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Qual o Peso Ideal para Realizar uma Cirurgia?

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Qual o Peso Ideal para Realizar uma Cirurgia?

O tema central aborda a determinação do peso adequado para cirurgias plásticas, focando na segurança e nos resultados estéticos. O principal parâmetro utilizado

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Perguntas respondidas neste vídeo

Bom, e aí, qual que é o peso ideal?

Vamos lá! A gente tem algumas classificações que falam do peso, principalmente o IMC, que é o índice de massa corpórea. Ou seja, o valor do peso da pessoa é dividido pela altura duas vezes.

Então quais são essas complicações?

Tem muitos trabalhos que acabam identificando isso, mostrando indiretamente. Então pegam grupos de pacientes, grupos de cirurgias e acabam com a conclusão. Uma das conclusões que tem é que os pacientes que tem o IMC maior, tem mais complicação do que os que tem o IMC menor.

Transcrição completa do vídeo

Olá, sou o doutor Fernando Amato, sou cirurgião plástico aqui no Instituto Amato. E hoje eu vou falar sobre um assunto bem polêmico na cirurgia plástica, que é qual o peso ideal para realizar uma cirurgia. Bom, é muito comum os pacientes procurarem o cirurgião plástico nos consultórios e não estarem num peso ideal para a cirurgia.

Os pacientes, às vezes, buscam numa cirurgia plástica um emagrecimento. Por exemplo, na lipoaspiração. As pacientes acreditam que retirar a gordura do subcutâneo vai estar tirando a gordura dela e, por isso, seria mais saudável e seria uma maneira em que ela estaria emagrecendo sem o esforço físico para emagrecer.

Bom, tem algumas informações muito importantes nisso, no peso ideal para uma cirurgia. Obviamente, o paciente que vai fazer uma cirurgia plástica, uma cirurgia estética, é uma cirurgia eletiva. Ou seja, o paciente tem que realizar essa cirurgia no melhor momento de sua saúde, nas melhores condições de sua saúde.

Então, o paciente que vai fazer uma cirurgia estética, ela não pode ter riscos naquela cirurgia. Os riscos têm que ser o mais minimizados possíveis para que ela faça a cirurgia com segurança. Então, quando a gente fala de peso, não só pelo resultado estético, mas também pela segurança do procedimento.

Bom, e aí, qual que é o peso ideal? Vamos lá! A gente tem algumas classificações que falam do peso, principalmente o IMC, que é o índice de massa corpórea. Ou seja, o valor do peso da pessoa é dividido pela altura duas vezes. E isso a gente vai ter uma faixa de valor.

Os pacientes que estão subnutridos, abaixo de 18,5, esses pacientes não são candidatos para uma cirurgia plástica, porque eles podem ter até dificuldade de cicatrização. São pacientes que às vezes não se alimentam tão bem, por isso são magros. Mas é claro que a gente precisa observar quais são as cirurgias que essa pessoa quer realizar.

E às vezes você pode até realizar cirurgias pequenas, trabalhar o paciente, aumentar a nutrição do paciente, fazer uma reposição nutricional, trabalhar algo com nutricionista, com endocrinologista, para essa paciente estar preparada para aquela cirurgia. Os pacientes no sobrepeso, que é acima de 24,9, essas pacientes começam a aumentar o risco de complicação. Então quais são essas complicações? Tem muitos trabalhos que acabam identificando isso, mostrando indiretamente.

Então pegam grupos de pacientes, grupos de cirurgias e acabam com a conclusão. Uma das conclusões que tem é que os pacientes que tem o IMC maior, tem mais complicação do que os que tem o IMC menor. E a gente vê isso principalmente na faixa do sobrepeso.

Então abaixo de 26 tem menos complicações e abaixo de 28, por exemplo, teriam mais complicações. Isso são trabalhos simples, mas a gente vê que o paciente com obesidade, eles têm maior risco de formação de coleções, como o seroma, sangramento, o hematoma, complicações na cicatrização, então pode ter deicências, que é a abertura do ponto, dificuldade na cicatrização, aumento de infecção na cicatriz ou ao redor da cicatriz, ou mesmo no sítio cirúrgico inteiro. Então dependendo da cirurgia pode ter maior risco de cicatrização e infecção.

O paciente tem o maior risco de trombose. Trombose é quando entope a veia da perna, e esse trombo pode se soltar e ir para o pulmão, e aí a gente chama de tromboembolismo pulmonar. Então o paciente tem um maior risco de outras complicações.

E conforme o paciente muda de faixa, então acima de 30 o paciente vai estar com uma obesidade grau 1, acima de 35 obesidade grau 2 e acima de 40 obesidade mórbida. O paciente começa a aumentar cada vez mais as complicações, inclusive complicações respiratórias. Então até a sociedade de anestesia classifica o paciente obeso como um paciente com maior risco de complicações intraoperatórias.

E muitas vezes dependendo da obesidade, o paciente não pode nem ser feito a cirurgia no hospital dia, tem que fazer no hospital maior, até mesmo com uma reserva às vezes de uma UTI. Então tudo isso tem que ser considerado quando a gente vai propor uma cirurgia e o paciente não está no peso adequado. Mas a gente também tem que levar em consideração o desejo do paciente e o que aquela cirurgia trará de benefícios para o paciente.

Por exemplo, uma abdominoplastia em um paciente que possui aquele grande abdômen inhavental pode viabilizar o paciente conseguir andar. Então às vezes até para a reabilitação, para o paciente conseguir fazer uma atividade física, a cirurgia plástica pode ajudar na movimentação, na mobilidade do paciente. Aqui no Instituto Amato a gente trata muitas pacientes com lipedema, e o lipedema está sim associado à obesidade e muitas pacientes estão acima do peso, com MC maior e tem dificuldade de atividade física porque tem muita gordura entre as pernas.

Então a liposferação pode ajudar esses pacientes na deambulação e às vezes até uma cruroplastia, que é a ressecção de pele dentro da coxa, pode ajudar o paciente a deambular. Também sabemos que a gordura aumenta a inflamação do corpo, aumenta a inflamação inteira. Então o paciente obeso com mais gordura no corpo está mais inflamado, então também não seria o melhor momento de operar.

Então na cirurgia plástica a gente tem que trabalhar com bom senso, tentando trazer o paciente na melhor situação para realizar a cirurgia com mais segurança. E a gente precisa considerar que os pacientes às vezes vão ter aquela melhora com aquela cirurgia, então a gente precisa conversar, então não tem peso ideal. O peso ideal seria a faixa em que o paciente nem está com baixo peso nem no sobrepeso, mas também precisamos lidar com pacientes que estão em uma faixa diferente e a gente tentar encontrar qual o peso que o paciente consegue chegar para a cirurgia e fazer a cirurgia com mais segurança e qual o benefício que aquela cirurgia vai trazer para aquele paciente.

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