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Osteofitose

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Osteofitose

A osteofitose, conhecida popularmente como "bico de papagaio", é o crescimento anormal de osso próximo a articulações, sendo mais comum na coluna vertebral. Ela

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Perguntas respondidas neste vídeo

Nós que agradecemos a sua participação aqui com a gente e pra começar, esse nome osteofitose não é tão comum, a gente quase não ouvi falar o que seria essa palavra, o que ela quer dizer?

A osteofitose, ela é o crescimento anormal de um osso, de osso próximo a uma articulação. Então, os ossofitos são mais conhecidos como na coluna, como o famoso bico de papagaio. Certo.

Agora, senhor também chegou a citar que osteofitose não é a exclusividade só da coluna, né?

Infelizmente, pode acontecer em outras partes do corpo, queria que você falasse um pouquinho disso. Sim, o osteópter pode acontecer no quadril, no ombro, no joelho e o grande problema da formação dos osteópsis na coluna é que existem diversas sanitificações nervosas na coluna e o crescimento desse tecido osso anormal pode acabar levando a compressão de alguns nervos e, consequentemente, alguma lesão neurológica pode acontecer.

É mais comum acontecer nas pessoas com mais de 50 anos, tá?

Mas pode acontecer em pessoas mais jovens também, que emitiram alguns fatores de risco aí associados.

O tempo que demora para o seu oftalho formar é longo, né, então começa com um pequeno gigante e, digamos assim, o bico, né, do papagaio aí, ele pode ir crescendo, né?

E, na verdade, essa formação osteofitose é uma tentativa da natureza de mobilizar essa articulação. Então, o que pode acontecer no passar dos anos é o bico, né, diria, assim, o bico de cima, da vértebra de cima, vai se enfrentando com o bico da vértebra de baixo, até que eles se fundem e a articulação perde totalmente a movimentação.

O idoso não movimenta mais tão bem a coluna quanto o jovem, né?

Isso é por conta dessa formação de osteófitos e que num estágio muito avançado realmente se juntam e a articulação perde totalmente a movimentação.

Transcrição completa do vídeo

E na entrevista de hoje nós recebemos o Dr. Marcelo Amato, ele que vai falar pra nós sobre a osteofitose, tudo bom, Dr. Marcelo, seja bem-vindo aqui no programa. Tudo ótimo, muito obrigada pelo convite. Nós que agradecemos a sua participação aqui com a gente e pra começar, esse nome osteofitose não é tão comum, a gente quase não ouvi falar o que seria essa palavra, o que ela quer dizer? A osteofitose, ela é o crescimento anormal de um osso, de osso próximo a uma articulação. Então, os ossofitos são mais conhecidos como na coluna, como o famoso bico de papagaio. Certo. Então, o bico de papagaio ele faz parte de um processo degenerativo da coluna, ou seja, o desgaste da coluna, que também inclui vários estágios aí das hernas de disco, acabam causando essa formação anormal de osso e, consequentemente, os ossoftos. Certo. Bom, pra começar, então, quando falou bico de papagaio, todo mundo já reconheceu, já até percebeu se tem, ou então já identificou alguém da família, algum amigo que sofre disso, né, doutor? Agora, senhor também chegou a citar que osteofitose não é a exclusividade só da coluna, né? Infelizmente, pode acontecer em outras partes do corpo, queria que você falasse um pouquinho disso. Sim, o osteópter pode acontecer no quadril, no ombro, no joelho e o grande problema da formação dos osteópsis na coluna é que existem diversas sanitificações nervosas na coluna e o crescimento desse tecido osso anormal pode acabar levando a compressão de alguns nervos e, consequentemente, alguma lesão neurológica pode acontecer. Além disso, o osteópter pode comprometer a função dessa articulação, diminuindo a mobilidade da articulação e, no caso da coluna, a função de amortecimento entre os osteos acaba sendo comprometida também. E, doutor, quanto tempo se leva para que isso aconteça, né, para que realmente consiga se diagnosticar que é uma osteofitose? É mais comum acontecer nas pessoas com mais de 50 anos, tá? Mas pode acontecer em pessoas mais jovens também, que emitiram alguns fatores de risco aí associados. O tempo que demora para o seu oftalho formar é longo, né, então começa com um pequeno gigante e, digamos assim, o bico, né, do papagaio aí, ele pode ir crescendo, né? E, na verdade, essa formação osteofitose é uma tentativa da natureza de mobilizar essa articulação. Então, o que pode acontecer no passar dos anos é o bico, né, diria, assim, o bico de cima, da vértebra de cima, vai se enfrentando com o bico da vértebra de baixo, até que eles se fundem e a articulação perde totalmente a movimentação. Então, é por isso que pessoas mais idosas, né, a partir de uma certa idade, começam a perder essa mobilidade, né? O idoso não movimenta mais tão bem a coluna quanto o jovem, né? Isso é por conta dessa formação de osteófitos e que num estágio muito avançado realmente se juntam e a articulação perde totalmente a movimentação. Interessante, doutor, essa reação natural do corpo, né, que o senhor falava pra gente, essa compensação, né? Agora, Marcelo, tem alguma coisa que nós fazemos ou então deixamos de fazer que contribui pra formação da osteofitose? Sim, com certeza, né? Primeiro, é importante entender que existe uma posição genética, né, pra formação do osteófito e pro desgaste da coluna, então, ou seja, tem gente que vai fazer tudo errado pra coluna e não vai ter esse problema nenhum, não vai ter outra posição. Tem gente que vai fazer tudo certinho e, infelizmente, vai acabar evoluindo com o problema, né? Então, essa posição genética é um fator muito determinante pra formação dessa doença, mas eu costumo dizer que tem mais dois fatores, além da posição genética, né? Que um é o envelhecimento, ou seja, quanto mais velho a gente fica, maior a chance do desgaste da coluna acontecer e o outro sem dúvida são os fatores ambientais. Aí entram as coisas que a gente realmente pode fazer, né? Então, a postura, por exemplo, é essencial. Essas comins pra coluna, ou seja, na colação sentada, trabalhando ou em pé, vão prejudicar a coluna. O exercício, eu costumo dizer que o exercício feito de mais, de menos ou de forma errada, também prejudica muito a coluna e podem favorecer ao seu osteofitose. Então, cada pessoa tem que identificar aí o meio termo, né, o que seria melhor pro seu corpo em termos de exercício. Com certeza, o combate ao sedentarismo aí é muito importante pra gente lutar contra esse problema. Excelente, doutor. E sempre, né? A questão da prevenção é o que batem bastante na tecla, né? Porque uma vez que você já desenvolveu o problema, aí vai ter que tentar repará-lo. Sempre há a questão da dor, né? Então, tem que lidar com tudo isso, então, que antes, né, se possa aí seguir as orientações do Dr. Marcelo Amato, que tá passando aqui pra gente. Agora, doutor, uma vez que a pessoa já desenvolveu a osteofitose, quais são as reações que ela tem? Quais são os desconfortos? Porque ela passa? É possível? Então, já se notar, assim, mesmo que uma pessoa sofre disso, ela mesma consegue perceber ou isso é feito através de um exame médico? Sim, os primeiros sintomas são dor e diminuição da amplitude de movimento, ou seja, uma restrição à movimentação, que acontece principalmente na coluna cervical, no pescoço, e na coluna lombar. Então, esses são os dois principais sintomas aí que fazem o paciente procurar o médico. E aí, o diagnóstico da osteofitose mesmo, ele pode ser feito através do exame físico do médico e confirmado com o raio X, né, que é um dos mais simples de ser feito, mas já é possível de ver essa formação óssea normal no próprio raio X. Ah, que ótimo, né? Uma vez que já se vê isso, fica muito mais fácil de fazer o tratamento, e é aquela questão mesmo do acompanhamento médico que a gente sempre deixa pra ir no médico quando já tá tudo muito difícil, já tá com muita dor, já tá com muito incômodo, a qualidade de vida já tá comprometida, né, então que se possa aí ter hábitos saudáveis e procurar o médico com mais regularidade. Agora, doutor, pensando numa postura saudável, a gente tem aí ouvintes que passam oito, dez horas sentado na cadeira, e às vezes duas horas pra ir pro trabalho e duas pra voltar também sentado. Como é que é uma postura correta, como é que tem que ficar os pés, as costas, como que a gente pode se perceber e começar a alterar um pouco os nossos hábitos? Na posição sentado, pensando aí principalmente na coluna cervical, né, as pessoas trabalhando com computador hoje em dia, aí você de deixar o monitor na altura dos olhos, né, de uma forma que a pessoa fique olhando pra frente, não pra cima ou pra baixo, né, então a gente imaginando sempre a coluna numa postura confortável e neutra, né, a gente consegue organizar os utensílios que a gente vai usar pra melhor posição. E pra coluna lombar, né, é importante que ela seja bem apoiada na cadeira e as pernas também devem estar bem apoiadas no chão de uma forma que forme um ângulo de 90 graus mesmo, né, com a coluna. E se explicar pelo rádio, né? Sim. Mais fácil mostrando, mas a gente tem que entender que cada coluna, cada indivíduo tem uma coluna diferente e elas não são, obviamente não estão iguais, né, e a curvatura delas muda de uma pessoa pra outra, então é difícil a gente achar uma cadeira, por exemplo, que vai servir pra todo mundo, é impossível, na verdade. Então a pessoa tem que tentar usar, às vezes uma almofada ou procurar um outro modelo, alguma coisa que fique confortável mesmo, né, na posição que vai ficar e a maior parte do tempo. E uma outra, uma dica interessante é ficar muito tempo sentado, né, colocar um alarme mesmo no relógio, no celular pra tocar aí a cada 45, 50 minutos pra pessoa levantar, né, então levantar, andar um pouco, alongar, tomar rápido qualquer coisa, mas a posição sentada, a pressão dos discos entre os outros rebais na posição sentada é maior que quando a gente tá na posição em pé, então só de levantar, andar um pouquinho, já alivia um pouco os discos e a musculatura também que tá ao redor da coluna já agradece também de movimentar um pouco. Excelente, faz muito bem, até te dar um novo ânimo pra continuar trabalhando, né, quem sabe, dependendo do local onde você tá ou descer a escada ou subir pra tomar uma água, né, ir no banheiro, conversar ali um pouquinho com alguém, te dar um novo ânimo e faz um bem também pra sua postura. Agora deixa de perguntar uma coisa, doutor, e na hora de dormir, tem gente que dorme de um jeito que quando acorda tá doendo tudo, inclusive aí as costas, tem algum jeito que a gente possa dormir que esteja prejudicando aí o nosso corpo? É, então isso é importante, porque na verdade na hora de dormir a gente tem que se repousar o corpo totalmente, né, se tá acordando com dor tá errado, a gente passa um terço da vida dormindo, né, e o terço aí tem que ser causador. De uma forma geral, né, a posição de lado ela é mais adequada pra coluna, né, é possível dormir de barriga pra cima também, né, com alguns colocando um travesseiro embaixo do joelho, ajustando bem o travesseiro pra apoiar bem o pescoço, mas é mais fácil pra orientar de forma sem mostrar, né, porque a posição de lado é mais fácil de dormir. Agora o coxão ele precisa ser adequado e o travesseiro também precisa ser adequado pra cada pessoa. Perguntar, doutor, a questão do travesseiro, que tem gente que não dorme com um, dorme com três travesseiros, né, e não é nem aquele travesseiro ali no meio das pernas, gosta de dormir alto, às vezes com mais um travesseiro, né, então tem já suas manias, os seus hábitos e a pessoa, às vezes, pode estar prejudicando o corpo, como o senhor falava pra gente, passamos muito tempo dormindo e tem que ser um hábito muito gostoso, né, uma das coisas melhores que a gente pode fazer no nosso dia, tem que servir ali pra realmente o que o sono faz pro nosso corpo, né, que é um bem por completo, né. É uma dica boa aí, pedir pra alguém, né, olhar atrás, ou seja, a pessoa tá de lado, feitada de lado, pros travesseiros embaixo da cabeça, e pedir pra alguém olhar atrás e ver se a cabeça tá bem alinhada com o restante da coluna, porque se a pessoa tá usando dois, três travesseiros, é bem possível que a cabeça esteja mais elevada, né, ou se a pessoa tem que estudar mi-sem travesseiro ou com travesseiro muito fino, que a cabeça esteja mais baixa do que o restante da coluna, e aí não é legal, é mais interessante deixar a cabeça bem alinhada, que a coluna fica neutra e consegue descansar. Ótimo, agora, doutor, voltando lá pra quem já tem a osteofitose, tem algum cuidado, especialmente pra essa pessoa, como funciona a questão do tratamento, dá pra reverter a coluna, o que era antes? É, o tratamento, ele vai variar desde medicações e fisioterapia, até mesmo alguns procedimentos cirúrgicos, né, então, o objetivo não é reverter, né, a deformação óssea ali, né, se existe alguma compressão neurológica, ou alguma instabilidade da coluna, que foi causada aí por esse desgaste associado à osteofitose, é possível que o paciente precise de uma cirurgia pra descomprimir o nervo, ou pra estabilizar a coluna, né, então, agora, é importante o pessoal entender que essas cirurgias, elas nunca são curativas, né, a cirurgia, ela não vai curar o processo de osteofitose, ela vai resolver o problema de uma articulação, de um bico de papagaio, dois ou três discos ali que estão acometidos, mas o restante da coluna tá ali, né, e tá, e se não for adotada essas medidas que a gente tá conversando, né, de postura, de exercício, tudo, a coluna vai continuar desgastando, a pessoa faz a cirurgia num segmento e, de repente, o outro segmento tá doente novo, então, não adianta em nada, né, fazer um tratamento cirúrgico e não adotar essas medidas, né, e com relação ao tratamento medicamentoso, né, também medicamentoso e fisioterápico, né, que é um tratamento clínico, é o que a gente faz na maioria do escala, né, uma maioria melhora com esse tipo de tratamento sem precisar de cirurgia, mas também, é, de novo, essas dicas aí de exercício, tudo de postura deve ser adotadas em todos os casos. Ótimo, Marcelo, e no começo da nossa entrevista, o senhor falava pra gente sobre a questão da predisposição genética que tem um peso determinante, né? Agora, as pessoas que talvez estejam muito acima do seu peso, ou então até mulheres grávidas, ou até a questão do próprio seio, que às vezes a pessoa não tem, parece que uma estrutura ali, como que fica, todos esses fatores, eles podem comprometer causando osteofitose, ou então, qualquer outro problema na coluna? Pode, sim, né, o, é um dos maiores inimigos aí, é o, o exército de peso, né, que a coluna ela não tá, não foi feita pra aguentar o sobrepeso, né, então, a obesidade, enfim, qualquer situação aí que, aumente o peso do corpo, vai prejudicar, sim, a coluna, principalmente, se a coluna não tiver bem preparada, né, então, por exemplo, alguns atletas aí, alterofilistas, tem o peso corporal muito elevado, mas tem uma musculatura, né, ao redor da coluna, que dá uma sustentação, é, suficiente pra aguentar aquele peso todo, né, então, é, é uma associação aí de fatores, encontrar o peso ideal pra cada pessoa e, e trabalhar essa musculatura, né, com os exercícios, pra que ela dê sustentação pra coluna, que seja suficiente pra aguentar aquele peso. Ótimo, hoje nós conversamos com Marcelo Amato, ele, que é neurocirurgião, conversando com a gente, passando dicas pra vocês, espero que tenham gostado, eu agradeço, doutor, e espero numa próxima entrevista. Eu que agradeço, bom dia a todos.

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