para caso alguém queira... Eu acho que o meu Instagram, eu acho que a gente mostra muita coisa legal lá. Dr. Volpe Erivelto Dr. Volpe Erivelto e também dreriveltovolpe.com.br Perfeito! Então o meu é arrobaantonioraal r-a-h-a-l arrobaantonioraal e eu tenho meu site também www.drraaltireoide.com.br www.drraaltireoide.com.br E vocês vão ver que em múltiplas dessas nossas publicações, nós estamos juntos aqui, Erivelto e eu.
É a dupla! Então quem encontrar o Erivelto vai me encontrar, quem me encontrar vai encontrar o Erivelto, né? Perfeito! E se a gente for fazer a ablação, vão estar os dois juntos aí, muito provavelmente. Vou colocar também. Na segunda-feira temos quatro.
Olha só! Mais quatro tiroides preservados. Vou pedir para colocar então tanto os Instagrams como também os sites dos doutores aqui na legenda do nosso Amatocast para quem também quiser já se direcionar fica mais fácil para encontrar as redes sociais dos dois. Quero agradecer novamente a presença de vocês dois.
Muito obrigada, foi muito esclarecedor, tanto tenho certeza para todo mundo que está aqui nos acompanhando como até mesmo para mim, como eu digo, né? Não sou especializada na área da saúde, então é muito importante esse tipo de esclarecimento, uma técnica que a gente já consegue perceber e que cada vez mais vai ficar mais conhecida. Muito obrigado! Um abraço! Até a próxima!
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.