A escleroterapia, tratamento para varizes e vasinhos, visa a fibrose (fechamento) do vaso através de uma trombose controlada induzida por substâncias como glico
Essa trombose, ela pode ser, dependendo da substância utilizada, ela pode ser um pouquinho mais do que o esperado, causando uma pequena tromboflebite, que seria uma trombose maior, em um vaso não esperado, de uma forma um pouquinho descontrolada, que vai trazer um pouquinho de incômodo.
Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje eu vou falar sobre o que pode acontecer após a escleroterapia das varizes ou o que pode acontecer após a aplicação das varizes. Então, as varizes são aquelas varizes na primeira fase, então aquelas aranhas vasculares, aqueles vasos rochos que incomodam esteticamente, tanto as mulheres quanto os homens. As mulheres buscam mais o tratamento estético dessas varizes, mas ocorrem também nos homens. Então, ao fazer a escleroterapia, a escleroterapia nada mais é do que uma terapia que causa a esclera do vaso, então, em enrijecimento, mas no final não é isso que a gente quer, a gente quer que o vaso suma, mas é através dessa fibrose, desse enrijecimento, desse vaso. Então, a gente injeta alguma substância ou utiliza uma fonte de energia alternativa, como o laser, por exemplo. Na escleroterapia tradicional, a gente injeta a glicose dentro desse vazinho, ele vai causar a destruição da primeira camada de células desse vaso, que é o endotélio, por uma hiperosmolaridade, então a glicose é hiperosmolar, ela vai fazer o líquido de dentro da célula sair e causa a apoptose, então a morte dessa primeira camada de células. Essa morte da primeira camada de células vai causar uma trombose nesse pequeno vaso, sim, uma trombose, mas é uma trombose controlada, uma trombose no local que a gente precisa e necessita para que ocorra o fechamento desse vaso. Então, injetado ao esclerosante, que pode ser a glicose, pode ser a espuma, pode ser outras substâncias, ou mesmo o laser, com esse intuito vai causar essa pequena trombose nesse local escolhido e direcionado. Essa trombose, com o passar dos dias, ela vai evoluir para dois caminhos, ou para uma recanalização, que é quando esse vaso ele abre novamente e essa veia não desaparece, ou ele evolui para uma fibrose, a fibrose é como se fosse uma cicatrização desse vaso, esse vaso se fecha e deixa desistir. Então, na escleroterapia, a gente busca a fibrose, mas a gente não tem como controlar isso, e a gente não precisa da corpo reagem de uma maneira diferente, por isso que é muito difícil garantir o resultado em uma sessão. A gente sabe que aumentando o número de sessões, a gente aumenta a probabilidade de a gente atingir essa fibrose, que é o fechamento do vaso. Agora, o que pode acontecer após uma escleroterapia? Essa trombose, ela pode ser, dependendo da substância utilizada, ela pode ser um pouquinho mais do que o esperado, causando uma pequena tromboflebite, que seria uma trombose maior, em um vaso não esperado, de uma forma um pouquinho descontrolada, que vai trazer um pouquinho de incômodo. Esse trombo pode ficar dentro do vaso, causando uma inflamação, essa inflamação pode causar dor, uma sensação de incômodo no local. Então, essa tromboflebite é uma das complicações, não é frequente, mas pode acontecer, com algumas técnicas ela passa a ser um pouquinho mais frequente, como por exemplo na espuma, no polido canal, um pouquinho maior do que na glicose. Então, essa tromboflebite é uma possibilidade. Agora, a gente sempre busca o tratamento estético, que não ocorra manchas. Então, a gente busca as técnicas que menos causam manchas, entre elas o laser, a glicose, são técnicas que a gente sabe que têm uma baixa probabilidade de manchar, a espuma já tem uma probabilidade maior. Então, uma das consequências do tratamento escleroterapico pode ser as manchas, uma hipercromia, uma área mais escura. Isso pode acontecer por uma reação inflamatória no local. Então, desde uma própria tromboflebite, ou uma reação, a substância se ela for injetada fora do vaso, causa essa reação inflamatória, ou pode ser também pela deposição de hemocianina, ferro na pele. A gente tem uma dificuldade enorme de absorver esse ferro, ele fica manchado e precisa de algum tempo para sair. Existe tratamento também para isso, para se desesperar. Agora, quando a gente usa esclerosantes fracos, como a glicose, por exemplo, a chance de ter uma complicação grave é muito pequena. Mas quando a gente passa a usar esclerosantes mais fortes, como polidocanol e outros, a gente pode acabar induzindo até uma úlcera, uma pequena ferida nesse local. Por isso que tem que ser feito por mãos habilidosas do cirurgião vascular. Não é uma técnica que pode ser feita por qualquer um. É muito importante que isso seja feito por quem sabe fazer, quem tem o treinamento para fazer, porque potencialmente podem virar pequenas úlceras venosas dolorosas e que marcam, mancham e incomodam demais. Então, se tiver alguma dúvida, converse com seu cirurgião vascular e escolha o melhor tratamento para o seu caso, que sempre vai ser customizado. Então, pode não ser igual da vizinha, pode não ser igual da amiga. O tratamento para o seu caso depende de vários fatores que têm que ser analisados em uma consulta médica. Gosto do nosso vídeo, curta, compartilhe, assine o nosso canal e até a próxima. Legendas pela comunidade de Amara.org
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.