A síndrome pós-trombótica é uma complicação tardia e potencialmente grave que pode surgir anos após um episódio de trombose venosa. Ela ocorre porque, durante a
Na trombose ocorre a formação de um trombo dentro de um vaso, e o tratamento padrão, que é o tratamento clínico com a anticoagulação, ele vai evitar a formação de uma nova trombose e da embolia, que é a grande preocupação, mas ele vai deixar para o próprio organismo causar reabsorção desse trombo, e durante a reabsorção desse trombo pode ocorrer o dano da parede do vaso, e esse vaso danificado, a válvula que direciona o fluxo para cima, vai acabar no futuro causando uma insuficiência venosa, e essa insuficiência venosa entra então dentro da categoria das insuficiências venosas secundárias, secundárias porque foram causadas por outra doença, então são as varizes causadas pela trombose tardiamente.
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Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje eu vou fazer um alerta para quem teve trombose ou tem trombose, que é uma situação que quem teve trombose pode ter a síndrome pós-trombótica no futuro. Tem que ficar atento, porque normalmente não acontece logo em seguida, essa é uma evolução tardia da doença. Mas o que acontece? Na trombose ocorre a formação de um trombo dentro de um vaso, e o tratamento padrão, que é o tratamento clínico com a anticoagulação, ele vai evitar a formação de uma nova trombose e da embolia, que é a grande preocupação, mas ele vai deixar para o próprio organismo causar reabsorção desse trombo, e durante a reabsorção desse trombo pode ocorrer o dano da parede do vaso, e esse vaso danificado, a válvula que direciona o fluxo para cima, vai acabar no futuro causando uma insuficiência venosa, e essa insuficiência venosa entra então dentro da categoria das insuficiências venosas secundárias, secundárias porque foram causadas por outra doença, então são as varizes causadas pela trombose tardiamente.
Então quem tem uma trombose hoje pode no futuro, 5, 10 anos no futuro, ter varizes ou uma insuficiência venosa crônica decorrente da trombose anterior. Essa síndrome pós-trombótica, ela tem uma evolução muito mais maligna do que a insuficiência venosa primária, que é aquela genética. É uma doença que vai evoluir com muita mancha, com eczema, com úlceras e que precisam ser tratadas.
Bom, vamos falar então do tratamento. O tratamento, eu posso pensar no momento da trombose, então pensando no futuro, logicamente, se a gente faz a anticoagulação somente, eu não vou estar protegendo as válvulas, então existem outro tratamento que seriam as fibrinólises, são cirurgias para retirada desse trombo, de modo que evite aí a reformação da síndrome pós-trombótica no futuro. O problema é que a fibrinólise, ela não é um procedimento isento de riscos, então a gente tem que colocar na balança e ver quem vai ser o paciente que realmente vai se beneficiar de uma fibrinólise.
Muitas vezes não é uma fibrinólise só, tem que ser uma sequência de procedimentos em um paciente que vai aumentar o risco, então a gente tem que colocar realmente na balança, isso é o cirurgião vascular que vai ajudar a tomar essa decisão. Boa parte dos pacientes hoje em dia são direcionados para o tratamento clínico exatamente por causa do risco e muitas vezes também por causa da indisponibilidade do tratamento com a fibrinólise. Agora, se a gente faz a fibrinólise, a gente pode evitar a síndrome pós-trombótica no futuro.
Se não é feito, se é feito a anticoagulação, vamos falar do tratamento da síndrome pós-trombótica lá no futuro. A gente pode tratar as varizes, muitas vezes como uma varizes normal, então vai entrar lá dentro dos procedimentos como o uso da meia elástica, medicamento, cirurgia de varizes com laser, que eu já falei bastante aqui no canal, e as medidas locais para prevenção da evolução da doença. Então, basicamente, é elástico com pressão, que é o uso da meia elástica.
Então, esses são os tratamentos da síndrome pós-trombótica. Então, resumindo, o importante é, se você tem trombose hoje, converse com seu cirurgião vascular para entender o que você tem que fazer hoje e a partir de agora para evitar ter uma síndrome pós-trombótica no futuro. Os pontos principais são o exercício físico, manter a musculatura da panturrilha ativa, funcionante, uso da elástico com pressão e um acompanhamento médico rigoroso.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.